|
OPINIÕES
E COMENTÁRIOS
FEVEREIRO
/ 2005
-----Mensagem original-----
De: Fendel [mailto:thomas@fendel.com.br]
Enviada em: terça-feira, 15 de fevereiro de 2005 18:53
Para: TSP; JORNALISTA Hilton - RBS; jornalista Joao vieira; JORNALISTA
Jornal Atualidade; JORNALISTA Jornal da Educação ; JORNALISTA
Jornal Indústria e Comércio ; JORNALISTA Jornal O Vizinho;
jornalista jornalismo.mb@editoramercadobrasil.com; jornalismo@contato.net;
JORNALISTA Liziande - DC; JORNALISTA Luis Fernando - TV COM; JORNALISTA
Luiz Verissimo; marmar@expresso.com.br; JORNALISTA Martins; maxprod@maxpress.com.br;
mfrancis@netpar.com.br; mgroth@bol.com.br; JORNALISTA Nilson Gonçalves
; notisulorleans@terra.com.br; opiniao@notisul.com.br; ouvidoria@camara.gov.br;
patricia@riosvivos.org.br; JORNALISTA Patrício - RBS ; pesergio@tro.matrix.com.br;
pinhasm@terra.com.br; presidencia@asjtrio.com.br; JORNALISTA Radio Colon
FM - Marilise; JORNALISTA Radio Cultura - Flávio ; JORNALISTA Radio
Difusora; rc.paiva@terra.com.br; redator1@terra.com.br; jornalista renzo;
rmonteiropinho@ig.com.br; rute@tvesplanada.tv.br; salum@scc.com.br; JORNALISTA
SBT Joinville; sergioschmitt@contato.net; tonhosm@terra.com.br; Jornalista
Toninho Neves; jornalista TV Catarinense - Adriana; JORNALISTA Valdelice
- Rede TV Sul; Ecoterrabrasil; jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Cc: Katavento; FolhaSP - Hélio; Dep. Pedro; INEE; Dep. Nelson;
Dep. Jutahy; WSJ; Dep. Wilson; Dep. Gustavo Fruet; Arnaldo Jabor; dep.salvadorzimbaldi;
FIEP RN; Lista Floresta; Dep. Chico Floresta; Dep. Max Rosenmann; Caros
Amigos; eletrobras; dep.rosedefreitas; Heródoto-CBN; Dep. Genésio;
dep.fernandoferro; Dep. Lício; Tribuna; dep.marcellosiqueira; dep.osmaniopereira;
Nomínimo; Dep. Djalma; dep.vadaogomes; Dep. João Rodriges;
dep.paulofeijo; Senador Alvaro Dias; Dep. Francisco; Dep. Nilson Neson;
Dep. Ceron; dep.eduardogomes; Dep. Valmir; Dep. Elio Rusch; WWI-BR; Forum
Social Clima; Veja; dep.josesantanadevasconcellos; Dep. João Paulo;
Dep. Dionei; Dep. Clésio; Dep. César; dep.joaopizzolatti;
Dep. Reno; Dep. José Paulo; FAO forestry; dep.niciasribeiro; Istoé;
dep.dr.heleno; sen Delcídio; dep.moreirafranco; Lista bioenergia;
Dep. Celestino; Dep. Ronaldovasconcellos; Dep. Onofre; Dep. Júlio
Cesar; Power; Dep. Cézar; Unicamp; Dep. Simone; dep.josejanene;
dep.joaocaldas; OESP; Ita82; dep.marcusvicente; Dep. Ariosto Holanda;
dep.luizbassuma; Dep. Ronaldo; Dep. Ana Paula; Dep. Rogério; Dep.
Sciarra; dep.ricardobarros; Dep. Paulo; Dep. Nilson; Dep. Stica; Dep.
Joares; Dep. Odete; Jô; Dep. Manoel; dep.gervasiosilva; Dep. Herneus;
Dep. Vieira; dep.luizsergio; Dep. Rubens Otoni; Prefeitura Rio Negro -
Gabinete; Dep. Guidi; Correio B; Lula; Dep. Narciso; Gazeta Mercantil;
FAO Unasylva; Dep. Jorginho; Dep. Romildo; dep.nelsonmeurer; dep.mauropassos;
dep.betinhorosado; Dep. Afranio; dep.aroldocedraz; Exame
Assunto: RES: (JMA): Protocolo de Quioto
Meu caro Mark
Alguém pergunta e se interessa sobre o desmatamento do Japão?
