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OPINIÕES E COMENTÁRIOS

2006
  dezembro

2005
 

2004


DEZEMBRO / 2006

JORNAL BIOCOM 23

 

Nas fotos acima mais duas imensuráveis conquistas de nosso bioetanólogo Sérgio Pataro:
Primeiro: uma microdestilaria de álcool para 700 l/dia, que é uma verdadeira vitrine.
Segundo: A obtenção de etanol com graduação de 99 GL, ou seja, quase álcool anidro absoluto.
Mais detalhes: www.alcoolcombustivel.com.br



Meu caro Jack

Mais uma vez você nos brinda com um de teus fantásticos artigos, em que descreve os piratas modernos. Parabéns por tua incansável luta contra o desabobalhamento...


Meu caro Vicente

Não sei de onde vc conclui que o CO2 atmosférico está diminuindo. Francamente, as evidências são contrárias. A formosa natureza estava em perfeito equilíbrio até que desenvolveu o macaco sem rabo. Após este desastre, o equilíbrio descambou, e o próprio chimpanzé, comedor com garfo e faca, está interferindo negativamente neste magnífico sistema e se autodestruindo. Após nossa civilização suicida, a natureza entrará de novo em equilíbrio, com novos vegetais, e novos animais menos estúpidos.
Porcotróleo é meu sinônimo de petróleo, carvão mineral, xisto, gás natural e demais sujos e insustentáveis combustíveis fósseis.


Meu caro Décio

Tem um sítio alemão: www.biocar.de, onde este fabricante de kits descreve suas experiências com gorduras sólidas à temperatura ambiente.
Para tal, fora o kit convencional, basta fazer um tanque aquecido e a correspondente tubulação também aquecida.
Em sua loja eletrônica ele também fornece um kit para medir a acidez dos óleos vegetais.
Um de seus fregueses tem uma frota de ônibus, dos quais alguns já têm mais de 300.000 km rodados com óleo de canola.


Meu caro Dunas

Sem dúvida nenhuma estamos aqui no Brasil no celeiro do mundo. Infelizmente não nos apercebemos disso e deixamos os outros deitar e rolar...


Meu caro Pannirselvam

Muito obrigado pela deferência...
Realmente é facílimo de se fazer a geração distribuída.
Mas, antes até de se puxar a orelha dos catedráticos encastelados, é necessário tampar a fuça dos políticos. São eles que fazem nossas leis em benefício próprio e de seus financiadores de campanha. São eles que garantem os monopólios financeiros e energéticos aos seus patrões, que inviabilizam e até repreendem qualquer atividade racional em múltipla pequena escala.


Meu caro Hans

Você tem razão, não existe coisa mais ridícula do que comprar 98% de Diesel fóssil tranvestido e batizado de bioFOOLdiesel...
Seria menos calhorda chamar nossa gasolina, que tem 23% de álcool, de etanol... hehehe.
E pior, a especificação deste B2 é a mesma do B100, algo inominável, pois se o B100 admite, por exemplo, frações de álcool, disso resulta que na diluição com o Diesel fóssil este índice se torna 50 vezes menor, pois é diluído na proporção de 1 para 50.


Meu caro Adriano

Seguindo o seu raciocínio e o inequívoco cálculo sobre o saque que o dito primeiro mundo faz sobre o quinto, percebemos o quanto o ser humano é ladrão, mesquinho, míope, e demais adjetivos pejorativos que faltam inclusive de serem criados.
Isso me lembra a célebre frase proferida por Jomo Kenyatta - O primeiro presidente do Quênia:
"Quando os missionários chegaram, os africanos tinham a terra e eles a Bíblia. Eles nos ensinaram a orar com os olhos fechados. E quando, finalmente, os abrimos, eles tinham as terras e nós tínhamos a Bíblia."


Meu caro Eduardo

Obrigado pelos seus exagerados elogios e claro, estou à sua disposição para revisar a sua palestra. Embora os conceitos sejam todos simples, pode-se pecar pela omissão do óbvio. O que a gente aprende fica evidente. É como andar de bicicleta. Inicialmente algo tenebroso, difícil de explicar, e que depois fica automático.
Por isso, não canso de repetir alguns conceitos, pois muito bem sei que tem gente boa com dificuldades em entendê-los.


Meu caro Márcio

A glicerina queima perfeitamente quando devidamente aquecida.
O que polimeriza são os ácidos graxos insaturados, presentes tanto em alguns OVN, como no respectivo e desnecessário bioDUMKOPFFdiesel...
Aliás... dizem agora que só se pode misturar 30% de bioDUMKOPFFdiesel ao Diesel fóssil, em motores não adaptados, ou seja... exatamente a mesma proporção que se pode adicionar de OVN qualificado...


Meu caro Juergen

Muito obrigado pelo envio do endereço em português sobre o relato do fantástico trabalho do ermitão francês, que sozinho reflorestou imensa área degradada no início do século passado. É uma estória comovente e exemplar.


