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OPINIÕES E COMENTÁRIOS


FEVEREIRO / 2005

 

-----Mensagem original-----
De: Fendel [mailto:thomas@fendel.com.br]
Enviada em: terça-feira, 15 de fevereiro de 2005 18:53
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Assunto: RES: (JMA): Protocolo de Quioto


Meu caro Mark

Alguém pergunta e se interessa sobre o desmatamento do Japão? Alemanha? EUA? Alaska? Lua?
A ninguém interessa o que fazemos e o que deixamos de fazer com nossas florestas, e muito menos ingerir sobre isso, assim como ninguém impediu os EUA de cometer o massacre sobre o Iraque.
Portanto, tá na hora de termos e recuperarmos o orgulho de sermos brasileiros, e parar de ser capacho, em todos os sentidos.
Somos o celeiro energético, alimentar e material do mundo, e não nos damos conta disso.
Nos sujeitamos a negociatas e tratados hipócritas e corruptos. Vide a nossa impagável dívida.

Nossa madeira é tão barata, que não vale a pena cortar as árvores em apodrecimento nas florestas do Japão.
Duvida? Leia na Newsweek de 31/jan/05 o artigo: Rotten Woods (Madeiras apodrecidas) na pg. 41.

Portanto, temos que parar de ser macacos amestrados a serviço do bem estar dos outros.
Abrir as pernas, sem querer e sem ganhar nada, é estupro, em qualquer lugar do mundo.
Cobrar micharia pelo carbono aéreo é pornografia barata, é turismo sexual pedófilo.

Temos que ser felizes e sustentáveis hoje, para que nossos filhos e netos também o possam ser, e inclusive viver.
Esse nhenhenhé sobre o carbono atmosférico não traz benefício nenhum ao clima da terra, apenas serve para enricar alguns espertinhos, no perpétuo joguinho das hierarquias corruptas e abobalhantes. Isso não é ecologia, isso é burrice.

O que traz resultados eficazes e efetivos é:
- Acabar imediatamente com os vergonhosos subsídios aos eletrointensivos
- Definir preços mínimos crescentes para nossos produtos exportados por micharia (alumínio, madeira, aço, alimentos, minérios, etc)
- Trocar a matriz fóssil pelas Bioenergias
- Implantar a ENEREDE.
- Detalhes em www.fendel.com.br

Para demonstrar a barbárie de nossas políticas velhacas, segue colado abaixo um texto sobre alumínio.
O que nele não está escrito, e o que todos ignoram é o seguinte:
Esses e outros malandros recebem EE a R$ 0,06 o kWh, enquanto o povo paga R$ 0,42 pelo mesmíssimo kWh, ou seja, nosso estuprado povão paga 7 vezes mais pela energia elétrica, do que os abastados, que devolvem este delinquente favor pagando as campanhas eleitorais e demais benesses dos políticos. Como no custo do alumínio 33% é referente a energia elétrica, resulta que exportamos energia concentrada às custas dos otários trabalhadores nacionais. O preço é tão ridículo, que quem realmente paga as exportações de alumínio (e demais produtos) é na realidade o pobre consumidor da EE brasileira, já que a totalidade do consumo eletrointensivo é semelhante ao consumo total de EE dos pequenos.
Isso é ridículo. Isso é sacanagem. Isso é pura putaria oficial institucionalizada. Não dá prá definir de outro jeito.

Carbono sequestrantes e revoltados Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
(Divulgação autorizada e desejável)
"A utilização em grande escala das biomassas, é o único meio racional para capturar o carbono fóssil jogado ao ar em 2 séculos de dito desenvolvimento e real colonialismo." - Fendel


