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Rio
Negro - PR - 10/05/2004
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ENEREDE
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O que é ENEREDE?
É a Rede Mundial de Intercâmbio de Energia Elétrica (EE).
É o aproveitamento da capacidade ociosa das redes de distribuição, em
que milhares de consumidores serão também fornecedores de EE com geradores
particulares.
- O que é rede de distribuição?
É o conjunto de fios, postes e transformadores existentes nas ruas, e
que distribuem a EE proveniente das linhas de transmissão até o consumidor
final.
- E estas redes estão ociosas?
Devido ao horário de ponta, e devido à previsão de novos consumidores,
todas as redes de distribuição de EE do mundo, estão superdimensionadas
em no mínimo 50%. Em alguns trechos destas redes a capacidade de distribuição
é ainda maior. Por exemplo, numa rua pouco habitada, a ociosidade da rede
chega a ser de até 90%.
- Horário de ponta significa consumo elevado?
Exato: são 3 horas diárias, após as 17h00, em que todo mundo no Brasil
(terra dos chuveiros elétricos) toma banho.
O chuveiro elétrico, é o maior assaltante de EE que já foi inventado.
Devido à sua elevada potência, a demanda nacional de EE neste horário
chega a ser o dobro da demanda dos outros horários.
O chuveiro elétrico existe só no Brasil, porque aqui se acreditava que
a EE era barata e abundante.
- E como é gerada a EE da ENEREDE?
Com a ENEREDE, dois tipos privados de geração tornam possível aumentar
em até 50% a EE gerada na face da terra, num relativamente curto espaço
de tempo: O primeiro é a cogeração, e o segundo é a utilização das fontes
alternativas de energia, como: ventos, rios, biomassa, sol, resíduos industriais,
agrícolas, etc.
- O que é cogeração?
É o aproveitamento de um combustível para se obter energia e calor simultaneamente.
A cogeração com combustíveis nobres ( líquidos e gasosos ) é ideal e lucrativa
para qualquer tamanho de investimento, de 1 kW até 10.000 kW, e é muito
simples: basta um motor a combustão (igual ao motor de um carro), um gerador
de EE e um sistema de aproveitamento de calor residual.
- Então um motor Diesel com um gerador é cogeração?
Não. Porque o rendimento é de 25 a 40%. Você vai jogar fora o calor
e vai ter um gerador ineficiente. Mas se você pegar este mesmo conjunto,
e aproveitar o calor residual, você pode chegar atualmente em rendimentos
de até 90%. Isto é cogeração.
- Onde podem ser instalados os cogeradores?
Em qualquer local onde se necessita de calor ou de frio.
Num hotel, por exemplo, a cogeração pode ser feita com um motor a óleo
vegetal, álcool ou biogás, dentro de um container com isolação
acústica. A EE produzida é injetada diretamente na instalação elétrica
do hotel, em paralelo com a EE vinda da concessionária.
O calor proveniente da água de refrigeração deste motor, bem como o calor
de seus gases de escapamento, são recuperados em um tanque isolado de
água quente de acumulação, por meio de uma serpentina ou conjunto de tubos.
Esta água quente é usada nos chuveiros, piscinas, lavanderia, cozinha
e para aquecer o ar ambiente no inverno. Este calor, através do ciclo
de absorção, pode ainda servir para fazer a refrigeração das geladeiras,
dos freezers e do ar condicionado central no verão. O ciclo de absorção
é aquele das antigas geladeiras movidas a calor, movidas a gás.
A cogeração em prédios de apartamentos, residências, escritórios,
hotéis, clubes, academias, shoppings, hospitais, etc., poderá ser feita
preferencialmente, ou exclusivamente, durante o horário de ponta. Além
de se injetar EE na rêde pública neste horário crítico, teremos ainda,
ao mesmo tempo, uma redução do consumo de EE devido à substituição dos
chuveiros elétricos.
- Como é controlado o sistema?
O controlador do gerador é programado para "fornecer o calor necessário"
do hotel; e a sobra de EE deverá ser vendida para a concessionária.
Todo o sistema funciona automaticamente, sem nenhuma intervenção manual.
Após 4 anos de amortização dos equipamentos, o hotel obterá uma economia
de 30% em seus custos de energia e combustível.
- A cogeração pode ser feita com outros combustíveis?
Sim, somos um país agrícola, com muita sobra de resíduos: bagaço de cana,
palha de milho, palha de soja, casca de arroz, fibra de coco, cascas de
árvores reflorestadas, galhos, folhas, etc., que poderão ser utilizados
para gerar calor e energia elétrica.
