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OPINIÕES E COMENTÁRIOS

DEZEMBRO 2004

ALCOOL x GASOLINA
Meu caro Rogério

É isso que dá gambá cuidar de ovos de ouro.
Claro que o sujo pessoal fóssil torce pela má imagem das bioenergias, e permite a ganância do oligopólio do álcool, e até por isso é proibido ao pequeno agricultor produzir e vender álcool.
Os motores flex, obviamente tem menor rendimento no funcionamento com álcool, do que um motor exclusivo a álcool, o que apenas serve para desestimular o uso e denegrir a imagem das bioenergias.
Enquanto qualquer geladeira tem um selo sobre o consumo, e existe uma verdadeira guerra entre os fabricantes para fazer geladeiras a cada dia mais eficientes, não existe esta salutar competição no setor de veículos, pelo contrário, existe apenas o marqueting da maior potência e tamanho.
Não são nem divulgados os dados de consumo. Nenhum fabricante se vangloria de produzir o automóvel mais econômico e menos poluente.
Preferem enganar os tolos com promessas idiotas como o hidrogênio.

Inconformados Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

"Bioenergia não é alternativa, é definitiva" - Bautista Vidal

-----Mensagem original-----
De: bioenergia-l-bounces@jatoba.esalq.usp.br
[mailto:bioenergia-l-bounces@jatoba.esalq.usp.br]Em nome de Rogério Carneiro de Miranda
Enviada em: quarta-feira, 22 de dezembro de 2004 23:44
Para: Bioenergia
Assunto: [Bioenergia-l] alcool x gasolina

Prezados amigos:

Ontem vi na TV que nos ultimos meses apesar da alta do petroleo o preço da gasolina subiu um pouco acima de 3%, enquanto o alcool subiu acima de 8%.

Como podemos justificar este aumento excessivo do alcool?

Assim nao estará o preço do alcool acima de 70% do preço da gasolina, inviabilizando sua utilizaçao no carros da linha flex combustiveis?

Ha treis meses atras fiz uma pesquisa ligeira (informal) nos postos de gasolina aqui em BH e constatei que em geral os propietarios dos carro flex estavam utilizando mais o alcool do que a gasolina, o que me deixou feliz. Se nao me engano a previsao para 2006 é que 70 a 80% dos veiculos de passeio fabricados serao do tipo flex...

Feliz natal a todos

Rogério

At 15:45 22/12/2004, boswolff wrote:
Fendel,
Realmente são boas novas!!! Como podemos fazer com que nossos nobres eleitos peguem esta idéia e a toquem adiante ???
Paulo Wolff

-----Mensagem original-----
De: bioenergia-l-bounces@jatoba.esalq.usp.br
[mailto:bioenergia-l-bounces@jatoba.esalq.usp.br] Em nome de Fendel
Enviada em: terça-feira, 21 de dezembro de 2004 11:46
Para: Coop TSP; FAO forestry; FAO Unasylva; Forum Social Clima; Ita82;
Jornal MA; Lista bioenergia; Lista Floresta
Cc: dep.nelsonmeurer; INEE; Tribuna; FolhaSP - Hélio; Dep. Jutahy;
dep.osmaniopereira; Nomínimo; Dep. Stica; WSJ; dep.vadaogomes; Dep.
Gustavo Fruet; dep.paulofeijo; dep.salvadorzimbaldi; Power; Senador
Alvaro Dias; dep.luizsergio; dep.gervasiosilva; Istoé; dep.mauropassos;
dep.eduardogomes; Dep. Max Rosenmann; FIEP RN; Dep. Elio Rusch; WWI-BR;
Dep. Chico Floresta; dep.josejanene; Jô; dep.joaocaldas; OESP; Dep.
Ronaldovasconcellos; Centro de estudos FGV; dep.marcusvicente; Dep.
Rubens Otoni; Veja; Dep. Ariosto Holanda; Prefeitura Rio Negro -
Gabinete; dep.luizbassuma; Caros Amigos; dep.betinhorosado;
dep.rosedefreitas; dep.joaopizzolatti; Heródoto-CBN; Correio B; Lula;
Gazeta Mercantil; eletrobras; dep.niciasribeiro; dep.marcellosiqueira;
Dep. Sciarra; dep.dr.heleno; dep.fernandoferro; dep.aroldocedraz;
dep.josesantanadevasconcellos; dep.ricardobarros; dep.moreirafranco;
Exame; sen Delcídio
Assunto: [Bioenergia-l] RES: Personagem principal

Meu caro UVX

Na extraordinária notícia abaixo, sobre o imenso potencial alcoólico mundial, tenho 2 comentários a fazer:
1- O deputado Gabeira e seus pares deveriam ser informados sobre a besteira que é o hidrogênio, pois sua produção e armazenamento requer 4 vezes mais energia do que a então obtida. Nunca produzir hidrogênio vai ser barato, limpo e eficiente. NUNCA o homem vai conseguir imitar a fantástica natureza com sua espetacular, graciosa e ignorada fotossíntese.
2- O mercado de carbono atrapalha a re-evolução das milenares e desprezadas bioenergias, claro, pois ao invés de investirem na produção ou compra de álcool, óleos vegetais e demais biomassas, esta besta esmola aumenta a sobrevida dos porcos combustíveis fósseis, com o conseqüente aumento de carbono no ar, limitando o uso das bioenergias atmosfera limpantes. Se o consenso reza que temos que diminuir o carbono atmosférico, então é uma
hipocrisia aumentar ainda mais a emissão de carbono fóssil, laureado por miseráveis títulos de seqüestro de carbono. Para o balanço negativo de carbono, é melhor não deixar os vegetais apodrecerem no campo ou na mata.
Para a efetiva limpeza do ar, a biomassa crescida tem que ser utilizada para poder dar lugar a sucessivos novos vegetais, sendo seu carbono fixado no solo e em objetos como: camas de mogno, calcinhas de algodão, lençóis de linho, livros de papel, estruturas de eucalipto, produtos bioplásticos, etc, conforme explicado a seguir:

Coloque um vaso com terra sobre uma balança ensolarada.
Insira uma semente de girassol nesta terra.
Regue regularmente e observe.
Note que a cada dia o peso e a massa vão aumentando exponencialmente conforme aumenta a matéria verde.
Conclusão:
Parte da água evapora, e outra parte se dissocia em hidrogênio e oxigênio através da inimitável fotossíntese.
Acontece que os vegetais não se constituem apenas de H e de O.
Quase a metade de sua massa é carbono.
E de onde vem este carbono?
Este carbono vem do gás carbônico dissolvido no ar e assimilado pela mágica e maravilhosa citada fotossíntese.
Assim, a comida dos vegetais é basicamente o CO2 atmosférico e a bebida é o H2O pluviométrico, resultando que qualquer planta é constituída principalmente de carbono, oxigênio e hidrogênio.
E como se não bastasse, ainda exalam oxigênio e perfumados óleos essenciais.
Continuando a pesquisa, note que a assimilação de CO2 passa por um máximo e então se reduz, até parar na fase adulta.
Após a fase madura, começa automaticamente o apodrecimento, se as sementes, folhas e caules não forem colhidos e utilizados.E nesta fase de apodrecimento, diminue a massa do conjunto, pois ocorre o lançamento principalmente de CH4 (metano) e CO2 à atmosfera através da sua digestão aeróbica e anaeróbica pelos microorganismos.
Portanto, nada melhor do que plantar e utilizar intensamente qualquer vegetal, em forma de óleos, álcool, biogases, carvão vegetal, madeira, papel, tecido, resíduos, bioquímica, biofertilizantes, etc.