Meu caro Augusto

Sabe, consertar o Brasil é realmente muito fácil, temos muita gente boa, fantástica, maravilhosa.
Só nos falta abrir o olho e pararmos de ser pocotós.
Muito obrigado pelas palavras de incentivo.


Meu caro Vicente

Acho você um cara maravilhoso. Mesmo trabalhando na porcobrás, você defende o que julga correto. Parabéns e obrigado por tua fibra. Quiçá mais gente tivesse a tua coragem de mostrar a cara lavada, sem máscara.
Mesmo se estamos equivocados, o que interessa é a procura da verdade, é a humildade de reconhecer nossos equívocos, é a vontade de fazer o bem.


Carvão vegetal deve ser retirado da lista de cargas perigosas
http://www.remade.com.br/noticias/noticia.php?id=2846
E o mesmo deveria ser feito para OVN... Na Alemanha os OVN e a água pertencem à mesma classe: "zero".

Aneel aprova medida que afeta preço de energia
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=3250
Será que finalmente estão percebendo nossa estupidez tarifária? Acho que ainda não é dessa vez...
Pelo menos já estão vendo que as termoelétricas necessitam de sujo gás fóssil inexistente... um grande avanço...

Parceria: universidade x indústria resultou em redução de custos para produzir álcool anidro.
http://www.inovacao.unicamp.br/report/news-destilacaoextrativa.shtml

GV Agro
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=3251
Será essa finalmente a Bioescola? Será que finalmente os OVN terão chance de mostrar seu potencial? Ou será mais um cabidal inócuo?

Agrofloresta recupera solo e garante plantio
http://www.zoonews.com.br/noticiax.php?idnoticia=97020
Mais um belo exemplo que dispensa agrotóxicos...

Consórcio de paz alemão move ação contra a presidente e ministro da defesa alemães (em alemão)
http://www.aachener-friedenspreis.de/aktuell/Strafanzeige.pdf
Pois estes decidiram que o exército alemão agora deve atuar em guerras "preventivas"... a la busch... tais como: Livre mercado mundial, caminhos de transporte livres, sistemas de comunicação mantidos em funcionamento, garantia de acesso a matérias primas e a energias renováveis...
Ou seja, além de pagar micharia por nossos produtos, ainda se acham no direito de acesso irrestrito às riquezas do quinto mundo...

Pescadores transformam cultivo de algas marinhas em lucro
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/comunidade/gd220704a.htm

Vale revê meta de auto-geração de energia
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=3307
Por motivos de nossas leis burras e estúpidas... a Vale fará porcas termoelétricas a sujo carvão fóssil importado...

Un juicio público sentenció a la minera transnacional Barrick Gold a abandonar los territorios de América Latina
http://www.argenpress.info/nota.asp?num=037657
Um belo exemplo contra a rapinagem do quinto mundo.

Petrobras negocia a venda de álcool para termelétricas japonesas
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=3334
Torrar álcool em termoelétricas é duplamente estúpido. Primeiro porque termoelétricas são ineficientes e se deve fazer a cogeração. Segundo porque o álcool é muito nobre para gerar EE, que pode ser produzida com outras biomassas mais comuns, residuais e baratas.

Algumas fotos muito bonitas no Vietnam... espere carregar.
http://www.visualgui.com/motion/BonjourVietnam.html

OMC reafirma ilegalidade de banda de preço chilena
http://www.zoonews.com.br/noticiax.php?idnoticia=98183
Quer dizer que "banda de preço" não pode, mas taxar importação pode? (me refiro à taxa de importação dos EUA para o etanol...)

Aumenta uso de biogás entre produtores
http://www.mnp.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=391275&Itemid=2
Aumenta o uso ou a produção? Por enquanto é tudo conversa fiada... falta a ENEREDE...
Eu mesmo conheço algumas estações de produção de biogás, feitas visando o bobo MDL, que não tem "o que fazer" com o metano...


Hidrobioabraços, e que em 2007 consigamos implantar as bioenergias racionais, como propõe nosso iluminado Adriano Benayon ao final deste jornalsinho.
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação autorizada e desejável.
“Para desabostalhar ´este país´, temos que cagar para o phoder central" - Fendel
Participe do grupo de debates BIOCOM: http://www.grupos.com.br/group/biocom


De: VICENTE
Enviada em: quarta-feira, 27 de dezembro de 2006 16:01
Para: biocom@grupos.com.br
Assunto: Re: [BioCom] mictando no local equivocado

É isso mesmo, Fendel. A bagunça que permeia o setor energético, seja na área do petróleo, na área das termelétricas ou hidrelétricas é umverdadeiro absurdo. Para os amigos tudo, para o resto, os IMPOSTOS.
Atenciosamente,
Vicente Lassandro Neto, GEÓLOGO, ECOLOGISTA e Engenheiro em Petróleo
Telefones - Horário de Trabalho Sistema Petrobras - 821-4252 Sistema Nacional - 071XX3350-4252
Mudando, rompendo, dilacerando e estraçalhando paradigmas, na área do entendimento de como funciona o nosso Planeta Terra GEOLOGIA ), podemos afirmar, com toda a convicção técnica, que a "Bacia" do Recôncavo e as demais bacias a ela assemelhadas, em questões de pesquisa e extração de petróleo, são tão jovens que nelas, ainda, não nasceram os dentes e, em particular, a "Bacia" do Recôncavo, pode dar, ela só, a auto-suficiência de petróleo ao Brasil.


