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OPINIÕES E COMENTÁRIOS

NOVEMBRO 2004

-----Mensagem original-----
De: Henrique Cortez [mailto:henrique@camaradecultura.org]
Enviada em: sábado, 27 de novembro de 2004 19:18
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: JMA / Lua poderá ser fonte de energia para a Terra, dizem especialistas

Caro Fendel,

Agradeço as informações e as orientações.

Considerando que sou analfabeto em alemão, pergunto - 2,6% refere-se ao planeta ou à parte terrestre...

No planeta, todas as cidades juntas ocupam 3% da área total. Se este é o raciocínio, a área ocupada realmente não seria tão significativa.

Minha dívida é originada da área necessária para a produção do álcool, que no caso brasileiro, demonstrou uma relação área x produção complicada de equacionar, considerando todas as demandas de áreas agrícolas.

No entanto, pelos argumentos que apresenta, os óleos vegetais são muito mais eficientes do que o álcool, o que é uma boa notícia.

Neste quesito, realmente, estou muito mais tranqüilo, graças às suas informações. Grato.

No caso da energia elétrica, uma sociedade energívora como a norte-americana não tem solução em termos de geração. É difícil oferecer soluções sem a clara compreensão do problema e de sua real dimensão. O consumo é tão maluco que não creio existir um sistema realmente eficiente que atenda com segurança.

Nos casos dos EUA recomendo uma visita ao site http://www.eia.doe.gov/emeu/aer/eh/frame.html , para o relatório "Energy in the United States: 1635-2000", com dados oficiais do U.S. Department of Energy, equivalente ao nosso Ministério das Minas e Energia. Aliás, uma visita à pagina do Department of Energy (www.doe.gov) também pode oferecer inúmeras informações relevantes à compreensão da matriz energética norte-americana, seu consumo, distribuição e projetos.

Eles realmente estão tentando de tudo. Só nas pesquisas de fusão nuclear eles gastarão mais de US$ 2 bi. Nos podemos ter parcos recursos, mas lembre-se que eles podem "fabricar" dinheiro sem restrições ou limitações, graças ao irresponsável acordo de Brenton Woods e o abandono (pelos EUA) do sistema internacional de câmbio, em 1971.

Um abraço agradecido,

Henrique Cortez

-----Mensagem Original-----
De: Fendel
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Enviada em: sábado, 27 de novembro de 2004 18:48
Assunto: RES: JMA / Lua poderá ser fonte de energia para a Terra, dizem especialistas

Caro Henrique

Em 17 de novembro de 2004 09:57 repassei o seguinte:

"No endereço http://www.regiooel.de/ sob o título Aktuelles (atualidades), encontramos um artigo em alemão, que estima a área terrestre necessária nomundo, para substituir os combustíveis fósseis (petróleo) por óleo vegetal, como sendo 2,6%.
Na mesma notícia está anunciado para venda, um carro Lupo - VW, que faz 34 km com 1 litro de óleo vegetal de colza."

E como a frota dos EUA deve ser responsável por uns 20% do consumo mundial, resulta que tua pergunta 2 deve ter como resposta algo como: 0,2 x 2,6% = 0,5% da área terrestre.

Para responder tua pergunta 1, deveríamos considerar a fantástica cogeração com biomassa e a ENEREDE, reduzindo consideravelmente o consumo de energias.

Não sou favorável a divulgação de idéias estúpidas, para que não se invistam nelas nossos parcos recursos, e não aumente ainda mais o abobalhamento generalizado.

Carbono sequestrantes bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

"Na história como na natureza, a podridão é uma das fonte da vida" - Marx?

-----Mensagem original-----
De: Henrique Cortez [mailto:henrique@camaradecultura.org]
Enviada em: sábado, 27 de novembro de 2004 12:19
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: JMA / Lua poderá ser fonte de energia para a Terra, dizem
especialistas

Caro Fendel,

Você pode estar certo, mas é bom lembrar que muitos avanços científicos e conquistas tecnológicas vieram a partir de idéias aparentemente estúpidas.

Entretanto, ficam algumas questões importantes:

1) Qual o volume e área de biomassa necessária para garantir 1 ano de consumo de energia elétrica nos EUA.

2) Qual o volume e área de produção para que os biocombustíveis pudessem abastecer a frota norte-americana.

Talvez as soluções tenham que se adaptar ao tamanho do problema.

Um abraço,
Henrique Cortez

-----Mensagem Original-----
De: Fendel
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Enviada em: sábado, 27 de novembro de 2004 11:42
Assunto: RES: JMA / Lua poderá ser fonte de energia para a Terra, dizem
especialistas

Só falta aos especialistas querer tirar o leite do seio de Vênus, enquanto ignoram nossas quase infinitas, superpoderosas e maravilhosas bioenergias.

Desvassalos bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

"A queima das bioenergias devolve menos carbono ao ar do que o absorvido pelas plantas, resultando no "efeito geladeira", oposto do "efeito estufa" originado pelo uso dos porcos e agonizantes combustíveis fósseis". -
Fendel

-----Mensagem original-----
De: Henrique Cortez [mailto:henrique@camaradecultura.org]
Enviada em: sexta-feira, 26 de novembro de 2004 16:07
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Assunto: JMA / Lua poderá ser fonte de energia para a Terra, dizem
especialistas

Henrique Cortez

Lua poderá ser fonte de energia para a Terra, dizem especialistas da Agência Lusa, em Udaipur (Índia), 26/11/2004 - 14h32
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u12687.shtml

A Lua poderá ser uma fonte de energia inestimável para a Terra, num momento em que surgem questões sobre o esgotamento dos combustíveis fósseis como o petróleo, dizem cientistas reunidos na Índia.

A possibilidade se baseia na descoberta de amostras de minerais lunares com alto de teor de hélio 3, um gás que, em combinação com o deutério –um isótopo de hidrogênio-- produz grandes quantidades de energia.

"A Lua possui uma enorme quantidade de hélio 3", disse Lawrence Taylor, diretor do Instituto Americano de Geociências Planetárias. Segundo ele, o gás se concentra junto ao manto de poeira que cobre o solo lunar, com uma espessura de cerca de cinco metros.

"Quando o hélio 3 se combina com o deutério, a reação de fusão produz-se a uma temperatura muito elevada e pode gerar quantidades consideráveis de energia", explicou.

"Bastariam 25 toneladas de hélio, que se podem transportar num ônibus, para fornecer eletricidade aos Estados Unidos durante um ano", disse o cientista numa conferência internacional sobre a exploração da Lua realizada em Udaipur, na Índia.

EXPLORAÇÃO LUNAR

Mas as coisas não são tão simples assim. Para extrair hélio 3 do solo lunar, é preciso aquecer as rochas a 800 graus centígrados, e para produzir uma tonelada desse gás são necessários 200 milhões de toneladas de solo lunar, explicou Taylor.

A tecnologia de fusão está ainda dá os primeiros passos, reconheceu o cientista. "Estamos ainda na fase do laboratório. Ao ritmo atual, serão precisos 30 anos [para tornar a tecnologia mais viável]", afirmou.

Enquanto isso, os cientistas pensam que é preciso fazer um recenseamento das reservas de hélio da Lua, "para estarmos prontos e dispormos de informações precisas quando a tecnologia dos reatores funcionar", disse D.J. Lawrence, do Laboratório de Los Álamos (Estados Unidos).

Taylor lamentou não existirem fundos disponíveis para este tipo de projeto nos Estados Unidos, quando se sabe que "o mundo terá um sério problema daqui até 2050", com o esgotamento dos recursos de gás e petróleo.

GLP
Caros amantes da locomoção

Continuam mentindo e desenvolvendo asneiras, como na notícia abaixo, onde dizem que o fóssil GLP é ecológico e limpo, pois na realidade o GLP é apenas 2% menos sujo do que a porca gasolina...
A única notícia boa e real do artigo é a questão do óleo vegetal como lubrificante.

Se o combustível do veículo pesquisado fosse o atmosfera limpante óleo vegetal, não seriam necessários os tanques especiais, pois nenhum óleo vegetal queima ou explode a temperatura ambiente...

Desabobalhantes bioabraços

Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

“Políticos não são nossos senhores nem amos, na verdade, são nossos servidores" - Al Lorenz

ONG FRANCESA DESENVOLVE CARRO DE CORRIDA ECOLÓGICO
Fonte:
http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=17078


Quem acha que alta velocidade nas pistas é sinônimo de muita gasolina queimada - e poluição - pode começar a mudar de idéia. Diferente do que muitos imaginam, para ser ecologicamente correto um automóvel não precisa ser necessariamente lento. A alternativa: gás. Foi essa a opção da IdéeVerte Compétition, uma ONG francesa, ao decidir desenvolver um carro de corrida "verde". Além de usar um dos menos poluidores dos combustíveis - o gás liquefeito de petróleo (GLP) - o veículo funciona com lubrificantes feitos de óleo de girassol. O resultado são espantosos 315 km/h. Novo recorde para veículos do tipo.

"O carro do futuro deverá respeitar o meio ambiente. Essa é a única maneira de criar um sistema sustentável de transportes", disse Alain Lebrun, presidente da IdéeVerte Compétition, em comunicado da Agência Espacial Européia (ESA), que participou do desenvolvimento do carro. "Hoje já temos muitas novas tecnologias com baixo impacto ambiental, como o GLP, o gás natural, hidrogênio e biocombustíveis."

Segundo Lebrun, o motivo de criar um carro ecológico veloz foi estimular a opinião pública sobre o tema dos combustíveis alternativos. "A pista de corridas é o laboratório definitivo para a tecnologia automobilística", disse.

A IdéeVerte Compétition foi criada em 1993 por engenheiros e técnicos preocupados com a poluição produzida pelos veículos automotores. Em 2002, passaram a contar com apoio da ESA, que forneceu tecnologias desenvolvidas para aplicações no espaço.

Entre as tecnologias da agência utilizadas no desenvolvimento do carro de corrida verde está um material altamente resistente ao calor, que foi empregado em peças do sistema de combustão.

Outro sistema, desenhado para os foguetes Ariane, foi usado para proteger o tanque de gás. Em caso de fogo, uma proteção térmica especial é selada, impedindo a passagem do calor. Com isso, o carro pode incendiar por até 45 minutos antes que o fogo atinja o tanque - feito de titânio, para resistir melhor a impactos.

