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OPINIÕES E COMENTÁRIOS

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AGOSTO 2008

JORNAL BIOCOM 43

Meu amigo Sr. Bisca, inspecionando um gerador eólico.

Brasil abriu mão de 3.600 MW em Xingu por Belo Monte, diz EPE
http://www.power.inf.br:80/notic_dia.php?cod=10742
Que palhaçada... em nome de bobagem, se gera menos energia...

A estória das coisas
http://video.google.com/videoplay?docid=-7568664880564855303
Filme de 20 minutos, falado em português, sobre sustentabilidade...

Levantando uma turbina eólica
http://video.google.com/videoplay?docid=4550783035770179909&q=&hl=pt-BR
Vídeo da logística e montagem de um gerador eólico terrestre de grande porte.

Vale encomenda 12 navios da China por US$ 1,6 bilhão
http://www.power.inf.br:80/notic_dia.php?cod=11010
Estes navios vendilhões entreguistas não poderiam ser fabricados aqui no Brasil?

Amazônia já vendida?
http://br.youtube.com:80/watch?v=eCOXeR7CwfU
Vá saber...

"Olhos azuis"
http://br.youtube.com/watch?v=bJLmP7s-7Gw
Sequência de 12 vídeos sobre racismo...

Entrevista com Robert Happé: Consciência é a Resposta
http://br.youtube.com/watch?v=ZMRlBAHS1XI
Tirando a parte esotérica, espítita, reencarnação e demais mentiras... uma boa entrevista...


HidroEólicosBioAbraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
"A mais poderosa e maior estatal deççepaíz: Mentirobráis" - Dora Kramer
"Idem do mundo" - Fendel


From: Pablo Vilarnovo
To: politica-br@yahoogrupos.com.br
Sent: Thursday, July 10, 2008 4:37 PM
Subject: *BR* A chave de tudo: BNDES
Há apenas um personagem que possui ligação com todos os outros no escândalo Daniel Dantas que é o BNDES.
Esse fundão, que mais parece um buraco negro, tal a capacidade de absorver verbas e a luz, é o elo de todas as falcatruas cometidas nos últimos 20 anos. Sejam nas privatizações de FHC ou nas de Lula. Seja nos favorecimentos de Paulinho da Força ou de Lulinha.
Porque será que nunca, nem a situação e nem a oposição quiseram fazer uma CPI no bancão? Motivos tem de sobra. Pablo