Gratos Bioabraços pelo incentivo.
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

“A queima das bioenergias devolve menos carbono ao ar do que o absorvido
pelas plantas, resultando no "efeito geladeira", oposto do "efeito
estufa" originado pelo uso dos porcos e agonizantes combustíveis fósseis". –
Fendel

-----Mensagem original-----
De: UVX
Enviada em: segunda-feira, 13 de dezembro de 2004 17:33
Para: Fendel
Assunto: Personagem principal


Meu caro

Logo, logo poderems ver estampado em jornais, revistas, etc... uma matéria parecida com esta, mas sendo o óleo vegetal o personagem principal
Abraços
UVX

ENERGIA: ÁLCOOL BRASILEIRO PODE GANHAR O MUNDO

As perspectivas são inebriantes para o álcool brasileiro usado como combustível, pela provável abertura de gigantescos mercados na China e nos países mais industrializados e ricos da Ásia, Europa e América do Norte. O Brasil é o maior produtor de etanol, com 14,750 bilhões de litros no ano passado, 38% do total mundial. Este ano deve exportar 2,2
bilhões de litros, o triplo do que foi exportado em 2003. Usando a cana-de-açúcar como matéria-prima, tem o mais baixo custo de produção. A demanda mundial por etanol equivaleria a 7,5 vezes a produção brasileira se todo o mundo adicionasse 10% desse carburante à gasolina, estimou Plínio Nastari, diretor da Datagro, empresa especializada em informações sobre o setor de cana-de-açúcar, em um seminário realizado há poucos dias em Brasília.

A mistura é uma tendência geral, impulsionada pelo combate à poluição urbana, à alta do preço do petróleo e a entrada em vigor, em fevereiro, do Protocolo de Kyoto sobre mudança climática. A combustão com etanol reduz os gases que aquecem a atmosfera, como o dióxido de carbono, liberados sobretudo pela queima de derivados de petróleo, gás e carvão. O Brasil é considerado o único fornecedor capaz de atender no curto prazo um grande aumento da demanda. Mas, a euforia nos investimentos na agroindústria da
cana-de-açúcar, que já atrai muitos capitais estrangeiros, tem como contrapartida os temores ambientalistas de que o país se transforme em um imenso canavial e, também, dos importadores, que não querem ficar reféns do fornecimento brasileiro.

Segundo previsões, para sustentar o aumento interno e externo de demanda, a área cultivada de cana-de-açúcar deveria aumentar 75% em 10 anos, invadindo o cerrado,
a savana de florestas ralas que ocupa uma vasta zona central do país. Trata-se de um ecossistema pouco protegido e atropelado pelo avanço da agricultura nas últimas três décadas, especialmente pela soja. O café, o algodão e, recentemente, a cana-de-açúcar ocupam boa parte de suas terras. Não importa o tipo de cultivo, o problema é a "ocupação desordenada" das monoculturas, esse processo de "terra arrasada", disse à IPS Mario
Barroso, gerente do não-governamental Programa do Cerrado de Conservação Internacional. Existem instrumentos legais para uma ocupação sustentável do solo, como o Código Florestal, que exige a preservação de 20% da mata nas propriedades.

Se forem cumpridas suas regras e respeitadas as áreas de conservação, a mata nas margens dos rios e em declives, haveria uma proteção razoável, avaliou o ambientalista. Não existe esse risco com a cana-de-açúcar, garantiu Antonio de Pádua Rodrigues, diretor da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Única), que reúne as maiores empresas do setor. A entidade estima que a produção nacional de álcool,
que em 2003 atingiu 14,750 bilhões de litros, deverá crescer outros 10 bilhões de litros, dos quais apenas 30% seriam destinados à exportação. Isso exigirá ampliar em 2,5 milhões de hectares a área cultivada, estimou Pádua. Mas, não será necessário avançar muito no cerrado, pois 60% dessa expansão se dará no Estado de São Paulo, explicou. Além disso, as terras a serem cultivadas já estão desmatadas e foram abandonadas pela pecuária que, ao adotar melhores técnicas de produção, reduziu drasticamente sua área de pastagem
ressaltou.

A produtividade canavieira também aumentou muito, o que exige menos terras, especialmente em São Paulo, que concentra 60% da produção nacional de açúcar e álcool. Em 1980, eram obtidos 3.500 mil litros de álcool por hectare, hoje se produz o dobro, disse
Pádua à IPS. O deputado Fernando Gabeira, ambientalista, admitiu que os grandes produtores (pelo menos "em fazendas que visitei em São Paulo") incorporaram os cuidados ambientais por exigências legais, de responsabilidade social e, inclusive, por vantagens produtivas. Nos canaviais são intercaladas áreas plantadas com outros alimentos, explicou.
Algumas culturas ajudam a fertilizar a terra, ao fixar o nitrogênio. Seria contraditório ampliar a produção de cana-de-açúcar para contribuir para contribuir para a solução de um problema global, como a mudança climática, prejudicando o meio ambiente local, afirmou
Gabeira, defendendo, entretanto, a prática de estudos sérios de impacto ambiental e o forte controle para evitar destruição da biodiversidade. Sua esperança é que o processo seja transitório, enquanto se tornam viáveis outras alternativas energéticas, como o hidrogênio.

O mercado internacional do álcool combustível não terá uma expansão explosiva, "está em construção e esse é um processo lento", disse Pádua. Do que o Brasil exporta, apenas 40% se destina para fins combustíveis, a maior parte ainda é utilizada para uso industrial,
explicou. Os possíveis grandes importadores querem garantias de abastecimento, hesitam em assinar contratos para o fornecimento brasileiro por longos períodos enquanto não aparecem outros fornecedores, um mercado livre e outros mecanismos de segurança e
estabilização de preços, ressaltou Pádua. E os investimentos acompanham a expansão do mercado consumidor. Para construir esse mercado mundial que interessa ao Brasil será necessário que outros paísesprodutores de açúcar, como Austrália, Colômbia,
Guatemala, Índia, México e Tailândia, ampliem ediversifiquem sua oferta, concluiu.

Fonte: Envolverde


BIRD
Quanta falácia, corrupção e mentira...

Claro que é mais barato, simples, limpo, rápido, racional, produzir bioenergias do que energia fóssil.
Qualquer colono que faz cachaça faz álcool de excelente qualidade.
Qualquer dona de casa com um robusto espremedor de alho, faz óleo de girassol combustível.
Qualquer estação de tratamento de lixo ou de esgôto produz biogás naturalmente.
Qualquer idiota consegue fazer carvão vegetal num processo ineficiente e milenar, com um buraco no chão.
Sobram resíduos vegetais em todas as atividades agrícolas e florestais.
Com um tambor e uns pedaços de canos, se faz um gasogênio, e se gera energia elétrica, muito utilizado durante a 2a. guerra, inclusive aqui no Brasil.

O que falta é um chute na bunda destes incompetentes falastrões a serviço da nojenta ordem econômica mundial neoescravagista.
Falta eliminar os criminosos subsídios aos apadrinhados eletrointensivos.
Falta a ENEREDE e a permissão para comercializar microenergias.

Aborrecidos bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

“A vida é racional, mas nós humanos ainda não, e tenho minhas dúvidas se um dia chegaremos a ser." - Fendel

quarta-feira 15 de dezembro de 2004
FONTE: Folha de S.Paulo - SP

Energia renovável não atende pobre, diz Bird

Banco lança atlas ambiental
CRISTINA AMORIM
ENVIADA ESPECIAL A BUENOS AIRES

O diretor do Departamento de Meio Ambiente do Bird (Banco Mundial), Warren Evans, admitiu ontem, em Buenos Aires, que atender 1,6 bilhão de pessoas no mundo que não têm acesso à eletricidade é uma meta difícil de ser obtida atualmente apenas com fontes
renováveis de energia.

