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ENEREDE
– Rede Racional de Energia Elétrica
Por:
Thomas Renatus Fendel
Engenheiro Mecânico, FEG – UNESP - thomas@fendel.com.br

ENEREDE
ou ENERNET é o uso recíproco das redes
de Energia Elétrica (EE), com seus milhões de consumidores,
que também devem e podem gerar e injetar EE nas redes existentes,
aumentando em várias vezes sua capacidade de distribuição.
As redes de baixa tensão são superdimensionadas, principalmente
aqui no Brasil, terra dos chuveiros elétricos, exclusividade nossa.
Um único chuveiro elétrico de 6 kW consome a EE de duas
mil lâmpadas LED de 3 W. Como milhões de brasileiros tomam
banho entre as 18 e 21 horas, resultam 3 horas diárias de altíssimo
consumo de EE, conhecido como horário de ponta. Nas outras 21 horas,
a utilização de muitas redes é irrisória,
chegando a menos de 5% em trechos consideráveis.
A EE descentralizada,
substitutiva e adicional da ENEREDE será
gerada por co-geração e por fontes diversas, como por exemplo,
pequenas quedas de água, biodigestores e combustíveis convencionais.
O
co-gerador da figura acima é formado por um motor Diesel de 5 HP
adaptado para óleo de fritura, acoplado a um motor elétrico
de 3 HP, que, rodando acima de velocidade síncrona, e conectado
à rede, se transforma automaticamente num gerador. Os gases de
escapamento são direcionados ao fogão/forno residencial
e à chaminé metálica interna, que funciona como aquecedor
ambiente, sendo a água de refrigeração ligada à
caixa de água quente da moradia, por termo-sifão.
CO-GERAÇÃO
Co-geração
significa aproveitar o calor residual, normalmente jogado fora em motores
e em usinas térmicas.
Os combustíveis podem ser quaisquer, nobres como etanol e óleo
vegetal (OV); ou descartados como resíduos agro-florestais.
A co-geração com combustíveis líquidos e gasosos
é muito simples e ideal para equipamentos pequenos, de 1 a 1.000
kW. Através da co-geração, deve-se substituir a queima
de combustíveis em diversos sistemas de aquecimento e de geração
térmica de EE. Em alguns casos, utiliza-se parte da estrutura existente.
90% do calor residual descartado pode ser transformado em calor útil
local para os pequenos consumidores. Deste motor é eliminado o
radiador. Sua bomba de água circula a própria água
do tanque, enquanto resfria o motor e aquece a água de consumo.
Os gases de escapamento deste motor são insuflados no aquecedor
central ou na caldeira de recuperação e adicionalmente aquecem
a água ou geram vapor. O controlador do sistema é programado
para "fornecer o calor necessário" do consumidor, ligando
o conjunto às 18 horas, e o desligando quando a água atingir
95 graus Celsius. O sistema pode funcionar automaticamente, sem nenhuma
intervenção manual.
Como a demanda de EE no horário de ponta, num hotel, por exemplo,
é de 5 kW, e o gerador é de, por exemplo, 50 kW, há
um saldo de 45 kW que é injetado na rede de distribuição
pública de EE, durante este crítico horário, e deverá
ser vendido ou trocado com a concessionária, a preços compatíveis,
pois neste horário a EE tem um valor muito maior. Nas outras 20
e tantas horas do dia, o hotel recompra ou permuta com a concessionária
a EE necessária, automaticamente.
A água quente armazenada em tanques isolados, com capacidade de
alguns metros cúbicos, está disponível o dia inteiro,
e é usada nas duchas, piscinas, lavanderia, cozinha, e para aquecer
o ar ambiente no inverno. Parte deste calor residual, ou vapor, ou gases
quentes; através do ciclo de absorção, pode ainda
servir para fazer, também por acumulação, a refrigeração
das geladeiras, dos freezers, e do ar condicionado central no verão.
O ciclo de absorção é aquele das geladeiras de antigamente,
movidas a querosene ou a GLP.
A co-geração em: prédios de apartamentos, residências,
escritórios, hotéis, clubes, academias, shoppings, hospitais,
etc., pode ser feita preferencialmente, ou exclusivamente, durante o horário
de ponta. Além de se injetar EE na rede pública neste horário
crítico, teremos ainda, ao mesmo tempo, uma considerável
redução de consumo de EE pela retirada dos chuveiros e aquecedores
elétricos.
