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OPINIÕES E COMENTÁRIOS

AGOSTO 2004


Meu caríssimo Deputado Gervásio Oliveira

Que maravilha este PL 4080. Parabéns, esplêndido ...
Finalmente aparece luz no túnel, não proveniente do farol duma locomotiva concessionária na contra-mão.
Tratam-se de raios solares que se refletem no orvalho sobre as fôlhas de nosso paraiso tropical. Luminosidade que resgata o verdadeiro valor da fotossíntese, que diminue a derradeira escuridão das trevas legislativas, energia que proporciona a vida perene e definitiva.

Desculpe-me a emoção e empolgação, é que vossa simples lei é como uma gôta de água quente, que quebra uma vidraça mórbida temperada e gelada, em bilhões de pedaços.
Essa singela 4080, vale muito mais do que os proinfas da vida, protocolos de Quioto, mercados de carbono, células combustíveis, hidrogênio, gás natural, subsídios fósseis, exportações subfaturadas e demais atrocidades politicomidiáticas.
Estamos na iminência de estirpar o orquestrado neoescravagismo multinacional, gerando desenvolvimento sustentável inimaginável.

Permito-me tecer algumas sugestões:
- Mudar a ANP para ANB (B de Bioenergias), afinal nenhum fétido gambá tem condições de cuidar de valiosas galinhas e ovos. A ANP não tem conhecimento e nem vontade para definir padrões para as perpétuas bioenergias.
- Não restringir a fabulosa lei ao fabuloso álcool e provisório Biodiesel, mas sim à todas as bioenergias atmosfera limpantes como: óleos vegetais, biogás, carvão vegetal, briquetes de resíduos vegetais, etc.
- Incluir a micro geração distribuida de energia elétrica, a ENERNET, detalhes em: http://www.fendel.com.br/cogeracao.html

Gratos Bioabraços, e ardentes votos de sucesso na aprovação.
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

"Bioenergia não é alternativa, é definitiva" - Bautista Vidal


-----Mensagem original-----
De: Telmo Heinen [mailto:agricultura@formosa.go.gov.br]
Enviada em: segunda-feira, 30 de agosto de 2004 23:41
Para: Jornal do Meio Ambiente (Grupo)
Assunto: JMA / PL-4080/2004 Teor