De acordo com engenheiros da IdéeVerte Compétition, o sistema pode ser adaptado para uso em veículos de passeio movidos a gás. (Agência Fapesp)

EUCALIPTO
Minh@s querid@s

Iniciei o texto com: "Abaixo o preconceito, e acima a policultura:"
Ou seja, insinuei: Abaixo a monocultura.
Em outros momentos já havia escrito, que o carbono sequestrante papel, não precisa ser feito de monofibras...

Tenho aqui no quintal no mínimo uns 20 eucaliptus, cheios de passarinhos livres e diversificados.
A 3 palmos de meu nariz, fica uma janela, encostada na escrivaninha, com monitor lateral.
Do outro lado coloquei um galho de eucaliptus e um prato com alpiste, freqüentemente visitados pelas aves.
Para aumentar ainda mais suas visitas, principalmente das fêmeas, vou fixar um espelho vertical e perpendicular à janela; pois meus carros, guardados em quiosques abertos, andam sempre com portas e vidros lambuzados na região dos retrovisores.

Bioabraços atmosfera limpantes
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

“Políticos não são nossos senhores nem amos, na verdade, são nossos servidores" - Al Lorenz

-----Mensagem original-----
De: Raquel Cristina de Almeida [mailto:bio_raquel@ig.com.br]
Enviada em: terça-feira, 23 de novembro de 2004 18:07
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: JMA / O eucalipto precisa de muita água?

Na região de Eng. Passos, distrito de Resende, RJ e divisa entre MG e SP, existem muitas cascavéis.
Algumas pessoas acreditam que seja devido a presença dos eucaliptos, que tomam conta da região.
Mas não há estudos comprovando. Pelo menos não havia há 4 anos atrás quando trabalhei lá e depois disso não tive mais notícias.

----- Original Message -----
From: Elaine Galante
To: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Sent: Tuesday, November 23, 2004 3:12 PM
Subject: Re: JMA / O eucalipto precisa de muita água?

Metendo o nariz onde não é chamada...
Em uma aula sobre meio ambiente, eu também perguntei sobre o solo, que ficava sempre cheio de folhas secas. A resposta foi a seguinte: "se vc tem um prato de filé mignon e um de ovo frito, qual vc escolhe? pois bem, os microorganismos também são assim..."
é claro que no grupo tem, muito mais gente que entende muito mais do que eu, mas eu acredito que seja mais ou menos por aí...

Elaine Galante

----- Original Message -----
From: Wilson Scarpelli
To: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Sent: Tuesday, November 23, 2004 2:46 PM
Subject: Re: JMA / O eucalipto precisa de muita água?

O que impressiona nessas florestas de eucalipto ou de pinheiros é a ausência de pássaros e outros animais. É um silêncio... Quanto muito se ouve as folhas roçarem-se entre si, quando há vento.

-----Mensagem Original-----
De: Cendi Berni
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Enviada em: terça-feira, 23 de novembro de 2004 14:20
Assunto: Re: JMA / O eucalipto precisa de muita água?

Fendel:
Nada contra os múltiplos usos do eucalipto e suas aplicações.
Só não venha me falar que uma monocultura de eucalipto pode ser considerada uma floresta ou um reflorestamento.
Além disso, é bom lembrar que seus óleos essenciais, ao mesmo tempo fazem a alegria nas saunas, tornam o solo hostil ao estabelecimento de outras espécies por conter substâncias alelopáticas.

Cendi


Fendel wrote:
Abaixo o preconceito, e acima a policultura:

Bioabraços carbono sequestrantes

Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

"Políticos não são nossos senhores nem amos, na verdade, são nossos
servidores" - Al Lorenz

O eucalipto precisa de muita água?

Uma das críticas que se costuma fazer ao eucalipto é que ele precisa de muita água durante a fase de crescimento. Isto é desmentido por estudos recentes, que têm mostrado não haver muita diferença entre o consumo de água de diversas espécie florestais e o eucalipto.

Isso também é verdade em comparação com a agricultura: ele apresenta consumo parecido com o do café e menor do que o da cana-de-açúcar. Em países com pouca disponibilidade de água, como Espanha, Itália, Israel e Marrocos, grandes áreas estão sendo usadas para o plantio de eucaliptos, sem problemas. No caso de Israel, inclusive áreas de deserto estão sendo usadas para agricultura, depois do cultivo do eucalipto por períodos entre 20 e 30
anos.

Quantidade de água necessária durante um ano ou ciclo da cultura

Cultura
Consumo de água (mm)

Cana-de-açúcar
100-2000

Café
800-1200

Citrus
600-1200

Milho
400-800

Feijão
300-600

Eucalipto
800-1200

Obs.: 1 mm (milímetros) corresponde a 1 litro por metro quadrado.

Fonte: CALDER, et al, 1992 e LIMA, W. De P., 1992

COMPARAÇÃO ENTRE O CONSUMO DE ÁGUA DO EUCALIPTO E OUTRAS CULTURAS

Cultura/Cobertura
Eficiência uso de água

Batata
1 kg de batata / 2.000 L

Milho
1 kg de milho / 1.000 L

Cana-de-açúcar
1 kg de açúcar / 500 L

Cerrado
1 kg de madeira / 2.500 L

Eucalipto
1 kg de madeira / 350 L

Fonte: NOVAIS, et al, 1996

Pelo fim do preconceito

Falar de eucalipto é uma coisa que, como se diz "dá pano pra manga". Uns defendem, outros ainda atacam. Mas esta discussão parece estar chegando ao fim, já que, hoje, o eucalipto vem sendo visto com outros olhos. Isso porque, muitas acusações contra ele vêm sendo sistematicamente desmentidas por pesquisadores que o estudam em todo o mundo. É justamente para aprofundar essa discussão que o Fibra passa a publicar, a partir dessa
edição, uma série de matérias sobre o eucalipto, esperando contribuir para o esclarecimento de dúvidas e para acabar de vez com o preconceito que se costuma ter contra ele.

Fonte: Fibra - Jornal da Cenibra - Nº. 217 - Novembro de 2003


ANER
Meu caro Professor Iturra

Inicialmente quero agradecer o convite e parabenizá-lo pela iniciativa de criação da ANER - Agência Nacional das Energias Renováveis.
Justifico minha ausência da Audiência Pública, porque fui convidado a ouvir, e não a falar, o que certamente não mereceu o meu deslocamento de 3000 km.

Como bem lembrado em vosso primoroso texto abaixo, o amadorismo reinante e a falta de conhecimentos sobre as reais potencialidades das bioenergias, impedem atitudes conclusivas. Assim, a ANER não pode nunca limitar as atividades deste novo órgão ao provisório Biodiesel, sem adquirir os conhecimentos sobre os óleos brutos vegetais combustíveis, que sabemos possíveis e viáveis a mais de um século, desde 1897.

Julgo equivocado querer atrelar as bioenergias ao pilantra mercado de carbono, o que apenas resulta em falsa sobrevida aos fósseis, visto que por merreca se pode comprar diplomas de irresponsabilidade ambiental, prorrogando a poluição.

Também não li deferência nenhuma ao real seqüestro de carbono, onde os vegetais comem muito mais carbono do ar, do que o devolvido pela queima do óleo do coquinho da imensa árvore. Este detalhe, embora ululante, é de suma importância, pois resulta no efeito geladeira, contrário ao famigerado efeito estufa, consequência de 200 anos de emporcalhamento fóssil do globo terrestre.

Igualmente percebo a ausência da questão elétrica, com seus imorais e criminosos subsídios aos eletrointensivos, e a falta da obrigatoriedade da compra pelas concessionárias de energia em pequena e múltipla escala. Assim, por exemplo todos os projetos fixos, realmente ecológicos, perdem mercado pela falta de capacidade e regularidade de uso. Falta a ENEREDE (Enernet).

Estas duas questões (real sequestro de carbono e ENEREDE), mesmo isoladas, promovem benefícios muito maiores e imediatos, aos humanos e ao meio ambiente, do que o inócuo protocolo de Kioto e suas negociatas.

Meus testes em motores modificados para óleo vegetal, estão a cada dia mais apaixonantes. Os únicos entraves permanecem os idiotacráticos.

Quanto a um novo motor Elsbett, não tenho conhecimento.
Nos endereços de sítios do email anterior (abaixo) constam fabricantes alemães de motores a óleo vegetal.

Seja veículo de um forte bioabraço atmosfera limpante ao meu ídolo Professor Bautista Vidal.
A vc também meu forte bioabraço carbono sequestrante.

Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

"Bioenergia não é alternativa, é definitiva" - Bautista Vidal


-----Mensagem original-----
De: iturra [mailto:iturra@ibict.br]
Enviada em: quinta-feira, 18 de novembro de 2004 12:24
Para: Fendel
Assunto: Audiência Pública - ANER

Prezado Fendel,

Lamentei não tê-lo encontrado ontem na nossa AP sobre institucionalidade das Fontes de Energia Renováveis.
Acredito que demos mais um grande passo, mas ainda estamos distantes do final feliz que idealizamos.
Em anexo lhe envio o material apresentado por mim e pelo mestre Bautista Vidal, como complemento as nossas apresentações verbais. Fique a vontade para distribuí-lo a seus bons e numerosos amigos, que por tabela também são meus amigos.

Como anda seu projeto do dispositivo para uso de óleos vegetais em motores diesel?
Que sabe da nova fase do motor Elsbeth?

Um abraço,
Iturra


INSTITUCIONALIDADE PARA AS FONTES DE ENERGIA RENOVÁVEIS

José W. Bautista Vidal e Antonio René Iturra

Como é do conhecimento de todos os leitores de jornal, as fontes alternativas de energia estão merecendo um tratamento prioritário nas nações desenvolvidas, na mesma proporção em que os potenciais de geração elétrica diminuem e, principalmente, as reservas de petróleo evidenciam que estão em fase de extinção. Prova disto é que as nações hegemônicas, desesperadas, cada dia de forma mais evidente e sem recato, deixam de lado a diplomacia e ocupam o território de outras nações a fim de garantir seu abastecimento de energia e sua sobrevivência.

Dentre as fontes de energia renovável, a curto prazo, a melhor alternativa para o mundo é sem dúvida a produção e uso racional de biocombustíveis, que venham a substituir os combustíveis liquidos tradicionais, por serem sucedâneos, limpos, renováveis e de baixo custo de produção. Eles podem ser produzidos nas quantidades exigidas, a partir de diversas oleaginosas, espontâneas e cultivadas, nas regiões tropicais, onde existe farta insolação, disponibilidade de solos com aptidão silvo-agropecuária, água doce e força laboral. As vantagens comparativas do continente brasileiro para produção desses biocombustíveis são evidentes.

