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OPINIÕES E COMENTÁRIOS

2006
     
             

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FEVEREIRO / 2006

Meu caro Raymundo

Dizia Dalai-lama: "As abelhas não tem constituição, nem leis, polícia, religião ou treinamento moral, mas, trabalham fielmente juntas."
Diz José Arbex Jr.: "Lula trabalha para uma elite que há cinco séculos escraviza o país, sendo que o PT foi fundado para combater esta realidade."
Profetizava Mefistófeles.: “É mais fácil alugar um deputado do que discutir um projeto de governo. Quem é pago não pensa.”
Argumentava Clarisse Lispector: “Depois que descobri em mim mesma como é que se pensa, fazendo comigo mesma negociatas, nunca mais pude acreditar no pensamento dos outros."
Então, meu caro Raymundo, lidar com o tal homus egoistus, é terrível, a gente só pensa em explorar os outros, para ter vida tranquila; cria leis estúpidas em benefício próprio em detrimento dos outros, de tal forma que estes pensam que um tal deus assim quer. As hierarquias só servem para proteger a turma de aproveitadores, num esquemão onde um abastado ajuda outro, com a conivência das mídias, que sobrevivem com os anúncios dos mesmos, e muito pouco publicam contra.
Assim, há séculos, a oligarquia reina em berço esplêndido, enquanto o povo é o que realmente paga a conta.
O exemplo mais gritante, entre os milhares existentes, é o da energia elétrica, que há décadas venho denunciando.
O povo simplesmente paga calado o alto preço da energia (R$ 0,45/kW), que os abastados recebem quase que de graça (R$ 0,06/kW).
Isso é um crime hediondo que ninguém debate. E quando levanto a lebre, com seus pingos nos is, sou acusado de radical. Quando demonstro estes números numa federação das indústrias, me pedem para mudar o discurso. Quando envio um artigo para ser publicado num jornal ou revista, simplesmente o destino é o lixo.
Portanto meu caro Raymundo, conto com a tua astúcia e lucidez de escritor, para que vc inclua este descalabro em teus fantásticos artigos, e assim quem sabe, o assunto se torne mais óbvio, para que haja alguma reação por parte da massa bem intencionada.


Meu caro Sebastião

É cada vez mais urgente "plantar" mais "carvão" vegetal. Mas precisamos melhorar o modo arcaico de pirolizar a biomassa. Ainda hoje o rendimento não passa de 20%, o que é um verdadeiro crime ambiental e ecológico, quando, com um pouquinho de técnica, se consegue chegar em 50%, aumentando a quantidade de carvão e recuperando (condensando e usando) como energéticos (no mínimo) os gases pirolenhosos.
Que falta faz a escola da bioenergia. Assim não teríamos idiotas bem pagos prometendo ilusórios mundos e fundos com o bobo, hipotético e insustentável hidrogênio.


Meu caro Gonzaga

Embora algumas listas não aceitem anexos, segue colado o interessante pps sobre "voto nulo" que vc enviou via lista Katavento.
Aos interessados, é só solicitar.
Resumindo, demonstra que, para acabar com a eleição de conhecidos picaretas, basta votar e confirmar "00", que teremos novas eleições, com outros candidatos.


Meu caro Gert e meu caro Adelmo

Notícia duplamente enganosa: Dias destes saiu na imprensa nacional:
"O governo do estado do Rio de Janeiro apresentou ontem (20/01/06?) o primeiro ônibus comercial do país movido a biodiesel"
Esta afirmação é mentirosa porque a anos circularam em Curitiba e em outras capitais vários ônibus com o tal do biodiesel.
Mas, deixando de lado este detalhe insignificante da primasia local, vamos ao que interessa, detalhando o que vem a ser a panacéia do biodiesel.
Biodiesel é um óleo vegetal modificado, de tal forma que o óleo dito transesterificado resultante se pareça com o óleo Diesel.
Trocando em míúdos, é a mesma coisa que pegar álcool e fazer biogasolina, o que não tem cabimento e dobraria o preço de álccol.
O que precisa ser feito são motores a óleos vegetais brutos ou refinados, muito simples, como demonstrou em 1897 o alemão Rudolf Diesel, funcionando com óleo de amendoim seu pioneiro motor de explosão por compressão.
Como se este heróico feito não bastasse, ele profetizava: "As nações que utilizarem meu motor com óleos vegetais, terão um desenvolvimento fantástico".
Óbvio é que logo depois desta espetacular demonstração e afirmação, este alemão foi assassinado pela máfia fóssil.
Fato é que atualmente no mundo, rodam mais de 100.000 veículos, dos mais diversos, com os mais variados óleos vegetais, sendo a maioria deles a óleo de canola bruto e filtrado, que se encontram funcionando exclusivamente nos gélidos países ditos do primeiro mundo, onde a canola é uma das oleaginosas mais produtivas.
Mas não pensem que a grande indústria apoia este maravilhoso biocombustível. Quem faz as conversões dos motores são mais de 50 pequenas empresas picaretas do tipo "fundo de quintal", que instalam kits nos motores, kits que basicamente aquecem os óleos vegetais, e assim eles passam a promover o efeito "refrigerador" pelo sequestro de CO2 nos vegetais, exatamente o contrário do efeito "estufa".
Aliás, nós brasileiros somos exemplo ao mundo nesta questão de efeito refrigerador, pois somos os pioneiros a ter um programa nacional de envergadura a nível mundial, quando implantamos aqui o Proálcool, que infelizmente continua boicotado pela máfia fóssil. Tanto é que até hoje é proibido ao pequeno produtor vender álcool. Quem faz cachaça, faz álcool da melhor qualidade. Só não faz porque a lei não deixa. Aqui as leis só servem para beneficiar os grandes. Como por exemplo, só os abastados podem comprar veículos a Diesel subsidiado. O povo que use a mais cara e menos eficiente gasolina.
Modificar um motor Diesel para funcionar com óleo vegetal refinado, é mais fácil do que modificar um motor a gasolina para álcool.
Eu mesmo já rodei mais de 100 mil km a óleo vegetal de frituras, em diversos veículos adaptados.
Meus problemas maiores são com a polícia, que não permite nenhum combustível fora do "escrito" nos documentos, e meus esforços de mais de 2 anos para homologar meus veículos, por enquanto deram com os burros na água, pois as bêstas autoridades envolvidas só sabem as linguagens dos mensalões e gordas propinas.
Para poder testar meus kits, tive que abrir uma filial no Paraguai, e comprar lá uma sucata de carro japonês com 200.000 km, com o qual já rodei 44.000 km a óleo de soja, nas esburadas estradas brasileiras (em uma só viagem à noite, perdi 5 pneus novos...).
Levei azar, pois esta sucata nem quer saber de meu kit. Como o motor é de injeção indireta, e como aqui as temperaturas são altas (em comparação com a Europa), fui simplesmente adicionando óleo de fritura, "lavado" com água, no tanque.
Portanto o programa brasileiro de se andar com 2% de biodiesel e 98% de Diesel fóssil, é uma piada, uma chacota.
Qualquer motor aceita até 2% de urina de rato no combustível, sem ratear e sem encher o saco.
Na Alemanha, um estudo de um instituto concluiu que qualquer motor Diesel rada com 30% de óleo de canola virgem, quando este é qualificado e corretamente misturado ao Diesel fóssil.
Aqui no quente Mato Grosso, tem relatos de que misturar até 50% de óleo refinado de soja, resulta em desempenho melhor nos modernos caminhões eletrônicos.
Claro é que os motores devem ser adaptados ou construídos para beberem óleos vegetais, e estes devem ter um padrão mínimo, como por exemplo o óleo de canola padrão, definido por outro instituto alemão, com valores máximos e mínimos para as mais diversas características.
Tudo muito simples, barato e fácil. Chega de enganar o povo.


Meu caro Paulo

Os problemas das barragens de hidroelétricas, sob minha ótica, são irrisórios.
É uma questão menor, ínfima, que não poderia impedir a construção das maravilhosas hidroelétricas. Criticá-las é sinônimo de dar um tiro no próprio pé. Afinal não queremos viver sem as energias. Todos os problemas por você alencados, são de simples, barata e fácil solução. É ridículo não relocar decentemente os ribeirinhos. Uma barragem, independente de sua altura, pode ter escadas e microbacias para peixes, facilitando suas descidas e subidas, muito mais do que nas quedas naturais antes de alagadas. Etc, etc,etc.
A questão crucial, que ninguém debate e sequer menciona, é a estupidez tarifária, esta sim, um crime contra o povo e contra a natureza.
Não tem justificativa técnica, moral, econômica, lógica, etc, o povo pagar 7 vezes mais pela energia do que o antonhão e seus criminosos pares.
Não tem cabimento o povo brasileiro subsidiar o alumínio de exportação, ou o interno.
Não faz sentido trocar 100 navios carregados de aço, de açúcar ou de soja, por um navio carregado de calcinhas e bugigangas eletrônicas da China.


Meu caro Eduardo

Muito grato pelas ponderadas e elogiosas ponderações... também fiquei feliz.
Concordo que não podemos "apequenar" a questão energética, ao contrário, esta é a maior das necessidades humanas.
Acontece que tem muita merda, a respeito, circulando oficialmente por todos os níveis.
Veja, o caixa 2 de Itaipu é equivalente a seu faturamento. Tá todo mundo mordendo e tirando uma lasca, e como se não bastasse, através de malabarismos legislativos que ninguém contesta, tudo vira pizza, e os grandes compram sua energia abaixo do seu preço de venda. Nem Freud explica um descalabro destes, que todos engolem com farinha, sem tossir e sem pedir água.
Vc esqueceu de mencionar que as hidroelétricas podem ser de pequeno porte, podem ser descentralizadas, e muitas vezes nem necessitam de represas.
Faça uma observação ao teu redor num raio de 50 km, e veja quantas quedas de água poderiam ser aproveitadas... e nestas quedas não sobe e não desce peixe nenhum.
Meu caro Eduardo, vc menciona outras fontes de energia, mas nenhuma delas é tão espetacular como a hidroeletricidade, salvo a desprezada bioenergia. Sem dúvida temos os ganhos de escala nas grandes obras, mas o que impede os pequenos investidores são as leis estúpidas como o PROINFA, baseado no mercado prostituído de tarifas hipócritas. Qualquer pequeno investidor gostaria de ter em pequeno catavento numa região de ventos bons. Injetar EE nas redes é baba, mas é exclusividade dos apadrinhados. As concessionárias teriam que ser obrigadas a comprar qualquer fração de kW, sem nhenhenhé, e pagar bem.
Quanto aos carbono seqüestrantes biocombustíveis, é claro que o mundo tem que aprender a ser racional, a economizar. Acabou-se, ou já deveria ter acabado a época de beberrões veículos V8, V12, etc. Estamos na era da eficiência. Um carrinho a óleo vegetal pode muito bem e tranquilamente fazer 50 km com apenas 1 litro de óleo de caroço de uva. Isso não é poesia. Isso não é pregação. Isso é realidade. Isso é sustentabilidade. Claro que o monopólio da porcobrás terá que ser quebrado, e os pequenos deverão poder vender diretamente seus biocombustíveis. Por exemplo, os agricultores que plantam o cancerígeno fumo, poderiam muito bem plantar cana e mandioca para produzir álcool; ou amendoim, girassol e abacate para produzir óleos. Em pequena escala não tem resíduos, não tem poluição, e é um grande e lucrativo negócio. As vacas adoram vinhoto com bagaço de cana e farelo de girassol. O Marcelo Guimarães brada isso aos 4 cantos a décadas, e os únicos "especialistas" nacionalistas que vão lhe visitar são da polícia, a serviço dos vagabundos monopólios e seus vassalos políticos.
Meu caro Eduardo, acabo de chegar do Detran aqui de Rio Negro - PR, onde fui me informar como faço para dar baixa em meus 3 carros com placa do Brasil, que estão modificados para óleo vegetal, e que não consigo homologar neste país de idiotacratas de escrivaninha, onde inclusive existe a portaria 04/86 do denatran, e no anexo V, referente aos combustíveis, consta óleo vegetal como combustível número 8. A resposta é: Ou continuo pagando IPVA, seguro e etc por meus veículos "não homologados e impedidos de rodar" ou os remeto ao ferro velho. E me desculpe a franqueza, isso aqui é um país virado em bosta para o povo, reinado a filhos da puta, que só sabem estuprar os viventes ainda passivos e maravilhosos. Aqui, para fazer funcionar algo racional, é necessário contratar advogados, políticos, juízes, etc, coisa que ainda não fiz, mas que me parece ser a única alternativa.


E de novo meu caro Gert

Por quê aqui no "país das maravilhas" (para a elite) os limpos veículos a álcool (que não existem mais) pagam mais impostos do que os sujos veículos a gás natural?
Se somos autosuficientes no porcotróleo, por quê este continua subindo?
Por quê bancos não aceitam pagamentos com seus próprios cartões de crédito? E fazem cara feia para seus próprios cheques? Por quê em alguns boletos bancários consta para pagar "preferencialmente" nas casas lotéricas? Sem falar dos escorchantes juros, tarifas injustas e monopólio da agiotagem institucionalizada.
Olha meu caro Gert, o tal do deus não tem nada com isso. Se existisse, teria que ser mais coerente.
E o problema é exatamente este. O crédulo povão aceita tudo porque pensa que tem de ser assim, tá escrito, é a vontade esotérica, etc.
Felizmente na Bolívia, onde não tem rede bobo, e onde os índios foram menos catequizados, o povão não engole passivo tanto lixo imposto.
Bravo povo Boliviano, que não se deixa engambelar pela máfia da comunicação e do poder.
Bem o contrário de outros países Sulamericanos, onde a rede bôbo consegue amealhar fortunas com programas medíocres como o BBB, ou como em certos países africanos, com povo ainda mais ignorante e bovino presepal que o nosso, onde as concessionárias de energia elétrica "permitem" instalar geradores particulares "antes" do relógio registrador, ou seja, estes ladrões concessionários cobram pela energia, que o próprio usuário gera por conta própria, desesperado pela má qualidade da energia oficial.
Quanto mais passivo e enganado o povo, com mais apetite agem as fétidas ratazanas...
E com relação ao superprograma que dá acesso aos juízes à todas as transações bancárias nacionais, imagine como funciona...
Imaginou? É isso mesmo, o acesso só é livre à "justiça" nas contas inferiores a 1 milhão de reais... claro, óbvio.


Caros leitores

Abaixo segue um texto sobre o alcoolduto, que servirá basicamente para exportar nosso álcool.
Certamente todos os dutos, incluso os atuais sujos gasodutos e oleodutos fósseis, num futuro bem próximo, servirão para transportar nossas fantásticas bioenergias, como: álcool, óleo vegetal e biogás.

E olha aí a próxima guerra articulada pelo estúpido e assassino Bush; no texto abaixo: "ONU vai convocar Conselho por crise nuclear com Irã"
Vemos que o palhaço Bush pode ter acesso a quantas armas nucleares que o circo ou sua cachola achar conveniente, mas os outros, estes não, estes estão proibidos de possuir bombinhas nucleares...

Antiabestalhantes Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação autorizada e desejável.
“Qual ofensa é maior, chamar alguém de burro ou de humano? Voce já viu algum burro explorar outro burro? Declarar guerra? Matar?" - Georges Bourdoukan


-----Mensagem original-----
De: ECOLOGIA EM AÇÃO
Enviada em: sexta-feira, 27 de janeiro de 2006 10:14
Para: fendel
Assunto: Fw: BC - Super Computador já funciona... (Todas as contas dos brasileiros)

A corporação que nos escraviza, fechou o nosso cerco da liberdade e da dignidade do cidadão.
Somos mais controlados que o cidadão russo na época da KGB.
Hoje os juizes trabalhistas fazem a farra das contas bancárias se locupletando em ações que sequer foram julgadas para arrancar dinheiros fáceis de cidadãos indefesos.
As contas dos aposentados que se encontram em outro braço da Corporação a CAIXA ECONOMICA FEDERAL, também não serão respeitadas por esses juizes trabalhistas.
Um numero cada vez maior de suicidios vai acontecer doravante.
Esperem para ver o que acontecerá.
ACABOU A LIBERDADE E A SEGURANÇA NO BRASIL.
Meus pêsames a todos.
Gert

-------Mensagem original-------
De: Abrasgraos-Y
Data: 01/27/06 08:21:51
Para: Abrasgrãos-Y
Cc: vários
Assunto: BC - Super Computador já funciona... (Todas as contas dos brasileiros)

Telmo Heinen postou em 27/01/2006: GOVERNO JÁ TEM O CONTROLE DE TODAS AS CONTAS BANCÁRIAS DOS BRASILEIROS (Juízes receberão senhas para acesso via internet)
O governo federal, afinal, conseguiu. Já tem o controle de todas as contas bancárias de todos os brasileiros. Desde a manhã da última segunda-feira, um poderosíssimo centro de computação, localizado no quinto subsolo do prédio do Banco Central , centraliza todas as contas bancárias de 182 instituições instaladas no País. O nome oficial do sistema é Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional (CCS). A primeira carga de informações que o supercomputador precisou de quatro dias para ser carregada. No final do processo, o sistema havia criado 150 milhões de pastas diferentes (cada pasta corresponde a um correntista). Essas pastas estão interligadas por CPFs e CNPJs de seus titulares e procuradores. A cada dia são carregados mais de um milhão de novos registros. A partir desta semana, toda conta que for aberta, fechada, movimentada ou abandonada, em qualquer banco do País, estará armazenada no supercomputador do Banco Central, com origem, destino e nome do proprietário. O supercomputador do Banco Central é formado por três servidores e cinco CPUs de diversas marcas, trabalhando simultaneamente, no que é chamado de "cluster". O conjunto ocupa um andar inteiro do edifício-sede do Banco Central. Seu poderio não reside na capacidade de processamento, mas do software que o equipa. A inteligência artificial do supercomputador consumiu a maior parte dos quase R$ 20 milhões destinados ao projeto. Para se chegar até o supercomputador do Banco Central é preciso passar por três portas blindadas, com código de acesso especial. O sistema é o complemento do Sistema Brasileiro de Pagamentos (SBP). O Banco Central vai abrir senhas para que juízes possam acessar diretamente o supercomputador, que registrará movimentações bancárias dos últimos cinco anos. Mas, o sistema não é online e haverá um intervalo de 48 horas entre as operações bancárias realizadas pelos correntistas e a gravação das mesmas no supercomputador do Banco Central.

-----Mensagem original-----
De: ECOLOGIA EM AÇÃO
Enviada em: quarta-feira, 25 de janeiro de 2006 09:08
Para: vários
Assunto: Res: A Rede do Bem repassa artigo sobre equívocos ambientais na "colonização" da Amazônia

Querido Daniel
O numero de pessoas que fica lendo, estudando, enchendo-se de títulos pela leitura esta aumentando assustadoramente. O que precisamos caro Daniel e isso é o que não acontece e não acontecerá, são pessoas, independentemente da arrogante titularidade, que tomem atitudes, que façam e deixem de escrever, discursar, gastar somas gigantescas de dinheiro para esse abobalhamento coletivo - usando a expressão do Eng. Fendel, vendo-se a sociedade se afundar, empobrecer e se preparar para entrar em convulsão.
Caro Daniel, você que deseja distribuir mensagens ditas do Bem, observe que quanto mais impostos pagamos no Brasil, mais concentramos a riqueza dos dirigentes da corporação que nos escraviza e coloca a disposição dos doentes brasileiros, principalmente os da 3a. Idade, menos hospitais, menos remedios estão nas prateleiras dos pobres, que ja foram outrora da classe media e se permite a destruição do nosso grande patrimonio que ja foram nossas estradas.
Meu caro Daniel, atitudes para mudar não são mais os discursos, os seminarios, os artigos de jornal e de revistas. Precisamos inventar um MST do Bem, um que diga aos escravos que chega de pagar impostos, assinar carteiras de trabalho que alimentam a máfia da justiça trabalhista que quebra empresas e desestimula o investimento sério.
Não suporto mais ler e ler e alimentar os sonhos que não mais vão se realizar nessa passagem que muitos estão realizando. Chegaram num Brasil que já foi melhor e que a explosão demográfica sem qualidade, gerada pela pobreza que não tem possibilidade alguma de participar do banquete da riqueza, por que ela deverá ficar assim para ser sempre usada como massa de manobra dos fomes zero, leite de graça, cestas básicas, clientelismo barato que mantem essa gente calma e na esperança.
Chega - caro Daniel - de discursos. O povo brasileiro tem que aprender o que é sofrimento de verdade, o sacrifício nosso hoje, será a felicidade dos nossos descendentes no amanhã. Vejo que a purificação do povo brasileiro deverá passar por uma violenta convulsão que será expontanea. Outros povos tiveram que fazer isso para se livrarem de seus algozes.
A convulsão social esta iminente, não se iluda. O perigo esta no surgimentos de lideres que levarão as massas escravas para o lado do Mal. Vais ser muito sofrido termos que assistir a tudo isso, se a vida nos permitir - Deus queira que não.
Vamos para a rua, vamos deixar de sustentar a corrupção em não mais pagar impostos e aí sim, veremos os vermes de debatendo por falta de carniça.
A lei de responsabilidade fiscal veio trazer aos escravos brasileiros dos mais altos juros e impostos, uma realidade cruel. Deixa-se de investir em saude, educação, em infra-estrutura para manter nos cargos de confiança 250.000 sangue-sugas, através de fornecedores corruptos manter as maracutaias das licitações super faturadas e criar projetos faraônicos com estrangeiros que re-distribuem os impostos para a Corporação.
Note que nossos governantes viajam muito para o exterior. Estão vendendo o Brasil, isentando impostos para os investidores que lhes devolvem gordas verbas de corrupção por que conseguiram tarifas de energia eletrica simbólicas, conseguiram imóveis gratuitos e isenção de impostos e tarifas por longas decadas. Essas facilidades vendidas representam para as familias dos governantes e seus cupinchas corporativos que os colocam no topo, a tranquilidade financeira para algumas gerações de ricos que vão viver nos paraisos de laser e prazer sustentados pelos mais corruptos e canibais do planeta.
A concentração de renda também acontece com os vermes um pouco mais abaixo da escala do poder - lá embaixo nos 4ºs e 5ºs escalões onde os fiscais atuam no periodo da manha e entregam para os laranjas as relações dos que precisam tirar as multas por terem sido flagrados por não-conformidades legais. Uma motreta bem montada que concentra a riqueza sempre nas mãos da mesma turma.
Aí o trabalho tecnico sempre chega nas mesmas mãos, nas mesmas consultorias, nas mesmas empresas fornecedoras que realimentam pela re-distribuição das verbas usurpadas dos contribuintes os ocupantes de cargos de confiança que desta forma, se mantem firmes e sempre apoiados e protegidos por uma imprensa corrupta que presta hoje, um gigantesco deserviço para os contribuintes escravos.
Pois é meu Caro Daniel, se fomos beneficiados pelo Criador com um pouco de inteligencia e termos chegado em patamares mais altos do conhecimento, cabe a nós, agir, fazer acontecer e deixar de escrever.
Sabemos demais, esse saber nos deixa muito para baixo, num desistimulo, objetivo que também esta sendo alcançado pelos dirigentes da corporação.
Antes de concluir, lhe perguntaria como formador de opinião:
Nas megas corporação ITAIPU, PETROBRÁS, Banco do brasil, CAIXA, PREVI, entre outras, existe transparencia? Sabemos para onde vão os lucros gerados pelas mega estatais?
A quem pertencem hoje os ativos patrimoniais dessas organizações que não permitem a entrada e a bisbilhotice de uma ABIM, de uma POLICIA FEDERAL do Ministerio Publico ?
Os bilhões de lucro amealhados pela mais cara energia do Brasil paga pelos pobres e não pelos ricos, os bilhões arrancados de nossos bolsos quando abastecemos nossos veiculos de transporte, para onde estão indo ?
Então, me responda você que durante anos ajudou a Petrobrás a crescer com as taxas que sempre cobrou no valor do combustível.
Me responda.
Abraços Gert

-----Mensagem original-----
De: Eduardo R. Ayres
Enviada em: quinta-feira, 26 de janeiro de 2006 18:33
Para: Fendel Assunto: Re: Prostíbulo Energético

Bom dia! Fico feliz que alguém tão capacitado tenha disposição para debater e comentar meus textos, ao contrário do que infelizmente alguns “doutores” têm feito, contrariando meus argumentos, não com novos argumentos, mas com agressões pessoais descabidas e desnecessárias, dedo enriste, escondendo-se atrás de seus títulos, tentando legitimar suas insensatas opiniões. Somente com o debate adulto e respeitoso é que chegaremos a algum entendimento...
O amigo, por estar muito ligado aos biocombustíveis, parece não estar percebendo que essa alternativa deve ser apenas mais uma alternativa, dentre as tantas outras, e que os biocombustíveis não serão a panacéia para nossos problemas energéticos; ao contrário, seria inviável produzir energia apenas a partir da biomassa. Repare bem que não sou contra os biocombustíveis, até defendo a idéia, mas com o pé no chão; é claro que queimarmos biocombustíveis é muito melhor que queimarmos combustíveis fósseis, mas há outras alternativas, sem queimar nada... E quanto às hidrelétricas, não creio ter “escorregado no tomate”, como diz o amigo; também não advogo a exclusividade de uma ou outra fonte de energia; o problema energético mundial é muito sério e não podemos apequenar a tal ponto a discussão; sei que o amigo concorda...

Então, para contraditar suas afirmações pergunto:
- Os reservatórios das hidrelétricas não causam mudanças climáticas? as grandes lâminas d’água artificiais não alteram a umidade, a precipitação de chuvas, as temperaturas, os ventos, etc., atingindo tanto a agricultura já existente, quanto o equilíbrio do bioma?
- Os reservatórios das hidrelétricas não provocam acomodações de solo, podendo gerar tremores de terra, com danos aos moradores vizinhos?
- Os reservatórios das hidrelétricas não causam elevação do nível dos lençóis freáticos, interferindo em terras vizinhas, alterando a geografia local e prejudicando a agricultura e as atividades sociais?
- As hidrelétricas não causam impacto na biodiversidade, seja na do próprio rio, seja na do entorno das usinas? e os peixes migratórios? e o famoso fenômeno conhecido como “paliteiro”, por exemplo, que, como bem sabe o amigo, vem a ser um verdadeiro cemitério de árvores, afogadas pelos alagamentos?
- As hidrelétricas não causam alteração nas populações e na diversidade de peixes, podendo atingir diretamente as atividades pesqueiras (comerciais ou de subsistência)?
- As hidrelétricas não causam alterações na velocidade das águas e, por conseqüência, na dinâmica de sedimentação de detritos nos rios? não causam assoreamentos e erosões?
- As hidrelétricas não causam impactos sociais e culturais, com os deslocamentos de populações, as alterações geográficas e a destruição de sítios históricos e arqueológicos?
- A produção de energia elétrica tão centralizada, como tem que ser no caso das hidrelétricas, não gera grandes desperdícios no transporte? não demanda grandes estruturas para o transporte, rebaixamento de tensão, distribuição e controle?
- A produção menos centralizada, como no uso da energia solar, ou dos ventos, ou alguma outra qualquer, não geraria menores custos?
- A produção centralizada não gera monopólios? não favorece pequenos grupos econômicos?
Não creio ser possível afirmar com tanta convicção, que as hidrelétricas sejam o melhor meio, nem o mais limpo, para a produção de energia elétrica... o problema vai bem além das tarifas hipócritas, de que fala o amigo...

E sobre os biocombustíveis:
- Mesmo que a produção agrícola venha de pequenos produtores, não haveria impacto social e ambiental com a produção de extensas culturas destinadas aos biocombustíveis, como já há com as extensas culturas para alimentação humana e animal, com a pecuária e com as extensas plantações de cana-de-açúcar, para a produção de álcool?
- Uma questão interessante é a produção de álcool que exportamos, especialmente para o Japão, e que nos deixa integralmente o passivo ambiental... ou não há passivo ambiental nisso? o mesmo não poderia acontecer com os outros biocombustíveis?
- Deviríamos substituir as culturas já existentes, ou abrir novas fronteiras agrícolas?
- A quem caberá a produção, o transporte, a distribuição e a comercialização dos biocombustíveis? à PETROBRAS? quem terá os maiores lucros? a Nação?