dep.gervasiooliveira@camara.gov.br

PROJETO DE LEI Nº 4080 , DE 2004
(Do Sr. Gervásio Oliveira)
Dispõe sobre a produção e comercialização de biocombustíveis por pequenos produtores
e dá outras providências.
O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º Os pequenos produtores de biocombustíveis, com capacidade máxima de produção
de trinta mil litros por dia, ficam autorizados a vender seus produtos diretamente para os consumidores finais ou para os postos revendedores.
Parágrafo único. Para fins desta Lei, biocombustível é qualquer produto a ser usado como fonte de energia para acionamento de motores móveis ou estacionários, que seja produzido a partir de biomassa renovável e que atenda às especificações técnicas estabelecidas pela Agência Nacional do Petróleo - ANP.
Art. 2º A atividade de produção de biocombustível por pequenos produtores somente pode ser exercida por quem atenda, em caráter permanente, aos seguintes requisitos:
I - possuir registro de pequeno produtor de biocombustível expedido pela ANP; e
II - dispor de instalações de processamento, de tancagem para armazenamento e de
equipamento medidor de biocombustível.
Art. 3º As unidades de produção de biocombustível somente podem entrar em operação
mediante prévia autorização da ANP.
Art. 4º Não incidem tributos federais sobre toda a cadeia de produção e comercialização de biocombustíveis produzidos por pequenos produtores, que atendam à capacidade máxima de produção estabelecida no art. 1º desta Lei.
Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO
É importante que se estabeleça um novo marco legal para a comercialização de
biocombustíveis no País. A atual legislação brasileira é concentradora de renda, pois, além de não estimular, dificulta a comercialização de combustíveis renováveis, principalmente por pequenos produtores.
O art. 238 da Constituição Federal dispõe que lei ordenará a venda e revenda de combustíveis de petróleo, álcool carburante e outros combustíveis derivados de matérias-primas renováveis. Mesmo havendo previsão constitucional, essa lei ainda não existe. Assim, a estrutura de comercialização de combustíveis tem sido definida por decretos e portarias do Poder Executivo.
Atualmente, a norma de maior importância na definição da estrutura de comercialização de combustíveis automotivos é a Portaria nº 116, de 5 de julho de 2000, expedida pela Agência Nacional do Petróleo - ANP, que estabelece os critérios para o exercício da atividade de revendedor varejista de combustíveis automotivos,inclusive álcool combustível.
Essa portaria promove uma centralização das atividades de comercialização de combustíveis. O combustível só pode ser vendido no varejo por um posto revendedor, que, por sua vez, só pode adquirir o produto de empresas distribuidoras. Essa centralização pode até ser indicada para combustíveis derivados de petróleo, mas não é a mais adequada para biocombustíveis.
Essa portaria faz com que o álcool hidratado produzido em uma cidade do interior tenha que ir para os tanques de armazenamento de uma distribuidora, em cidade muitas vezes distante, e depois voltar para a região de produção. A venda direta de álcool hidratado da microdestilaria para postos revendedores da região ou para os consumidores finais eliminaria esse "passeio" e poderia trazer grandes benefícios para os pequenos produtores locais.
Os biocombustíveis, para serem verdadeiros instrumentos de desenvolvimento social,
devem ser produzidos em pequenas unidades espalhadas por todo o País. Contudo, o
"monopólio das distribuidoras", estabelecido pela Portaria nº 116 da ANP, é um grande inibidor desse processo, visto que as distribuidoras dão preferência a contratos com grandes fornecedores, deixando os pequenos produtores marginalizados.
O processo de montagem e operação de pequenas unidades produtoras de biocombustíveis
é simples, barato e acessível aos produtores rurais, por isso deve ser estimulado,
principalmente num País que tem potencial para ser o maior fornecedor mundial desses
produtos.
Ressalte-se que essas unidades podem ser integradas à pequena propriedade rural, com
utilização dos subprodutos em outras atividades. A produção e comercialização de
biocombustíveis podem melhorar as condições econômicas da propriedade rural, gerando
renda para o pequeno produtor.
Além da Portaria nº 116 da ANP, existem muitos outros dispositivos legais relacionados com biocombustíveis. A Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997, dispõe sobre a política energética nacional e institui o Conselho Nacional de Política Energética e a ANP. Estabelece, ainda, que cabe à ANP fiscalizar o adequado funcionamento do Sistema Nacional de Estoques de Combustíveis e o cumprimento do Plano Anual de Estoques Estratégicos de Combustíveis, de que trata o art. 4º da Lei nº 8.176, de 8 de fevereiro de 1991.
Existem, no entanto, vários questionamentos com relação às atividades de regulação e
fiscalização da produção de álcool combustível. Alguns acreditam que isso caberia ao
Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool - CIMA, criado pelo Decreto nº 3.546, de 17 de julho de 2000. Outros entendem que essa atribuição seria de responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a quem cabe a gestão dos programas e operações relacionadas com álcool combustível, conforme Decreto nº 4.267, de 12 de junho de 2002. No caso do biodiesel, alguns defendem que a regulação e fiscalização do seu fornecimento devem ficar a cargo do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Registre-se, contudo, que a Lei nº 9.847, de 26 de outubro de 1999, estabelece, em seu art. 1º, que a fiscalização das atividades relativas ao abastecimento nacional de combustíveis, de que trata a Lei nº 9.478, será realizada pela ANP ou mediante convênios por ela celebrados. Essa Lei dispõe também que o abastecimento nacional de combustíveis é considerado serviço de utilidade pública.
Em razão de todo o exposto, conclui-se que as atividades de produção, comercialização e fiscalização de biocombustíveis estão por exigir uma legislação que estimule a produção de combustíveis renováveis, como o biodiesel e o álcool, e que possibilite a implantação de um modelo distribuidor de renda.
Dessa forma, apresentamos o presente Projeto de Lei com o objetivo de descentralizar a produção de biocombustíveis, de racionalizar a sua comercialização, de permitir a efetiva participação de pequenos produtores nesse mercado e de reduzir o preço para o consumidor final.
O Projeto de Lei ora proposto estabelece a possibilidade da venda direta por pequenos produtores de biocombustíveis ao consumidor final ou aos postos revendedores. Dispõe, ainda, que haverá total isenção de tributos federais no caso do biocombustível ser fabricado por produtores com capacidade igual ou inferior a 30.000 litros por dia. Essa renúncia fiscal é tão pequena que está dentro da margem de incerteza da previsão de receitas e despesas do orçamento da União.
Além disso, o Projeto de Lei confirma o papel da ANP como órgão governamental responsável pela regulação e fiscalização do fornecimento de biocombustíveis, o que exigirá dessa Agência o estabelecimento de novas normas e de novo modelo de fiscalização extremamente descentralizado.
A ANP, consciente de sua nobre função, definirá com rigor e precisão as medidas a serem adotadas para garantir um fornecimento de qualidade por parte dos pequenos produtores de biocombustíveis. Sugerimos que seja criada uma Rede Nacional de Biocombustíveis com a finalidade de integrar as atividades de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e controle de qualidade, com participação de produtores, universidades, centros tecnológicos, associações de classe, prefeituras, entre outros.
Por fim, pedimos apoio à essa iniciativa parlamentar que pode trazer uma grande dinamização da economia brasileira, com grande potencial para geração de renda e cidadania no interior do País.

