| OPINIÕES
E COMENTÁRIOS
JUNHO 2005
Meus caros bioamantes
Querem profanadar e prostituir nossas santas, imaculadas e virgens hidroelétricas.
Como podem estas belas ninfas, que nos oferecem graciosamente suas energias,
serem assim malfaladas?
Isso é obra de cafetões idiotambientais, que querem a todo
custo manter o escravagismo neoliberal, a serviço do imperialismo
fóssil.
Enquanto isso, não construimos aqui a escola da biomassa, nem
as pesquisas e ensaios das fantásticas bioenergias, como por exemplo
o rudimentar programa alemão de testes dos 100 tratores a óleo
vegetal, onde o fantástico resultado de 20 tratores ainda em perfeito
funcionamento após 3 anos de adaptados, certamente aqui é
interpretado como fracasso, e não como sucesso...
Seria tão fácil e explêndido, replicar este programa
aqui, baseado nos resultados dos 20 tratores alemães em funcionamento...
Também não entendo o porquê de aqui não se
fazer o OV2, OV5 até o OV30 ao invés de B2, B5, etc... ou
seja, porquê não se mistura até 30% de óleo
vegetal bruto (qualificado) ao Diesel fóssil, ao invés de
se misturar o mais caro, elaborado e oligopolizado biodiesel...
Tenho a impressão de que no Paraguai será menos difícil
implantar as definitivas e exemplares bioenergias.
Minha querida companheira rotária Cidinha
Muito obrigado pela consideração. Realmente, o tema energia
me fascina e envolve desde a tenra infância, e desafio qualquer
doutorzeco de araque a contradizer meus banais estudos e óbvias
afirmações.
Como vc pode ler, esta missiva trata novamente sobre mentiras e estorinhas
estúpidas, e com detalhes técnicos repito abaixo minha indignação
perante o bobo hidrogênio, que te peço a especial gentileza
de traduzir para o espanhol e fazer chegar ao Ministro de Meio Ambiente
da Espanha, conforme solicitado.
Na página www.fendel.com.br tem todos os capítulos de livro:
"Brasil, até quando?" onde informo sobre essa conversa
mole e criminosa que é o setor energético nacional e mundial,
inclusive o bêsta H2.
Meu querido engenheiro Sartozão hidrogeniófilo
O que escrevo é bem resumido, e se não coloco os textos,
os poucos e pensantes interessados reclamam da falta destes.
E quem não quer se informar... não precisa ler... elementar.
Sei que vc deve lembrar, mas só prá conferir, a fórmula
correta do abobalhado H2 é:
H2O + muita energia = H2 (bobo) + 1/2O2 (Obrigado Corban)
Aliás é exatamente este o detalhe que a grande maioria ignora
e ... fala merda.
Vc gasta muito mais energia (nobre) para obter o bobo hidrogênio,
do que a energia (de pouco valor) que vc obtém em sua queima.
E se vc fizer novamente a nobre EE em corrente alternada com o estúpido
H2 obtido... a continha resulta em gastar 100 kW elétricos, para
se obter apenas 20 kW elétricos, através de uma caríssima
parafernalha infernal chamada célula combustível... como
vc mesmo pode conferir no gráfico em anexo.
Francamente, meu caro Sartozão, este pessoal que defende o H2,
ou é ignorante ou é FDP mesmo.
Hidrogênio não pode ser considerado energia, pois não
existe como tal na natureza.
Isso não significa que não existe hidrogênio, claro
que existe, e muito, só que ele se encontra ligado a outros átomos
como por exemplo ao oxigênio, formando nossa imprescindível
água, ou, o hidrogênio está ligado aos átomos
de carbono e oxigênio em nosso fantástico álcool,
na maravilhosa biomassa (madeira) ou somente está ligado aos átomos
de carbono como nos porcos gás natural, gasolina, etc, etc, etc.
(sem falar nos metais pesados, enxôfre...)
E sempre a energia necessária para separar o H2, armazená-lo,
transportá-lo e utilizá-lo, é muito maior do que
a obtida. Sempre.
Claro que se pode tirar o bobo hidrogênio da água ou do álcool,
mas não vale a pena, nunca. É muito melhor, mais eficiente,
mais ecológico e mais barato, usar o espetacular e desprezado álcool
como "álcool combustível"... e ainda seqüestrar
carbono (seqüestro que ocorre nos vegetais correspondentes, que tem
que ser plantados).
Um simples pedaço de madeira contém mais energia do que
um caríssimo e perigoso tanque de hidrogênio liquefeito a
-253 graus centígrados, de mesmo tamanho (volume), ou seja um litro
de lasca de pau, contém mais energia do que um litro de H2.
Sartozão, não sei se vc lembra, depois que o babaca cel.
morcegão me expulsou do ITA, transformei meu carro para funcionar
a lenha.
Esta tecnologia, o gasogênio, que transforma biomassa em monóxido
de carbono (biocombustível) foi muito utilizada durante a segunda
guerra mundial, e eu acredito na viabilidade de carros a carvão
vegetal briquetado, onde o carvão é produzido junto a recuperação
dos gases pirolenhosos, gases que no mínimo devem ser utilizados
na cogeração de EE para a rede pública e de calor
para uso comercial localizado.
Meu caro engenheiro Gert
E põe equivocado nisso...
Enquanto os falastrões tergiversam sobre a redução
do CO2 atmosférico... na prática eles incentivam a queima
dos fósseis... apoiados pela bêsta mídia e por pseudo-especialistas,
e como se não bastasse, ainda combatem energias limpas como as
das hidroelétricas, as carbono seqüestrantes como as bioenergias
e a microcogeração de energia elétrica (ENEREDE)...
Nossas políticas energéticas são tão equivocadas,
que transformam crendices em papagaiadas.
Os ecologistas de escrivaninha, sem absolutas noções de
química fundamental, física elementar e biologia primária,
fomentam mentiras cabeludas e hipócritas, que resultam na intocabilidade
de nossa biomassa, sendo que o racional é justamente o contrário:
quanto mais árvores forem derrubadas, utilizadas e agroreflorestadas
de forma sustentável, mais limpo fica o ar, menos CO2 atmosférico
é emitido, se reverte o tal famigerado efeito estufa e se mantém
a biodiversidade.
Meu caro engenheiro Sebastião
Uma mentira repetida inúmeras vezes, parece verdade, e quem a
combate é inclusive cruelmente assassinado.
Isso ocorreu com o recente bushismo (Iraque...) , com o nazismo, sem falar
daquele infeliz que foi queimado porque afirmava ser o sol o centro de
nosso universo, e também com o Sr. Rudolf Diesel, que afirmava
em 1905, que seu motor funcionava a óleo de amendoim, e que seu
uso promoveria o progresso dos países que o utilizassem com óleos
vegetais.
Assim, vc tem razão, quando afirma que existem complôs a
serviço do abestalhamento humano. Veja aqui a rede bobo e suas
afiliadas, para citar apenas a TV.
Os meios de comunicação não são responsabilizados
criminalmente pelas bobagens veiculadas, para permanecerem vassalos, e
com o rabo preso a serviço da máfia nacional sob ordem da
internacional.
E como está sobrando gasolina, devido ao maravilhoso álcool
e ao porco GN, agora estão caindo na real e freiando esta besteira
de sujo GN importado, para poder vender os excedentes de porca gasolina
nacional...
Deixar a porcobrás cuidar de bioenergia é sinônimo
de gambá cuidar de galinha... dos ovos de ouro.
Concordo que incinerar livros idiotas não é o ideal, mas
tãopouco resolve escrever livros reais para uma massa manipulada
induzida a discutir futebol, milagres, bençãos esotéricas,
tatuagens na bunda e pircings nos genitais.
Meu caro bacharel Heinz
As hidroelétricas são imprescindíveis e fantásticas,
e no caso de Rondônia irão substituir o porco Diesel lá
queimado para gerar EE. Não existe nada mais maravilhoso, com excessão
das simples bioenergias, é claro, que ainda seqüestram carbono.
É rudimentar plantar 2 árvores de mesma espécie,
para cada derrubada, e promover a limpeza atmosférica, tão
almejada pelas antas pseudo-ecológicas de plantão.
Mudar a matriz fóssil pela bioenergética traz resultados
muito maiores, melhores e imediatos do que as nojentas e inócuas
negociatas do mercado virtual de carbono.
O que é necessário é acabar com a putaria tarifária
e a viadagem subsidiária dos setores energéticos peleguistas,
onde a Mariazinha paga 7 vezes mais, pelo mesmo kW, que o antonhão.
Um crime hediondo.
Minha querida nissei Clarissa
A espetacular agroecologia bate de frente com a criminosa máfia
agroquímica e transgênica.
Quando vejo um tomate não muito bonito fico em dúvida: é
orgânico ou está atrofiado pelo excesso de veneno ou genes
transmutados.
Nunca, em nehuma época civilizatória, foi tão fácil
enganar o povo como agora, apoiados na muleta da avacalhada mídia
mentirosa.
As atrocidades, crendices e ilusões, cometidas e propalados atualmente,
são muito maiores do que as da época do papa Bento V (que
consta ter sido mulher).
Meu caro engenheiro Rogério
Nosso esplêndido etanol, pode ser produzido de mandioca, de capim,
e inclusive com lixo orgânico pôdre...
A produção de papel não necessita de monoculturas...
E para viabilizar a vida sustentável, urge eliminar os hipócritas
benefícios aos abastados, e liberar o micro-comércio das
energias, a ENEREDE (Enernet). Só isso...
Meu caro Milton
A estratégia criminosa faz parte do modo operacional e político
dos grande grupos multinacionais.
Dias destes não deixei um clube de serviços daqui, homenagear
uma indústria fumageira local, com uma láurea do tipo: "amiga
da saúde".
É inequívoco que fumar é cancerígeno. É
comprovado que apito de trem causa surdêz permanente, e mesmo assim
estes larápios continuam assassinando e adoentando pessoas impunemente.
A indústria do fumo, com toda a sua grande infraestrutura em agricultura
familiar, pode ser facilmente modificada para a necessária agroindústria
bioenergética.