Penso que a discussão deva ser um pouco mais aprofundada, além das condições técnicas para a produção de energia.
Não há mais espaço físico, ambiental, humano e social para tantos veículos, sejam eles movidos a que combustível for... também já não há mais espaço para tanta produção e tanto consumo de tanta energia e de tantas coisas inúteis... Por exemplo, no Brasil há vários projetos de usinas hidrelétricas para atender às demandas da CBA e da ALCOA – quem terá lucro, a Nação, ou o Antonio Ermírio e seus iguais? Não podemos mais ficar nas mãos dessa gente!
Descentralizar a produção da energia e reavaliar nossos padrões de produção e consumo já seria um grande passo...
Há séculos, quando os homens da Ciência ainda pregavam receitas para a fabricação de ratos, pois acreditavam na geração espontânea, um certo cientista de renome, cujo nome já não me lembro mais, escreveu que nada mais havia para ser descoberto, pois tudo o que o homem poderia saber, já era de conhecimento dos cientistas. Quanta presunção, não?
Quanto à bomba atômica, discordo totalmente do amigo... ninguém falou em construir bomba, o projeto é para beneficiamento de Urânio; mas o amigo vem comprovar que há realmente quem defenda mesmo a construção de bombas! Então, o risco de que isso aconteça aumenta e muito! Deixa de ser mera especulação de pacifistas...
Sou um pacifista; não posso concordar com esse pensamento agressivo... mas isso é assunto para muitas páginas... se o amigo quiser discutir, terei muito prazer...
Um grande abraço. Eduardo Ayres.


-----Mensagem original-----
De: Paulo Sgroi
Enviada em: quinta-feira, 26 de janeiro de 2006 13:31
Para: Fendel
Assunto: Energias

Fendel, como o "homem das energias" gostaria de ouvir tuas considerações sobre o processo de licenciamento de uma barragem no Rio Ribeira para atender ao Tonhão, no processo de gerar energia para a CBA produir aluminio.
Convido-o a passear pelo site do ISA onde são abordados vários aspectos da questão.
http://www.socioambiental.org/inst/camp/Ribeira
Estou certo que você poderá enriquecer o debate e trazer novas visões sobre um assunto ao qual você tem dedicado sua vida.
Um abraço, Paulo Sgroi - AMAINAN BRASIL


-----Mensagem original-----
De: ECOLOGIA EM AÇÃO
Enviada em: quinta-feira, 26 de janeiro de 2006 11:40
Para: fendel
Cc: Voz Vale
Assunto: cabe comentario pra o jornal Voz do Vale - Adelmo Müller
Eng. Fendel O Adelmo Müllle é nosso aliado nos combustiveis vegetais. Presidente da ADAJ vai certamente ficar satisfeiro por um artigo seu sobre o tema abaixo, transformado em noticia enganosa para os panacas pagadores de impostos.
Caberia um comentario bem elegante e satirico sobre esse abobalhamento do biodiesel brasileiro.
Enquanto voce foi preso 3 vezes, está com 3 carros presos por que usa oleo vegetal como combustivel, esses panacas querem mostrar a besteira cara corporativa aos consumidores, mais uma vez vitimas da corporação que nos escravisa.
Bio abraços Gert Roland Fischer Eng. Agr. CREA-SC 1288-4 Cart. prof. 46-D

PRIMEIRO ÔNIBUS MOVIDO A BIODIESEL DO PAÍS É MOSTRADO
O governo do estado do Rio de Janeiro apresentou ontem o primeiro ônibus comercial do país movido a biodiesel. O combustível para o veículo-piloto, composto por uma mistura de 95% de óleo diesel e 5% de óleo de soja, foi desenvolvido pelo Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). De acordo com o pesquisador da entidade e um dos responsáveis pelo projeto, Luciano Basto, o óleo de soja é tratado com álcool e um líquido específico para acelerar as reações químicas. O combustível, ele diz, apresenta vantagens, como a redução na importação de óleo diesel e da poluição atmosférica. "O biodiesel é ambientalmente menos agressivo, porque tem menos enxofre, responsável por causar doenças respiratórias e a chuva ácida", explica. "Ele tem menos aromáticos, que são responsáveis por problemas cancerígenos. E também reduz a emissão de gases capazes de provocar o efeito estufa e o aquecimento global", acrescenta. O ônibus, que circulará normalmente pela cidade do Rio, faz parte do programa RioBiodiesel, da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia. A intenção do governo é incentivar os empresários para que, nos Jogos Panamericanos do Rio, em 2007, todos os ônibus urbanos da capital estejam circulando com o biodiesel. Por Vitor Abdala, da Abr



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De: Gonzaga
Enviada em: quarta-feira, 11 de janeiro de 2006 18:05
Para: katavento@grupos.com.br
Assunto: [Katavento] Voto Nulo - Assunto sério!
Olá, pessoal!
Temos uma chance de reverter o quadro que temos aí, ... Uma nova visão do mundo e da realidade precisa ter uma chance no poder institucionalizado de todas as nações do mundo para que bilhões de pessoas possam viver uma Transição mais digna do que aquela que nossos governantes atuais podem prometer. Essa é minha opinião, hoje! Há muita gente lúcida no Brasil, por exemplo, que não tem a mínima chance no esquema atual. Por que não o VOTO NULO, ou seja, o dito "VOTO ERRADO" ???!
Não vote certo! Vote "ERRADO"!
Luiz Gonzaga


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De: Sebastiao
Enviada em: quarta-feira, 25 de janeiro de 2006 09:58
Para: 'Fendel'
Assunto: ENC: Rede SBS dia a dia 24/01/2006
SILVICULTURE-SE
É fato definitivo que o Brasil manterá sua atividade carvoeira baseada na madeira em franco e expressivo crescimento. Da mesma forma, é certo que isso ocorrerá mediante o atendimento de exigências cada vez mais fortes de transformação de conceitos e práticas ligadas à sua obtenção. Sem dúvida, as questões ambientais e econômicas terão um grande papel na imposição dessa transformação. Será uma transformação conduzindo necessariamente ao incremento da nossa área reflorestada, além de forçar o emprego de tecnologias mais racionais de manejo e exploração florestal, em adequada conjugação com o que recomendam as mais modernas estratégias ecológicas. Fonte: José Otávio Brito, Revista Visão Agrícola.

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De: Raymundo Araujo Filho
Enviada em: quarta-feira, 25 de janeiro de 2006 18:52
Para: Fendel
Assunto: Re: Prostíbulo Energético
Querido amigo Fendel
Tenho recebido e lido com avidez suas conversas coletivas. É tudo tão simples e transparente que expõe a má intenção e os compromissos inconfessáveis do Poder com o Phoder. Mas não iremos esmorecer.
Ainda estou meio ocupado zanzando pela Serra da Mantiqueira, Circuito das Águas e Campo das Vertentes (MG) fazendo uns atendimentos para ganhar a vida. Em breve estarei passando pelo PR e te procurarei pessoalmente. Também estou preparando novos artigos (não tenho tido muito acesso a computadores).
Um abraço Raymundo


Barjas Negri vai ao Rio para garantir alcooduto
O prefeito Barjas Negri (PSDB) e o secretário de Indústria e Comércio, Luciano Almeida estiveram ontem no Rio de Janeiro para articular a passagem do alcooduto por Piracicaba, pedir apoio para o APL (Arranjo Produtivo do Álcool) e para a instalação da hidrovia na cidade.
Eles conversaram com o presidente da Transpetro (subsidiária da Petrobras), Sérgio Machado sobre o alcooduto e a implantação de uma estação de bombeamento na cidade.
Machado garantiu que o duto vai passar próximo a Piracicaba com a implantação da estação de bombeamento para escoar os cerca de 500 milhões de litros de álcool produzidos por ano na cidade. Segundo Almeida, há a possibilidade de haver ramais ligando as usinas ao alcooduto.
O duto faz parte de um projeto da Petrobras de exportar álcool para o Japão que vai custar US$ 330 milhões e deve ser anunciado pelo governo federal ainda este semestre. A implantação demora cerca de três anos.
Na Transpetro, que também tem atividades ligadas ao transporte, foi solicitado apoio para a construção da barragem de Santa Maria da Serra, que torna o rio Piracicaba totalmente navegável. Machado se comprometeu a estudar o projeto e sua viabilidade financeira.
O prefeito e o secretário foram ainda a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia que visa promover e financiar pesquisas tecnológicas. Os técnicos da instituição discutiram possíveis estudos para o APL.
O alcooduto está orçado em R$ 200 milhões e vai criar um circuito especial de transporte de combustíveis no país com ligação ao Terminal Hidroviário Paraná-Tietê.
(Fonte: Jornal de Piracicaba)

ONU vai convocar Conselho por crise nuclear com Irã
Os cinco países membros permanente do Conselho de Segurança da ONU - Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido - mais a Alemanha, reunidos em Londres na noite de ontem, decidiram convocar uma reunião do órgão devido à crise nuclear com o Irã.
Os países concordaram que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) vai levar o caso ao Conselho de Segurança, mas propuseram que não haja nenhuma medida contra o Irã até março, informaram em comunicado conjunto.
Em Washington, o presidente dos EUA, George W. Bush, fez um chamado à comunidade internacional para formar uma "frente unida" contra o Irã, para impedir que produza armas nucleares. O governo iraniano afirma que suas pesquisas com o urânio têm como finalidade apenas a produção de combustível para usinas de energia elétrica. Mas europeus e americanos acusam o país de ter planos de produzir armas atômicas, pelo fato de ter escondido várias informações sobre seu programa nuclear.
Ontem, a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, declarou que o comportamento prévio do Irã e o fato de ter rompido este mês um acordo feito com os europeus - para congelar as pesquisas com o urânio - "mostram que é necessário agir agora para impedir que produza armas nucleares".
A Rússia sugeriu este mês fazer parte do processo de enriquecimento nuclear para o Irã, impedindo que o país desenvolva a tecnologia, mas Teerã rejeitou.
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo (31/01/06)

Meu caro Bibi

Dias destes vc enviou uma apresentação sobre as "Maravilhas do Brasil", vistas sob o ângulo marqueteiro de um político a serviço do dito primeiro mundo.
Analisei estas "virtudes" com outros óculos...
Prá mim nossas maravilhas são outras, estamos no reino da biomassa, e podemos fazer o Brasil voltar a ser o paraíso do mundo, começando pela melhoria de vida da própria coletividade. Veja a apresentação modificada em anexo...


Meu caro Gert

A matéria sobre a palhaçada dos leilões de energia elétrica é revoltante.
Construir porcas termoelétricas em detrimento das nossas magníficas hidroelétricas é uma estupidez homérica.
Isso só é possível, num país de babacas, de frouxos, de ladrões, de vagabundos, de cafetões do iludido e enganado povo.


Meu caro Oscar, meu velho guerreiro.

Realmente o MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia) me surpreendeu.
Apresentei meu projeto de óleos vegetais a um secretário de desenvolvimento do MCT e seus assessores. O primeiro laudo deles foi simplesmente fantástico, incluía frases do tipo: "Ovo de Colombo", "Salvação da humanidade", etc; o que realmente os ideais do Rudolf Diesel e do Ludwig Elsbett representam.
Qual não foi minha surpresa, quando meses após esta bela análise, seguiu outra, exatamente oposta.
Ainda a muito custo consegui agendar a última reunião "técnica" com estes "aceçores expesialisabos" de Brasília, que então literalmente me chamaram de ladrão, de enganador, e de mentiroso, sendo que um deles ainda veio com a pérola de que estávamos no lugar errado, que o assunto óleo vegetal combustível não tinha nada a ver com o setor de desenvolvimento do MCT. Oras pois, pra que serve então o MCT e seus especialistas?
Meu velho guerreiro Oscar, vc sentiu na carne a nojenta e corrupta politicagem contra as bioenergias. Essa palhaçada é mundial, e aqui os vassalos papagaios apenas imitam o resto, com excessão de nosso glorioso período do Proálcool, que até hoje continua boicotado.
Vc produzia mandioca para fazer álcool, vc plantava pioneiramente arroz integrado à lotes de floresta virgem, vc andou de caminhão e camionete a gás de carvão vegetal (gasogênio), vc aperfeiçoou um forno de carvão vegetal com menos mão de obra, vc, como Argentino, exauriu tuas energias e teus recursos para ver o Brasileiro sair da merda. Vc é um marco na história bioenergética mundial. Tenho enorme orgulho de ser teu real amigo. Tua luta não é em vão. E espero que tua rica biblioteca e história não vire papel reciclado....
Que falta faz a escola da bioenergia...
Tem curso pra tudo... menos pros necessários e urgentes biocombustíveis, onde reinam absolutos os incompetentes e os charlatões.


Meus caros André e Fernanda

Cada um tem um jeito de ser e de agir. No meu caso, não consigo ser o que não sou. Não consigo deixar de me revoltar, e tento fazer a minha parte, tanto teórica como prática. Eu gostaria muito saber ser mais leve e menos agressivo. Sei que seria mais eficiente. Mas, não dá. Então prefiro continuar xingando a ficar calado e passivo.
Quem explica alguma coisa, promove a autopromoção, não tem como ser diferente. A quem fica ofendido basta não ler minhas broncas semanais, assim como não leio 95% do que a mim chega... que descarto pelo título ou pelo remetente.
Qualquer um pode ser mais inteligente do que eu, fazer e comprovar as experiências, e promover as leis necessárias. Eu sou muito limitado. Não sei lidar com esse tipo de gentalha.
Quanto ao MDL, realmente é uma hipocrisia. É um tiro na virilha. Não tem sentido comprar carbono limpo a 5 dólares para continuar a desenterrá-lo na mesma quantidade por US$ 500. Temos que parar de utilizar fósseis. Elementar. Algo diferente é mentira, é conversa mole. Azul não é amarelo, nunca.


Meus caros Francisco e Jaimirok

O consumo de energias terá que ser menor e mais equilibrado entre as pessoas. Nosso planeta não aguenta tanto desperdício e mau uso.
Os norte americanos tem de reduzir drasticamente seu modo estúpido de esbanjar, na marra, e se necessário com bomba nuclear.
A energia nuclear boa é a da fusão nuclear, sem lixo radioativo, tal qual ocorre espontaneamente no sol, e que nunca poderá ser replicada aqui na terra, simplesmente porque as temperaturas envolvidas são astronômicas, mas; todas as plantas absorvem graciosamente, todos os dias, parte desta energia solar, limpando o ar e emitindo oxigênio. Um processo fantástico e desprezado. Tentam substituir a roda redonda de diamante, por uma triangular podre, fóssil e radioativa.


Meu caro Bantel

Realmente é de se ficar consternado e com pena das situações que descrevo.
Tudo é relativo, como a educação e a putaria. Nem sempre falar amém e palavras doces é sinônimo de boa educação, muito pelo contrário, esse tipo de atitude muitas vezes está intimamente ligado a bandidos de colarinhos brancos da pior espécie.
Conheço 2 cafetinas de prostíbulo, muito mais humanas do que as beatas ou beatos de que me lembro.
Enganar e locupletar-se do povo não deveriam ser princípios de cidadania.
Qualquer propaganda mentirosa está repleta de boas maneiras, de gentilezas, de "educação" tradicional. É esta a questão crucial do abobalhamento humano.
Sei que ninguém gosta de ser chamado de idiota, mas não dá para elogiar nossas políticas públicas, em especial no setor de energias, ao qual me dedico a décadas.
Portanto, aos vários ofendidos de frágeis olhos, aconselho a me expurgar da lista, aliás, não seria a primeira e nem a última. Ninguém é perfeito. E não estou aqui para agradar... não sou candidato a nada...
Falando em candidatura, educação e racionalidade, meu ídolo Professor Bautista Vidal, o fabuloso pai e idealizador do Proálcool, para mim o maior bemfeitor da face da terra, de todos os tempos; foi recentemente candidato a presidente do CONFEA, e ficou em último lugar; ou seja, mesmo entre os engenheiros, quem fala a verdade nua e crua, mesmo educadamente, é completamente desprezado, é enxotado das relações públicas. O "homus babacus", incluso os engenheiros, adoram ser iludidos, enganados. Parece não ter jeito, o que demonstra cristalinamente o quanto é falha a nossa "educação" em todos os níveis, baseada em falsos valores, em prostituição ideológica.


Meu caro Juliano e cara Graciele

Nos endereços:
http://www.repp.org/discussiongroups/resources/gasification/hofmeyr/enviro.html
http://www.repp.org/discussiongroups/resources/stoves/Martirena/Green-Charcoal%20Jan%202005%20compressed.pdf
tem alguns processos de carvoejamento que me parecem eficientes.
E, de outra lista, colo:


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De: libanio
Enviada em: quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006 17:20
Para: Bioenergia Assunto: Re: [Bioenergia-l] compra forno carvão
Caro José,
clique no link abaixo e veja matéria sobre um forno desenvolvido em parceria com a Votorantin.
http://64.246.32.33/~minerios/noticias/279_06.htm
Abraços Libanio


Meu caro Sartorelli

Afora as questões das terras para a produção da cana, o aperfeiçoamento da produção e a elevação dos rendimentos, temos também a possibilidade de utilizar muitos outros tipos de vegetais para produzir álcool. Veja, nos EUA se produz etanol a partir do milho, num processo mais caro e menos produtivo, e mesmo assim, este ano os EUA produzirão mais etanol do que o Brasil, claro que movidos a "subsídios agrícolas" que o Brasil combate, sem grande efeito, via OMC.
E nas regiões onde não dá cana, pode-se produzir etanol a partir da mandioca, batata, etc, com produtividade menor.
Aliado ao fato de que a humanidade tem de ser mais eficiente, a tecnologia dos biocombustíveis está apenas em gestação, ou seja, nem nasceu ainda, muito pelo contrário, as políticas, os políticos e a máfia fóssil estão tentando abortá-la de qualquer jeito. Hipocritamente nem carros eficientes, modernos e exclusivos a álcool não produzimos mais...
Como exemplo de nossas imensas possibilidades na área das bioenergias, acabo de receber mais um interessantíssimo comentário de meu bioamigo Nikolaus Foidl da Nicarágua, correspondência que colo abaixo na versão em Inglês, e na próxima semana intento incluir a versão traduzida.
Resumindo: As palmeiras produzem 3,5 vezes mais açúcar do que as canas...


Meu caríssimo Dom Hernani de Sá, descendente de Men de Sá.

Belíssima explanação a tua sobre o biodiesel: de engenheiro químico capacitado para leigos enganados.
Ao invés de fazer B2 compulsório, devería-se fazer OV20 opcional, além é claro de OV100 para motores adaptados ou específicos.
Qualquer motor Diesel aceita muito mais amigavelmente porcentagens de óleos vegetais refinados, do que motores exclusivos a gasolina aceitam álcool.
Esta estorinha do biodiesel, serve apenas para enricar oligopólios em detrimento dos consumidores. É mais um típico caso de engambelação, de mensalão, de tirar proveito sobre o povo exaurido, de sugar em excesso o leite das vacas de presépio.
Fazer biodiesel de óleos vegetais é pior do que fazer biogasolina de álcool... ou seja, uma desnecessária idiotice...
E como diz meu velho guerreiro Oscar: "Entendi o seguinte: Na prática, temos um subsidio para o biodiesel, porque pagar R$ 1,92 o litro é um subsídio. Acho que na Argentina os cretinos dos meus patrícios inventaram algo parecido. Se não me engano pagam US$ 0.55 das tetas do governo. Mas, esta mamata logicamente está direcionada aos graúdos, protegidos pela lei da exclusividade (Lei do capital mínimo). Lei que, diga-se de passagem é fruto não só do governo, senão também dos outros, que fingem oposição e na hora da distribuição da merenda ficam na fila com a mão esticada."


Meu caro Sebastião

Mais uma vez vc faz comentários lúcidos e certeiros sobre mais um tema nebuloso como é este dos índios e suas gigantescas reservas prá inglês ver, digo usufruir.
Índio quer celular, tênis e helicóptero. Quem quer índio feito animal de estimação ou animal selvagem é sociólogo e outros ólogos a serviço de ONGs internacionais de fachada.


Meu caro Osvino

Desculpe-me responder-te via listas, pois considero tuas dúvidas de interesse a mais gente.
Primeiro gostaria de esclarecer que utilizo e defendo os óleos vegetais brutos e refinados, muito diferente do tal biodiesel, que abomino.
Embora meu kit necessite de um pouco de energia elétrica (12V), ele pode ser modificado para pequenos motores estacionários e microtratores Diesel sem bateria e sem alternador.
A questão das micro-prensas de óleos vegetais está bem desenvolvida na Alemanha e na Índia, onde existem inclusive prensas manuais de extração de óleos vegetais. Certamente este é um grande nicho de mercado aqui no Brasil, onde, até onde chegam meus conhecimentos, ainda não tem ninguém que fabrique pequenas extrusoras.
Quanto a produtividades e vegetais adequados a cada área, ainda há muito a ser desenvolvido e confirmado. Penso ser o girassol uma boa opção, mas nesta área agrícola não tenho muitos conhecimentos.
O importante é começar... o resto é pura conseqüencia...


Meu caro Libanio

Se vc quer assuntos menos pessoais, aqui vc está no lugar equivocado, vc tem de "pesquisar" por conta própria em livros, revistas especializadas, jornais, etc.
Listas contém exatamente a troca de informações pessoais, disponibilizadas às demais pessoas interessadas nos temas.
Listas servem para complementar as informações e respostas que por ventura estejam incompletas ou incompreendidas, pois cada um tem um nível de entendimento e de conhecimentos variados, que através das listas podem ser melhor debatidos, fixados e modificados.
Aqui não é lugar de picuinhas literárias. Aqui é lugar de debate, de trocas, com seus erros e exageros.
E te garanto que em nenhum livro e em nenhum doutoramento vc terá acesso a tamanho banco de dados coerentes e reais como aqui. Basta saber filtrar o joio do trigo.
Aqui temos o debate livre de profissionais das mais diversas áreas, dos mais diversos níveis, com seus conhecimentos e suas crendices.
Aqui não é lugar de regras. As boas coisas funcionam sem manipulação. Por isso é que as listas são espetaculares, são autocorretivas.
Outrossim, para evitar postagens diárias, reuno meus comentários numa salada semanal, em consideração aos desinteressados e ofendidos, até para facilitar seu envio pro lixo.


Meu caro Rogério

A banha de porco vc pode derreter com uma serpentina no tanque, pela qual passa a água quente do motor... mesmo em termosifão...
De qualquer forma é interessante filtrar bem a banha quente...
O esquema de esquentar o motor com diesel e depois injetar banha filtrada a 80 graus deve funcionar muito bem.
Para começar a adquirir experiência e confiança, vc pode ir misturando a banha ao óleo Diesel, aquecidos um pouquinho, em proporções cada vez maiores, até chegar em 100%. Importante é ficar de olho no óleo lubrificante, para que não ocorra uma eventual contaminação e polimerização (endurecimento) do óleo no carter.
Boa sorte e me mantenha informado...


E de novo meu caro Hernani

Fico imaginando a cena: Os bons, competentes e bem educados funcionários sendo escrachados do serviço público. Sobra uma minoria, que consegue se adaptar, que consegue ter o cinismo para suportar e não se envolver nos esquemões. Conheço muitas destas estórias. Meu amigo Gert está escrevendo um livro a respeito.
Felizmente temos pessoas teimosas como o Edvaldo, que trabalham pelo puro prazer do bem estar alheio e coletivo, e certamente suas técnicas logo serão divulgadas por algum espertalhão que levará a fama. Assim caminha a humanidade, deixa rolar, afinal o que interessa mesmo é que a praga que ataca o cacau está dominada, graças ao Edvaldo, e nós sabemos disso. O resto... que venha junto.


Carbono seqüestrantes e antiabobalhantes Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação autorizada e desejável.
“Eles enfurnam a lista de Furnas, e em troca o Duda não volta pra CPI! ENFURNARAM tudo. Eu também quero fazer um acordão com o meu vizinho: troco o meu Chevette 87 pela Pajero 2001 dele, e em troca eu não denuncio que ele tá transando com a peladona do quarto andar. Que fez um acordão com o porteiro pra ele não denunciar que ela come o entregador de pizza. É assim que está funcionando a política brasileira: esculhambaria. Mistura de esculhambação com putaria." - JOSÉ SIMÃO


-----Mensagem original-----
De: ernanisa
Enviada em: sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006 14:18
Para: katavento@grupos.com.br
Cc: Edvaldo Sampaio
Assunto: Edvaldo X V.B-[Katavento] Parabéns Pesquisa na Lavoura

Prezado Fendel,
A vassoura de Bruxa, é um mal que ataca o cacaueiro, causado por um fungo, que dizimou praticamente a lavoura cacaueira.
Os órgãos de pesquisa do governo,vem tentando resolver o assunto há muitos anos, sem sucesso e nas suas práticas e sugestões, cometeram verdadeiros absurdos, como: ESTUPRO AGRÍCOLA E DEMISSÃO DE FUNCIONÁRIOS idealistas e competentes como é o Edvaldo.
Eu também fui perseguido e demitido com estabilidade.
Continuei meu trabalho, sobre os biocombustíveis democráticos e ecológicos em casa.
O Edvaldo, com práticas próprias, ficou imune ao mal da VASSOURA DE BRUXA e transmite para todos seu conhecimento, gratuitamente,
O Incrível é que apesar do sucesso de suas práticas, continua sendo bombardeado por invejosos do órgão que o demitiu.
Mais detalhes, o próprio pode te fornecer (em anexo seu e-mail),
É uma pessoa maravilhosa, você vai gostar de conhece-lo quando vier.
Fui convidado para palestrar no fórum Brasil Alemanha, em março.
Abraços, Hernani Sá

----- Original Message -----
From: thomas@fendel.com.br
To: katavento@grupos.com.br
Sent: Friday, February 03, 2006 8:03 AM
Subject: RES: [Katavento] Parabéns Pesquisa na Lavoura
Meu caro Hernani
Dá prá explicar um pouco melhor o que são: resultados do Edvaldo excelentes?
Bioabraços
Fendel

-----Mensagem original-----
De: ernanisa
Enviada em: sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006 08:29
Para: katavento@grupos.com.br
Assunto: [Katavento] Parabéns Pesquisa na Lavoura
Cacauicultores e interessados!
Estou com vocês,
A pesquisa pela lista baseada nos excelentes resultados do Edvaldo (que foi perseguido e boicotado) tem tudo para dar certo.
Ser dirigida por alguma institução pode dar zebra!
Tive experiências no passado (até recente) de boicote!
Pode existir até mensalão para não dar certo.
A lista tem pesoas competentes e com os bons resultados como os do
fantástico Edvaldo, VAI DAR CERTO.
Acredito no sucesso. Contem comigo.
Se quiserem passem minha opinião para a lista.
OBS.
Para surpresa minha, ontem, fui convidado para ser palestrante em mais um
evento internacional(Brasil Alemanha) sobre BIOCOMBUSTÍVEIS.
Abraços Hernani Sá



-----Mensagem original-----
De: Rogerio
Enviada em: quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006 19:34
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Esclarecimentos

Sr. Fendel, sou produtor rural no estado do Tocantins, e crio alguns porcos para venda em feiras livres, e planto milho-verde irrigado.

Esta irrigação e movimentada com um motor estacionário de 10 CV a diesel refrigerado a água.

Tenho uma curiosidade e gostaria de sua opinão .

Caso usa-se o oleo animal obtido da banha do porco, através de fervura e decantação para uso como combustível, quais os problemas que poderiam acontecer.

Pensei o seguinte esquema: motor diesel (partida) + gerador elétrico = corrente eletrica em uma resistência elétrica no tanque de óleo animal, para aquecimento e derretimento da fase solida para torna-lo fluido e poder ser injetado para combustão.