A cogeração com combustíveis sólidos é ideal para usinas maiores do que
500 kW, devido a seus equipamentos e operação (caldeiras de alta pressão
superaquecidas, turbinas a vapor, etc).
- A cogeração com Diesel não é um absurdo?
O rendimento pode ser elevado a 90%. E muito melhor é usar óleo
vegetal, pois assim diminuimos a emissão de CO2 global, visto que
os vegetais seqüestram mais CO2 do ar através da fotossíntese,
do que o devolvido pelo escapamento.
O que é um absurdo é a geração pura de EE
com Diesel, com rendimentos inferiores a 40%.
No Brasil, inúmeras empresas geram EE com Diesel no horário de ponta,
porque para elas é mais barato alimentar um gerador Diesel, do que pagar
as tarifas diferenciadas de EE neste horário.
Essa é mais uma vantagem da ENERNET, que irá reduzir a enorme diferença
existente atualmente nas tarifas horozasonais, inviabilizando a geração
pura e antiecológica a Diesel.
- Termoelétrica é cogeração?
- Termoelétrica não produz calor?
Termoelétrica não é cogeração. Termoelétrica produz calor e joga fora...
- O quê? Joga fora o calor?
É isso aí. Este aproveitamento do calor residual, infelizmente não é possível
nas grandes centrais termoelétricas, elas não têm "o que fazer"
com este calor, e portanto jogam fora, para o meio ambiente, metade da
energia dos combustíveis.
O rendimento de uma termoelétrica é de apenas 50%. Os outros 50% servem
para aquecer o globo terrestre, aumentar os poluentes atmosféricos e acelerar
o efeito estufa.
Mesmo com este desperdício, 80% da EE gerada no planeta, ainda provém
de termoelétricas.
O elevado número destas termoelétricas é um dos motivos, pelo qual os
EUA não querem assinar o tratado de Kioto, tratado de redução de emissão
de poluentes.
A implantação da ENEREDE a nível mundial, obrigará os EUA a assinar este
tratado.
Devido à ENEREDE todas as termoelétricas do mundo, num futuro próximo,
serão substituidas por bilhões de pequenos equipamentos de cogeração.
- Termoelétrica é sinônimo de crime ecológico?
É claro que é. Para viabilizar as novas "Centrais termoelétricas a gás
boliviano", será inclusive criado um subsídio para reduzir o preço do
Gás Natural, e seu preço será dolarizado (subsídio e benesse só para as
ineficientes termoelétricas, é claro).
Milhares de pequenas e médias cogerações distribuídas, como as do exemplo
do hotel, são mais eficientes, ecológicas e econômicas do que as equivalentes
grandes centrais termoelétricas, e não necessitam de combustíveis subsidiados
ou dolarizados.
Além disso, algumas termoelétricas precisam de investimentos em caríssimas
linhas de transmissão e transformadores, coisas de que os pequenos geradores
não necessitam, porque estão ligados na ENEREDE, ou seja nas redes de
distribuição existentes e ociosas.
Como se não bastasse, uma termoelétrica de 400 MW, destas a gás natural,
precisa condensar a água de seu ciclo combinado. Esta condensação requer
uma quantidade muito grande de água fria. Se esta água fria é de um grande
rio, ele será aquecido; e se o rio for pequeno, esta água será evaporada.
Para se ter uma idéia, a água evaporada nesta usina, equivale em volume,
ao consumo de água de uma cidade com 40.000 habitantes.
- É possível gerar EE com o vento e com o sol?
Sim. A imensa costa litorânea brasileira com suas brisas e ventos freqüentes,
é ideal para a instalação de pequenos cataventos individuais, e de parques
ou cooperativas de geração eólica de grande porte.
A energia eólica ainda tem um custo um pouco alto, mas em regiões com
muito vento, já é viável.
A energia fotovoltaica (conversão direta de energia solar em EE) tem preços
muito elevados, com tendência de queda para produção de módulos em larga
escala. Mas por enquanto, a energia do sol pode ser muito bem aproveitada
para obter água quente em substituição ao chuveiro elétrico.
- E o potencial hidráulico está esgotado?
Não. Todas as represas das grandes usinas hidroelétricas, são alimentados
por rios e cachoeiras. Estas quedas têm um potencial hidráulico
não aproveitado, que é maior do que aquele que já está sendo usado; e
muitas destas quedas podem acionar micro usinas, viabilizando pequenos
empreendimentos privados. Atualmente são explorados 72 mil MW hidráulicos.