Agora, tentam a todo custo, camuflar produtos transgênicos, impedindo
a sua descrição visível nas embalagens.
A polícia, ao invés de prender motoristas bêbados,
apreende veículos movidos à bioenergia, que aqui não
se consegue licenciar, apesar de constar "óleo vegetal"
como combustível número 8, na lista vigente do Denatran...
Até quando vamos assistir, engolir e ser coniventes com tanta palhaçada?
São somente governos patéticos de republiquetas de fachada
que impedem o uso irrestrito das fantásticas bioenergias, aos seus
súditos.
Meu caro engenheiro Mauro
Este analfabeto técnico "Emilio Hoffmann Gomes Neto"
autor do livro sobre o bobo H2, deveria ser punido... junto com seus editores,
e de tuas ilusórias bíblias...
Meu caro engenheiro e presidente do CREA-PR Rossafa
Muito oportuno um seminário sobre ética e responsabilidade
profissional para os engenheiros. Parabéns.
Assim espero que os engenheiros parem de difundir bobagens como hidrogênio,
biogasolina e liquefação de biomassa gasosa; parem de difamar
nossas espetaculares hidroelétricas; parem de babar por esmolas
e negociatas no mercado virtual de carbono atmosférico; defendam
a ENEREDE no setor público, lutem pela equalização
tarifária e batalhem pela eliminação de imorais subsídios
nos setores energéticos; dando um belo exemplo de ética,
moralidade e responsabilidade profissional.
Aliás são os engenheiros que deveriam assumir seu papel
e desmascarar estas atrocidades, pois presume-se que são mais preparados
nos assuntos técnicos, do que economistas, advogados, enfermeiros,
donas de casa, e demais palpiteiros.
Fortes bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
(Divulgação autorizada e desejável)
"Somente os idiotas têm absoluta certeza de tudo." - Gera
-----Mensagem original-----
De: rionegro@crea-pr.org.br [mailto:rionegro@crea-pr.org.br]
Enviada em: segunda-feira, 6 de junho de 2005 10:36
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto:
Prioridade: Alta
I SEMINÁRIO DE ÉTICA E RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL
REGIONAL DE CURITIBA
CONVITE
O Presidente do Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia
do Estado do Paraná, Engenheiro Agrônomo Luiz Antonio Rossafa,
convida Vossa Senhoria para participar do I SEMINÁRIO REGIONAL
DE ÉTICA E RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL, com início às
14h00 horas do dia 21 de junho de 2005, no Auditório do CEFET-PR,
na Av. Sete de Setembro 3165,
Curitiba-PR.
**VAGAS LIMITADAS
Eng. Agrônomo Luiz Antonio Rossafa
Presidente - PR-13349/D
-----Mensagem original-----
De: Mauro Schorr [mailto:institutoanima@yahoo.com.br]
Enviada em: domingo, 5 de junho de 2005 10:15
Para: fendel@superig.com.br
Assunto: En: [Revista EcoTerra Brasil] A Nova Era da Energia
Querido Amigo Fendel
Mas não me leve a sério minhas brincadeiras
...Produzir seu próprio combustível, abastecer o seu carro
em casa e ainda ter energia elétrica sem ter que pagar mensalmente
às distribuidoras. Cenário de ficção científica?
Não. Cenário que está sendo construído para
se tornar realidade, sendo que algumas características dele já
existem hoje. Cenário onde os atores principais são o hidrogênio
e a célula a combustível, temas do livro Hidrogênio
Evoluir Sem Poluir, de Emilio Hoffmann Gomes Neto, lançado em abril...
-----Mensagem original-----
De: milton krieger [mailto:miltonkrieger@yahoo.com.br]
Enviada em: sábado, 4 de junho de 2005 08:24
Para: agrisustentavel@yahoogrupos.com.br
Cc: tudosobreplantas@yahoogrupos.com.br
Assunto: [TSP] Re: Carta ao Zé Dirceu II
Caro L.E.II,
No dia 14-06-03 sai na Folha de SP que um assessor do ministro chefe da
Casa Civil e alguns deputados do PT viajaram aos EUA e África a
convite da Monsanto e embaixada americana, tudo pago mais algum
para gastar no que quiser (600 dólares dados pela embaixada dos
EUA como "bolsa"). Este episódio passou desapercebido
da opinião pública, porém acho que explica a mudança
de 180 graus na posição do governonesta questão,
ver:
www.cib.org.br/midia.php?ID=2097&data=20040614
depois saiu do meio governista (leia-se Casa Civil) todo o espírito
daquilo que é chamado de lei de biossegurança.
Ocorreu o sequinte: O então lider do governo na Câmara, o
dep. Aldo Rebelo, foi indicado como
relator, seu projeto de lei foi o primeiro a dar super-poderes a CTNBio
e colocar o ambiente e a saúde em segundo plano. Devido aos rolos
envolvendo o "autônomo" Valdomiro, Aldo foi promovido
a ministro e a relatoria passou ao dep. Renildo Calheiros que restabeleceu
o papel constitucional dos ministérios da saúde e meio ambiente.
Aprovado na Câmara o PL (projeto de Lei) foi ao Senado onde recebeu
a relatoria do governista Ney Suassuma que entre outras coisas restabeleceu
o espírito (de porco) do relatório Aldo Rebelo. Aprovado
sem qualquer dificuldade no Senado quando o Senador Mercadante defendeu
o relatório Suassuma como um projeto do governo.
De volta a Câmara, Aldo interferiu pessoalmente para retirar Renildo
Calheiros da relatoria, entregando o cargo a algo chamado Darcísio
Perondi que praticamente nada fez, apresentando o PL do Senado para votação
em plenário, nesta ocasião o dep. prof. Luizinho devendeu
este projeto como do governo, e assim nasceu o que no Brasil é
chamado de "lei de biossegurança"
www.cib.org.br/midia.php?ID=10047&data=20041111
E ainda tem mais:
- Foram 3 MPs liberando a soja RR
- A ANVISA aumentou em 50 vezes (repito, 50 vezes) o teor permitido de
glifosato no grão de soja RR
www.idec.org.br/files/idec_glifosato.doc
- O ministro RR da agricultura se empenhou pessoalmente para alterar uma
uma lei permitindo o uso de glifosato na modalidade de pós-emergência
na soja.
- Até agora nada de rotulagem, e o Brasil se une aos EUA contra
o tratado de Cartagena, sobre forte influencia dos ministros Rodriques
(o RR) e Furlam e é claro do Zé Dirceu.
E por fim uma CPI dos transgênicos chegou a ser instalada no Senado
e depois sumiu.
Milton Krieger
Luiz Eduardo2 escreveu:
Date: Fri, 03 Jun 2005 13:54:14 -0400
From: David Hathaway
Esta carta tornada aberta hoje, foi encaminhada na noite da 5a feira
para o Ministro-Chefe da Casa Civil José Dirceu, pela professora
da PUC-SP Marijane Lisboa, representante do IDEC na reunião do
Protocolo de Biossegurança em Montreal, ex-Secretária de
Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e ex-companheira
de movimento estudantil e de exílio do Zé Dirceu.
===============
Montreal, Quebec, Canadá - 2 de junho de 2005
Caro Dirceu,
Creio que não nos vemos desde que eu saí do Ministério
do Meio Ambiente, no ano passado. A razão pela qual estou lhe escrevendo
é muito simples: estou em Montreal, acompanhando as negociações
do Protocolo de Cartagena, sobre movimentos transfronteiricos de organismos
geneticamente modificados.
Este protocolo trata de proteger o meio ambiente e a saúde publica
de países importadores contra a entrada inadvertida e indesejada
de alimentos transgênicos, requerendo, entre outras coisas, que
exportações de grãos que possam ser transgênicos
sejam rotuladas devidamente, de modo que as autoridades dos países
importadores possam tomar as medidas adequadas: recusar, ou aceitar e
tomar medidas para que não haja dispersão de grãos
que possam germinar e eventualmente causar danos ao meio ambiente; rotular
alimentos de acordo com as suas legislações internas; ou
ainda atribuir responsabilidades em caso de dano ambiental.
Estou lhe explicando tudo isso, mas certamente não é necessário,
pois segundo o seu assessor Caio Leonardo Bessa Rodrigues, vem de você
a ordem para que o Brasil se recuse a aceitar qualquer identificação
clara da presença de transgênicos em uma carga. Mas o seu
assessor se recusou a nos dar, às organizações não
governamentais aqui presentes, qualquer explicação para
essa posição. Declarou "não ter mandato do Ministro
Dirceu" para esclarecer as razões dessa lamentável
posição.
Como não me conformo com o fato de que o governo petista tenha
tão rapidamente assumido as características da falta de
democracia e transparência que nossa geração durante
tantas décadas e com tantos sacrifícios pessoais lutou para
extirpar da política brasileira, pergunto-lhe, ainda que sem muita
esperança de que alguma mensagem vinda da sociedade civil ainda
seja ouvida pelo seu ministério: Por que a palavra meio ambiente
sequer aparece no discurso da delegação brasileira? Por
que a posição do Brasil em uma negociação
sobre o meio ambiente é definida pela Casa Civil e não pela
Ministra do Meio Ambiente? Por que essa delegação é
composta majoritamente por gente da área de comércio, indústria,
tecnologia e agricultura e porque aqueles encarregados do meio ambiente
e da saúde não parecem ser nunca ouvidos? Por que o Brasil
quer esconder aos seus possíveis compradores que ele está
vendendo gato por lebre, ou seja transgênicos como não transgênicos?
Caro Dirceu: para não tomar mais o seu precioso tempo, seria possível
que você ordenasse a essa enorme delegação de 24 pessoas,
que deixasse de bloquear as negociações de 119 paises, que
já estão temendo sair daqui sem nada nas mãos, por
causa da intransigência do nosso pais? Alias, com que cara vamos
sediar no ano que vem a 8a reunião da Convenção de
Diversidade Biológica e do Protocolo de Cartagena, depois de fazermos
esse papelão?