"Precisamos levar em consideração uma mistura de projetos com várias opções limpas, mas algumas não vão atingir as necessidades dos países em desenvolvimento", afirmou Evans.

O comentário segue a divulgação de um relatório na semana passada, organizado pela ONG americana Instituto de Estudos Políticos, que acusa o banco de ter investido mais em projetos que estimulam a produção de gás carbônico, o principal causador do efeito estufa, do que em programas "limpos" de energia.

"O relatório é escrito de um ângulo que não leva em consideração a necessidade de o Banco Mundial ajudar os países em desenvolvimento a conseguirem fontes de energia e combustível. Nosso trabalho nessa arena é ajudar os países a terem acesso a fontes de energia", afirmou.

Ele lembra que os projetos aprovados pelo Bird precisam seguir certas "políticas de segurança", uma análise dos impactos socioambientais de tais propostas. "Nosso trabalho é menos desenvolver fontes de energia hoje e muito mais tentar obter maneiras de conservar energia."

Os modelos vigentes de geração de energia baseados na queima de combustíveis fósseis, como carvão mineral e petróleo, são largamente usados em muitos países industrializados. O uso de combustíveis tradicionais cresce com a taxa de desenvolvimento: quase todas as
nações acima da linha do Equador usam madeira, carvão vegetal e esterco para cozinhar e gerar calor. Os dados são do próprio Banco Mundial, que lançou anteontem um atlas ambiental na 10ª Conferência das Partes da Convenção do Clima da ONU.


PAPEL HIGIÊNICO
Meu caro Ricardo

Como e com qual material os ambientalóides anti reflorestamentos limpam seus ânus?
Afinal, para serem o mínimo coerentes, não poderiam nunca se valer do difamado papel higiênico, proveniente de exóticos eucaliptos...

Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

“Na história como na natureza, a podridão é uma das fontes da vida" - Marx?

 

 

-----Mensagem original-----
De: Ricardo
Enviada em: terça-feira, 14 de dezembro de 2004 23:21
Para: Undisclosed-Recipient
Assunto: Fw: Fw: Papel higiênico NEVE

Ontem, ao fazer compras no supermercado, fiquei estupefato com variedade da linha de papéis higiênicos Neve, aquele mesmo, que era anunciado antigamente pelo mordomo Alfredo. Segundo seu fabricante, Neve é um produto sofisticado, destinado as classes A e B. Só se for A de aviadado e B de bicha, pela quantidade de frescuras, como o Neve Ultra, que já vem com alguns opcionais:
Alto Relevo de flores, perfume e uma microtextura, que segundo o texto da embalagem,
proporciona a seus felizes usuários "suavidade de uma pétala de rosa". Perguntar não ofende: alguém já limpou a bunda com uma pétala de rosa??? Depois, tem o Ultra Soft Color (mais caro e mais metido a besta):laranja e vem com extrato de pêssego.Como se o cu da gente enxergasse a cor e sentisse o cheiro...
Mas, demais mesmo é o Neve Ultra Protection, o top de linha. Este Rolls Royce dos papéis higiênicos, além de conter óleo de amêndoas("garante maciez superior e um cuidado com a sua pele") em sua delicada fórmula, vem com Vitamina E (!!!). Esse negócio de cagar e sair com o cu vitaminado é coisa de viado.


MENTIRA? SACANAGEM? OU INCOMPETÊNCIA?
Cultura da mentira, da sacanagem ou pura incompetência?

Nunca um gambá vai deixar de comer as galinhas dos ovos de ouro.
Assim é ridículo querer que uma petrobrás e uma anp cuidem das bioenergias.
O resultado já conhecemos. Vejam o fracasso do maior e mais invejado programa de energia atmosfera limpante mundial: nosso Proálcool.
Para se ter uma idéia da palhaçada nacional, apenas os porcos EUA, no próximo ano, irão produzir mais álcool de milho, do que o Brasil ...de cana... que rende muito mais...

Hoje, os motores a Diesel fóssil (feitos no exterior), são menos poluentes do que os motores a gasolina fóssil.
Isso porque o rendimento deles é 50% maior, e lá fora é proibido o enxôfre.
Assim tem veículos estrangeiros que fazem estonteantes 34 km com apenas 1 litro de Diesel ou óleo vegetal.
E tem protótipos em desenvolvimento para fazer mágicos 100 km com apenas 1 litro de óleo vegetal.

O que acontece no nosso estuprado Brasil, além da incompetência é a perpetuação da sacanagem institucional das benesses políticas aos apadrinhados.
Assim nossas estúpidas leis permitem aos abastados a andarem em beberronas camionetes a subsidiado e econômico Diesel, enquanto o povão tem que utilizar a gasolina superfaturada e menos eficiente.

A tecnologia common rail pulveriza os combustíveis com pressões de até 2.000 vezes superiores à atmosférica, possibilitando a queima até de graxa filtrada e redução das emissões, em contrapartida às 200 vezes ainda utilizada nos motores de tecnologia antiga aqui produzidos.

2% é a quantidade de enxôfre que deveria ser substituída por óleo vegetal puro no Diesel fóssil, no lugar do provisório Biodiesel.
Assim a durabilidade dos motores seria ainda mais elevada, pois além de melhor lubrificante, a combustão seria menos poluente, devido a ausência de gases sulfídricos.
A ausência de enxôfre também permite a instalação de catalizadores oxidantes nos escapamentos dos veículos, reduzindo ainda mais as já baixas emissões.

Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

"A utilização em grande escala das biomassas, é o único meio racional para
capturar o carbono fóssil jogado ao ar em 2 séculos de dito desenvolvimento
e real colonialismo." - Fendel

-----Mensagem original-----
De: Projeto Rio Paraíba [mailtorojetorioparaiba@ig.com.br]
Enviada em: domingo, 19 de dezembro de 2004 08:17
Para: "Undisclosed-Recipient:;"@smtp.uol.com.br
Assunto: JMA / BIODIESEL FAZ RETOMAR QUESTÃO DO DIESEL NO BRASIL

Texto: Rafaela Borges
Fotos: Divulgação

No início desse mês de dezembro, o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, assinou o Programa Biodiesel, que permite o uso do biodiesel na matriz energética brasileira a partir do início de 2005. O novocombustível é inteiramente nacional, produzido a partir de plantas como mamona. Entre as vantagens de seu uso, estão a diminuição das importações de petróleo para nosso mercado e redução das emissões de poluentes em até 16%.
Entretanto, só pode ser utilizado misturado ao diesel. Na fase inicial do programa, o biocombustível será misturado ao óleo na proporção de 2%, mas até 2009 esse número deve subir para 5%. Por isso, a regulamentação do uso do biodiesel reabre uma antiga discussão: por que não permitir o uso do diesel em carros de passeio da frota nacional?

"A idéia não é despoluir o meio ambiente? Então, não vejo porque insistir na proibição do uso do diesel em carros de passeio", disse Lula, durante o lançamento do Programa Biodiesel. Porém, desde 1976, a lei brasileira permite a utilização do combustível apenas em veículos com carga útil igual ou superior a 1 tonelada, ou modelos que sejam classificados como utilitários.
"O motivo é histórico. Na época em que a lei foi instituída, grande parte do petróleo vendido no Brasil era importado", afirma Geraldo Rangel, presidente da AEA (Associação de Engenharia Automotiva). Como o diesel abastece o setor de transporte, ele tem maior demanda do que a gasolina em nosso mercado. Hoje, 56% da frota brasileira utiliza o óleo
combustível.