O co-gerador a óleo
vegetal da figura acima é de 8 kW elétricos e de 16 kW térmicos.
A co-geração
permite rendimentos totais de até 95% e deve ser feita em todos
os locais que necessitam: de calor, e/ou de frio, e de EE.
USINAS TERMELÉTRICAS
Nas
ineficientes usinas termelétricas, o rendimento varia de apenas
5% a 50%, e a maior parte da energia presente em qualquer combustível,
isto é, de 95 a 50%, é jogada fora. No Brasil, infelizmente
muitos consumidores industriais e comerciais são induzidos a gerarem
EE com Diesel, diariamente nas 3 horas de elevado consumo nacional, porque
é mais barato alimentar um gerador Diesel, a pagar a tarifa 10
vezes mais cara do contrato de ponta. E quando este consumidor instala
o gerador a Diesel, e só então, as imorais concessionárias,
sem exceção, reduzem o preço da energia de ponta
deste cliente, para que o gerador permaneça desligado... Estes
geradores devem ser transformados em co-geradores e instalados em locais
que possam aproveitar a enorme quantidade de calor disponível e
descartada. Termelétrica não é co-geração.
Este aproveitamento do calor residual, não é possível
de ser feito nas grandes centrais, elas não tem “o que fazer”
com esta enorme quantidade de calor de baixa temperatura. Num veículo,
até se justifica este desperdício, porque é tecnicamente
inviável armazená-lo. Mas numa instalação
fixa, este descarte é estúpido e imoral. E mesmo assim,
80% da EE gerada no planeta ainda provem de ineficientes termelétricas.
Com a ENEREDE, estas irracionais termelétricas,
serão todas substituídas por milhões de pequenos
e médios equipamentos de co-geração, com o dobro
ou triplo de rendimento, e que não necessitam de combustíveis
subsidiados. Isso significa, que através da ENEREDE
podemos diminuir o consumo global de combustíveis, em no mínimo
20%.
As termelétricas e grandes usinas requerem adicionais vultosos
investimentos em linhas de transmissão e transformadores, coisas
de que os pequenos geradores não necessitam, porque estão
ligados nas redes de distribuição existentes de baixa tensão,
estão ligados na ENEREDE.
AGRO-FLORESTA,
ENERGIA SOLAR E ENERGIA EÓLICA
Vivemos
no país da agro-floresta imbatível, com muita sobra de resíduos:
bagaço de cana, palha de milho, palha de trigo, fibra de coco,
cascas de alimentos, cascas de árvores reflorestadas, galhos, folhas,
etc.; que deverão ser utilizados para co-gerar energia elétrica,
calor e ainda, no mesmo processo industrial descentralizado e contínuo,
produzir carvão vegetal em pó ou compactado.
Num pé de soja, de arroz, de trigo ou de milho, a biomassa descartada
é de 80%. A co-geração com estes combustíveis
sólidos é viável para consumidores maiores do que
500 kW, devido a seus equipamentos e operações mais delicadas
(caldeiras de alta pressão, turbinas a vapor, gaseificadores etc.).
A energia solar é bem aproveitada para aquecer água, em
substituição ao chuveiro elétrico, e para produzir
biomassa, mas continua inviável para gerar EE diretamente por placas
fotovoltaicas ou por sistemas concentradores de raios solares.
A imensa costa litorânea brasileira e demais áreas com ventos
freqüentes e fortes, são ideais para a instalação
de pequenos geradores eólicos individuais, conectados à
ENEREDE.
HIDRELÉTRICAS
No
Brasil, são gerados 100 milhões de kW hidrelétricos.
O potencial levantado é de 300 milhões de kW. Isto é,
podemos gerar 3 vezes mais EE com as águas catalogadas; sem contar
o enorme potencial hidráulico das pequenas usinas, desprezado e
ignorado pelos tecnocratas. Como todas as represas são alimentadas
por rios com suas inúmeras cachoeiras; estas milhares de quedas
podem ser aproveitadas para acionarem micro usinas, viabilizando enorme
quantidade de pequenos empreendimentos privados, num potencial total superior
ao convencional catalogado. As pequenas centrais hidráulicas interligadas
com a ENEREDE não necessitam de represas,
elas podem aproveitar a energia estática e dinâmica das quedas
naturais, embora que, com estes fantásticos e mal falados reservatórios
de acumulação de água, se obtém mais energia
e promove-se a criação de peixes, controle de enchentes,
incremento da navegação (eclusas), da irrigação
e se alcança um melhor equilíbrio ambiental.