Saudações Rogério



-----Mensagem original-----
De: libanio
Enviada em: quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006 11:38
Para: Bioenergia
Assunto: [Bioenergia-l] Constatação
Caros(as),
estou fazendo parte desta lista há alguns meses, com o interesse de obter informações sobre meios alternativos para geração de energia (bio-combustíveis, madeira, hidroelétricas, etc), mas estou achando as explicações e explanações meio confusas.
O que percebi - e entendam isto que vou escrever como uma crítica construtiva - é que algumas pessoas escrevem suas mensagens como se estivessem falando pessoalmente com seu(s) interlocutor(es).
Ou seja, uma conversa informal.
Como todos sabem, a linguagem escrita deve ser clara e concisa para que a sua idéia seja transmitida ou o assunto seja entendido, compreendido ou assimilado pela outra pessoa à qual você está se dirigindo.
Muitas explicações postadas aqui ficaram sem muito nexo, simplesmente, porque faltou um pouco mais de cuidado na hora de escrever o texto.
Peço minhas desculpas se ofendi alguém da lista mas posso garantir, sinceramente, que esse não foi meu objetivo.
Agradeço vossa gentileza em compreender o acima exposto.
Saudações universitárias José Libanio


-----Mensagem original-----
De: Osvino Cavedon
Enviada em: quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006 10:44
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Grupo do Gonzzaga do BIOCOM

Bom dia Caro Fendel.
Fiquei muito surpreso ao tomar conhecimento da sua luta e dedicação em prol de um Brasil sem as soluções impostas pelo Capitalismo. Acreditava que nós realmente éramos ignorantes e totalmente dependêntes, mas você através da divulgação no seu site, a persistência, mostraram que existem várias alternativas.
Participo do Grupo do Gonzzaga do BIOCOM e sempre procurei alternativas para tanto desperdicio e agora renovo as minhas esperanças.
Quero aproveitar e esclarecer algumas dúvidas:
Um micro trator Tobata é viável a sua converção para o BIO Diesel através da implantação dos filtros.
E a produção do óleo como pode ser feita na Chacára, existem cálculos do espaço necessário para a produção e implantação da micro destilaria ou processo de extração do óleo.
Pretendo viabiliar em Morretes - PR, pequenos projetinhos auto sustentáveis e conto com o amigo para nós orientar e auxiliar na implantação.
Tem condições de estimar estes custos??
Esclarecendo de ante mão que não somos capitalistas, precisamos gerar recursos para implementar cada processo de inovação e determinando as prioridades e a viabilidade técnica. O micro trator é determinante na geração de novos recursos, ele irá alavancar novos investimentos.
Agradeço a sua atenção. Cordialmente Osvino Cavedon 41-9958-7898 41-3906-4954
"Experiência não é o que acontece com um homem; é o que um homem faz com o que lhe acontece." (Aldous Huxley)


-----Mensagem original-----
De: Sebastiao
Enviada em: quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006 09:36
Para: redeflorestal-br@yahoogrupos.com.br
Assunto: RES: [redeflorestal-br] Os homens nas cavernas

Aos colegas, Bom dia.

Fala-se muito no MST e em suas invasões, entretanto, para complementar esse quadro caótico agora com as invasões dos índios, geralmente fomentados por ongs. Tudo isso é uma tristeza, onde vai parar essa onda de invasões, quer seja do MST como dos índios? Como disse o Presidente da FUNAI recentemente e, acabou com a demissão do Sr. Sidney Ponsuelo, ‘índios já têm terras demais’. Num país que tem, talvez, a maior miscigenação do mundo, por que, também, os índios não se integram à sociedade brasileira? Aliás, essa miscigenação já existe na prática e na realidade, entretanto, quando convém, vem todo esse papo de proteção dos índios. Precisa terminar com esse paternalismo governamental de tratar o índio como incapaz. Quantos milhares de brasileiros necessitam e não têm direito a 1ha de terra sequer enquanto a meia dúzia de índios detém milhares de hectares.

Abraços, Sebastiao.



-----Mensagem original-----
De: Hernani De Sá Filho
Enviada em: quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006 09:03
Para: Goncalo Guimaraes Pereira (LT)
Cc: Lista do agronegócio
Assunto: Não é biodiesel--
Re: [Cacau-l] Biodiesel

Caro Gonçalo e demais companheiros da lista agronegócio
O biodiesel definido internacionalmente, defendido pela USP e Agência Nacional do Petróleo, UESC, etc.
é um produto obtido a partir de triglicerídeos, reagidos com Metanol ou Etanol em presença de catalisador.
É uma reação de dupla troca entre um Álcool e Glicerol (Co-produto), denominada de TRANSESTERIFICAÇÃO (técnica secular); patenteado (rapaz!!!...) por um professor da Universidade do CEARÁ em 1980.
O processo desenvolvido pela UNB (que também não é novidade) envolve quebra de moléculas de triglicerídeos ou ácidos graxos; não envolve álcoois mas envolve catalisadores e 40% de perdas. Socialmente, ambos são excludentes.
Embora possa fazer ambos, defendo os OVN (óleos e gorduras vegetais e animais NATURAIS) com pequenos ajustes externos (já tenho um Kit do Eng. FENDEL) ou brigar politicamente para que os motores saiam das fábricas com as modificações internas a exemplo do motor alemão, ELKO.
Nosso dever é levar a melhor alternativa para a NAÇÃO, independente de prejuízos pessoais, poderíamos ganhar muito dinheiro REINVENTANDO A RODA, como fazem em algumas instituições mas nossa consciência não admite.
Se quiser repasse para sua lista minha opinião.
Desejando um bom retorno e um bom dia.
Hernani Sá


-----Mensagem original-----
De: nikolaus foidl
Enviada em: sábado, 4 de fevereiro de 2006 20:49
Para: Fendel
Assunto: palmas

Dear Fendel!
I was calculating an other huge energy producer who could give a boost to
the degraded agricultural areas the palms.
The palms are the most effective sunlight transformers we have in the plant kingdom , they are 2 to 3 times more effective then sugar cane.
Normally the sunlight is transformed into different sugars and the high
sugar content sap is guided to the flower pods for synthesis of fibers wood and oil and starch. As every transformation process is connected with losses it takes 3 times more sugar( energy wise) to get the same energy in oil. If you tap the flower pod and take out the sugar sap
you get a liquid with some 12 to 15 % of sugar. A plantation in average produces some 21 metric tons of solid sugar per ha and year this is 3,5 times the sugar then in sugarcane and this sugar sap is rich in minerals and vitamins and protein. So if you transform all the sugar into alcohol and distillate the alcohol you still have left several 100.000 liters of micro nutrient rich water for foliage fertilizer which could save huge amounts of fossil energy in substituting fossil energy based fertilizer.
You could as well use the sap with out the fermentation as a energy health drink enriched with minerals vitamins and proteins or as a beer substitute as they do in Malaysia, India etc.
Look up the following key words and you will find huge amount of literature about it: Toddy, arrak, palm sap, palm wine etc.
Looking at the huge area between the palms you still could do some inter cropping producing yucca as a starch for alcohol crop adding some 6000 liters to the palm alcohol. So as palms can grow in nearly every soil and under a wider temperature range then sugar cane i think this could be an alternative which needs less machinery and once planted can produce during more then 100 years every year huge amounts of sugar or alcohol. As well the small producers could just tap there 100 or 200 palms and deliver the fermented sap to the fabric or distill there own alcohol. The highest producing palm is the sugar or toddy palm but nearly every palm tp produces sugar sap.
Hope i could add an other interesting idea to your collection.
Best regards Nikolaus


-----Mensagem original-----
De: J Alex Sartorelli
Enviada em: terça-feira, 31 de janeiro de 2006 21:29
Para: Turma 82 Assunto: [T82] Fwd: Re: [ita-net] Pergunta sobre o Alcool
Boa exposição sobre o alcool. bio[]´s Sartorelli
--- Cassio Pagliarini
Marcos Melo escreveu

Claudio,
As terras utilizadas para o plantio da cana são mais "pobres" que para outros cultivos. Veja os ciclos: onde já deu café agora dá cana, e não presta mais pra café. A cana tem invadido o "cerrado" (que já foi considerada terra imprestável) e o "pasto". Como já disse o Mohamed, tem muito chão pra ser plantado sem afetar a área amazônica. Em 2005 o Brasil cultivou 58,4 milhões de hectares dos quais apenas 5,8 milhões para cana de açucar. Estima-se de forma conservadora (dito pelo insuspeito USDA) haver pelo menos 90 milhões de hectares disponíveis para ser cultivado sem afetar, como já disse, áreas de preservação e a floresta amazônica.
Além disso, e, talvez estejamos ficando atrasados em relação a pesquisas na Europa e nos EUA, com novas tecnologias baseadas em enzimas será possível produzir o dobro de álcool com a mesma cana. Como?
Eliminando desperdícios: hoje a palha da cana, ou é queimada para permitir o corte manual, ou quando o corte é mecanizado é largada no campo sem aproveitamento. Além disso, o bagaço, obtido após a retirada do "sumo" da cana, quando bem aproveitado gera quatro vezes mais energia que o necessário para o consumo da usina e plantações ao redor. Ou seja, com a nova tecnologia "enzimática" ou por "hidrólise", será possível usar a palha e 3/4 do bagaço para produzir mais álcool.
Quanto aos aspectos citados pelo Jamil com respeito aos trabalhadores do corte da cana, a tendência é que se use cada vez menos (por ser mais produtivo usar a mecanização como visto acima, para poder ter mais palha e perder menos sacarose) o cortador de cana. Na verdade, em algumas regiões já existe um briga com os sindicatos querendo definir que um percentual mínimo seja feito com corte manual. Só que o corte manual implica na queima, que por sua vez implica em "poiluição". Fuligem que se deposita nas casas, automóveis e entra pelos pulmões.
Outro fator que deve aumentar a produção de álcool é o interesse cada vez maior de empresas mais bem estruturadas no setor, que passam a olhar os processos como melhor otimizados se "contínuos" e não em bateladas, e passam a investir também na otimização da área industrial com "controles de processo" automatizados.
Talvez algum colega nosso que esteja na área de automação de processos possa dar algum depoimento a respeito.
Outro fator que pode nos deixar para trás é que os desenvolvedores de processo têm sido historicamente no Brasil os fabricantes de equipamentos, os quais sem nenhum desmerecimento, estão ou estavam até onde sei despreparados para a pesquisa de processos químicos contínuos como estão no Brasil, o CENPES da Petrobrás e algumas empresas petroquímicas.
Um abraço,
Marcos Melo

On 1/30/06, Claudio Sanches
Caros,

Uma dúvida que sempre passa pela minha cabeça sobre o álcool é a seguinte. O Álcool vem da cana de açúcar que utiliza terras produtivas para o seu plantio. Cada vez mais temos a destruição de terras produtivas que produzem alimentos. Será que o Álcool não tem suas reservas (terras para o plantio) ainda mais limitadas do que o petróleo ou ainda: será que com escassez de comida o custo de oportunidade de produzir álcool não vai ficar muito alto com o passar do tempo?
Alguém já viu algum estudo sobre isto?
Obrigado, CCS


-----Mensagem original-----
De: Viveiro de Mudas Boa Sombra
Enviada em: terça-feira, 31 de janeiro de 2006 16:11
Para: redeflorestal-br@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [redeflorestal-br] Poder x Phoder

Caro Fendel
Quem sabe você possa auxiliar no que se refere a melhorar a eficiência da pirólise da biomassa, sabes onde podemos encontrar tecnologia disponível?
Juliano Piske

-----Mensagem original-----
De: TudoSobrePlantas@googlegroups.com
[mailto:TudoSobrePlantas@googlegroups.com] Em nome de Graciele Petarli
Enviada em: quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006 07:53
Para: TudoSobrePlantas@googlegroups.com
Assunto: [TSP] Re: Poder x Phoder
Dirijo este e-mail a quem puder me auxiliar...
Lendo o e-mail enviado por Fendel, observei o texto em que fala do carvão vegetal. Atualmente trabalho no Instituto Estadual de Meio Ambiente do Espírito Santo, e atuo no licenciamento ambiental de diversas atividades, dentre elas a carvoaria.
Alguém saberia poderia me passar alguma informação sobre forma de controle de emissões provenientes desta atiidade? Já existe esta forma, é utilizada? Dá certo? É que no texto foi tratada a questão de reuperação de gases. E existe um processo comigo em que foi apresentada uma proposta de utilização de um condensador para captar e recuperar estes gases, o que permitiria a recuperação principalmente do licor pirolenhoso e do alcatrão. Mas não conheço nenhuma localidade em que isto foi instalado, e estamos com um pé atrás... Seria possível fornecerem-me alguma informação? Agradeço desde já a todos.
Graciele Petarli Venturoti


-----Mensagem original-----
De: bantel
Enviada em: terça-feira, 31 de janeiro de 2006 16:01
Para: redeflorestal-br@yahoogrupos.com.br
Assunto: [redeflorestal-br] MENSAGEM AO FENDEL

Caro Thomas, boa tarde.
Com consternação e pena procuro ler suas mensagens, que podem trazer grandes verdades, contudo recheadas de termos e referências impróprias para pessoas educadas e construtivas. Todos florestais recebem educação, trato com boas maneiras aliados ao ensino da ciência florestal e a procuram expressar em seus manifestos. Muito gostaria que estes princípios de cidadania dos florestais te fossem úteis (sei que não és florestal) e se incorporassem em suas mensagens. Não adianta reclamar que seus artigos vão para a lata de lixo, pois o culpado disto é você mesmo, visto que não zelas pelas boas maneiras, condição básica na comunicação dentro da sociedade e da comunidade de pesquisadores, cientístas, professores, profissionais e estudantes das ciências florestais, bem como das demais. Não adiante ter somente saber e conhecimento, mas, em mesmo âmbito é necessário ter e usar a educação bem como saber respeitar a (boa) educação dos outros. Boas maneiras nunca fizeram mal a ninguém. Atenciosamente,
Bantel


-----Mensagem original-----
De: Grupo TudoSobrePlantas
Data: Seg 30 jan 2006 11:00
De: "jaimirok"
Grandes e boas Bandeiras conduzidas por pessoas ruins, tornam-se ruins.
micros usinas hidroelétricas espalhadas pelo Brasil afora, não teriam impacto ambiental e custo tão avassalores e poderiam gerar renda ao seus proprientariso.
O beneficiamento atomico, se conduzido por uma outra linha, poderia ser uma grande solução para o mundo.
Abraços Jaimir
Na compra d’algum eletronico sempre escolham aquele q gasta menos energia assim vc tem menos peso na conta d luz e as industrias investem mais em tecnologia para fabricar aparelhos cada vez mais economicos. Assim penso Fiquem com Deus

Francisco escreveu:
Concordo, a solução é a diversificação na produção e a redução do consumo... do NOSSO consumo.
abs


-----Mensagem original-----
De: fernanda
Enviada em: segunda-feira, 30 de janeiro de 2006 15:48
Para: katavento@grupos.com.br
Assunto: RES: [Katavento] Re: [redeflorestal-br] Prostíbulo Energético

Caro amigo André,


Concordo plenamente; Estamos prestes a passar por situações nunca vistas antes em nosso planeta com a enorme possibilidade de acontecimentos cataclísmicos e ficamos nos atendo a discussões envoltas em vaidades e agressividades...

O tempo urge....

Não acredito muito que consigamos a tempo reverter ....mas precisamos tentar ao menos...

Formamos uma rede de informações...Ninguém é soberano a tal ponto de se achar no direito de proferir indelicadezas e ironias, mesmo se fosse detentor de todo o conhecimento no assunto...

A mudança de que precisamos em nosso planeta começa por nós...

O planeta é um ser como nós só que muito grande...

A humildade no processo da informação possibilita que, a intenção, alcance seus objetivos de forma muito mais intensa e verdadeira.

Grande abraço fraternal a todos.

Fernanda Dias

De: katavento@grupos.com.br
Em nome de meioambiente@cpovo.net
Enviada em: segunda-feira, 30 de janeiro de 2006 13:59
Para: katavento@grupos.com.br
Cc: Bioenergia; Floresta
Assunto: [Katavento] Re: [redeflorestal-br] Prostíbulo Energético

Pensem...

Precisamos trabalhar em conjunto para aceitar as idéias de todos de formamais harmônica. Fico triste em ver colegas irritados usando termos eexpressões agressivas e competitivas que acabam mais nos distanciando do que aproximando. Esse é o nosso maior erro. Não temos mais paciência uns com os outros. Discordamos e acabou-se. Como vamos construir um mundo melhor assim? Não estamos perdendo tempo? ou estamos utilizando esta rede para descarregar nossos anseios e angústias ou tentando nos autopromover? Vamos nos perdoar e permitir que nossas diferenças gerem produtividade em vez de segregação.
Senão MDL será uma hipocrisia! Parece que cada um quer ter mais razão que outro!!! Assim ninguém tem razão!!!

Pessoal, ninguém tá fora deste barco. Não é porque uns tapam os buracos que os que remam estão errados.

Tá na hora de estabelecer uma consciência civilizada para que cresçamos e tomemos forma. Discutir vale para chegarmos a um consenso e crescer. Todo comentário é valioso, mas tem que ser com o coração limpo das vaidades.

Nosso planeta está se acabando e só uma coisa pode salvá-lo: nossa união e atitude.

Sugiro que tomemos um rumo neste sentido. Acho que há inúmeros assuntos para tratarmos, mas precisamos primeiro nos afinarmos para depois sermos realmente produtivos no tempo que estamos dedicando aqui.

Gostaria de me unir a vocês desta forma, pois das minhas idéias, certamente alguma nos ajudará a sermos melhores. E isso também me fará melhor.

Grande abraço a todos,
André Martins

-----Mensagem original-----
De: Oscar Baldoni
Enviada em: domingo, 29 de janeiro de 2006 08:14
Para: Thomas Renatus Fendel
Assunto: Mafia Fosil

Dionisio Cerqueira, Santa Catarina, Brasil, 29 de janeiro de 2006
Prezado Engenheiro Fendel :
Ainda bem que temos sua pessoa atuante. Exerce o efeito de um jato de luz na escuridão. Veja bem: Eu, cabeça dura como sou, tivesse perdido ainda mais tempo (e dinheiro que não há), atrás de uma ilusão. Quer dizer que o M.C.T. enrolou um ano, para depois de primeiro aprovar em forma entusiástica, depois dar um giro de 180 ° e literalmente enxotar tudo.
Isso é um calco do que fizeram com o empresário Garavelo há 20 anos, que tentou trazer o motor ELKO. Instalaram o motor num carro (acho que era Audi) e rodaram milhares de quilômetros. A reportagem da revista Quatro Rodas publicou tudo ... mas no mês seguinte desancou, falando um monte de merda.
Pelo sim, pelo não, acho que é o único empresário que está em cana.
Obviamente, foi patriota demais. Teve o azar de pretender trazer o motor ao Brasil, justo no meio do esforço das petroleiras de matar toda e qualquer concorrência, baixando os preços. Se não me engano foi a última "baixada" programada. Conseguiram estragar o proálcool quando (alguém se lembra ?) já os carros eram todos fabricados para consumir álcool e um 2 ou 3 % dos modelos a gasolina tinham que ser encomendados. Naturalmente, ao mesmo tempo estragaram tudo o feito com o Proóleo.
Crime, crime de lesa Pátria.
Malditos sejam.
Imagine a projeção que teria uma coisa bem feita: Plantando Dendê há 20 anos, já estaríamos não só nos autoabastecendo, como exportando praticamente toda a produção atual. Sem exageros = Um milhão de barris diários são 65 milhões de dólares. Por ano, são 24 bilhões de dólares. Em 10 anos pagava a dívida maldita e começava a capitalizar. Fora isso (mais importante ainda), gerava empregos aqui dentro, tirando gente das cidades grandes e ocupando o território nacional.
Agora, o que eu gostaria é tirar a máscara dos que ainda estão contra o Pais, se juntando aos mafiosos.
Eu gastei uma vida e uma fortuna estudando e pesquisando. Estou em fim de vida e completamente falido. No entanto, meus fornos que poderiam servir para dignificar a vida dos carvoeiros, não deslancharam. Será que vou morrer sem ver eles serem difundidos ?
Suspeito que sim.
Mas, vou morrer como tenho vivido, lutando, como quadra a um "Velho Guerreiro".
Abraços de Oscar.


-----Mensagem original-----
De: ECOLOGIA EM AÇÃO
Enviada em: sábado, 28 de janeiro de 2006 09:58
Para: fendel
Assunto: para fazer parte dos numeros para as tuas palestras.


23/01/2006 – BRASIL OPTA POR ENERGIA COM MAIS EFEITO ESTUFA
O leilão de energia nova, realizado em 16 de dezembro, acabou por privilegiar a geração de energia suja em detrimento de uma mais limpa.
Quase 70% dos 3.286 megawatts (MW) leiloados serão gerados por termoelétricas, que queimam combustíveis fósseis e lançam mais carbono na atmosfera do que as hidrelétricas. Se todas funcionarem ao mesmo tempo, elas lançarão mais 11,35 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2) na atmosfera. Isso representa um aumento de 2,8% de toda a emissão do gás no País, que hoje é de cerca de 400 milhões de toneladas de CO2.
Levando em conta apenas a quantidade emitida pelo setor energético, o crescimento é de 11%. “Supersimplificadamente, estamos criando um Protocolo de Kyoto ao contrário para o Brasil”, diz Roberto Schaeffer, professor da Coordenação de Pós-graduação de Engenharia da UFRJ (Coppe).
As hidrelétricas perderam espaço no leilão pela demora na obtenção do licenciamento ambiental, emitido por órgãos estaduais e o Ibama.

Fonte: http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/jan/20/132.htm

Meu caro Velho Guerreiro Oscar

Muito interessante o teu relato sobre os problemas da produção de álcool de mandioca no Brasil..., ainda mais quando se sabe, que hoje, os EUA produzem mais etanol de milho, do que o Brasil produz de cana... ou seja, sempre inventam umas poliíticas corruptas e mesquinhas atrapalhando o progresso de nosso povo.
Na Alemanha se faz açucar de beterraba, e da nossa mandioca se produz mais etanol do que do milho ou da beterraba. Isso é fácil de comprovar, dando respaldo aos investimentos feitos na mandioca por vc e teus amigos pioneiros.
Fico a imaginar a cachorrada a que são submetidas as pessoas que investem em energia racional neste país de ratazanas especializadas.
Aqui só frutifica investimento ligado a rapinagem, a mensalão, a lobie, e demais putarias.
O exemplo mais gritante é o da energia elétrica nacional, onde até hoje, em pleno terceiro milênio do "cristianismo", todos os abastados ganham descontos de 85%, sobre o preço do kW, e ninguém fala nada, todos acham normal, e a ABRACE - associação dos grandes consumidores de EE - na verdade: associação dos ladrões de energia do povo, fica mendigando, exigindo, chantageando e corrompendo por preços ainda mais irrisórios.


Meu caro Conte

Tua estorinha sobre mudança de enfoque, é sintomática, ela descreve com perfeição como funciona a cafajeste mídia mundial.
O melhor exemplo dessa enganação, foi o ataque ao Iraque... e agora de novo, o merda do Busch quer atacar o Irã, e a porca mídia usa duas medidas diferentes para a mesma coisa, ou seja, aos EUA é permitido possuir grande quantidade de armamento nuclear e os "outros" não!!! Por quê será que a mídia não mexe neste assunto?


De novo, meu caro Oscar

A farsa da mamona, ou melhor a farsa do biodiesel é ridícula.
Eu tenho um amigo alemão, que está montando uma usina de biodiesel de mamona no nordeste, porque é a moda, é o negócio do momento.
Ele me disse pessoalmente, que vai vender o óleo de mamona puro no mercado a um preço maior, e vai comprar óleo de soja e dendê para fazer o almejado biodiesel...


Meu caro Raymundo

Que falta faz a lei do "olho por olho" neste país.
Os grandes bandidos fazem campanhas de desarmamento do povo e campanhas contra a pena de morte, apenas em benefício próprio.
Se estes ratos de colarinho engomado fossem responsabilizados por seus atos, a roubalheira oficial seria reduzida em mais de 99%, isso eu te garanto, pois a covardia é a característica primeira destes gatunos.


Meu caro Conte, mais uma vez...

A cada dia que passa o álcool está sendo mais festejado mundialmente... e nós aqui no Brasil... continuamos a boicotá-lo.
Assim é muito bom que os jovens proprietários do Google e o multimilionário Bill Gates tomaram gosto pelo etanol, pois quem sabe, desta maneira nosso álcool volte a ser moda entre os brasileiros, afinal, as marionetes nacionais gostam de seguir o exemplo destes megainvestidores, que devem saber onde enfiam suas fortunas...
Quanto ao idiota Bush, ele está percebendo que seu porcotróleo está no gargalo, e que daqui prá frente sua produção será cada vez menor, não acompanhando a necessidade de consumo crescente. Ele também está vendo que as promessas vazias de seus doutores "especialistas" e bem pagos, como: hidrogênio, células combustíveis, motores a ar comprimido e carvão mineral limpo não passam de bobas abobrinhas, de estorinhas infantis.


Meu caro Newton

Que bom ouvir de um "tradutor concorrente" palavras de tal quilate a meu respeito, ainda mais que passamos 20 dias juntos, rodando pelo norte da Alemanha, em busca e em trocas de informações sobre bioenergias, junto a mais 20 brasileiros selecionados, diretamente ligados ao setor dos biocombustíveis nacionais.
Para mim, a tua opinião é realmente muito importante, pois vc como leigo, e não sendo burro, e nem tapado, está conseguindo perceber as maracutaias armadas pelas turminhas do biodiesel, em detrrimento dos fantásticos óleos vegetais naturais. Vc viu os mais diversos motores adaptados funcionando anos a fio, com óleo virgem de canola, e deve estar sem compreender as intenções dos "especialistas" a favor da transesterificação, vc não deve estar entendendo por quê fazer algo mais caro e mais complicado, se nossa pródiga natureza nos fornece os óleos de mão beijada.
Realmente, não há justificativas legais que possam ser colocadas em cima da mesa.


Meu caro Tiago

Qualquer que seja o investimento feito em bioenergia, inclusive o mais caro e desnecessáro biodiesel, é melhor que qualquer porco fóssil. Ruim é que o pessoal do biodiesel boicota o óleo vegetal, pois muito bem sabem que a produção e o uso distribuído dos óleos vegetais naturais, faz desaparecer o mais elaborado, o mais caro e o mais perigoso biodiesel.
E mesmo que algum estúpido fizesse biogasolina de álcool, seria melhor do que fazer o bobo hidrogênio, ou queimar o sujo gás natural.
Ao invés de se iniciar com 2% de biodiesel no Diesel fóssil, podería-se adicinar 2% de urina. É sério. A urina contém uréia, que por sua vez reduz a emissão de NOx nos motores a explosão. Na Europa já existem alguns caminhões rodando com pequenos tanques adicionais de uréia, exatamente para reduzir as emissões de NOx.
E, 2% é um número irrisório, que pode ser de qualquer coisa, como muito bem sabem os batizadores de nossos combustíveis alterados, portanto, nada mais adequado do que adicionar compulsoriamente 2% de óleos vegetais refinados, no lugar do biodiesel. É muito mais fácil, é muito mais racional, mais barato e melhor. Deveríamos obrigar as indústrias de motores a engulir logo o óleo vegetal, numa etapa única e gradativa. Se não, teremos 2 trabalhos no lugar de um, teremos primeiro a adaptação para o desnecessário e complicado biodiesel e na seqüência nova adaptação para os maravilhosos óleos vegetais.
E como diz meu amigo Hernani, é ridículo adicinar 2% de biodiesel qualificado ao Diesel fóssil, biodiesel que por sua vez necessita atender a uma rígida especificação, que não poderá ser universal para todos os tipos de biodiesel... ou seja, teremos uma salada de normas, como por exemplo uma para biodiesel de etanol, outra para biodiesel de metanol, além de toda a variação das oleaginosas, ou seja, cada biodiesel terá que ter especificações próprias... que em nada batem com as especificações do biodiesel de canola da Alemanha, ou do biodiesel de soja dos EUA.
Disso resulta uma fiscalização caríssima, complicadíssima e desnecessária para apenas 2%... lembrando que nos quentes climas tropicais, qualquer motor Diesel se delicia com até 50% de qualquer óleo vegetal refinado, como atesta a crescente frota rodando no MT.