O potencial já levantado, sem contar o não levantado, é de 260 mil MW,
isto é 3,6 vezes maior.
As pequenas centrais hidráulicas interligadas com a ENERNET não necessitam
de represas, não precisam de reservatórios de acumulação; elas podem usar
o potencial das quedas naturais.
- Mas porque a ENEREDE ainda não está implantada?
Não sei. Acho que falta divulgação, conscientização, reconhecimento, humildade
e vontade política.
- Você não divulga seu trabalho?
Fazem 17 anos que distribuo os conceitos de geração distribuída
e da cogeração em seminários, cartas, fax, internet, jornais, revistas,
associações, TVs, autoridades do setor, etc, e ninguém publica os artigos.
Alguns, com poder de decisão, em plena época de apagão, insinuam que sou
lunático.
Acho que a ENEREDE ainda é teórica porque não é permitido ao pequeno se
conectar e injetar EE na rede, ainda não é permitido usar GLP para gerar
EE, ainda são irrisórios os preços de venda de EE dos pequenos, etc. Ainda
existem muitas limitações burocráticas.
Uma criança entende que numa mangueira de jardim você pode fazer inúmeros
furos, injetar água em alguns destes furos, e triplicar a quantidade de
água distribuida por esta mangueira.
Não sei explicar o porquê, mas os técnicos e os responsáveis pelo setor
elétrico têm muita dificuldade em compreender esta analogia com
um fio elétrico.
- A ENEREDE tem alguma desvantagem?
Nenhuma. A ENEREDEé um bom e lucrativo negócio para todos os envolvidos.
- Para as concessionárias também?
É claro, é um ótimo negócio. O seu faturamento será bem maior, porque
todas as redes de distribuição que já existem, poderão atender a um número
muito maior de consumidores, sem nenhum investimento.
As concessionárias, deveriam se contentar com um lucro de 20% comprando
excedentes de E.E. em baixa tensão a R$ 320,00/MWh, e revendendo a R$
400,00/MWh aos consumidores vizinhos.
Para a medição da EE, basta instalar dois registradores (relógios) com
travas de recuo invertidas.
Para os pequenos, os contratos de compra e venda de EE são desnecessários.
Para os pequenos é desnecessária toda a parafernália de leis existentes
para os grandes, como por exemplo: Demanda Suplementar de Reserva (DSR),
Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), encargos de uso de transporte,
etc. No dia em que a ENEREDE for implantada haverá uma equalização de
preços de EE, e estes artifícios legislativos não serão mais necessários.
Os geradores com seus controles, ligados em paralelo com a rede, são extremamente
seguros, e como benefício adicional ainda diminuem as perdas (de ±
20%) dos sistemas de transmissão de EE existentes.
- Mas a rede não é cheia de transformadores, fios
de alta tensão e de baixa tensão? A Energia pode ir e vir neste sistema?
É claro que sim, para os elétrons não interessa o caminho de ida ou de
volta. Um transformador pode abaixar ou elevar a tensão, com exatamente
o mesmo rendimento.
- E o governo, como fica?
O governo continuaria cobrando seus 33% de ICMS dos consumidores e cobraria
também o ICMS dos geradores particulares ( 25% de R$100,00 é igual ao
acréscimo de 33,33% sobre R$ 75,00 ).
O poder público não terá que investir um único centavo em novas usinas
elétricas, torres e linhas de transmissão, sub-estações, redes de distribuição,
etc; e ainda aumentará a sua arrecadação.
As pequenas usinas particulares promovem o surgimento de inúmeras novas
indústrias, comércios, empregos, cursos e prestadores de serviços (geradores,
motores, controladores, aquecedores, refrigeradores, etc.), resultando
em desenvolvimento social, industrial, tecnológico, comercial, etc.
- A ENEREDE está limitada a um aumento de EE de
50%?
Não. Assim como a Internet, a ENEREDE não tem limites.
Se daqui a 2 anos, quisermos mais do que 50%, a ENEREDE poderá ser ampliada
do seguinte modo: Os geradores e as redes serão providos de controladores
microprocessados, interligados pelos próprios fios elétricos, com tecnologia
"Plug & Play", ou seja: conecte e funcione.
Hoje, para se instalar um CD player num PC, basta ligar 2 cabos de fios,
e apertar 4 parafusos.