Por muitos anos difundiu-se a mentira de que pequenas usinas não
são viáveis. Um preço de R$ 0,20 kWh torna rentável
qualquer micro usina e dá chance de retorno financeiro a inúmeros
investimentos particulares, de todos os tamanhos. O ideal é uma
tarifa escalonada, inversamente proporcional à potência do
gerador. Por exemplo; até 10 kW um valor de R$ 0,25 por kWh; de
10 até 50 kW - R$ 0,20 kWh; de 50 até 250 kW - R$ 0,17 kWh;
e acima de 250 kW - R$ 0,15 kWh. Para efeito de comparação,
paga-se para as concessionárias, pelo consumo de EE nas residências,
pequenos comércios e micro indústrias R$ 0,50 por kWh, incluso
os 33% de impostos. As concessionárias têm excelentes lucros
comprando excedentes de EE em baixa tensão a R$ 0,20 kWh, e revendendo
a R$ 0,37 kWh (mais impostos) aos vizinhos.
A roda de água
da fig. acima (5kW) poderia estar ligada à ENEREDE
e proporcionar uma renda contínua de R$ 900,00 mensais a seu proprietário.
A EE da ENEREDE
é distribuída aos consumidores a pouca distância e
não necessita ser transmitida por milhares de km.
Num cano de água, podem-se fazer inúmeros furos e injetar
água em alguns destes furos; e quintuplicar ou centuplicar a capacidade
de distribuição de água deste tubo.

Esta analogia (fig. acima) vale exatamente igual para um fio elétrico.
Qualquer
rede, aceita a injeção e a ejeção de energia,
em qualquer ponto, contrariando a falácia dos técnicos capachos
concessionários.
Para as moléculas de água numa mangueira, ou para os elétrons
num fio, não interessa se o caminho é de ida ou de volta.
Um transformador pode abaixar ou elevar a tensão, com exatamente
o mesmo rendimento. O controle de um micro gerador ligado na ENEREDE
é muito mais simples do que o controle de um gerador isolado, porque
é a própria rede que define a tensão e a freqüência
do gerador.
LIVRE MERCADO
O
setor elétrico é o melhor setor para o efetivo livre mercado,
para a quebra dos hediondos monopólios que beneficiam poucos ladrões.
É inclusive muito mais simples e seguro produzir e injetar EE de
qualidade na rede de EE, do que obter, tratar e injetar água potável
num cano da concessionária de água. Gerar EE em pequena
escala, com excelente qualidade, é facílimo. O gerador pode
ser uma simples máquina assíncrona, de baixo custo, mais
conhecido como "motor gaiola" ou motor de indução,
ou seja, qualquer motor elétrico assíncrono girando acima
da velocidade síncrona, impulsionado por uma energia mecânica
externa e ligado à rede para excitação do campo eletromagnético.
O rendimento no funcionamento
como motor é semelhante ao rendimento do funcionamento como gerador.
Os harmônicos gerados como gerador são parecidos e parcialmente
opostos aos harmônicos gerados pelos outros motores conectados à
rede, e se anulam.
Não existem dificuldades técnicas, embora os pelegos monopolistas
inventem as mais bobas e esfarrapadas desculpas, como por exemplo: o item
segurança, que supervalorizam por falta de conhecimento primário,
afinal, além de um micro-gerador não conseguir injetar energia
num sistema muito maior desenergizado, todos os geradores tem sistemas
de conexão e segurança automática, além da
segurança intrínseca adicional dos geradores assíncronos,
que necessitam de excitação externa da própria rede.
ENEREDE é um bom e lucrativo negócio
para todos os envolvidos, e não tem desvantagens. Para as concessionárias
é um ótimo negócio. Seu faturamento será maior,
terão mais clientes, e suas redes existentes atenderão um
número muito maior de consumidores, sem necessidade de investimento
algum, por parte delas.
Para a medição do saldo de EE gerada ou consumida, bastam
registradores comuns, ou dois registradores com travas de recuo invertidas,
ou registradores eletrônicos bi-direcionais.
