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| Entrevista:
"A mentira climática e suas conseqüências".
Molion: Sou criticado pelos “cientistas” que fazem parte da fraude do Aquecimento Global Antropogênico (AGA) e alguns deles ocupam lugar de destaque no atual governo. Por outro lado, tenho apoio, muitas vezes não ostensivo, de boa parte da comunidade científica envolvida com estudos climáticos, que inclui geógrafos e engenheiros ambientais. Ao submeter projetos e artigos, também sofro retaliações, particularmente se esses caem nas mãos dos que defendem o AGA. Com relação ao respaldo que o IPCC teve dos 2.500 cientistas (?), uma análise revelou que apenas 5 (cinco) desses eram da área de clima. Os outros, de outras áreas, incluindo advogados, médicos e economistas. Alguns conhecidos meus desistiram de rever o texto, porque as sugestões e críticas feitas não foram aceitas pelos organizadores do Relatório. Portanto, o caráter científico do 4º Relatório do IPCC (2007) é deveras questionável. A manipulação de dados, feita pelas duas instituições que são responsáveis pelo banco de dados utilizado pelo IPCC, notadamente a Unidade de Pesquisa do Clima/Universidade de East Anglia (CRU/UEA), Inglaterra, e pelo Instituto Goddard para Estudos Espaciais (GISS/NASA), EEUU, é prática normal, pois existe muito dinheiro para pesquisas em mudanças climáticas. O orçamento das entidades governamentais americanas nessa área só para este ano é US$ 2,6 bilhões. Muito dinheiro disponível corrompe muitos dos “pesquisadores” que concordar em provar que o AGA é real. Fendel:
Li num artigo teu, que até o efeito estufa do vidro é na
prática irrisório, ou seja, o vidro ou o plástico
serve em sua grande parte para evitar a saída do ar quente , bem
como a entrada de ar frio, e não para segurar a radiação
infra-vermelha. Ou seja, o funcionamento de uma elementar estufa agrícola
tem quase nada de efeito estufa como é usualmente propagado. Como
podemos reverter todas estas mentiras, inclusive dos livros escolares,
enciclopédias, google, meios de comunicação, etc?
Molion: Nuvens têm comportamento distinto dos GEE. Nuvens são
constituídas gotas de água líquida e, como qualquer
corpo, absorvem IV. Nuvens de desenvolvimento vertical (cumulonimbos,
nuvens de tempestade) são mais eficientes, pois absorvem um fluxo
maior de IV em sua base quente (500 a 1000 metros de altitude) e emitem
um fluxo menor de IV devido a seus topos (10km a 15km da altitude) serem
frios (70°C a 80°C negativos). Esse tipo de nuvem contribui para
manter o planeta aquecido. Há pesquisadores, como Monte e Harrison
Hieb, que sugerem que o CO2 contribua com 0,28% do total dos GEE. Tal
percentual é exagerado. Para mim, a contribuição
seria praticamente nula. Entretanto, o IPCC afirma que somente incluindo
o aumento da concentração de CO2 é que se consegue
reproduzir a variação da temperatura global a partir de
1976, o que não é surpresa já que os modelos de clima
foram elaborados por seres humanos para responder ao CO2. Se o modelo
climático resultar em resfriamento, as verbas de pesquisa são
cortadas. Os dados de temperatura obtidos por satélites, que cobrem
os oceanos inclusive, mostram que a temperatura média global tem
diminuído nos últimos 10 anos, embora esse período
ainda seja curto para se dizer que houve uma mudança na tendência
do clima. Os dados de armazenamento de calor nos oceanos globais das 4.300
bóias à deriva do sistema ARGO também indicam que
os oceanos perderam calor nesse mesmo período. Em adição,
o Sol, a fonte primária de energia para o planeta, está
entrando em um mínimo de atividade do ciclo de 90-100 anos , mínimo
que deve persistir pelos próximos 22 anos (veja abaixo). Ou seja,
os dois principais controladores do clima global, o Sol e os oceanos,
estão indicando que há maior probabilidade de termos um
resfriamento global nesses próximos 20 anos. Esse resfriamento
vai se manifestar por meio de invernos mais rigorosos, como já
aconteceu no Hemisfério Norte nesses 3 anos passados. O Brasil
também deverá sofrer com invernos mais rigorosos, semelhantes
aos da década dos anos 1950 e 1960, quando ocorreu um resfriamentos
dos oceanos.
