FENDEL tecnologia
Thomas Renatus Fendel ME FI
Rua 7 de setembro 167 - CEP 83.880-000 - Rio Negro - PR - Brasil
Fone/Fax: [55] (47) 3642-8224    Cel: [55] (47) 9986-2783
www.fendel.com.br                e-mail: thomas@fendel.com.br

OPINIÕES E COMENTÁRIOS

2007
   

2006
  dezembro

2005
 

2004


ABRIL / 2007


JORNAL BIOCOM 27

Versões anteriores se encontram em "opiniões" no e-sítio: www.fendel.com.br
Solicito desculpar vários emails não respondidos e comentados... a culpa... é do Bill Gates... que faz programas (outlook) que simplesmente travam e apagam tudo...

Na foto acima o carro Lupo da VW, com motor turbinado, intercoolado, eletrônico, adaptado a OVN, que faz 35 km com 1 litro de óleo de canola.
Aqui "neshtepaísh de boshta" este carro é proibido...

Uma das e-cartas "perdidas" recebi do Professor Dílcio Rocha de Campinas, na qual comenta que está conseguindo melhorar sensivelmente a eficiência de seus equipamentos de carvoejamento.
Pensando nisso, e apreciando minha lareira, fiz mais uma das experiências "casuais"...
Junto a um galho de eucalipto, entrou no fogo um chumaço de folhas secas.
Estas queimaram igual gasolina... num fogo violento e instantâneo... sobrando carvão de folhas, que demorou a ser queimado.
Avaliando o "poder calorífico", me veio à tona o desperdício atual da bioenergia.
Certamente 3/4 da energia contida nas folhas (ou galhos, jogados fora) se traduzem em gases e (na lareira) em chamas.
Já nos milenares processos de carvoejamento, ainda hoje utilizados, estes gases, que correspondem a 75% da energia da biomassa, são pedidos...
Portanto urge o desenvolvimento da bioescola... e dos equipamentos de se fazer carvão racionalmente.

A charge acima ilustra muito bem a nossa avacalhada política energética mundial, onde os porcos engravatados geradores de sujas energias fósseis, vem dar de dedo em nossa limpa hidroeletricidade, em bioenergia e em cogeração distribuída...


Meu caro Zoccola

Pode até ser que o discurso abaixo, do Cacique, seja ficção midiática, mas que é a mais pura verdade, isso é.
E donde vem tanto abobalhamento e tanta estupidez humana?
Para mim, a culpa é das crendices que continuam arraigadas em nossas hipócritas culturas...


Meu caro Benayon

Será que os ratos no phoder não pensam nos próprios descendentes?
Chego a pensar que nosso medíocre crescimento é até bom... pois se crescêssemos à média mundial... seriamos ainda mais insustentáveis e idiotas do que já somos... certamente pipocariam dezenas de porcas termoelétricas e radioativas nucleares por "eshtepaísh" afora...


Meus caros, Ana e Paulo

Embora meu grande e eterno ídolo Bautista Vidal defenda uma biobrás, uma ANB e coisas do tipo, entrementes sou contrário a este tipo de elefante, pelo elementar fato de que a bioenergia não necessita de nada disso... muito pelo contrário.
Já imaginaram uma leitebras? Uma águabras ou uma farinhabras?
Leite, que é um produto perecível, delicado e alimento, requer apenas uma precária vigilância sanitária, presente em cada cidade, e que poderia muito bem cuidar também das bioenergias e da geração de microenergia elétrica distribuída.
Nada justifica os pelegos e atravancantes monopólios.


Meus caros João, Telmo e Alexandre

A bioenergia é tão fantástica, que para fazê-la, sobra um monte de comida, um monte de "mais bioenergia" e ainda um monte de biofertilizantes.
Mas para isso, é necessária a BIOENEREDE.
É necessário criar o micro-comércio distribuído das energias.
Que vantagem tem o povo nacional em exportar etanol aos sujos EUA pagando R$ 0,30 por cada litro exportado?
Essa barbárie colonialista está na contramão da história.


Querida Sisley

O filme abaixo, sobre os sindicalistas fazendo baderna e tentando incriminar um professor, mostra bem como agem os mentirosos políticos "deshtepaísh".
http://www.youtube.com/watch?v=5Mai4S36a4g

Térmica ganha força sem o Madeira
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=4585
Enquanto criam dificuldades para as fantásticas hidroelétricas, criam facilidades para as porcas termoelétricas.