Sala das Sessões, em de 2004.

Deputado Gervásio Oliveira: dep.gervasiooliveira@camara.gov.br

Enviada pelo Telmo
Copiada do site da Camara

2004_9346_Gervásio Oliveira

BIOMASSA
Caro Heinz e caros amigos,

Complementando o fantástico artigo abaixo, que deveria ser decorado por todo brasileiro, informo que:

- Em 1894 já existiam motores a álcool na França e na Alemanha.
- Até 1925 a produção e o consumo de etanol no Brasil era 70 vezes superior ao de petróleo.
- Qualquer criança que frequenta o ensino fundamental, consegue produzir álcool e óleo vegetal na cozinha da mamãe. (Ou deveria conseguir)
- O barril de petróleo, semana que vem, será negociado a 50 dólares. (hoje 47)
- O pico da poluição em Londres ocorreu nos idos de 1900, e a poluição de hoje, corresponde a dos anos de 1600. (A questão se resume a querer fazer)
- Ninguém gosta de coca-cola, cigarro ou cerveja no primeiro gole/trago. O vício se inicia no marqueteiro segundo copo/maço. (Por conta da conivente mídia)
- Alimento é a energia que move os animais. (A vida decorre das transformações de bioenergias).
- Onde se produzem alimentos, também se produzem bioenergias e biofertilizantes. (Ainda considerados resíduos)
- A culpa maior da ignorância generalizada é dos abobalhantes meios de comunicação. (A serviço das grandes corporações, aliados a fantasiosas crenças)

Como resultado, as políticas servem apenas para beneficiar os eternos privilegiados, e quem rala e se lasca é o povo.
Nenhum meio de comunicação questiona as tarifas de energia elétrica, em que o cidadão comum paga de 5 a 10 vezes mais do que os apadrinhados abastados.
Antigamente os monopólios eram justificados como "segurança nacional"; e hoje? servem para quê? ...apenas para sugar o escasso leite das vacas anêmicas.

Reitero que o livro: "Brasil, até quando?" se encontra à disposição para leitura e aguardadas sugestões na página www.fendel.com.br
Também me permito corrigir o texto abaixo: onde se lê termoelétrica, leia-se cogeração conectada à ENERNET.