Recentemente as concessionárias passaram a assaltar ainda mais
o povo com a hipocrisia do "smart grid" traduzido: "rede
inteligente", que de inteligente não tem absolutamente nada,
muito pelo contrário, pois através da substituição
dos registradores analógicos por eletrônicos unidirecionais,
os consumidores que eventualmente tenham excedentes de energia, como,
os suinocultores, terão que pagar também pela energia injetada.
É isso mesmo, se agora alguém injetar EE na rede, ele vai
pagar a mais, ao invés de ter um desconto, e ainda iludem com a
mentira de sistema esperto, social, ecológico, etc. Tudo fachada.
Tudo armação petralha. Aliás, por que os concessionários
fazem tanta propaganda? Que função tem essa falação
monopolista? Exatamente calar a boca de seus meios de comunicação
contratados para encobrir os desvios e desmandos.
Para os pequenos geradores, os contratos de compra e venda de EE são
desnecessários. Para os pequenos é desnecessário
o conjunto de leis e taxas, como por exemplo: Demanda, Multa de Ultrapassagem,
Tarifas Horo-sazonais, Demanda Suplementar de Reserva (DSR), Conta de
Consumo de Combustíveis (CCC), Encargos de Uso de Transporte, de
Energia Emergencial, etc. Quando a ENEREDE
estiver implantada, haverá uma equalização de preços
e de demanda de EE, e estes artifícios não serão
mais necessários.
O poder público, por um bom tempo, não terá que investir
em novas usinas, torres, linhas de transmissão, subestações,
redes de distribuição, sindicatos, marajás, superfaturamentos,
leilões viciados, etc. O governo aumentará a sua arrecadação,
pois continuará cobrando seus 33% de ICMS de todos os consumidores
(25% de R$100,00 é igual ao acréscimo de 33,33% sobre o
preço de R$ 75,00). Aliás, esta contabilidade reversa de
impostos é outra exclusividade e invenção safada
brasileira, pois os alegados 25%, na realidade equivalem a 33%, como considerado
em todos os sistemas tributários das demais nações
ao redor deste planeta.
As pequenas usinas particulares promovem o surgimento de centenas de novas
indústrias, comércios, empregos, assistência técnica,
cursos e prestadores de serviços (geradores, motores, controladores,
aquecedores, refrigeradores, etc.), resultando em desenvolvimento industrial,
tecnológico e comercial. ENEREDE é
sinônimo de progresso distribuído e generalizado, aliado
à erradicação de nefastos oligopólios e de
funestas negociatas entre os grandes e perpétuos ladrões.
Em poucos anos, a ENEREDE poderá ser ampliada
do seguinte modo: Os geradores e as redes poderão ser providos
de controladores micro processados, interligados pelos próprios
fios elétricos, com tecnologia "Plug & Play", ou
seja: conecte e funcione. Na ENEREDE fase 2, serão
transmitidos poucos bytes de controle pelos robustos fios de energia,
assim como estamos acostumados a transmitir bilhões de informações
por milhares de km em 2 frágeis fios de telefone.
Por meio deste controle poderemos através da ENEREDE, aumentar
dezenas de vezes a energia distribuída, nas redes existentes.
Mesmo sem este controle, pode-se aumentar imediatamente em no mínimo
50% a EE comercializada em qualquer país e local, em qualquer rede,
mesmo saturada, devido à alimentação intermediária
e pela “outra ponta” dos fios.
PULMÃO DE
ENERGIA
Na
ENEREDE, as redes, os sistemas de geração,
e os consumidores, funcionam como um pulmão de EE. Com o intercâmbio
de EE da ENEREDE, um gerador de 0,3 kW, é
suficiente para as necessidades de energia de uma residência normal.
Mas independente da rede elétrica, o gerador da mesma residência
teria que ser no mínimo de 9 kW, isto é, 30 vezes maior.
O gerador ideal está conectado na rede de EE; rede existente e
bem desenvolvida. Sem a ENEREDE, um agricultor não
consegue aproveitar nem 20% da EE de uma queda de água, porque
as necessidades não coincidem com as disponibilidades.
A roda de água
da fig. acima aciona um ampliador (redutor invertido) e um motor elétrico
de 10 HP que, rodando acima da velocidade síncrona, e ligado à
rede, funciona como gerador.
Na
ENEREDE, é possível obter o máximo
de utilização de todos os geradores, porque só assim
poderão trabalhar em regime de 100% da carga, 24 horas por dia
e 365 dias ao ano.
A internet amplia violentamente a utilidade de um computador. Idem a ENEREDE
o funcionamento de um gerador.