A substituição do óleo diesel mineral por biodiesel, por exemplo, encontra um grande espectro de possibilidades, pois os óleos vegetais, matéria-prima do biodiesel - junto as gorduras animais - podem ser produzidos em grande variedade e em todas as regiões do país, cada uma com suas potencialidades e características próprias que precisam serem testadas na produção, desde que possuam também condições sócio-econômicas prioritárias à luz das demandas nacionais e internacionais que estão surgindo em grandes dimensões.

Contudo, as experiências até hoje realizadas no Brasil são limitadas, de âmbito em geral acadêmico, sem um quadro de experimentação na produção agrícola e agroindustrial que permita o traçado de adequadas políticas que levem em conta as peculiaridades sócio-econômicas locais e as vantagens comparativas brasileiras até hoje não testadas, devido a um vácuo institucional, que deforma os resultados, pois a experiência que possuem as instituições que formulam e executam as políticas energéticas é absolutamente inadequada para esse tipo de análise.

Tomamos como exemplo o papel crucial desempenhado pela Secretaria de Tecnologia Industrial na fase de implantação do Pró-álcool, sem a qual esse programa não teria existido. Hoje é gritante a ausência de uma instituição desse tipo, que centralizou a coordenação de centenas de organizações para levar a bom termo o Programa do Álcool, desde o domínio tecnológico dos processos industriais, dos motores de ciclo Otto - com larga experimentação em laboratório e nas estradas - a toda uma logística de distribuição dos veículos e do combustível, dos centros de tancagem e de mistura em âmbito nacional. Frente a realidade atual é essencial equacionar a ampla potencialidade de exportação que está surgindo a medida que o preço do barril de petróleo cresce – já chegou a US$ 54,97 dólares - quando era previsto pelo experiente embaixador Ricupero, Secretário Geral da UNCTAD, chegar a US$ 50,00 em 2010.

Ou seja, para se implantar uma linha de combustíveis extensivos, como foi o caso do álcool combustível e é o caso do Biodiesel, é necessário um quadro institucional adequado, que acumule toda a experiência existente e aglutine especialistas competentes, de modo a dar ao Brasil as condições apropriadas para ir adiante e tornar o País o grande produtor mundial desse combustível.

Temos convicção de que embora a execução deva ser descentralizada, maximizando toda a potencialidade nacional, os fundamentos para a orientação política deva ser centralizada, para acumular todo o saber e a experiência, o que é impossível quando disperso e não cumulativo, o que está ocorrendo atualmente. O setor privado – competitivo por natureza – jamais conseguirá superar esse tipo de necessidade. Muito menos a boa intenção de priorizar essa atividade como estímulo empresarial da Agricultura Familiar e dos assentamentos do processo de Reforma Agrária.

Atribuir à agências fiscalizadoras já existentes, que atuam de forma conflitante e competitiva com as potencialidades e características do biodiesel, papel relevante sobre os biocombustíveis, significa caminhar na direção oposta ao minimamente recomendável. Essa é a situação atual, na medida em que as (des)informações geradas no seio dessas agências está provocando perturbações negativas junto aos próprios governos federal, estaduais e municipais, contrárias aos objetivos pretendidos. Dessa forma caminha-se para o desastre, para a morte antecipada dessa inquestionável promessa de futuro para nossa sociedade.

Um quadro institucional apropriado irá orientar os produtores de matérias-primas, de óleos vegetais e de biodisel, da cadeia completa ou parcial, de modo a usufruírem dos avanços alcançados, permitindo a formulação e o permanente aprimoramento dos melhores resultados por aqueles que dominam todos os aspectos da grande questão e podem aprimorar as políticas nesse estratégico setor, em áreas em que a experiência nacional é ainda limitada. Atribuir essas funções aos que dominam os setores que devem ser substituídos já define “ a priori” o fracasso dos resultados.

A improvisação e o amadorismo reinantes são altamente inconvenientes em setores em que a experiência nacional é ainda limitada e exige um alto profissionalismo para chegar-se aos objetivos desejados. Substituir o paradigma tecnológico de produção e uso de derivados de petróleo pelo paradigma dos combustíveis renováveis demora entre 15 e 20 anos de atividades racionalmente planejadas e executadas. Não é pouca coisa. É necessário mobilizar toda nossa competência nacional para garantir sucesso à empreitada.

Essa orientação institucional deve cobrir todas as alternativas nacionais disponíveis em condições de serem utilizadas, de todas as regiões do país, de modo a que se permita uma ação comparativa de suas eficiências e que possa responder aos grandes objetivos de uma programa desse porte e natureza, tais como: autonomia energética, conquista de novos mercados, inclusão social – especialmente dos mais carentes - aumento da competência tecnológica, adequada distribuição de renda, desenvolvimento regional. Enfim, a consolidação da soberania nacional.

Ninguém melhor do que os que ganharam experiência no passado, buscando enxergar todo o complexo energético da matriz nacional, para identificar as prioridades que permitam alavancar o desenvolvimento dos substitutos dos derivados do petróleo mais apropriados. Os atores do passado ainda em atividade nas diversas esferas dos governos devem ser chamados a auxiliar nas atividades presentes.

Essa construção institucional é essencial para estimular a substituição do paradigma em obsolescência acelerada dos combustíveis fósseis, pelo novo paradigma dos combustíveis renováveis, assim como para evitar-se dispersões desnecessárias e a formulação e implementação de políticas crescentemente aprimoradas.

A existência de uma instituição capacitada é a garantia de sucesso que leve adiante as aspirações nacionais no campo energético, social, econômico, tecnológico e ambiental.

Acreditamos que esse quadro institucional deverá necessariamente convergir com a nossa principal empresa energética, a Petrobrás, que atualmente atua somente nas áreas de combustíveis fósseis, de modo a permitir uma saudável convergência no final da era do petróleo mas nunca estar a ela subordinado nesta fase de implementação do novo, em muitos caso incompatível com o velho, que está acabando.

Para isto, deveriam ser aproveitadas instituições já existentes que tenham suas estruturas aptas a abrir essa nova área da economia, como é o caso de algumas companhias energéticas estaduais, como a do Paraná (COPEL), entre outras, que já comportam nos seus estatutos a necessária abrangência legal. Essas companhias poderão cuidar da compatibilização dos fatores de produção sustentável nas diferentes regiões, tirando o máximo proveito das vantagens comparativas locais, descentralizando a execução e permitindo às instituições financeiras a imediata participação em projetos já compatibilizados com a realidade dos fatores.

É importante ressaltar que o colapso mundial da era do petróleo ao que caminha a humanidade coloca o Brasil ante o desafio de ocupar parcelas ponderáveis do mercado mundial de combustíveis líquidos, o que exige ações urgentes com competência e organização. Uma simples análise geopolítica projetada à finitude do recurso petróleo, indica que praticamente todas as principais economias do mundo não possuem reservas de petróleo nos seus territórios nem aptidão para a produção de biocombustíveis. As reservas conhecidas de petróleo, na sua grande maioria, estão sob controle direto e indireto da potência hegemônica. Esse fato abre insuspeitadas possibilidades de exportação de biocombustíveis para os países tropicais em geral e para o Brasil em particular.

Por isso, não faz sentido limitações a priori na produção de biocombustíveis uma vez que não se tem qualquer experiência produtiva que permita dimensionar de modo adequado as nossas possibilidades à luz de uma forte demanda interna e externa. Limitar inicialmente a autorização da mistura nacional de biodiesel a 2%, não faz qualquer sentido, a não ser adubar o preconceito da incapacidade de produção nacional de biodiesel em grandes quantidades, para desmoralizar o programa.

Iniciar o Programa Nacional de Biodiesel com a produção para atendimento de 50% da demanda do Brasil e da Alemanha, a partir da monocultura da mamona, no semi-árido nordestino, somente por agricultores familiares, também não faz sentido. Para esses objetivos o projeto prevê a plantação de 582.000 hás de mamona em 2005 chegando a 2.698.500 hás em 2010, com custos de investimento e operacionais totais estimados em R$ 496,8 milhões em 2005 e de R$ 1.972,7 milhões em 2010. Sem dúvida, trata-se de um projeto de prancheta, escludente e exageradamente otimista para uma realidade técnica complexa e limitada, que pode sacrificar toda a promessa de resultados positivos acima referida.

É necessário levar muito em conta que as origens dos meios da natureza para a produção de biodiesel, com uma grande biodiversidade, são diferentes daqueles que levam aos combustíveis fósseis (na qual a institucionalidade energética nacional detém grande competência). Neste caso, pretender que setores com diferentes naturezas na origem – mineral e vegetal, por exemplo - convirjam em seus objetivos e em seus métodos de planejamento e de execução, não passa de intenção pouco fundamentada na necessidade de sucesso.

Em toda experiência mundial dos últimos 50 anos, ainda, não há um só caso em que a substituição de uma forma extensiva de energia por outra seja feita sem o necessário suporte de políticas públicas, pelo menos em sua fase inicial. A meta final porém é eliminar qualquer forma de subsídio. Nesse sentido, é necessário impedir que setores que já dominam a produção nacional de óleos vegetais venham a se beneficiar de forma indevida de eventuais incentivos, mantendo os preços em valores artificialmente elevados.

Por outro lado, é inconcebível também manter o subsídio daqueles setores que vão ser substituídos, como é o caso atual do diesel de petróleo.

Para que o Brasil alcance os objetivos pretendidos na dimensão que a situação mundial está a exigir, é necessária a montagem de uma ampla infra-estrutura – transportes, comercialização, tancagem, portos – dado ao grande salto que essas atividades passam a ter no futuro próximo da economia brasileira. Esta é a única maneira para dar à um programa dessas dimensões, a amplitude nacional e a distribuição regional equânime compatível com seus objetivos.

De igual forma, nas políticas a serem estabelecidas devem-se necessariamente estabelecer as prioridades decorrente das vantagens comparativas em relação a outras formas energéticas. Por exemplo, uma ampliação desproporcional do uso do gás natural – fóssil, não-renovável, importado em grande parte e com preço atrelado ao petróleo – ante as formas renováveis e limpas derivadas da biomassa, não se constitui em uma opção sensata tendo em vista os benefícios que representam cada uma dessas formas energéticas no futuro do Brasil.