Molion: O IPCC afirma que o nível dos mares aumentou em 18 cm no
último século e que se elevará de 60 cm nos próximos
90 anos. Já, Al Gore afirmou em seu documentário que os
mares vão subir de 6 metros nesse período! Os dados dos
satélites altimétricos Topex e Jason, disponíveis
a partir de 1993, estavam indicando um aumento de 3,1 mm/ano nos últimos
14 anos ( 4 cm). Porém, os últimos dados desses satélites
liberados em fevereiro, mostraram que essa taxa de aumento anual diminuiu
sensivelmente. É possível que não seja um “aumento”
e sim uma flutuação natural, pois o pico do aumento, medido
por seus sensores em 2006/2007, coincidiu com o máximo do ciclo
da precessão da órbita da Lua em torno da Terra. Esse ciclo
tem 18,6 anos e, como todos sabem, a Lua é responsável pelas
marés por meio da atração gravitacional. Se os dados
desses satélites não forem “corrigidos”, eles
poderão esclarecer essa dúvidas dentro de 8-9 anos, quando
esse ciclo lunar estiver em seu mínimo. Veja foto anexa de uma
marca gravada na rocha na Ilha do Morto em 1841, Tasmânia, pelo
Cap. Sir James Clark Ross, explorador da Austrália e Antártica.
São passados 170 anos e não há evidências que
o nível dos mares esteja se elevando.
Molion: No último milhão de anos, há evidências,
gravadas nas rochas, que a Terra passou por 9 glaciações.
Cada glaciação dura cerca de 100 mil anos, com temperaturas
10°C a 15°C abaixo das atuais, e são interrompidas por
períodos mais quentes, os interglaciais, que duram cerca de 10
mil a 12 mil anos. Ou seja, o normal do clima do planeta é ser
mais frio (90% do tempo) que o período atual. A última era
glacial terminou há 15 mil anos e é possível que
o clima, paulatinamente, esteja indo para uma nova era glacial. Físicos
solares russos afirmam que estamos entrando num período frio semelhante
à chamada Pequena Idade do Gelo (PIG) que ocorreu entre os anos
1350 a 1920, um período muito frio, com temperaturas cerca de 1,5°C,
em média, abaixo das atuais, com frustrações de safras,
fome, pandemias e muita miséria principalmente na Europa, de onde
vêm os nossos registros. Portanto, resfriamentos são cíclicos,
com períodos de décadas (amenos) a centenas de anos (rigorosos)
e, certamente, vão se repetir num futuro próximo.
Molion: Manchas solares são regiões mais frias, em torno
de 1.500°C, na superfície do Sol, onde está ocorrendo
afundamento de matéria solar. Ao seu redor, formam-se tempestades
solares violentas devido ao contraste de temperatura, que podem ejetar
grandes volumes de massa solar. As manchas apresentam um ciclo de 11 anos.
O número de manchas chega a um máximo do ciclo em 4 anos
e depois decresce em 7 anos , as vezes ficando sem mancha alguma durante
seu mínimo. O Sol apresenta, também, um ciclo de 90 a 100
anos, relativo à variação dos números máximos
de manchas. Nesse ciclo de 90-100 anos, o máximo ocorreu em torno
de 1960 e o mínimo vai ocorrer agora, em 2018-2020. O vento solar
é um “chuveiro” de prótons (partículas
com carga positiva) que sai do Sol em direção aos planetas.
Quando o Sol está mais ativo ( máximo do ciclos de 11 anos
e o de 90-100 anos), o vento solar é forte e sua velocidade pode
chegar a 4 milhões de km/h, bombardeando os planetas. Sua influência
parece ser maior na ionosfera, interferindo nas telecomunicações
por satélite. Nos mínimos solares, a produção
de radiação ultravioleta é reduzida. Isso causa a
redução da concentração da camada de ozônio,
cuja redução não tem nada a ver com os gases de refrigeração
(CFC), aliás, outro grande golpe dos países desenvolvidos
nas décadas dos anos 1980 e 1990. O campo magnético solar
também se reduz durante um mínimo de atividade. Ainda não
sabemos qual é o impacto dessa redução no clima e
nos seres vivos. Como o Sol estará no mínimo do ciclo de
90-100 anos nesses próximos 20 anos, estou certo que vamos aprender
muito sobre sua influência na vida e no clima da Terra.
Molion: O problemas dos combustíveis automotivos, em particular
o diesel, não é o CO2, e sim o enxofre nele contido e o
material particulado emitido pelo motores. O enxofre combina com a umidade
atmosférica e produz gotículas (aerossóis) de ácido
sulfúrico que, juntamente com o material particulado (fuligem),
afetam a saúde dos seres humanos que vivem em grandes centros urbanos.