Respeitosamente,
Marijane Vieira Lisboa
-----Mensagem original-----
De: Rogerio Carneiro de Miranda [mailto:rmiranda@inet.com.br]
Enviada em: terça-feira, 31 de maio de 2005 23:44
Para: bioenergia-l@jatoba.esalq.usp.br
Assunto: [Bioenergia-l] wood as source for ethanol production
Mais uma possibilidade de produzir etanol?????
Knock on Wood
Researchers suggest wood as source for ethanol production
Wood could one day join corn as a major source of ethanol, with the production
process feeding off a by-product of paper mills. Researchers from the
State University of New York estimate that bio-refineries built in already
existing paper mills could produce some 2.4 billion gallons of ethanol
a year from wood -- roughly 80 percent of the country's projected demand
this year. The sugar xylan from trees, when captured and fermented, can
be made into ethanol and blended with gasoline; currently, xylan at mills
is dissolved and left unused. Bio-refineries could also extract other
useful substances from mills' waste products, potentially doubling the
paper industry's profits.
The Christian Science Monitor, John K. Borchardt, 05 May 2005
-----Mensagem original-----
De: Clarissa Taguchi [mailto:clarissatag@gmail.com]
Enviada em: terça-feira, 31 de maio de 2005 16:25
Para: greenpeacerio@yahoogrupos.com.br; jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br;
tudosobreplantas@yahoogrupos.com.br; constrgn@listas.nce.ufrj.br
Assunto: [TSP] Ana Primavesi esclarece conceitos de agroecologia para
mais de 5 mil agricultores em Cascavel
http://www.jornadadeagroecologia.com.br/noticias_read.asp?id=910
-----Mensagem original-----
De: Gustavo Heinz Schmidt Wiggers [mailto:ghswiggers@yahoo.com.br]
Enviada em: terça-feira, 31 de maio de 2005 14:41
Para: Solidários Brasil; moncks@mp.ro.gov.br;
lucianaalmeida@mp.ro.gov.br
Assunto: [solidariosbrasil] IMPACTO AMBIENTAL: Construção
de hidrelétric
Srs. Procuradores da República e Promotores de Justiça,
peço especial atenção para a notícia abaixo.
Informar IBAMA de Rondônia.
Depois não digam que os ambientalistas não avisaram!
Antes as graves "denúncias" abaixo, sugestiono que o
Mnistério Público Estadual de Rondônia instaure
Inquérito Civil ou PAP (Proced. Adm. Preliminar) para que a veracidade
das informações sejam confirmadas (ou
não) e que este órgão defensor da sociedade rondonense
tome as iniciativas que entender cabíveis, com ou sem
participação do Ministério Público Federal.
Cordialmente,
Gustavo Heinz Schmidt Wiggers
OAB/SC - 15.722
Florianópolis/SC
Fonte:
http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=19347
-----Mensagem original-----
De: Sebastiao [mailto:skengen@terra.com.br]
Enviada em: terça-feira, 7 de junho de 2005 11:06
Para: 'Fendel'
Assunto: RES: [Revista EcoTerra Brasil] A Nova Era da Energia
Prezado Fendel,
Bom dia.
Me desculpe, mas não acho que incinerar livros, inclusive bíblias
seja a solução. Acho que a solução é
apresentar contestação com dados e fatos e procurar fazer
com que as pessoas pensem.
Abraços,
Sebastiao.
De: Fendel [mailto:thomas@fendel.com.br]
Enviada em: domingo, 5 de junho de 2005 11:36
Para: Sebastiao
Assunto: RES: [Revista EcoTerra Brasil] A Nova Era da Energia
Este livro deveria ser incinerado... junto às biblias...
-----Mensagem original-----
De: Sebastiao [mailto:skengen@terra.com.br]
Enviada em: terça-feira, 31 de maio de 2005 11:21
Para: 'Fendel'
Assunto: opiiao
Prezado Fendel, Bom dia.
Acho que o combate as nossas hidroelétricas não tem nada
de burrice ou ignorância, talvez eu esteja vendo chifre em cabeça
de cavalo, entretanto, eu acho que tudo isto é fruto de complô
e, infelizmente, brasileiros, talvez desinformados, embarcam nesta e ficam
a repetir os mesmos argumentos usados pelas famosas ONGs ambientalistas
que são financiadas por não se sabe quem e quais são
os reais motivos por trás dos mesmos. Não se pode esquecer
que Henry Kissinger quando secretario de estado dos USA disse certa feita
que os USA não admitiriam um novo Japão ao sul dos USA.
Sem patriotada boba, me parece que o Brasil é o país que
mais se encaixa com potencial de ser um novo Japão ao sul do equador.
Sabe-se muito bem que a energia é um dos pilares fundamentais para
o promover o desenvolvimento, então, não porque combater
a produção de energia?
Por exemplo, algo semelhante se faz com relação a madeira,
pois, ao se criar toda aquela discussão estéril contra a
exploração florestal, estimula-se o uso do plástico
e do ferro ao invés de se estimular o uso da madeira que além
de ser renovável e degradável, o plantio de árvores
contribui para, dentre outras coisas, a redução de CO2.
Tratar madeireiro como vagabundo, como geralmente se faz, não vai
resolver o problema de desmatamento na Amazônia.
Abraços,
Sebastiao.
-----Mensagem original-----
De: forumsocialclimabr@yahoogroups.com [mailto:forumsocialclimabr@yahoogroups.com]Em
nome de ECOLOGIA EM AÇÃO
Enviada em: terça-feira, 31 de maio de 2005 10:21
Para: TSP; FSC; Ita82; Katavento; solidariosbrasil; UBrasilMJ; fendel
thomas
Cc: Bioenergia; Floresta
Assunto: [forumsocialclimabr] Res: A salvação da humanidade:
MATRIZ ENERGÉTICA TOTALMENTE EQUIVODADA
A matriz energética de Rondônia e Acre está baseada
no óleo diesel produzindo 6,3 mil megawatts de energia
elétrica
QUEIMAMOS: DIESEL PARA ENERGIA ELETRICA E FLORESTAS PARA - AMBOS AQUECEM
A ATMOSFERA QUE GENTE BURRA ....HEHEHEHEH
-----Mensagem original-----
De: joaoalex@sunps.com.br [mailto:joaoalex@sunps.com.br]
Enviada em: terça-feira, 31 de maio de 2005 10:31
Para: turma82ITA@yahoogroups.com
Assunto: Re: [turma82ITA] A salvação da humanidade:
Querido Fendel
Vou fazer uma observação corbaniana (mais uma vez, sorry
Corban):
Vc. poderia resumir seus emails?
[]´s H2O -> H2 + O (energia)
Sartorelli
Von: cidinha@gmx.de
An: fendel@superig.com.br
Kopie: reichardtjm@rotaryspain.org
Betreff: Fwd: RV: Resposta del conseller Milà
Datum: Sun, 29 May 2005 22:03:17 +0200 (MEST)
Querido Companheiro Thomas Fendel,
Recebi este e-mail do Companheiro Joseph Maria, da cidade de Blanes,
Espanha.
Será que você poderia dizer algo a respeito, já que
você além de rotariano é um dos engenheiros brasileiros
mais entendidos em energia?
Abraços,
Cidinha
--- Weitergeleitete Nachricht ---
Von: "Josep M. Reichardt"
An:
Betreff: RV: Resposta del conseller Milà
Datum: Thu, 26 May 2005 10:00:16 +0200
Resposta del conseller MilàQuerido amigo Rotario Luis Alejandro
Seabelar,
envie tu comunicado sobre el articulo de la Nacion sobre la tecnologia
del hidrogeno a nuestro Ministro de Medio Ambiente Sr. Salvador Mila y
me ha contestado estas amables palabras que te traduzco a continuacion:
"El Ministro (Conseller) Salvador Mila le agradece su correo electronico
del 26 de Abril, y tambien sus palabras. Quiere transmitirle que estamos
muy interesados en hacer un seguimiento de toda la tecnologia del hidrogeno,
y
por lo tanto, el articulo que le envio es un elemento a retener.
Cordialmente, "
Te ruego que si tienes mas infomaciones sobre las tecnologias energeticas
basadas en el hidrogeno me las hagas llegar y yo se las hare llegar al
Sr. Ministro.
Gracias y hasta pronto
Josep M. Reichardt
Presidente Comite Pro Paz Mundial de RotaLatino.
-----Mensaje original-----
De: angels.espuny@gencat.net [mailto:angels.espuny@gencat.net]
Enviado el: dimecres, 25 / maig / 2005 10:59
Para: reichardtjm@rotaryspain.org
Asunto: Resposta del conseller Milà
Bon dia, Sr. Reichardt:
El conseller Salvador Milà li agraeix el seu correu electrònic
del dia 26 d'abril, i també les seves paraules. Vol transmetre-li
que estem molt interessats en anar seguint tota la tecnologia de l'hidrogen
i, per tant, l'article que li va enviar és un element a retenir.
Cordialment,
M. Àngels Espuny
Cap del Gabinet del conseller
A SALVAÇÃO DA HUMANIDADE
-----Mensagem original-----
De: Fendel [mailto:thomas@fendel.com.br]
Enviada em: terça-feira, 31 de maio de 2005 09:09
Para: TSP; FSC; Ita82; Katavento; solidariosbrasil; UBrasilMJ
Cc: Bioenergia; Floresta
Assunto: A salvação da humanidade:
Querida Clarissa
Os sistemas agroflorestais (SAF), além de todas as vantagens mencionadas
em teu texto abaixo, ainda promovem o retorno do homem ao campo, a redução
da miséria, a eliminação da bandidagem de colarinho
preto e colarinho branco, o desenvolvimento racional, e muito mais...
Caro Sebastião
Tá todo papagaio combatendo nossas fantásticas e invejadas
hidroelétricas.... pode um absurdo destes?
Às vezes tenho dúvidas, se prevalece neste nosso mundinho
a hipocrisia ou a ignorância.
Caro Anderson
O estudo que vc menciona, afirma que a biomassa compactada em aterros,
quase não deteriora.