Em suma, a conveniência de estimular o desenvolvimento e a implantação das energias solar, eólica, de pequenos potenciais hidráulicos, de reformular o Proálcool, de instituir o Programa Nacional de Biodiesel, de disciplinar a produção e uso racional de lenha e derivados, e de materiais lignocelulósicos, bem como o fomento à exportação de biocombustíveis e de venda de créditos de carbono no mercado internacional, entre outros, sinalizam a importância do Brasil institucionalizar e profissionalizar a produção e uso racional de energias renováveis e sua comercialização.

Como conseqüência da excepcional oportunidade que se cria para as fontes de energia renovável, esta é a hora do Brasil se afirmar como o grande fornecedor de biocombustíveis para o mundo. Para atingir esse objetivo, entretanto, necessita seguir o exemplo da Segunda Cúpula Cúpula Mundial de Fontes de Energia Renováveis, realizada na Alemanha no início do mês de junho de 2004, que aprovou a criação de uma agência internacional para estimular o desenvolvimento das energias limpas no planeta, batizada de Irena (International Renewable Energy Agency), com o argumento de que "não se deve deixar o mercado de energia decidir sobre a implantação de formas de energia renováveis" .

No Brasil, ainda, essa institucionalidade significa uma importante promessa de mudança do eixo do poder mundial em nosso favor e o cumprimento de metas essenciais para o nosso povo com a criação de um grande número de oportunidades novas de trabalho. Ela virá a dotar o Poder Executivo de instrumento ágil, competente e capaz de executar uma política energética mais completa, eficiente e efetiva, além de se constituir num fórum permanente que permita a participação de todos os atores pró-ativos interessados no tema, públicos e privados, e a desejada sinergia e governabilidade sobre o que se afigura ser a grande promessa de futuro para toda a sociedade brasileira.

Brasília-DF, 17 de novembro de 2004.

Proposta apresentada na Audiência Pública realizada em 17 de novembro de 2004 no âmbito da Comissão
da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados.

José Walter Bautista Vidal foi Secretário de Tecnologia Industrial do Ministério da Indústria e do Comércio em três oportunidades e principal formulador do Programa Nacional do Álcool. Bautistav@uol.com.br.

Antonio René Iturra é Analista Sênior do Ministério da Ciência e Tecnologia, foi professor da UnB e analista do CNPq, Capes e Finep. Trabalha com energias renováveis desde 1977. Iturra@ibict.br


PREÇO DO CARBONO
Caros bioenvolvidos:

Exemplo de preço mundial da tonelada de carbono, com um pouquinho de hidrogênio:

Tenho um contato internacional a procura de:

Produto: Óleo de Colza
Quantidade: 300.000 Toneladas
Preço:US$ 495,00-CIF-HAMBURG/HOTTERDAN
Pagamento: L/C

Caso tenham disponibilidade deste produto favor retornar o mais breve possível.

Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

“Na história como na natureza, a podridão é uma das fontes da vida" - Marx?

ÁLCOOL NO ÓLEO
Caros Especialistas

Certamente é louvável e bom adicionar álcool ao Diesel, conforme proposta em tramitação descrita abaixo.
Como também é, a já praticamente definida, adição de Biodiesel ao Diesel fóssil nacional.
Além disso existem outras soluções e misturas com óleos vegetais naturais e álcoois vegetais.
Assim, estamos desenvolvendo uma salada combustível provisória.

Essas atitudes são muito positivas para promover e difundir as atmosfera limpantes e eternas bioenergias em susbstituição aos agonizantes e sujos combustíveis fósseis, como petróleo, gás natural e carvão mineral.

Na recente expedição do Greenpeace, fizemos 6200 km num caminhão Mercedes 1113 ano 78, com o motor adaptado para a mistura de óleo vegetal (de soja, recuperado do acidente da ALL aqui em Rio Negro - PR) com 8% de etanol.

Sugiro delegar ao Centro Nacional de Bioenergias em Piracicaba, que foi inaugurado dia 16/11/04, com a irrisória quantia de R$ 100 mil, a pesquisa do nosso biocombustível definitivo, num prazo de 2 anos, incluindo um concurso técnico com a participação de universidades, indústrias de motores, veículos e aficcionados, não se concentrando apenas no provisório biodiesel e conhecimentos de umbigo.

Na Alemanha está em desenvolvimento um protótipo de automóvel a óleo vegetal, para 2 pessoas, que fará 100 km, com apenas 1 litro de óleo de colza. Isso é real. Não é fantasia. Hoje já tem no exemplar mercado alemão um carro que faz 34 km/l, proibido de ser utilizado aqui no Brasil, devido ao fantoche subsídio fóssil.
Assim as bioenergias irão desmascarar iniciativas fraudulentas, míopes e pilantras como o hidrogênio, ar comprimido, células combustíveis, etc; que negligenciam e escondem o balanço global de energia, de custos e de poluição.

A título de ilustração do potencial das bioenergias e suas baixas emissões, incluo os endereços:
http://www.bayern.de/lfu/luft/veroeffentlich/umweltforsch/ern_energie/teil1.pdf
http://www.bayern.de/lfu/luft/veroeffentlich/umweltforsch/ern_energie/teil2.pdf
onde encontramos estudos com 111 e 108 páginas respectivamente, de 2002, em alemão, com diversos resultados fantásticos, inclusive no uso da cogeração de EE e calor.

Qualquer resumo que se faça deste estudo, é incompleto, pois o próprio também o é, claro.
Do total de 40 combustíveis diferentes ensaiados nesta pesquisa, com predominância dos diversos óleos vegetais, um deles foi a mistura biodiesel com isopor velho. O Biodiesel (ester metílico ou etílico) é um solvente para diversos produtos orgânicos, como borrachas e vedações comuns.
Também consta a descrição de equipamentos para redução de emissões nocivas, como catalizadores, recirculação de gases e adição de uréia, tornando as baixas emissões das bioenergias menores ainda.
Como sempre, faltou a análise do real seqüestro do carbono dos vegetais, com saldo negativo de CO2 atmosférico.

Aos incrédulos, lembro que o óleo Diesel é constituído de diversas parafinas diferentes, sendo muito mais heterogêneo do que uma mistura de óleos vegetais. Assim, motores desenvolvidos para consumo de óleos vegetais, apresentam qualidades e benefícios sequer descobertos.
De quebra, se houver vazamento de óleo vegetal, não ocorre nenhum desastre ecológico significativo, é quase como derramar água limpa ou areia pura, sendo a natureza capaz de absorver e utilizar o óleo na própria cadeia alimentar.
Ah sim, e o óleo vegetal também não explode e nem queima a temperatura ambiente...

Bioabraços carbono sequestrantes

Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

“Na história como na natureza, a podridão é uma das fontes da vida" - Marx?

Especialistas discutem adição de álcool ao diesel
Agência Câmara
16/11/2004

Fonte:
http://www.ces.fgvsp.br/index.cfm?fuseaction=noticia&IDnoticia=11456&IDidioma=1

MADEIRABRÁS
Caros Bioraciocinantes

Cientes de que floresta velha não seqüestra carbono, e que o uso intensivo da biomassa resulta em vida sustentável, justa e próspera, repasso artigo abaixo que combate o discurso da intocabilidade florestal.

Atmosfera limpantes bioabraços

Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

“Na história como na natureza, a podridão é uma das fontes da vida" - Marx?

Fonte:
http://www.alerta.inf.br/11_2004/041109a.htm

"MADEIRABRÁS", SOLUÇÃO PARA AS FLORESTAS
Rio, 9/nov/04 – Em ótima série de reportagens publicadas ontem e anteontem no jornal Folha de São Paulo, o jornalista Cláudio Angelo aborda a polêmica proposta do governo de criar concessões para a exploração florestal na Amazônia, tratada na matéria como “aluguel” de floresta e por outros como “privatização” da mesma.

Resumidamente, a matéria constata que o “aluguel” de floresta une madeireiras e ONGs ambientalistas. De um lado, empresários cujos projetos de manejo florestal são indeferidos ou suspensos pelo IBAMA devido à falta de terras com títulos de propriedade aceitáveis, fruto do conhecido caos fundiário existente em vastas regiões da Amazônia Legal. Segundo a reportagem, o governo espera que o "aluguel" possa salvar o setor madeireiro, que só na Amazônia gera US$ 2,5 bilhões por ano, mas que chafurda numa crise de legalidade, e ao mesmo tempo ajude a manter de pé 10% da selva - o total de florestas a serem concedidas, que pode chegar a 50 milhões de hectares - gerando renda.

Por outro lado, as ONGs estão promovendo o projeto do governo por vislumbrarem nele uma ótima oportunidade de lucros para seus próprios caixas uma vez que o WWF, Greenpeace e Friends of the Earth são os fundadores e controladores do selo verde FSC (Forest Stewardship Council).

Como já analisamos anteriormente, estas ONGs empreendem acordos tácitos com grandes madeireiras internacionais que, com seu poderio econômico, ganhariam praticamente todas as concessões vis a vis com suas congêneres nacionais que se encontram enormemente descapitalizadas graças, em grande parte, às campanhas contra elas movidas pelo aparato ambientalista e à conhecida burocracia do IBAMA, para dizer o mínimo. Quem resume bem este quadro é o engenheiro florestal Adalberto Veríssimo, pesquisador da ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), ao comentar que a certificação está sendo buscada pelos madeireiros como forma de garantir mercado externo para madeira tropical e que países como o Reino Unido e a Holanda, hoje, têm demanda reprimida por madeira com o FSC: “A Europa vai querer daqui a alguns anos que toda a madeira seja legal. Aos olhos da lei brasileira, madeira de desmatamento é legal. Mas, além de legal, o mercado [externo] pode também exigir que seja não-predatória”, disse ele à Folha. Ou seja, querem impor a “lei” das ONGs.

Daí insistirmos com nossa proposta para criar a Madeirabrás que seria responsável pela concessão, exploração e reposição da madeira e outros produtos florestais que seriam vendidos aos produtores, nacionais ou estrangeiros, com lucros para o Estado muitíssimo maiores que o ridículo montante da arrecadação da simples concessão. Além disso, não seria necessário nenhum “selo verde” controlado por ONGs, pois o próprio IBAMA emitiria os certificados necessários e fidedignos. Certamente não faltariam compradores nem utilizações racionais da madeira obtida em larga escala, como a construção de casas populares a baixo custo. Afinal, como o petróleo, a madeira também é nossa.