"No craqueamento do petróleo, sobrava um excedente de gasolina, tanto que abastecia os modelos leves do país e ainda sobrava para exportar", explica Rangel. O executivo acredita ser este o motivo para a proibição do uso do diesel em carros de passeio. "Hoje, essa situação mudou: nós importamos uma quantidade menor de petróleo e a proibição não faz mais sentido. A AEA é a favor da regulamentação dos modelos de passeio a diesel no Brasil", diz o executivo. Para ele, os motivos são inúmeros: "No aspecto técnico, o uso do
diesel é vantajoso, uma vez que tem virtudes em termos de desempenho, conforto e economia. Sua liberação colocaria o Brasil em um patamar próximo ao de países europeus e dos Estados Unidos", diz.

Na Europa, cerca de 43% dos carros de passeio utilizam diesel e a expectativa é que, no ano que vem, esse número chegue a 50%. Isso porque, no Velho Continente, o combustível não é visto como aqui: no Brasil, temos imagens de caminhões e picapes barulhentos, com fumaça preta saindo pelo exaustor. Mas hoje, com tecnologias modernas, como o sistema de injeção do tipo "common rail", essa realidade mudou. "O conceito de motor ruidoso já é
ultrapassado, porque o avanço dos novos sistemas a diesel é sensacional.
Hoje, podemos dizer que esses motores já apresentam desempenho melhor do que o de propulsores a gasolina", opina Rangel. Opinião compartilhada por Gábor Deak, presidente da Delphi do Brasil, empresa que desenvolve motores com a tecnologia "common rail".

Para o executivo, a proibição do uso do diesel no Brasil vai na contramão do desenvolvimento do país, pois impede a criação de empregos e de tecnologias para competirmos no mercado internacional. Outro ponto importante que deve ser esclarecido em relação ao diesel é seu nível de emissão. Segundo Geraldo Rangel, o combustível não polui menos do que a gasolina. "O que sai do cano de escape não é a mesma coisa, por isso as regras de emissões são diferentes. Entretanto, se respeitadas, o resultado final para o meio ambiente será o mesmo. É preciso uma inspeção veicular forte para controlar esse aspecto", diz. Mas, no caso da adição do biodiesel, é diferente, pois este sim é um combustível mais limpo.

Rangel afirma que a grande vantagem do diesel em relação à gasolina é econômica.
"O combustível é mais barato na produção e conversão. Independente dos subsídios do governo, a sociedade economizará com o uso do diesel", diz. Mas a utilização do óleo combustível nos carros de passeio não parece estar tão próxima, apesar das afirmações de Lula. Entretanto, Rangel acredita que o Programa Biodiesel já é um grande passo para que isso aconteça. "O Brasil já produz modelos a diesel para exportação. Se o governo liberar o uso do óleo combustível, as montadoras precisarão de pouco tempo para se adequar à demanda nacional", afirma.

Entramos em contato com todos os fabricantes que produzem automóveis de passeio no Brasil. Entretanto, a maior parte deles não quis opinar sobre o assunto. Isso porque algumas não acreditam na regulamentação do diesel para modelos leves, outras afirmam que uma opinião pode atrapalhar futuras negociações com o governo. Outro ponto estrutural importante que diz respeito à utilização do óleo combustível em carros de passeio é a rede de distribuição. "Isso não é problema, pois as refinarias produzem muito diesel para suprir o transporte público", afirma Rangel. O problema é a qualidade.

O diesel brasileiro está longe de ter a mesma qualidade daquele produzido na Europa. O teor de enxofre é o grande problema de nosso óleo. "Ainda temos muito que evoluir, e essa evolução demanda investimentos por parte das refinarias e da Petrobras", diz Geraldo Rangel. A estatal brasileira de petróleo tem um programa denominado "Evolução do Diesel". Entramos em contato com a empresa, que prometeu divulgá-lo, mas até o fechamento desta matéria não obtivemos resposta.

FOTOS:
http://carsale.uol.com.br/opapoecarro/mercado/mercado_041217.shtml

Raquel Cristina de Almeida
Projeto "Um Olhar para o Rio Paraíba do Sul"
Volta Redonda, RJ
rojetorioparaiba@ig.com.br"projetorioparaiba@ig.com.br
www.rioparaibadosul.blogger.com.br


SEQÜESTRO BÊSTA DE CARBONO
Minha querida YYY

Seqüestrar artificialmente o gás carbônico é pior do que varrer a sujeira para debaixo do tapete, pois requer energia e custos desnecessários, que geram ainda mais sujeira...

Seqüestrar CO2 de graça, faz qualquer vegetal ensolarado, e como se não bastasse, ainda "peida" imprescindível e puro oxigênio.

A natureza é fantástica, e é uma pena que a imbecilidade humana continua cega a esta realidade.

Quanto mais perto do Equador, maior é a insidência solar, maior a produção vegetal e a conseqüente limpeza do ar.

Enquanto os podres e pobres governantes e pseudo-técnicos dos gélidos países do dito primeiro mundo, invejam e boicotam nosso gracioso potencial fotossintético, nós o desprezamos baseados em propaganda enganosa e vassala, como: mercado de carbono, MDL, Kioto, e demais asneiras.
Chegamos ao cúmulo de denegrir nossa espetacular hidroeletricidade, nossa sensacional bioenergia, nossos atmosfera limpantes reflorestamentos, etc.
Ao invés de exportar álcool e óleos vegetais a 1000 euros a tonelada, babamos por 5 dólares de estúpida tonelada de carbono virtual, deixando nossos morros e terras vergonhosamente e pornograficamente pelados.

Desabestalhantes biobeijos
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

“A vida é racional, mas nós humanos ainda não, e tenho minhas dúvidas se um dia chegaremos a ser." - Fendel

-----Mensagem original-----
De: YYY
Enviada em: quinta-feira, 16 de dezembro de 2004 16:31
Para: Fendel
Assunto: "escondendo em baixo do tapete"

Querido

Será que essa técnica não irá propiciar outros danos ambientais?

saudades
beijos
YYY

Armazenar CO2 debaixo da terra pode conter efeito
estufa, diz estudo
da Agência Lusa, em Buenos Aires (Argentina)

Armazenar dióxido de carbono (CO2) debaixo da terra pode ser uma técnica promissora na luta contra o efeito estufa. É o que diz um estudo divulgado hoje pela AIE (Agência Internacional de Energia) durante a Cúpula do Clima, em Buenos Aires.

A idéia é "prender" o gás no subterrâneo, evitando que ele seja liberado para a atmosfera e continue a aquecê-la. A agência preconiza que se multipliquem por cinco os orçamentos para pesquisa dedicados a esta tecnologia, de modo a atingirem US$ 500 milhões por ano em escala mundial.

Ao apresentar o trabalho, o diretor executivo da AIE, Claude Mandil, lembrou que as emissões mundiais de CO2 aumentarão 62% entre 2000 e 2030 se não houver novos
esforços para reduzir as emissões dos gases-estufa.

A técnica poderia chegar à fase industrial a partir de 2020 e ser utilizada em grande escala na segunda metade do século 21 até se tornar obsoleta com a generalização dos sistemas energéticos que não emitem CO2, como pilhas de combustível e sistemas que usam o
hidrogênio, diz a agência.

A AIE mencionou uma centena de projetos em curso ou em estudo em todo o mundo para armazenamento de C02, mas apenas dois de envergadura.