Meu caro Zoccola

As qualidades de um presidente não estão relacionadas com sua escolaridade, pois caso fossem, FHC teria sido um ótimo presidente, e não o maior dos Ali Babás entreguistas que a humanidade conheceu.
Por outro lado, exigir décadas de bunda em carteira escolar, para servidores públicos de serviços gerais, é incentivar a máfia da educação, onde primordialmente se ensinam amenidades, crendices e bobagens.
Um dos exemplos mais transparentes da banalidade escolar é o ensino da fotossíntese, onde uma parcela ínfima dos que logram êxito nos vestibulares, até sabem que a energia solar é captada pelas folhas verdes, onde se processa a transformação do CO2 e água em açúcares (glicose) com liberação de oxigênio. Até aí vai o conhecimento de alguns poucos, mas, enxergar que cada vegetal é composto basicamente de "sujeira" do ar, isso já é pedir demais.
Todos os doutores "especializados" em bioenergia, mundo afora, repetem a mentira: "Queimar óleo vegetal é neutro em termos de CO2, pois o CO2 liberado pelo escapamento é exatamente o mesmo absorvido pelas plantas correspondentes". Quanta mentira e quanta ignorância... pois até onde eu sei, o farelo da soja, e o tronco da palmeira de dendê, que contém carbono captado da atmosfera, não passam pelos cilindros dos motores...
Assim, ninguém concorda comigo, que utilizar bioenergia é real seqüestro de carbono, é sinônimo de efeito refrigerador, o contrário do efeito estufa.


Meu caro Paulo e meu caro Akutsu

O maravilhoso livro do mencionado Josh Tickell, intitulado: "Da frigideira ao tanque", é de 2000, e finalmente está recebendo a propaganda que merece.
Embora o norteamericano Tickell defenda o biodiesel, ele explica nesta sua primeira obra, como se usam também os motores adaptados a óleos vegetais.
Nele ele menciona o fantástico potencial bioenergético das algas, e demonstra que estamos apenas engatinhando na questão dos biocombustíveis.
Quanto à nomenclatura, para um leitor menos avisado, o autor do Le Monde fez um pouco de confusão, aliás como todos os "especialistas", e na verdade o artigo trata essencialmente de biodiesel, e não de gasolina e nem de óleos vegetais misturados com álcool.
Aliás essa confusão é terrível, pois os louros dos óleos vegetais, acabam recaindo no desnecessário e caro biodiesel...


Meu caro Hayashi

A notícia confirmando a supremacia etanólica dos EUA do milho, frente ao Brasil da cana, revela o quanto somos capachos, bobos, incapazes e lavageiros.
Enquanto os doutores tropicais daqui fomentam idiotices como o hidrogênio e células combustíveis, os de lá, mesmo em gélidas regiões com sol ranzinza, promovem a bioenergia na surdina, para que a potência tropical não acorde e não assuma o seu lugar de reinado mundial que lhe é devido, afora toda a contrapropaganda pseudoecologista atacando nossas monoculturas, nossas hidroelétricas, etc... que no fundo apenas promovem os fósseis, os transgênicos terminator e outras merdas.


Meu caro Hernani

Daqui prá frente vamos ficar enojados com a quantidade e qualidade das notícias sobre bioenergias, infelizmente todas capengas e um tanto idiotas, como vc sabe a mais de 30 anos. Mas, logo logo os idiotas irão se perguntar: "Prá que biodiesel se dá pra utilizar óleos vegetais?" Só aguarde mais um pouco...


Meu caro Cassio

Com tanto alarde da mídia mundial sobre o nosso potencial bioenergético, é normal que ocorram reações enciumadas de vermes fecais, com medo da nova "Arábia Saudita" tropical perene e ecológica. Mal sabem eles que aqui se trocam as mãos pelos pés, que até agora continua proibido ao pequeno fazer e vender álcool, que é proibido ao pequeno produzir e injetar energia elétrica na rede, que aqui ainda continuam proibidos os carros a óleos vegetais, que os óleos vegetais sofrem um colossal boicote da turma do biodiesel, etc, etc.


Meus demais caros

Meu amigo alemão Juergen, informa sobre o sucesso de seus experimentos com seu gaseificar de biomassa em pó, com o qual pretende acionar uma microturbina elétrica a gás.
Ele também comenta a notícia sobre a síntese gasosa, com o objetivo de obter combustíveis líquidos. Segundo ele, para viabilizar a liquefação catalítica, os gases necessitam de uma pureza farmacêutica, sendo ainda um processo oneroso e crú a partir de biomassa gaseificada. Mais detalhes vejam com ele: energy-juergen@web.de
Segue mais abaixo uma notícia sobre protestos petrolíferos no Equador, demonstrando uma tendência dos Países sulmaericanos "soberanos" de barrar as exportações aos esbanjadores EUA.
Também segue mais um extraordinário artigo de meu ídolo nacionalista Bautista Vidal, desta feita pré-candidato a Presidente do Brasil pelo PDT, onde ele muito bem ataca a privatização da Vale do Rio Doce, para mim, o maior assalto da história da humanidade, que aliás a Deputada Federal Clair da Flora Martins do PT aqui do PR está tentando reverter.
Para finalizar as broncas dessa semana, incluí um artigo sobre a geração de energia a partir das ondas do mar.
Nada contra, pelo contrário. Mas é muito mais barato e fácil retirar energia das milhares de quedas de água em nosso entorno, sem represas, vejam ENEREDE em www.fendel.com.br A parte interessante do projeto das ondas é que está se falando em 50 kW e não em 50 MW. Mas, envolver a burocracia do Proinfa neste "negócio" vira osso de minhoca, vira favorzinho pra conhecidos, inacessível para os demais mortais agonizantes. O que tem de ser feito é obrigar as concessionárias a comprar qualquer fração de energia, e a pagar os preços do Proinfa. Pronto, só isso. O resto é por conta, e chega de bajular amigos.
E por fim, peço a todos os conscientes, que assinem o manifesto pela segurança e transparência do voto eletrônico em: http://www.votoseguro.com/alertaprofessores e que nas eleições vindouras votem no Bautista Vidal e na Deputada Clair, ou então: "zero zero" e confirmem, para os cargos em que desconheçam políticos decentes.

Carbono seqüestrantes Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
"A utilização em grande escala das biomassas, é o único meio racional para capturar o carbono fóssil jogado ao ar em 2 séculos de dito desenvolvimento e real colonialismo." - Fendel

-----Mensagem original-----
De: Cassio Camilotti
Enviada em: segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006 11:34
Para: Fendel Thomas Fendel
Assunto: Europeus

Olha só os argumentos desse paquiderme:

Europeus preocupados com liderança brasileira

O comissário europeu do Desenvolvimento, Louis Michel, defendeu ontem a necessidade de impulsionar políticas para combater a liderança do Brasil na produção de biocombustível - obtido de matérias-primas agrícolas -, e especialmente para que os países menos avançados possam competir nesse setor.
A Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia), que apresentou medidas para incrementar o uso do biocombustível, citou o Brasil como exemplo de país que desenvolveu um setor forte na obtenção este tipo de combustível, concretamente de etanol obtido da cana de açúcar.
Michel disse que o Brasil representou uma "desvantagem" grave no desenvolvimento deste tipo de produto em países menos avançados, como por exemplo nas Ilhas Maurício, porque neste último tentou mpulsionar o bioetanol e "não consegue competir com o rasileiro, que tem vantagens competitivas enormes". este setor, explicou o comissário europeu, dentro dos aíses em vias de desenvolvimento, é preciso distinguir entre os caribenhos, que podem competir, e os africanos, que têm problemas no momento de comercializar esses biocombustíveis, como em relação aos custos de transporte por exemplo.
O comissário disse que no setor do etanol, o Brasil é um exemplo "típico" de potência regional que pode colocar obstáculos a esta indústria em Estados menos desenvolvidos. "Não é uma crítica ao Brasil que faz o que deve, mas nós devemos considerar isso em nossas políticas", acrescentou o comissário.
As medidas apresentadas pela CE incluem a potencialização de matéria-prima agrícola para biocombustível, tanto na UE como nos países ACP (África, Caribe e Pacífico). Os produtores de açúcar europeus e da ACP se sentem afetados pela reforma deste setor na UE.

UBS lança Indice
O UBS AG, maior banco da Europa em termos de ativos, e a administradora de fundos suíça Diapason Commodities Management SA pretendem lançar este mês o primeiro índice atrelado aos preços dos biocombustíveis. O Índice Mundial de Biocombustíveis UBS Diapason terá como base os preços dos contratos futuros das commodities empregadas para produzir etanol e biodiesel, informou o UBS, em Zurique, na Suiça.
Os governos do mundo todo querem intensificar o emprego de biocombustíveis para reduzir sua dependência em relação aos combustíveis fósseis e ajudar a diminuir as emissões causadas pela combustão desse tipo de produto, que produz a maior parte dos gases geradores do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global.
O Índice UBS Diapason será divulgado em dólares norte-americanos, euros, francos suíços e ienes japoneses, disse o banco.
Fonte: Gazeta Mercantl - SP


From: Hernani De Sá Filho
To: Lista do agronegócio
Companheiros
As oportunidades, como previstas, chegaram; vocês e o Brasil (maior potencial
do planeta), estão muito devagar!!!!.
O MERCADO É IMENSO E IRREVERSÍVEL.
Nas matérias abaixo, coisas que não concordo:
Matéria no Jornal LE MONDE
Óleo de fritura poderia virar a gasolina do futuro
Jornal O Estado de São Paulo (12/02/06)
Petróleo é risco para a economia mundial, alerta G-8
a)Óleo de fritura como solução(Pouca matéria prima).
b)Álcool como solução exclusiva da biomassa.
c) óleos gasolina???
d) Biodiesel é excludente! a solução são os OVN (óleos e gorduras da biomassa, são melhores sob diversas ópticas
A partir da próxima sexta, somente os interessados da lista (já cadastrados) e os que secadastrarem até lá, receberão mais informações.
Abraços, Hernani Sá

-----Mensagem original-----
De: hayashi
Enviada em: segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006 09:10
Para: t82
Assunto: EUA ultrapassam Brasil na produção de etanol

Prato cheio para o Fendel!...

AMÉRICA DO NORTE
EUA ultrapassam Brasil na produção de etanol
Os Estados Unidos passaram pela primeira vez o Brasil na produção de etanol em 2005, tornando-se os maiores fabricantes mundiais do combustível, de acordo com a associação dos combustíveis renováveis dos EUA (RFA, na sigla em inglês). Segundo a entidade, foram processados nos EUA em 2005 4,3 bilhões de galões (3,8 litros) do produto, contra 4,2 bilhões no Brasil.
As projeções da RFA para a produção dos EUA são de 5,1 bilhões de galões em 2006 e 6 bilhões em 2007, afirmou Larry Schafer, vice-presidente da associação, numa conferência sobre açúcar na Flórida que termina nesta quarta-feira. E a produção norte-americana continuará superando a do Brasil, maior produtor de açúcar, com incremento de 1 bilhão de galões por ano até 2012, disse Schafer.
A produção brasileira de etanol não deve alcançar 6 bilhões de galões até 2009, segundo ele, que prevê uma produção para este ano de 4,8 bilhões de galões e de 5 bilhões para o ano que vem. "O Brasil não tem nem cerca de 2 bilhões de galões (em capacidade de produção) sendo construídos", disse Schafer.
"Os EUA têm 32 unidades sendo instaladas atualmente. A produção no Brasil continuará crescendo, mas não no mesmo ritmo que a dos EUA. Desde o discurso de Bush, os EUA têm tido indicações que chegam a US$ 10 bilhões em investimentos porque os investidores querem construir novas usinas e o país precisa produzir mais 2 bilhões de galões de etanol."


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De: luiz.akutsu
Enviada em: sábado, 11 de fevereiro de 2006 22:03
Para: t82
Assunto: [T82] Óleo de fritura pode virar a gasolina do futuro
Para delírio do Fendel: reportagem do Le Monde, traduzido e publicado na página do uol:
Fendel, como vc conseguiu publicar no Le Monde?

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De: Paulo Sgroi
Enviada em: sábado, 11 de fevereiro de 2006 16:45
Para: Fendel
Assunto: Noticias Oleaginosas

Caro Fendel,
estou agora na segunda fase da minha iniciativa de partir para o uso de Oleo Vegetal em meu carro, avaliando os melhores mecanismos de conseguir oleo de fritura que seria descartado para colocar em uso.
Aproveito o ensejo e encaminho ao amigo uma reportagem veiculada no Le Monde e traduzida para nós pelo UOL. Caso queira vê-la diretamente no site, o link é:
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2006/02/11/ult580u1853.jhtm
Por que eles chamam a mistura do óleo vegetal com metanol/etanol de biodiesel ? Não seria este um equívoco ?
Engordurados abracos,
Paulo Sgroi

Óleo de fritura poderia virar a gasolina do futuro
Em busca de novos combustíveis, um número cada vez maior de americanos "enche o tanque" com gordura usada que pode ser encontrada nos fundos das cozinhas dos fast-foods, para fabricarem então bio-diesel, pouco poluente e barato
Corine Lesnes
Correspondente em Washington
É amarelo, bastante viscoso, e ninguém consegue chegar a um acordo para definir seu cheiro. "Alguns acham que isso tem cheiro de batatas fritas. Outros, de pipoca", diz Peter Bell, que o fabrica em Austin (Texas). "Isso cheira a vinagrete para a salada", corrige Dan Goodman, que possui um frasco do produto na mesa do seu escritório, na Universidade do Maryland.
O líquido em questão, o bio-diesel, é um bio-combustível de origem vegetal, um desses novos combustíveis com os quais os Estados Unidos contam para reduzir um dia sua dependência energética em relação ao Oriente Médio. Inexistente dez anos atrás, ele acaba de aparecer nas estatísticas do ministério da energia. A sua denominação: "gordura amarela". É óleo de cozinha, que é colocado dentro do motor.
O fenômeno adquiriu certa força no período de poucos anos. Em toda a América, diversos indivíduos empreenderam coletar gordura de batatas fritas junto a restaurantes e a fast-foods para transformá-la em bio-combustível.
Para o diário "Star Tribune", de Minneapolis, esses novos "comerciantes de bricabraque" participam de uma "sub-cultura em expansão". Eles conseguem andar 1.000 quilômetros com um motor que não gera praticamente nenhuma poluição. E com um só tanque cheio de uma gordura que nada lhes custou.
A jazida de matéria-prima não é desprezível: 300 milhões de galões de óleos utilizados são produzidos a cada ano nas cozinhas americanas, ou seja, mais de 1 bilhão de litros (1 galão vale 3,79 litros). "Está havendo um fenômeno de moda", explica Josh Tickell, um dos pioneiros da disciplina. "As pessoas estão com vontade de fabricar bio-diesel. E a sua produção por meio de óleo de cozinha é um método acessível a todo mundo".
Basta misturar o óleo usado com álcool (metanol). Por meio de um kit de conversão, vendido na Internet, é possível garantir que o combustível não se torne espesso quando faz frio. Ainda assim, existe uma dificuldade: é preciso possuir um veículo a diesel, e, a este título, apenas 5% do parque automobilístico americano correspondem a esta característica.
Josh Tickell é o autor do livro intitulado "From The Frayer to The Fuel Tank" ("Da Frigideira ao Tanque de Diesel"). Ele circulou por todo o país durante dois anos com uma van "veggie", um mini-ônibus pintado de flores de girassol e alimentado exclusivamente com o óleo dos restaurantes cruzados no caminho. Em 6 de fevereiro, ele lançou seu segundo livro, "Biodiesel América", no mesmo dia em que foi aberta a Conferência Nacional sobre o Bio-diesel em San Diego (Califórnia), que atraiu 2.000 participantes, ou seja, duas vezes mais que em 2005.
"As pessoas estão despertando para a realidade. O país não poderá continuar importando combustíveis por muito tempo da Arábia Saudita", diz. "Assim como os franceses puderam perceber, os Estados Unidos tomam de vez em quando decisões perigosas, por causa das suas necessidades em petróleo".
A administração Bush deu um sério incentivo para a produção do bio-diesel no seu plano "Energia" de 2004, por meio de um sistema de crédito de impostos: de US$ 0,50 a US$ 1 por cada galão de bio-diesel misturado ao diesel clássico (ou petro-diesel).
Esta vantagem fiscal permitiu triplicar a produção: 14 milhões de galões em 2003, 30 milhões em 2004 e cerca de 75 milhões em 2005. Atualmente, a maior parte do bio-diesel é feita a partir de soja, mais utilizada do que o óleo de cozinha. Mas ainda estamos longe da conta. "Mesmo se nós explorássemos todas as jazidas de gordura para batatas fritas", diz Josh Tickell, "nós conseguiríamos atender a 5% apenas das necessidades em diesel".
Dito isso, com o aumento do preço dos combustíveis, o bio-diesel tornou-se competitivo. Ele conquistou o US Postal Service (os correios), o exército, a marinha --os quais decidiram que todos os veículos que não são destinados ao combate utilizariam o bio-diesel--, e os ônibus amarelos de uma centena de distritos escolares. 600 bombas de bio-diesel já existem em todo o país. Enquanto existem atualmente menos de 20 produtores (para 84 de etanol), 12 novas instalações estão em fase de construção.
Em 2004, Willie Nelson, uma lenda da música country, resolveu investir neste mercado. Ele criou sua marca de combustível, o "Bio-Willie". O cantor e guitarrista, que divide seu tempo entre Austin e o Havaí, comprou uma Mercedes diesel, e, desde então, o cheiro de batatas fritas, "ou de doughnuts [rosquinhas de massa frita em banha de porco]", conforme brinca o seu empresário, o acompanha nas suas turnês.
O "Bio-Willie" é uma mistura de 80% de petro-diesel com 20% de bio-diesel fabricado a partir de óleo de soja. Em agosto de 2005, ele passou a ser comercializado no posto de gasolina fetiche dos caminhoneiros do Texas, o Carl's Corner, ao sul de Dallas, onde Willie Nelson costuma se apresentar com freqüência. Hoje, este posto abastece de 30 a 40 caminhões por dia.
Com o petróleo a cerca de US$ 70 o barril, o preço é o mesmo que o do diesel ordinário, sublinha Peter Bell, o responsável pela distribuição. "Nós estamos registrando um crescimento de 35% por mês", afirma. Segundo ele, os consumidores compram "bio" por diversas razões: "Alguns querem apoiar os fazendeiros americanos, enquanto outros não querem mais ouvir falar na Arábia Saudita".
O bio-diesel não atrai o interesse apenas dos sonhadores e dos ecologistas. Dan Goodman, um especialista em criação de empresa, na universidade do Maryland, está montando a sua própria "refinaria" de bio-diesel.
No início, ele estava preocupado, sobretudo, com o papel exercido pelos ônibus escolares, muito poluentes, no desenvolvimento da asma entre as crianças. Ele começou a coletar óleos usados e agora fornece os cinco ônibus da escola do seu bairro.
Uma vez por semana, ele envia Matt Geiger, um apaixonado por mecânica, para fazer a turnê de coleta dos óleos nos restaurantes de College Park, no Maryland. Munido de um pequeno reboque sobre o qual ele montou uma bomba, Matt estaciona nos fundos das cozinhas e, sem um momento de hesitação sequer, começa a esvaziar o reservatório de gordura. O líquido é amarelado, espesso. De vez em quando, ele encontra um pedaço de carcaça mergulhado dentro dele. O mecânico bombeia um tonel de 55 galões em trinta segundos.
Durante a sua turnê, ele não deixa de visitar o setor de lanchonetes da universidade - três fast-foods de uma só vez! -, e ele passa então pelo Sakura, o restaurante japonês, e o California Tortilla, de comida mexicana. Em geral, ele recolhe 300 galões por semana. Antes disso, os restaurantes eram obrigados a pagar para empresas retirarem suas gorduras usadas. Hoje, até que eles estão satisfeitos por ver alguém livrá-los desses restos gratuitamente.
Matt Geiger se descreve como um "petroleiro de um tipo um pouco diferente". Ele sempre esteve interessado nas experiências de Rudolf Diesel, o inventor alemão que colocou óleo de amendoim no seu motor. Ele acredita numa nova revolução energética: "Em 1859, a indústria de óleo de baleia foi literalmente abandonada quando se descobriu petróleo em Pensilvânia. É exatamente o que vai acontecer em breve com os combustíveis clássicos. O petróleo vai se tornar totalmente ultrapassado".


-----Mensagem original-----
De: Armando Zoccola Filho
Enviada em: quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006 18:50
Para: Undisclosed-Recipient:;
Assunto: Varredor de rua...
Carta de um leitor publicada no Jornal Zero Hora\RS
Concurso:
" Não pude inscrever-me para o concurso público municipal de serviços gerais, pois não tinha segundo grau. Pergunto se é engraçado ou desgraçado o país em que se exige segundo grau para um varredor de rua e não se exige o primeiro grau para ser presidente."


-----Mensagem original-----
De: Tiago Reis
Enviada em: quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006 22:32
Para: Thomas Fendel
Assunto: Boatos do biodiesel
Fendel,
Até que ponto as expeculações de pesados investimentos de pessoas como Bill Gates, Bush, e os moleques do Google, são realistas ?
Voce acredita que ele estarão investindo de forma benigna nessa energia ?
Abs, Tiago Reis

 

-----Mensagem original-----
De: Newton Pereira
Enviada em: terça-feira, 7 de fevereiro de 2006 19:45
Para: Fendel
Assunto: Re: ORGULHO DE SER BRASILEIRO
Caríssimo Fendel,
muito obrigado mais uma vez pela sua mensagem e ricas explicacoes, as quais sorvo e com as quais muito aprendo.
Gostaria de reforcar meu pedido ao seu coracao, para que nao mude seu jeito de ser. Primeiro, porque seria uma tentativa va, já que, na essencia, ninguem muda. Segundo, que eu gosto de v. assim, como v. é.
Gostei muito especialmente, ainda que nada tenha a ver com o melhor da engenharia que v. conhece, da sua frase "Conheço 2 cafetinas de prostíbulo, muito mais humanas do que as beatas ou beatos de que me lembro."
Eu costumava ser um cristao, mas ando em baixa com minha fé e valorizando mais o que as pessoas fazem, ao que elas dizem que fazem.
Eu o abraco fraternamente e me curvo humildemente ante ao brasileiro de valor que vc é.
Nn


-----Mensagem original-----
De: Paulo Conte
Enviada em: terça-feira, 7 de fevereiro de 2006 18:55
Para: Undisclosed-Recipient:;
Assunto: Até o Bucho ja está percebendo que precisamos alternativas frente o petróleo...incrível!!!!!
Daqui a pouco, esses yankies estarão produzindo seu álcool em nossas terras!!!!!!!!!!!!!!!! Abre o olho Lula! Álcool não é só prá beber...

03/02/2006 Americanos estão de olho no álcool do Brasil
Os americanos estão, definitivamente, de olho no álcool do Brasil. Além do presidente George W. Bush, que já fez rasgados elogios à tecnologia flex fuel adotada nos carros por aqui e defendeu que os EUA invistam mais em combustíveis alternativos como o etanol, ícones da chamada Nova Economia, como Google e Microsoft, estão demostrado forte interesse no álcool brasileiro.
No início desta semana, dois dos fundadores e donos do Google - o gigante da internet que tem vários bilhões de dólares em caixa e que tem feito aquisições de empresas de alta tecnologia nos quatro cantos do mundo - visitaram uma das principais usinas de álcool do país, a Cosan, no interior de São Paulo. Eles não entraram em detalhes sobre possíveis iniciativas de investimentos no álcool brasileiro, mas fizeram rasgados elogios à tecnologia nacional.
Já a Pacific Ethanol, empresa com sede na Califórnia e cujo principal acionista é ninguém menos que Bill Gates, dono da Microsoft, é mais explícita: não descarta fazer futuros investimentos em álcool no Brasil.
Em entrevista ao jornal "Valor", Tom Koehler, diretor para assuntos corporativos e relações com o governo da empresa, afirmou que, no futuro, o Brasil - deverá fazer parte dos planos da Pacific Ethanol.
A companhia controlada por Gates iniciou uma estratégia agressiva em 2005 para se tornar líder na produção do combustível na Costa Oeste dos Estados Unidos e pretende expandir seus negócios, no médio e longo prazo, no mercado internacional.
A entrada do bilionário Bill Gates no mercado de etanol ganhou destaque nas principais publicações americanas e internacionais. Antes, a empresa tinha pouco ou quase nenhum destaque na mídia, de acordo com reportagem publicada pelo "The New York Times".
Koehler afirmou que a empresa estuda todas as oportunidades de negócios e acompanha atentamente o mercado brasileiro. Ele reconhece que o país tem um dos mais baixos custos de produção e é um mais competitivos do mundo.
Segundo o "Valor", em 2005 três executivos da companhia americana estiveram em São Paulo para participar da Feisucro, uma das maiores feiras de tecnologia sucroalcooleira do país. O Brasil também é alvo do interesse de outros grupos estrangeiros no setor sucroalcooleiro, sobretudo europeus. (Globo Online)

 

-----Mensagem original-----
De: Raymundo Araujo Filho
Enviada em: terça-feira, 7 de fevereiro de 2006 19:04
Para: Fendel
Assunto: Re: RES: ORGULHO DE SER BRASILEIRO
Prezado fendel
É com muita tristeza que peço divulgação deste texto.
Obrigado
Seu amigo Raymundo

Esta é uma denúncia a mim enviada por um agricultor e amigo, descrevendo a atual situação de seu assentamento, que é a norma hoje no Brasil. Os “companheiros” a quem ele se refere são os dirigentes petistas e do MST (muitas vezes os mesmos). Esta denúncia apenas corrobora artigos que venho escrevendo aqui, denunciando as mentiras do ministro Miguel Rosseto (o Trotkista Entreguista) e seu chefete, o presidente Lulla (o Venal). Além de corroborar as denúncias que venho fazendo contra o João Pedro Stédille ( o Aprendiz de Mafioso).
Desafio qualquer um me processar judicialmente, pois assumo totalmente a responsabilidade deste texto, cuja fonte protejo, por motivos óbvios. Afinal, com as máfias não se brincam. Desafio a me processarem.
Vamos ao texto.....

Sem vitórias do POVO
As máfias da terra engordam.
A luta pela terra, é uma luta por espaço ocupação geográfica e conseqüente de bens naturais. Portanto não inicia com a invasão Européia neste continente, nem se encerra neste tempo. Porém é conveniente pontuarmos o momento para dirigirmos a história.
Estou assentado na Metade Sul do RS, em um assentamento legitimamente conquistado, área adquirida pelo INCRA após sucessivas lutas contra o poder dominante local, Estadual e Federal. Fazem cinco anos de assentamento e analiso este período na forma de denúncia.
Das condições Econômicas: Os assentados nestes 5 anos tiveram acesso a créditos de linhas de financiamento tipo PRONAF A, o dinheiro chegou aos poucos, em parcelas, inviabilizando investimentos, sob a pressão de adquirir no comercio local, com preços maiores que na região, a EMATER-RS responsável pelos projetos limitou as formas de investimento condicionando estes a liberação prioritária. Ou seja pressão para padronizar, sem qualificar. Resultado os assentados tiveram frustrações de safra e perda de investimentos. Se eu compro algo em uma loja e não presta, tenho direito a restituição se a EMATER-RS vende assistência ou seja fica com 13% do empréstimo, e suas recomendações dão prejuízo quem fica com o ônus é o agricultor. Resultado após 5 anos os agricultores estão derrubando mato nativo e fazendo carvão para pagar as dívidas e sobreviver.
Das Moradias e Infra estrutura - O crédito moradia também encaminhado pela EMATER-RS, resultou que os comerciantes que venceram as concorrências, forneceram materiais de padrão inferior, além de atrasos de mais três anos para entrega resultando em verdadeiras favelas rurais. Com relação a construção de cercas para conter os animais foram cortadas as árvores, algumas em extinção como a Coronilha Scutia buxifolia, pois o preço do arame foi inflacionado no comércio local, inviabilizando adquirir moirões. Em três anos as cercas caem, e novas árvores têm de ser cortadas.
As estradas ficam a cargo do poder municipal, as quais simplesmente estão abandonadas. Mas verba existe e é repassada a prefeitura pelo INCRA.
Da organização – Antigamente se havia problemas com financiamento era com o banco do Brasil, reivindicávamos e tudo se ajeitava, agora é com a CRENOR, é uma cooperativa de crédito. Nada podemos contestar, apenas aceitar o que vem.
Quanto ao comercio local é a mesma situação, são comerciantes companheiros, nada podemos reclamar se a mercadoria não presta é importante se contentar.
Quanto a luta pela terra o presidente foi um trabalhador, companheiro é melhor não se mexer muito para ele não cair nós somos a sua base.
Quanto ás ocupações, paramos pois os acampamentos se esvaziaram, os latifundiários e as empresas de celulose conquistaram mais espaço. Somente uma empresa a Votorantim invadiu mais terra própria para produção de alimentos, e conseguiu mais financiamentos do BNDS que todos os camponeses do Brasil juntos.
Restam as máfias locais, que estão se capitalizando, enquanto o INCRA paga um mil por hectare de terra a Votorantim oferece R$ 3500.
Estamos perdendo, e um movimento social que não tem vitórias vira máfia.
Vira uma luta para administrar $ como na Nicarágua e na Rússia.
Feita a Lei feita a malícia.