TURBINAS PARA GASOGÊNIO
Car@ Gladstonee

Que ótima notícia sobre as turbinas a gasogênio.
Realmente estamos na eminência de aumentar consideravelmente os rendimentos das máquinas movidas a esquecidas e desprezadas bioenergias.
Assim, junto com a gaseificação, também é possível obter carvão vegetal briquetado e matéria prima bioquímica.
E o gasogênio, muito usado após a segunda guerra, permite equipamentos menores, menos perigosos e mais eficientes do que o processo envolvendo caldeiras.
Mas, para o efetivo uso desta tecnologia, aumentar sua disponibilidade e fator de carga, é necessário o comércio da energia elétrica a preços reais e competitivos, tal como sugerido em ENEREDE na página:
http://www.fendel.com.br/gerapor.html

Animados bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

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-----Mensagem original-----
De: gladstonee [mailto:gladstonee@uol.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 17 de novembro de 2004 11:00
Para: jornaldomeioambiente
Assunto: JMA / Produção de energia limpa

Nova tecnologia vai dobrar produção de energia limpa
Parceria entre brasileiros e suecos apresenta nova turbina para geração de energia a partir do bagaço de cana-de-açúcar

Agência CanalEnergia, PeD
16/11/2004

Pesquisadores brasileiros e suecos estão finalizando o projeto que apresenta uma nova tecnologia para dobrar a capacidade de geração de energia a partir do bagaço de cana-de-açúcar. A novidade está no movimento das turbinas das usinas, que, no novo equipamento, será movida a gás combustível e não a vapor, como no modelo convencional.
“É uma tecnologia exclusiva para quem pretende explorar o mercado de geração de energia”, afirma José Suleiman, do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) e um dos coordenadores do projeto, que tem o apoio do PNUD. Segundo Suleiman, neste processo, o bagaço de cana é colocado dentro de um “gaseificador”, uma espécie de tubo, com pouco oxigênio.

Por não haver muito ar, a queima do bagaço é parcial e acaba gerando gases combustíveis, que serão os responsáveis pela movimentação das turbinas. “É uma queima incompleta e, por isso, ocorre a liberação de gases combustíveis que vão movimentar as turbinas a gás”. A turbina a gás gera o dobro de energia das turbinas a vapor, garante o coordenador, pois
o desperdício de energia do novo modelo é duas vezes menor do que a tecnologia atual.

Como ainda não é comercializada, a estimativa é de que a turbina custe cerca de US$ 100 milhões, o dobro do modelo convencional. Hoje, o bagaço da cana responde por 64% de toda a produção de energia de biomassa no Brasil, segundo o Ministério das Minas e Energia.

CARBONO
Caro Henrique

Sou favorável ao desmonte do Fórum de Mudanças Climáticas e principalmente sou contra os créditos de carbono.
Repetindo: Esses tratados são para inglês ver, pois ninguém vai obrigar os EUA a se enquadrarem por força, e igualmente nehum país ratificador do tratado vai boicotá-los.
A Califórnia, um dos estados dos EUA, é exemplo de leis anti-poluição, sem tratado mundial nenhum. Claro que investem no bobo hidrogênio, mas logo irão se aperceber da besteira.
Portanto, o que falta é concientização, e sabemos que acêrtos internacionais são de fachada, como no caso: ONU x EUA x Iraque.
Quanto aos "créditos de carbono", infelizmente bolados por brasileiros, os tiros estão explodindo a culatra, claro. Isso permite os porcos a continuarem porcos a preços irrisórios. Essa tramóia reduz a necessidade mundial do uso e compra imediata dos biocombustíveis atmosfera limpantes tropicais, e trará uma efetiva redução de emissões apenas quando o prêço da tonelada de carbono virtual chegar no mínimo em 500 euros, que é o prêço da tonelada real.

No endereço http://www.regiooel.de/ sob o título Aktuelles (atualidades), encontramos um artigo em alemão, que estima a área terrestre necessária no mundo, para substituir os combustíveis fósseis (petróleo) por óleo vegetal, como sendo 2,6%.
Na mesma notícia está anunciado para venda, um carro Lupo - VW, que faz 34 km com 1 litro de óleo vegetal de colza.

Carbono sequestrantes bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

“Na história como na natureza, a podridão é uma das fonte da vida" - Marx?

-----Mensagem original-----
De: Henrique Cortez [mailto:henrique@camaradecultura.org]
Enviada em: segunda-feira, 15 de novembro de 2004 14:53
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Assunto: JMA / Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas não se reuniu uma única vez

Caros Amigos,

Em relação à nota na coluna do Boechat, sugiro uma releitura de notícia anterior ( Governo desmonta Fórum de Mudanças Climáticas ) que já circulou na lista.

O tema é importante, principalmente agora com a adesão da Rússia ao Protocolo de Kyoto.

Henrique Cortez


Coluna do Boechat, Jornal do Brasil, 14-11-2004, http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/colunas/boechat/
Vazio
Desde que o PT chegou ao Planalto, o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas não se reuniu uma única vez.

Na era tucana, que não primou pelo zelo nessa área, dali saíram propostas importantes, como a do ''crédito carbono'', favorável aos países que menos poluem a atmosfera.

Deputados ambientalistas temem que Fábio Feldman, nomeado por Lula para presidir o órgão, desista de esperar pelo apoio do governo e peça o boné.

Governo desmonta Fórum de Mudanças Climáticas
In http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2004/jun/21/29.htm


BRINDE
Telmo

Falta o brinde com champanha francesa, para que nosso BNDES financie as e os picaretas, os vagonetes e a pólvora, para aumentar a produção de carvão mineral chinês a ser importado pela siderurgia nacioanal.
E outro brinde com saquê para o protocolo de Kioto, que através do MDL certamente irá creditar algumas toneladas de carbono a favor dos chineses, visto que a operação de transportar ferro fundido com frete de retorno de carvão fóssil, requer menos combustível dos navios, do que transportar minério de ferro com retorno vazio...
Também falta o brinde com tequila em homenagem às pseudo-ONGs que estão tornando nossas árvores intocáveis e nossas hidroelétricas sujas...

Antiabobalhantes bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

“Na história como na natureza, a podridão é uma das fonte da vida" - Marx?

-----Mensagem original-----
De: Telmo Heinen [mailto:agricultura@formosa.go.gov.br]
Enviada em: sábado, 13 de novembro de 2004 23:48
Para: Jornal do Meio Ambiente (Grupo)
Assunto: JMA / Novo evento "FOME ZERO"

Transcorreu hoje, 13 NOV 2004, mais um evento "FOME ZERO" com total excelência, na Granja do Torto em Brasília (DF), oferecido pelo nosso "Lulinha Paz e Amor" aos camaradas chineses.

Bota Fome Zero nisso!
Vitelo a R$ 168,00/kg
Picanha maturada a R$ 40,00/kg
Costela preparada a R$ 25,00/kg
Coxa de Peru a R$ 21,00/kg
Coxa de Frango a R$ 12,00/kg
Certamente acompanhadas de brotos de bambu, brotos de feijão, brotos de alfafa, cebola, alho (chinês), salsa, tomate, etc...
Algum filé de peixe cru ?
Tudo isto regado a vinhos finos produzidos no Vale do São Francisco por vinícolas financiadas pelo Governo Federal.

A "Pinga" para a caipirinha o Palácio do Planalto está adquirindo aqui próximo, no Núcleo Rural do São José, jurisdição da cidade satélite de Planaltina, no DF.

Segundo os mercadores internacionais, os chineses são pródigos em alegar qualquer motivo, por mais inusitado que seja, para recusar a carga de um Navio depois que já entrou no Porto para descarregar. Mandam devolver a mercadoria e assim que o Navio estiver saindo do Porto, chamam-no de volta e oferecem a alternativa de descarregamento mediante descontos de 10 a 30% (O Exportador faz as contas e diante dos custos da devolução, acaba por descarregar lá mesmo...)
Estas histórias são contadas como verídicas até em Palestras sobre comércio internacional.

Vide, como foi hoje mesmo, a reação da FIESP diante do fato do Brasil ter reconhecido a China como praticante de economia de mercado, quando na verdade é uma economia socialista - com inúmeros artigos industrializados, montados por prisioneiros ou então por chineses de US$ 30,00 de Salário mensal.

Não podemos também permitir que avance aquela idéia da China construir uma Siderúrgica no Pará ou no Maranhão com carvão mineral trazido de lá mesmo. Isto é pura transferência de local da poluição.
Imagina só, levar daqui ferro gusa e na volta trazer carvão mineral de lá com a desculpa de que um frete "de retorno" fica "baratinho" - Não podemos cair neste golpe!

É melhor derrubar uma parte da floresta amazônica para fazer carvão vegetal para produzir este ferro gusa para eles, do que vir queimar o sujo carvão mineral deles aqui em nosso território.
Depois a gente faz reflorestamentos aqui!

Pense nisto!

Telmo.


EDUCAÇÃO
Queridas Raquel, Célia, Rose e demais:

Prá que saber que a capital da França não é Montevidéo, se os franceses pensam que Buenos Aires é a capital do Brasil?
Qual a utilidade de se estudar um picasso na vida, a não ser para demonstrar a ignorância humana?
A história, só fala coisas boas de alguns e barbáries de outros, dependente do humor e crenças dos autores.
Tem sentido decorar monstruosas fórmulas matemáticas inúteis?
Qual a razão de se ensinar literatura barroca a analfabetos funcionais doutorantes do quarto grau?

Certamente a Educação Ambiental é a matéria mais importante de uma grade escolar.
Minha dúvida consiste no conteúdo, visto que, até aqui no JMA, por exemplo, o saldo negativo de carbono no ar, das bioenergias, é contestado.
Assim, tenho meus receios aguçados, pois a maioria dos professores ambientais continuarão mal informados papagaiando que termoelétricas são mais limpas do que nossas fantásticas, limpas e invejadas hidroelétricas, que o hidrogênio é a solução, que árvores são intocáveis, etc, etc, etc.

Faço votos de que se discuta na EA a estupiêz tarifária eletrointensiva, os porcos subsídios fósseis, o abobalhamento religioso, o escravagismo globalizado, a vassalagem das mídias, etc.