Biocombustível: uma ameaça?
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=4583
Na realidade, a ameaça nacional é à porcobrás e seus pelegos....

Ônibus de Londres será movido a álcool brasileiro
http://www.intelog.net/site/default.asp?TroncoID=907492&SecaoID=508074&SubsecaoID=609211&
Template=../artigosnoticias/user_exibir.asp&ID=262938

Certamente fará 800 metros com 1 litro de etanol... mas tudo bem...
O absurdo mesmo são os ônibus a hidrogênio... que não fazem nem 300 m com 1 litro de caríssimo e porco H2 liquefeito a -253C...
Quando irão acordar e fazer ônibus híbridos a OVN?


ANP PROPÕE REGRAS PARA COMERCIALIZAÇÃO DE ÓLEO DIESEL E BIODIESEL
http://www.intelog.net/site/default.asp?TroncoID=907492&SecaoID=508074&SubsecaoID=807262&
Template=../artigosnoticias/user_exibir.asp&ID=377439

Regras e mais regras pra abobrinhadas...
Falta perceberem e reconhecerem a inutilidade destas agências, afinal, nenhuma panificadora funcionaria a contento, submetidas a uma agência reguladora do pão... seria tolice os pãezinhos serem obrigados a passear pelos endereços das pãobrases...

Meu bioamigo alemão Juergen enviou mais 2 artigos muito interessantes (em espanhol e em inglês) sobre recuperação de terras degradadas através de vegetação e técnica rudimentar:
http://www.fao.org/docrep/008/y4690s/y4690s09.htm
http://www.ifpri.org/events/conferences/2003/120103/papers/paper10.pdf

ANEEL vai cancelar autorização de hidrelétricas que não foram construídas
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=4661
O que falta é a ENEREDE... o resto... é negociata, é politicagem.

Brasil fornecerá óleos para produção de biodiesel em Portugal
http://www.zoonews.com.br/noticiax.php?idnoticia=109561
Pois, pois, lá como cá o lema é: "pra que facilitar, se dá pra complicar".
Aliás o que tem de motor estourando, utilizando o biobobo, não é brincadeira...

HidroBioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação autorizada e desejável.
"El vivo vive del sonzo y el sonzo, de su trabajo." - Barão de Itararé
Participe do grupo de debates BIOCOM: http://www.grupos.com.br/group/biocom

From: Sisley
To: "Undisclosed-Recipient:...
Sent: Monday, May 07, 2007 10:25 AM
Vejam o que os petralhas e sindicalistas de merda estão fazendo na USP.
Mas até que enfim os estudantes que querem estudar começam a reagir contra este marionetes do PT.
http://www.youtube.com/watch?v=5Mai4S36a4g

From: João Suassuna
To: <agrisustentavel@yahoogrupos.com.br>
Cc: <agrisustentavel@yahoogrupos.com.br>; "Thomas Renatus Fendel" <thomas@fendel.com.br>
Sent: Saturday, May 05, 2007 9:25 PM
Subject: Re: [agrisustentavel] Bagaço da cana gera energia
A nossa preocupação maior é a de que o bagaço de cana é um ótima alternativa alimentar para os animais da região Semi-árida nordestina. Já se tem o domínio da tecnologia de hidrólise desse material e o seu uso para fins energéticos irá fazer com que o seu preço na usinas atinja patamares proibitivos para uso na dieta animal. Os pecuaristas nordestinos não merecem isso.
João Suassuna

From: Telmo Heinen-bol
To: agrisustentavel@yahoogrupos.com.br
Cc: Thomas Renatus Fendel
Sent: Saturday, May 05, 2007 4:43 PM
Subject: Re: [agrisustentavel] Bagaço da cana gera energia
Na hora que descobrirem como fazer o etanol celulósico, qual a escolha a seguir?
Energia ou mais álCool ?
Telmo.