No Mar do Norte, a companhia norueguesa Statoil capta o CO2 de uma jazida de gás natural e injeta-o no fundo do oceano, e em Wayburn, oeste do Canadá, o CO2
proveniente de uma central de gaseificação de carvão é transportado por um gasoduto e injetado em uma jazida de petróleo.

Em conjunto, estes projetos só permitirão armazenar 100 milhões de toneladas de CO2 por ano até 2015, quando o potencial explorável até 2030 permitiria reter três vezes mais dióxido de carbono, segundo a agência.

A tecnologia será testada pelo setor elétrico, segundo a AIE, com a construção até 2015 de dez grandes centrais térmicas dotadas de capacidade de captação e armazenamento de CO2 nas proximidades.

16 de dezembro, 2004 - 04h40 GMT (02h40
Brasília)Fonte: BBC

PORCARIA
PORCA MISÉRIA...

A que ponto chega a porquice:
Agora, ao invés de discutirem como utilizar e aproveitar eficientemente a merda do porco, suinucultores e demais porco-especialistas discutem a bosta do carbono ou o carbono da bosta...

Será que não percebem que o suinucultor, ou qualquer outro que tenha energia disponível, tem que ter mercado prá essa energia?
O que adianta armazenar biogás e não poder utilizá-lo de maneira eficaz e viável?
Qualquer gerador de energia é muito mais eficiente quando ligado na rede. Só assim se aproveita todo seu potencial.

Com esta moda de mercado carbonoabobalhante, se discutem apenas 5% do custo da energia, uma vassala gorjeta, ... e negligenciam os restantes 95%...
É somente com a ENEREDE (Enernet) que vale a pena financeiramente investir em equipamentos de cogeração e geração sustentável.
Detalhes em http://www.fendel.com.br/cogeracao.html

Descarbonizantes bioabraços efetivamente atmosfera limpantes

Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

“Políticos não são nossos senhores nem amos, na verdade deveriam ser nossos servidores" - Al Lorenz


SUINOCULTORES DO OESTE PARANAENSE TERÃO ACESSO AOS CRÉDITOS DE CARBONO

fonte:
http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=16945


Pequenos produtores rurais da bacia do rio Toledo, no oeste do estado do Paraná, contarão com mais incentivo para desenvolver as atividades da suinocultura na região de forma sustentável e sem contaminar o meio ambiente. Com o uso da energia limpa, os produtores da região poderão ter acesso a créditos de carbono, previstos no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Kyoto.

Nesta quarta- feira, o Ministério do Meio Ambiente, a Itaipu Binacional e a Secretaria de Meio Ambiente do Paraná assinaram acordo de cooperação técnica para a formulação de projetos, visando a obtenção dos créditos de carbono, com o apoio do Prototype Carbon Fund, administrado pelo Banco Mundial.

O acordo foi assinado na abertura do seminário de avaliação do Programa Nacional do Meio Ambiente II (PNMA). A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou que o PNMA representa um novo estilo de gestão ambiental no país. “Graves problemas ambientais estão sendo equacionados e resolvidos tecnologicamente a exemplo dos impactos sobre o solo e a água, provocados pela suinocultura comercial nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.”

De acordo com a ministra, o Programa oferece a oportunidade de o ministério executar suas diretrizes na questão do fortalecimento do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), no desenvolvimento sustentável, participação social e no trabalho integrado com os diferentes setores do governo. O diretor-geral brasileiro da Itaipu-Binacional, Jorge Miguel Samek, ressaltou que os programas desenvolvidos pelo ministério demonstram o caminho correto para apostar em um Brasil melhor nos próximos anos.

Ele revelou que o acordo assinado com o ministério é pioneiro e que deve servir de modelo para a humanidade. “Pela primeira vez, por meio do PNMA, estamos conseguindo dar vez aos pequenos produtores e aos suinocultores de receberem o carbono,” ressaltou.

Cerca de 40 pequenas propriedades familiares, com suinocultura integrada e instaladas em um manancial de abastecimento da cidade de Toledo (PR), são beneficiadas pelo PNMA II. O apoio do programa consiste na elaboração de projetos técnicos e apoio financeiro para obras que contribuam para a correção de passivos ambientais gerados pela atividade da suinocultura.

A iniciativa visa desenvolver uma nova realidade produtiva, com adequação ambiental, de acordo com as leis brasileiras e a exigência dos mercados consumidores, principalmente os internacionais, que têm imposto barreiras sanitárias e ambientais às carnes brasileiras. Durante o seminário, foram lançados também três manuais técnicos de gestão ambiental da suinocultura. (MMA)

CAROS ENGANADOS:

Embora notório, é velado que o gás natural é apenas 15% menos sujo do que o petróleo.
Assim, qualquer termoelétrica ou caldeira que o utilizar, é um imenso emissor de porco carbono fóssil.
Não tem cabimento, hoje em dia, ainda se produzir e operar termoelétricas, conforme babam as autoridades nacionais no artigo abaixo.
No setor privado e mesmo no público, existem milhares de maneiras de se gerar energia de forma eficiente e ecológica. O que falta é o comércio desta energia, é acabar com o hipócrita oligopólio da geração.

Já que se recusam a extirpar os imorais subsídios aos eletrointensivos, que ganham energia elétrica quase que de graça, pelo menos podiam autorizar o comércio de energia entre os bilhões de pequenos consumidores, onde muitos tem boas e limpas fontes não aproveitadas.
Claro que as concessionárias tem que lucrar com este comércio. Não existe lucro mais fácil do que comprar EE de um pequeno produtor a R$ 0,30 o kWh, e revender ao mesmo produtor, ou a seu visinho, o kWh a R$ 0,40. Tecnicamente isso é baba, é fácil, posso demonstrar isso a qualquer alma raciocinante, com minhas duas usinas clandestinas, uma de 10 kW hidroelétrica de 12 anos de funcionamento ininterrupto, e outra com 2 kW de cogeração a atmosfera limpante óleo vegetal, com 2 semanas de funcionamento experimental.

Desabobalhantes bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

“Na história como na natureza, a podridão é uma das fontes da vida" - Marx?

DILMA BUSCA MERCADO PARA O GÁS

O governo estuda a criação de um mercado secundário de gás para tornar viável a geração termelétrica no país. A proposta, segundo a ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, visa permitir que as usinas a gás possam revender o insumo à indústria quando este não estiver sendo consumido para gerar energia.

Pelo plano, essa revenda seria feita a um preço atrativo, mas caso a usina precise do gás para geração, teria garantida a possibilidade de interromper o fornecimento. As empresas que comprarem gás das termelétricas teriam de se garantir com outro tipo de combustível em caso de eventual suspensão.

O gás consumido por uma térmica é suficiente para abastecer dez grandes indústrias. "Não tem sentido um volume tão grande de gás ficar parado", diz a ministra. O aumento da oferta do insumo no país é uma de suas preocupações. A formatação de um novo modelo para o gás no Brasil também é uma de suas prioridades. Mas ele só ganhará forma em 2005, depois dos primeiros leilões de usinas no país. (Fonte: Valor Econômico)

GASOGÊNIOS ANTIGOS
Cendi

Nas páginas:
http://www.gengas.nu/bilder/index.shtml
http://www.gengas.nu/kuriosa/biljournalen/index.shtml
Tem fotos e folhetos sobre velhos gasogênios.
Pena que é em Finlandês, ou algo assim.

Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

“A queima das bioenergias devolve menos carbono ao ar do que o absorvido pelas plantas, resultando no "efeito geladeira", oposto do "efeito estufa" originado pelo uso dos porcos e agonizantes combustíveis fósseis". - Fendel

-----Mensagem original-----
De: Cendi Berni [mailto:cendiberni@yahoo.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 2 de dezembro de 2004 13:34
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: RES: JMA / Fw: Caminhões Volkswagen recebem Selo Ecológico

Olá Fendel
Eu tenho um amigo cujo pai (imigrante italiano) foi um dos pioneiros na fabricação de motores a gasogênio adaptáveis para automóveis.
Ele me mostrou fotos antiquíssimas do posto de serviços automotivos de seu pai chamado Posto Titan. Ele ficava no terreno onde hoje está um dos mais famosos edifícios de São Paulo, o Copam.
O motor era colocado na traseira do veículo resultando numa aparência, no mínimo, curiosa.
Porém esse amigo, que trabalha no ramo de antiguidades, nunca conseguiu encontrar um desses motores a gasogênio. E vem colecionado informações sobre o assunto.
Será que vc tem algum material (foto, documento) sobre esses motores?
Agradeço desde já.

Cendi

CAMINHÕES VW
Querida Raquel

Embora patética, a notícia traz informações muito interessantes.
Patética porque a Volkswagen deveria investir em óleos vegetais para seus motores e assim dispensar esta propaganda enganosa e ilusória.
Ilusória porque certamente as árvores plantadas se tornarão "intocáveis" pela cultura pseudo-ambientalista em desenvolvimento.

A parte interessante da notícia é:
"12 mudas por caminhão, quantidade necessária para amenizar os efeitos do monóxido de carbono, resultado da queima de combustível no meio ambiente."

Não sei se ocorreu aí um erro voluntário ou de digitação..
Até onde vão meus conhecimentos, as árvores e os vegetais comem Dióxido de carbono (CO2 = gás carbônico) e não Monóxido de carbono (CO), que aliás é um ótimo biocombustível resultante da gaseificação da madeira ou carvão vegetal, que foi muito utilizado durante a segunda guerra mundial, quando havia racionamento dos porcos combustíveis fósseis.
Aliás, aqui em Rio Negro - PR, nesta época, existia a maior fábrica de gasogênios da América Latina, e ainda hoje temos uns 2 protótipos rodando pela cidade.
Certamente é esta a origem de minha louca paixão pelas atmosfera limpantes bioenergias, e ontem consegui acesso a um velho álbum de fotografias Rionegrenses, onde tem caminhão, carros, litorinas e até barcos movidos a gasogênio.

Biobeijos carbono sequestrantes
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

"A utilização em grande escala das biomassas, é o único meio racional para capturar o carbono fóssil jogado ao ar em 2 séculos de dito desenvolvimento e real colonialismo." - Fendel

-----Mensagem original-----
De: Raquel Cristina de Almeida [mailto:bio_raquel@ig.com.br]
Enviada em: terça-feira, 30 de novembro de 2004 17:23
Para: "Undisclosed-Recipient:;"@smtpa.uol.com.br
Assunto: JMA / Fw: Caminhões Volkswagen recebem Selo Ecológico

----- Original Message -----
From: Raquel Cristina de Almeida
Sent: Tuesday, November 30, 2004 11:49 AM
Subject: Caminhões Volkswagen recebem Selo Ecológico

Caminhões Volkswagen recebem Selo Ecológico
http://www.avozdacidade.com/economia.htm#d2

RESENDE

A Volkswagen Caminhões e Ônibus, em uma iniciativa pioneira para a indústria automotiva, acaba de receber o Selo Verde da Ong SOS Mata Atlântica. Inicialmente, os selos serão colocados numa frota de 160 caminhões VW 9.150E adquiridos recentemente pela Martins Comércio e Serviços de distribuição, empresa que mais tem caminhões Volkswagen no Brasil, cerca de 1.100 unidades. Esta é a primeira vez que a SOS Mata Atlântica concede o Selo Verde para uma empresa.
Para cada caminhão vendido ao Grupo Martins, 12 mudas de diversos tipos de árvores serão plantadas na região de Uberlândia, local onde o Grupo Martins tem instalada sua sede. Através de um cálculo feito por técnicos ambientais da entidade, esta seria a quantidade de mudas necessárias para amenizar os efeitos do monóxido de carbono, resultado da queima de combustível no meio ambiente. "Ao todo, serão cerca de duas mil mudas distribuídas entre as áreas de Mata Atlântica de Uberlândia. Estamos abertos a toda proposta de ação para a melhoria da qualidade ambiental de nosso país", comenta o diretor de Vendas e Marketing da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Antonio Dadalti. Durante os próximos cinco anos, a SOS Mata Atlântica fará o acompanhamento das mudas, com controle de pragas e substituição de plantas que não se desenvolvam.
Para atender ao pedido do Grupo Martins Atacadista, a engenharia da Volkswagen Caminhões e Ônibus desenvolveu em tempo recorde, cerca de 40 dias, o modelo VW 9.150E, que a partir do próximo ano também estará disponível para outros clientes. Os veículos estão equipados com dois tanques de combustível (para maior autonomia), vidros e trava elétrica nas duas portas. As especificações do produto foram repassadas pela própria Martins, em função de sua operação logística.
"Este negócio é apenas uma amostra do quanto podemos oferecer aos nossos clientes. Desde a escolha de cores a até mesmo a criação de um veículo para satisfazer suas reais necessidades, no nosso diferencial, que é o Tailor Made", afirma Dadalti.
Até agora, a Volkswagen Caminhões e Ônibus já exibia em seus produtos outro selo inédito, que reforça o alto padrão de qualidade da marca. Após ter o seu Sistema de Gestão da Qualidade certificado pela ISO TS 16949:2002 em outubro do ano passado, a Volkswagen colocou em toda a linha 2004 de caminhões um selo alusivo à norma. A fábrica de Resende é a primeira do continente sul-americano a conquistar a certificação internacional.

MENTIRAS 2
Caro Alberto

No Boletim ecológico de Tubarão, capital nacional da porca termoeletricidade,
http://www.jornalexpress.com.br/noticias/primeira.php?id_jornal=11990
tem mais informações interessantes, como por exemplo:
http://www.jornalexpress.com.br/noticias/detalhes.php?id_jornal=11990&id_noticia=397
onde:
Bautista Vidal considera muito pouco misturar apenas 2% de biodiesel ao diesel, como previsto no programa do biodiesel. Para ele, esse percentual atende aos interesses da indústria automobilística, "que objetiva minar o programa, como fez com o Pró-Álcool há quase trinta anos; por que não deixar o próprio mercado definir o percentual?", indagou o professor. Já Thomas Renatus Fendel Julgou equivocado querer atrelar as bioenergias ao pilantra mercado de carbono, o que apenas resulta em falsa sobrevida aos fósseis, visto que “por merreca se pode comprar diplomas de irresponsabilidade ambiental, prorrogando a poluição”. Ele reclamou também não haver nenhuma deferência ao real seqüestro de carbono, onde os vegetais comem muito mais carbono do ar, do que o devolvido pela queima do óleo do coquinho da imensa árvore. Este detalhe é de suma importância, pois resulta no efeito geladeira, contrário ao efeito estufa, consequência de 200 anos de emporcalhamento fóssil do globo terrestre. Outro ponto questionado pelo engenheiro é a ausência da questão elétrica, “com seus imorais e criminosos subsídios aos eletrointensivos, e a falta da obrigatoriedade da compra pelas concessionárias de energia em pequena e múltipla escala. Assim, por exemplo todos os projetos fixos, realmente ecoló gicos, perdem mercado pela falta de capacidade e regularidade de uso” concluiu Fendel.