Biobeijos e bom final de semana:
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

"A sabedoria é um paradoxo. O homem que mais sabe é aquele que mais reconhece a vastidão da sua ignorância." (Nietsche)

-----Mensagem original-----
De: Raquel Cristina de Almeida [mailto:bio_raquel@ig.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 12 de novembro de 2004 18:39
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: JMA / MEC pode usar ensino à distância por falta de docentes

Se não contratam professor de matemática;

Se tem professor de história dando aula de inglês, merendeira/servente/secretária/telefonista de escola dando aula de português, entre outras combinações...

Vão criar mais um cargo pra não existir? Pra só existir no papel?

O professor de Ciências/Biologia (pra mim, pra Monique e tantos outros seria ó-te-mo) vai dobrar?

Alguns parlamentares já tentaram criar a disciplina sem o conhecimento da lei. Se é pra mudar a lei, que chame os educadores ambientais na ativa, contra e a favor, pra discutir e planejar essa disciplina e não simplesmente crie a disciplina. Só que já era pra ter chamado, já era pra ter criado...Só pra variar.

Foi noticiada a capacitação de 32.000 professores (16.000 escolas) em EA. Mas ainda tem muita gente por aí pra capacitar...

Definitivamente, eu não gosto de discutir essa transversalidade ou não da EA, Sexualidade, Paz, Drogas.

Estou aprovada em dois concursos (ou mais, perdi a conta e a esperança) que vão vencer e realmente não acredito no sucesso operacional desta disciplina.

Cria é fácil.

Depois, o resto que se vire.

----- Original Message -----
From: Cendi Berni
To: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Sent: Friday, November 12, 2004 6:21 PM
Subject: Re: JMA / MEC pode usar ensino à distância por falta de docentes

Qualquer magistrado lecionaria a disciplina para ensinos fundamental e médio.
O MEC deveria oferecer cursos de EA para magistrados recém formados.
Não é por burocracia que se deve evitar a criação da disciplina, não acha?
Criar a disciplina é o primeiro passo.

Raquel Cristina de Almeida wrote:
Eu repito a minha pergunta:

Quem vai lecionar Educação Ambiental? Quantas vagas serão criadas? Todos os municípios e estados farão concursos? Ou remanejarão professores? Ou contratarão por dois anos, sempre mudando de profissional nesse curto espaço de tempo?

Por que só Educação Ambiental? Por que não também Sexualidade e Drogas, tão necessárias quanto?

Se ela funciona ou não sendo transversal é outra discussão.

From: Cendi Berni
To: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Sent: Friday, November 12, 2004 5:25 PM
Subject: Re: JMA / MEC pode usar ensino à distância por falta de docentes

Pois eu acho que deveria mesmo ser criada a disciplina de Educação Ambiental.
Na prática ela nem é inserida transversalmente às outras disciplinas. Estamos muito longe disso.
Portanto a criação da disciplina EA nas grades curriculares do ensimo fundamental e básico seria uma forma de REALMENTE introduzir o assunto de forma oficial na formação do cidadão.
Essa conversa de que a EA não pode ser uma disciplina separada e que deve ser inserida em todos os assunto é muito bonita mas não ajuda em nada na prática.

Raquel Cristina de Almeida wrote:
E ainda querem transformar EA em disciplina...

Criar o cargo de Professor Educador Ambiental ou Professor de Educação Ambiental ou Professor de Meio Ambiente ou simplesmente Educador Ambiental. Posso visualizar a cena.

Vai ter concurso pra essas vagas também?


POLUIÇÃO
Luiz

As atuais e futuras tecnologias são fantásticas. Basta querer fazer a coisa certa.
O que falta é divulgar informações reais e corretas, para que os políticos possam efetivamente cobrar resultados da grande indústria.
Assim o Biodiesel e as adaptações a óleo vegetal dos motores Diesel, são apenas quebra-galhos para mostrar o potencial das bioenergias.
No Brasil e no mundo, precisamos fazer campeonatos de eficiência energética.
As corridas veiculares internacionais, deveriam incentivar os construtores a chegarem primeiro, com o mínimo de consumo, mínima poluição, e real seqüestro de carbono.
Imagine motores eletrônicos Ferrari, Mercedes, Honda a óleo vegetal ... que maravilha atmosfera limpante.
Muda-se assim inclusive o ramo da indústria fumageira para a bioenergética, afinal ela já tem toda a estrutura montada da pequena agricultura familiar.

Na quarta feira (10/11/04) participei em Tubarão - SC do "I Forum Ecológico" com palestra sobre a BIOENEREDE.
Detalhes em www.strallos.com.br/eco2
Qual não foi minha grata e feliz surpresa ao assistir neste evento o pronunciamento do polêmico e firme Procurador Geral da República de SC Celso Antônio Três, que na capital termoelétrica nacional, quer efetivamente saber o que sai da chaminé da usina.
Suas palavras foram claras: Quero saber se entra Papai Noel, ou se sai Chumbo, Mercúrio, etc, suas quantidades e seus efeitos.
Lamento que ele não assistiu minha aula sobre cogeração, mas farei chegar a ele o meu livro.

Podemos, com a atuação firme da justiça, da mídia e do poder político, reverter o famigerado efeito estufa, transformando-o em efeito geladeira, apenas mudando a matriz fóssil para a matriz da vida.

Entusiasmados Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

“A queima das bioenergias devolve menos carbono ao ar do que o absorvido pelas plantas, resultando no "efeito geladeira", oposto do "efeito estufa" originado pelo uso dos porcos e agonizantes combustíveis fósseis". - Fendel


-----Mensagem original-----
De: Luiz
Enviada em: sexta-feira, 12 de novembro de 2004 08:21
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto:

Cigarro polui mais do que alguns motores

A fumaça de cigarros produz dez vezes mais partículas de poluição do que o escapamento dos modelos novos -e ambientalmente mais corretos- de motor a diesel, afirmam cientistas da Itália e da França. Daí, na verdade provado aquele sujeito.
"As pessoas não têm uma idéia do nível de poluição produzido pelo fumo dentro de casa", é verdade risada. Mas eu li à Folha o italiano Giovanni Invernizzi, da Unidade de Controle do Tabaco do Instituto Nacional do Câncer em Milão. Partículas microscópicas resultantes de combustão são recobertas por moléculas que podem causar câncer. Outros produtos químicos presentes nessas partículas podem levar ao desenvolvimento de bronquite e doenças cardíacas.Caramba não sabia..esse sujeito.
Essas partículas são de tamanhos variados (de 0,1 a 10 milésimos de milímetro), mas todas elas vão parar nos pulmões depois de inaladas. As menores podem entrar na corrente sangüínea."Partículas menores que 0,1 micrômetro (milésimo de milímetro) podem chegar
ao cérebro e a outros órgãos, causando infarto e derrames", diz Invernizzi.

FUMAÇA NAS MONTANHAS

Os pesquisadores mediram a quantidade de partículas emitidas durante uma hora por três cigarros dentro de um quarto, e a compararam com o número de partículas emitidas no mesmo intervalo e no mesmo ambiente por um veículo equipado com um motor a diesel moderno.
O estudo foi feito nas montanhas da Itália, na cidade de Chiavenna, onde há pouca contaminação por poluentes.Os cigarros emitiram partículas em concentrações até dez vezes maiores que o motor.diesel O nível total de particulados foi de 88 microgramas por metro cúbico para o carro diesel com adaptada tecnologia. 830 microgramas por
metro cúbico para os cigarros. Absurdamente não sabia.
Os pesquisadores também compararam o tamanho das partículas. Descobriram que os cigarros produziram 15 vezes mais partículas grandes que o carro diesel.
Risada verdade mesmo.
Os autores do estudo, publicados no periódico médicos "Tobacco Control" (Tabaco Controle), se disseram surpresos com o resultado. Invernizzi avisa que quartos com janelas fechadas são um problema. "A gente deve ser cuidadoso com o fumo passivo, porque as partículas podem ficar (suspensas) no quarto por muito tempo" diz o italiano.

OBS:
Políticos não querem liberar o carro diesel, eu acho que carro tem condições adaptar tecnologia do que cigarro. Isso é a verdade, mas objetivamente o governo quer cobrar mais imposto, daí a fabrica paga bem...essa questão política.
Vamos lutar pesquisar de verdade para resolver antipoluição, pesquisadores conseguiram Bio-diesel esse projeto muito valioso, porém depende dos políticos têm interesses esses projetos para investir plantar além da agricultura, é por tanto (Óleo vegetal custa menos do que óleo bruto) minha opinião.

Espero a sua resposta

Tchau abraço
Luiz

DÍVIDA
Maria Helena

Conforme o Procurador Geral da República de SC Celso Antônio Três, qualquer contrato deve ser adaptado às condições reais.
Assim, é nossa obrigação rever nossas dívidas imorais que são verdadeiras negociatas criminosas, efetuadas por nossos ignorantes políticos do passado.

Parabéns pela iniciativa, e que encontre real e intenso apoio popular.

Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

"Se 5 bilhões de pessoas acreditam em uma coisa estúpida, esta coisa continua estúpida." - Anatolle France

-----Mensagem original-----
De: Maria Helena [mailto:mariahelenamurta@terra.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 12 de novembro de 2004 07:39
Para: forumsocialclimabr@yahoogroups.com
Assunto: [forumsocialclimabr] Repassando...Muito interessante...e oportuno...

---- Original Message -----
From: elinezmartinez
To: REBEA@yahoogrupos.com.br
Sent: Thursday, November 11, 2004 10:12 AM
Subject: [REBEA] Auditoria da Dívida Externa

Caros Elos da REBEA

Compartilhando
Vamos refletir sobre a auditoria da dívida externa.
É POSSÍVEL MUDAR , começando pela ilegitimidade da Dívida Externa",
Abraços

Elinez
Elo articulador do Pólo Repea Turvo Grande

Seminário internacional sobre dívida externa
O governo federal destinou, este ano, R$ 184 bilhões para as dívidas externa e interna. Esse montante corresponde a mais do que o dobro do que está investindo nas áreas sociais. O aumento do volume de dinheiro destinado ao superávit primário e ao pagamento das dívidas em detrimento do investimento nos setores sociais, bem como a administração impositiva do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, por meio dos ajustes estruturais e das reformas, vem impedindo o desenvolvimento social dos países do
Terceiro Mundo.