Cada micro-usineiro terá interesse em gerar o máximo possível
de EE, e vender o excedente. O hotel, por exemplo, após 4 anos
de amortização dos equipamentos, obterá uma economia
de 30% em seus custos de energia e combustível.
Minha primeira hidroelétrica clandestina de 7 kW completou agora
em 2011, 28 anos de funcionamento ininterrupto, injetando energia na rede
e reduzindo a conta de EE de uma pequena fábrica da região.
Assim tenho várias outros geradores em funcionamento "irregular",
de vários tipos e tamanhos, infelizmente sem poder criar negócios
lícitos, com seus enormes e imensuráveis benefícios.
Há três (3) décadas venho demonstrando a ENEREDE
em todos os meios imagináveis; senado, câmaras, federações,
ministérios, seminários, institutos e aos barnabés
de todo quilate. Não fiz patente, na esperança de acelerar
e facilitar sua imediata e ampla implantação.
No Brasil, as pequenas empresas e os assalariados sustentam e subsidiam
os grandes grupos com EE. Aqui, as microempresas, as residências,
os pequenos comerciantes, pagam até 6 vezes mais pela EE, do que
as grandes empresas financiadoras de políticos.
O nosso preço residencial de EE é 70% superior aos preços
praticados no primeiro mundo. E o preço da EE das grandes indústrias,
por sua vez, é o menor preço de EE encontrado no planeta.
Há décadas, os preços para os consumidores eletro
intensivos são inclusive inferiores ao preço de venda de
EE de Itaipu. E mesmo assim contratam lobistas “consultores”
e fazem pressão para obterem preços ainda menores. Na realidade
a tarifação deveria ser igual ou oposta, ou seja, quanto
maior o consumidor, mais deveria pagar pelo kW. Este preço baixo
desestimula seus investimentos em co-geração e geração
própria de EE. Não dá nem prá imaginar a quantidade
de EE que será gerada e co-gerada pelos grandes grupos industriais,
a partir do momento em que cessar a mamata, a corrupção,
e terão que pagar um preço justo pela EE.
Hoje até já é possível vender energia às
concessionárias, mas é necessário um calhamaço
de negociatas, subornos, brindes, favores, mimos, leilões fantoches,
autorizações e detalhes técnicos medíocres,
que só se “pagam” com uma potência considerável.
FIM DAS NEGOCIATAS
A
ENEREDE pode evitar aqui as especulações
e as negociatas do mercado de EE, tal como aconteceu na Califórnia
- EUA, onde além de inúmeros apagões intencionais,
o custo médio do kWh teve um aumento superior a 1000% (um mil por
cento) durante o ano de 2000. Na Califórnia, algumas concessionárias
desligaram intencionalmente suas usinas no horário de ponta, para
provocar apagões, aumentar o preço da EE, e obter lucros
astronômicos. Detalhe: A EE da Califórnia independe das chuvas.
Um sistema de co-geração custa de R$ 500,00 a R$ 1.000,00
por kW, ou seja, num hotel, um co-gerador de 50 kW terá um custo
de implantação de aproximadamente R$ 40.000,00. Os equipamentos
são todos nacionais. O Brasil exporta para o primeiro mundo: motores
à combustão, geradores, caldeiras, pás de geradores
eólicos de 3600 kW com 104 m de diâmetro, controladores,
turbinas hidráulicas, etc.
No conjunto, as pequenas usinas são muito mais confiáveis
e seguras do que as grandes. As grandes e suas linhas de transmissão
estão sujeitas a interrupções por vários motivos:
raios, greves, vendaval, conluios, sabotagens do MST, etc. Nunca estes
acontecimentos irão ocorrer simultaneamente nos milhões
de pequenos geradores. As pequenas usinas diminuem e evitam o efeito cascata,
ou seja, impedem que um apagão regional se transforme num apagão
nacional.
A ENEREDE reduz as atuais perdas (de +/- 20%) dos
sistemas de transmissão de EE. Existe um enorme campo a ser desenvolvido,
por empresas, universidades e centros de pesquisa, para produzir e aumentar
a eficiência dos equipamentos de pequeno porte. Por exemplo, para
fazer os micro co-geradores residenciais, serão produzidos motores
a combustão de alto rendimento, silenciados, com apenas 0,75 kW
(=1HP) com refrigeração a água, vida útil
projetada de 20 anos e pouca manutenção. Os geradores (motores)
elétricos usados em co-geração, serão resfriados
a água, para aproveitar seu calor dissipado, e aumentar ainda mais
os rendimentos totais.