De: thomas@fendel.com.br
Para: biocom@grupos.com.br
A intenção do ministério das minas e energia é saber se tem sido impossível às usinas termoelétricas operar a plena carga devido à falta de gás ou devido à baixa capacidade financeira de pagar por esse gás.
Fonte: http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=3510
Parece-me que os enganados não são apenas os Zés e Marias que compram seus bens a nojentas prestações inflacionadas a perder de vista... e pagam uma das energias mais caras do mundo. Apesar de agências, ministérios, estatais e outras peleguices, este pessoal "responsável" inepto, é incapaz de gerir a coisa pública, que deveria ser privada. Estes pocotós oficiais não discutem a barbárie tarifária, que beneficia os antonhões com tarifas ridículas, e que gera todo este lamaçal energético, apagões, negociatas e demais putarias dos setores envolvidos. A grande indústria nacional recebe um imoral subsídio de 80%, e chora por desconto elétrico ainda maior. Claro que a rede bobo não vasculha este assunto... afinal, trata-se de um crime hediondo que enjaularia todos os envolvidos, num país minimamente despocotozado.
E todos fazemos de conta que não vemos eles urinando em nossa caixa de água.
Eng. Thomas Renatus Fendel
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“A democracia é a pior das ditaduras." - Fendel
Participe do grupo de debates BIOCOM: http://www.grupos.com.br/group/biocom


De: Augusto Carlos Costa
Enviada em: quarta-feira, 27 de dezembro de 2006 13:45
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Graças a Deus você é brasileiro
Caro Sr. Fendel,
Ouvi o teu nome pela primeira vez em um debate, se não me engano no Canal Rural há um tempo atrás, e ouvi a firmeza com que defendia o OVN e repudiava o biodiesel, pena que não consegui ver todo o teu debate por telefone. Hoje porém, ao pesquisar sobre: como fabricar biodiesel?, vi no buscador Google uma participação, ou melhor uma aula com um deputado cearense, e me lembrei do teu nome. Fiz outra pesquisa no Google e vi teu site. Mais uma vez parabéns, é uma dádiva. Percebi também, que o senhor não é mais um empresário plutocrata, que só busca lucro, mas, um pesquisador entusiasta que acredita no Brasil, e menos nesses famigerados políticos, que só legislam em causa própria, e quando não o fazem votam leis que nao discutem e nem sabem para q~ue servem.
Bem, meu nome é Augusto Carlos Costa, sou um curioso no assunto e moro em uma puquena cidade do extremo sul da Bahia, Medeiros Neto. Tenho uma fazenda no norte de Minas onde planejo plantar eucalipto e também torna-la auto sustentável no futuro.
Meus parabéns por ser um brasileiro construtor!

De: energy-juergen@web.de
Enviada em: segunda-feira, 25 de dezembro de 2006 14:14
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Re: RES: Blairo Maggi und der Amazonas
Hallo Thomas,
aqui a novela de Elzeard Bouffier em Português:
http://www.portal_phv.kit.net/homem.html
http://morada.multiply.com/reviews/item/3


De: Márcio Gonçalves
Enviada em: sábado, 9 de dezembro de 2006 19:42
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: kit conversor

Caro colega Fendel.
A respeito do kit de conversão;
Acho tecnologicamente viável este equipamento resolver problemas de fluidez, viscosidade, temperatura do óleo, etc.
Mas a questão daquela porção não inflamável (nestas condições) a chamada glicerina, não irá acumular carvão nos bicos injetores e câmara de combustão?
Pelo menos é esta a informação que ventilam na mídia.
Qual a sua opnião?
Obrigado pela atenção.
Márcio

De: Eduardo Franceschi
Enviada em: domingo, 10 de dezembro de 2006 12:10
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Parabéns de um admirador