Disto resulta que os aterros se transformam numa ótima solução
para armazenar carbono e assim "sequestrar" gases de efeito
estufa.
E quanto mais papel, madeira, tecido, e lixo orgãnico forem compactados
e enterrados... mais limpo fica o ar, promovendo e efeito refrigerador...
Isso vale muito mais ainda para os plásticos... quanto mais forem
aterrados... menos carbono fóssil será lançado à
atmosfera.
No caso da matéria orgânica vegetal, o ideal é claro,
a sua aplicação bioenergética... inclusive através
da cogeração e ENEREDE (Enernet), pois assim se gera a necessária
e carbono seqüestrante energia, em substituição aos
imundos e emporcalhantes combustíveis fósseis.
Caro Gert
Após ler o livro do mineiro Marcelo Guimarães, com o título:
"A salvação da lavoura", a anos passados, encomendei
mais 10, que distribuí para o pessoal das prefeituras e políticos
aqui de Rio Negro - PR, e Mafra - SC, mencionando na dedicatória,
que no lugar da cana podería-se plantar aqui mandioca, com resultados
até melhores.
Tenho a triste impressão, de que estes fantásticos livros
sequer foram abertos...
Caro Marco Aurélio
Do instigante artigo abaixo sobre biomassa energética, apenas
discordo do combate às maravilhosas e cobiçadas hidroelétricas...
o resto é explêndido.
Querida Zélia
A estorinha de origem política da família grega, se não
fosse cruel e triste, seria hilariante...
Numa democracia, o voto não é obrigatório... e a
opção de anular o voto não pode ser camuflalada.
Caro Heinz
Eu que sei o tamanho do calvário intransponível que rege
uma DEMOcracia, para se implantar uma política energética
racional...
Agora estou sondando e investindo no Paraguai... porque por aqui...
Querida Regina
É incompreensível e revoltante o desprezo a que nossa sociedade
hierárquica submete os gênios como teu pai Marcelo Guimarães
e o físico nuclear Professor Bautista Vidal, enquanto babam por
estelionatários e espertalhões políticos e pseudo-científicos.
Parabéns por tua iniciativa de criar a sementinha da escola da
biomassa, que espero encontrar os nutrientes necessários neste
esterco político e propagandista no qual nos encontramos.
Caros Bioamantes
No endereço
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=4226
Sob o título: "Japão quer álcool, mas há
problemas"
Tem um "economista" japonês ignorante afirmando que o
álcool é caro e transitório e que o hidrogênio
é a solução...
Coitados, como podem a estupidez e as crendices estarem tão espalhadas.
É uma pena que o Lula não entregou também garrafinhas
de óleo vegetal em sua recente visita ao oriente...
Na foto anexa, vemos uma mini prensa de sementes na Alemanha, para a
produção descentralizada de puro óleo vegetal bruto
combustível ou comestível, e ração (no caso
canola).
Bioabraços paraguaios carbono sequestrantes e atmosfera limpantes
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
(Divulgação autorizada e desejável)
"Temos que pensar e agir globalmente" - Fendel
-----Mensagem original-----
De: escoladebiomassa [mailto:escoladebiomassa@bol.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 30 de maio de 2005 17:38
Para: thomas
Assunto: Futura "Escola de Biomassa"
Fendel, criei este e-mail para que o pensamento positivo crie uma verdadeira
Escola de Biomassa. Ainda não somos uma instituição
acadêmica ,mas ensinamos alguma coisa sobre Biomassa a alguns poucos(em
crescimento) curiosos que visitam a Fazenda vez ou outra.
Aproveitei para lhe enviar um artigo do Gilberto Vasconcelos, comentado
pelo Heitor Reis.
Abraços, Regina Guimarães
-----Mensagem original-----
De: Gustavo Heinz Schmidt Wiggers [mailto:ghswiggers@yahoo.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 30 de maio de 2005 01:42
Para: Solidários Brasil
Assunto: [solidariosbrasil] Desconfiem dos cargos de confiança
www.nominimo.com.br
Desconfiem dos cargos de confiança 28.05.2005 | Nas democracias
parlamentaristas, um primeiro-ministro pode sobraçar o bastão
de mando por muitos anos ou poucos meses. A duração do mandato
depende essencialmente do homem instalado na cabine de comando, com poderes
suficientes para influenciar a direção dos ventos e a força
das ondas. Mas a viagem estará sempre exposta à mão
do imponderável. Um escândalo dos bons, um escorregão
desastroso, a descoberta de delinqüentes infiltrados na tripulação
– qualquer imprevisto de grosso calibre pode provocar mudanças
abruptas na cúpula do governo. Pouco importa o tamanho da turbulência
política: a
administração pública seguirá funcionando
sem sobressaltos, com a habitual eficácia. Cumpre ao chefe de Estado
– o rei ou a rainha, nas monarquias, ou o presidente da República
– administrar a crise da sucessão (porque toda sucessão,
a rigor, é uma crise). Mas o processo de transição
não costuma produzir efeitos visíveis sobre o cotidiano,
graças a um dos melhores inventos da democracia parlamentarista:
a burocracia permanente, formada por funcionários escolhidos pelo
critério da competência.
Tome-se como exemplo as eleições recentemente promovidas
na Inglaterra. Uma eventual derrota do Partido Trabalhista resultaria
na queda de Tony Blair, na chefia do governo há oito anos. O sucessor
certamente redesenharia as grandes linhas fixadas por Blair e nomearia,
na composição do gabinete, parceiros afinados com o novo
programa de governo. No partido vitorioso também seriam pinçados
altos assessores, estreitamente vinculados ao coração do
poder, incumbidos de assegurar as alterações na rota, o
cumprimento das grandes linhas fixadas pelo poder central. Ocupam cargos
de confiança, palavra adequada tanto ao posto quanto ao ocupante.
Cargo de confiança é isso aí. Na Inglaterra, não
passam de cem. Repito: são menos de cem? Nos cargos e salas restantes,
cuja relevância garante acesso fácil ao primeiro-ministro,
nada muda. Ali permanecem funcionários especializados, entre os
quais predominam veteranos selecionados com base em quesitos técnicos.
Seja qual for o partido no governo, seja qual for a inclinação
política dos funcionários, nunca ocorrem mudanças
sensíveis na equipe. É gente que aprendeu a administrar
com sensatez programas ou projetos concebidos para melhorar a qualidade
dos serviços públicos.
Como haviam feito os antecessores, como fará seu sucessor, Tony
Blair manteve intocado o quadro burocrático que herdara. Sem essa
burocracia permanente, cuja estabilidade decorre da competência
reiterada diariamente, nenhuma administração pública
alcançará o grau de eficácia que os contribuintes
merecem. A fórmula inglesa foi adotada por outros países,
com ligeiros retoques e sempre com resultados animadores. Na França,
são cerca de 1.000 os cargos de confiança preenchidos por
critérios políticos. Nos Estados Unidos, há pouco
mais de 2.000. Nas duas nações, a consolidação
da burocracia permanente reduziu notavelmente a taxa de corrupção.
E livrou a administração pública dos surtos de paralisia
que costumavam manifestar-se nas mudanças de governo. Tais surtos
se assemelhavam aos que afligem o Brasil nesses períodos de transição.
Numa nação sempre superlativa (e cada vez mais cafajeste),
crescem em dimensão e intensidade. Abstraídos os 35 ministros
ou secretários especiais, são pelo menos 20.000 os cargos
de confiança (oficialmente qualificados de "cargos em comissão").
Espalham-se por superintendências,
diretorias e subdiretorias penduradas nas árvores da floresta federal.
Petrobrás, Eletrobrás, Itaipu são madeira de lei,
e nenhum dos incontáveis galhos escapa ao olhar guloso dos caçadores
de dinheiro público.
Outros trechos da selva, menos exuberantes, são igualmente lucrativos.
É o caso dos Correios, sabe-se agora. Ou do Instituto de Resseguros
do Brasil. Quem diria. O IRB parecia em descanso eterno na tumba das velharias
cartoriais. Ressuscitado pelo PTB, voltou à vida arrastando cofres
à espera de arrombadores.
Por que os partidos da, digamos, "base aliada" (incluído
o PT) brigam tanto pela ocupação de gabinetes cuja existência
a maioria dos brasileiros ignora? "Eles querem ajudar o governo a
administrar o país", explicou num programa de TV o ministro
José Dirceu. Conversa fiada. Eles querem é roubar. Os corruptos
escurecem com manchas abjetas a imagem do governo e do país. Essas
não causam preocupações. Só os afligem manchas
de suor no colarinho branco. Fazem questão de trabalhar em ambientes
com ar condicionado.
anunes@nominimo.ibest.com.br
-----Mensagem original-----
De: Zélia Maria [mailto:zeliamarah@yahoo.com.br]
Enviada em: domingo, 29 de maio de 2005 20:18
Para: Dalton Roque
Assunto: [TSP] [off-topic] Uma família da pesada...
Uma família da pesada
Dizem que nasceram na Grécia, Democracia e Demagogia, filhas de
uma senhora muito respeitada e desrespeitadora, a Tirania, comumente chamada
Ditadura. Eu particularmente penso que são filhas adotivas da Humanidade.