De: Alexandre
Para: "Undisclosed-Recipient:;"
Enviada em: sábado, 5 de maio de 2007 11:12
Assunto: [agrisustentavel] Bagaço da cana gera energia
Bagaço da cana gera energia
Luciano Pires
Correio Braziliense
2/5/2007
Sobra da produção de álcool e açúcar é colocada em caldeiras e transformada em eletricidade. Usineiros vendem energia, com lucro, às distribuidoras que abastecem as cidades do Centro-Oeste
O bagaço da cana é um produto tão valorizado quanto o álcool e o açúcar. Queimado às toneladas em caldeiras gigantes, o expurgo produz o vapor que, transformado em energia elétrica, garante não só auto-suficiência às usinas, como um excedente bastante rentável que atende ao mercado e abastece as cidades. Na quarta e última reportagem especial sobre a cana-de-açúcar no Centro-Oeste, o Correio mostra como a fonte energética é aproveitada pelo setor sucroalcooleiro.
Com um investimento relativamente modesto, qualquer destilaria agrega a fabricação da própria energia ao processo produtivo. Trata-se de cogeração. Há vantagens econômicas e ambientais nessa prática, por isso o governo federal incentiva a energia que vem da biomassa.
Jayme Buarque de Hollanda, diretor-geral do Instituto Nacional de Eficiência Energética (Inee), diz que a cana produz os açúcares necessários para a obtenção do álcool e do açúcar, mas também uma enormidade de material que, em termos energéticos, equivale a duas vezes o proporcionado pela parte química. “Essa energia é altamente competitiva, mas só agora a ficha está caindo. A grande revolução está na cana, não no álcool”, explica.
O Inee é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, que estimula o debate sobre o uso eficiente de todas as formas de energia. A entidade apóia a criação de normas, regulamentos e legislação específicos, e ainda propõe programas e projetos. De acordo com Hollanda, o país está diante do “ponto da virada”.
Algumas usinas atentaram para a importância do bagaço antes das outras e já há alguns anos buscam ampliar a cogeração. Em Mato Grosso, por exemplo, existem indústrias onde a energia a partir do bagaço (vendida no mercado) representa quase 20% de toda a receita. A média nacional é de 9% de representatividade sobre o que é apurado com a moagem da cana. No estado de São Paulo, chegar a 7% é considerado um rendimento formidável. Em Goiás, o processo se consolidou nos últimos três anos.
Estímulo
Consultorias especializadas e governos estaduais indicam que apenas 10% das usinas do país — dentro de um universo de 357 unidades — vendem energia excedente. O consumo de subsistência é de cerca de 2,5 mil megawatts de energia. Outros mil megawatts são comercializados. Diante da supersafra de cana prevista para este ano, e do avanço dos novos projetos, o potencial é estimado em 10 mil megawatts — duas vezes a potência da Usina Belo Monte, no Pará, a maior obra hidrelétrica prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado no início do ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oferece linhas de crédito voltadas a empreendimentos de cogeração de eletricidade a partir do bagaço da cana-de-açúcar. Investimentos privados se somam a esse incentivo oficial, totalizando aproximadamente R$ 5 bilhões que já foram ou estão sendo aplicados para este fim nas indústrias.
As perspectivas são tão positivas que ampliar a co-geração resultante da queima do bagaço passou a ser prioridade das usinas. Muitas projetam para os próximos cinco anos pesados investimentos no reforço da infra-estrutura e na contratação de consultores. “Deixar de apostar nessa eletricidade é virar as costas para um rendimento importante. O bagaço virou produto. Se antes tínhamos álcool e açúcar, agora a cana nos oferece mais um”, afirma um executivo de uma grande destilaria. Além do bagaço, a empresa sediada no Centro-Oeste investe em pesquisas que apontarão, no futuro, se é ou não viável extrair etanol da palha da cana-de-açúcar. “Estamos atirando para todos os lados. Não dá para perder tempo”, completa.


From: Ana Echevenguá
Cc: Fendel
Sent: Wednesday, May 02, 2007 10:49 AM
Subject: Fw: BAUTISTA, O QUE O BUSH QUER AQUI?
Paulo, bom dia!
Tiveste acesso ao livro do pastor Fuchs sobre óleo vegetal? Nele há um artigo do professor Bautista a respeito desse tema.
Abraços.
Ana Echevenguá - Coordenadora do Programa Eco&ação - (48) 84064397 - Florianópolis, SC.