Alemanha? EUA? Alaska? Lua?
A ninguém interessa o que fazemos e o que deixamos de fazer com
nossas florestas, e muito menos ingerir sobre isso, assim como ninguém
impediu os EUA de cometer o massacre sobre o Iraque.
Portanto, tá na hora de termos e recuperarmos o orgulho de sermos
brasileiros, e parar de ser capacho, em todos os sentidos.
Somos o celeiro energético, alimentar e material do mundo, e não
nos damos conta disso.
Nos sujeitamos a negociatas e tratados hipócritas e corruptos.
Vide a nossa impagável dívida.
Nossa madeira é tão barata, que não vale a pena cortar
as árvores em apodrecimento nas florestas do Japão.
Duvida? Leia na Newsweek de 31/jan/05 o artigo: Rotten Woods (Madeiras
apodrecidas) na pg. 41.
Portanto, temos que parar de ser macacos amestrados a serviço do
bem estar dos outros.
Abrir as pernas, sem querer e sem ganhar nada, é estupro, em qualquer
lugar do mundo.
Cobrar micharia pelo carbono aéreo é pornografia barata,
é turismo sexual pedófilo.
Temos que ser felizes e sustentáveis hoje, para que nossos filhos
e netos também o possam ser, e inclusive viver.
Esse nhenhenhé sobre o carbono atmosférico não traz
benefício nenhum ao clima da terra, apenas serve para enricar alguns
espertinhos, no perpétuo joguinho das hierarquias corruptas e abobalhantes.
Isso não é ecologia, isso é burrice.
O que traz resultados eficazes e efetivos é:
- Acabar imediatamente com os vergonhosos subsídios aos eletrointensivos
- Definir preços mínimos crescentes para nossos produtos
exportados por micharia (alumínio, madeira, aço, alimentos,
minérios, etc)
- Trocar a matriz fóssil pelas Bioenergias
- Implantar a ENEREDE.
- Detalhes em www.fendel.com.br
Para demonstrar a barbárie de nossas políticas velhacas,
segue colado abaixo um texto sobre alumínio.
O que nele não está escrito, e o que todos ignoram é
o seguinte:
Esses e outros malandros recebem EE a R$ 0,06 o kWh, enquanto o povo paga
R$ 0,42 pelo mesmíssimo kWh, ou seja, nosso estuprado povão
paga 7 vezes mais pela energia elétrica, do que os abastados, que
devolvem este delinquente favor pagando as campanhas eleitorais e demais
benesses dos políticos. Como no custo do alumínio 33% é
referente a energia elétrica, resulta que exportamos energia concentrada
às custas dos otários trabalhadores nacionais. O preço
é tão ridículo, que quem realmente paga as exportações
de alumínio (e demais produtos) é na realidade o pobre consumidor
da EE brasileira, já que a totalidade do consumo eletrointensivo
é semelhante ao consumo total de EE dos pequenos.
Isso é ridículo. Isso é sacanagem. Isso é
pura putaria oficial institucionalizada. Não dá prá
definir de outro jeito.
Carbono sequestrantes e revoltados Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
(Divulgação autorizada e desejável)
"A utilização em grande escala das biomassas, é
o único meio racional para capturar o carbono fóssil jogado
ao ar em 2 séculos de dito desenvolvimento e real colonialismo."
- Fendel
FONTE: IstoÉ Dinheiro
A nova cria da Alcan
Por flávia tavares
A canadense Alcan, uma das maiores produtoras de alumínio e embalagens
do mundo, tinha, em maio de 2004, um problemão e apenas 180 dias
para resolvê-lo. Deveria se desfazer de duas de suas operações
de laminados. Só para se ter idéia do tamanho do abacaxi,
essa área de negócios respondia, sozinha, por nada menos
que 25% do faturamento da companhia, que foi de US$ 24,9 bilhões
no ano passado. A pendenga surgiu depois que a Alcan comprou duas concorrentes
– a suíça Algroup e a francesa Pechiney – e
os órgãos antitruste determinaram que uma de suas operações
de laminados dos Estados Unidos e outra da Europa deveriam ser vendidas.