-----Mensagem original-----
De: Oscar A. Baldoni
Enviada em: terça-feira, 7 de fevereiro de 2006 16:10
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Notícia interessante em Biodiesel BR
Hello Thomas Renatus Fendel:
Seu(ua) conhecido(a) Oscar A. Baldoni achou que esta notícia poderia lhe interessar e resolver enviá-la a você!
Medioli: O farsa da mamona e os pseudofabricantes de biodiesel
(Data: 2006-02-06 10:48:45)
Tópico: Site Link:
http://www.biodieselecooleo.com.br/noticias/modules.php?name=News&file=article&sid=1105


-----Mensagem original-----
De: Paulo Conte
Enviada em: sábado, 4 de fevereiro de 2006 22:36
Para: Undisclosed-Recipient:;
Assunto: Mudança de enfoque
Um homem passeia tranqüilamente por um parque em Nova York quando de repente vê um cachorro raivoso a ponto de atacar a uma aterrorizada menininha de 7 anos.
Os curiosos olham de longe, mas - mortos de medo - não fazem nada. O homem não titubeia e se lança sobre o cachorro, toma-lhe a garganta e o mata.
Um policial que viu o ocorrido se aproxima, maravilhado, dizendo-lhe:
- O senhor é um herói! Amanhã todos poderão ler na primeira página dos jornais:
"Um valente nova-iorquino salva a vida de uma menininha".
O homem responde:
- Obrigado, mas eu não sou de Nova York.
- Bom - diz o policial
- Então dirão: "Um valente americano salva a vida de uma menininha".
- Mas é que eu não sou americano. - insiste o homem.
- Bom, isso é o de menos... E de onde você é?
- Sou árabe - responde o valente.
No dia seguinte os jornais publicam:
"Terrorista árabe massacra de maneira selvagem um cachorro americano de pura raça, em plena luz do dia e em frente a uma menininha de 7 anos que chorava aterrorizada".


-----Mensagem original-----
De: Oscar Baldoni
Enviada em: domingo, 29 de janeiro de 2006 21:12
Cc: Thomas Renatus Fendel
Assunto: Usina de álcool de mandioca
Dionísio Cerqueira, Santa Catarina, 29 de janeiro de 2006
Senhor : Antônio Carlos e/ou Celso Silvério
Estimados Senhores :
Muito grato por vossa atenção. Realmente é gratificante poder transmitir alguns conhecimentos, do mesmo modo que eu os adquiri. De todos modos, devo reconhecer a superficialidade dos mesmos. Eu colaborei com a usina de álcool de Sinop, Mato Grosso como fornecedor de mandioca e rama para o plantio, como qualquer outro colono. As atividades desarrolhadas para ajudar o melhor funcionamento, foram "ad-honorem"
Meu pai, Jorge Baldoni (1909-2002) tinha feito amizade com o dono Enio Pipino e com o irmão deste, Eugênio, que atendia o escritório em São Paulo. Assim, ficávamos por dentro das notícias (boas e ruins), mais cedo, a diferença do resto dos colonos, que demoravam em entender as conseqüências.
Posso contar tudo o que sei da Agroquímica Sinop, sua instalação, etc. Se querem melhor informação, eu acho que tem um registro em lugares adequados. Com certeza no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, rua Europa, onde Enio Pipino gravou pessoalmente. Eu tenho alguns poucos exemplares da publicação "O Sinopeano", que contava muita coisa.
Acredito que a Colonizadora Sinop deve manter um arquivo completo dessa coleção e muitos outros documentos. Não sei se a Agroquímica (que mudou de mãos), mantém alguma coisa. Tenho minhas dúvidas.
Posso fazer um breve relato, ainda com riscos a me repetir, porque naturalmente desconheço o que os senhores leram dos meus escritos.
A história pode ocupar vários livros. Foi-se uma geração e estamos na metade da outra, mas enfrentando um panorama totalmente diferente.
Temos que admirar a coragem dos primeiros colonizadores. Simplesmente peguem um mapa do estado de Mato Grosso. Independente da lógica divisão norte - sul, na parte norte, o município Chapada dos Guimarães era o mais extenso do mundo. Hoje podemos dizer que deve ter até municípios demais, mas deixemos isso de lado por enquanto. Quando Sinop emancipou-se, era do tamanho da Holanda.
A Colonizadora fez um bom trabalho, com chácaras todas com estrada na parte mais alta e fundo em alguns dos inumeráveis córregos da região. Os futuros núcleos urbanos tinham lugares para escolas, igrejas, esporte, etc. Fora isso, o único erro foi imaginar que as estradas poderiam comportar o trânsito dos caminhões, com o futuro progresso.
Em descargo das colonizadoras todas, digamos que o erro foi do governo central, totalmente imprevissor nesse sentido. Estava nas costas do exército a manutenção da estrada BR 163, única via de aceso à região.
Ainda nas primeiras viagens, em 1981 (tenho fotos), falei com um capitão do exército e acenei com a possibilidade de fazer a colonização como foi feita no sul, no começo do século XX, ou seja quando o caminhão não existia e tudo era por estradas de ferro. Disse que não, que eu estava errado, porque com o custo e um quilometro de estrada de ferro, faziam-se 100 quilômetros de estrada de rodagem.
Provavelmente a comparação era do custo da instalação na montanha. Mas, lá em nosso platô, com diferenças de níveis não muito íngremes, eu achava que a coisa não era tão terrível assim e, depois que a bonita estrada do exército ficou completamente estragada, eu garanto que a única e melhor solução é a estrada de ferro, sem nenhuma dúvida.
Mesmo depois da construção da estrada asfaltada, os problemas continuaram (ou agravaram-se) porque duas enormes empreiteiras dividiram a tarefa e fizeram entre a Andrade Gutierrez e a Camargo Corrêa, o péssimo trabalho dos 500 quilômetros até Cuiabá. Foi um verdadeiro "asfalto de eleição". As filtrações provocavam imediato amolecimento e a parte de baixo cedia, formando as famosas "panelas secas", com bordos afiados, verdadeiras armadilhas mortais para rodas e pneus.
Eu sou técnico em automotores, professor de tecnologia do automotor e posso calcular o aumento do perigo, com a elevação da velocidade e as conseqüência. Tudo isso muito agravado com o acostamento de apenas um metro a cada lado, verdadeiro crime premeditado. Malditos cretinos. Por causa dessa ganância, causaram, já nos primeiros anos do asfalto mais de 500 mortos, um por quilômetro. Entre eles está o pai da minha namorada na época, motorista da empresa Maringá.
Conto isto para que tenham uma idéia do critério sobre infraestrutura. Quem entendeu a coisa, foi Olacyr de Moraes, na época pioneiro da soja, com a Fazenda Itamaraty. Empenhou-e em construir a estrada de ferro Ferronorte. Essa empresa chegou a pedir para minha empresa, cotação por 600.000 dormentes de quebracho colorado (schinopsis balansae). Cheguei a arrumar o material, mas o negócio não saiu. Houve um violento colapso das empresas do empresário, muito lamentável. A estrada de ferro, da qual acho que ele ficou com uma pequena parte (perdendo tudo o resto), está indo muito devagar. Já deveria estar em Sinop.
Voltando a 1981, ninguém, absolutamente se deu ao trabalho de calcular o efeito da passagem de um veículo de carga nessas estradas precárias. O volume das chuvas é conhecido. Os enormes panelões juntavam tanta água, que as patrolas só podiam abrir canais laterais para que a agora saísse dos mesmos.
Devo relembrar que as comunicações eram muito difíceis. O mais seguro era o rádio. Ninguém dos colonos ganhou nada de graça, ao contrário. Pagamos 200 dólares o hectare, da época. (1981) os entendidos podem calcular o equivalente de hoje.
Vou pular o enorme trabalho de colocar a terra em condições de produzir, com todas as sabotagens que sofremos. Não podíamos imaginar, os produtores, dedicados a impulsar o progresso, da covarde agressão praticada à socapa pelos inimigos do Brasil. Os senhores do petróleo não duvidaram e apertaram todos os botões possíveis, acionando inclusive velhos integrantes da maçonaria. Essa misteriosa organização recebeu ordens de fora (obviamente) e passou a se somar aos detratores do pro álcool. Até que ponto eles chegaram, só Deus e suas podres consciências sabem (se é que tem).
Eu sei dizer que o avião de Enio Pipino caiu, inexplicavelmente, em fevereiro de 1984. O dono de um aparelho igual (navajo de dois motores), me disse que era impossível ter uma "pane seca", a não ser uma sabotagem no hangar. Ele disse que colocando uma pequena bolinha de naftalina no cano da gasolina, vai até a entrada do carburador, bloqueando a entrada e provocando a parada dos motores (e a caída da aeronave). Depois ... a bolinha dissolve-se sozinha, sem deixar vestígios. Crime perfeito.
Nós, colonos, nada sabíamos disso e trabalhávamos.
O pico da crise foi quando começou a aumentar a quantidade de mandioca, atingindo entre 1/4 e 1/3 da capacidade de produção da usina. Mesmo assim, na prática dava para conferir o efeito benéfico e distribuidor de riqueza, do sistema. Podemos dizer que é o contrário do sistema da cana, que é concentrador. O incremento da sabotagem deu-se pelo transporte até a usina.
Eu percebi e falei diretamente com Enio Pipino. Alertado, exigiu de mim uma idéia ou solução. falei na hora, que a solução era uma estradinha de ferro, mesmo com materiais usados. Ele gostou e o irmão também, mas foram votos vencidos, no seio da empresa. Por quem ou quais foram as personagens sinistras que levaram a empresa ao colapso, é fácil saber, lendo as atas das reuniões (se é que eram levadas). Um dia, Edmundo Pipino queixou-se que (por política) tiveram que colocar no seio do diretório ao chefe do partido oficial na época (PDS). O nome dele era Jose Sarney. Como ainda está vivo, seria bom perguntar se é verdade e, em caso positivo, que conte sua participação. Depois, é claro, é bom procurar essas atas.
A mandioca produz 380 litros por tonelada e não polui. Junta-se um lodo orgânico, que servia de adubo.
Senhores, posso continuar, mas tenho medo de cansar um pouco. Vejam se é isto ou alguma vertente em especial da produção, que desejam saber. Naturalmente, deve ter especialistas muito mais ilustrados.
Grato por vossa atenção, estou as vossas ordens.
Atentamente Oscar Armando Baldoni


Protestos no Equador paralisaram a extração de petróleo pela Petroecuador, impedindo o bombeamento de
barris de petróleo por dia.
Os manifestantes exigem a suspenção das negociações comerciais com os Estados Unidos e expulsem a
petrolífera Occidental Petroleum, estadunidense.
http://about.reuters.com/dynamic/countrypages/brazil/1139357878nN07283553.ASP
Equador acuado. Por enquanto, só o Exército reagiu.



Bautista Vidal: "FHC merece 30 anos de cadeia"
por Osvaldo Maneschy 6/2/2006

“Fernando Henrique Cardoso precisa passar 30 anos na prisão porque a entrega da Companhia Vale do Rio Doce foi um ato criminoso”, afirmou o pré-candidato do PDT à presidência da República, Bautista Vidal, nesta sexta-feira (dia 03/02), em palestra a sindicalistas do partido reunidos no Rio de Janeiro. Bautista aguarda decisão da Justiça Militar onde entrou com petição pedindo a prisão de FHC por ter internacionalizado 26 milhões de hectares do território nacional junto com a privatização da Vale, fato proibido pela legislação em vigor que pune até com prisão quem transferir para estrangeiros áreas contínuas superiores a três mil hectares.

“Esperamos que a Justiça cumpra o seu papel porque as leis do Brasil precisam ser respeitadas”, acrescentou Bautista, explicando que encaminhou petição semelhante ao Congresso, mas este a ignorou – apesar da ilegalidade do gesto. Em sua opinião, mais do que nunca o país precisa de partido político como o PDT “e sua intransigente defesa do nacionalismo, do trabalhismo, e das instituições mais sagradas dos brasileiros”.

“O momento é de se assumir posições claras, firmes, vigorosas; e isto não é tarefa para qualquer um - é tarefa para o PDT e sua coragem histórica”, argumentou. Em seguida destacou: “Ainda mais neste momento em que todos os brasileiros se dão conta do verdadeiro valor de Brizola, um grande líder que sempre defendeu o Brasil”.

Bautista Vidal assinalou que “agora que não temos mais Brizola, temos que assumir a sua grandeza e valorizar cada vez mais a sua herança”. O mundo moderno está entrando em colapso com o fim da era do petróleo, em sua opinião, e a única solução é substituir os combustíveis fósseis pelos combustíveis renováveis e limpos.

“Isto dá uma responsabilidade imensa ao Brasil, único continente tropical do planeta, onde o Sol, a água e as terras férteis são abundantes”. Segundo Bautista, a solução para o colapso energético mundial está no Brasil e o mundo já percebeu isto. Agora cabe aos brasileiros terem consciência
disto: “O Brasil é a grande nação energética do século XXI, mas a sua população não sabe disto. Por isso é fundamental um partido nacionalista para conduzir os brasileiros ao seu grande destino”.

“O papel do PDT é estratégico porque somos o único partido nacionalista. Nossa natureza é apoteótica, mas nos falta instrumental político e este é o grande papel que o PDT precisa desempenhar”, garantiu.

Bautista acrescentou: “A Carta Testamento de Getúlio é energética e há nela citações ao papel da Petrobrás e da Eletrobrás. Getúlio foi o primeiro a valorizar o álcool como substituto da gasolina e, em 1931, teve a visão de criar o Instituto do Açúcar e do Álcool, o IAA, e botar na presidência dele
o grande Barbosa Lima Sobrinho. A hora é agora e precisamos assumir o papel de Brizola”.

Segundo Bautista, o mundo está acuado com a política energética agressiva dos Estados Unidos, a mesma que levou aquele país a ocupar o Iraque e o Afeganistão - assustando Europa, Japão, Índia e China. “A única solução para a crise mundial é o Brasil, único país do mundo com capacidade de fornecer combustíveis renováveis e limpos para toda a humanidade”. Mas para que isto seja possível, “precisamos antes que o Brasil tenha um estado, um governo, e não esses abúlicos que estão em Brasília”.

Vivemos uma encruzilhada, no momento. “Todo mundo quer meter a mão no Brasil e precisamos dizer “Não” a eles. O PDT precisa ser o partido do “Não” aos entreguistas. Vivemos um momento crucial, sou professor de física há 40 anos e costumo dizer aos meus alunos que acredito plenamente que minha tese seja a correta. A não ser que consigam revogar as leis da termodinâmica e desloquem o Sol do Brasil para Nova Iorque”, disse.

Ao terminar a palestra, muito aplaudido, Bautista Vidal concluiu: “Temos que ter a visão que Getúlio teve, temos que voltar as nossas origens”.


Governo estuda incluir "ondas" no Proinfa
O diretor executivo da Empresa de Planejamento Energético (EPE), Maurício Tolmasquim, vislumbra o projeto das ondas como um forte candidato ao programa de energia alternativa do governo federal, o Proinfa. "Nosso papel é analisar tudo o que é novo. Veja no que o álcool, até pouco tempo incipiente, se tornou", avalia o especialista.

O fabricante escocês de geradores próprios para a usina de ondas Ocean Power Delivery dobrou o número de funcionários nas últimas duas semanas, de 25 para 50. De olho no potencial brasileiro, o gerente de Desenvolvimento de Negócios da empresa, David Langston, veio ao Rio ontem para participar de solenidade na Coppe que apresentou o projeto. Na Europa, a energia das ondas começa a deslanchar.

A Coppe elaborou o projeto pioneiro da usina de ondas e o governo do Ceará assumiu a construção, com investimento inicial da ordem de R$ 3,5 milhões. Para cada MW, a energia de ondas consome US$ 1,2 milhão, menos que a energia eólica (US$ 1,4 milhão) e mais que a hidráulica (US$ 1 milhão por MW). A Eletrobrás financiou parte do projeto, com R$ 375 mil.

Localizada no porto de Pecém, a 60 quilômetros de Fortaleza, a usina foi planejada para possuir 20 módulos, dos quais dois serão licitados no próximo mês. A expectativa é ter em operação um décimo da capacidade instalada da usina já em dezembro, com 50 KW. Na medida em que a demanda cresce, investidores interessados podem aumentar a capacidade também, sendo esta flexibilidade uma das vantagens apontadas pela Coppe. (Fonte: Gazeta Mercantil)


Meu reverendíssimo Odair

Gostei do nome: Bioxororó... mas como meu biocarro é paraguaio, talvez o mais adequado seria Biomarieta.
E mesmo com meio "kit", e comprado com 191.000 km, já rodei 47.000 km com óleo de soja.
Quanto a ferrovias no Brasil, o traçado tem de ser em zigue-zague, para contornar, e não dividir, as fazendas dos políticos...


Meu caro Rafael

Entrementes vc deve ter lido a página www.fendel.com.br , e sanado as dúvidas.
Quanto às demais referências, é adequado procurar em inglês.
Dias destes procurei por exemplo "cogeneration" no Google, e apareceram 4 milhões de artigos...


Meu caro Gert

Ao invés de facilitar as coisas, os poliíticos e burocratas de Brasília são especialistas em embromação, empulhação e em sacanagem:
Cadastrar produtores de álcool, é a mesma idiotice que cadastrar produtores de beringela.
Aos animais que inventam leis deste naipe, deveriam-se lançar ovos pôdres nos focinhos, para aprenderem a parar de encher o saco.
E vc muito bem define a função da EMBRAPA, onde o P significa pesquisa, e não propaganda enganosa....


Minha querida Clarissa

Como em todas as atividades, também há erros grosseiros no cultivo da cana.
Mas, o maior erro, é a proibição do microcomércio do álcool, do qual decorrem todos os outros erros, inexistentes nas pequenas culturas, onde os resíduos como vinhoto e bagaço viram comida de vaca, como demonstram meus amigos Marcelo e Pataro a anos... para a desocupada polícia, somente.


Meu caro Alexandre

Talvez os números da sustentabilidade poderiam ser:
1- baixa: monocultura em grande escala
2- média: floresta intacta
3- boa: manejo florestal
4- excelente: poliagrosilvoculturas orgânicas


Meu caro Telmo

Ao invés da secretaria do biodiesel, O Bautista criará a secretaria da bioenergia.
A frase de meu ídolo Bautista: "Com o biodiesel é muito mais fácil, com o álcool foi preciso desenvolver um novo motor, agora já está tudo aí." é correta por um lado e muito preocupante por outro, pois afinal, foi exatamente ele o Bautista que impôs o maravilhoso álcool como combustível, e obrigou todas as montadoras a fazer motores a álcool, e não motores a biogasolina.
Foi o Bautista que, sabendo que qualquer motor a gasolina podia ser convertido para álcool, mandou desenvolver inclusive um potente motor específico a álcool, no CTA - Centro Tecnológico da Aeronáutica, em São José dos Campos - SP.
Agora realmente está mais fácil.
O espetacular motor ELKO já existe a 30 anos. O próprio Bautista conheceu pessoalmente o motor e seu inventor, o fantástico Ludwig Elsbett.
Além disso, transformar motores Diesel para óleos vegetais, é menos complicado do que transformar motores a gasolina em álcool.
Na Alemanha existem mais de 100.000 motores a Diesel transformados em motores a óleo vegetal, alguns com mais de 600.000 km rodados.
Só na Alemanha existem mais de 30 "fundos de quintal" que transformam qualquer motor Diesel para óleo de canola, e a Alemanha não tem nenhum Bautista.
Então, assim como não faz sentido fazer biogasolina, não faz sentido fazer biodiesel.
Está novamente na poderosa mão do Bautista, reverter o quadro hipócrita do biocombustível mundial na mão dos oligopólios, e ele certamente não vai deixar a máfia fóssil tomar conta dos biocombustíveis definitivos, e permitir que se continue com essa sandice do caro e desnecessário biodiesel.


Meu caro Almeida

Muito obrigado pela tradução do texto de meu genial amigo Nikolaus Foidl da Nicarágua, que segue abaixo.
Neste texto, verificamos que estamos apenas e ainda na era da gestação das fantásticas bioenergias, ou seja, a era do uso da fotossíntese pelo homem, nem nasceu.
Retornando de minha caminhada pelos arredores, deparei com um monte de espinhos secos de pinheiro Araucária. Fico a imaginar a energia contida nesta biomassa resinosa, que resulta num intenso fogo, aqui por vezes utilizado para sapecar pinhões. É uma quantidade de energia considerável, geralmente desperdiçada.
E ao mesmo destino inútil ainda sucumbe a grande maioria dos resíduos vegetais.


Meu caro Paulo

Muito obrigado pela digitação do majestoso texto sobre o motor ELKO de 1987 da revista Quatro Rodas.
Quem quiser o arquivo com 5 Mb, com as fotografias, é só me pedir.
O lendário Ludwig Elsbett desenvolveu este motor para o Brasil.
O texto, que segue abaixo é inacreditável, e a dúvida que fica é:
O que aconteceu? Como a máfia do porcotróleo conseguiu boicotar este explêndido projeto?
Afinal, a série de protótipos, sempre o mais complicado, foi feito com êxito estrondoso...
A produção seriada de uma máquina maravilhosa destas é baba...é café pequeno...
Como se explica um crime contra a humanidade deste porte?


Meu caro Ricardo

Que ótima a idéia da Rita Lee de se fazer "A casa dos candidatos" para aqueles que se dizem com vontade de reger nossos destinos.


Bioabraços desabobalhantes:
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação autorizada e desejável.
“Eles enfurnam a lista de Furnas, e em troca o Duda não volta pra CPI! ENFURNARAM tudo. Eu também quero fazer um acordão com o meu vizinho: troco o meu Chevette 87 pela Pajero 2001 dele, e em troca eu não denuncio que ele tá transando com a peladona do quarto andar. Que fez um acordão com o porteiro pra ele não denunciar que ela come o entregador de pizza. É assim que está funcionando a política brasileira: esculhambaria. Mistura de esculhambação com putaria." - JOSÉ SIMÃO



-----Mensagem original-----
De: Ricardo Susin Schelbauer
Enviada em: terça-feira, 21 de fevereiro de 2006 11:10
Assunto: Fw: ENC: BBB X RITA LEE

A idéia de Rita Lee...(genial!!!)
No programa de tv., a cantora e ativista Rita Lee teve uma daquelas idéias brilhantes, dignas do seu gênio criativo. Reclamando da inutilidade de programas como o Big Brother, ela deu a seguinte sugestão: colocar todos os pré-candidatos a presidência da República trancados em uma casa, debatendo e discutindo seus respectivos programas de governo. Sem marketeiros, sem máscaras e sem discursos ensaiados. Toda semana o público vota e elimina um. No final do programa o vencedor ganharia o cargo público máximo do país. Além de acabar com o enfadonho e repetitivo horário político, a população conheceria o verdadeiro caráter dos candidatos.
A idéia não é incrivelmente boa? Se você também gostou, mande essa mensagem para os amigos e compartilhe essa campanha:
Casa dos Políticos, JÁ!


-----Mensagem original-----
De: Paulo
Enviada em: terça-feira, 21 de fevereiro de 2006 09:09
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Re: OI

Oi Fendel como vai a luta incansável ?
Como eu tinha lhe prometido eu digitei todo o texto sobre o MOTOR ELKO daquela 4 rodas antiga e tambem fiz uma versão em word que se vc quiser pode por na sua lista de discussão e outra em PDF pra mandar pro pessoal, com as fotos e tudo ficou mais ou menos, mas é melhor que nada Muita gente desconhece esta reportagem, então ai vai. Abracos.
Paulo


-----Mensagem original-----
De: Almeida
Enviada em: segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006 11:54
Para: Fendel
Assunto: Tradução do texto de Nikolaus Foidl
Caro Thomas.
Segue a tradução solicitada.
[]s, Almeida.

Caro Fendel ! (original em inglês)
Eu estava calculando a capacidade um outro vegetal, imenso produtor de bioenergia, que pudesse dar um impulso às degradadas áreas de agricultura: as palmeiras.
As palmeiras são os mais eficientes transformadores da luz solar no reino vegetal, são 2 a 3 vez mais eficazes do que a cana-de-açúcar.
Normalmente a luz do sol transforma CO2 e água em diferentes açúcares e a seiva de alta concentração de açúcar é levada para as vagens de flores, para a síntese das fibras da madeira, óleo e amido.
Como todo processo de transformação está ligado à perdas, ele usa 3 vezes mais açúcar (energia) para obter a mesma energia em óleo. Se você drenar a vagem da flor e retirar a seiva de açúcar você obtém um líquido com aproximadamente 12 a 15% de açúcar. Uma plantação em média produz aproximadamente 21 toneladas métricas de açúcar sólido por hectare/ ano; isto é 3,5 vezes mais do que a cana-de-açúcar e esta seiva de açúcar é rica em minerais, vitaminas e proteínas.
Portanto se você transformar todo o açúcar em álcool e destilar o álcool você ainda terá 100.00 litros de água rica em micro nutrientes para fertilizante agrícola que poderia economizar enormes quantias de energia fóssil ao substituir fertilizantes baseados em fósseis.
Você poderia também usar a seiva sem a fermentação como uma bebida energética saudável enriquecida com minerais, vitaminas e proteínas, ou como substituto da cerveja como se faz na Malásia, Índia, etc.
Procure as seguintes palavras-chave e você encontrará vasta literatura:
Toddy (suco de palmeiras)
Arrak (bebida fermentada de seivas de palmeira)
Palm sap (seiva de palmeira)
Palm wine (vinho de palmeira), etc.
Considerando o grande espaço entre as palmeiras, você pode ainda fazer alguma plantação intercalada de iúca como amido para produção de álcool somando aproximadamente 6.000 litros ao álcool de palmeira.
Como as palmeiras podem crescer em quase todo tipo de solo e numa variação de temperatura maior que da cana-de-açúcar, eu acho que poderia ser uma alternativa que necessita menos maquinário e uma vez plantada pode produzir durante mais de 100 anos, todos os anos, amplas quantidades de açúcar ou álcool. Também os pequenos produtores poderiam simplesmente drenar umas 100 ou 200 palmeiras e entregar a seiva fermentada para a fábrica ou destilar seu próprio álcool.
A palmeira mais produtiva é a palmeira açúcar ou “toddy”, mas quase toda palmeira produz seiva de açúcar.
Espero ter acrescentado mais uma idéia interessante à sua coleção.
Saudações. NIKOLAUS


-----Mensagem original-----
De: Telmo Heinen-Y
Enviada em: segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006 10:18
Para: Thomas Renatus Fendel
Assunto: Bautista Vidal, será que vai ser convidado?

Lula cogita chamar o criador do pro-álcool para integrar pasta do biodiesel - Nova Secretaria!
Nos próximos dias está marcado um encontro entre o presidente Lula e José Walter Bautista Vidal, o principal responsável pelo desenvolvimento do programa nacional do álcool (proálcool) no Brasil.
O governo pretende criar uma nova secretaria, ligada a casa civil, com a finalidade específica de cuidar dos projetos relacionados ao biodiesel. Bautista Vidal foi chamado para participar das discussões na formulação dessa nova secretaria.
Bautista Vidal já havia dado declarações que aceitava ajudar o governo atual a alavancar o biodiesel no Brasil, com a condição de que fosse para tornar o Brasil uma potência no setor de biodiesel, não para desviar os recursos energéticos nacionais para o exterior, ou para interesses de grupos estrangeiros.
No momento que o mundo volta os olhos para o Brasil e suas fontes energéticas renováveis, o criador do proálcool ganha status de celebridade internacional, ele que foi uma das peças chave para o desenvolvimento do setor sucroalcooeiro e do programa nacional do álcool no Brasil.
Integrando sua experiência com o proálcool, o físico Bautista Vidal com sua equipe pode fazer do programa nacional de biodiesel um sucesso maior que o proálcool: "Com o biodiesel é muito mais fácil, com o álcool foi preciso desenvolver um novo motor, agora já está tudo aí." Bautista se referindo ao fato de que o biodiesel não requer nenhuma alteração no motor para ser utilizado.
Nos próximos dias novas informações sobre esse encontro devem ser divulgadas pelo planalto ou pelo instituto do sol, assim aguardem em breve aqui na Biodiesel Eco Óleo.