Meninas
parecidíssimas, como gêmeas, andam sempre juntas, de mãos
dadas. São primas da Política, conhecida também pelo
cognome de Esperteza. A Democracia faz-se parecer uma bela moça,
comportada e ordeira, bonita e aparentemente sensata. Gosta imensamente
de fantasiar-se de Verdade, a filha do Tempo, mas não é
bem assim, guarda consigo, no seu íntimo, resquícios do
comportamento da mãe, ainda que saiba muito bem disfarçar
as tendências adquiridas. Liberdade é uma outra prima sua,
sempre citada e nunca encontrada. Reside em local muito distante... quase
que num outro mundo. Todos falam muito dela, é notícia diária
nos jornais, mas ninguém na verdade a conhece... somente por ouvir
dizer. Contam-se lindas histórias de muitos heróis que morreram
para defendê-la, mas pouco confiáveis, tanto os heróis
quanto as narrativas. Consta que mora enclausurada num castelo de altas
torres, ninguém nunca viu seu rosto. Sempre se pensou que o único
modo de encontrá-la seria pelas mãos da Democracia, mas,
no entanto, em todos esses anos de reinado democrático a verdadeira
Liberdade foi a grande desconhecida. A Democracia até que parece
uma moça esforçada, principalmente levando-se em conta os
muitos reveses de sua vida. Desde criança foi muito maltratada,
sempre foi usada como engodo, deram-lhe uma falsa roupagem, fantasiaram-na
de Liberdade. Chegaram mesmo a dizer que ela era a própria prima,
que era a Liberdade em pessoa, e de conversa em conversa acabou virando
instrumento nas mãos dos poderosos... prostituiu-se, perdeu a personalidade
e o amor-próprio. Hoje em dia, existem vários clones seus
espalhados pelo mundo. Na América do Norte, por exemplo, a Democracia
tem o nome de Arrogância, não larga a mão da Demagogia
e fez um pacto com a Mentira, uma senhora bem idosa que só causa
estragos por onde passa. A Libertina do Norte dita normas para todas as
irmãzinhas, impondo suas vontades... É a que mais se assemelha
à mãe. Apesar de fazer parecer ao mundo que a odeia, tudo
muda quando estão em jogo os seus interesses. Tapetes vermelhos
são estendidos para a velha senhora, como aconteceu na América
do Sul em passado recente, onde pipocaram ditaduras apoiadas pela Titia.
Sob suas ordens países são destruídos, cidades
incendiadas, pessoas torturadas, mulheres estupradas, crianças
assassinadas. Seus soldados tudo fazem em seu nome, e não se cansam
de alardear que o fazem para defendê-la em nome da Liberdade. Aqui,
na terrinha, a Democracia é uma unanimidade nacional, todos a citam
como a modelo mais elegante, a que melhor sabe desfilar nas passarelas,
a que tem o corpo mais enxuto e os melhores dotes. Mas a situação
aqui não mudou muito não... quando reinava a mãe,
seus soldados entravam nas residências, torturavam e assassinavam
pessoas. Hoje, as casas, apartamentos, lojas, bancos, terras, escolas,
ruas, supermercados, farmácias, postos de gasolina, ônibus
e tudo o mais, são invadidos diuturnamente por bandidos que matam,
seqüestram, estupram, torturam... O povo continua morrendo do mesmo
jeito e ninguém se dá conta disso. É tanta a indiferença
que até parece que morrer pelas patas da Ditadura é mais
grave do que morrer pelas garras da Democracia. As pessoas estão
como que anestesiadas, não conseguem nem mesmo parar um pouco pra
pensar.. Cismam que vivem num regime de liberdade e gabam-se de serem
cidadãos... Bem, o sonho é livre, né? Como também
os pesadelos! O povo aqui ganha, na sua maioria, um salário irrisório.
As pessoas Trabalham cinco meses por ano, apenas para pagar os impostos,
remuneram a classe política com polpudos vencimentos e ainda se
ufanam de serem governados pela moça. As drogas correm soltas no
seio da sociedade, levadas pelas próprias autoridades e a Impunidade,
a Corrupção e a Irresponsabilidade, filhas da jovem senhora,
campeiam no país. O descaso dos governantes com o povo é
tão grande, que muitos sentem saudades do reinado da velha mãe,
que era dura e séria, mas pelo menos não era falsa, incompetente
e irresponsável como a filha. Alguns muitos defendem a moça
com unhas e dentes... e metralhadoras, é claro! São justamente
aqueles que vivem as suas expensas, que a defendem por poder e bolso.
Além de toda essa escravidão que nos é imposta pela
nobre
família, sofremos com as diretrizes estabelecidas pela Senhora
Genética que nos dita comportamentos, auxiliada por uma antiga
companheira, a Química, que marcadamente norteia nossos caminhos,
como o fazem seus filhos, os Hormônios. Aí, vem uma certa
senhora, a Religião, filha da Ignorância e do Medo, e carimba
nossa testa com o tal do livre-arbítrio, pode?
Cônsoli – 22-05-2005.
LEI DA VACA
-----Mensagem original-----
De: Fendel [mailto:thomas@fendel.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 25 de maio de 2005 10:11
Para: TSP; FSC; Ita82; Katavento; solidariosbrasil; UBrasilMJ
Cc: Bioenergia; Floresta
Assunto: Lei da vaca
Caro Eng. Jõao Cesar
As flatulências (arrotos) e os peidos dos animais racionais e irracionais,
geram metano (CH4) que segue prá atmosfera.
Dizem que o CH4 é muito mais ativo no efeito estufa do que o CO2,
mas em compensação o CH4 tem uma vida muito mais curta do
que o CO2... resultando em saldo semelhante.
É difícil coletar estes gases, a não ser que se introduzam
incômodas tubulações com sacos coletores nos devidos
orifícios.
Mas, é muito fácil utilizar os biogases de biodigestores
anaeróbicos fixos. Assim, pode-se obter maravilhosa bioenergia
e saudáveis biofertilizantes orgânicos.
Na Nova Zelândia existe até o imposto da flatulência,
onde os donos dos animais de certo porte e tipo são taxados...
Este problema de emissão, bem como o problema do consumo excessivo
de água... pode ser creditado no máximo: à vaca,
ao alce, à galinha, à ratasana e aos demais bípedes
e quadrúpedes. Esse carbono NÃO pode ser creditado às
bioenergias, nunca, como o é de praxe.
Claro que vivemos num mundo único, com ciclos fechados. Assim,
na pré-históra havia muito mais CO2 na atmosfera do que
hoje, e consta que a temperatura era maior. Este CO2 virou planta e bicho...
que virou porcotróleo.
Afirmam que o equilíbrio de hoje requer muito menos CO2 no ar do
que o encontrado outrora e atualmente, sendo que nos últimos 200
anos emporcalhamos a atmosfera com a queima dos fósseis, que, se
não fossem desenterrados, não promoveriam o incremento de
CO2 atmosférico, e as vacas coitadas, poderiam continuar peidando
e arrotando a vontade, o quanto quisessem, sem causar desequilíbrio
nenhum, e não levariam agora a culpa.
Acontece que o irracional, patético, criminoso e crente homem tem
que achar um cristo, um culpado, e assim sobra pros coitados ruminantes
e idem prás nossas espetaculares hidroelétricas (que alguns
babacas chauvinistas dizem emitir mais CO2 do que as termoelétricas...).
Deixar transparente esta questão, contribue para o desabobalhamento
instituído, em que os imorais aproveitadores propagam por exemplo,
que o hidrogênio e o GN são limpos, e que existe um "criador"
que cuida de nós e de nossas fétidas emissões gasosas...
em prol da vida fácil das hierarquias, às custas do expoliado
povão.
Caro Expedito Jr.
O fantástico evento da InWEnt foi traduzido e interpretado por
aqui de forma equivocada, puxando a sardinha pro lado do biodiesel. Deixei
isso bem claro antes de viajar, solicitando que se traduzisse corretamente
o convite alemão, onde o título original era: "biocombustíveis"
e não "biodiesel". Aliás se o roteiro das visitas
fosse acima de 50% sobre biodiesel, eu não teria ido. Ainda sugeri
que visitássemos também algo relativo a carvão vegetal,
briquetes de biomassa, biogás e gaseificação.
Não sou contra o biodiesel, o bioquerosene, nem contra a biogasolina,
e também não sou a favor.
Até acho que a propaganda que se faz com o biodiesel pode ser benéfica
para as bioenergias definitivas, mas preocupa-me o risco de desmoralizá-las
com falsas e irracionais promessas. Para mim o biodiesel é a transição
entre a era fóssil e a era da vida.
Conceitualmente eu defendo o álcool, os óleos vegetais
e o biogás, inclusive para aviões, com tanques termo-isolados
e levemente aquecidos.
Produzir e utilizar óleo vegetal bruto em motores, é mais
fácil, barato e seguro do que produzir e utilizar biodiesel...
como vimos por diversas vezes na Alemanha...
O biodiesel contém oxigênio na mesma proporção
do óleo vegetal (sai a glicerina com 3 átomos de oxigênio
e entram 3 metanóis ou 3 etanóis com 1 átomo de oxigênio
cada...), e portanto a perda de poder calorífico é exatamente
a mesma...
Por outro lado, estes oxigênios melhoram as emissões, em
ambos os casos... só que a um preço significativamente maior,
no caso do biodiesel, sujeito a toda espécie de peleguismos, oligopólios
e maracutaias, ...nossas velhas conhecidas...
Caro Tadeu
"O mercado de carbono do MDL (Kioto) nada mais é do que um
ilusório cale a bôca ambiental, em prol dos porcos fósseis"
porque:
- É burrice negociar algo virtual, abaixo do preço real.
- A tonelada de carbono real é vendida mundialmente a 500 Euros,
enquanto os espertalhões querem negociatar a virtual por 5 Euros.
- Isso apenas incentiva os suinos a continuarem emporcalhando o nosso
planeta. O efeito real é contrário ao divulgado e "desejado".
- Isso é uma esmola ao dito terceiro-mundo tropical, ao reino da
bioenergia, que deveria faturar 100 x mais, pela única solução.
- E ainda por cima fornece um diploma de "ecologicamente correto"
aos imundos porcalhões, dando sobrevida aos fósseis.
- Quanta ignorância... institucionalizada...
Caro Nelson
Não conheço o suficiente a mamona. Sei que o óleo
de canola prensado a frio e decantado, pode ser simplesmente adicionado
e misturado em até 30% ao diesel fóssil.
Quanto aos outros óleos, é questão de experimentar,
ensaiar, testar, ...e divulgar os resultados.
Na Alemanha vimos estes resultados obtidos em um centro de pesquisas,
onde inclusive nos mostraram um equipamento simples para se fazer esta
mistura automaticamente, na hora de abastecer (foto anexa).