Os executivos da Alcan não precisaram pensar muito para concluir
que isso seria uma grande perda
para os acionistas. Então encontraram a seguinte solução:
em vez de simplesmente se desfazer dos negócios, deram vida a uma
nova companhia, batizada de Novelis, que ficou responsável por
toda a divisão de laminados da Alcan no mundo. E, para deixar os
acionistas satisfeitos, deu as ações da nova empresa para
eles. A Novelis Inc. iniciou suas atividades globalmente em janeiro deste
ano. Nasceu líder mundial em laminados e já anuncia a injeção
de US$ 26 milhões no Brasil.
"Nascemos e temos o DNA da Alcan, mas somos independentes",
explica Tadeu Nardocci, presidente da Novelis do Brasil. Apesar de terem
os mesmos acionistas, a "empresa-mãe" Alcan e a Novelis
têm conselho administrativo e gestão diferentes. "As
empresas atuam em mercados distintos. A Alcan lida com commodity, que
é o alumínio. A Novelis é de transformação",
acrescenta o executivo, que trabalhou
na Alcan por 25 anos antes de assumir a presidência da Novelis do
Brasil. "A mudança, na prática, significa mais foco
no negócio de laminados e no desenvolvimento desse mercado. Esperamos
ampliar o ritmo de crescimento em 5% ao ano", diz Nardocci. No Brasil,
a lista de clientes herdada da Alcan é vasta. São mais de
100 compradores diretos, em sua maioria fabricantes de latas de alumínio
para bebidas e montadoras, e
outros 12 mil clientes. Com isso, a empresa recém-nascida lidera
o mercado, com participação de 50% no Brasil e 18% no resto
do mundo (nos EUA, ela ainda perde para a americana Alcoa).
A larga vantagem pode ser explicada por uma característica que
diferencia a unidade brasileira das demais: a Novelis do Brasil manteve
uma linha completa de produção, da bauxita ao laminado.
Antes da separação, a área de laminados respondia
por 90% do
faturamento da Alcan no País. Por isso, a herança que a
nave-mãe deixa para a Novelis foi generosa. Ela inclui, além
do faturamento de US$ 620 milhões em 2004, duas refinarias de transformação
da bauxita em alumina e alumínio e duas fábricas de laminação.
Para garantir que a eficiência dos negócios por aqui se mantenha,
a Novelis destinou, para 2005, os US$ 26 milhões. Vai aumentar
a capacidade das fábricas. E
espera deixar a mãe orgulhosa, como uma boa filha prodígio.
-----Mensagem original-----
De: Mark Zulauf [mailto:markzulauf@uol.com.br]
Enviada em: terça-feira, 15 de fevereiro de 2005 12:42
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: (JMA): Protocolo de Quioto
Fendel
Kioto é a andorinha. A mesma coisa aconteceu com iso 9000 e 14000;
ninguém achava que o mercado selecionaria os fornecedores, e hoje
vemos que esse poder do mercado e da qualidade do produto é efetivo.
Não podemos esquecer da questão política de que o
Bush não é eterno e que os EUA podem vir a aderir ao protocolo
futuramente. Quando uma "tsunami" ou os processos legais obterem
decisão de um juiz de ressarcimento de uma mansão inundada
atingir o governo, acho que as coisas tendem a mudar. Imaginem quanto
valem aquelas mansões de Miami da Madona e do Trump, que estão
na beira do mar.
Tudo é uma questão de dinheiro. As Seguradoras tiveram um
aumento de despesas muito grande devido a fenômenos do clima etc...
Esses lobbys pro clima tendem a funcionar com o tempo pois os prejuísos
deles serão altíssimos e a verba dos petroleiros será
menor do que a da somatórias dos atingidos pelo clima e suas consequências.
Concordo que o preço está baixo, mas isso tende a aumentar
com um ajuste de metas, provavelmente na segunda fase do protocolo, se
identificado que a primeira teve resultados efetivos.