-----Mensagem original-----
De: Alexandre A. Brasil
Enviada em: sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006 23:09
Para: Debates na área florestal em língua portuguesa
Assunto: Re: [Floresta-l] Re: concessões Trabalho SISP ROF_FAO

Não precisa ir na década de 80, hoje a grande discusão do momento nos EUA a fim de "burlar" a OMC com os subsídios agrícolas, é justamente o pagamento de serviços ambientais pelos serviços ambientais prestados pela agricultura.
O Fendel poderia descrever melhor os conceitos de sustentabilidade, pois suas diferentes classes são baseados na lei da Temodinamica. Mas vou tentar arriscar. A sustentabilidade se classificaem 4 categorias:
1) muito fraca, 2) fraca, 3) forte, e 4) muito forte.
A agricultura se enquandra no 1) muito fraco. Se enquadraria no 2) fraco, se o valor dos serviços ambientais retirados com a conversão da floresta fossem depositados em um fundo para "recomposição" futura e/ou investido em uma floresta parecida à que foi convertida. Já a conservação de floresta se enquadraria no 3 e a preservação total no 4.


-----Mensagem original-----
De: Clarissa Tag
Enviada em: sábado, 18 de fevereiro de 2006 09:38
Para: Fendel
Assunto: A Hipocrisia de um combustível sustentável
http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=23187

A hipocrisia de um combustível sustentável
Paula Lopes de Araújo (*)

Recentemente, muitos têm aclamado o incentivo ao etanol, mais precisamente, ao álcool oriundo da cana-de-açúcar, como uma alternativa de fonte energética limpa. Grande erro.

O álcool é sim um combustível renovável, sendo uma alternativa ao escasso petróleo, combustível fóssil com quantidades limitadas, além disso, o petróleo contém impurezas, como o enxofre, sendo mais poluente. Mas a produção do álcool gera uma série de poluições e depende de tantas mazelas sociais que seria hipocrisia considerá-la como uma fonte energética sustentável.

Em muitas cidades onde há o cultivo de cana-de-açúcar, ainda é adotada a queimada antes do corte. Para cortar, é empregada mão de obra temporária, pessoas sujeitas a salário baixíssimo, desprovidas de equipamentos adequados para o trabalho perigoso. Além disso, a queimada traz uma série de conseqüências prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
Muitos animais são mortos, a queimada pode atingir áreas naturais, e há grande lançamento de poluentes atmosféricos que atingem o sistema respiratório podendo ocasionar uma série de problemas pulmonares. Segundo pesquisadores da Faculdade de Medicina (FM) da USP, a queima da cana-de-açúcar na região de Araraquara (interior de São Paulo) provoca um aumento no número de internações por asma e hipertensão arterial na cidade. "A concentração de material particulado em suspensão durante o período da queima da cana é quase o dobro em relação ao período da não-queima", conta o médico Marcos Abdo Arbex, um dos autores do estudo. Segundo Arbex, a queima da cana, que acontece entre os meses de abril e novembro, provoca a emissão de uma espécie de fuligem, composta por 90% a 95% de partículas finas ou ultrafinas, que não são visíveis a olho nu. "Quando inaladas, essas partículas atingem os alvéolos pulmonares e a corrente sanguínea provocando uma resposta inflamatória com repercussão sobre o sistema respiratório e cardiovascular", explica o médico.O estudo demonstrou que é maior o número de internações durante o período de queima da cana-de-açúcar. No caso da hipertensão, esse número é de 2,82 internações por dia, contra 1,92 na não-queima. Para os casos de asma são 1,43 e 0,95, respectivamente.

Entretanto, no estado de São Paulo tem-se uma postura bastante conivente. A Lei Estadual nº 11.241, de 19 de setembro de 2002 permite a queima gradativa em áreas não mecanizáveis até o ano de 2031, enquanto nas mecanizáveis vai até 2021; isso confrontando com a Lei Federal nº 6.938/81 (Política Nacional do Meio Ambiente), que lhe é hierarquicamente superior, a qual condena atividades poluidoras, como é o caso da queimada.

Dessa forma é importante ponderarmos bem o que ouvimos por aí, pois a realidade pode ser bem diferente.

* É graduanda em Gestão Ambiental pela ESALQ/USP
--
Clarissa Taguchi
Cia. Ecológica do Brasil
http://www.ciaecobrasil.com.br
Tel. 0**21 3860 3391/ 21**2580 6723
A mentira é a distância que há, e não há, entre mim e você.

-----Mensagem original-----
De: ECOLOGIA EM AÇÃO
Enviada em: sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006 21:40
Para: vários
Assunto: Res: (JMA): Embrapa Horliças produzirá 80.000 mudas de árvores nativas
Prezado Dirley
nunca fui uma Embrapa, nunca tive sequer 0,0001% do patrimonio de uma EMBRAPA, nunca tive "doutores" e mestres em minha pequena organização de pesquisa leiga e não reconhecida pela UFSC de Santa Catarina, mas na década de 80, produzimos mais de 150.000 mudas nativas da Mata Atlântica com espécies que ocorrem na região do litoral nordeste numa altitude de até 400 metros.
Essas mudas - entre as quais podemos citar os jacatirões, as bicuibas, as embaubas, os olandis, as diversas variedade de canelas, o sassafrás, o guapuruvu, o tanheiro, a licurana, o tucaneiro, o araçazeiro, as grumixamas, os combatás, entre tantos outros totalizando 36 especies estudadas desde a data da inflorescencia, deiscencia, coleta de sementes, preparação das sementes, quebras de dormencias, sementeiras, extratos, embalagens diversas testadas, e metodos sedimentados e testados com resultados deslumbrantes, que a UFSC de Santa Catarina não conseguiu - com milhões que recebeu no projeto Nativas Florestais, ofertar aos madeireiros de SC.
Portanto, não sendo uma EMBRAPA, que é o orgulho nacional, ??? informo aos brasileiros, que todo esse acervo que consta de nossos arquivos, com mais de 2.000 fotos a cores em perfeito estado de conservação em negativos e diapositivos, não pode ser divulgado para o povo brasileiro, por que nenhuma instituição nos respondeu aos apelos de ajuda financeira que por longos anos fizemos na maior humilhação, para poder publicar essas informações todas, em uma obra que seria a redenção da Mata Atlantica.
Esse - meu querido Dirley Ferreira, é o destino de brasileiros que amam as suas florestas de fato e de direito, sem o olho gordo nos dolares de financiamentos, ou verbas abocanhadas dos contribuintes e tudo com um mísero ou nenhum retorno.
Não vejo mérito algum nessa noticia. Faz a Embrapa - pelos milhões de reais, dólares, euros que amealha com muita facilidade, mais do que a obrigação. Digo mais, faz pouquíssimo. Faz pior, pois no dever de passar a tecnologia desenvolvida com o dinheiro do contribuinte, para a iniciativa privada, permitindo a criação de tecnologia florestal nativa beneficiando centenas de viveiros privados florestais de especies nativas, com a criação de milhares de empregos, faz o contrario, concorre com os poucos pequenos indefesos que lutam com muita dificuldade para sobreviver entre o emaranhado burocrático e corporativo.

Atenciosamente
Eng. Agr. Gert Roland Fischer - CREA-SC 1288-4
Pesquisador Leigo não reconhecido pela comunidade tecnico cientifica.

-------Mensagem original-------
De: Dirley Ferreira
Data: 02/17/06 21:10:05
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Assunto: (JMA): Embrapa Horliças produzirá 80.000 mudas de árvores nativas
Ontem, a Embrapa Hortaliças atravez de lider e Chefe, Dr. Amauri, anuciou que produzirá até o ano de 2007, oitenta mil mudas de ávores nativas do cerrado. Essas mudas serão usadas na recuperação de matas ciliares e outros mas sempre em prol do meio ambieten no DF e/ou entorno do DF.
Maiores informações na pagina do Centro Nacional de Pesquisas de Hortaliças - CNPH:
www.cnph.embrapa.br
Dirley Ferreira


-----Mensagem original-----
De: ECOLOGIA EM AÇÃO
Enviada em: sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006 08:56
Para: fendel
Assunto: A CORPORAÇÃO ESTA COLOCANDO OS SEUS TENTACULOS SOBRE OS AGRICULTORES - CANALHICE.

CADASTRO DE PRODUTORES DE ÁLCOOL
PARA EVITAR COMÉRCIO CLANDESTINO
A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vai cadastrar produtores e cooperativas de álcool combustível, com o objetivo de controlar o produto comercializado no país. Resolução publicada no Diário Oficial da União determina requisitos necessários a cadastramento e estabelece que os produtores terão que encaminhar à ANP os dados de comercialização do produto, até o dia 15 de cada mês subseqüente. Também deverão lacrar cada compartimento do veículo utilizado no transporte do produto e manter a documentação à disposição dos agentes de fiscalização da agência ou de órgãos conveniados. De acordo com informações divulgadas pela ANP, em um prazo de 60 dias após a publicação da resolução, somente os agentes que tiverem o certificado de cadastramento do Álcool Etílico poderão comercializar o produto. A fim de fechar ainda mais o cerco em torno da comercialização clandestina do produto, a ANP somente estará cadastrando os produtores e cooperativados que possuírem o código de cadastramento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – que por sua vez só poderão comercializar o álcool para distribuidoras autorizadas pela Agência


-----Mensagem original-----
De: Rafael Ferreira
Enviada em: quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006 09:54
Para: Rede Florestal BR
Cc: thomas@fendel.com.br
Assunto: [redeflorestal-br] "Prá que biodiesel se dá pra utilizar óleos vegetais?"
Meu Caro Fendel, perdoe a minha quase nulidade no assunto tão empolgante e importante que é a geração de energia... mas, eu ficaria muito grato se você disponibilizasse os principais pontos (negativos e positivos) entre estas atuais tecnologia(diesel, gasolina, gás..) e as "futuras" a serem utilizadas, especialmente da utilização de óleos vegetais.
é claro que pode ficar inviável você manda por e-mail(só se vc mandar uma tabela, hahaha)... mas se possuir arquivos e/ou atalhos para sítios que tratam com propriedade e sem partidarismo sobre o assunto, eu e outros como eu ficaríamos muito grato! e se convencido, ganharás mais uma adepto ao pró óleo vegetal!!! hahhahhah..
Abraços (ainda não vi o seu sítio, se tiver algo lá, desconsidere este e-mail)

-----Mensagem original-----
De: Odair - Assessor da Presidencia
Enviada em: terça-feira, 14 de fevereiro de 2006 18:19
Para: Fendel
Assunto: Re: Usina de álcool de mandioca
Caro Eng.° Mecânico THOMAS RENATUS FENDEL
Mui reverendíssimo Grão-Sacristão da Bio-Energia - Diretor-Presidente da FENDEL Tecnologia

Saúdo vossa sacrossanta figura e registro sua correspondência contendo textos de vários dos abnegados defensores deste País que ainda encontram-se na ativa e não curvaram-se em genuflexão a interesses alienígenas, digo, externos.
Lembro, a propósito da citação de Dom OSCAR ARMANDO BALDONI: houve, em Minas Gerais, na década de 70, o incremento a uma usina de produção de álcool de mandioca. Era na região de Curvelo, próxima ao centro geográfico do estado. Por motivos possivelmente idênticos aos outros, a iniciativa não floresceu... Quanto poderia ter sido ganho neste País se tal tipo de empreendimento vicejasse desde então.
Dom OSCAR também cita o equívoco de se privilegiar o modal rodoviário (em detrimento do modal ferroviário) na região de colonização agrícola mato-grossense que resultou na criação do município de SINOP, naquele estado irmão. Logo o glorioso exército nacional, com tanta bagagem na construção de ferrovias também (quem quizer verifique os painéis que estão na sala de rancho do Batalhão de Engenharia de Araguari, cidade do Triângulo Mineiro, com as grandiosas obras de Engenharia Rodoviária, Aeroportuária e, sobretudo, Ferroviária, feitas em várias partes do País por aquela tropa estão gravadas em painéis imensos, devidamente historiados.)...É a triste sina do Brasil: um País de dimensões continentais mas que não privilegia o transporte por ferrovias e/ou hidrovias, em rotas de longo curso. E as Profissões de base tecnológica, que detém o conhecimento específico, se escondem na humildade e não fazem ver à Sociedade que para crescer é necessário ousar e não perpetuar a insensatez. Claro que ainda há raras e honrosas excessões, como é o caso de Vossa Reverendíssima figura e de alguns outros como os que constam desse grupo..
II. Por outro lado, vejo que agora os estadunidenses copiam o Grão-Sacristão. Sugiro verificar com Xitãozinho e Xororó - ou com outro cantor ou outra dupla sertaneja (para mim, mineiro que sou, diria dupla "caipira", que é como me sinto, com muita honra) - a possibilidade deles fazerem empreendimento conjunto com o Grão-Sacristão que, há décadas, move seus veículos com óleos vegetais e, notadamente, com óleo usado de fritura, como já verifiquei pessoalmente ao ter tido a oportunidade de trazê-lo para evento aqui no CREA-MG. Não sei se são os cantores brasileiros que cito mas há alguns que, parece-me, são amigos do dito cantor country referido por Dom PAULO SOGROI. A coisa pode evoluir mais, pois lá eles misturam 80 % de diesel fóssil com 20 % de biodiesel. Aqui, Vossa Sacrossanta figura, pelo visto, mistura no valoroso Toyota Caldina 'paraguaio' 95 % de biocombustível ou óleo de fritura devidamente purificado com 5 % de biocombustível (álcool). Muito mais acertado! O duro é o nome: lá é Bio-Willie, numa mistura crítica embora um pouco melhor que o calamitoso Programa federal desse negócio chamado de biodiesel; aqui seria o que? Bio-Xororó? Bio-Xitão?.. Poderia ser Bio-Sacristão..
III. E o livro, a que se referiu o ano passado?
Especial 2006, que ainda é tempo de almejar a todos. Que haja mais ética e sensatez. Grato pela paciência. Atenciosamente

Eng.° Civil ODAIR SANTOS JUNIOR
Assessor de Águas e Meio Ambiente da Presidência do CREA-MG




O REVOLUCIONÁRIO MOTOR ELKO
O fantástico motor alemão movido a tudo.
Reportagem de Luiz Bartolomais Jr
Colaboraram: Adílson Augusto, Antônio C. Fon, Cláudio Carsug e Douglas Mendonça.
Extraído da revista Quatro Rodas ano 1987

REVOLUÇÃO
Imagine que você, tendo ficado sem combustíveis, possa despejar um litro de óleo de cozinha no bocal do tanque e assim andar de 20 a 40 quilômetros. Imagine ainda que, tendo um sitio, você possa abastecer seu carro com qualquer óleo extraído de maneira rudimentar de certas plantas.
Isso já é possível: um sistema alternativo de motorização e produção energética – que alia um motor incrível, já testado por Quatro Rodas, a uma espécie de refinaria portátil – foi desenvolvido na Alemanha e será fabricado pioneiramente no Brasil. Parte da produção poderá ser exportada para o Japão e a União Soviética, também interessados no projeto Elko – essa a marca do novo motor alemão.

E ele é certamente um motor revolucionário: capaz de funcionar com qualquer combustível líquido – desde óleo diesel, gasolina, álcool, todo tipo de óleo vegetal e até mesmo óleo queimado – , faz um carro de luxo como o Audi 100 andar até 40 quilômetros com um litro de uma autêntica salada de óleos vegetais.
É impossível deixar de imaginar o impacto que o lançamento de um motor como esse pode causar no mundo. Isso pode mudar a nossa vida. Pode mexer profundamente com a economia, revolucionar o mundo dos transportes e da produção agrícola.

A grande notícia só seria dada a público no começo do próximo ano. Quatro Rodas rompeu o cerco de sigilo criado em torno do projeto. E, além de apurar os fatos para revelá-los aqui com exclusividade mundial, testou o automóvel em que o motor Elko foi instalado experimentalmente e comprovou suas características absolutamente inovadoras. Nossa equipe foi surpreendida pelo alto desempenho do motor, baixíssimo consumo, resistência inédita a altas temperaturas e capacidade poluidora quase nula.

A grandeza do assunto exigiu um tratamento diferente. Na primeira parte de nosso trabalho, mostramos a você em que consiste o sistema Elko e como chegou ao Brasil. Em seguida apresentamos o teste com o carro que recebeu o novo motor. Finalmente, revelamos o que pode acontecer daqui pra frente – por exemplo, quais os primeiros veículos nacionais a receberem o motor Elko. E fazemos um mergulho no futuro, conjeturando sobre o que poderá ocorrer em vista do potencial transformador que o novo invento traz. Acompanhe-nos nesta descoberta.

ESTE É O MOTOR MOVIDO A TUDO

Veja como o sistema Elko, da supermáquina “cavalo de aço” ao carro com o motor revolucionário, que é movido a qualquer óleo vegetal.

A grande descoberta capaz de mudar o mundo não é só uma máquina, um carro, um motor ou um novo tipo de combustível. É tudo isso junto.
Ela é uma combinação muito feliz de vários inventos, descoberta múltipla que se reduz na prática a duas unidades apenas:
- O revolucionário motor de ciclo diesel que funciona com qualquer combustível liquido, além de ser espantosamente econômico.
- O cavalo de aço, uma máquina de múltiplas funções capaz de extrair qualquer óleo vegetal, gerar sua própria energia utilizando esse óleo e também destiná-lo diretamente ao tanque de combustíveis de um veículo que utilize o novo motor.
É difícil dissociar os componentes do sistema Elko, tão integrados que estão. Então vamos supor uma situação real que resuma tudo: alguém tem uma pequena fazenda com oleaginosas, onde dispõe de alguns veículos e máquinas agrícolas, e não recebe energia elétrica nem combustíveis. Mas tem o motor Elko instalado em todos os veículos e máquinas – incluindo o cavalo de aço, a multimáquina pouco menor do que uma geladeira.
Esmagando as sementes no cavalo de aço – amendoim, por exemplo – o fazendeiro obtém combustível, eletricidade para a casa e ainda aproveita os resíduos da prensagem como torta para alimentar o gado. O sistema não deixa poluentes – enquanto da produção de álcool da cana sobra o vinhoto, resíduo em geral inaproveitado e que vai poluir rios e lagos por todo o país.
Como a mamona, a mesma máquina processa qualquer outra oleaginosa. Algumas, como o dendê, são perenes, a árvore permanece depois da colheita e produz de novo – já a cana-de-açucar tem de ser quase toda arrancada do solo a cada safra.
Alem do equipamento extrator de óleo – que inclui moedor, centrífuga e filtro – o cavalo de aço, incorpora ele próprio um motor Elko. Esse motor fica acoplado, a um gerador de eletricidade que produz energia para o próprio funcionamento da máquina. E o cavalo de aço pode ser regulado para produzir mais ou menos energia elétrica, e mais ou menos óleo, conforme o necessário. E o óleo produzido é imediatamente utilizável nos motores, sem precisar de qualquer refinação.
O sistema Elko apóia-se firmemente na descoberta do motor – o Elko multifuel - , que opera com alta eficiência e extrema economia, queimando qualquer óleo combustível.

Nesse Motor Duas Alternativas para a Crise Energética.

Esse motor responde ao mesmo tempo a dois grandes desafios enfrentados pelo mundo automotivo desde a crise energética dos anos 70: o da economia de combustível e o do criação de alternativas para reduzir a dependência em relação ao petróleo.
Embora a alta nos preços do petróleo tenha obrigado as fábricas a criarem motores cada vez mais econômicos, havia um limite até agora intransponível para isso: a necessidade de refrigeração dos motores. Os motores convencionais refrigerados a água desperdiçam energia demais através do radiador. O novo motor, que resiste a temperaturas altíssimas sendo refrigerado apenas a óleo, reduz esse desperdício a menos da metade – o que o ajuda a fazer de 20 a 40 km com um único litro de combustível.
A busca de alternativas para o petróleo tem inspirado experiências variadas – entre elas a brasileira, com o álcool de cana. Mas o motor Elko pode queimar qualquer combustível vegetal, ou mineral, ou os dois juntos. Teoricamente, permite que qualquer lugar do mundo capaz de colher oleaginosas possa obter delas combustíveis de uma forma bastante simples, para alimentar suas máquinas e motores de veículos, gerar eletricidade e, de quebra, vender óleo comestível.
Para ficar numa definição familiar, o Elko é um motor de ciclo diesel dotado de turbocompressor. A partir daí, tudo nele é diferente. Em resumo, o novo motor é:
- Multicombustível.
- Extremamente econômico.
- Refrigerado por óleo.
- Altamente insensível ao calor – e também ao frio.
- Pouco sensível as altitudes.
- Feito quase todo de ferro fundido.
- De dimensões muito reduzidas.


Perda de Calor Reduzida a Metade

É um motor diferente já na aparência: nada de mangueiras, ou radiador de água, por onde o calor se dissipe. Nos motores convencionais, 32% da energia, em forma de calor, é jogada fora através do radiador. No Elko, a perda se reduz a 15%. Por isso ele é chamado semi-adiabático – ou seja, que não perde calor.
Mas como isso acontece? Como pode um motor reter tanto calor sem fundir ou queimar a junta do cabeçote – desnecessária nessa máquina altamente resistente ao calor.
E ele é assim resistente também porque é quase totalmente feito de ferro fundido. E o ferro, além de ser bem mais barato que as ligas metálicas de que são feitos os motores comuns, só funde a 1.200 ºC – a temperatura normal da cabeça do Elko não passa dos 650ºC.

Diferente das Experiências Anteriores com Óleo Vegetal, esse Motor Não Funde e Quase Não Deixa Escapar Energia. E Ainda Pode Durar 400.000 Km.

Um dos segredos desse motor e de sua resistência térmica é o pistão, estranhamente dividido em duas peças separadas: a cabeça feita de ferro fundido e a saia de alumínio (única parte do motor que não é de ferro). As duas são unidas pelo pino do pistão, que permite uma leve articulação entre ambas – e isso equilibra as forças, eliminando grande parte do atrito do pistão com o cilindro. Resultado: mais uma redução das perdas energéticas.
Por ser de alumínio, excelente condutor de calor, essa saia também dissipa o calor da cabeça do pistão sem sofrer com isso. Pois é justamente na saia que atua a refrigeração por dois jatos de óleo.

Uma Bomba Injetora para Cada Cilindro

Outro segredo é a injeção de combustível. No lugar de uma só bomba comandando todos os cilindros, há uma bomba para cada cilindro. Todas são comandadas por eixo de ressaltos semelhante ao comando de válvulas dos motores a gasolina. A vantagem disso: além de serem mais simples, essas bombas isoladas funcionam com pressão muito maior que a bomba única – o que afasta a possibilidade de entupimentos.
E a taxa de compressão é elevadíssima: chega a 33:1 quando se exige mais do motor. É por trabalhar em compressão tão alta e a temperaturas também muito superiores às dos motores comuns que o Elko pode usar óleos, não refinados e produzir uma queima de combustíveis tão completa – aproveitando tudo e praticamente sem deixar resíduos.

Câmara Cavada na Cabeça do Pistão

A queima total do Elko se apóia ainda numa das suas grandes originalidade: a câmara de combustão é uma reentrância embutida na cabeça do pistão – autêntico ovo de Colombo. Com isso, no momento da combustão há uma turbulência de gases, como redemoinho, apenas no centro do pistão – de novo, evita-se a dissipação do calor. O que ocorre é que, quando a queima começa, parte do ar ainda relativamente frio que é admitido no cilindro move-se em direção ao local da combustão. Esse ar mais frio e em turbulência absorve o calor que iria se dissipar pelo bloco do motor e o recicla de volta ao processo de combustão.
Finalmente, o rendimento excepcional do motor se deve também ao turbo. Por vedar melhor os gases da combustão e permitir taxas de compressão bem altas, o Elko fornece condições ideais para o aproveitamento do turbocompressor.
Por ser um motor multifuel – capaz de queimar indiferentemente qualquer combustível liquido sem precisar ser regulado a cada mudança - , o Elko é aparentemente mais viável que outras tentativas de se fazer um motor alternativo.
É muito mais simples e mais barato, por exemplo, que o motor a hidrogênio, também já em testes na Alemanha, mas cuja tecnologia esbarra num problema sério, como o hidrogênio é um combustível muito instável , sua armazenagem é complicada.
Estuda-se, no caso, a utilização de uma espécie de esponja metálica que libera pequenas quantidades de gás quando aquecida. De qualquer modo, isso exige tanques pesados, caros e que dão pouca autonomia aos veículos.

Como Alternativa, Seria a Mais Viável?

O motor elétrico, tem problemas semelhantes ao de hidrogênio, baterias caras, pesadas e pouca autonomia. Nesse ponto, com seu baixo consumo de combustível, o Elko permite autonomia de sobra.
Quando ao uso de óleos, vegetais como combustíveis de veículos, já houve outras tentativas. Quando o Proálcool foi lançado no Brasil, por exemplo, tentou-se a adaptação de motores diesel ao uso de óleos vegetais. Quatro Rodas chegou mesmo a testar picapes Saveiro e City preparadas para queimar óleos de soja e mamona. As experiências acabaram não dando certo devido ao alto custo.
Era preciso refinar muito o óleo para torná-lo mais queimável e aditiva-lo para evitar que se criasse uma goma dentro do motor, causando entupimentos. Um problema ausente no Elko.
Outra grande vantagem: segundo os técnicos alemães, a vida útil do Elko estaria por volta dos 400 mil quilômetros. Ou seja, incomparavelmente maior que a de um a álcool ou gasolina – e ainda mais longa que a de um motor diesel semelhante, que dura em torno de 200 a 300 mil km.
Finalmente, ele ocupa pouco espaço: o que testamos tem o tamanho aproximado do motor de nosso velho DKW. E só pesa por volta de 80 kg, contra 130 kg do motor equivalente do Santana.

POR QUE O BRASIL

Há dois anos, o empresário e ex-corredor de automóveis Eugênio de Andrade Martins buscava um motor para os utilitários da Puma, da qual era diretor. Lembrou-se de um motor que observara dois anos antes num salão em Detroit – era o próprio Elko, só que na época (1983) ninguém se interessara por ele.
Eugênio foi então à Alemanha visitar o Instituto Elko (abreviatura de Elsbett Konstruktion) – fundação dedicada a pesquisas e projetos, instalada perto de Nuremberg. Klaus Elsbett, executivo da Elko, acabou entregado a Eugênio um carro – o Audi que testamos – com o novo motor, para que o trouxesse ao Brasil e tentasse interessar algum grupo no projeto.
Ao mesmo tempo, a Elko negociava com o grupo japonês Mitsui e a estatal soviética Autosport – que agora estariam mais inclinados a importar os motores fabricados aqui. Para os soviéticos, o sistema Elko resolveria o problema do que fazer com as terras em torno de Chernobyl, impedidas por muito tempo de produzir alimentos devido ao recente desastre nuclear. A solução: plantar ali alguma cultura, como o girassol, para dela extrair óleo vegetal combustível.
Mas o Audi/Elko chegou ao Brasil em segredo. E quem se interessou foi o grupo Garavelo, que hoje tem já empresas – umas delas, a Garavelo Óleos, extrai e industrializa óleo de mamona perto de Natal,RN. E o Grupo, segundo o presidente, Luís Antônio Garavelo, acaba de assinar um contrato em joint venture com a Elko para produzir aqui o novo motor.

Condições Ideais

Mas, afinal por que o Brasil? Garavelo diz: “O combustível derivado de petróleo custa caro ao pais, que, contudo, tem imensas quantidades de terra inexploradas. Também tem praticamente durante todo o ano sol e água, condições ideais para as plantas captarem energia pela fotossíntese. Na Malásia, houve experiências com o motor Elko queimando palm oil (o nosso dendê), mas o pais não tem uma infraestrutura industrial como a brasileira, para garantir o fornecimento de componentes”.
Gunter Elsbett, da Elko, acrescenta que considera o Brasil o pais ideal para o aproveitamento de seu sistema: “O Brasil tem áreas para plantação ilimitadas e mais de oitocentos espécies de óleos vegetais. Apenas 18% da área do Brasil seriam suficientes para alimentar todos os motores de todos os carros do mundo”.