O computador reconhece e reconfigura todas as características necessárias
automaticamente.
Do mesmo modo, na ENEREDE fase 2, daqui a 2 anos, serão transmitidos poucos
bytes de controle pelos robustos fios de energia, assim como estamos acostumados
a transmitir bilhões de informações por milhares de km em 2 frágeis fiozinhos
de telefone.
Por meio deste controle e devido ao fato de que qualquer fio tem infinitos
pontos, será possível injetar e consumir EE nas imediações de cada um
destes pontos, e poderemos aumentar infinitas vezes a energia distribuida,
nas redes existentes.
É isso mesmo, a ENEREDE permitirá um aumento fantástico e ilimitado de
distribuição de EE.
- Voce é pesquisador de alguma universidade ou instituto?
Não. Sou um pesquisador particular. Tenho uma empresa que fabrica máquinas
especiais sob encomenda, equipamentos de cogeração e presto assessoria
técnica a várias empresas.
- Quais os benefícios para os pequenos geradores?
Devido ao intercâmbio de EE, um gerador de 0,3 kW, é suficiente para as
necessidades de energia de uma residência normal. Mas independente da
rede elétrica, o gerador da mesma residência teria que ser no mínimo de
6 kW, isto é, 20 vezes maior. A rede funciona como um pulmão de EE.
Cada microusineiro terá interesse em gerar o máximo possível de EE, e
vender o excedente.
- O que é um preço razoável para compra e venda
de EE?
Esta é a questão crucial, que necessita de correções com urgência urgentíssima.
Hoje as microempresas, os assalariados, os pequenos comerciantes, pagam
até 10 vezes mais pela EE do que as grandes indústrias. Este preço literalmente
dado aos grandes, desestimulam seus investimentos em cogeração e geração
de EE. Este preço "dado" é menor do que o preço de venda de EE de Itaipu.
Está na hora de acabar com esta mamata.
O preço da EE pago por nosso humilde povo, mesmo antes da parcial privatização
em curso, é até 50% superior aos preços praticados no primeiro mundo.
É inadmissível que os assalariados continuem sustentando e subsidiando
os abastados com EE.
Quem quiser EE barata, que faça a sua própria usina.
Como se não bastasse, as usinas dos grandes grupos particulares, podem
vender EE no MAE (Mercado Atacadista de Energia), a um preço muito maior
(R$ 600,00/MW) do que o preço de compra de EE (R$ 35,00/MW) destes mesmos
grupos. Aos pequenos, evidentemente ainda não é permitido este comércio
de EE; e se fosse, os preços seriam ridículos.
A ENEREDE irá homogenizar todos estes preços, devido à lei da oferta e
da procura.
Acho que o MWh deverá ter um preço único para todo tipo de consumidor.
Energia é energia, MWh é MWh, não interessa quem compra.
ENEREDEé justiça social.
Esta atual diferença de preços, faz a ENERNET, por enquanto, ainda melhor
para o pequeno consumidor gerador; que, no mínimo, vai deixar de pagar
o alto preço de compra de EE.
A ENEREDE vai evitar a especulação dos oligopólios, tal como está acontecendo
atualmente na Califórnia - EUA, onde além de inúmeros apagões, o custo
médio do kWh teve um aumento superior a 1000% durante o ano de 2000.
- Esse aumento de 1000% no preço da EE pode acontecer
por aqui?
Não, 1000% não, mas qualquer número inferior a 1000%, pode.
Na Califórnia, com todas as leis espertas e exemplares existentes nos
EUA, algumas geradoras pararam suas usinas intencionalmente no horário
de pico, só para provocar apagões, aumentar o preço da EE, e obter lucros
astronômicos.
Esta manipulação dos mercados, esta catástrofe, será evitada através da
ENEREDE.
Aliás, é somente a ENEREDE que pode evitar que se repita esta vergonhosa
especulação aqui no Brasil. Está se vendendo o sistema elétrico, sem que
hajam os prometidos novos investimentos.
Estão apenas "fazendo dinheiro" para tapar outros buracos.
O setor está sendo transformado de monopólio em oligopólio.
Somente uma geração particular distribuída vai evitar uma intencional
oferta baixa de EE para controlar e elevar as tarifas.
Como não existem padres franciscanos neste mercado, e nem leis que evitem
a ganância e os artifícios dos seres humanos, os resultados são previsíveis.
Não nos faltam exemplos.