O problema é que o desmatamento deixa o Brasil vulnerável
para questionamentos se o Brasil merece estar no anexo 2. Temos que reduzir
esse desmatamento e preservar a biodiversidade da amazônia, pois
isso sim é um tiro no pé.
Mark
----- Original Message -----
From: "vanderlei-webaula" <vanderlei@webaula.com.br>
To: <jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br>
Sent: Monday, February 14, 2005 12:17 PM
Subject: RES: (JMA): Protocolo de Quioto
Ok. Fendel.
Concordo em termos com o seu ponto de vista.
Mas será que é um, vamos dizer, "empreendimento"
tão sem nexo assim?
Vc acha que mesmo os EUA fora, não existe possibilidade para que
venha dar certo?
Alguém tem mais alguma opinião sobre o assunto?
Vanderlei Ramalho
Ambientalista e Ilustrador Web
http://www.sosecologico.wd2.net
http://geocities.yahoo.com.br/sosecologico
-----Mensagem original-----
De: Fendel [mailto:thomas@fendel.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005 11:42
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Assunto: RES: (JMA): Protocolo de Quioto
Vanderlei
Para mim, não existem beneficios com Kioto.
Os EUA, não assinaram o protocolo, e não irão e nem
"necessitam" respeitá-lo.
Veremos novamente que quem manda é quem tem arsenal nuclear. Os
restantes, que calem a bOca, puxem o saco e continuem doando suas entranhas.
Estes suinos se dão ao luxo de ignorar a ignorância do resto.
Negociar carbono no ar, a preços inferiores que o carbono na terra,
é incentivar a queima dos fósseis. Assim, ao invés
de reduzirem a queima e o uso dos combustíveis fósseis,
compram-se salvocondutos por micharia, e continuam a poluir ainda mais.
O resultado será exatamente o oposto do almejado.
Inconformados bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
(Divulgação autorizada e desejável)
"Se 5 bilhões de pessoas acreditam em uma coisa estúpida,
esta coisa
continua estúpida." - Anatolle France
-----Mensagem original-----
De: vanderlei-webaula [mailto:vanderlei@webaula.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005 11:01
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Assunto: RES: (JMA): Protocolo de Quioto
Já que estamos tão perto de ver entrar em vigor o protocolo
de Kyoto, gostaria de saber a opinião dos participantes do fórum
em relação ao protocolo.
Quais as suas perspectivas? Vc acha que vai funcionar?
Eu, sinceramente tenho grandes esperanças...E vc, qual a sua opinião???
Abraços
Vanderlei Ramalho
Ambientalista e Ilustrador Web
http://www.sosecologico.wd2.net
http://geocities.yahoo.com.br/sosecologico
http://geocities.yahoo.com.br
De: Raquel Cristina de Almeida [mailto:bio_raquel@ig.com.br]
Enviada em: sábado, 12 de fevereiro de 2005 16:09
Assunto: (JMA): Protocolo de Quioto
O Globo, 11 de fevereiro de 2005
Pelo menos, acabou a inércia
André Trigueiro
Depois de sete anos de intensas negociações, entra em vigor
no próximo dia 16 um acordo internacional sem precedentes na história,
que pretende resolver, por etapas, o mais grave problema ambiental do
século XXI.
Impedir o avanço do aquecimento global já havia sido entendido
como prioridade durante a Rio-92, quando 175 países assinaram a
Convenção sobre Mudança do Clima, que reconhecia
a necessidade de uma estratégia internacional para enfrentar a
elevação da temperatura da Terra. Cinco anos depois, o Protocolo
de Kioto emprestou dentes a essa convenção, estabelecendo
metas e prazos para que os países industrializados, aqueles que
historicamente mais contribuíram para o acúmulo de gases-estufa
na atmosfera, reduzissem as suas emissões.
Dos 136 países que ratificaram o protocolo até agora, 36
pertencem ao seleto grupo dos industrializados, o chamado "Anexo
1", e deverão, entre 2008 e 2012, reduzir suas emissões
em média 5,2%, tomando por base o ano de 1990.
Que ninguém espere desse protocolo a salvação da
Humanidade. Ele é apenas o primeiro passo, como afirma o próprio
documento ao se referir ao prazo de execução das metas como
o "primeiro período de compromisso".