FONTE: IstoÉ Dinheiro
A nova cria da Alcan

Por flávia tavares
A canadense Alcan, uma das maiores produtoras de alumínio e embalagens do mundo, tinha, em maio de 2004, um problemão e apenas 180 dias para resolvê-lo. Deveria se desfazer de duas de suas operações de laminados. Só para se ter idéia do tamanho do abacaxi, essa área de negócios respondia, sozinha, por nada menos que 25% do faturamento da companhia, que foi de US$ 24,9 bilhões no ano passado. A pendenga surgiu depois que a Alcan comprou duas concorrentes – a suíça Algroup e a francesa Pechiney – e os órgãos antitruste determinaram que uma de suas operações de laminados dos Estados Unidos e outra da Europa deveriam ser vendidas. Os executivos da Alcan não precisaram pensar muito para concluir que isso seria uma grande perda
para os acionistas. Então encontraram a seguinte solução: em vez de simplesmente se desfazer dos negócios, deram vida a uma nova companhia, batizada de Novelis, que ficou responsável por toda a divisão de laminados da Alcan no mundo. E, para deixar os
acionistas satisfeitos, deu as ações da nova empresa para eles. A Novelis Inc. iniciou suas atividades globalmente em janeiro deste ano. Nasceu líder mundial em laminados e já anuncia a injeção de US$ 26 milhões no Brasil.
"Nascemos e temos o DNA da Alcan, mas somos independentes", explica Tadeu Nardocci, presidente da Novelis do Brasil. Apesar de terem os mesmos acionistas, a "empresa-mãe" Alcan e a Novelis têm conselho administrativo e gestão diferentes. "As
empresas atuam em mercados distintos. A Alcan lida com commodity, que é o alumínio. A Novelis é de transformação", acrescenta o executivo, que trabalhou
na Alcan por 25 anos antes de assumir a presidência da Novelis do Brasil. "A mudança, na prática, significa mais foco no negócio de laminados e no desenvolvimento desse mercado. Esperamos ampliar o ritmo de crescimento em 5% ao ano", diz Nardocci. No Brasil, a lista de clientes herdada da Alcan é vasta. São mais de 100 compradores diretos, em sua maioria fabricantes de latas de alumínio para bebidas e montadoras, e
outros 12 mil clientes. Com isso, a empresa recém-nascida lidera o mercado, com participação de 50% no Brasil e 18% no resto do mundo (nos EUA, ela ainda perde para a americana Alcoa).
A larga vantagem pode ser explicada por uma característica que diferencia a unidade brasileira das demais: a Novelis do Brasil manteve uma linha completa de produção, da bauxita ao laminado. Antes da separação, a área de laminados respondia por 90% do
faturamento da Alcan no País. Por isso, a herança que a nave-mãe deixa para a Novelis foi generosa. Ela inclui, além do faturamento de US$ 620 milhões em 2004, duas refinarias de transformação da bauxita em alumina e alumínio e duas fábricas de laminação. Para garantir que a eficiência dos negócios por aqui se mantenha, a Novelis destinou, para 2005, os US$ 26 milhões. Vai aumentar a capacidade das fábricas. E
espera deixar a mãe orgulhosa, como uma boa filha prodígio.



-----Mensagem original-----
De: Mark Zulauf [mailto:markzulauf@uol.com.br]
Enviada em: terça-feira, 15 de fevereiro de 2005 12:42
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: (JMA): Protocolo de Quioto


Fendel
Kioto é a andorinha. A mesma coisa aconteceu com iso 9000 e 14000; ninguém achava que o mercado selecionaria os fornecedores, e hoje vemos que esse poder do mercado e da qualidade do produto é efetivo.
Não podemos esquecer da questão política de que o Bush não é eterno e que os EUA podem vir a aderir ao protocolo futuramente. Quando uma "tsunami" ou os processos legais obterem decisão de um juiz de ressarcimento de uma mansão inundada atingir o governo, acho que as coisas tendem a mudar. Imaginem quanto valem aquelas mansões de Miami da Madona e do Trump, que estão na beira do mar.
Tudo é uma questão de dinheiro. As Seguradoras tiveram um aumento de despesas muito grande devido a fenômenos do clima etc... Esses lobbys pro clima tendem a funcionar com o tempo pois os prejuísos deles serão altíssimos e a verba dos petroleiros será menor do que a da somatórias dos atingidos pelo clima e suas consequências.
Concordo que o preço está baixo, mas isso tende a aumentar com um ajuste de metas, provavelmente na segunda fase do protocolo, se identificado que a primeira teve resultados efetivos.
O problema é que o desmatamento deixa o Brasil vulnerável para questionamentos se o Brasil merece estar no anexo 2. Temos que reduzir esse desmatamento e preservar a biodiversidade da amazônia, pois isso sim é um tiro no pé.
Mark