From: Telmo Heinen
To: Jack Soifer
Cc: Fendel
Sent: Thursday, June 19, 2008 12:10 AM
Subject: Equívocos: Re: Terras férteis e óleo vegetal
Prezado Sr. Jack,
em primeiro lugar, está livre para utilizar minhas citações em seu livro ou onde lhe aprouver.
Solos: As terras situadas na latitude do Estado de São Paulo e Mato Grosso do Sul estão mais adequadas ao cultivo da cana, por outros motivos...
Trata-se de uma região, juntamente com o Norte do Paraná, onde chove meio mal... ou seja, chove, mas não tem homogeneidade.
Veja, naturalmente São Paulo optou por Café, Citrus, Mandioca, pastagens, cana-de-açúcar por quê ?
Porque são culturas que necessitam chuvas iguais às de culturas anuais como Milho, soja, arroz, trigo (nem tanto) etc... porém há uma grande diferença:
Estas últimas precisam de chuva no dia certo... ao passo que as culturas perenes "esperam" (aguardam) a chuva - tanto faz se ela atrasa duas ou três semanas...
Não tem nada a ver com "fertilidade" das terras, aliás isto é outro motivo de controvérsias... dizer que as terras brasileiras são férteis - uma semântica muito equivocada: Em Goiás mesmo as altas produtividades alcançadas, se dão abaixo de meia tonelada de adubos por hectare enquanto que na Argentina por exemplo em muitas regiões planta-se com 50 a 100kg de fertilizante apenas.
O uso direto de soja para alimento é baixo.
Quem critica o uso de óleo de soja para combustivel, temendo escassez de alimentos - não sabe a besteira que está dizendo. Quanto mais óleo for produzido, mais farelo sobrará para uso alimentar... e quanto mais óleo se usar para combustivel, menos frituras o povo comerá e mais saudável será. Idem para açúcar branco, quanto mais álcool, menos açucar e menos açúcar, mais povo saudável.
Existem três (3) pózinhos FATAIS para o homem, que o matam: SAL, AÇÚCAR e COCAINA! O outro maior mal é comer frituras.
Já sofri um infarto do coração e tive que me adaptar a novas dietas e por isto tive que estudar a fundo este assunto.
Médicos sabem muito menos de pessoas do que os agrônomos sabem de plantas e os veterinários sabem de animais.
Médicos são sempre RICOS enquanto que agrônomos e veterinários, via de regra são "pobres"... Motivo?
Os erros do agrônomo a terra mostra e os erros do médico a terra esconde e os veterinários não conseguem diálogo com os animais tal qual os médicos com as pessoas...
Médicos são uma "máfia" que se esconde atrás de um código de ética muito questionável...
O preço, ou melhor a cotação nas Bolsas (vide http://www.cbot.com) não tem muito a ver com a oferta e demanda verdadeira.
Faço uma aposta com o Senhor.
Vamos pegar toda a comida produzida no mundo durante um ano inteiro e dividi-la pela quantidade que o Senhor Jack consome durante um ano inteiro, sem desperdícios... e chegaremos ao espantoso resultado que a comida produzida pelo mundo daria para 12 bilhões de pessoas enquanto somos menos de 7 bilhões, "brigando" falsamente porque há uma meia dúzia de judeus blefando que a comida está em falta... e a plebe em côro repete a mesma notícia e como já dizia Goebels, uma mentira repetida mil vezes se torna a verdade acreditada.
O que veio primeiro? O preço é alto porque o custo subiu ou o custo subiu porque a cotação da commoditie está alta ?
A cotação está alta e os vendedores de insumos tentam participar desta alta, elevando os preços dos insumos.
Tem mais uma:
Preste atenção, metade dos dólares que circulam no mundo são falsos... em outras palavras, o dólar atualmente está valendo só a metade...
O rei saudita e chefe da OPEP disse esta semana: ...o preço certo do barril é 70 dólares. Está em 140 por causa que os financistas... especulam.
Salário Mínimo brasileiro - Deveria estar em 120 dólares... está em 250, por quê? Porque o dólar vale a metade...
A tonelada de adubo, em média deveria estar valendo 450 a 500 dólares. Está valendo de 900 a 1.100 dólares.... por quê ? Porque o dólar vale só a metade.
O feijão deveria estar em 100 a 120 reais o saco. Está em 200 a 220, por quê ? Porque o dólar vale só a metade.
A arrôba de boi deveria estar entre 25 a 30 dólares... está acima de 50, ultrapassando a cotação na Austrália, igualando-se com a cotação nos EUA.... porque o dólar vale a metade. Milho e trigo, idem. Só o arroz, apesar da midia, ainda está muito barato.
Tem muitos exemplos...
Não ADIANTA chorar, com ou sem biocombustiveis os preços dos alimentos subiria igual, pela simplória singela razão que estavam muito baratos. Inventou-se o uso para biocombustivel pela primordial razão que estavam muito baratos. Se não fosse este motivo, subiriam igual porque haveria uma redução no plantio, menos colheita e lógico, reação nos preços.
Entre 1992 a 1994 durante a criação da OMC foi combinado que todos os países deveriam reduzir os ESTOQUES "artificiais" de alimentos. A China chegava a ter 70% do consumo anual, "armazenado" estrategicamente. Foi dado prazo de 10 anos para se adequar entretanto a China vei terminar suas adequação em 2006/07 e outros países também, inclusive europeus.
Agora os criticos se utilizam daqueles números para dizer que nunca antes durante os últimos 30 anos o estoque de alimentos esteve tão baixo...he he he!
Veja na apresentação anexa, comportamento do estoque, da colheita e do consumo de milho, soja e trigo nos últimos 5 a 6 anos...
Uma outra estrondosa falácia é atribuir o desmatamento amazônico à voracidade das motosserras. Quem afirma um impropério destes, não conhece a região, aliás não conhece agricultura.
A pior coisa para uma lavoura é ela estar cheia de tôcos... Desmatar para fazer lavoura mecanizada, pastagem mecanizada, tem que derrubar as árvores para que assim arranque-se as raízes... etc...etc... como se vê bobagens escritas a respeito. Quanta piada, quanta chacota é citada no interior contra Minc e outros "poetas".
Afirmação:
Fica-se discutindo se o satélite está certo ou não, quanto besteirol...
A resposta é: O desmatamento medido é REAL. O tempo ou o período atribuido é que é questionável. Fica o Maggi dizendo uma coisa, baseado na Secretaria do MT e os "ignóbeis poetas" em Brasilia, Rio de Janeiro ou alhures, que nem nunca foram lá... dizendo outra.
O Sr. esteve em Formosa, palestrando sobre qual assunto e para quem ?
Veja centenas de perguntas respondidas em "Pergunte ao Telmo" no endereço:
http://www.noticiasagricolas.com.br/consultores.php?c=4
Um outro sofisma é a constante apregoação do Ministério da Reforma Agrária dizer que "quem coloca" 70% da comida na mesa do brasileiro é a Agricultura FAMILIAR...
Sim, a familia do MAGGI, a familia do PIVETA, a familia do Schaeffer, a familia dos Guimarães... he he he ou seja os grandes plantadores.
Onde está a diferença ?
PRONAF e seu enquadramento para efeito de financiamento.... os "ah!sentados" da Reforma Agrária etc...
Por outro lado, nos levantamentos do IBGE - Agricultor familiar é aquele que detém até quatro módulos rurais de terra sendo que o módulo pode variar de praticamente ZERO hectares até 200 hectares no norte do país...
No Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul existem milhões de agricultores familiares que não se utilizam do PRONAF e não tem nada a ver com reforma agrária...
Finalmente a pergunta fatal aos críticos do etanol de milho - Se os americanos não fizessem álcool de parte do seu milho, quem o consumiria (o milho)?
Além disto, de cada t de milho para fazer ethanol, sobram 300 a 305 kg de DDG (resíduo) que eles utilizam no confinamento de bovinos... portanto é falacioso dizer que todo este milho deixou de servir como alimento...
Telmo.