TESTE: INCRÍVEL, MAS FUNCIONOU

Com Uma Salada de Combustíveis, o Motor Elko Fez a Média de 22 km/l.
E Levou o Luxuoso Audi 100 a Velocidade Máxima de 160 km/h.

Colocamos um funil no bocal do tanque e, através dele, fomos despejando latas e latas de óleo de cozinha, primeiro de soja, depois de milho, de amendoim e de arroz. Colocamos, também um pouco de álcool, seguido de gasolina, óleo diesel e, para completar, uma lata de óleo lubrificante de motor.
Foi com esse coquetel de combustíveis tão diferentes, que iniciamos o teste, com o objetivo de avaliar não o carro – aliás, um belo Audi 100 trazido da Alemanha – mas o revolucionário motor nele instalado experimentalmente: o Elko multifuel que será fabricado no Brasil.
A primeira etapa foi o percurso em estrada, à velocidade constante de 100 km/h. Terminado o percurso, a primeira grande surpresa. Com aquela absurda mistura ele atingiu a marca de 22,16 km/litro, um recorde no Brasil.

Consumo Fantástico, Bom Desempenho, E Só Um Leve Cheiro de Cozinha.

Mas isso ainda era pouco. Por não desperdiçar energia na forma de calor, esse motor atinge marcas de consumo que beiram o fantástico: à velocidade constante de 60km/h em quinta marcha ele fez 35km/l e a 40km/l atingiu nada menos que 42km/l. Rodando no congestionado trânsito de São Paulo ele também alcançou uma marca inédita em nossos testes: 15,5km/l.
A pista de testes nos reserva outras surpresas. Apesar de extremamente econômico, o novo motor permite um bom desempenho, mesmo com esse coquetel de combustíveis. O carro atingiu 160km/h e acelerou de 0 a 100km/h em 15,3 segundos.
Se você achou pouco, lembre o seguinte: esse motor tem apenas três cilindros, só 1.453 cm3 de cilindrada e não se destina a mostrar um desempenho esportivo.
O carro testado usa experimentalmente a caixa de câmbio e o diferencial do antigo Santana de câmbio mais longo. Um Santana desses, testado na edição 312, atingiu 162,4 km/h e fez de 0 a 100 km/h em 13,19 segundos. Acontece que o Santana tem cilindrada bem maior (1.781 cm3), é 130 kg mais leve que o Audi e a 100 km/h faz apenas 9,69 km/l (álcool), contra os 22 do Audi/Elko.

Para o Bom Rendimento, Quanto Mais Quente Melhor.

Foi também na pista de provas de Limeira, num dia excepcionalmente quente – por volta de 31ºC ao meio-dia – que comprovamos a grande resistência do motor Elko a altas temperaturas. Fazíamos a prova de velocidade máxima e tomamos um susto: a temperatura do óleo lubrificante chegou a 130ºC. Acostumados ao limite máximo de 120ºC, paramos imediatamente o teste e chamamos o técnico encarregado do motor para verificar possível avarias.
Ele sorriu e disse que estava tudo normal. Explicou que a temperatura poderia ir até 140ºC com óleo lubrificante comum. Com os novos óleos lubrificantes sintéticos, como os usados na Fórmula 1, a temperatura poderá ir muito além desse limite. Afinal, como o motor é praticamente insensível ao calor e ao frio, o problema da temperatura está no óleo. E na verdade, para o bom rendimento do Elko quanto mais quente melhor. Para um motor que nem mesmo tem radiador de água, até que faz sentido.
E. embora seja um motor do ciclo diesel – normalmente mais barulhento – no carro testado, ao menos, o barulho não foi o bastante para incomodar. Era um pouco mais ruidoso nas velocidades baixas, até 40km/h. Nas médias e nas altas, ele foi até mais silencioso que o Santana de câmbio longo. Assim, a 100 km/h, o barulho foi de 70,2 decibéis, contra 71,5 do Santana. E a 60 km/h em quarta marcha, apenas 64,7 decibéis, contra 65,3 do Santana.
Nosso teste não mede o índice de poluição por gases de escapamento, mas é inegável que – em vista do altíssimo aproveitamento energético realizado pelo novo motor e do uso de óleos vegetais – ele é uma máquina superlimpa.
Do escapamento do Audi, aliás, saía apenas um leve cheiro de óleo cozinha. Um cheiro bem mais fraco, por exemplo que o conhecido cheiro de espiriteira dos primeiros carros a álcool.
Em suma, o novo motor conjuga as vantagens de um diesel (como a de trabalhar mais regularmente, sem falhas), elimina suas desvantagens como o alto índice de poluição no escapamento) e acrescenta as incríveis qualidades de economia energética e uso de qualquer combustíveis líquido. Algo que pareceria ficção científica se não tivéssemos comprovado que é espantosamente real. Pode estar no seu carro daqui a um tempo.

FICHA TÉCNICA DO MOTOR ELKO

Motor Semi-adiabático, dianteiro, longitudinal, três cilindros em linha, quatro tempos, refrigerado a óleo, comando de válvulas de admissão e escapamento no cabeçote. Alimentação por bombas injetoras no cabeçote com injeção direta, turboalimentado com turbocompressor KKK – k 24 e intercooler, pressão máxima de admissão 1,4 bar. Ciclo diesel. Multicombustível.
Potência máxima – 90 cv (65 Kw) ABNT a 4.500 rpm
Cilindrada total – 1.456 cm3
Diâmetro x curso – 82,0 x 92,0 mm
Taxa de compressão – 18:1
Torque máximo – 17,9 mkgf (175 Nm) ABNT a 3.000 rpm
Fabricante do motor – Elsbett Konstruktion (ELKO) – Hipoltsein, Alemanha
AGORA, COMO VAI ANDAR O FUTURO?

Vamos Soltar a Imaginação e Sonhar Com o que Seria a Vida em 2037, Cinquenta Anos Depois do Lançamento do Sistema Elko

Por mais revolucionário que possa vir a ser, o motor Elko ainda é uma máquina tosca, que não recebeu nenhum melhoramento. Mas alguns aperfeiçoamentos já são perfeitamente previsíveis. Por enquanto ele está na fase puramente mecânica, mas deverá contar em breve coma ajuda da eletrônica. Seu sistema de injeção de óleo, por exemplo, é acionado por pequenos pesos centrífugos que se abrem conforme a rotação aumenta. No futuro, ele poderá receber um sistema de injeção eletrônica, semelhante ao que já equipa o Voyage Fox exportado para os Estados Unidos.
Como isso deverá ganhar ainda mais potência e economia, além de explorar melhor seu turbo, já que o turbo funciona bem melhor com a injeção eletrônica. Outra evolução absolutamente previsível – a Metal Leve já faz pesquisas nesse sentido – será a utilização de peças de cerâmica na câmara de combustão. No momento, a utilização de cerâmica é somente uma possibilidade técnica. Resistente a altas temperaturas, ainda é um material muito caro para ser utilizado em um motor que pretende, essencialmente, ser barato. Quando isso ocorrer, porém, a perda de energia será ainda menor, deixando-o mais próximo do conceito de motor inteiramente adiabático, ou seja, em que não há qualquer perda de calor.
E isso será só o começo. Na Elko alemã já se pesquisa seu aproveitamento em aviões. E se neste momento ele está restrito ao limite de 1.300 cm3 por cilindro, nada impede que, no futuro, esse volume cresça e um motor Elko de terceira ou quarta geração equipe, por exemplo, um navio. Mesmo com o limite atual, é possível supor um motor de 12 cilindros e cilindrada total de 15.600 cm3, suficientes para mover caminhões de alta tonelagem, como os Scania e os Volvo. Ele poderá também ser miniaturizado, dependendo da necessidade e disposição de adaptá-lo para diversos fins. Como toda tecnologia nova o motor Elko poderá ser copiado, apesar da garantia das patentes mundiais. É um processo comum e ocorreu, por exemplo, com os circuitos integrados da eletrônica, os chamados “ chips”. Bastaria mudar alguns de seus componentes, usar a cerâmica, tirar a saia de alumínio do pistão e colocar um cabeçote aletado ou mudar a composição de sua liga metálica.

O Mundo Navega em Mar de Girassóis. E de Soja, Amendoim...

Vamos agora imaginar o futuro. A casa tem condicionador de ar central, a piscina é aquecida, cada família tem pelo menos um automóvel e ninguém se preocupa sequer em apagar as lâmpadas. Contas de luz no fim do mês e racionamento de energia elétrica são coisas do século XX, um passado, afinal, não muito remoto mas que, visto do mundo de energia abundante e barata do ano 2037, parece tão distante quanto as trevas da Idade Media. Com o fim da era do petróleo e sua substituição por um combustível mais limpo – aliado à troca dos motores tradicionais por um de menor emissão de resíduos–, a poluição do ar, dos rios e mares diminuiu: a qualidade e a expectativa de vida aumentaram, as pessoas estão melhor alimentadas, mais saudáveis e bem vestidas. A inflação praticamente desapareceu, trabalha-se menos e há mais tempo para o lazer. Com tempo disponível e transportes baratos, as pessoas viajam mais e dedicam-se à pratica de esportes.
Nem tudo, porém, é um mar de rosas – talvez fosse melhor dizer que o mundo navega em um mar de girassóis, ou soja, ou amendoim, ou algodão, ou pinhão manso, ou mamona, ou dendê, ou... O número de automóveis cresceu mais rápido que a malha viária e, com as ruas repletas de carros, os congestionamentos tornaram-se insuportáveis. Assustados com a possibilidade do desemprego devido á abundância de energia, que permite a substituição cada vez maior do homem pela máquina, os sindicatos de trabalhadores fazem uma campanha pela jornada de 25 horas semanais. Os jovens anunciam que “o sonho recomeçou”, convencidos de que o projeto de pequenas comunidades auto-suficientes dos hippies dos anos 60 do século XX agora é possível.
Os políticos e cientistas enfrentam outro tipo de problema. É necessário buscar uma nova ordem mundial. Com a produção de energia e alimentos cada vez mais dependente da agricultura, é preciso encontrar uma fórmula para reduzir as disparidades de desenvolvimento entre as nações mais ricas em áreas agriculturáveis e os pequenos países pobres em terras férteis. O controle do crescimento populacional tornou-se um ponto crítico, devido à necessidade de estabelecer a cada ano a proporção da safra destinada à alimentação e à produção de energia.

Na Fórmula 1, Vitória de um Carro Movido a Dendê.

Para os cientistas, as questões são o aumento da produtividade por hectare, desenvolvimento de variedades de plantas, apropriadas para cada tipo de solo, controle das pragas, preservação das terras férteis, aproveitamento dos solos mais pobres e monitoramento do tempo no mundo, para evitar secas e enchentes que prejudiquem as colheitas. No Campeonato Mundial de Pilotos e Marcas, a grande sensação é um carro de Fórmula 1 movido a azeite de dendê.
O combustível do novo carro de Fórmula 1 foi escolhido com base em uma antiga pesquisa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade de São Paulo que, em 1980 descobriu que, de nove óleos vegetais estudados – soja, algodão, amendoim, babaçu, coco, colza, dendê, girassol e mamona – , o óleo de dendê era o que se aproximava do índice energético de 8.780 Kcal/l – quilocalorias por litro – do óleo diesel, alcançando o nível de 8.330 Kcal/l, contra os 8.125 Kcal/l do óleo de soja, 8.057 Kcal/l do amendoim e 8.000 Kcal/l da mamona.
O monopólio estatal dos combustíveis terminou, devido à proliferação de pequenas usinas extratoras de óleos vegetais e o fácil acesso à matéria-prima. Cada fazendeiro tornou-se um fornecedor de óleo combustível, atomizando a produção e provocando uma forte disputa pelo mercado entre uma multidão de pequenos produtores, o que fez baixar o preço do combustível. E por trás disso tudo está uma notícia de 50 anos atrás: a descoberta do Processo Elko, a combinação de pequenas unidades produtoras de combustível e energia elétrica a partir do esmagamento de oleaginosas, conhecidas como cavalo de aço, e um motor adiabático para a queima de óleos vegetais sem necessidade de passar por refinação.

O Motor Elko, Mudando a Vida e as Paisagens Brasileiras

O fazendeiro começou plantando alguns hectares de uma oleaginosa qualquer para suprir suas próprias necessidades de óleo para as máquinas agrícolas e o gerador, que lhe permite ter luz elétrica, TV e água quente no chuveiro, confortos nunca sonhados antes da chegada do cavalo de aço. Com o resíduo dos grãos esmagados, ele alimenta o gado e descobriu que podia ganhar algum dinheiro extra vendendo combustível aos motoristas que passam pela estrada ao lado da fazenda. O cavalo de aço foi a solução também para uma pequena comunidade na Amazônia, que antes dependia de óleo diesel – cuja entrega às vezes era interrompida na época das chuvas – e hoje alcançou a auto-suficiência, plantando uma oleaginosa.
Em uma chácara de lazer, próxima a uma grande cidade, o dono também instalou um cavalo de aço. Agora, ele tem energia para os eletrodomésticos, para aquecer a piscina e ainda aproveita para abastecer o carro quando vai para o sitio nos fins de semana. E, numa emergência, ele coloca no tanque o resto de óleo que a mulher usou para fritar os ovos do café da manhã e chega até o posto de óleo mais próximo.
O sertão e o semi-árido nordestino também mudaram com a nova tecnologia. Acabou a eterna ameaça de racionamento de energia elétrica devido às secas, o que provocou um surto de desenvolvimento jamais visto antes em sua história. Para sustentar a demanda por combustíveis no Nordeste, a região do Recôncavo Baiano adquiriu uma importância fundamental devido a um óleo até então famoso apenas por suas qualidades culinárias em pratos como a moqueca, o vatapá e o acarajé: o dendê.
E não é apenas no índice de poder calorífico que o dendê leva vantagem sobre as outras oleaginosas. Ele é, também, o que obtém melhores resultados por hectare plantado e que, portanto, exigiria a menor área de plantio para atender às necessidades de óleos vegetais combustíveis, além de ser uma cultura perene. Enquanto as duas culturas que lhe seguem em rentabilidade, o coco e o babaçu, não ultrapassam, respectivamente, os 671 e 620 litros por hectare/ano, o dendê atinge a marca de 3.620 litros de óleo por hectare/ano. Com isso, para a substituição de 25 bilhões de litros de óleo diesel, o dendê exigiria uma área de apenas 8.436 hectares, ou 85 quilômetros quadrados, contra os 40.984 ha do coco, 44.355 ha do babaçu, 64.858 ha do girassol ou 71.615 ha da soja, de acordo com os cálculos do professor Fernando Homem de Melo, da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo, no livro Proálcool, Energia e Transportes.
No dia 31 de dezembro de 1999, enquanto as pessoas se preparam para o grande reveillon de virada do século, as emissoras de televisão fazem a retrospectiva dos fatos mais importantes do século XX. Na área de ciência e tecnologia, estão lá o vôo do primeiro aparelho mais pesado que o ar, em 1906; a televisão, de 1926; a penicilina, de 1929; o primeiro computador eletrônico, de 1944; a bomba atômica, de 1945; o primeiro vôo espacial tripulado, de 1957; a chegada do homem à Lua, em 1969; e, provavelmente, o motor adiabático multifuel, de 1987.
Até como especulação, a previsão pode parecer ousada, já que faltam apenas 13 anos para começar o século XXI, e o primeiro veículo como motor Elko só chegará oficialmente às ruas em dois anos. Mas talvez seja interessante lembrar que o 14-Bis com que Santos Dumont sobrevoou Paris em 1906 é o antepassado remoto dos aviões supersônicos de 1987. Ou que a energia nuclear era apenas uma possibilidade teórica até a explosão da primeira bomba atômica , há não mais que 42 anos. Assim, se o motor adiabático multifuel estará ou não na resenha dos fatos mais importantes do século vai depender apenas do interesse e das necessidades do homem de desenvolvê-lo.

O NOVO MOTOR, EM DOIS ANOS

Possivelmente todos gostariam de ter logo esse motor em seu carro e que as mudanças dele decorrentes acontecessem a curtíssimo prazo. Mas sabe-se que não é assim. Segundo a Garavelo, a primeira fábrica do motor Elko, a ser instalada provavelmente em um raio de 100 quilômetros da cidade de São Paulo, só deverá estar pronta em dois anos. O primeiro veículo nacional a receber o novo motor foi uma Kombi, que Quatro Rodas fotografou nas oficinas da Garavelo. A empresa deve oferecer essa opção à Volkswagen como “caixa preta”, entregando o motor pronto, inclusive com os furos e coxins de borracha para ser fixado no chassi. O segundo veículo deverá ser uma Chevy, da GM, e o terceiro um jipe da Engesa.
Com isso, a expectativa do projetista alemão e de seus parceiros brasileiros é de que, quando ocorrer a primeira tentativa de “pirataria” industrial, o motor Elko já tenha se imposto no mercado, exigindo um investimento grande demais dos concorrentes para enfrentá-lo.
Alem da demora para o início da fabricação em série, o preço inicial do Elko – por volta de 2.000 dólares para o motor de três cilindros e 1.456 cm3, igual ao do Audi testado – impedirá sua utilização nos carros mais baratos, até que a produção em grande escala reduza esse custo. Um processo semelhante ao que ocorreu com a televisão ou os computadores, inacessíveis para a maioria da população há 30 anos e hoje estão na casa, no carro e no bolso do cidadão comum.
A transição do motor tradicional para o motor adiabático será necessariamente lenta, embora já exista até uma data limite para ocorrer: o ano 2020. É que em 1986 a Agência Internacional de Energia estimava as reservas mundiais de petróleo em 92.389 milhões de toneladas, suficientes – mantido o ritmo de produção e consumo de 1985 – só para mais 33,9 anos.


Meus caros todos

Segue tradução da troca de e-correspondências (originais colados ao final) com meu amigo engenheiro alemão Klaus Prehn, residente em Joinville - SC:

"Olá Dom Fendel
Li seu interessante artigo sobre o motor ELKO.
Admiro o Sr. Elsbett, que conheço pessoalmente, a mais de 20 anos, quando ele apresentou seu motor na TV alemã. Aquele motor engulia tudo o que parecia e cheirava a óleo. Os motores a óleo alemães funcionam com óleos de frituras, caso se queira!!!
Este óleo os motoristas recebem graciosamente!! Motores a álcool já eram conhecidos antes da primeira guerra na Alemanha e na Inglaterra. Além disso eram utilizados gasogênios inclusive como taxis. O querido Bautista apenas copiou as antigas tecnologias alemãs no Brasil, tornou-as públicas, nada mais. Nós podemos continuar nosso papo sobre energias alternativas (quase gratuitas). Necessitamos apenas andar pela natureza e observar conscientemente, então tudo anda praticamente por si só!!
Lembranças de Klauss Prehn, Esposa e Colegas."

"Olá Família Prehn e Colegas
Naturalmente o Bautista não inventou nada, aliás, cada invenção é uma cópia melhorada de algo precedente.
Mas, a grande e maravilhosa intervenção do Bautista, é que ele puxou todos os conglomerados idiotas pelo focinho, abriu-lhes a matraca e socou-lhes álcool goela abaixo.
Não como agora, onde estes mesmos idiotas promovem o bobo hidrogênio e o abobalhado biodiesel.
E novamente o Bautista vai bombar óleo vegetal natural no traseiro destes mentecaptos, isso estou providenciando.
Infelizmente não será possível ao Rudolf Diesel e ao Ludwig Elsbett apreciarem finalmente a implantação mundial de suas idéias redutoras de CO2 atmosférico, ou seja o efeito refrigerador, o contrário do efeito estufa.
Votos de ótimas lembranças do Brasil - Fendel."

"Bom dia, Dom Fendel e Família,
Uma linda saudação dominical de Goiás.
O Sr. necessita divulgar seus artigos na mídia impressa, pois cada um de seus artigos tem substância!
O Sr. não deve deixar o trabalho para o Bautista ou para outros, mas ter ação própria. O Sr. tem idéias muito boas, tenho que reconhecer. A grande Alemanha vos saúda com a sabedoria de vida: "O homem é solitário"!! Ou: "Quem não movimenta nada, permanece estático". Ou- "Quem pisa nos rastros alheios, não deixa suas próprias marcas"!! Certamente ainda faremos algumas coisas em conjunto. Se houver novidades interessantes, comunique!
Obs. Em 15-16-17 de março deve ocorrer um seminário sobre sementes oleaginosas ou agricultura em alhures no Norte Brasileiro!? O Sr. sabe algo a respeito??
Até breve, Saudações Klaus Prehn e Esposa."

"Agradeço pelo Don, soa bem.
Vc realmente acredita que as mídias tem vontade de divulgar minhas idéias?
Nisso batalho diariamente a mais de 20 anos...
E muito mais lentamente que o desejado, eles estão ouvindo, e não só a mídia, idem os políticos.
E se vc se der um pouco de trabalho em praticar a leitura de textos brasileiros, afinal vc reside aqui!, comece com a página "opiniões" em www.fendel.com.br e vc vai perceber que meus passos seguem caminhos um tanto diversos dos já traçados.
Bioabraços Fendel
Obs: Espero que vc não se incomode com o envio de nosso amistoso e-batepapo a meus demais bioleitores."


Meu caro Romeu

Devagarsinho estamos conseguindo desmascarar a hipocrisia que ronda o setor energético mundial.
Já participamos de dezenas de programas de TV, rádio, seminários, revistas, jornais, etc, como por exemplo nesta entrevista:
http://www.ecoterrabrasil.com.br/home/index.php?pg=ecoentrevistas&tipo=temas&cd=961
de a quase 2 anos, que está novamente circulando pela internet, onde infelizmente eu ainda não havia percebido com tanta clareza e detalhes a sacanagem por detrás do oligopolizado, caro e desnecessário biodiesel.
Assim, a pequena parte nobre da mídia, aquela pouca que ainda não está pôdre e corrompida, espalha notícias sobre a BIOENEREDE, o que na realidade representa a "A Salvação da Humanidade", título que solicitei a meu amigo Marcelo Guimarães, rebatizar em seu magnífico livro: "A Salvação da Lavoura".
Eu não inventei o motor a óleo vegetal. Eu apenas rodei mais de 100.000 km com diversos biocombustíveis, dos quais 48.000 a óleo de soja, num motor com apenas "meio kit".
Comprei uma sucata no Paraguai, para instalar meu kit e poder rodar sem a polícia encher o saco. Mas qual não foi minha surpresa quando fui simplesmente acrescentando óleo de soja no tanque, e o motor continuou funcionando feito um relógio Suiço, ficando mais silencioso e menos fumacento. Após os primeiros 500 km o desempenho foi decaindo em função do entupimento do filtro de combustível. Então, fruto de experiências anteriores, adaptei uma bomba de gasolina elétrica recondicionada, ligada em série com uma lâmpada de 21W para evitar o excesso de pressão, haja visto que a viscosidade do óleo vegetal é muito superior que a viscosidade da gasolina, o que resulta em pressão excessiva no sistema quando não se usa a lâmpada como resistência rebaixadora da tensão. Após 5.000 km, juntei mais uma lâmpada de 21W em paralelo com a anterior, para aumentar mais um pouco a pressão da bomba, e agora cada filtro suporta mais de 10.000 km. Este é o "meio kit" instalado neste motor de injeção indireta, que pela sua construção com pré câmara, apresenta uma maior compressão e em consequência uma maior temperatura de ignição, o que os óleos vegetais adoram.
Mas, qualquer motor Diesel aceita até 30% de óleo refinado, sem kit nenhum, o que é por baixo 100 vezes melhor do que o corrupto, caro, subsidiado e abobado programa brasileiro de 2% de biodiesel.


Meu caro Telmo

Um moderno aquecedor residencial a lenha, tal qual é normatizado e usual na Alemanha, polui menos do que um equivalentre aquecedor a fóssil gás natural. Urge modernizar o uso da bioenergia. Está na hora de sairmos da idade das cavernas no que se refere à combustão da biomassa. Prá isso necessitamos a bioescola, prá dar valor à vida e deixar os fósseis todos em seus jazigos, de onde não deveriam ter saído, e onde deveriam permanecer para sempre.


Meu caro e inspirado Eng. Odair

Quando o alemão Ludwig Elsbett inventou a injeção direta com bombas individuais nos primórdios da experimentação em seu lendário e fantástico motor ELKO, todos os "especialistas", todos sem nenhuma excessão, o chamaram de louco, e agora, "por ironia do destino", todos os motores modernos as possuem, tanto a injeção direta como as bombas injetoras individuais de alta pressão. Assim caminha a estúpida humanidade, combatendo as idéias geniais, e depois de implantadas, se esquecem completamente de seus heróicos benfeitores.
Se vc conhece pessoalmente o Xororó, ou o Teodoro, ou alguém deste naipe, por faver, vamos fazer o Bioxororó, e quem sabe, o povo pressiona as mensalistas autoridades, as vassalas, ignorantes e mentirosas mídias, bem como os mesquinhos megaindustriais, para que os óleos vegetais combustíveis se tornem breve e absoluta realidade.
Todos os biocombustíveis tem a capacidade de reverter o agronegócio da insustentável monocultura extensiva para microagrosilvicultura sustentável orgânica, tal como demonstram nossos amigos Marcelo Guimarães e Sérgio Pataro em suas ainda estupidamente proibidas microdestilarias de álcool, e tornam comerciais as milhares de árvores nativas plantadas pelo Gert, passando-as de santuário sem valor comercial, para objetos vivos de usofruto econômico e ecológico.
Passou da hora de moralizar a coisa pública, para que as novas ferrovias e rodovias não sejam verdadeiras e atravancadas montanhas russas com obstáculos. Aliás, as bêstas modernas licenças ambientais, nada mais são do que encarecer e promover obras em ziguezague, para desviar os ninhos de tico-tico e encher de dólares as cuecas dos envolvidos.


Minha querida Fernanda

Praticamente todas as emissões dos motores transformados para óleos vegetais são menores do que as emissões com diesel fóssil, com excessão dos NOx, que podem ser reduzidos com a adição de uréia, pasme, por exemplo: urina.
Com o uso dos óleos vegetais, a redução passa dos 50% para particulas sólidas de carvão e cancerígenos hidrocarbonetos não queimados.
Pelo fato de nenhum óleo vegetal ter enxôfre, pode-se desenvolver oxi-catalizadores nos tubos de escapamento, e assim, as já menores emissões reduzem ainda mais; em alguns casos essa redução chega a 90%.
Quanto ao projeto de privatização das florestas sou a favor da utilização sustentável, racional e sou contra o entreguismo internacional.


Meu caro Henrique

Não é por nada não, já passei da fase de "escutante".
Se não me convidam para falar oficialmente, prefiro não participar dos congressos de "embromação" e "enganação" do biodiesel.
Chega de escutar e apoiar besteira...
O Brasil está cheio de gente boa, que não merece tanta mentira e enganação.
Esse pessoalsinho miúdo que defende o biodiesel bem sabe que é igualmente estúpido fazer biogasolina de álcool, pois não é de hoje que meus artigos, palestras e programas circulam entre os sacanas e corruptos "entendidos".
Com esta estratégia bêsta de modificar os óleos vegetais querem apenas manter a mão gatuna sobre as bioenergias, pois tem medo de perder a mamata, temem ficar sem o poder sobre o povo ludibriado.