Portanto, não vejo a necessidade de se produzir biodiesel, mais
caro, para se fazer as misturas de até 20%... propostas pelo governo
brasileiro, com objetivos "socioambientais"...
Querida Clarissa
Para ter acesso à interessante lista Bioenergia, visite o site
do IPEF: www.ipef.br
Caro Nikolaus
Explêndida a tua idéia de um biogasoduto na Nicarágua...
e nos trópicos. Quiçá vc seja o Bautista Vidal dos
nicaraguenses. Espero que vc consiga por em prática este teu maravilhoso
projeto, e que vc e teu programa não sejam boicotados pelos estúpidos...
Quero te visitar e ver com meus olhos as tuas espetaculares pesquisas.
Parabéns e votos de coragem para enfrentar a imensa mediocridade.
Os queimadores de biomassa granulada que vc menciona são realmente
fantásticos, servem inclusive para aquecer modernas estufas de
pintura eletrostática, para secadores de grãos, etc.
Por favor, me manda teus arquivos e fotos, e me informe se é possível
licenciar veículos a óleo vegetal na Nicarágua.
Caro Heinz
Toda obra tem um custo ambiental.
Na minha opinião, é preferível construir uma casa
no mato, do que na cidade...
Idem um edifício, uma estrada e uma hidroelétrica...
Mas, já que temos as irracionais megalópoles, devemos suprí-las
com meios mais "humanos" incluindo estradas, bosques e rios
artificiais...
Aliás, limitar as estradas a 80 km/h ou pior a 40 km/h é
uma afronta ecológica, pois são necessárias mais
pistas e mais largas... e se gasta muito mais combustível nas acelerações.
Assim se constroem pistas novas medíocres para baixa velocidade.
Os carros poderiam ser menores, mais eficientes, mais velozes e menos
beberrões...
Deveriam multar quem anda abaixo de certas velocidades mínimas
nas faixas esquerdas.
Os carros de F1 e etc, deveriam ter seus combustíveis limitados,
e estes ser os fantásticos biocombustíveis.
Enquanto qualquer suja refinaria e porco gasoduto ganham licenças
ambientais antes mesmo dos requerimentos, as obras limpas como hidroelétricas,
e essenciais como anéis viários, são mantidas em
banho-maria...
Caro Gerhard e caro Pedro Paulo
Claro que é possível fazer biogasolina, hidrogênio
e escambau... mas a que custo... e com qual objetivo?
Quem faz cachaça faz álcool. Quem espreme girassol faz óleo
vegetal... é tão simples e barato...
E por favor, caro Pedro Paulo, não confunda óleo vegetal
com biodiesel, por favor...
Caro Gert e caro Telmo
As bioenergias são a nossa salvação. Só nos
falta um pouco bom senso e patriotismo...
Que o Proinfa é uma pouca vergonha, não é novidade.
Como pode o kW da cogeração ser mais barato que o kW hidroelétrico?
Isso é no mínimo muita ignorância. As leis tem que
valer para todos. A questão energética se resolve com a
ENEREDE (Enernet), é fácil e simples. Detalhes em www.fendel.com.br
Falando nisso, o presidente da Celesc já aceitou o teu convite
feito por ocasião de nossa entrevista da TV "Brasil Esperança"
para debatermos a hipocrisia tarifária, em teu programa "Ecologia
em ação"?
Caro Oscar
Admiro muito o teu trabalho e empenho, meu velho guerreiro. Apenas não
concordo quando vc sugere adicionar vapor de álcool ao gasogênio
e liquefazer a biomassa gaseificada... Isso não me cheira necessário...
só isso. No restante de tuas colocações vc é
um exemplo a ser imitado.
O que necessitamos é um comércio desabestalhado de energias,
ou seja, temos que poder comercializar cada fração de kW,
cada litro de bioenergia, por um prêço justo. O resto é
consequência. O resto é autodesenvolvimento.
Os gases residuais do processo de carvoejamento, podem muito bem gerar
energia elétrica... basta ter o comércio real... a tal ENEREDE.
Como é bom saber que não estamos tão a sós
em nossa luta bioenergética. Como é bom conhecer outros
desprezados que sabem o que é, e como se deveria fazer carvão
vegetal, que tem noção sobre gasogênio, que sujaram
as mãos no líquido pirolenhoso, que sabem plantar sem o
uso do fogo, em loteamentos com mata nativa, que conseguem enchergar dois
palmos à frente do nariz.
Obrigado pelo interessante e vasto material que vc me enviou... já
li todos os 2kg...
Fiquei perplexo com a informação de que na Espanha, o governo
proibiu o gasogênio após a guerra, para vender mais gasolina...
Gostei muito do estudo francês de 1982 que aponta para o uso de
gasogênios a briquete de carvão vegetal, produzidos em fornos
de carvoejamento com aproveitamento energético dos gases condensáveis
e não condensáveis, e que demonstra que em termos de espetaculares
bioenergias, estamos ainda engatinhando...
Caro Sebastião
Que bom ter mais escolas florestais. Pois estas fazem parte das ideais
para se incluir a cadeira das imprescindíveis bioenergias (já
que não temos ainda a imprescindível engenharia bioenergética)...
uma lacuna vergonhosa na educação mundial, onde o Brasil
é e deve continuar pioneiro... e assim atingir o seu almejado e
merecido progresso.
Caro Amadeu, via caro Altmayer
A bandalheira mundial é intrépida e geral.
Onde tem hierarquia, tem ladrão.
Agora, por favor, não chame de trabalho duro e competente o efetuado
por empresários que ganham energia elétrica a 15% do preço
pago pelo povão... além das demais benesses... por favor,
isso não.
Caro Carlos Eduardo
Parabéns por teu idealismo e empenho. É por aí o
caminho para deixarmos vivos os nossos decendentes.
Conte comigo para uma ou duas palestras: ENEREDE e BIOENERGIAS, e se der,
vcs me pagam as despesas da viagem...
Quanto ao estágio, ainda não consegui tornar comerciais
nenhuma de minhas teorias... devido às hipócritas leis aqui
vigentes, e a cada dia piores...
De qualquer forma, se vc quiser me visitar e me acompanhar por alguns
dias... seja bemvindo, e te mostro minhas usinas e veículos clandestinos.
Poderemos fazer uma micro-usina na tua universidade, e se a Copel não
comprar a EE e impedir seu funcionamento ligado na rede, então
podemos chamar a rede bôbo...
Por penúltimo segue abaixo mais um fabuloso artigo enviado pela
querida Clarissa, "COANDO MOSQUITO E ENGOLINDO CAMELO" que retrata
a real poluição de nossas medíocres vidas...
E por fim, uma notícia em alemão, informando que mais uma
pequena prensa de óleo vegetal foi reativada, na região
que acabamos de visitar na Alemanha...
Perplexos e esperançosos bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
(Divulgação autorizada e desejável)
“Um gênio é capaz de vender qualquer quadro, mas somente
os idiotas são capazes de comprá-los" - Fendel
-----Mensagem original-----
De: Carlos Eduardo [mailto:cereda@folhaweb.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 23 de maio de 2005 23:39
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Geral
Olá Thomas,
Sou estudante de Eng. Elétrica na Universidade Estadual de Londrina
e fiquei bastante impressionado com suas explicações sobre
a ENERNET.
Atualmente estou trabalhando em projetos de biodigestores, que produzem
biogás (gás metano) através de fermentação
de matéria orgânica. O biogás é combustível
e pode ser usado na geração de energia elétrica.
Foi assim que encontrei seu site no Google: buscando informações
sobre geradores e acoplamento direto na rede.
E foi quando vi esta idéia bastante interessante e "profunda"
e me interessei muito por ela.
De modo geral, me interesso muito pela área de fontes alternativas
de energia elétrica e, então, gostaria de saber se posso
ajudá-lo de alguma forma. De repente, estagiando em sua empresa,
ou de qualquer outra maneira. Gostaria de ser um aprendiz destes sistemas
de cogeração que você desenvolve.
Além disso, faço parte do Centro Acadêmico de Eng.
Elétrica da UEL e estou atuando na organização da
II Semana da Engenharia Elétrica de Londrina, que acontecerá
em Outubro. Você acha que seria interessante termos uma palestra
sua sobre a ENERNET? Eu acredito que sim! Dependendo de sua disponibilidade
e "exigências", posso conversar com os demais organizadores
para disponibilizarmos este espaço no evento. O que acha?
Do mais, fica meus parabéns pela idéia e iniciativa.
Um abraço
Carlos Eduardo
-----Mensagem original-----
De: altmayer [mailto:altmayer@bol.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 23 de maio de 2005 18:13
Para: Fendel
Assunto: En: Vergonha do PT
P: Vocês sabem quem é o advogado que representa todas as
causas de pedido de indenização às "vítimas
da "ditadura militar" no Brasil?
R: O Sr. Luis Eduardo Greenhalgh.
P: Vocês sabem qual a participação ou "taxa de
sucesso" do Sr. Greenhalgh em cada indenização concedida
?
R: 30%
P: Vocês sabem qual o lucro obtido até agora pelo Sr.
Greenhalgh com a máquina de indenizações que montou
com conivência do Planalto ?
R: Cerca de R$ 900.000.000. Sim é isto mesmo que vocês leram,
900 milhões de reais.
P: Vocês sabem qual é a estimativa de lucro prevista para
ser obtido pelo Sr. Greenhalgh em cima do restante dos processos indenizatórios
existentes ?
R: Cerca de outros R$ 2.000.000.000. Não, não é engano
de digitação não, são 2 bilhões de
reais mesmo.
Ou seja, o homem que defendeu os seqüestradores de Abílio
Diniz com argumentos do naipe de que eles deveriam ter atenuantes, pois
as motivações do seqüestro eram políticas (como
se, para a vítima de seqüestro fizesse alguma diferença
ser seqüestrado e mantido dentro de um buraco imundo no fundo de
um barraco por causa política, social ou criminal).
Pois este mesmo homem montou um esquema azeitado com a ajuda do Partido
dos Trabalhadores e vai amealhar um patrimônio aproximadamente igual
ao que um empresário como Antônio Ermírio de Morais
obteve em algumas gerações de trabalho duro e competente.