Caro Sr.Thomas!
Hoje navegando pela Internet tive a felicidade de me deparar com seu site, fiquei fascinado com sua visão sobre fontes energéticas e sua forma extremamente clara de expor idéias e pensamentos.
Minha manhã de domingo tornou-se radiante sabendo da existência de uma pessoa como o senhor, o escrever esse e-mail é quase impulsivo movido por uma grande satisfação; só posso congratular-me e desejar toda a sorte e felicidade; PARABÉNS!
Desculpe, não me apresentei!
Sou Eduardo Franceschi, não tenho títulos honoríficos nem doutorados, desenvolvo há 30 anos máquinas e equipamentos para os segmentos agrícolas, alimentícios e farmacêuticos.
Com mais oportunidade, gostaria de conhecer melhor seu trabalho assim como sua forma de pensar soluções.
Para o inicio do ano de 2007 fui convidado para dar uma pequena palestra num curso de meio ambiente em minha cidade, o assunto deve ser o uso de máquinas agrícolas. Ao ter conhecido o seu site, gostaria de saber se poderei usar elementos nele contidos assim como o seu nome nessa palestra, vou reformular a formatação e conteúdo da apresentação e ao fazê-lo, pediria a sua permissão de poder encaminhar ao senhor a mesma para sua análise e critica, antes de apresentá-la.
Mais uma vez minhas congratulações ao Senhor e seu trabalho.
Do admirador:
Eduardo Franceschi


De: Adriano Benayon
Enviada em: sexta-feira, 8 de dezembro de 2006 16:52
Para: Fendel
Assunto: Re: [BioCom] A "Divida Externa Européia"....

Caro Fendel,
Grato pela transmissão deste discurso, que parece ser peça de ficção, pois não creio ter sido pronunciado na tal Conferência, nem que houvesse qualquer governo ibero-americano com coragem para que seu representante o proferisse.
Ainda assim, as considerações que ele expende me parecem ser muito moderadas. Se fizermos contas, atualizando os valores e calculando juros a taxas anuais modestas e a taxas um pouco mais próximas das que têm sido extorquidas dos países "devedores", encontraremos resultados espantosos.
Além disso, o autor do discurso não conta, por exemplo, nem o ouro nem o diamante extraídos em quantidades enormes do Brasil no Século XVIII. Além disso, a extração desses e de outros minérios sem controle por companhias inglesas, estadunidenses etc., prosseguiu no Século XIX e segue até hoje (sem controle e/ou sem qualquer política razoável de preços). Sem falar tampouco no conjunto dos bens comercializados de forma prejudicial ao Brasil, como demonstro em meu livro, especialmente no tópico referente aos mecanismos de transferência de recursos.
O discurso não menciona, ademais, o saqueio realizado na Índia, sobre o qual cito dados referentes ao período de 1763 a 1815 durante o qual o montante dos bens levados à Inglaterra sem benefício algum para aquele país atingiu cifra bem superior ao total dos investimentos realizados na Inglaterra (na indústria, nos imóveis, no comércio, em suma, no total da economia).
Eu já havia recebido pela internet o tal discurso, mas não o havia ainda gravado em meus arquivos, nem nele editado os meus grifos. Essa leitura mais detida suscitou em minha mente a idéia de escrever o artigo em que mostrarei algumas cifras de estarrecer. É só fazer os cálculos, com a indispensável ajuda da calculadora do computador.
Abraços,
Adriano Benayon


From: Fendel
To: Adriano Benayon
Cc: solidariosbrasil
Sent: Thursday, December 07, 2006 8:50 AM
Subject: ENC: [BioCom] A "Divida Externa Européia"....
Um discurso feito por Guaicaípuro Cuatemoc embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Européia.
A conferência dos chefes de Estado da União Européia, Mercosul e Caribe, em maio de 2002 em Madri, viveu um momento revelador e surpreendente: os chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irônico, cáustico e de exatidão histórica que lhes fez Guaicaípuro Cuatemoc, cacique de uma nação indígena da América Central.
Eis o discurso:
"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a "descobriram" só há 500 anos. O irmão europeu da aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento - ao meu país -, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu me explica que toda dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros.
Consta no "Arquivo da Cia. das Índias Ocidentais" que, somente entre os anos 1503 e 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.
Teria sido isso um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento! Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.
Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a atual civilização européia se devem à inundação de metais preciosos tirados das Américas!
Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indenização por perdas e danos.
Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.
Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano "MARSHALL MONTEZUMA", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, e de outras conquistas da civilização.
Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional, responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?
Não. No aspecto estratégico, dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias formas de extermínio mútuo. No aspecto financeiro, foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de amortizar o capital e seus juros quanto independerem das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.
Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos em cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.
Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça. Sobre esta base e aplicando a fórmula européia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas à potência de 300, isso quer dizer um número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.
Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?
Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para esses módicos juros, seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.
Tais questões metafísicas, desde já, não inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente e que os obriguem a cumpri-la, sob pena de uma privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permitam entregar suas terras, como primeira prestação de dívida histórica..."
Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Européia, o Cacique Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a Verdadeira Dívida Externa. Agora resta que algum Governo Latino-Americano tenha a dignidade e coragem suficiente para impor seus direitos perante os Tribunais Internacionais. Os europeus teriam que pagar por toda a espoliação que aplicaram aos povos que aqui habitavam, com juros civilizados. Publicado no Jornal do Comércio - Recife/PE