----- Original Message -----
From: "vanderlei-webaula" <vanderlei@webaula.com.br>
To: <jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br>
Sent: Monday, February 14, 2005 12:17 PM
Subject: RES: (JMA): Protocolo de Quioto


Ok. Fendel.
Concordo em termos com o seu ponto de vista.
Mas será que é um, vamos dizer, "empreendimento" tão sem nexo assim?
Vc acha que mesmo os EUA fora, não existe possibilidade para que venha dar certo?

Alguém tem mais alguma opinião sobre o assunto?
Vanderlei Ramalho
Ambientalista e Ilustrador Web
http://www.sosecologico.wd2.net
http://geocities.yahoo.com.br/sosecologico

-----Mensagem original-----
De: Fendel [mailto:thomas@fendel.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005 11:42
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Assunto: RES: (JMA): Protocolo de Quioto

Vanderlei

Para mim, não existem beneficios com Kioto.
Os EUA, não assinaram o protocolo, e não irão e nem "necessitam" respeitá-lo.
Veremos novamente que quem manda é quem tem arsenal nuclear. Os restantes, que calem a bOca, puxem o saco e continuem doando suas entranhas. Estes suinos se dão ao luxo de ignorar a ignorância do resto.

Negociar carbono no ar, a preços inferiores que o carbono na terra, é incentivar a queima dos fósseis. Assim, ao invés de reduzirem a queima e o uso dos combustíveis fósseis, compram-se salvocondutos por micharia, e continuam a poluir ainda mais. O resultado será exatamente o oposto do almejado.

Inconformados bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
(Divulgação autorizada e desejável)
"Se 5 bilhões de pessoas acreditam em uma coisa estúpida, esta coisa
continua estúpida." - Anatolle France

-----Mensagem original-----
De: vanderlei-webaula [mailto:vanderlei@webaula.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005 11:01
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Assunto: RES: (JMA): Protocolo de Quioto


Já que estamos tão perto de ver entrar em vigor o protocolo de Kyoto, gostaria de saber a opinião dos participantes do fórum em relação ao protocolo.
Quais as suas perspectivas? Vc acha que vai funcionar?
Eu, sinceramente tenho grandes esperanças...E vc, qual a sua opinião???

Abraços

Vanderlei Ramalho
Ambientalista e Ilustrador Web
http://www.sosecologico.wd2.net
http://geocities.yahoo.com.br/sosecologico
http://geocities.yahoo.com.br


De: Raquel Cristina de Almeida [mailto:bio_raquel@ig.com.br]
Enviada em: sábado, 12 de fevereiro de 2005 16:09
Assunto: (JMA): Protocolo de Quioto