Isto está ocorrendo em nossas barbas, nas barbas da imprensa que
nem comenta nada sobre a mina de ouro do Sr. Greenhalgh...
E o dinheiro que está sendo desviado, roubado sob este pretexto
ridículo de indenização, é nosso, é
meu, é seu.
Nunca houve no Brasil um processo tão escrachado de desvio de verbas.
Esse mesmo homem por pouco não foi eleito presidente da câmara
dos deputados. O que mais eles poderiam armar comandando executivo e legislativo
?
Enquanto nosso pequeno imperador viaja por aí de avião novo,
sonhando com uma permanência fidel-chaveziana no poder, seus asseclas
vão arrecadando pesadamente para viabilizar esta intenção.
Quando o povo acordar pode ter sido tarde demais.
Um abraço do amigo e advogado dos pobres,
Amadeu
-----Mensagem original-----
De: Sebastiao [mailto:skengen@terra.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 23 de maio de 2005 09:54
Para: 'Debates na área florestal em língua portuguesa'
Assunto: RES: [Floresta-l] Universidade da Floresta em Cruzeiro
Prezados Colegas,
Bom dia.
Muito preocupa essas propostas de criação de novas escolas
de floresta. Será que há demanda para tantos profissionais?
Por outro lado a criação de uma faculdade não é
simplesmente a construção de um prédio.
Fico a pensar, a proposta abaixo é de criação de
uma escola de florestas no Acre porque a Sra. Ministra é do Acre,
imagine que no futuro o Ministro seja de outros estados e que cada um
que entre proponha a criação de uma escola de florestas
em seu município de influencia e/ou em seu estado. Onde vamos parar?
Atenciosamente,
Sebastiao.
-----Mensagem original-----
De: floresta-l-bounces@jatoba.esalq.usp.br
[mailto:floresta-l-bounces@jatoba.esalq.usp.br] Em nome de Alexandre A.
Brasil
Enviada em: quinta-feira, 19 de maio de 2005 12:09
Para: Debates na área florestal em língua portuguesa
Cc: Alba Valéria; Humberto Angelo
Assunto: [Floresta-l] Universidade da Floresta em Cruzeiro
Jornal Página 20 - 19/005/2005
Grupo de trabalho vai implantar Universidade da Floresta em Cruzeiro
Flaviano Schneider
O Diário Oficial da União publicou ontem Portaria Interministerial
dos ministros de Estado do Meio Ambiente, Marina Silva, da Educação,
Tarso Genro, e da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, instituindo
no âmbito do Ministério do Meio Ambiente o Grupo de Trabalho
Interministerial (GTI) com a finalidade de articular e implementar ações
junto ao governo federal para viabilizar a implantação da
Universidade da Floresta no Estado do Acre, mais precisamente em Cruzeiro
do Sul, no Vale do Juruá.
-----Mensagem original-----
De: Oscar Baldoni [mailto:oscarbaldoni@temais.com.br]
Enviada em: domingo, 22 de maio de 2005 10:53
Para: saguiere@ssdnet.com.ar
Cc: h.huergo@clarin.com; carmenieddu16@yahoo.com.ar; alislots@hotmail.com;
aleriana@speedy.com.ar; cmazzeo@gammacobra.com.br; luciano@cnatucuruvi.com.br;
veridianakfouri@yahoo.com.br; thomas@fendel.com.br; telmoheinen@yahoo.com.br;
bwfrick@uol.com.br; elias_awad@hotmail.com; oyrsabr@uol.com.br; oscarpart@oyrsagnc.com.ar
Assunto: Combustibles Renovables
Dionisio Cerqueira, Santa Catarina, Brasil, 22 de mayo de 2005
Ingeniero : Eduardo R. Saguier
Buenos Aires
Muy estimado Ingeniero : A usted y al Ingeniero Huergo, que encabeza
la lista de copias enviadas, no tengo el gusto de conocerlos. Todos los
demás saben de mis desvelos en favor de la ecologia y búsqueda
de los combustibles renovables. Tengo 64 años y estamos en Brasil
desde 1963 con industria y comercio. Nunca hemos quebrado, por decencia,
aunque hubo sobrados motivos para ello. Cambios continuos de las reglas
de juego, golpes de timón de las autoridades de turno, enloquecen
a cualquiera. Yo desafio someter a los europeos a lo que pasamos por aqui.
Genera una revuelta terrible. Los que producimos, estamos más que
hartos de mantener una casta de dirigentes ineptos, fingiendo que mandan,
estando definitivamente al servicio de intereses invisibles, que son los
que realmente gobiernan.
Miro hacia atrás y añoro nuestra situación de hace
medio siglo : Cursaba el primer año de la Escuela Industrial, ya
en la especialidad automotores. Teniamos profesores excelentes que se
formaron ingenieros en el mismo rubro. El Pais no tenia deudas, estaba
todo por hacerse, en vias de desarrollo. En vez de corregir lo poco que
estaba mal, nosotros los argentinos preferimos destruir, viviendo en una
perpetua guerra civil,
No me voy a extender en comentarios, que no arreglan nada. Tratemos de
enderezar el presente, de la mejor forma posible. Recibi en Brasil más
afecto y simpatias que en nuestro Pais. Me brindé de la misma forma.
Cuando decidí vivir en la selva de Mato Grosso, disponia de dinero
y un buen pasar en una ciudad grande como São Paulo, que vivia
un clima de descompresión cívica extraordinario, con la
amnistia a políticos.
Frecuenté las palestras organizadas por el diario Folha de São
Paulo, donde todo era grabado. Conocí a muchas personalidades,
diversos candidatos a presidente, conversando de igual a igual. Corria
el año 1980. Hubo un debate intenso en ocasión del shock
del petróleo. Se creó el Pro Alcohol (Proálcool en
portugués). Una empresa visionaria, invirtió lo que ganó
en la venta de tierras colonizadas en el norte del estado de Mato Grosso,
en la construcción de una usina de alcohol de mandioca. La Colonizadora
Sinop y la Agroquimica del mismo nombre generaron una revolución,
creando empleos y distribuyendo riqueza.
Puedo escribir un libro, pues colaboré "ad honorem" con
los dueños. Habiamos comprado con mi padre, técnico agrícola
formado en 1923 en la escuela de los padres Salesianos, 180 hectáreas
de bosque virgen y asumimos el papel de colonos. La tierra no era barata,
pero con dos cosechas de mandioca, se pagaba y la usina compraba todo,
pues estaba planeado procesar 1.200 toneladas diarias. Lamentablemente,
vino el sabotage a la producción de alcohol en general y sobre
todo al sistema a base de mandioca, en particular.
Porque produce más : 380 litros por tonelada y además es
distributiva de riqueza, al contrario del sistema de la caña que
(en Brasil) es concentrador. Vivimos un drama terrible, esos años.
Se llegó al crimen. Nosotros estábamos expuestos por diversos
motivos : Amistad con los dueños, eramos contra la devastación,
el IBAMA habia aprobado el proyecto de mi padre, que disponia cumplir
la ley de dejar el 50% sin tocar, pero haciendo islas de producción
rodeadas por lo menos de 50 metros de vegetación nativa, sin tocar.
De esa forma, se mantenia el ecosistema. Nosotros y unos alemanes eramos
los unicos que no usamos fuego en el desmate. Hicimos lotes de 5 hectareas
y probamos que el cereal nació hasta en los pies de las árboles
magnificas, que dejamos en pié, como las castanheiras en producción.
Protegia de la erosión pluvial y eólica, además de
servir de barrera contra las plagas. Esos rectángulos de 200 x
250 metros quedaron famosos, porque hasta eran empleados como referencia
en los vuelos de la región. La chacra tenia el nombre oficial de
mi finada madre : "Sitio Dona Ada". En ese lugar, sufrimos los
embates de una reacción sorda y siniestra, que contaminó
hasta nuestra propia cooperativa : Nos vendió abono químico
inútil, que después de 18 meses en la tierra, no se derritió.
La producción de mandioca nos rindió más dinero con
la venta de rama (para semilla), que las propias raices.
Teniamos dos vehículos famosos, que funcionaban con gasógeno
y los trajimos andando desde São Paulo, a 2.500 kilómetros,
consumiendo carbón vegetal. Además, compramos un conjunto
generador de energia estacionario, que funcionó muy bien. Todo
producido por la empresa "Geniogaz", del Comandante Vicente
Mammana Neto, fundador de la Real Aerovias Brasil, la fábrica de
autopartes "CIMA", etc. Invirtió casi un millón
de dólares en pesquisas. Nosotros nos concentramos en producir
carbón vegetal de la mejor forma posible. Intentamos todas las
formas conocidas, inclusive por vaso cerrado. Compramos bibliogafia de
Francia y construimos un horno con el sistema empleado en Europa, en las
chacras, con tapa y chimeneas metálicas. Con base en ese modelo,
mi padre dispuso una modificación brillante : Enterrar el conjunto.
Para ello, nos ingeniamos y resultó una economía fundamental
en ladrillos (de 5.000 para 1.500), además de lo más importante
: Al no estar en la superficie, el horno se estabiliza solo con los cambios
de la dirección del viento, produciendo en la práctica el
descanso del operador que, en los modelos anteriores, debia vigilar dia
y noche. Hubo muchas denuncias de las condiciones de trabajo de los carboneros,
pero ninguna solución. Patentamos el horno e intentamos difundirlo.
Informamos a las autoridades, sin suceso. Ofrecimos para instituciones,
explicando que seria una herramienta adecuada para generar empleos, aprovechando
el desperdicio criminal, que continúa, pero no tuvimos suerte.
Como variante, el mismo horno-reactor, puede funcionar como un gran gasógeno,
al tener la entrada de aire controlable. También se puede cosechar
el ácido piroleñoso, al comienzo del proceso de carbonización.