Antialienantes Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

"Se você quiser saber se suas ações são certas ou erradas, pense no seguinte: as ondas geradas por elas atingirão também a pessoa que você mais ama". - Kusum

-----Mensagem original-----
De: Gustavo Heinz Schmidt Wiggers [mailto:ghswiggers@yahoo.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 19 de agosto de 2004 18:34
Para: Oab Ambiente
Assunto: Biomassa

Artigo muito interessante.
Para refletir.
Sds.
Gustavo
Fonte: http://carosamigos.terra.com.br/da_revista/edicoes/ed65/gilberto_felis_vasconce.asp

A suave e amorosa revolução dos trópicos ou país sem saci-pererê não da pé

por Gilberto Felisberto Vasconcellos
Biomassa é todo produto resultante da fotossíntese para ser usado como energia. Floresta. Carvão vegetal. Cana. Mandioca. Dendê.

A energia dispersa da biomassa nos trópicos poderá conduzir a um reordenamento da distribuição populacional, diferente da energia concentrada com imensas hidrelétricas, refinarias e gasodutos, cujo ápice é a usina nuclear como um desdobramento do petróleo e do carvão mineral.

Karl Marx falava da importância da população na acumulação primitiva do capital e do poder; todavia o filósofo revolucionário nunca em sua vida experimentou farinha de mandioca nem conheceu a biomassa energética, tal qual está sendo agora teorizada pelo geólogo mineiro Marcelo Guimarães, para quem é preciso volver (alô, alô, Stedile, atenção) ao conceito de terra vinculado à produção de alimentos.

A terra tem um valor energético extraordinário. A terra é o útero da energia. Resulta daí que, na geopolítica de hoje em dia, o território físico brasileiro está na mira do poder mundial, porque o Brasil possui as maiores regiões tropicais úmidas com solos agrícolas, isto é, o recurso natural mais cobiçado na atualidade.

A necessidade da reforma agrária – a ocupação imediata do território pela população brasileira – converte-se na principal questão da soberania nacional para produzir energia e comida, criando milhares de empregos nas regiões rurais e, com isso, esvaziando as megalópoles assoladas pela violência e criminalidade.

Burrice ou má-fé safada é contrapor biomassa versus produção de alimentos, assim como estupidez é afirmar que o trópico, com a produção da biomassa energética, se transformaria num gigantesco canavial da monocultura, faltando terra para produzir o que comer

A verdade é que bastam 5 por cento do território para alimentar toda a população brasileira; o resto dos 95 por cento seria para produzir energia plantando e replantando floresta, cana, dendê, mandioca etc.

Olhaí o exemplo escandaloso da soja. Colhemos mais de 30 milhões de toneladas de grãos, sendo que 70 por cento dessa soja é exportada para pagar a maldita e eterna "dívida externa".

O problema é que a mídia não está nem aí para o autodesenvolvimento da biomassa energética, porque a mídia é contra os interesses da maioria da população brasileira.

Gravíssima também é a desinformação dos políticos e candidatos, os quais repetem a cartilha do raposão Henry Kissinger demonizando o Proálcool como estratégia para os usineiros latifundiários ganharem dinheiro.

A escola da biomassa é a máxima expressão de realismo histórico na análise do Brasil no mundo.

Por que o futuro da humanidade será tropical?

O poder hegemônico no mundo de 1800 a 1900 se baseou na energia do carvão mineral, com a tecnologia da máquina a vapor drenando as águas das minas. A Inglaterra deitou e rolou aí com a sua pirataria externa.

De 1900 a 2000, o poder mundial se alicerçou no petróleo e no motor a explosão. Automóvel. Avião. É a vez de os Estadusunydus se lambuzarem de combustível fóssil, roubando o petróleo dos outros com a sua incrível capacidade de matar, conforme se vê pelas sucessivas aprontações ianques no Oriente Médio.

E de 2000 em diante?

O século 21 será moldado pela energia da biomassa agrícola (cana, mandioca e dendê) e florestal: carvão vegetal, termelétrica a lenha e gasogênios estacionários.