De: Jack Soifer
Para: Telmo Heinen
Cc: Fendel
Enviada em: quarta-feira, 18 de junho de 2008 22:30
Assunto: Terras férteis e óleo vegetal
Obrigadíssimo Telmo,
sabe que quando vivi em Brasília, fiz uma palestra em Formosa? Há uns 8 anos...
A questão na Europa é se é correto usar terras férteis para cultivar soja, amendoim, etc. para biodiesel, em vez de usá-las para alimentos. Por favor, corrija-me, nada entendo disto.
Li que o óleo de soja, por ser saturado, deve ser evitado como alimento. E que o grande valor da soja está no farelo, não no óleo, daí ter sido usado para motores.
Li ainda que a demanda de soja como alimento humano direto não é grande, exceptuando a Índia, onde há muitos vegetarianos que a apreciam. Estou correto?
Li ainda que o mesmo se dá com amendoim, etc, saturados.
Li ainda que os solos ideais para cana de açúcar, soja e amendoim, em geral, não são os ideais para trigo, feijão, arroz, e outros grãos e leguminosas, as mais usadas para alimentação humana. Está correto?
Imagino que o salto de 65 para 175 o barril do óleo de soja deu-se por várias razões e em diferentes níveis:
1. O aumento do custo de produção devido a novas áreas utilizadas e aumento do petróleo;
2. O aumento das margens de lucro das prensas.
3. O aumento das margens de todos os intermediários, ao verem o aumento das margens dos operadores de crude e derivados.
4. O aumento da demanda devido à formação de estoques a espera de aumentos maiores, o que não existia quando o óleo de soja era quase de graça, por falta de demanda. Está correto?
Para mim, neste momento, por questões éticas, a principal pergunta é:
O óleo de soja, ao virar biodiesel, está realmente encarecendo um bom alimento humano?
Muito obrigado pela sua disponibilidade. Se permite, usarei os seus comentários, com devidas citações, no livro que estou a escrever.
Abraaaaaaaaaaaaaço,
Jack S