Para quedas de água
de mais de 10 metros de altura e com pouca água é suficiente
uma rodinha plástica ligada diretamente ao gerador. E se tem mais
água, basta aumentar o número de tubos, (na fig. acima até
4).
ENEREDE versus
INTERNET
A
ENEREDE tem em relação à internet,
as seguintes vantagens: É muito mais simples e de uso imediato,
não necessita de complexos protocolos, endereços, provedores,
modens, configurações, gigabytes, etc., e não tem
congestionamentos, vírus e linhas ocupadas. Ao contrário,
a ENEREDE amplia a capacidade das linhas existentes.
A Internet teve um crescimento rápido, porque não havia
monopólios e nem restrições “técnicas”
que impediam a conexão de computadores com a rede de telefone,
muito mais complexa, e não havia impedimento da injeção
de bytes nestes fiozinhos.
Na Dinamarca é proibida a construção de termelétricas.
O nosso cobiçado e maravilhoso sistema energético baseado
na hidroeletricidade, (sem considerar as ladras tarifas diferenciadas,
e os indecentes assaltos e desvios das grandes obras), da noite para o
dia ficou patético: em épocas de chuva, agora temos que
deixar as termelétricas em funcionamento permanente, para "gastar"
o gás maracutaia comprado da Bolívia, e ao mesmo tempo temos
que abrir as comportas das usinas hidrelétricas e jogar fora a
preciosa água acumulada. Sem falar que aqui, em todas as refinarias
e poços petrolíferos, a porcobráisch simplesmente
joga fora (queima inutilmente, sem gerar EE ou calor útil) o gás
natural associado.
Num país equatorial e hidrológico, o horário de verão
não traz economia alguma.
O aquecimento global antropogênico é outra mentira. Estamos
novamente em resfriamento global cíclico, pelas próximas
décadas. O CO2, presente com apenas 0,04% no ar, é o gás
da vida, e quanto mais tem no ar, mais os vegetais crescem. Infelizmente
até, não estamos em aquecimento, pois a graciosa produtividade
vegetal seria aumentada, vide efeito das estufas artificiais. Plantas
não comem terra, comem CO2. Uma tonelada de biomassa, ou seja,
1 t de madeira, para ser formada, come aprox. 1 t de gás carbônico
da atmosfera, aprox. 1 m3 de água do solo e libera aprox. 1 t do
oxigênio. Portanto, devido à nossa alta produtividade vegetal,
temos montanhas de resíduos descentralizados a serem co-gerados,
e se, os eco-falastrões estivessem preocupados com a água
e a fome, incentivariam a queima racional e útil de qualquer coisa,
afinal o produto da combustão completa é CO2 e H2O.
Devido á nossa localização geográfica e devido
à abundância de água, podemos ter 3 safras anuais
nas lavouras e nossas florestas chegam a produzir 10 vezes mais madeira
do que florestas de mesma área no Canadá. É esse
o real motivo que norteia as ONGs estrangeiras na criação
de hipócritas reservas indígenas e de imbecis e restritivos
códigos ambientais e florestais, outra exclusividade brasileira,
afinal ninguém consegue competir com os férteis trópicos
naturalmente irrigados.
Gerador eólico
residencial "FENDEL" conectado à rede, em desenvolvimento
(fig. acima).
Para
a implantação da ENEREDE, é
necessária apenas uma lei, e sua divulgação: de maneira
clara e objetiva: “Lei que obrigue as concessionárias
a comprarem qualquer fração de EE a preços compatíveis”.
Esta lei sozinha; elimina o risco de novos “black-outs”; diminui
o consumo de combustíveis; reduz o consumo de ponta de EE; melhor
utiliza o sistema elétrico instalado; incrementa a economia nacional;
e aumenta no mínimo em 50% (com capital privado e em curto espaço
de tempo) a EE gerada e distribuída no país.
ENEREDE
é sinônimo de real preservação ambiental, de
desenvolvimento exponencial da humanidade e da pulverização
dos nefastos oligopólios.
REFERÊNCIAS
- Contas de Energia
Elétrica.
- Vidal, J. W. Bautista, “Poder dos Trópicos”, Ed.
Casa Amarela, São Paulo.
- www.fendel.com.br
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