From: uttama freisleben
To: Ana Echevenguá ; Fendel
Sent: Friday, March 09, 2007 10:13 AM
Subject: Bautista o que o Bush quer aqui?
Hoje pela manhã vendo um programa na NBR, o professor Bautista Vidal pediu ao repórter que o entrevistava que tipo de acordo o Brasil faria com o EUA ? o que eles têm pra dar? nós temos toda terra, água e tecnologia da produção do álcool, que acordo é este que o Bush quer? querem entregar o nosso maior potencial pra eles?
Depois falou que deveria ser criada a Biobras ou algo assim montar uma indústria dos biocombustiveis, da vocação inata de sermos os maiores fornecedores do mundo em energias renováveis.
Saber é poder:
A Informação Que Não Sai Nos Jornais
http://saberepoder.blogspot.com/
UTTAMA (Paulo Freisleben)
Cel. (46) 9918.4408


From: Adriano Benayon
To: 'Fendel'
Sent: Wednesday, May 02, 2007 11:00 AM
Subject: RES: A queda do muro da vergonha
Caro Fendel,
A questão é que os concentradores do poder mundial, principalmente situados no eixo Londres-EUA, foram ocupando cada vez mais espaços na economia e na direção política do País. Desclassificados como FHC e Lula foram recrutados há muito tempo, o primeiro ainda no final dos anos 60 e o segundo de meados para o final dos anos 70. Eles nunca viraram casaca: sempre foram carreiristas, egoístas e desonestos.
Sobre a crença de que a espoliação do Brasil dura 507 anos, há fazer qualificações. As tendências não foram sempre na mesma direção. Durante os governos de Getúlio Vargas foi possível reverter muito da subordinação material do País aos banqueiros mundiais. Isso ocorreu também, embora em menor medida nos governos militares de Costa e Silva e Médici (não nos dos demais presidentes militares).
Abraços,
Adriano Benayon

De: Fendel
Enviada em: quarta-feira, 2 de maio de 2007 08:52
Para: Almendra;
Cc: solidariosbrasil@yahoogrupos.com.br; Biocombustiveis - Produção Social Doméstica
Assunto: Re: A queda do muro da vergonha
Meu caro Almendra
E tem gente que acha que este "vale tudo" é coisa nova... coisa do PT...
O tal FHC também virou a casaca...
Na realidade a expoliação brasileira dura exatos 507 anos...
Hba
Fendel


From: Armando Zoccola
To: Undisclosed-Recipient:;
Sent: Monday, April 30, 2007 2:32 PM
Subject: Analogia Ocidental da Dívida Extrena

Discurso do Embaixador do México

Um discurso feito pelo embaixador Guaicaípuro Cuatemoc, de descendência indígena, defendendo o não pagamento da dívida externa do seu país, o México, embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Européia. A conferência dos chefes de Estado da União Européia, Mercosul e Caribe, em maio de 2002 em Madri, viveu um momento revelador e surpreendente: os chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irônico, cáustico e de exatidão histórica que lhes fez Guaicaípuro Cuatemoc.
Eis o discurso:
"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a "descobriram" só há 500 anos. O irmão europeu da aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento - ao meu país - com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu me explica que toda dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento.
Eu também posso reclamar pagamento de juros.
Consta no "Arquivo da Cia. das Índias Ocidentais" que, somente entre os anos 1503 e 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.
Teria sido isso um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento! Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão. Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a atual civilização européia se devem à inundação de metais preciosos tirados das Américas.
Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indenização por perdas e danos. Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.
Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano “Marshall Montezuma", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, e de outras conquistas da civilização.
Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?
Não. No aspecto estratégico, dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias formas de extermínio mútuo.
No aspecto financeiro, foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de amortizar o capital e seus juros quanto independerem das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.
Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos em cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.
Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça. Sobre esta base e aplicando a fórmula européia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas à potência de 300, isso quer dizer um número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.
Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?
Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para esses módicos juros, seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.
Tais questões metafísicas, desde já, não inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente e que os obriguem a cumpri-la, sob pena de uma privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permitam entregar suas terras, como primeira prestação de dívida histórica..."
Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Européia, o Cacique Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a Verdadeira Dívida Externa.
Agora resta que algum Governo Latino-Americano tenha a dignidade e coragem suficiente para impor seus direitos perante os Tribunais Internacionais.
Os europeus teriam que pagar por toda a espoliação que aplicaram aos povos que aqui habitavam, com juros civilizados.

Publicado no Jornal do Comércio - Recife/PE

Opiniões e Comentários - Março/2007Opiniões e Comentários - Maio/2007