De: Hans
Enviada em: sexta-feira, 8 de dezembro de 2006 15:50
Para: biocom@grupos.com.br
Assunto: [BioCom] biodiesel ou biobostanenhuma

O pior de tudo ainda é ter que ler o nome "Biodiesel" nas bombas da Petrobrás, já anunciando a piada que será a mistura de 2% ao diesel. PQP... isso e nada é a mesma coisa!! Na Alemanha, Biodiesel, é BIODIESEL, ou seja 100% vegetal e vendido como tal nas centenas de postos espalhados pelo país.
Continuo com a minha pastelaria sobre rodas (como me chamam aqui) e nem sei o que fazer com todo o óleo usado que me oferecem... Aliás, quem vier pras bandas de cá, tem combustível ecológico disponível: 1 real/lt.
UFA Nicolai


From: thomas@fendel.com.br
To: biocom@grupos.com.br
Cc: Bioenergia
Sent: Monday, November 27, 2006 8:29 PM
Subject: RES: [BioCom] ANP fecha 8 produtoras de biodiesel no MT
Quer dizer que "as pessoas cometem crime quando compram e vendem óleo vegetal?"
Tá ficando bom este galinheiro, digo ratoeiro...
Hba
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação desejável e não precisa nem citar a fonte...
"Quando os homens são puros, as leis são desnecessárias; quando são corruptos, as leis são inúteis."


De: Telmo
Enviada em: sexta-feira, 24 de novembro de 2006 09:22
Para: biocom@grupos.com.br
Cc: Ashley Porto; João Batista Olivi
Assunto: [BioCom] ANP fecha 8 produtoras de biodiesel no MT
Processadoras são fechadas por venda irregular de biodiesel
Unidades do Mato Grosso comercializavam óleo diretamente com os produtores, o que é proibido
Kelly Lima
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), fechou nos últimos dez dias oito plantas de processamento de biodiesel no Mato Grosso, por comercializarem irregularmente o combustível. Segundo o superintendente de Abastecimento da agência reguladora, Roberto Ardenghy, as unidades vendiam o óleo diretamente aos produtores da região para que eles abastecessem seus tratores, máquinas e caminhões.
“A legislação ainda é nova e as pessoas sequer sabem que estão cometendo crime ao comprar ou vender o óleo vegetal como combustível”, comentou.
A venda, segundo a legislação da ANP, só pode ser feita diretamente para a distribuidora de combustível, que vai adicionar o produto ao diesel na proporção de 2%, hoje permitida pela agência reguladora. “Acaba não sendo má-fé, mas ignorância, mesmo”, disse Ardenghy.
A única forma de o produtor agrícola ser autorizado a utilizar o combustível na proporção de 100%, ou seja, sem adicioná-lo ao diesel, é se fizer isso em frota própria. “O produtor que tem uma planta de processamento de óleo de soja pode aproveitar esse combustível em suas próprias máquinas, por economia, mas desde que saiba que pode prejudicar o motor com este ato. Hoje a única mistura permitida por ter sido devidamente testada é a de 2%, e posteriormente será de 5%”, frisou o superintendente.
Ainda segundo ele, apesar de o produtor agrícola ver essa economia na substituição integral do diesel, a alta de quase 28% verificada no preço do óleo de soja este ano já está reduzindo as vantagens do biodiesel no mercado.
Ardenghya afirmou, entretanto, que apesar de os preços do biocombustível e do diesel do petróleo já estarem equiparados, ainda não se pode dizer que o programa do biodiesel será inviabilizado. “A idéia é que a mistura de biodiesel funcione como é hoje com o álcool, ou seja, com o governo autorizando um aumento ou diminuição na mistura dependendo das flutuações do mercado e de acordo com avaliações sobre suas vantagens”, afirmou.
RECEITA
2 % é a porcentagem de mistura do biodiesel ao diesel autorizada hoje pela ANP
100 % nessa proporção, o uso do biodiesel, sem adicioná-lo ao diesel, só é permitido ao produtor, que tem uma planta de processamento de óleo de soja, em suas próprias máquinas 5 % é a previsão da porcentagem de mistura que será usada no futuro.