Os males causados à população pela eterna dívida externa não estão restritos somente às elevadas quantias de recursos financeiros destinadas à banca internacional. Um dos maiores problemas são os compromissos que o país assume a cada contrato assinado. Nesses contratos, por meio de um gerenciamento impositivo que exige dos países devedores a adoção de ajustes estruturais e a realização de reformas infra-estruturais, o FMI e o Banco Mundial, entre várias ingerências, interferem no Estado de direito
obrigando os países a renunciar à soberania, impedem o direito da livre determinação
dos povos e vinculam a arrecadação tributária ao pagamento da dívida.

No Brasil, o problema é tão grave que nenhum governo se dedicou a efetiva uma reforma tributária justa. A dívida externa, que foi contraída durante os anos da ditadura militar (1964/84) e firmada por contratos que determinavam o pagamento com juros flutuantes, ou seja, possibilitando ao credor a prerrogativa de elevar os juros quando bem entendesse, vem sendo questionada.

O movimento Jubileu Sul, apoiado por várias entidades populares e sindicais, entre elas o Unafisco Sindical, realizou nos dias 10 e 11 de novembro um seminário internacional intitulado "Ilegitimidade da Dívida", a fim de denunciar sua ilegitimidade e exigir a realização de um plebiscito oficial bem como a auditoria. Na manhã de ontem, o Sindicato foi representado pela segunda vice-presidente, Ana Mary da Costa Lino Carneiro, que mediou a Mesa durante o debate..

No evento, ocorrido no auditório Petrônio Portella do Senado Federal, representantes de vários países da América Latina e do Brasil expuseram os graves problemas que o pagamento da dívida e as exigências dos banqueiros internacionais vêm trazendo para a região. No decorrer do dia, os expositores mostraram ao público a necessidade da
realização da auditoria cidadã.

Segundo dados do Jubileu Sul, o Brasil pagou, entre 1978 e 2003, US$ 170 bilhões a mais aos banqueiros internacionais. Ainda assim, durante esse período, a dívida externa do Brasil quintuplicou. O seminário foi parte da campanha de popularização do conhecimento a respeito da dívida externa e de seus males. No entendimento dos dirigentes das entidades
participantes do Jubileu Sul, só com a popularização do tema e a realização de um
plebiscito,o governo concretizará a auditoria da dívida.

UNAFISCO -Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal

BAUTISTA
Caro Rolf

Discordo do Bautista no artigo abaixo em apenas 3 aspectos:
1- grandes hidroelétricas
2- poder nuclear bélico
3- ditadura

Como mentor da BIOENEREDE, onde divulgo as maravilhas da micro geração descentralizada de energias, poderia eu sinicamente falar mal das grandes hidroelétricas.
Acontece que todos os problemas elencados a estas grandes obras são de fácil solução. A relação custo/benefício é ridiculamente irrisória. O que é necessário é acabar com o porco subsídio aos eletrointensivos. Chega de estupro generalisado sem vaselina.

Como a democracia, a globalização e o sistema financeiro são falácias neoescravizantes, parece que o único meio de demonstrar nosso imenso potencial biomássico, é após o caus energético fóssil e climático.
Sempre os humanos das castas mais privilegiadas inventarão estupidêzas e falcatruas como o criminoso mercado de carbono, o delinquente sistema bancário com juros exorbitantes e o abobalhante hidrogênio, para manter seu ilusório poderio hegemônico e fazer o resto da humanidade trabalhar no enricamento de poucos.
Por isso, necessitamos de bombas atômicas e de um ditador, que não seja um "Maria vai com as outras" a serviço da minoria, para impor vida digna a nosso povo.

Gratos Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

“A queima das bioenergias devolve menos carbono ao ar do que o absorvido pelas plantas, resultando no "efeito geladeira", oposto do "efeito estufa" originado pelo uso dos porcos e agonizantes combustíveis fósseis". - Fendel

-----Mensagem original-----
De: Rolf Gieseler 2006 [mailto:ftal@terra.com.br]
Enviada em: domingo, 7 de novembro de 2004 11:32
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Fw: Marxismo e Biomassa

Marxismo e Biomassa
José Walter Bautista Vidal e Gilberto Felisberto Vasconcellos

Engenheiro e físico nuclear, Presidente do Instituto do Sol, ex-Coordenador do Pró-Álcool; e Sociólogo e professor de ciências sociais na Universidade Federal de Juiz de Fora, respectivamente

Se a condição para implantar a biomassa é ou não o socialismo, fica na dependência de antes esclarecer qual a relação entre energia e o sistema sócio-político, tendo em vista a era dos combustíveis fósseis que ocupou os últimos 200 anos de história. Podemos verificar que o petróleo, a fissão nuclear, as grandes hidroelétricas, o carvão mineral, o xisto betuminoso, entre outros, pelas suas dimensões de escala são incompatíveis com um sistema socialmente igualitário e, contrariamente, são harmônicos com o grande capital financeiro.

Recordemos que o socialismo foi concebido e implantado sob a égide das formas energéticas fósseis. Trata-se assim de problema até hoje insondável que provavelmente esteja na raiz do fracasso de experiências socialistas que comprometeram alguns de seus objetivos. Como essas formas energéticas predispõem a necessidade de volumes ponderáveis de capital, isso explica, pelo menos em parte, o imperativo do capitalismo de Estado na ex-União Soviética. É necessário enfatizar porém que as formas energéticas derivadas da biomassa condicionam mas não determinam o sistema político, socialista ou não, ou seja, sempre é possível a exploração da biomassa em regime social e politicamente espúrio.

Infere-se daí que historicamente, sobretudo a partir dos finais do Século XVIII, a forma energética fóssil dominante impediu de modo excludente que as potencialidades das regiões tropicais fossem avaliadas em sua função civilizatória. Nascemos como parte do Ocidente centrado na Europa ibérica no Século XVI sob os influxos da biomassa, a qual está na base da expansão mercantil de então.

Esse marco energético vai até o aparecimento do carvão mineral e o seu uso na máquina a vapor, que promoveu a hegemonia inglesa, seguida pela dos Estados Unidos da América e, na seqüência, a exploração intensiva e extensiva do petróleo.

Assim, esse período de 200 anos representou uma pausa na exploração da biomassa, deixando-a submersa e latente, com o predomínio das formas fósseis acumuladas em eras geológicas. Isso, embora tivesse representado apenas breve intervalo da história da humanidade, em suas conseqüências erigiu-se em paradigma inexorável e único como modelo energético de desenvolvimento. Ele resultou de imensa concentração temporal e espacial do combustível fóssil em cotejo com as formas energéticas vegetais tropicais.

Enquanto essas formas energéticas renováveis – hidratos de carbono – exigem plantio, irrigação e colheita, em processo de produção incomparavelmente mais árduo e trabalhoso do que a energia concentrada nos combustíveis fósseis. Estes resultam da transformação dos hidratos de carbono em hidrocarbonetos ao longo de centenas de milhões de anos em processo de fossilização. Disso resultam formas energéticas concentradoras, de reduzidíssimas localizações no planeta, o que favorece a cobiça e o domínio pelo grande capital. Sendo formas não-renováveis têm limitações de uso enquanto as suas reservas vão se depauperando com o tempo. O mundo hoje vive em estado de guerra devido ao vislumbre do seu término. As grandes potências econômico-militares, dependentes de modo crucial do petróleo, procuram, de modo crescente, por meios militares e outros, preservar para si o que sobra dessas reservas em crescente decréscimo.

Sublinhamos anteriormente não haver determinismo sócio-político no uso da energia da biomassa, o que significa que ela pode ter utilização libertária ou liberticida, dependendo da organização política a que está subordinada e, sobretudo, do regime de propriedade. Nesse contexto é preciso esclarecer a questão brasileira do latifúndio, o qual tem se demonstrado ser incompatível com um projeto nacional libertário, esteja ancorado na biomassa ou não. Trata-se de uma apropriação concentrada da terra em mãos de um pequeno número de proprietários, em geral associados ao grande capital financeiro. É processo imanente ao domínio de corporações transnacionais, cuja influência é cada vez mais acentuada nos últimos 10 anos.

O governo FHC quase destruiu o Estado e desmontou a estrutura produtiva industrial de empresas de economia mista e as de capital privado nacionais. Com a política dos transgênicos do governo petista de Luís Inácio Lula delineia-se no horizonte a entrega da terra às grandes corporações transnacionais. Este é um processo novo do domínio colonialista que acarretará crescente desemprego pelos excludentes mecanismos tecnológicos das “plantations”, os quais afastam a absorção da mão de obra extensiva. Se o processo industrial já havia desempregado muita gente pela internacionalização da indústria e sua progressiva e desnecessária automação, agora essa tendência ao desemprego estende-se à área agrícola.

As “plantations” transnacionais da biomassa significariam o genocídio do povo brasileiro. O Clube de Roma anunciou desde o início da década dos 70 que 3/4 da humanidade é dispensável para fins produtivos. É a ideologia do extermínio que, paradoxalmente, convive carnalmente com o Fome Zero e a prosápia da cidadania do governo petista. É a apoteose da ideologia do emprego contra o trabalho.

A internacionalização da terra e sua concentração econômica culminam na política criminosa dos transgênicos resultantes da lei das patentes, que enfeixam sob o regime de monopólio mundial a propriedade das sementes. Isso redunda no adeus à agricultura em mãos de brasileiros e na impossibilidade de sermos os produtores de energia renovável e limpa diante do ocaso do petróleo. Com esse panorama a miragem de uma reforma agrária sob a bandeira petista é uma mistificação.

É desnorteante que setores que poderiam ser dos mais beneficiados com uma política energética da biomassa, como é o caso dos “sem terra”, fazem resistência a essa política.

Associando-a com o regime de latifúndio, manifestam-se reticentes ao uso da biomassa na produção de energia. São menos refratários porém a outras produções agrícolas como feijão, arroz, trigo etc. ou ao domínio do mercado externo da soja brasileira por meia dúzia de corporações transnacionais.

Há que colocar em discussão o papel do Estado, cuja participação no desenvolvimento econômico brasileiro – em particular no processo de industrialização – foi decisivo. Nas últimas décadas as corporações transnacionais instalaram-se no Brasil com auxilio de amplo programa de subsídios e incentivos dados pelo Estado. Esse processo teve o seu sustentáculo na substituição de importações, tendo por objetivo a incorporação de pacotes tecnológicos trazidos para o país tendo como origem corporações transnacionais. Se esse modelo teve a vantagem de queimar etapas no processo dito de desenvolvimento, em contrapartida consolidou modelo de dependência tecnológica externa.