From: Telmo Heinen
To: Fendel ; Jack Soifer
Cc: João Batista Olivi
Sent: Thursday, June 19, 2008 1:42 AM
Subject: Soja: Re: jornal BIOCOM 40
Caros Jack e Fendel,
Comprar 100 milhões de dólares de soja no mercado. menos de 200 mil toneladas - consumo mundial está previsto superar 230 milhões de t em 2008 - não faz cócegas no preço da Bolsa...
Em 2005/06 o óleo de soja valia somente 65 dólares por barril, muito barato. O preço correto seria 125 dólares mais ou menos...
Fizeram-se Fábricas de biodiesel para utilizar óleo de soja... e tinha uns "idiotas" imaginando que o preço dele continuaria baixo... era óbvio que subiria. Hoje está por volta de 175 a 180...
Independentemente de discutir se é correto ou não fazer biodiesel (Gostaríamos que fossem fabricados motores do tipo ELKO para uso de óleo virgem), a pergunta mais elementar a ser respondida, até hoje continua sem resposta (para êles).
Qual é o melhor óleo para fazer biodiesel ?
Esta simples, óbvia e elementar pergunta tem a seguinte resposta: O óleo mais barato...
Portanto não tem nada a ver se é de soja,de mamona (pior de todos), de girassol, de amendoim, de tungue, de pinhão manso etc... etc...
Quanto ao consumo humano direto a soja enfrenta resistências. Há hoje cultivares especiais, inventadas pela EMBRAPA mais apropriadas ao consumo direto.
Como dizia, o consumo direto enfrenta um outro problema, a soja contém óleos de cadeia carbônica muito longa, saturados, mas por outro lado, confirmando a regra - tudo tem sempre uma exceção, é o único legume que contém os nove (9) aminoácidos essenciais dos 32 ou 33 que existem.
Nenhuma outra planta, fruta ou legume tem este atributo.
Infelizmente como em todos os assuntos, há sempre uma turma muito grande de "poetas" tratando do temas dos outros...
Att, Telmo Heinen - Formosa (GO)


From: Moni Abreu
To: sosverde@yahoogrupos.com.br
Sent: Tuesday, June 03, 2008 12:47 PM
Subject: [Jornal SOS Verde] Filosofia e sociologia entram no currículo regular
Salve amigos verdes,
Diante de tanta filosofia e questões sociológicas levantadas, acho mesmo que se ambas forem empregadas satisfatoriamente dentro do currículo escolar, talvez tenhamos todas respondidas em alguns anos! :)
Isso mesmo, filosofar é próprio do ser humano e deste tempos imemoriais ela levou o homem aos questionamentos mais básicos de sua existência no mundo e suas relações.
Infelizmente, não é por queremos ser preconceituosos sobre a validade da filosofia ou da sociologia para a construção do potencial do ser humano, principalmente do jovem em formação, mas não somos tolos nem ingênuos para acreditar que estas disciplinas, assim como as demais, não sofrerão o mesmo destino: ser matéria pra memorizar pra vestibular.
A educação atual é uma farsa e está aí para dominar e não para libertar a mente humana. E não será a inserção da filosofia nem da sociologia (que tem um braço muito estreito com a religião) que fará o ser humano acordar para a realidade "matrixiana" em que se encontra.
Infelizmente a decadência da educação é tão profunda que nem a mais leve teoria Nietzscheana salva! E pior, acredito que ao contrário das intenções de Nietzsche, estas novas inserções educacionais sirvam às religiões tão somente.
Perafraseando Raul Seixas "quem tem mais razão: o cientista, o filósofo ou o poeta?"
Beijins,
Moni "Sangue Verde" Abreu
Niterói - RJ