De: Pannirselvam P.V
Enviada em: terça-feira, 5 de dezembro de 2006 19:27
Para: bioenergia-l@jatoba.esalq.usp.br
Assunto: Escola e Empresa
Meu Caro Eng .Fendel,
Líder de Bioenergia de geração distribuída do Brasil
Estamos muito feliz para ver resposta sua, especialmente sobre universidades e empresas, doutores catedráticos, para que as verbas não se reduzam a salários acumulados de flanelinhas que tem asco de sujar as mãos e preguiça de lavá-las.
Estamos precisando mais críticas construtivas como a sua sobre nossas universidades, pois precisamos intercâmbios mais entre empresas, comunidades e universidades, como realmente temos menos práticas e patentes apesar temos tantas teses, mais teses, mas com valor mínimo para comunidades, com dinheiro público desperdiçado. Para evitar isso, pensamos os escolas, colégios, faculdades de baseados de recursos voltados para comunidades, projetos práticas da modalidade de bolsa Bitec de CNPQ/SEBRAE /IEL voltada para pequena empresas, onde o tema tem que ser decidido por empresas, não somente por pesquisadores, pois o problemas são de comunidades e empresas.
Estamos participando, ajudando pequena empresas com esta projeto de pesquisa com Bolsa BITEC, em vez perdendo tempo para orientar mestrados e doutorados com resultados rápidos, práticos, onde quem definir o projeto são empresários, não somente de universidades; as vezes na prática, ambas.
Neste contexto, o tema o bioenergia pode ser um projeto de piloto das Escolas Politécnicas de comunidades. Esta Escola de Comunidade Politécnica pode realizar ótimo trabalho conjunto para promover a desprezada bioenergia e recursos de comunidades.
Com isso é possível e podemos mudar a mentalidade extrativista e imediatista da grande indústria, assim dar o apoio para pequeno produtor também.
Com pequenos, vamos gerar grande quantidade de energia, como a energia de bois na Índia, que está conseguindo reduzir o consumo de energia bastante significativa na India.
Concordamos com sua visão, mais carinhos e preocupação com meio ambiente, pequena cogeração de energia para calor, frios, tendo em vista queda significativa de preço de geradores, pequenos geradores no mundo. Estamos acreditando neste caminho de bioenergia como certo e vamos juntar quem acreditar nestes caminhos de pequenos, enquanto os grande professores, pesquisadores de universidades, estão com os outros caminhos de grande produção de energia centralizadas junto com Petrobras via GTL, via BTL, com tantos milhões gastando dinheiro público para resolver o problema de Energia no Brasil.
Espero a lista de membros da bioenergia com mesma visão, depois vamos com a missão de levar para todo lugar de Brasil a pequena produtores. Quem sabe podemos vencer, pois estamos a favor da conservação do meio-ambiente.
Saudações.
Pannirselvam

From: "Fendel" <thomas@fendel.com.br>
Subject: RES: [Bioenergia-l] Re: Carvão Vegetal
To: "Bioenergia" <bioenergia-l@jatoba.esalq.usp.br>
Meu caro Professor Pannirselvam
Seria ótimo um trabalho conjunto para promover a desprezada bioenergia. Para isso é necessário mudar a mentalidade extrativista e imediatista da grande indústria.
Não tem necessidade de se fazer papel, móveis, carvão vegetal, lenha, esquadrias, etc, de monoculturas.
Também é necessário mudar o raciocínio dos doutores catedráticos, para que as verbas não se reduzam a salários acumulados de flanelinhas que tem asco de sujar as mãos e preguiça de lavá-las.
Não existe pesquisa científica baseada apenas em computador, tem de partir para o laboratório e para a prática.
Ao programa e à memória da máquina faltam dados, quaisquer que sejam. Só a matemática não resolve nada.
Te convido a ler o assunto Mpara você perceber como o comércio de energias é importante para a produção racional.
Não tem cabimento a reserva de mercado para as qualquercoisabrás da vida...
Um equipamento ligado à rede pode ser 10 vezes mais efetivo... e muito mais simples.
Em 2002 proferi palestra na Agrener.
Quanto ao Expedito Parente e sua patente de bioDUMKOPFdiesel, tenho minhas severas reservas, pois o problema do motor Diesel não é a glicerina aquecida, e sim a insaturação das cadeias carbônicas, o que nada tem a ver com a transesterificação.
Tanto é que desconheço quem utiliza B100;... e no lugar do B2... é muito melhor o OVN10...
Na última vez em que ouvi o cearense, estávamos participando de um evento promovido pela câmara Brasil Alemanha em SP, e ele quebrou as regras estabelecidas em comum acordo para os trabalhos em andamento, desrespeitando e gastando o tempo dos demais participantes com seu extenso monólogo. A pérola deste blablablá foi ele reconhecer que o bioFOOLdiesel não vive 50 anos, pois segundo seus devaneios esotéricos, no futuro os carros e as casas serão alimentados pela energia de uma caixa preta do tamanho de sua caixa de óculos...
Portanto o programa brasileiro de bioenergia está baseado ultimamente em insustentáveis lorotas deste naipe...
Muito boa a tua pergunta: "lucro para quem?"
O dito primeiro mundo acabou com suas florestas nativas e agora exige a preservação das nossas, mas não quer pagar por isso, pelo contrário, com seus subsídios internos reduzem estupidamente o valor real dos produtos agroflorestais.
E sem falar na ridícula e maléfica negociata do carbono...
Li recentemente que na Alemanha uma concessionária elétrica está construindo uma usina de cogeração de 5 MW a óleo vegetal, e os babacas ecologistas alemães estão impedindo a importação de óleo de dendê da Malásia... mas nada falam contra a importação do porcotróleo...
Ao invés de pagarem bem pelo bioóleo da Malásia, para que sua produção seja ecológica e sustentável, não, preferem utilizar agrotóxicos em suas plantações de canola transgênica subsidiada.
Hba
Fendel


De: dunas
Enviada em: segunda-feira, 27 de novembro de 2006 13:31
Para: thomas@fendel.com.br
assunto: Brasil autosustentável

Este projeto, possui inclusive recursos financeiros para seu estabelecimento a nível Brasil. Veja página www.eusei.com/pessoal/imbuia.html
Em seguida visite a página abaixo.
http://www.pav.k6.com.br/
Cordialmente, Selmo Edson dos Passos, autor e coordenador dos projetos.
Obrigado.