Fonte: Jornal Ambiente Brasil e colaboração Thomas Renatus Fendel

Gratos Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

“Na história como na natureza, a podridão é uma das fontes da vida" - Marx?

-----Mensagem original-----
De: ALBERTO NEUMANN ALVES [mailto:alberto.alves@siemens.com]
Enviada em: terça-feira, 30 de novembro de 2004 17:18
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Assunto: RE: JMA / Mentiras

`Fendel,

Obrigado pelos textos que vc enviou, são muito esclarecedores.

Abraço.
Alberto

MULHERES
Minha querida XXX

Qua falta fazem mulheres de teu calibre no cenário político nacional.
Vc pode até retrucar dizendo que eu mesmo deveria me candidatar a algum cargo público.
Acontece que não seria eleito ou sofreria um "impeachment" imediato organizado pela rataiada de plantão.
A manada de roedores é muito grande, especializada e quase intransponível.
As vozes consoantes com o bem coletivo são a minoria, em nossa democracia de circo mambembe.
Voce tem a manha de lidar com a mídia, ongs e políticos, que me falta e não consigo aprender.

Os Quixotes de antigamente enfrentavam ignorantes menos sofisticados.

A pouco, a pseudo elite técnica nacional alegava que a glicerina dos óleos vegetais não queimava nos motores, contrariando a realidade de mais de 20.000 motores a óleo vegetal rodando mundo afora.
Agora, alegam que o uso dos óleos vegetais emitem traços de acroleína (C3H40), responsável pelo cheiro de lagôsta frita.
É verdade que emite, mas se esquecem que o Diesel também emite, em proporções menores de aprox. 30% (70% menos).
Acontece que basta instalar catalizadores oxidantes nos escapamentos dos motores a óleo vegetal, (tal qual existe hoje em todos os veículos a gasolina e álcool), que transformam os restantes dos hidrocarbonetos emitidos em CO2 e água. Catalizadores estes ausentes nos motores a Diesel, devido a emissão de enxôfre e particulados, emissões estas respectivamente inexistentes e muito inferiores na combustão do fantástico óleo vegetal carbono sequestrante.

Persistentes e gratos biobeijos

Tnb. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

“Políticos não são nossos senhores nem amos, na verdade, são nossos servidores" - Al Lorenz

-----Mensagem original-----
De: XXX
Enviada em: terça-feira, 30 de novembro de 2004 18:13
Para: Fendel
Assunto: Re: RES: JMA / Mentiras

Não acredito que estamos nos auto iludindo ao responder positivamente, quando questionados sobre o nosso bem estar. Em que a pessoa que nos questiona poderá ajudar-nos se a vida não se apresenta da forma que gostaríamos? Lembre-se que os sonhos,
principalmente os nossos, devem ser sonhados com tamanha intensidade que nos possibilite fazer com que outras pessoas sonhem o mesmo que nós, é claro que nem sempre é fácil, mas as maiores conquistas foram conseguidas dessa forma. Ou vc acha que quando
disseram que (por exemplo) a terra era redonda, todos acreditaram? Ou a questão da gravidade? Meu pequeno sol, não desanime, continue acreditando, e levando em frente seus ideais, no mundo nada, nada é imutável, tudo passa por constantes mudanças, e logo logo vc conseguirá o que acredita.
XXX

MENTIRAS
Mundo de mentiras.

Toda vez que cumprimentamos alguém, já começamos mentindo respondendo que está tudo bem, nos auto-iludindo e distorcendo a realidade.
Portanto é natural que o resto dos assuntos tratados no dia, continuem incorretos, tendo como consequência a total ausência de realidade.
Assim, se criam leis e procedimentos fantoches.
Alguns exemplos são nossas leis ambientais, tratado de Kioto, religiões, intocabilidade de floresta velha, etc.

Se ninguém questiona a necessidade da energia elétrica, como é possível que se questione a construção das fantásticas hidroelétricas?
Como é possível, que em pleno século XXI, se constroem porcas e ineficientes termoelétricas no paraíso aquático e biomássico brasileiro?

Somente a incompetência, a mentira e a corrupção generalizada explicam tais atrocidades.

Verdadeiros Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

“Políticos não são nossos senhores nem amos, na verdade, são nossos servidores" - Al Lorenz

-----Mensagem original-----
De: Humberto Guimarães Bernardes [mailto:bernardes@pbh.gov.br]
Enviada em: terça-feira, 30 de novembro de 2004 09:40
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Assunto: JMA / Publicado no Estado de Minas de hoje

Ibama rejeita estudo para hidrelétrica de Ipueiras

09:24

(AE)

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) rejeitou, por falta de qualidade, o estudo de impacto ambiental (Eia-Rima) da hidrelétrica de Ipueiras, a ser construída no Rio Tocantins. Ipueiras está na lista de 17 usinas que o governo pretende licitar em março do próximo ano e é o maior desses empreendimentos em potência instalada, com 480 megawatts (MW).

A previsão é de que as 17 hidrelétricas, em conjunto, tenham 2.820 MW de potência. O leilão dessas usinas será o primeiro a ser realizado sob as regras do novo modelo do setor elétrico, que exigem o licenciamento ambiental antes da licitação, ao contrário do que vinha sendo feito anteriormente. Segundo nota divulgada pelo Ibama ontem, o estudo apresenta "erros básicos", como falta de avaliação do impacto que a obra causaria sobre a fauna e a flora da região.

O reservatório de Ipueiras, segundo o Ibama, também é o maior da lista de hidrelétricas em licenciamento no País, com previsão de alagar uma área de 1.100 quilômetros quadrados. "O caso de Ipueiras não é raro. Os estudos de impacto ambiental precisam de mais qualidade técnica", advertiu o diretor de Licenciamento do Ibama, Nilvo Silva, em nota divulgada à imprensa.

O diretor diz ainda que as instituições de meio ambiente devem ser rigorosas quanto à análise dos estudos. Segundo ele, os erros na fase inicial de licenciamento têm gerado atrasos e impasses judiciais. O pedido de licença prévia da usina, segundo o instituto, foi feito pelo Grupo Rede Energia S.A., em abril deste ano.

O Ibama informou que aguarda a apresentação de novo Eia-Rima, com "informações confiáveis sobre fauna e flora, qualidade da água, áreas potenciais para criação de unidades de conservação, situação dos corredores ecológicos da bacia, entre outras exigências do termo de referência".

BARRAGEM
Miriam

Primeiro gostaria de lembrá-la que, para escrever seu protesto, é necessário um papel feito de árvores ou um monitor ligado a uma espetacular hidroelétrica. Ninguém mais se sujeita a escrever com talhadeira em pedra lascada, e sequer se concebe decifrar os códigos dos sinais de fumaça indigenos.
Então, temos que conviver e aperfeiçoar o uso e produção de energia e papel.

Segundo quero parabenizá-la pela iniciativa de divulgar as pilantragens envolvidas nas políticas nacionais. É este o câncer ambiental que necessita ser atacado.

Vossos números coletados e calculados são fantásticos. Portanto, nada melhor do que vender e utilizar a biomassa a alagar, e plantar 10 vezes mais árvores diversas em morros pelados.
Assim utilizamos e armazenamos parte do carbono seqüestrado nas milenares árvores, em forma de móveis e estruturas, bem como promovemos novo e enorme seqüestro com as árvores a crescer.
A questão se resume portanto em multar exemplarmente os fraudulentos órgãos, empresas e pessoas envolvidas, e cuidar para que os animais possam achar nova moradia.