Limpa, descentralizada, democratizante, renovável, a biomassa é a energia do terceiro milênio.

O professor Mangabeira Unger precisa sacar a abordagem energética do auto
desenvolvimento empreendida pelo Marcelo Guimarães, que é o maior conhecedor de floresta do planeta. Plantio e replantio de floresta com rápido crescimento.

A energia fóssil do carvão mineral, concentrada em grandes minas, criou as cidades industriais com a montagem do complexo mineral, siderúrgico, mecânico e químico. Em seguida, o petróleo – com adubos nitrogenados – esvaziou o campo e engendrou as megalópoles.

O petróleo deixou o campo vazio e as megalópoles ingovernáveis submetidas ao câncer da violência urbana. Assim, caberá à energia da biomassa esvaziar as megalópoles ou continuamos no caos com televisão.

É irrecusável que a energia moldura a civilização, mas no pensamento de Marcelo Guimarães não existe determinismo energético afastado da política e dos interesses econômicos das classes sociais.

Não é suficiente determinado país possuir recursos naturais abundantes e estratégicos, se não existir domínio nacional sobre esses recursos. Sol, água, planta. Tudo isso pode ser expropriado contra o nosso benefício, ou seja, a biomassa energética pode ser explorada como a última etapa do imperialismo, através da reescravidão do povo brasileiro ou simplesmente pela sua extinção.

Não devemos afastar o dispositivo do genocídio se porventura os bacanas lá de London ou de Washington resolverem que as gentes brasileiras deixem de existir, pois o que ambiciona o imperialismo é apenas a posse do território físico dos trópicos, de modo que a mão-de-obra da maioria, 70 por cento da população, está sobrando. É preciso dar um sumiço nessa gente.

Adeus, povão mestiço!

Cuidado com as ONGs ligadas à dominação internacional. As ONGs estão entregando nossa biodiversidade.

A sorte é que o jovem Carlito, o neto de Leonel Brizola, tornou-se um soldado militante da biomassa, sendo o principal responsável pelo estalo de Vieira em seu avô.

O meu amigo Nilo Batista sabe que o único jeito de erradicar a criminalidade é através da civilidade da energia vegetal criadora de milhares de empregos rurais, o que, aliás, o velho Getúlio Vargas queria com a sua Marcha para o Oeste.

Marcelo Guimarães adverte que a escola da biomassa não deve ser identificada com o porque-me-ufano da exuberante natureza tropical. O que é absolutamente fundamental é se valer do poder político para a utilização dos recursos naturais abundantes, como o solo, a topografia, o clima, os rios e os minérios.

A história do Brasil está repleta de exemplos em que os recursos naturais foram explorados para o benefício e usufruto dos outros, e não do país ou do povo.

Marcelo Guimarães fala como um bom mineiro que sabe das coisas: "O ouro extraído de Ouro Preto não foi capaz de gerar uma ocupação permanente na região. A extração de 1 bilhão de toneladas de ferro em Itabira, Minas Gerais, não foi capaz, por si só, de evitar que em 1983 cerca de 5.000 garimpeiros ‘faiscassem a sorte’ no rejeito do minério de ferro da CVRD. A extração de cerca de 1 bilhão de barris de petróleo do Recôncavo Baino pouco trouxe de benefício para a região. A produção e a exportação de café do norte do Paraná não foram capazes de reter a riqueza suficiente para manter a fertilidade do solo, deter a erosão, preservar parte dos recursos florestais".

As reservas mundiais de petróleo estão acabando, o carvão mineral não pode ser utilizado por causa de seus efeitos ambientais, assim como é inegável a falência do modelo nuclear com a sua apocalíptica economia do plutônio.

A única solução é buscar a fonte de energia no sol dos trópicos com a produção da biomassa descentralizada e socialmente democrática.
A loucura é que Marcelo Guimarães elaborou um programa intitulado Probiomassa, com objetivo de converter Minas Gerais numa região com fartura alimentar e energética, mas até hoje nenhum governante o levou a sério.