Sem a ENEREDE, teremos apagões, como nunca se registrou na história, com
consequências que ainda nem podemos imaginar. O que faremos se não chover
o suficiente? Acho que não devemos ficar de braços cruzados esperando
a última gota de água se exaurir dos reservatórios. Vamos nos unir, vamos
nos mexer, vamos implantar a ENEREDE enquanto o país ainda não está na
UTI em estado de coma e enquanto as velas ainda estão inteiras na gaveta.
É muito demorado e difícil reativar uma economia totalmente paralizada.
- Você é contra as Estatais?
Eu não, apenas acho que as estatais devem conviver com o setor privado.
Sou contra o mono e o oligopólio.
Se o setor privado da telefonia não estivesse presente no Brasil, quanto
custaria hoje um telefone? R$6.000,00? US$50.000,00? Teríamos Celular?
Teríamos Internet? Teríamos infovias? etc...
O preço do impulso ainda é caro? Basta aumentar a concorrência.
- Quanto custa um sistema de cogeração?
De R$ 500,00 a R$ 1.000,00 por kW, ou seja, um hotel com um cogerador
de 50 kW terá um custo de implantação de aproximadamente R$ 40.000,00.
O sistema completo é financiavel pelo BNDES, é parcialmente isento de
ICMS e de taxas de importação.
- Os equipamentos são importados?
Não, pelo contrário. O Brasil exporta para o primeiro mundo: motores à
combustão, geradores, caldeiras, softwares, pás de geradores eólicos de
até 1000 kW, controladores, turbinas hidráulicas, etc. Temos tudo o que
é necessário, da melhor qualidade, em quantidade e preços competitivos.
- Quanto tempo demora pra fazer e instalar um cogerador
num hotel?
Deixando a burocracia de lado, demora uns 60 dias.
- As pequenas usinas são confiáveis?
No conjunto, na ENEREDE, elas são muito mais confiáveis do que as grandes.
As grandes e suas linhas de transmissão, estão sujeitas a interrupções
por inúmeros motivos como: raios, greves, sabotagens, vendaval, terremoto,
São Pedro, e todos os outros santos.
Nunca estes acontecimentos irão ocorrer simultaneamente nos milhões de
pequenos geradores.
Além disso, durante uma interrupção de alguma linha de transmissão ou
de um grande gerador; ou seja, durante um apagão; os pequenos poderão
suprir com EE seus proprietários e seus vizinhos.
- Mas os pequenos geradores não produzem uma energia
de qualidade inferior?
A qualidade é exatamente igual à qualidade da EE de uma grande usina,
com mais um benefício:
Os geradores distribuidos geram energia reativa capacitiva e portanto
melhoram o fator de potência das redes.
- Como as universidades e os centros de pesquisa
podem contribuir?
O setor elétrico mundial ficou muitos anos restrito somente à pesquisa
de tecnologia para as grandes usinas. Existe um enorme campo a ser desenvolvido
para produzir e aumentar a eficiência dos equipamentos de geração de pequeno
porte.
Por exemplo, para fazer os microcogeradores residenciais, deverão ser
desenvolvidos motores a combustão de alto rendimento, com apenas 0,75
kW (=1HP) com refrigeração a água.
Os geradores elétricos usados em cogeração, também poderão ser resfriados
a água, para aproveitar ainda mais o calor residual, e aumentar os rendimentos
totais.
Além, é claro, devem ajudar no desenvolvimento das bioenergias,
como álcool, óleos vegetais, biogás, carvão
vegetal com recuperação dos gases, cavacos, resíduos
vegetais, etc.
- A ENEREDE tem alguma semelhança com a INTERNET?
Sim, com uma grande vantagem: É muito mais simples e de uso imediato,
ainda não necessitando de protocolos, endereços, provedores, modens, configurações,
gigabytes, etc, e não terá congestionamentos, virus e linhas ocupadas.
Através da ENEREDE, é possível obter o máximo de rendimento dos sistemas
de geração.
Na informática, sabemos que o computador ideal é aquele conectado na rede
de informação.
Na energética, o gerador ideal será conectado na rede de EE; rede existente
e bem desenvolvida.
A Internet teve um crecimento rápido, porque felizmente não tinha lei
que impedisse a conexão de computadores com a rede de telefone, não tinha
lei que impedisse a injeção de bytes nestes fiosinhos, não tinha lei que
cobrasse por quantidade de megabites transmitidos, todos pagam o mesmo
preço pelo impulso, não interessa quem usa.