Fw: Filosofia e sociologia entram no currículo regular
Enviado por: "Fendel"
Seg, 2 de Jun de 2008 11:15 am
O conteúdo filosófico será o gramsciniano... oras... claro...
A matemática, a física, a biologia e a química elementar... que fiquem para o pós-doutorado... o importante é formar idiotas úteis... que acreditam em hidrogênio e papai noel... que discutam futebol e axé, para dar continuidade ao roubo centralizador...

From: * Gracias*
To: Undisclosed-Recipient:;
Sent: Monday, June 02, 2008 10:29 AM
Subject: [lilicarabina] Fw: Filosofia e sociologia entram no currículo regular
FILOSOFIA COMO INSTRUMENTO PARA DOMINAÇÃO DA MENTE
QUAL SERÁ O CONTEÚDO DESTE PROGRAMA FILOSÓFICO?

From: Eng. Nelson
To: Undisclosed-Recipient
Sent: Monday, June 02, 2008 4:06 AM
Subject: Filosofia e sociologia entram no currículo regular
Filosofia e sociologia entram no currículo regular
O presidente em exercício José Alencar sanciona nesta segunda (2) um projeto de lei que injeta duas novas matérias no currículo das escolas de ensino médio.
Passam a ser obrigatórias as disciplinas filosofia e sociologia. A coisa vale para as escolas privadas e também para as públicas.
Alguém já disse que a filosofia, assim como a sociologia, é uma coisa com a qual e sem a qual o mundo continua tal e qual.
No Brasil, o mais importante veículo difusor de mensagens filosóficas é o pára-choque de caminhão. Mas, na hora da batida, o que vale é o pára-choque, não a filosofia.
Assim também com as escolas. Ao tomar conhecimento de Descartes, os alunos vão se dar conta de que pensam, logo existem. E perguntarão para os botões do uniforme:
"Que preceitos cartesianos explicam a existência de tantos professores despreparados e de tão desprezível modelo de ensino?"