Me ilusioné, hace poco tiempo, porque un asesor del ministro de
Industria y Comercio, donde el gobierno envió el proyecto del horno,
opinó que la empresa oficial EMBRAPA, deberia encarar el estudio
de su aplicación. Mandé comunicaciones al Nucleo de Acciones
Estratégicas del gobierno, explicando que serviria, inclusive tener
una forma de producir rápido algo concreto en la ocupación
de la Amazonia, interviniendo las Fuerzas Armadas para asegurar la forma
correcta y ordenada, pero no tuve respuesta. Del mismo modo, envié
para EMBRAPA y la FUNDACION INNOVA-T, pero hasta ahora no tuve ni acuse
de recibo.
En estos últimos dias, se produjo un agravante de la situación
energética, a raíz de los sucesos en Bolivia. He recibido
consultas y no se que responder. Se juntan muchas condiciones negativas
:
# Las instituciones mencionadas, no funcionan como deberia ser.
# He leído sus denuncias, lo que me preocupan más todavia.
# Mi idea, de utilizar el máximo de mano de obra desocupada, parece
un castillo en el aire, porque faltan hacer pruebas lógicas y estoy
totalmente sin recursos.
# Por un momento pensé que podria utilizarse el descubrimiento
de los pesquisadores del CONICET, obteniendo hidrógeno del alcohol
etilico, para enriquecer el gas de los gasógenos y de esa forma
proceder a formar un nuevo "GAS VERDE", renovable. Ese gas,
licuado, tendria diversas aplicaciones válidas.
# En Brasil, el negocio de rellenado de garrafas familiares (un millón
y medio por dia), a razón de 12 dólares la carga, es fabuloso.
Parte del mismo (sobre todo el consumo de lugares distantes) podria ser
atendido con el nuevo sistema, aprovechando todo el desperdicio de biomasa,
sin quemar nada y volviendo a producir alcohol de mandioca en usinas menores.
# Reemplazar el consumo de derivados del petróleo por carbón
vegetal en polvo, provocaria un ahorro increíble, la generación
de empleos nuevos de la nada y una nueva etapa en el arranque para no
depender del combustible fosil.
Aguardo una palabra suya, que me sirva de luz en esta oscuridad. Grato
por su atención, me despido con la mayor consideración.
Estoy a sus órdenes en los E-Mail : oscarbaldoni@temais.com.br
y oscar_baldoni32@yahoo.com.ar
Atentamente : Oscar Armando Baldoni
-----Mensagem original-----
De: ECOLOGIA EM AÇÃO [mailto:gfischer.joi@terra.com.br]
Enviada em: sábado, 21 de maio de 2005 20:00
Para: fendel thomas
Assunto: Fw: Eletrobrás processada por comprar energia alternativa
mais cara
ESSA É PARA VOCE.
GERT
-------Mensagem original-------
De: Alexandre
Data: 05/21/05 15:12:13
Para: JMA; Democracia
Assunto: Eletrobrás processada por comprar energia alternativa
mais cara
Estatal prefere comprar energia alternativa mais cara em prejuízo
do consumidor final, mas enfrenta ação na Justiça
Celina Côrtes Isto é
Em março de 2004 o governo relançou o Programa de Incentivo
às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa), criado em 2002 para,
na maré do Protocolo de Kyoto, estimular as fontes renováveis
de energia. A idéia parecia muito boa, especialmente porque beneficiaria
também os consumidores via redução de tarifas. Um
ano depois, as expectativas estão longe da realidade e caminhando
na direção contrária. A Eletrobrás foi autorizada
a contratar 3.300 megawatts (MW) ao ano, durante 20 anos, divididos em
partes iguais entre as fontes biomassa - da cana-de-açúcar
-, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e eólica, a energia
do vento. Como a cota de 1.100 MW de biomassa não foi preenchida
até a última chamada, em 28 de dezembro, a Eletrobrás
contratou a energia restante de PCH e eólica, mais caras do que
a produzida com bagaço de cana-de-açúcar, cujo custo
vai acabar pesando no bolso do consumidor.
As brechas legais levaram a Usina Santa Isabel, em São Paulo,
uma das habilitadas na segunda chamada, a entrar com um mandado de segurança
contra a Eletrobrás. O juiz Fabio Tenenblat, da 22ª Vara Federal
do Rio, deu ganho de causa à usina, mas a Eletrobrás promete
recorrer. "A não contratação dos projetos habilitados
na fonte biomassa vai contra a eficiência nos serviços públicos,
podendo causar prejuízos aos consumidores finais atendidos pelo
Sistema Interligado Nacional", alegou o juiz em seu parecer. Para
José Cirilo, gerente-geral da Usina de Açúcar MB
Ltda., no interior de São Paulo, a data de 28 de dezembro, marcada
para a chamada final, foi "um casuísmo". A usina tentou
prorrogar o prazo, mas não foi atendida. "O Proinfa paga menos
para quem tem mais eficiência", lamentou Cirilo.
A razão da queixa é o valor de R$ 93,77 estipulado para
o megawatt da biomassa, enquanto as pequenas hidrelétricas foram
cotadas a R$ 117,02 e as eólicas, a R$ 204,35. O diretor-geral
do Instituto Nacional de Eficiência Energética (INEE), Jaime
Buarque de Holanda, chamou o Proinfa de "festival de erros".
Segundo ele, ao contrário do que diz o próprio nome, o programa
não estimula a geração de fontes alternativas e criou
critérios desconhecidos para estabelecer o valor das três
fontes. "Não há um custo-padrão. A única
forma de fixar os valores seriam os leilões", aponta. Holanda
lembra que a biomassa é uma tecnologia 100% nacional, enquanto
a eólica é "alienígena" e não é
dominada pelo País.
A eficiência da biomassa alegada por Cirilo é real. Além
de a grande maioria das usinas estar próxima aos grandes centros
consumidores, elas se localizam sob as linhas de transmissão. Muitas
das empresas habilitadas acabaram desistindo de participar do programa,
sobretudo após dois aumentos do aço, um dos principais insumos
das usinas. "O consumidor vai deixar de receber uma energia mais
competitiva e as usinas perdem a chance de participar de um mercado com
grande potencial de crescimento", lamenta o consultor Julio Borges,
da JOB Economia, que há dez anos atua no mercado de energia.
Mesmo com o custo também inferior à fonte eólica,
as pequenas hidrelétricas acabaram abocanhando o menor quinhão
da cota que sobrou para a biomassa. Dos 444.66 megawatts contratados,
278.72 são da energia que vem do ar e 165.94 das PCHs. A lei que
criou o Proinfa autoriza a contratação de outras fontes,
caso a biomassa não preencha sua cota. Mas a procuradora Gisele
Porto, do Ministério Público Federal, que encaminhou o processo
à Justiça federal, entendeu que essa substituição
só poderia ser feita na falta de empreendimentos habilitados na
biomassa, o que não ocorreu.
Pano para manga - A procuradora destacou que a lei não proíbe
que empreendimentos da mesma fonte, já habilitados e não
convocados, venham a ser contratados, o que também deixou de ser
levado em conta. Os argumentos foram decisivos no julgamento do processo,
já que a Santa Isabel enviou à Eletrobrás uma carta
em 30 de dezembro solicitando sua participação. Mesmo as
empresas que desistiram de participar, por causa do baixo preço
oferecido, teriam entrado no Proinfa - segundo fontes do setor - se o
martelo fosse batido por R$ 120, valor ainda inferior ao da energia eólica.
O critério da Eletrobrás, no entanto, priorizou "o
remanejamento estabelecido em lei". Os prognósticos de Jaime
Buarque de Holanda, do INEE, não são nada otimistas: "O
Proinfa ainda vai dar pano para manga aos advogados nos próximos
20 anos.
Criado para incentivar a produção de energia limpa e renovável,
o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa)
obriga a estatal Eletrobrás a adquirir no mercado 3.300 megawatts
de energia de fontes renováveis.
São três cotas de 1.100 MW, uma para energia produzida a
partir do bagaço de cana-de-açúcar ou biomassa, outra
por pequenas usinas hidrelétricas espalhadas pelo País e
uma terceira para eólica, a energia que vem do vento.
Diferentemente do que foi estabelecido, a Eletrobrás não
respeitou as cotas e comprou 278.72 megawats a mais de energia eólica,
a mais cara do mercado. Por isso, a estatal terá que se explicar
na Justiça.
-----Mensagem original-----
De: ECOLOGIA EM AÇÃO [mailto:gfischer.joi@terra.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 18 de maio de 2005 21:36
Para: fendel thomas
Assunto: Fw: (JMA): Re: e ele nem fica vermelho ao falar isto
-------Mensagem original-------
De: Telmo Heinen
Data: 05/18/05 21:22:28
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Assunto: Fw: (JMA): Re: e ele nem fica vermelho ao falar isto
Dona Clarissa,
Dos agricultores aqui da nossa região (Entorno do DF), parece impossível
alguém se interessar pelo cultivo de mamona, cujo óleo tem
uma cotação de US$ 1,200.00 por t no mercado externo, abrir
mão de uma cotação destas, para vendê-lo por
menos de US$ 500.00 por t fazendo "biodiesel"... Se fosse fácil
seu cultivo, estaria sendo plantado para produzir óleo para exportação.
Ao contrário, o Brasil atualmente "importa" cerca de
80.000 t - a maioria da Índia. A 500 dólares por t, é
muito mais simples cultivar soja que já tem toda estrutura montada.
A Embrapa já dispõe de variedades que produzem 24% de óleo
e acredita-se que 30% seja possível... embora isto diminua o seu
teor de proteína.
Girassol? É outra balela... para se conseguir uma produção
de duas(2) t/ha é uma façanha e o preço atual é
inferior a R$ 0,50/kg
Nabo forrageiro?
Só os tecnocratas acreditam neste tal de Nabo forrageiro.
Canola? Só se for no lugar do trigo... e aí as ONG's que
lutam contra a fome vão chiar...
Então resta para fazer biodiesel a família das palmeiras
e a soja.
Por outro lado, o álcool - já consagrado.
Por isto não há necessidade de ficar vermelho para dizer
estas coisas - só quem acha que o mundo passa fome por falta de
alimentos é que se constrange.
Telmo.
|