- A energia hidráulica não é muito melhor do que
a termoelétrica, ou mesmo a cogeração?
É claro que é. É energia 100% limpa. Devemos aproveitar todo este potencial
existente e ainda inexplorado. A ENEREDEé geral, é para todos os tipos
e fontes de energia.
Não é muito inteligente usar a nobre EE hidráulica para fazer aquecimento,
a água também tem um potencial limitado.
É mais racional usar combustíveis residuais ou mesmo fósseis para fazer
os aquecimentos.
A cogeração é muito melhor do que a queima direta de um combustível, porque
além do aquecimento ainda gera um bom tanto da nobre EE.
- A ENEREDE já existe em outra parte no mundo?
Ela existe "em pedaços" em alguns países, nos quais é incentivada a cogeração,
onde existem leis para a comercialização de energia distribuida com preços
competitivos, e inclusive existem países em que é proibida a construção
de termoelétricas.
Na Dinamarca a cogeração e as energias alternativas, suprem mais do que
60% da EE gerada atualmente; e é proibida a construção de novas termoelétricas.
Na Alemanha estão instalados mais de 3000 pequenos cogeradores silenciados,
de uma única empresa. Estes equipamentos têm as dimensões de uma
máquina de lavar roupa, e são utilizados em conjuntos habitacionais de
4 apartamentos, com rendimento de 90%, retorno de investimento em 5 anos
e vida útil projetada de 30 anos.
Aliás quem ainda acha que a ENERNET tem limitações técnicas, pode verificar
o que e como é feita a geração distribuída nestes e nos outros
inúmeros países.
- O que diferencia a sua idéia do que já existe?
A ENEREDE tem o mérito de informar aos técnicos de que a geração distribuída
não tem limites, que a cogeração é muito melhor do que as termoelétricas
em instalação, mostra com clareza a questão aviltante dos preços de EE,
e apresenta uma solução rápida para o apagão.
- Quem inventou a ENEREDE?
Eu apenas inventei o nome, verifiquei que é ilimitada e tento divulgar
seus benefícios. Acho que ENERNET é uma coisa tão evidente como a roda
redonda ou a internet; e é realmente urgente a sua implantação.
- As leis que estão sendo feitas, não caminham em
direção à ENEREDE?
Não, são muito complicadas, demoradas, limitadas, de difícil interpretação
e por enquanto só contemplam os grandes, ou seja, aqueles que sempre foram
os beneficiados, e que mesmo assim não estão investindo, estão aguardando
o que vai acontecer, feito urubus no telhado.
- O que precisa ser feito para implantar a ENEREDE?
Para eliminar o risco de novos "black-outs"; diminuir o consumo de combustíveis;
diminuir a poluição ambiente; atender a agenda 21 (redução de CO2); reduzir
o consumo de ponta de EE; melhor utilizar o sistema elétrico instalado;
homogenizar os prêços de EE; incrementar todo o setor econômico nacional;
e para aumentar em 50% (com capital privado e em curto espaço de tempo)
a EE gerada e distribuida no país, é necessário que seja feita uma lei:
"Lei que obrigue as concessionárias a comprar qualquer fração de EE a
preços compatíveis e fazer sua divulgação, de maneira clara e objetiva".
Não se trata de nenhuma mágica, se trata apenas de colocar em prática
umas poucas leis físicas e leis políticas. As várias tecnologias existem
isoladamente.
Falta somente agrupar e divulgar todas elas para o bem comum da humanidade.
- Afinal, o que você quer? Fabricar equipamentos
ou a ENEREDE?
Os dois. O sucesso de um depende do outro. Quero ser consultor e parceiro
de várias empresas de equipamentos, e estou à disposição
dos órgãos competentes para que a ENEREDE e os Biocombustíveis
se tornem uma breve realidade.
É por isso que insisto no assunto, por onde ando e consigo chegar.
Penso que a maneira mais rápida seja: sensibilizar o Sr. Presidente
da República, para que ele convoque seus especialistas, para que
no prazo de uma semana tentem apontar alguma desvantagem ou problema insolúvel
da ENEREDE e das Bioenergias.
E então basta pegar a caneta, assinar as solicitadas leis e colher
seus frutos generalizados.
É muito simples, os resultados são imediatos.
Só assim poderemos perpetuar a existência humana na face
da terra, pois o colapso energético tradicional é iminente
e a grande guerra da energia ainda pode ser evitada.
Thomas Renatus Fendel
 
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