From: * Gracias*
To: Undisclosed-Recipient:;
Sent: Wednesday, May 28, 2008 2:41 PM
Subject: [lilicarabina] estudo geológico da amazonia
Gen Andrade Nery
Estrutura geológica da Amazônia
Estruturalmente, a Amazônia brasileira divide-se em três grandes unidades, a saber: o Escudo das Guianas, o Escudo Brasileiro e a Bacia Sedimentar.
O processo de fusão experimentado pela terra a 3,7 bilhões de anos atrás, culminou com a concentração dos elementos mais pesados no seu núcleo.
Por diversas razões, parcelas dessas substâncias mais pesadas permaneceram em áreas próximas à superfície, encravadas em corpos que se foram solidificando para formar os Escudos.
Os dados disponíveis, sobre o subsolo regional, comprovam a vocação mineral da Amazônia brasileira.
Já foram localizados cinturões de rochas verdes nos quatro cantos da região.
Essas seqüências fornecem pistas seguras sobre a presença do ouro, metal pesado típico do Arqueozóico.
Os dois Escudos são formados pelas rochas mais antigas do continente sul-americano, a 3,7 bilhões de anos, aproximadamente. Ocupando 2 milhões Km² e formadas por mais de 200 chaminés vulcânicas.
Pelos dados disponíveis sobre o subsolo regional, pode-se avaliar a capacidade mineral da Amazônia brasileira.
Calculou-se, em 1986 que se poderia extrair de depósitos secundários mais de 15 mil toneladas de ouro puro, que, na época valiam 200 bilhões de dólares e equivaliam a 32% das reservas medidas do planeta , sem contar a Amazônia.
Essa a razão pela qual, logo no início do governo Collor os japoneses propuseram a troca de toda a dívida externa brasileira pelo ouro da Amazônia.
Só recentemente começaram a aparecer os depósitos primários do precioso metal, localizados pela Companhia Vale do Rio Doce na província mineral de Carajás que, por sinal, ocupa uma área cortada por seqüências de “cinturões de rochas verdes”. Mais recentemente, a “Anglo American”, mineradora sul-africana, topou com grande depósito primário no Amapá, nas vizinhanças da Serra do Navio, onde o Grupo Antunes, testa de ferro de empresas norte-americanas e japonesas, esgotou uma grande jazida de manganês que, no futuro, poderá fazer falta ao Brasil.
À margem esquerda do Amazonas desde o rio Negro até o rio Jarí, revelou o maior depósito primário de cassiterita do país. As rochas da mina de Pitinga são também hospedeiras de ouro, nióbio, tântalo, zircônio, terras raras – ítrio, em particular-, e criolita, esta última um composto de flúor usado como fundente na eletrólise do alumínio.
Outro exemplo sugestivo das potencialidades dos Escudos Amazônicos nos é dado pelas chaminés vulcânicas neles localizadas. São mais de duzentas, das quais somente três foram submetidas à pesquisa.
Numa delas, o morro dos Seis Lagos ( área Ianomâmi), no município de São Gabriel da Cachoeira (AM), o maior depósito de nióbio do mundo. Ainda contém quantidades apreciáveis de óxidos e carbonatos de ferro, de manganês, titânio, apatita, barita, fluorita, wolframita e minerais radioativos.
As duas outras chaminés, ambas localizadas no Baixo-Amazônas setentrional (PA), guardam mais de 2 bilhões de toneladas de anatásio, minério de titânio. Somadas estas reservas com aquelas localizadas em Tapira (MG) e Catalão (GO), que totalizam 1 bilhão de toneladas, o Brasil desponta,, na liderança dos detentores de reservas de titânio.
Os Escudos encerram a quarta maior reserva de cassiterita do planeta, a quinta de minério de ferro, além de quantidades apreciáveis de chumbo, cobre, cromo, diamantes, lítio, manganês, molibdênio, pedras preciosas, prata tântalo, tungstênio, zinco, zircônio e minerais radioativos, particularmente o tório.
Os platôs do Baixo-Amazonas e da bacia do rio Capim alojam reservas de bauxita de grau metalúrgico da ordem de 3 bilhões de toneladas, quantidade suficiente para colocar o Brasil em terceiro lugar no contexto mundial
Nesses mesmos ambientes geológicos encontram-se as reservas nacionais de caulim, consideradas a 2ª do mundo, e de bauxita de grau refratário, mineral raro, estratégico, encontrando-se apenas na China, Guiana, Suriname e Brasil.
Quanto ao petróleo, a busca foi interrompida abruptamente na segunda metade da década de 60, depois de perfurados apenas 316 poços. Para comparação as áreas sedimentares dos Estados Unidos da América são pesquisadas, ainda hoje, na razão de 16 mil poços por ano. Dez anos depois de abandonar a região, retomou a Petrobrás, perfurando pouco mais de uma centena de poços em terra com sucesso.
Na chamada “Província do rio Urucu”, proximidades de Coari (AM), existem reservas medidas de 34,9 milhões de barris de óleo e de 18,4 bilhões m³ de gás, enquanto que na “Província do Juruá”, vizinha de Carauarí (AM), já foram medidos 3,5 bilhões m³ de gás.