O foco do crime não é a fantástica hidroeletricidade.
O estupro está na política tarifária, em que os moleques de plantão concedem seculares subsídios aos apadrinhados eletrointensivos.
Os ambientaloides precisam parar de ser fantoches a serviço da latrocida e barriguda oligarquia.

Bioabraços atmosfera limpantes
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

“Políticos não são nossos senhores nem amos, na verdade, são nossos servidores" - Al Lorenz

-----Mensagem original-----
De: Deca Furtado [mailto:deca.furtado@governo.mg.gov.br]
Enviada em: quarta-feira, 17 de novembro de 2004 14:44
Para: "Undisclosed-Recipient:;"@rede.mg.gov.br
Assunto: JMA / Fw: Brasil/O crime compensa

O crime compensa
Miriam Prochnow*

12.11.2004

Ainda não foi dito tudo sobre o escândalo que envolve a construção da hidrelétrica de Barra Grande. Alguns números ajudam a compreender a dimensão, inclusive financeira, do dano a ser causado pelo desmatamento dos mais de 5 mil hectares de florestas primárias e em diversos estágios de regeneração da Mata Atlântica.

De acordo com os dados apresentados ao Ibama pela própria BAESA no "Projeto de supressão de vegetação para o AHE Barra Grande" (maio de 2003), existem na área a ser inundada 500 mil metros cúbicos de lenha e 442 mil metros cúbicos de madeira das mais variadas espécies, muitas delas nobres e ameaçadas de extinção, como araucárias, imbuias, canelas, cedros e grápias. Com estes números em mãos e considerando os preços praticados pelo mercado, é fácil fazer a conta. Só de lenha, tomando por base o valor de 10 dólares por metro cúbico, a derrubada da floresta pode render 5 milhões de dólares.

Já o preço da madeira de espécies nobres e ameaçadas de extinção varia, no mercado, entre 150 e 600 dólares por metro cúbico, dependendo da espécie e da qualidade. Só para exemplificar, no caso da Araucaria angustifolia, que é a espécie predominante nos 2.077 hectares de matas primárias e tem presença também significativa nos 2.158 hectares de vegetação em estágio avançado de regeneração, o preço da madeira de primeira qualidade varia entre 500 e 600 dólares. Ressalte-se que as araucárias a serem cortadas são em sua absoluta maioria centenárias, com tronco cilíndrico e reto. Portanto, darão madeira considerada de primeira qualidade. Para que não me chamem de exagerada, proponho um cálculo usando um valor bem abaixo do que a média. Por um preço de 200 dólares, os 442 mil metros cúbicos de madeira valem mais de 88 milhões de dólares.

Estes são os custos ambientais diretos, facilmente calculáveis. Não incluem o valor intrínseco da biodiversidade e os serviços ambientais da floresta, estes sim incalculáveis. Ainda mais em se tratando da área de maior diversidade genética da araucária em Santa Catarina, cujo ecossistema natural está reduzido a menos de 3% de sua área original.

Este valor será usurpado do meio ambiente e da sociedade brasileira. Pior, passará para o bolso da BAESA caso seja mantido o Termo de Compromisso da forma como foi assinado, como admitiram os próprios representantes do Ibama durante a reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) na quarta-feira, 10 de novembro, em Brasília. Desta forma, não há como contestar quem diz que o crime compensa.

É bom lembrar que cálculos desse tipo nunca são levados em conta em grandes obras de infra-estrutura como esta. Se fossem, dificilmente ouviríamos por aí que a energia gerada pelas hidrelétricas é uma das mais baratas e com menor custo ambiental.

Talvez estes números também não tenham chegado ao conhecimento do Desembargador Federal Vladimir Passos de Freitas, que no dia 5 de novembro suspendeu a liminar do Juiz Federal Osni Cardoso Filho que paralisava a derrubada da floresta. O Desembargador utilizou basicamente argumentos econômicos - como os gastos já realizados e o prejuízo que seria demolir a obra já construída - para defender a tese do fato consumado. Neste caso, não nos esqueçamos que as licenças foram concedidas com base em um EIA/RIMA fraudado. Outro fato que talvez ainda não deve ter chegado ao conhecimento da justiça é que a BAESA descumpriu a determinação da liminar, quando esta estava em vigor, permitindo que seus funcionários continuassem o desmatamento mesmo assim. Como é que se pode confiar que uma empresa que não cumpre a determinação de um juiz federal vá cumprir a contento um Termo de Compromisso?

Também não é aceitável o argumento do Desembargador de que todos os atores interessados na questão foram ouvidos. Nem a fala do Procurador da República Mário Guisi, na última reunião do Conama, de que já é tarde para as ONGs ambientalistas se manifestarem. Se todos os atores tivessem sido devidamente ouvidos, a Fundação do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina não teria entrado como litisconsorte (co-autora) na ação civil pública que contesta a obra, apoiando a Rede de ONGs da Mata Atlântica e a Federação de Entidades Ecologistas Catarinenses.

Isso sem falar nas centenas de famílias de agricultores, muito bem organizadas através do Movimento dos Atingidos por Barragens (MA, que ainda não tiveram suas situações resolvidas e que, enquanto bravamente tentavam impedir o corte das árvores, constataram crimes ambientais decorrentes do desmatamento em curso na região. Segundo os agricultores, o desmate está sendo feito exatamente em época de procriação da fauna, comprometendo a sobrevivência dos filhotes. Além disso, animais ameaçados de extinção estão sendo caçados e abandonados. Enfim, a água ainda não começou a tomar conta da região, mas os animais já estão sendo mortos e desalojados de suas casas.

Para falar um pouco mais das deficiências do Termo de Compromisso, podemos citar também a questão da recuperação das áreas de preservação permanente que está tratada de forma insuficiente para uma obra deste volume. Outro ponto importante é que os responsáveis pela elaboração do Termo de Compromisso não previram a formação de uma comissão, que deveria ter também a participação da sociedade civil, com o objetivo de acompanhar a execução das atividades previstas no próprio Termo.

Entretanto, eu concordo com os que dizem que é impossível demolir a obra. O que se faria com tanto lixo? Para mim, o mais simples a fazer é nunca encher o lago, utilizando o paredão de concreto para plantar orquídeas e bromélias. Que ele fique para a posteridade como o maior monumento em homenagem aos processos de licenciamentos ambientais conduzidos dentro da ética e da legalidade.

* Miriam Prochnow é Presidente da Apremavi (Associação de Preservação do Meio Ambiente do Alto Vale do Itajaí) e Coordenadora Geral da Rede de ONGs da Mata Atlântica.


LUA...
Caro Henrique

2,6% se refere à parte terrestre.
No caso do álcool, em apenas mais um ano, os EUA superam o Brasil em produção, e lá, o fazem do milho, muito menos produtivo.
Quanto aos óleos vegetais, estão em pesquisas algas aquáticas, que prometem produções de óleo bem maiores ainda do que da palmeira africana (Elaeis guineensis) de 10.000 litros hectare ano.
Na questão da EE Dos EUA, considerando que as termoelétricas tem rendimentos de 20 a 60% e que a cogeração tem rendimentos de até 95%, percebe-se que sua substituição reduz o consumo dos combustíveis pela metade, sem sequer se falar em economia de energia, num processo muito mais eficaz e limpo do que o intencionado pelo protocolo de Kioto e o criminoso mercado de carbono.
Para isso basta implantar a ENEREDE.

Bioabraços atmosfera limpantes
Fendel

Movembro/2004 Janeiro/2005