O Globo, 11 de fevereiro de 2005

Pelo menos, acabou a inércia

André Trigueiro

Depois de sete anos de intensas negociações, entra em vigor no próximo dia 16 um acordo internacional sem precedentes na história, que pretende resolver, por etapas, o mais grave problema ambiental do século XXI.
Impedir o avanço do aquecimento global já havia sido entendido como prioridade durante a Rio-92, quando 175 países assinaram a Convenção sobre Mudança do Clima, que reconhecia a necessidade de uma estratégia internacional para enfrentar a elevação da temperatura da Terra. Cinco anos depois, o Protocolo de Kioto emprestou dentes a essa convenção, estabelecendo metas e prazos para que os países industrializados, aqueles que historicamente mais contribuíram para o acúmulo de gases-estufa na atmosfera, reduzissem as suas emissões.
Dos 136 países que ratificaram o protocolo até agora, 36 pertencem ao seleto grupo dos industrializados, o chamado "Anexo 1", e deverão, entre 2008 e 2012, reduzir suas emissões em média 5,2%, tomando por base o ano de 1990.
Que ninguém espere desse protocolo a salvação da Humanidade. Ele é apenas o primeiro passo, como afirma o próprio documento ao se referir ao prazo de execução das metas como o "primeiro período de compromisso".
Estima-se que o esforço necessário para impedir o avanço do aquecimento global seria uma redução imediata de aproximadamente 60% nas emissões de gases-estufa (dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e outros).
Ora, se com um objetivo bem mais modesto os Estados Unidos - país que responde sozinho por 25% das emissões globais de gases-estufa - ficaram de fora, é de se imaginar o estardalhaço que metas mais ousadas causariam.
O fato é que mal o protocolo saiu do papel e já se discute intensamente nos meios diplomáticos o que será o pós-Kioto. À frente do G-8 e assustado com os efeitos colaterais do aquecimento, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, está empenhado em atrair os Estados Unidos para o "segundo período de compromisso". O governo Bush considera a implementação do protocolo e eventuais mudanças na matriz energética daquele país - sinônimo de custos extras e aumento do desemprego. Mas a Casa Branca também critica o fato de o protocolo ter livrado de compromissos formais de redução países como China, Índia e Brasil, que, segundo estimativas da ONU, terão superado no ano de 2015 os países desenvolvidos nas emissões de gases-estufa. Essa crítica dos Estados Unidos encontra ressonância em outros países ricos, que também exigem o enquadramento dos países em desenvolvimento a partir de 2012. A posição do governo brasileiro, em sintonia com o bloco dos emergentes, é a de que 90% dos gases acumulados na atmosfera desde o início da Revolução Industrial têm origem nos países industrializados, e que não seria justo punir com metas de redução os países que se desenvolveram mais tarde.
Como se vê, a posição dos países no tabuleiro das negociações fica mais ou menos vulnerável conforme a escala de tempo escolhida. No caso do Brasil, por exemplo, se a contabilidade das emissões resgatar o passivo de todos os países nos últimos 150 anos, nossa parcela de contribuição se restringiria a aproximadamente 1% do total de gases acumulado na atmosfera. Este é o número que o Itamaraty exibe mundo afora e que justificaria nosso suposto direito de poluir sem prejuízos para o desenvolvimento.

Numa escala de tempo menor, que é a que interessa aos países ricos, os emergentes aparecem como vilões. A China, que queima carvão mineral para alimentar sucessivos recordes de crescimento do PIB, já seria o segundo maior emissor de gases-estufa do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Brasil e Índia estariam entre os seis maiores emissores.
Nosso calcanhar-de-aquiles continua sendo a Amazônia. Segundo estudo divulgado recentemente pelo próprio governo brasileiro, mais de 77% do gás carbônico lançado na atmosfera tem origem nas queimadas. O fogo na floresta apaga em certa medida a vantagem de possuirmos uma matriz energética limpa (baseada principalmente na hidroeletricidade), o uso do álcool como combustível e outros indicadores que nos distinguem positivamente nas negociações do clima.
Apesar de todas as dificuldades, sair da inércia é o grande mérito do Protocolo de Kioto. A simples vigência desse acordo já está desencadeando uma avalanche de investimentos na economia - energia limpa, aterros sanitários, projetos de reflorestamento etc. - com importante impactos ambientais.
Há muito o que fazer, e os desafios pela frente são imensos. Mas o primeiro passo, por ser o mais difícil, é também o mais importante.


ANDRÉ TRIGUEIRO é jornalista.

Raquel Cristina de Almeida
Projeto "Um Olhar para o Rio Paraíba do Sul"
Volta Redonda, RJ
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Entre para a lista de discussão dos Ambientalistas do Sul Fluminense:
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Ou envie e-mail para: ambientalistas_sf-subscribe@yahoogrupos.com.br

No orkut: Comunidade Projeto Rio Paraíba

"Nós adultos não podemos passar toda a responsabilidade de recuperarmos ambientalmente o Planeta Terra para as crianças, sob pena delas não terem nada para salvar."
Angelo José Rodrigues Lima, cidadão sócio-ambientalista

Fevereiro/2005