Estima-se que o esforço necessário para impedir o avanço
do aquecimento global seria uma redução imediata de aproximadamente
60% nas emissões de gases-estufa (dióxido de carbono, metano,
óxido nitroso e outros).
Ora, se com um objetivo bem mais modesto os Estados Unidos - país
que responde sozinho por 25% das emissões globais de gases-estufa
- ficaram de fora, é de se imaginar o estardalhaço que metas
mais ousadas causariam.
O fato é que mal o protocolo saiu do papel e já se discute
intensamente nos meios diplomáticos o que será o pós-Kioto.
À frente do G-8 e assustado com os efeitos colaterais do aquecimento,
o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, está empenhado
em atrair os Estados Unidos para o "segundo período de compromisso".
O governo Bush considera a implementação do protocolo e
eventuais mudanças na matriz energética daquele país
- sinônimo de custos extras e aumento do desemprego. Mas a Casa
Branca também critica o fato de o protocolo ter livrado de compromissos
formais de redução países como China, Índia
e Brasil, que, segundo estimativas da ONU, terão superado no ano
de 2015 os países desenvolvidos nas emissões de gases-estufa.
Essa crítica dos Estados Unidos encontra ressonância em outros
países ricos, que também exigem o enquadramento dos países
em desenvolvimento a partir de 2012. A posição do governo
brasileiro, em sintonia com o bloco dos emergentes, é a de que
90% dos gases acumulados na atmosfera desde o início da Revolução
Industrial têm origem nos países industrializados, e que
não seria justo punir com metas de redução os países
que se desenvolveram mais tarde.
Como se vê, a posição dos países no tabuleiro
das negociações fica mais ou menos vulnerável conforme
a escala de tempo escolhida. No caso do Brasil, por exemplo, se a contabilidade
das emissões resgatar o passivo de todos os países nos últimos
150 anos, nossa parcela de contribuição se restringiria
a aproximadamente 1% do total de gases acumulado na atmosfera. Este é
o número que o Itamaraty exibe mundo afora e que justificaria nosso
suposto direito de poluir sem prejuízos para o desenvolvimento.
Numa escala de tempo menor, que é a que interessa aos países
ricos, os emergentes aparecem como vilões. A China, que queima
carvão mineral para alimentar sucessivos recordes de crescimento
do PIB, já seria o segundo maior emissor de gases-estufa do mundo,
atrás apenas dos Estados Unidos. Brasil e Índia estariam
entre os seis maiores emissores.
Nosso calcanhar-de-aquiles continua sendo a Amazônia. Segundo estudo
divulgado recentemente pelo próprio governo brasileiro, mais de
77% do gás carbônico lançado na atmosfera tem origem
nas queimadas. O fogo na floresta apaga em certa medida a vantagem de
possuirmos uma matriz energética limpa (baseada principalmente
na hidroeletricidade), o uso do álcool como combustível
e outros indicadores que nos distinguem positivamente nas negociações
do clima.
Apesar de todas as dificuldades, sair da inércia é o grande
mérito do Protocolo de Kioto. A simples vigência desse acordo
já está desencadeando uma avalanche de investimentos na
economia - energia limpa, aterros sanitários, projetos de reflorestamento
etc. - com importante impactos ambientais.
Há muito o que fazer, e os desafios pela frente são imensos.
Mas o primeiro passo, por ser o mais difícil, é também
o mais importante.
ANDRÉ TRIGUEIRO é jornalista.
Raquel Cristina de Almeida
Projeto "Um Olhar para o Rio Paraíba do Sul"
Volta Redonda, RJ
projetorioparaiba@ig.com.br
www.rioparaibadosul.blogger.com.br
Entre para a lista de discussão dos Ambientalistas do Sul Fluminense:
http://br.groups.yahoo.com/group/ambientalistas_sf/
Ou envie e-mail para: ambientalistas_sf-subscribe@yahoogrupos.com.br
No orkut: Comunidade Projeto Rio Paraíba
"Nós adultos não podemos passar toda a responsabilidade
de recuperarmos ambientalmente o Planeta Terra para as crianças,
sob pena delas não terem nada para salvar."
Angelo José Rodrigues Lima, cidadão sócio-ambientalista
|