Corrida do Ouro em terra de índio.
A Internacionalização da Amazônia.
2 Jul 2007 – Projeto do governo libera à exploração internacional a maior reserva mineral do mundo, situada em terras indígenas e ocupando 13% do território brasileiro.
As empresas beneficiadas terão que pagar “Royalties” aos índios. A área é rica em minerais raros, como nióbio, tantalita, ouro, diamantes, cobre, estanho e urânio.
Tramitam no DNPM 4.821 requerimentos de direitos de pesquisa e lavra.
Resolução da ONU cria um Estado dentro do Estado.
12 Set 2007 – Com o voto do Gov brasileiro Resolução da ONU confere um status de autodeterminação e quase independência aos povos indígenas.
Fica proibida a presença militar nas Terras Indígenas.
Poderão criar instituições econômicas, sociais, jurídicas, políticas, próprias e autônomas, sem considerar a Constituição do País onde vivem.
Corrida do Ouro em terra de índio.
A Internacionalização da Amazônia.
2 Jul 2007 – Projeto do governo libera à exploração internacional a maior reserva mineral do mundo, situada em terras indígenas e ocupando 13% do território brasileiro.
As empresas beneficiadas terão que pagar “Royalties” aos índios. A área é rica em minerais raros, como nióbio, tantalita, ouro, diamantes, cobre, estanho e urânio.
Tramitam no DNPM 4.821 requerimentos de direitos de pesquisa e lavra.
Resolução da ONU cria um Estado dentro do Estado.
12 Set 2007 – Com o voto do Gov brasileiro Resolução da ONU confere um status de autodeterminação e quase independência aos povos indígenas.
Fica proibida a presença militar nas Terras Indígenas.
Poderão criar instituições econômicas, sociais, jurídicas, políticas, próprias e autônomas, sem considerar a Constituição do País onde vivem.

Grupo tenta legalizar a mineração na reserva
Publicado pelo Estadão e reproduzido da Resenha do EB.
Roldão Arruda
A polêmica em torno da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, não envolve apenas a questão dos grandes produtores de arroz que se recusam a deixar a região. O subsolo da área, com 1,7 milhão de hectares, também é rico em minérios - fato que desperta interesses de empresas nacionais e internacionais e movimenta o Congresso. Existe um grupo suprapartidário trabalhando intensamente para a aprovação de um projeto que libera a mineração em terras indígenas de todo o País.
Eles querem aprová-lo neste ano, com apoio do governo. Vale lembrar que a versão inicial do texto - que chegou ao Legislativo há 11 anos e passou por várias modificações - foi feita por um parlamentar roraimense, o senador Romero Jucá (PMDB), líder do governo.
De acordo com o escritório regional do Serviço Geológico do Brasil, cuja sede fica em Manaus, a região da reserva Raposa Serra do Sol é bastante rica em ouro e diamante. Isso causou a invasão da região por sucessivas ondas de garimpeiros, até os anos 90, quando começaram a rarear os veios de minérios mais superficiais, mais fáceis de serem localizados.
Segundo o geólogo Marcos Oliveira, diretor do escritório regional, ainda podem ser encontrados os chamados terraços aluvionais de ouro e diamante. Mas as jazidas mais ricas exigem maior trabalho mecânico. A região também abriga reservas de nióbio, cassiterita e platina. O pedaço de terra mais rico da região, que abrange Rondônia e parte do norte do Amazonas, está no território dos índios ianomâmis - que começa em Roraima e segue pelo Estado amazonense.
Entre os índios há divergências sobre o que fazer, se o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar a criação da reserva. Uma parte deseja a exploração das jazidas, em troca de participação nos lucros, e outra se opõe.
“Nós não queremos acabar com terras e águas, como fazem os brancos. Se for fazer mineração, tem que ser de maneira sustentável. Não temos culpa se Deus colocou essas riquezas em nossa terra”, diz um dos representantes da população da Raposa, Cristóvão Macuxi.

Opiniões e Comentários -  Julho/2008Opiniões e Comentários - Setembro/2008