Minha querida Edilamar

Mesmo se pensando em monoculturas, as bioenergias complementam a produção de comida. Assim a canola por exemplo é plantada a cada 3 anos para fixar nitrogênio no solo, N necessário para o cultivo dos grãos subseqüentes com redução de agrotóxicos. Além disso, a torta da canola, do girassol, da soja, que sobra na prensagem e obtenção dos óleos, é utilizada como ração animal ou pode ser processada para farinhas de consumo humano.
Na Alemanha já se planta alguma coisa em biculturas, ou seja, linhaça com canola (?) que depois são separados por uma peneira classificatória na saída da colheitadeira, sendo que um vegetal beneficia o outro, acarretando acréscimo de produção.
Certamente temos que incrementar o transporte público, e no caso do transporte individual devemos fazer o contrário do que hoje é feito, onde a bêsta moda é andar com veículos cada vez maiores e mais beberrões.
Quanto à floresta velha, desprezer é exatamente não usá-la racionalmente, é mentira dizer que ela é o pulmão do mundo, pois ocorre o equilíbrio entre o consumo e a produção de CO2. O ideal é se retirar e aproveitar as árvores velhas, para que as novas e as de meia idade possam crescer, mantendo a biodiversidade e o seqüestro de carbono. É míope e mesquinho se fazer papel só de uma espécie de árvore. Papel deve ser feito de uma salada de vegetais.
Na ultrapassada Alemanha comunista se fabricavam os Trabant, hoje conhecidos carinhosamente entre os colecionadores como "Trabi", um pequeno automóvel cuja inoxidável lataria era produzida em fibra vegetal, semelhante à nossa "Fórmica".
http://www.andyhoppe.com/privat/trabant_trabi_trabbi_pappe.htm


Meu caro Frei Cristóvão

Maravilha o teu artigo abaixo "As Raizes da corrupção".
Vc ataca o cerne da questão. Parabéns pela lucidêz de idéias e palavras.

E logo abaixo do artigo de meu caro religioso, segue outro sensacional, sem autor, que está circulando por aí: "É suborno ou não é?" que trata da cachorrada no setor da telefonia, equivalente às seculares putarias elétricas e energéticas.
Antiabestalhantes, quixotescos e carnavalescos bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação autorizada e desejável.
“O que se decide nos plenários públicos, são encenações, teatro, uma vez que tudo já foi deliberado na calada da noite. “Reunião? Perguntava Benedito Valadares. Pois não, só depois de tudo decidido”!" - Frei Cristóvão ofm


-----Mensagem original-----
De: edilamar.ds
Enviada em: domingo, 26 de fevereiro de 2006 21:13
Para: thomas
Assunto: Biocombustível
Caro Thomas
Li sua entrevista no "EcoTerra" e, claro, concordo com você em quase todos os pontos. Com todo respeito, peço que esclareça uma dúvida que sempre tenho: quando se fala em aumentar o plantio de cana de açúcar, mamona, canola etc, leva-se em conta os danos ao meio-ambiente causados por tais culturas? (Porque infelizmente ainda se usa uma agricultura destrutiva e não ecológica). E quanto a redução da área de plantio de grãos, como arroz, soja, milho?
A melhor alternativa não será criar mais transportes coletivos, baratear o custo da energia solar?? e a eólica onde não é possível o plantio?
Desprezar a Floresta Amazônica não é um erro???? ou eu não entendi direito??
Por favor, se você puder, esclareça as dúvidas dessa louca apaixonada pelo Brasil e meio ambiente!
Atenciosamente
Edilamar Delfina - Ituiutaba MG


-----Mensagem original-----
De: Emater UNCOP
Enviada em: quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006 07:55
Para: redeflorestal-br@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [redeflorestal-br] Motor ELKO

PREZADO FENDEL;
Outro dia, viajando pelos canais da parabólica, me deparei na TV PARANÀ ,com uma matéria sobre o uso do óleo vegetal como combustivel, onde aparecia vc e um deputado que tá tentando emplacar o uso dos óles vegetais como combustivel. Fiquei mui contente, pois, já começa a aprecer na midia.
Pena que não vi o inicio da matéria.
Aqui perto de Elói Mendes-Sul de Minas, ou seja em Varginha a cidade do ET, acontece todo ano o Congresso sobre Biodisel, promovido pela Prefeitura e UFLA.
O mentor é o prefeito (PT) apoiado pelo professor do Ceará.
Em Varginha tem uma usina piloto para produção de BIODIESEL, cedida temporáriamente, pela Univ. do Ceará.
O próximo congresso que é nacional será o 3°.
Seria ótimo, se pudesse comparecer e apresentar as suas teses sobre as vantagens do óleo vegetal em relação ao BIODIESEL, mesmo quwe seja como "escutante".
Abraços. Henrique


-----Mensagem original-----
De: fernanda
Enviada em: quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006 08:43
Para: katavento@grupos.com.br
Assunto: RES: [Katavento] Motor ELKO
Caro professor Fendel,
Tenho acompanhado os debates e apesar de não ser uma especialista como a maioria dos que fazem parte deste grupo, gostaria de saber duas coisas:
1- O motor movido a óleo vegetal, produz que tipo resíduo ( fumaça )?
2- O que o Sr. tem a me dizer sobre este projeto da ministra Marina sobre a utilização de nossas florestas por grupos privados.
Muito obrigada, Fernanda


Mensagem original-----
De: Odair - Assessor da Presidencia
Enviada em: quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006 10:33
Para: Fendel
Assunto: Re: Motor ELKO
Caro Eng.° Mecânico THOMAS RENATUS FENDEL
Mui reverendíssimo Grão-Sacristão da Bio-Energia - Diretor-Presidente da FENDEL Tecnologia
Estou impressionado com o texto referente ao motor ELKO, que imaginava extinto.. Há anos não tinha informações a respeito dele. As que foram veiculadas na época caracterizavam-no como uma grande esperança. Se puder enviar-me o artigo, com fotos, seria ótimo. Desde já, agradeço ao Grão-Sacristão e ao reverendíssimo Dom PAULO.
A seguir, alguns outros comentários (caso leiam, de antemão agradeço a paciência):
II. Falei sério sobre o Bio-Xororó ou Bio-Xitão ou Bio-Sacristão.. O apelo do canto sertanejo é de alta relevância junto à uma imensa parcela da Sociedade que, efetivamente, faz a diferença! E cala, profundamente, no coração de todos de boa fé, coisa que o tecnicismo de nossas considerações nem sempre consegue, mesmo que correto..
Quem sabe, possa ser feito um grande programa de desenvolvimento de Biocombustível. Desse modo, poderia ser superado esse nulo programa de Biodiesel - no qual (pelo que disse Dom TELMO), o grande Físico e Papa BAUTISTA está agora embarcando, literalmente, atendendo o preclaro grande líder das massas ora no cargo máximo da Nação - e vencida a ignóbil resistência da ANP (que saudades de quando o instituto que a precedeu era dirigido, impavidamente, por outro genial Eng.°, MARCELLO GUIMARÃES MELLO, impávido Bispo!). Cantores sertanejos teriam plenas condições de viabilizar sonhos como esse..
III. Espetaculares as informações de Dom ALMEIDA, sobre as palmeiras! E nós insistindo no combustível fóssil ou, quando considerados 'avançados', no álcool derivado da cana.. Cana essa que, conforme a corajosa moça da ESALQ (quem diria, pela origem!), PAULA, em informe enviado por outra dedicada moça, a ecológica CLARISSA - ambas amenizando o Clube do Bolinha que grassa nessas etéreas plagas internéticas -, viola ambientalmente as regiões onde é plantada e causa danos seríssimos à Vida.
IV. Eng.° Agr. GERT ROLAND FISCHER, que seu exemplo - literalmente - floresça e frutifique! Pena que sua dedicação - diria, abnegação, também! - não seja premiada, enquanto muitos enganadores o são.. Especiais cumprimentos! Estamos ao seu dispor para buscarmos divulgação cabível. Almejo que o Sistema CONFEA/CREA possa sair do limbo manifestando-se sobre tão vigorosas iniciativas, como essas da lavra de Profissional (de tal Sistema) do seu quilate..
V. Voltando à história: estudiosos do transporte ferroviário dizem que os ingleses - na época os papas do assunto, pois dele precursores, cujo desenvolvimento industrial foi bancado com o ouro e demais riquezas, em sua maioria, oriundos do Brasil - eram contratados pelo governo deste País para projetarem e construirem ferrovias e obtiveram remuneração por quilômetro projetado e implantado. Deve haver, ainda hoje, trechos em regiões de pouca delividade onde vagões da mesma composição passam ao lado de outros, tamanha a quantidade de curvas.. Desnecessárias, por sinal! Mas...
Atenciosamente
Eng.° Civil ODAIR SANTOS JUNIOR
Assessor de Águas e Meio Ambiente da Presidência do CREA-MG


-----Mensagem original-----
De: Telmo Heinen-Y
Enviada em: quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006 09:21
Para: Thomas Renatus Fendel
Cc: Gerth Roland Fischer
Assunto: E o gás pirolenhoso, chegou a vez?
Fendel, de repente, chegou a vez do gás pirolenhoso?
Energia - Lenha e carvão voltam a ser opções mais seguras e baratas para a indústria, apesar de mais poluentes
Velhos combustíveis tiram espaço do gás...
Leila Coimbra, Vanessa Jurgenfeld e Fernando Lopes De São Paulo e de Florianópolis para o Valor Econômico em 22/022006
A incerteza quanto à importação do gás natural boliviano e ao seu custo - que já provocou um aumento de 42% nos preços desde setembro - levou muitas empresas a mudar suas estratégias de abastecimento energético. Ganham força combustíveis mais baratos, como a lenha e o carvão energético, mas também mais poluentes.
Setores muito dependentes do gás, como o de cerâmica branca (louças sanitárias, pisos e revestimentos) ou vermelha (telhas e tijolos), estão retornando tanto para o carvão como para a lenha, depois de passarem os últimos seis anos se adaptando ao uso do gás. Indústrias de tijolos do Rio Grande do Sul e de São Paulo aumentaram a participação da lenha em suas matrizes energéticas. O custo direto aproximado, por fornada, é em média de R$ 200 com lenha, podendo subir para R$ 400 com o gás natural, segundo especialistas.
A fabricante de cerâmica Cecrisa, por exemplo, desenvolve um gaseificador de turfa (estágio inicial do carvão), processo mais econômico de queima de combustível que o gás natural na indústria. A Karsten, têxtil com sede em Blumenau, vem ampliando sua reserva própria de eucalipto. A empresa, dona de 2,4 milhões de pés, está adquirindo mais áreas. Os investimentos são considerados estratégicos - a fabricante passou a usar lenha em praticamente 70% da sua produção, em 2002.
A Karsten, pioneira no uso do gás natural em 2000 no Vale do Itajaí, recuou dois anos depois, quando sentiu fortes aumentos do preço do combustível. Decidiu então retornar aos processos de queima usados nos anos 90 e fugir da pressão nos custos. "Hoje, pensamos em substituir o que resta de gás natural, mas isso pode demorar a acontecer porque exige elevados investimentos", diz o presidente da empresa, Carlos Odebrecht.
A Karsten não revela investimentos feitos, mas nos dois últimos anos comprou duas grandes áreas para plantio de eucalipto na região do Alto Vale, no norte catarinense. A cada ano tem aumentado a sua auto-suficiência em lenha em cerca de 20%. Atualmente, produz 60% do que utiliza na sua indústria e compra o restante de terceiros. As operações com gás natural acontecem apenas em áreas relacionadas ao beneficiamento. O consumo médio mensal que em 2000 era de 850 mil metros cúbicos de gás natural, hoje fica em torno de 300 mil metros cúbicos.
O benefício da lenha está principalmente nos custos. "A lenha é extremamente mais barata", destaca o executivo. No ano passado, nos cálculos da empresa, foi 57% mais econômica do que o custo do gás (os dois combustíveis apresentaram aumentos de preços).
Empresas de agronegócios como Cargill e Bunge também estão ampliando seus investimentos na auto-suficiência energética principalmente por meio da queima da lenha. Mas o bagaço de cana e a casca de arroz também fazem parte da matriz energética da Bunge Alimentos.
Para a indústria de vidros, porém, as mudanças de fonte combustível é mais complicada. Os fornos de vidro passam pela sua primeira reforma entre 8 anos e 15 anos após o início das operações. "Uma mudança do gás para o óleo combustível, por exemplo, teria que ser feita durante um processo de reforma. E as novas instalações para acomodar depósito de óleo e outras tubulações custariam aproximadamente US$ 1,5 milhão. Não é possível no nosso segmento uma mudança dessa da noite para o dia", diz Lucien Belmonte, superintendente da Associação Brasileira da Indústria do Vidro (Abividro).
Para Belmonte, há espaço para um aumento ainda maior do gás natural neste ano, já que os preços no ano passado foram calculados com um dólar mais alto, a R$ 2,80. "Como a moeda americana está cotada muito abaixo disso, em R$ 2,11 em média, houve uma gordura que pôde ser queimada. Mas, se o dólar subir neste ano, os reajustes serão ainda mais violentos".
Até o ano passado, os reajustes do preço do gás natural eram feitos uma vez por ano. Em 2006, os aumentos serão trimestrais. Além disso, os gastos da Petrobras na Bolívia para trazer o gás serão 114% maiores neste ano do que em relação ao ano anterior - de US$ 700 milhões para US$ 1,5 bilhão. Os royalties pagos pela brasileira ao governo boliviano terão aumento de 900%. E todos esses aumentos serão repassados ao consumidor.
Além disso, não haverá oferta do insumo suficiente para todos. Levantamento feito pela Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace) mostra que há projetos no papel que demandarão 18 milhões de metros cúbicos de gás diariamente, cerca de 70% da quantidade do insumo que hoje é importado da Bolívia. Dificilmente haverá disponibilidade para tudo isso no médio prazo, diz o vice-presidente da entidade, José Roberto Gianotti.
Reenviada por Telmo Heinen.

-----Mensagem original-----
De: Romeu Kerber
Enviada em: quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006 09:39
Para: bioenergia-l
Assunto: [Bioenergia-l] Combustíveis
Bom dia.
Infelizmente para a maioria da população outras formas de combustiveis são desconhecidas, e o povão é levado a cabresto pela grande mídia nacional. Somos roubados diáriamente nos preços dos combustíveis, e qualquer outra alternativa é escondida e desestimulada pelos detentores do poder. A autonomia energética que poderia ser oferecidas às pequenas propriedades através da produção de álcool em pequena escala é impedida através de leis, e nossa famosa ANP protege com unhas e dólares o monopólio da Petrobrás.
Temos que permanecer à mercê dos poderosos e pagar a quantia que eles acharem melhor pela gasolina. Somos povo ovelha. Mas como dizem por aqui, "não podemos se entregar pros home" e
devemos pelear para mudar este estado de coisas, nem que seja devagar. E para tanto, as pessoas que conhecem esta outra possibilidade de sobrevivência, devem divulgar as outras alternativas, utilizando-se da pequena imprensa, jornais e rádios das pequenas cidades, que são os que dão oportunidade para que estas idéias sejam levadas ao conhecimento da população. É pensando nisto que solicito o envio de matérias relacionadas a combustíveis alternativos para a divulgação em jornais. Tenho acesso a semanários aqui da minha cidade, e gostaria de publicar matérias relacionadas a bioenergia.
Gostaria de pedir ao professor que me fizesse esta gentileza, ficarei muito grato e feliz, pois tenho certeza que estarei ajudando aos nossos irmãos brasileiros de há tanto explorados e mantidos propositadamente ignorantes a respeito.
Atenciosamente, Romeu Kerber - Ibirubá RS


AS RAIZES DA CORRUPÇÃO - O Sistema Capitalista

O sistema capitalista tem no mercado sua razão de ser. É a “mão invisível” que perpassa e pervade tudo, transformando tudo em mercadoria. Valores mais profundos e humanos como a vida, o amor, a sexualidade, a afetividade, a religião, o poder se metamorfoseiam em moeda de troca. Mercadoria que se vende e troca segundo as oscilações da oferta e procura, e que se descartam tão logo percam seu interesse, isto é, sua margem de lucro.
O “direito de propriedade” como sacrossanto, intocável.
Fala-se em “livre mercado”, cuja liberdade se restringe em potencialidade acumulativa para quem já acumulou, não importa como, parte expressiva dos bens disponíveis.
O lucro é considerado o motor que possibilita o crescimento econômico e estimulador de uma concorrência, embora desleal, mas garantia de eficiência.
Ora, as desigualdades sociais, consideradas naturais, excluem multidões do processo produtivo. E muitos, para nele sobreviver, são forçados a burlar as leis, usar de propinas, “comprar fulano”, conquistar o poder não importando por quais meios, e, nele se perpetuar não importa como.
O sistema em si, traz em seu bojo o vírus da corrupção: a sobrevivência, a concorrência, a ganância de acumular, faz do outro um concorrente, adversário e não um companheiro e colaborador. Sua perversidade é endógena, intrínseca ao seu dinamismo, à sua lógica.
No mundo da Política, Maquiavel tornou se conhecido com a sua obra “O Príncipe”. Na qualidade de conselheiro (assessor) do príncipe traça as estratégias de como se apossar do Poder e nele permanecer. Importa manter distante os concorrentes-adversários; liquidá-los segundo o caso e nunca perder as graças do povo.
Já Max Weber, em seu famoso discurso sobre “Ciência e Política – Duas Vocações”, faz a distinção entre “Ética de Princípios (de Convicções) e a Ética da Conveniência”, deixando entrever que no pragmatismo do cotidiano do mundo da Política há como que uma cortina de fumaça que ofusca a transparência da retidão nas e das decisões políticas, sejam elas nos conchavos pré-eleitorais, nas campanhas eleitorais, na composição do governo e na própria gestão da “Coisa Pública” (República).
Na verdade o que se decide nos plenários das Câmaras e Congressos, nas reuniões ministeriais, nas mais das vezes, são encenações, teatro, uma vez que tudo já foi deliberado nos bastidores ou na calada da noite. “Reunião? Perguntava Benedito Valadares. Pois não, só depois de tudo decidido”!
Com a queda do Muro de Berlin, o neoliberalismo, nascido no Consenso de Whashington, globalizou o mercado “livre”, tornando-se o modelo norte-americano hegemônico, insubstituível e inquestionável.
O Estado (o Governo) se contrai, sendo afastado da produção de riquezas e da administração de serviços. Cabe-lhe, agora, defender o patrimônio particular, dirimir contendas e distribuir o excedente. (Betto, frei, A Mosca Azul, RJ. Rocco, 2006:132s.)
Sobretudo, manter ativas as forças policiais e militares em defesa dos sacrossantos direitos do capital privado., assegurando ao mercado predominância sobre as demandas sociais.
(idem:pg.134).
O Estado Moderno passa a ser refém dos donos do mercado. Tudo deve ser privatizado, na condição de que seja lucrativo. A Economia engole a Política. Os políticos vassalos dos donos de bancos, dos senhores de multinacionais e aglomerados industriais.
Em termos de geopolítica temos 20% da população inseridos na economia globalizada; 80% de excluídos. Tanto a riqueza como a miséria se globalizam.
Além do mais,o sistema presidencial em vigor no Brasil propicia uma larga margem para praticas espúrias, para deixar se comprar pelos srs. Donos do Mercado.
Partido nenhum, sozinho, consegue sair vitorioso na contenda eleitoral. Daí a necessidade de se fazerem alianças, coligações que contrariam seu ideário; e põem em risco sua ideologia e projeto de campanha.
Muito menos consegue, por si mesmo, maioria no Congresso. Na divisão do botim (composição do governo), todos exigem e devem ser contemplados; e isto, na proporcionalidade eleitoral da vitória conseguida nas urnas. E, então, adeus promessas de Campanha; adeus projeto político prometido ao país.
A vitória nas eleições, a maioria no Congresso são os norteadores maiores de toda e qualquer decisão política.
Há a agravante que pesa e muito na vida política do país: o presidente detém poderes quase faraônicos na aplicação do dinheiro público e na distribuição de cargos nas autarquias governamentais. Vão além de 20.000 cargos comissionados!!
Ganhar as eleições, garantir a maioria nos Congressos é o que importa. O pêndulo da governabilidade oscila entre “estar no governo ou ser governo”!
É neste mundo instável e movediço que surgem as mil e uma maneiras de corromper e ser corrompido; de comprar e de se vender; aliciar e deixar se aliciar.
A corrupção torna-se moeda corrente mo mercado da vida pública e a prática da impunibilidade o balcão dos negócios.

Frei Cristóvão Pereira ofm.


Subject: É suborno ou não é?
Date: Fri, 24 Feb 2006 20:25:02 +0000 (GMT)
From: Noticia Urgente

É suborno ou não é?

É espantoso que o filho do presidente da república, receba, por dois anos consecutivos, patrocínios da Telemar para sua empresa.
A Telemar é uma das grandes empresas internacionais de telecomunicações beneficiadas pela orgia de privatizações irregulares e de assinatura de contratos sob a égide do suborno, que caracterizaram a "era FHC".
A segunda pergunta que me faço é: "Meu Deus, como pode FHC gozar de seus direitos políticos, não enfrentar nenhum processo por tão insistentemente haver lesado o interesse da nação e do povo brasileiros e ainda pretender posar de grande líder e de referência?"
O fato é que, com base nestes contratos conspurcados pelo pecado original do suborno e pejados de irregularidades, que muitos juízes estranhamente têm mandado cumprir, as "teles" pressionam as instituições da república, neste momento, para que autorizem a migração do "pulso", para o "minuto", "embutindo" na manobra a triplicação dos valores da telefonia cidadã cotidiana.
Como vamos suportar mais este fardo, seja este ano ou no ano que vem?
Lula, se ousasse apresentar um mínimo de coerência, estaria tratando de criar uma empresa pública de telefonia, capaz, se não de monopolizar o mercado brasileiro do setor, pelo menos de viabilizar alguma concorrência real e preços toleráveis, nesta área tão importante.
Rendo, de passagem, minhas homenagens ao heróico senador Álvaro Dias, que hoje posa de patrióta, mas que não vacilou em entregar a Telepar, primorosa companhia paranaense de telecomunicações, ao interesse internacional.
Ao contrário: Luís Inácio não desobedecerá jamais aos banqueiros e empresários internacionais que financiarão sua próxima campanha eleitoral. Vai ficar bem quietinho, desconversando como sempre, enquanto o "filhão" embolsa, 4,9 mi, da Telemar.
A aposta de Luis Inácio é simples: a dinheirama "dos banqueiros", somada aos votos dos programas assistenciais "deverão dar"...
Engana-se Luis Inácio, entretanto: só haverá vitória para ele se o PMDB deixar-se enrredar na armadilha de mais um candidato de "rabo preso" com os banqueiros. Se houver um candidato que conheça a história e tenha compostura, nada restará para Lula e muito menos para esta "tucanagem" de asa baleada que anda por aí, desesperada pela própria desmoralização...
E já que estamos aqui tentando conseguir que você que me lê, finalmente tome uma atitude, vale comentar:
A Petrobrás, hoje com a maior parte de suas ações em mãos internacionais, está nos arrebentando a alma com o mais abusivo preço da gasolina do planeta. Escondida sob o prestígio extraordinário que lhe vem justamente do ardente nacionalismo do povo brasileiro, a empresa, que por isso não pôde ser completamente privatizada, nos apunhala repetidamente pelas costas.
Enquanto as sucessivas rodadas de licitação do petróleo brasileiro entregam ao interesse internacional, a preço mais vil que o da banana, bilhões e trilhões em petróleo brasileiro, nós temos nosso direito constitucional de ir e vir subtraído na prática pelos preços da gasolina e Luis Inácio e patroa, entrementes, providenciam a cidadania italiana, que é "pros meninos terem mais oportunidade"...
Onde é que está o juiz com jota maiúsculo que vai qüestionar finalmente estes contratos indecentes da era FHC, que estão nos "enrolando" até hoje?
Enquanto redijo este meu modesto texto endereçado a você, brasileiro, brasileira, chega pela internet a notícia de que a decisão sobre a migração do pulso para o minuto foi adiada para o ano que vem, (leia-se "para depois das eleições"), em reunião na Casa Civil, em Brasília.
Òbviamente "rolou" um "acordo", com as empresas internacionais, para não "complicar" a eleição...
O que vocâ acha de tudo isto?
O que você vai fazer a respeito?


-----Mensagem original-----
De: prehn
Enviada em: quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006 08:06
Para: Thomas@fendel.com.br
Assunto: DeutschlandGruesst mit Eko-Elsbeth
Hallo Don Fendel,
habe Ihre interressanten Eko Artikel gelesen.
Den Herrn Elsbeth,den ich persoenlich kenne, habe ich schon vor 20 Jahren bewundert als er seinen ersten Motor im ZDF-Mo- nitor (Fernsehen)vorstellte. Der Motor frass alles was nach Oel
aussah oder roch. Die Normaloelmotoren in Deutschland fahren schon wenn Sie denn moechten mit Kuechenabfalloel!!!!
Dieses bekommen die Fahrer geschenkt!! Und Alkohol als Motorenantrieb war schon vor dem ersten Weltkrieg in Deutschland und England bekannt!! Weiterhin waren Holzgasantriebe bekannt und
wurden sogar im Taxibetrieb angewand. Der liebe BAUTISTA hat nurdie alten Deutschen Technologien in Brasilien Kopiert und Publik gemacht,weiter nichts.Wir koennen uns gerne weiter ueber alternative Energien(fast zum Nulltarif)unterhalten.Wir muessen nur in die Natur gehen und uns bewusst umschauen dann laueft es fast von allein!!
Viele Gruesse von
Klaus Prehn mit Frau und Kollegen

-----Mensagem original-----
De: Fendel
Enviada em: sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006 11:46
Para: prehn
Assunto: RES: Deutschland Gruesst mit Eko-Elsbeth
Hallo familie Prehn und Kollegen
Natuerlich hat Bautista nichts erfunden, und sowieso, ist jede erfindung eine verbesserte kopie von etwass vorheriges.
Aber, der sehr grosse und wunderbahre eingriff vom Bautista, ist dass ehr alle idiotische welt konzerne ann der nase gezogen hat, denen die gosch geoefnett und das ethanol in denen halts herunter geschtampft hat.
Nicht wie jetzt, wo diese selben idioten den bloeden wasserstoff und dass dumme biodiesel foerdern.
Und Bautista wird diesen selben armleuchtern dass reine poel von hinten rein pumpen, dafuer sorge ich schon.
Leider sind Rudolf Diesel und Ludwig Elsbett nicht mehr da, um ihre CO2 mindernte ideen, also den kuehlschrank effect, dass gegentaill vom greenhouseeffect, entlich weltweit zu geniesen.
Mit besten gruessen aus Brasilien
Fendel
www.fendel.com.br

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De: prehn
Enviada em: domingo, 26 de fevereiro de 2006 09:53
Para: Fendel
Assunto: Re: RES: Deutschland Gruesst mit Eko-Elsbett u.Rudolf
Guten Morgen Don Fendel und Familie,
einen schoenen Sonntagsgruss aus Goias.
Sie muessen Ihre Artikel in den Druckmedien veroeffentlichen, denn jeder Artikel hat es in sich!
Sie muessen die Arbeit nicht dem Bautista oder anderen ueberlas-sen sondern selber agieren. Haben sehr gute Ideen, muss ich sa-gen.Grossdeutschland gruesst mit der Lebensweisheit:" selbst ist der Mann"!! Oder:"Wer nichts bewegt der steht still". Oder-"wer in die Fussstapfen anderer tritt der hinterlaesst keine eigenen Spuren"!!Wir werden bestimmt noch einiges zusammen machen. Wenn es etwas neues oder Interessantes gibt dann melden!
PS. Am 15-16-17 Maerz soll eine Agrar oder Oelsatenmesse irgent-wo in Nordbrasilien stattfinden!? Wissen Sie etwas darueber??
Bis bald
MfG
Klaus Prehn u. Frau

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De: Fendel
Enviada em: segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006 18:41
Para: prehn
Cc: juergenclaus1-PUC@yahoo.de; Boerjes2004@yahoo.de; Juergen
Assunto: RES: RES: Deutschland Gruesst mit Eko-Elsbett u.Rudolf
Dass Don, dass hoert sich ja gut ann... Dankeschoen.
Glaubst du den wirklich dass die medien meine ideen so einfach veroefentlichen?
Da bin ich schon ueber 20 jahre taeglich dran...
Und viel langsamer als ich ess wuensche, kommen sie so langsam dahinter, und nicht nur die medien, auch die politiker.
Und wen du dier ein bischen muehe gibts brasilianische lectuere zu ueben, du wohnst ja sogar und schlislich hier!, dan kannst du mit meiner seite "opiniões" in www.fendel.com.br anfangen, da wirsd du schon sehen dass meine stapfen zimlich in andere spuren stampfen.
MFG
Fendel
PS: Hoffe dass du nichst dagegen hast dass ich unseren neten e-briefausstauch uebersetze und anderen biolesern zusende...

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