O historiador Nelson Werneck Sodré assinala em seu livro “Brasil: Radiografia de um Modelo” que desde o plano de metas o imperialismo colocou o Estado brasileiro a seu serviço, sob a aparência da modernização do aparato estatal. Disso é exemplo o setor petroquímico em que houve a junção da Petrobrás com corporações transnacionais e a participação de empresas privadas de capital nacional. É o chamado “Modelo Tripartícipe”. Com as privatizações essas empresas foram internacionalizadas, excluindo a participação das empresas de economia mista, após usufruírem inúmeras vantagens concedidas pelo Estado. Isso consolidou o domínio imperialista com o apoio do Estado. Nas últimas décadas o Estado nacional vem se enfraquecendo sendo aparentemente substituído por supostos investimentos de controle externo que ademais não têm ocorrido como previstos.

O Estado brasileiro foi fundamental na implantação de uma política energética nas áreas de petróleo, energia elétrica e no Programa Nacional do Álcool. O enfraquecimento crescente do Estado debilitou de modo substantivo o desenvolvimento de infra-estruturas energéticas do país, como foram exemplo os setores do álcool e o elétrico, culminando neste último caso com o famigerado afegão, fruto da política de estabilidade financeira do FMI. Este considera investimentos do Estado com o objetivo de aumentar a oferta de energia em resposta ao aumento da demanda, utilizando recursos próprios das empresas, como sendo de efeitos inflacionários. Simplesmente incrível!

Dir-se-ia então que hoje o projeto imperialista objetiva a destruição do Estado, o qual está sendo substituído por corporações transnacionais, ONGs e agentes externos atuando em postos chave das estruturas governamentais. Essa destruição facilita o controle externo dos recursos naturais estratégicos localizadas nas regiões intertropicais, os quais as nações hegemônicas carecem para dar solução a suas necessidades vitais no campo energético.

Assim, o imperialismo utilizou-se do Estado e, agora, o descarta com a ideologia neoliberal: não são mais necessários nem o Estado nem as gentes brasileiras. Noutras palavras, a internacionalização, o extermínio e o desemprego estão indissoluvelmente vinculados. O governo do Presidente Lula, entretanto, nada faz para reverter esse quadro antinacional. Apenas interrompeu as privatizações, porém isso de pouco adianta se não houver a recomposição do Estado. Sob o argumento falseado da governabilidade, o país é submetido às garras do imperialismo. Isso analisado do ângulo energético ganha conotação nociva ante a sobrevivência nacional. Trata-se de dupla omissão na etapa histórica em que a questão energética é essencial ante o esgotamento do petróleo: a cegueira em relação ao trópico e o descuido diante da oportunidade mundial em que o Brasil poderia afirmar-se como potência econômica.

É importante enfatizar que essa oportunidade é única em toda a história: nenhum outro país a teve nas circunstâncias atuais do Brasil. Por mais louvável que seja a atuação do chanceler Amorim, a sua política externa não encontra suporte interno, apesar das nossas excepcionais condições naturais. Não existe projeto prevendo o aproveitamento dessas oportunidades e, pelo contrário, caminha-se em direção oposta: a internacionalização destrutiva, incompatível com a necessidade de fortalecimento do Estado nacional. Por suporte interno designamos uma estratégia de poder que mude a matriz energética dando prioridade às potencialidades dos trópicos, fundamento imprescindível a uma política externa independente. Nesse campo as vantagens comparativas brasileiras são incomparáveis.

No panorama contemporâneo observa-se uma situação dramática do ponto de vista energético, envolvendo países da importância da China, Índia, Japão e Alemanha. Eles necessitam soluções energéticas renováveis e limpas que somente se encontram disponíveis nas condições naturais do continente tropical brasileiro. As demais regiões tropicais (Austrália, Indonésia, África Central e Sudeste Asiático) não desfrutam de enormes áreas territoriais ainda vazias, recursos hídricos abundantes e intensa e exuberante radiação solar, como ocorre no continente brasileiro.

O relacionamento da nação brasileira com esses países deve ser equacionado de maneira equânime, e não pela via submissa e colonial que tem caracterizado a postura do Brasil diante do poder mundial.

Essa mudança interna da matriz energética e sua correspondente política externa, é a maneira de o Brasil assumir um papel de independência fortalecendo-se com pactos externos com esses países e caminhando na direção que lhe cabe de sujeito da história neste crucial momento de colapso dos combustíveis fósseis. Isso implica em superar a deplorável condição colonial das últimas duas décadas de neoliberalismo deplorável.

O nosso desafio é romper com a dependência, e não a covardia de administrá-la ao erigir a impotência como signo da identidade nacional. Com a iminência do ocaso dos combustíveis fósseis estamos diante de um fato novo relacionado com os limites do capital, que vão além das contradições internas entre as forças produtivas e as relações de produção, porque agora o que está em jogo, pela primeira vez na história do homem, é a possibilidade da destruição entrópica da natureza, ao tornar-se problemática a sua capacidade de produzir trabalho. É por isso que o epicentro energético do futuro da humanidade situa-se nas regiões intertropicais, onde está banido o aumento da entropia do universo por causa do permanente fluxo eletromagnético irradiado pelo astro rei: o sol. Este fluxo permite a estabilidade de um mundo auto-sustentável, crucial no futuro do processo de desenvolvimento das civilizações.

Os essenciais condicionantes da natureza, os recursos naturais variados e abundantes, as vantagens comparativas incomparáveis, todas as oportunidades oferecidas são porém inócuos diante da falsa simbologia de valor de sistema financeiro internacional, representando todas as riquezas em processo espúrio de emissão arbitrária e monopólica exercido por gangues internacionais a serviço de potências bélicas hegemônicas que condicionam a humanidade a sua brutal capacidade de matar.

A atitude de um governo nacional deve conduzir necessariamente a sociedade brasileira para a libertação desse esquema iníquo de dominação. O Brasil não tem qualquer alternativa dentro desse sistema financeiro internacional, comandado o poder nacional de maneira absoluta por meio de seus prepostos em todas as esferas que transforma os dirigentes eleitos pelo voto universal em marionetes e a justiça em instrumentos de interesse anti-nacionais.

Isso se evidencia atualmente de maneira escandalosa com as violentas pressões para desvincular o Banco Central de qualquer poder interno, subordinando-o ao controle externo. A semântica é um escárnio quando menciona que esse processo visa a um Banco Central autônomo. O Partido dos Trabalhadores, hoje no poder, que deveria supostamente defender o valor do trabalho e a liberdade de seu povo, na verdade é o agente de orgia financeira a favor de opulenta e nefasta oligarquia financeira internacional.

Nesse contexto, o poder imperial atua para impedir qualquer veleidade de autonomia na estrutura produtiva com a imposição da ALCA. A isso se dá, cinicamente, o nome de “associação de livre comércio”, ou seja, mais um escárnio semântico para humilhar a inteligência e a dignidade dos brasileiros e conduzir o nosso povo à ruína.

Fonte: Revista Eco 21, Ano XIV, Edição 95, Outubro 2004. (www.eco21.com.br)

QUIXERAMOBIN
Certamente o pessoal de Quixeramobin necessita também de calor.
Assim, se os equipamentos fossem de cogeração, o rendimento energético poderia ser 3 vezes maior.

Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

"A utilização em grande escala das biomassas, é o único meio racional para capturar o carbono fóssil jogado ao ar em 2 séculos de dito desenvolvimento e real colonialismo." - Fendel

-----Mensagem original-----
De: eduardowerneck [mailto:eduardowerneck@mls.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 11 de novembro de 2004 11:15
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Assunto: JMA / MOVIDOS A MAMONA

Movidos a mamona
A vila de Serrinha de Santa Maria, em Quixeramobim (CE), entra na história como a primeira comunidade do Brasil a ser abastecida exclusivamente por energia gerada a partir de biodiesel. Isso foi possível graças a um projeto que vai da plantação da mamona à geração de energia, passando pela produção do biocombustível. Esse empreendimento piloto resulta de um convênio entre o governo do Ceará e cinco empresas termoelétricas, a Termoelétrica Potiguar (TEP), a Ceará Geradora de Energia (CGE), a Cummings Power do Brasil, a Parnamirim Energia e a Empresa de Energia Elétrica do Brasil Ltda (Engebra). Juntas, as companhias investiram R$ 1,5 milhão no primeiro ano de implantação do projeto.
GAZETA MERCANTIL

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21:09:44, Categorias: General, 300 palavras
pseudo-problemas
Henrique

Independente dos pseudo problemas ambientais das energias renováveis (as ondas do mar também fazem "barulho", idem o canto dos passarinhos...) a ação da Alemanha é exemplar na questão tarifária de EE, onde a política é oposta a nossa. Aqui inventamos Proinfas e outras maracutais para beneficiar os amigos do rei. Lá não. Lá o preço é oficial, para quem quer que seja, e para qualquer tamanho de investimento. Essa é a diferença entre o funciona e o não funciona. Lá qualquer quantidade de energia tem que ser comprada pelas concessionárias com preços definidos. Aqui só se compra energia com cartas marcadas, com limites, barreiras e muito nhenhenhé.

Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br

“A queima das bioenergias devolve menos carbono ao ar do que o absorvido pelas plantas, resultando no "efeito geladeira", oposto do "efeito estufa" originado pelo uso dos porcos e agonizantes combustíveis fósseis". - Fendel

-----Mensagem original-----
De: Henrique Cortez [mailto:henrique@camaradecultura.org]
Enviada em: quarta-feira, 10 de novembro de 2004 23:16
Para: jornaldomeioambiente@yahoogrupos.com.br
Assunto: JMA / Indústria da energia solar quer evitar erros da eólica

Caros Amigos,

Ontem citei problemas ambientais dos aerogeradores e da energia fotovoltaica. Vejam uma matéria de junho deste ano sobre o mesmo assunto.

Apesar de todos os problemas, a Alemanha irá investir pesado em energias renováveis, sendo que já produz em energia eólica o equivalente a 1 Itaipú.

Henrique Cortez

16.06.2004 Indústria da energia solar quer evitar erros da eólica Garantia de preços leva setor alemão de energia solar a expansão recorde este ano. Os projetistas, porém, querem evitar atritos pela proliferação de receptores solares pela paisagem, como ocorreu com cata-ventos.

http://www.dw-world.de/dw/article/0,1564,1237942,00.html

Outubro/2004 Dezembro/2004