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OPINIÕES E COMENTÁRIOS

2005
   

2004

NOVEMBRO / 2005


Meu caro Nikolaus

Muito oportuno o relato abaixo, sobre tua experiência Nicaraguense, com pinhão manso (Jatropha), ainda mais agora que aqui no Brasil, certamente estamos trabalhando com os números otimistas e ainda ilusórios a que vc se refere.
A cada dia fico mais estupefato com as besteiras divulgadas e heresias praticadas em nossos setores energéticos.
Parece que a burrice e a incompetência não têm fim e nem limites.
Parece que nestas especialidades, oficialmente, aqui só tem pateta.


Meu caro Paulo

Os motores modificados para óleo vegetal gostam mesmo é de alto torque em baixas rotações. Parabéns por tua evolução no uso dos óleos de frituras.
Acabo de retornar do MT, onde muitos veículos, caminhões e tratores já andam com o óleo vegetal misturado ao Diesel, em várias proporções, sem adaptação nenhuma nos motores.
Enquanto andávamos num Toyota Hylux de um fazendeiro local, a 70% de óleo refinado de soja, nas cidades ou no interior do MT, por várias vezes senti o cheiro de "lagosta frita" proveniente dos veículos à nossa frente. Claro que este cheiro e emissões deverão ser reduzidos drasticamente com oxi-catalizadores específicos a serem desenvolvidos.
Escutei relatos de que as carretas bi-trens do MT, são mais econômicas com a adição de 50% de óleo de soja refinado ao Diesel fóssil; e, além de andarem numa marcha maior, produzem menos fumaça visível e são mais silenciosas.
Devido à brusca elevação do consumo do óleo vegetal no MT, mais barato, e à correspondente redução do consumo de Diesel fóssil, o governador já elevou a alíquota de ICMS do óleo de soja refinado de 10 para 17%.
Claro é que já tem político vagabundo pensando em como "impedir" essa evolução, ao invés de pensar em como ser útil e dar longa vida à nossa humanidade suicida.


Meu caro Jorge

O óleo vegetal combustível é boicotado mundialmente, desde 1905, quando Rudolf Diesel demonstrou seu motor a óleo de amendoim na feira Mundial de Paris, e na seqüência ele foi misteriosamente assassinado pela máfia petrolífera.
Tanto aí em Portugal, como na Alemanha e no resto de nosso estrupiado planeta, a grande vassala e preguiçosa indústria não quer nem saber de ser sustentável.
Veja, aqui no Brasil, até hoje nosso sensacional proálcool é sacaneado, e continua proibida sua produção em pequena e ecológica escala.
Em contrapartida, gastam-se fortunas no esotérico hidrogênio, mirabolantes células combustíveis, e demais falcatruas.
E aqui produzimos os melhores carros do mundo, só para exportação. Pois não podemos usar aqui estes veículos econômicos devido ao filho da puta subsídio Brasileiro dado ao Diesel fóssil, sendo que no resto do globo terrestre o Diesel é mais caro ou próximo ao preço da gasolina.
Nossas políticas energéticas são e infelizmente continuarão sendo simplesmente criminosas e estúpidas.


Meu caro Telmo

Além deste projeto medíocre abaixo mencionado, sobre a "reforma" do nosso fantástico etanol para produção do abobalhado hidrogênio, está em andamento aqui na Pindorama, o projeto idiota de se produzir o ridículo hidrogênio a partir da água, com a energia elétrica de Itaipú, gerada durante a noite...
Como diz o Bautista, estes "cientistas" deveriam buscar o H2 no sol durante a noite...
Ou então, se realmente sobra energia elétrica de Itaipu à noite, nada mais racional do que utilizar esta energia para bombear a água e elevar o nível nos reservatórios em regiões mais críticas. Assim as perdas totais de energia seriam inferiores a 30%, contra os 1500% de desperdício do escárnio hidrogênio...


Meu caro Brito

Urge o governo redirecionar o óleo de mamona para matéria prima de lubrificantes ou para bioplásticos, ambos no mínimo 5 vezes mais valiosos do que os combustíveis.
Aliás um dos primeiros produtos sinéticos de que se tem notícia, foi produzido na Alemanha, em 1785, adicionando cal virgem ao óleo de mamona (Ricinussoel).
E muito obrigado por teus exagerados elogios.


Meu caro Hernani

Vc acredita mesmo que o pessoaleco do bioDiesel vai disponibilizar a tua bronca em forma de palestra na internet?
Eu truco e peço nove... até parece que tua luta de 30 anos ainda não te ensinou como agem estas pelegas ratazanas que se julgam racionais e humanas.
De qualquer forma está chegando a hora da cobra fumar, da barrica explodir e da giripoca piar...
Nenhum babaca que se diz técnico vai mais poder dizer de cara de pau lavada "que não sabia" que é possível adicionar até 30% de óleo vegetal virgem qualificado ao Diesel fóssil, nos motores do ciclo Diesel, tornando os 2% de bioDiesel do programa oficial Brasileiro, apenas mais um embuste medíocre.
Mas, justiça seja feita: As falácias do bioDiesel e do hidrogênio são internacionais... aqui os papagaios apenas imitam e cacarejam as modas do dito primeiro mundo, negligenciando e boicotando o nosso fabuloso e único potencial bioenergético, idem hidroelétrico, idem humano.
Tenha só mais um pouquinho de paciência, pois a máscara está prestes a despencar.
E quando esta macacada oligopólica aprender que as plantas comem CO2, ou reconhecer que as bioenergias são carbono seqüestrantes, nenhum Brasileiro irá comprar combustíveis fósseis, pois fará questão de abastecer álcool e óleo vegetal virgem, em motores específicos, em pequenos veículos econômicos e aerodinâmicos, quer queira a rede bobo e seu patrão governo mentiroso, ou não, não interessa... se bem que estes vassalos logo mudarão de time, claro.