From: Decio
To: biocom@grupos.com.br
Sent: Tuesday, November 28, 2006 11:25 AM
Subject: [BioCom] Gordura animal e banha.
Amigos,
Gostaria de saber se é possível usar gordura animal ou banha em motores diesel adaptados!
Já testaram isso?
Um abraço,
Décio Correa
Engenheiro Mecânico


De: VICENTE
Enviada em: sexta-feira, 17 de novembro de 2006 15:18
Para: biocom@grupos.com.br
Assunto: Re: RES: Mais outro cego! ->Re: [BioCom] Fw: Quero a sua opinião A oportunidade do biocombustível.
Prezado Fendel
Para cozinhar um ovo você não precisa ser cozinheiro mas, para fazer geologia você tem que, obrigatoriamente dominar a ciência. Entretanto, este domínio é de facílima aquisição sendo, totalmente, desnecessário fazer um curso de 4 anos onde nada de efetivo e objetivo se ensina sobre o assunto.
O gás carbônico está diminuindo e os cientistas, não vamos dizer que eles são ineptos e mentirosos e sim, eles, por não dominarem o funcionamento da BOLA, ficam perdidos e continuam batendo as cabeças.
Quanto à elevação da temperatura da nossa atmosfera eu já lhe expliquei em nota que lhe enviei ontem. Entretanto, vai mais um argumento incontestável, o segundo. Como a atmosfera está ficando menos densa, a pressão atmosférica fica menor e ficando menor, as moléculas se afastam e ao se afastarem se abre mais espaço entre elas de modo que os s raios solares penetram com mais intensidade causando o aquecimento. Simples, não
é ?
Em tempo. O que é porcotróleo ? Nunca vi este termo.
No mais, é isso aí e aquele abraço. Na semana que vem estarei em São Paulo de modo que só irei responder as notas assim que voltar, depois do dia 27.
Atenciosamente
Vicente Lassandro Neto
GEÓLOGO, ECOLOGISTA e Engenheiro em Petróleo
Telefones - Horário de Trabalho
Sistema Petrobras - 821-4252
Sistema Nacional - 071XX3350-4252
Mudando, rompendo, dilacerando e estraçalhando paradigmas, na área do entendimento de como funciona o nosso Planeta Terra (GEOLOGIA), podemos afirmar, com toda a convicção técnica, que a "Bacia" do Recôncavo e as demais bacias a ela assemelhadas, em questões de pesquisa e extração de petróleo, são tão jovens que nelas, ainda, não nasceram os dentes e, em particular, a "Bacia" do Recôncavo, pode dar, ela só, a auto-suficiência de petróleo ao Brasil.