Quando é que vai aparecer por aí um político gente boa e nacionalista que coloque em execução a agenda científica da biomassa?

CAPTURA DE CO2
Minha querida Raquel

Fazer máquinas para capturar dióxido de carbono?
Só mesmo escravizantes idiotacratas internacionais poderiam chegar a uma conclusão dessas, querendo concorrer com um pé de alface ou pétala de girassol.
Que chance teriam estes pseudo-pesquisadores perante a fantástica natureza? Nenhuma. Nenhuma mesmo.
Mesmo as mal faladas monoculturas são mais eficientes que qualquer artefato marqueteiro deste naipe.

Para frear o aquecimento global? Basta implantar a ENERNET e as Bioenergias. Só isso. Elementar. Indiscutível.
Detalhes em: http://www.fendel.com.br/cogeracao.html

Carbono sequestrantes bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

"A utilização em grande escala das biomassas, é o único meio racional para capturar o carbono fóssil jogado ao ar em 2 séculos de dito desenvolvimento e real colonialismo." - Fendel

-----Mensagem original-----
De: Raquel Cristina de Almeida [mailto:bio_raquel@ig.com.br]
Enviada em: sábado, 21 de agosto de 2004 19:49
Para: "Undisclosed-Recipient:;"@globo.com
Assunto: JMA / Como frear o aquecimento global existente no planeta

Como frear o aquecimento global existente no planeta

Pesquisa conclui que as tecnologias existentes hoje seriam suficientes para estabilizar as emissões de CO2 e o aumento no aquecimento do planeta por pelo menos meio século
Foto: Divulgação/Science

17/8/2004 - Tecnologias existentes atualmente poderiam brecar o aumento no aquecimento global por pelo menos meio século. A afirmação é de uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, que acaba de ser divulgada pela revista Science.

Os pesquisadores identificaram 15 tecnologias prontas para serem utilizadas em grande escala - que empregam energia solar, nuclear ou eólica, por exemplo - e mostraram como cada uma delas poderia resolver parte do problema do aquecimento do planeta.

Os resultados obtidos desafiam o argumento muito usado de que seria preciso surgir uma nova tecnologia para vencer o desafio. "Isso certamente derruba a idéia de que precisamos fazer ainda muitas pesquisas até que seja possível enfrentar o problema do aquecimento", disse Stephen Pacala, um dos autores do estudo.

O outro autor, Robert Socolow, concorda. "Temos hoje as ferramentas para reduzir as emissões de carbono em todo o mundo, especialmente se pensarmos em campanhas de longo termo e não em soluções instantâneas", disse.

Embora o estudo não tenha estimado os custos para desenvolver cada uma das tecnologias mencionadas, os autores afirmam que a implementação de medidas certamente geraria benefícios, como a criação de novas indústrias, a redução da dependência do petróleo e a menor necessidade da implantação de dispositivos de controle de poluição.

A pesquisa centrou-se no principal fator que contribui para o aquecimento do planeta, o dióxido de carbono (CO2) derivado da queima de combustíveis fósseis. As emissões atuais de CO2 contêm cerca de 7 bilhões de toneladas de carbono por ano, quantidade que os especialistas estimam que deverá dobrar nos próximos 50 anos, devido ao crescimento populacional e ao aumento na demanda de energia.

Pacala e Socolow mostraram como cada uma das 15 tecnologias que identificaram podem evitar a emissão de cerca de 1 bilhão de toneladas de carbono por ano em 2054. Entre as alternativas está a captura de dióxido de carbono em fábricas e refinarias, que seria armazenado no subsolo - a substância é comumente injetada no subterrâneo durante operações de prospecção. Outras opções são o uso de fontes renováveis de energia, como o vento ou a luz solar, que poderiam ser desenvolvidas.