Molion:Correto! CO2 é o gás da vida! Na hipótese
absurda de eliminarmos o CO2 deste planeta, a vida acabaria. Homens e
animais dependem das plantas para se alimentarem. E plantas produzem alimentos
via fotossíntese. Ou seja, retiram esse vilão (CO2) do ar
e, em presença de luz e disponibilidade de água, produzem
fibras, amidos e açucares, dos quais nos alimentamos. Inúmeros
experimentos agronômicos mostraram que, quando se dobrou a concentração
do CO2, as plantas aumentaram em 30% a 50%, em média, sua produtividade.
Quanto mais CO2 tiver no ar, melhor para a humanidade.
Molion:Pelo que afirmei anteriormente, sim! É uma ótima
idéia! Quanto à eliminação dos pedágios,
talvez não seja possível, pois isso vai contra interesses
escusos.
Molion: Certamente! Nesse presente interglacial que estamos vivendo, os
últimos 15 mil anos, a História está cheia de exemplos
que mostram que civilizações, como Assírios, Babilônios,
Egípcios, Minoanos, Romanos, Gregos, Persas, progrediram com o
clima quente, enquanto outras desapareceram com clima frio. Portanto,
clima quente é benéfico para a humanidade. No último
ligeiro resfriamento global entre 1947-1976 (0,2°C), o Hemisfério
Norte teve problemas sócio-econômicos severos. Nesse período,
o Brasil também apresentou invernos frios, com freqüência
maior de geadas no sul-sudeste. Um exemplo foi a erradicação
do cultivo do café no oeste do Paraná, cujo golpe final
foi dado pela geada de julho de 1975.
Molion: Mercado de carbono é uma atividade falida. Foi extinto
na Comunidade Européia, causando enorme prejuízo, e o anexo
da Bolsa de Chicago (Chicago Climate Exchange – CCX)) está
com seus dias contados. No ano passado, a CCX fechou na primeira semana
de novembro com um movimento 50% abaixo do que tinha em 2005. A tonelada
de carbono já chegou a valer cerca de US$30 e hoje praticamente
está a zero. As companhias que pularam fora do negócio são
essencialmente de capital americano, possivelmente desconfiando que não
adianta controlar as emissões. As conseqüências são
perda de dinheiro para os investidores que acreditaram na possibilidade
de controlar o clima reduzindo as emissões, e o enriquecimento
de alguns aproveitadores, Al Gore, por exemplo. Reduzir as emissões
de nada adiantará, pois o CO2 não controla o clima. Redução
de CO2 interessa aos países industrializados porque economiza combustível
fóssil (?), petróleo e carvão mineral. Como 80% da
matriz energética atual está baseada neles, fica fácil
entender porque esses países não querem os outros se desenvolvam.
Economiza-se petróleo até se encontrar uma nova fonte de
energia economicamente viável.
Molion: Eu sou evolucionista. Vejo que a Terra tem condições
que permitiram a evolução das espécies. Por exemplo,
está na distância certa do Sol quanto ao fluxo de radiação,
possui água no estado líquido, tem um campo magnético
(cinturões de Van Allen) que nos protege de partículas de
alta energia provenientes do espaço exterior, e a camada de ozônio
que, na sua formação, consome radiação ultravioleta
mortal para os seres vivos. Além disso, o guardião Júpiter
na quinta órbita atrai a maioria dos corpos celestiais de grandes
proporções que entram no sistema solar. O asteróide,
que atingiu Júpiter em 1994, se tivesse atingido a Terra, não
estaríamos fazendo esta entrevista. Molion: Para mim, em resumo, toda essa histeria do aquecimento global foi apenas uma potencial crise energética que os países industrializados anteviam e não crise climática. Em 1973, houve o primeiro choque do petróleo, e se dizia que já tínhamos consumido 60% do petróleo existente no mundo. Os países industrializados, notadamente o G7, decidiram lançar e manter a hipótese de que o CO2, contido nos combustíveis fósseis, aumentava a temperatura global, com conseqüências ambientais desastrosas, para evitar que os outros países, ao se desenvolverem e sua população alcançar uma qualidade de vida semelhante a deles, consumissem o escasso petróleo existente. São 42 países que têm o índice de desenvolvimento humano (IDH) adequado. Faltam os restantes 160 países do globo, incluindo o Brasil, atingirem o padrão adequado. Reduzir as emissões não afetará o clima, já que o CO2 não controla o clima global e as emissões antrópicas constituem uns míseros 3% dos fluxos naturais de carbono. Porém, reduzir emissões significa gerar menos energia elétrica, a mola propulsora do mundo moderno, e condenar esses 160 países à miséria eterna, aumentando as desigualdades existentes no mundo atual. |