A grande pequena empresa (jornegócios 10nov6)
Jack Soifer
Piratas e inovadores
Um jovem inovador sem capital fez a maior fortuna desta década. O Skype é invenção de um engenheiro, despedido de uma gigaempresa. Só 15 anos se tinham passado desde a guerra contra seu CEO, ao negar lançar no mercado centrais telefônicas digitais, ainda a aperfeiçoar. O conselho de administração e a banca na assembléia geral exigiam sua demissão, mas o maior acionista, engenheiro, convenceu-os a darem-lhe mais um ano. Bastou! Nunca antes um produto deu então tanto lucro. E abriu portas para o Bluetooth, 3G de telemóvel. O CEO reformou-se e tudo mudou.
A maioria das fortunas feitas numa geração veio de inovadores produtivos, os que focam na função e qualidade do produto para o cliente. São engenheiros ou minigênios, em geral trabalham 15-18 horas por dia com parcos recursos e reinvestem o lucro no seu negócio ou algo a montante ou jusante. Pois é difícil ser bom em tudo. Não fazem fusões, aumentam o seu domínio do mercado com clientes satisfeitos e depois usam a sua tecnologia em outros mercados.
A Alemanha e o Japão viram as suas indústrias totalmente destruídas na guerra. Tinham mão de obra, precisavam de emprego. Criaram condições para produtivos inovadores e técnicos oferecerem bens e serviços e reinvestir. Por isso, as suas melhores empresas cresceram e conquistaram na economia o que perderam na guerra: o mundo. P.ex: a Ford e a Ericsson há 80 anos, IBM e Suzuki há 50, Apple e Ikea há 20. Marcas de confiança; muitas levam o apelido do dono. Alemanha e o Japão viram as suas indústrias totalmente destruídas na guerra. Tinham mão de obra, precisavam de emprego. Criaram condições para produtivos inovadores e técnicos oferecerem bens e serviços e reinvestir. Por isso, as suas melhores empresas cresceram e conquistaram na economia o que perderam na guerra: o mundo. Há 20 anos, quando ajudei o Brasil e depois países de África a melhorarem práticas de apoio a pequenas e médias empresas, o foco era o mesmo. As perguntas para apoiar IDE eram: quanto emprego vai criar, por milhão investido; quanto usará de materiais feitos na região e no país; como poder ali fazer os importados, em 1-2 anos? Pois não se pode controlar se valores entrados na filial local ali ficarão, podem sair a qualquer momento. É normal uma giga levar uma fábrica inteira, investir só num armazém simples e após 6 a 10 anos, quando já não tem benefícios fiscais, retirar as máquinas produtivas, largar as velhas e despedir milhares, na cidade que não se preparou para este fim. Como Manaus há 8 anos, com metade de 400 indústrias fechadas. E Azambuja hoje?
Em Vara, na Suécia, uma fábrica faz linhas de montagem em longos, descapotáveis contentores. Especialmente para os sectores eletrônico, termoplástico e automotor. Após uns anos de imorais vantagens numa cidade ou país do 2° mundo, onde mata o concorrente local, os leva à noite em longos caminhões para um porto e outro sítio que lhes dê ainda mais vantagens. Não lembra piratas a roubarem os parcos recursos dos parvos locais?
Poucos aprendem a diferença entre riqueza real e monetária. Em minha tese na Suécia, afirmei que gastos em hospitais deveriam ser contabilizados com menos no PIB. Pois doença é um mal, não um bem, não riqueza do povo. Aprendi em engenharia: prevenir o mau desempenho da máquina, fábrica, empresa. Remediar é para incompetentes. Deixar estragar é para parvos ou muito astutos, ajudar a destruir, para piratas. Governo é para prevenir derrocadas.
Em recente Feira da PME, no Porto, fui cercado por inovadores ávidos por uma oportunidade. Somos um país de criativos e corajosos descobridores. A 2ª geração plantou, desenvolveu as sesmarias nas colônias, industrializou. Mas a 3a está a consumir o nosso patrimônio cultural, material e empresarial. E os espertos amigos de piratas deixam-se encantar pela carochinha de IDE dos idos tempos em que o capital entrava para contribuir. Luís XV importou artesões de Veneza para fazer cristais em Versailles. Até hoje a França tem high-tech na St. Gobain. Há que discernir entre piratas, astutos parvos e os realmente produtivos. Porque é que os nossos melhores inovadores e produtores não têm oportunidades?
Consultor e autor de livros como "A Grande Pequena Empresa" e "Empreender Turismo". Está no Conselho Nacional da PME.


"Vamos nacionalizar o Brasil"
Adriano Benayon elaborou o Projeto de Lei 3.960/2004, para, em 10 anos, substituir a gasolina e o óleo diesel pelo álcool e por óleos vegetais. Isso dará enorme ganho econômico, fará melhorar o meio-ambiente e a saúde em cidades como São Paulo, além de gerar 12 milhões de empregos.
Basta investir 4 bilhões de reais por ano: menos de 1% dos gastos inúteis do País com juros.
Propostas
1. Dívida pública: renegociar a externa, como fez a Argentina, descontando 65% do valor dos títulos. Eliminar em 10 anos a dívida interna (hoje acima de R$ 1 trilhão), limitando a taxa real de juros a 3% aa.
2. Gerar 20 milhões de empregos, fazendo o governo federal investir 10% do PIB em infra-estrutura econômica e social. Isso fará triplicar os investimentos produtivos das empresas.
3. Deter a entrega da Amazônia a grupos estrangeiros. Reequipar as Forças Armadas e aumentar seus efetivos para 1 milhão. Valorizar servidores civis e militares. Fortalecer a Polícia Federal, as Polícias militares e as demais forças de segurança interna.
4. Assegurar às empresas de capital nacional condições de competir e desenvolver tecnologia. Tudo isso elevará o emprego, os direitos dos trabalhadores e os salários, derrubados em 50% nos últimos 8 anos. Revogar as “reformas” da previdência e proibir o desvio de suas verbas para os juros da dívida.
5. Reformular o sistema bancário e monetário. Estabelecer controles de capitais e de câmbio. Retirar o fardo tributário das costas da classe média. Anular as privatizações da Vale do Rio Doce, das siderúrgicas, dos sistemas de eletricidade e de telecomunicações. Terminar com a extração das jazidas de petróleo dadas de graça a mega-empresas estrangeiras.”

Opiniões e Comentários - Novembro/2006Opiniões e Comentários - Janeiro/2007