Mas os cientistas da Universidade de Princeton ressaltam que a pesquisa por novas fontes de energia alternativas precisa continuar, pois elas serão fundamentais no futuro, quando as tecnologias que descrevem no artigo atingirem o potencial máximo e não puderem mais suprir a sempre crescente demanda energética.

http://www.msn.com.br/esportes/ecoturismo/ecologia/

www.360graus.com.br
Texto: Agência FAPESP

Raquel Cristina de Almeida
Projeto "Um Olhar para o Rio Paraíba do Sul"
Volta Redonda, RJ
rojetorioparaiba@ig.com.br"projetorioparaiba@ig.com.br
www.rioparaibadosul.blogger.com.br

"Nenhum de nós é tão bom quanto nós todos juntos".
Ken Blanchard, no livro Coração de Um Líder.

ÁLCOOL x HIDROGÊNIO
-----Mensagem original-----
De: Fendel [mailto:thomas@fendel.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 13 de agosto de 2004 12:50
Para: Lula; Ita82
Cc: WWI-BR; WSJ; Veja; Senador Alvaro Dias; sen Delcídio; Prefeitura Rio Negro - Gabinete; Power; OESP; Katavento; Jornal MA; Jô; Istoé; INEE; Gazeta Mercantil; Forum Social Clima; FIEP RN; FAO Unasylva; FAO forestry; Exame; eletrobras; Dep. Stica; Dep. Sciarra; Dep. Rubens Otoni; Dep. Ronaldovasconcellos; Dep. Max Rosenmann; Dep. Jutahy; Dep. Gustavo Fruet; Dep. Elio Rusch; Dep. Chico Floresta; Correio B; Coop TSP; Caros Amigos
Assunto: RES: [turma82ITA] Ozires defende produção de hidrogênio a partir do álcool

Caro Sartozão

É verdade, o hidrogênio, em termos de energia útil, é pobre mesmo, mais pobre que um bóia fria, sem água e sem comida, perseguido pela polícia, num bêco sem saída e sem espectadores.

Como átomo, o hidrogênio é fantástico e essencial à vida, mas como molécula combustível, não existe em quantidade, e nunca será viável. NUNCA. Pois além de caríssimo é perigosíssimo. O hidrogênio vaza através dos cilindros de aço. Para armazená-lo necessita-se de temperaturas próximas do zero absoluto ( -273 graus centígrados) ou pressões equivalentes a um reprêsa com 7 km de altura (700 atmosferas), e mesmo assim a concentração de energia é baixa, resultando em autonomia medíocre, numa parafernalha cara e infernal.
Para sua produção e armazenamento, necessita-se no mínimo 6 vezes a quantidade de nobre energia elétrica, do que a energia útil então obtida.
O hidrogênio não passa de um mal contado conto de fadas, repetido, insuflado e espalhado como a estorinha do Chapeuzinho Vermelho.
E de tanto ser endeuzado pela submissa e gananciosa mídia, faz os técnicos doutorados atropelar as simples leis fundamentais e irrevogáveis da natureza.

No etanol (álcool etílico (C2OH6)) temos proporcionalmente menos átomos de hidrogênio = 6/9 ou 66%, do que na gasolina ((C8H18) = 18/26 ou 69%) ....
Além do mais, retirando os seis átomos de hidrogênio da molécula do álcool etílico sobram ainda dois átomos de carbono, que não se desintegram e nem desaparecem, e mais um átomo de oxigênio, que não é combustível.

Assim, a vovozinha do lobo mau pergunta:
Mas não é melhor usar o álcool como álcool?
Elementar, querida vovó, é muito melhor, responde a netinha complementando: Nosso álcool é fantástico não porque possue hidrogênio, mas porque é constituído de carbono do ar, de hidrogênio da água e de oxigênio de ambos. Mas o mais espetacular e o mais importante querida vovó, é que o álcool é eterno e é produzido graciosamente pelo sol e pelas bactérias, e é aí que a cega porca torce o rabo, vovó. O álcool provém da natureza, e é grátis. Veja esta maçã que está com um cantinho pôdre, tá vendo? Aí tem álcool, cheire vovó, só um pouquinho.

Enquanto isso, o barril do asqueroso e definhante petróleo já "vale" US$ 45,00, e vai além... muuuuuito além.

Antes de exportar vassalamente nossas invejadas (por eles) e desprezadas (por nós) bioenergias, deveríamos substituir nossos sujos e idolatrados (por nós) combustíveis dinossáureos.

E quem afirma que o subsidiado gás natural é limpo, é igualmente um imoral pinóquio narigudo, ou no mínimo um equivalente ignorante funcional.

Nossas bioenergias não necessitam ser produzidas por oligopólios.
Para testar a qualidade do álcool nas microusinas (cachaçarias), bastam duas bolas de plástico com densidades aferidas, tal qual nas bombas dos postos de combustíveis.

Viva a Biobrás, a ANB (B de biocombustíveis) e o Brasilzão tropical, lambuzado de água em seus lindos seios ensolarados. Viva a vida.

Antiabobalhantes bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

"Bioenergia não é alternativa, é definitiva" - Bautista Vidal

-----Mensagem original-----
De: joaoalex@sunps.com.br [mailto:joaoalex@sunps.com.br]
Enviada em: terça-feira, 10 de agosto de 2004 16:22
Para: turma82ITA@yahoogroups.com
Assunto: RE: [turma82ITA] Ozires defende produção de hidrogênio a partir do álcool

Bem, alguém tem de defender o pobre hidrogênio...
[]´s
Sartorelli

-----Mensagem original-----
De: xxx
Enviada em: terça-feira, 10 de agosto de 2004 15:02
Para: turma82ITA@yahoogroups.com
Assunto: RE: [turma82ITA] Ozires defende produção de hidrogênio a partir do álcool

Ô Sartô, você fica provocando o Fendel ...

_

From: joaoalex@sunps.com.br [mailto:joaoalex@sunps.com.br]
Sent: terça-feira, 10 de agosto de 2004 14:59
To: turma82ITA@yahoogroups.com
Subject: [turma82ITA] Ozires defende produção de hidrogênio a partir do álcool
Importance: High


Colegas
Mas será que o hidrogênio não pode ser um amigo do álcool?
Com a palavra Ozires
[]´s hidrófilos
Sartorelli

http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2004/ago/10/71.htm

Ozires defende produção de hidrogênio a partir do álcool

Ribeirão Preto (SP) - O ex-presidente da Petrobras e ex-ministro da Infra-Estrutura, Ozires Silva, disse que é importante que o Brasil comece a pensar agora sobre como produzir hidrogênio a partir do álcool combustível. Para ele, é preciso acelerar esse processo. "Não é possível continuarmos queimando 85 milhões de barrís de petróleo por dia e jogando 10 milhões de poluentes de motores de combustão interna na atmosfera diariamente", comentou Ozires, após sua palestra no Seminário Internacional de Estratégia e Novos Mercados, do Congresso e Feira Nacional de Gestão Sucroalcooleira (Infocana), em Ribeirão Preto.

Ozires Silva disse que o álcool é um sucesso de comercialização no Brasil, mas que poucos países o aceitarão, a longo prazo, na importação de combustíveis, preferindo serem auto-suficientes. Assim, o hidrogênio seria o combustível mais viável, porque pode ser extraído de qualquer lugar, além de ser renovável, limpo e armazenável. "Para o futuro, existe uma oportunidade imensa para o álcool, pois em sua estrutura química, esse produto tem átomos de hidrogênio, que irá suceder a economia do petróleo", enfatizou Ozires Silva.

"Precisamos tentar agora fazer pesquisas e criar produtos tecnologicamente aceitáveis, para que tenhamos destaque no futuro", disse Ozires, que comentou que está em contato com um Instituto de Engenharia de São Paulo para traçar ações para que o álcool seja um produtor fundamental de hidrogênio. Segundo ele, a redução de custos para a produção do álcool poderá colocar o Brasil em competitividade com o uso do hidrogênio.

Brás Henrique

Julho/2004 Setembro/2004