Em tempo: E para os aviões de "uma das maiores companhias de aviação do mundo", citados, melhor ainda do que o álcool é utilizar o óleo vegetal, que apresenta a energia mais concentrada e mais leve.
Antiabobalhantes Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
"A utilização em grande escala das biomassas, é o único meio racional para capturar o carbono fóssil jogado ao ar em 2 séculos de dito desenvolvimento e real colonialismo." - Fendel


-----Mensagem original-----
De: Lista do Agronegócio [mailto:lista-do-agronegocio-1@uol.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 23 de novembro de 2005 13:03
Para: Lista do Agronegócio
Assunto: Precisava????: [Cacau-l] Premiado com o Nobel de Química alerta para desenvolvimento de biocombustíveis
Prioridade: Alta
Companheiras(os),

Há 30 anos venho dizendo isso!!!

No início, com a participação da imprensa, até quando, denunciei atitudes esdrúxulas EM determinadas instituições, que vocês sabem (disse sempre EM e não DE; como distorcem para conseguirem adesões contra mim!).
Recentemente, por causa de alguns, sou considerado inimigo da UESC, CEPLAC, Secretaria Estadual de Agricultura e de Ciência e tecnologia.
Por que não me enfrentam em debate?

Sempre informei e chamei a atenção para as oportunidades dos BIOCOMBUSTÍVEIS, em especial os OVN.
Tenho denunciado a perversidade e traição contra o Brasil (vocês vão ver na próxima mensagem; minha recente palestra no congresso INTERNACIONAL de BIODIESEL em SP, quando contrariei mais uma vez, os interesses de grandes grupos).

O BIODIESEL, PRESENTE DE GREGO DEIXADO POR FHC PARA LULA, no último mês do seu governo!
Atrasou o Brasil por mais 3 anos(dos 30 perdidos).

Os novos heróis, enganando suas instituições se aproveitaram.
Quando deveriam, ao invés de fazer mistério para se valorizarem, informar ao povo que lhes paga o salário, as tecnologias acessíveis para todos.
Deitaram e rolaram. Até receberam prêmios internacionais.

Comigo.... Só perseguição.

Não importa, agora, por ser um dos poucos, embora nunca tenha sido minha intenção, vou GANHAR MUITO DINHEIRO.
Ofereci para vocês, mas poucos deram atenção (a esses vou passar as informações para que eles PLANTEM PETRÓLEO, ou sejam também consultores. TEM LUGAR PARA MUITA GENTE).

Vejam abaixo importante mensagem de Fabiano P. Barreto.

Hernani Sá

-----Mensagem original-----
De: Hernani Sá [mailto:ernanisa@uol.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 30 de novembro de 2005 07:39
Para: Fendel
Assunto: Ganhando a guerra ONV
Prioridade: Alta
Fendel,
Gostei do novo nome OVN; lembra OVNI.
É pena que não possa ir para esse evento em Curitiba(faltou convite e recursos) para trabalharmos juntos, mas aqui estou ganhando terreno.
Tenho muitos clientes interessados nos kits para usar OVN e extratoras de pequeno porte (50 a 1000kg/dia).
Vamos criar nosso grupo para trabalharmos juntos.
Abraços,

Hernani Sá

----- Original Message -----
From: Fendel
To: Hernani Lopes de Sá Filho
Sent: Tuesday, November 29, 2005 6:41 PM
Subject: RES: Azeite de dendê natural combustível-já usei na parati

Meu caro Hernani

De minha parte, pode contar comigo em "nosso" evento em Ilhéus.
Também tenho dificuldade em enviar mais do que uns 40 endereços destinatários.

De 01 a 04 de dez vou participar de um evento "orgânico" aqui perto em Curitiba. Quero ver se sensilbilizo o governador do PR, que é um cabra macho, e não é um "Maria vai com as outras"....

No mais vamos empurrando...

Bioabraços
Fendel

----- Original Message -----
From: Fabiano Prado Barretto
Subject: [Cacau-l] Premiado com o Nobel de Química alerta para desenvolvimento de biocombustíveis

22/11/2005
Premiado com o Nobel de Química alerta para desenvolvimento de biocombustíveis
O Brasil é o líder mundial na produção de biocombustíveis, mas poderá perder a posição em três anos se não desenvolver novas refinarias e formar mais profissionais capacitados. A avaliação é do neozelandês Alan G. MacDiarmid, ganhador do prêmio Nobel de química em 2000. Ele falou durante a cerimônia de instalação oficial da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas (mamona, dendê, girassol etc) e Biodiesel, na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

MacDiarmid disse que o mundo está descobrindo a bioenergia como forma de reduzir a dependência do petróleo. "Temos um desafio real pela frente. O Brasil no momento é líder nessa área, mas muitas pessoas no Brasil não sabem disso e o mundo só agora está descobrindo o que o Brasil descobriu no passado. Mas é preciso que o país decida se quer continuar na liderança ou seguir o que virá pela frente", afirmou. Para isso, sugeriu que os produtores pressionem o governo, desenvolvam tecnologias mais baratas e dêem estabilidade aos agricultores.

Os biocombustíveis, segundo o químico, podem ser a base de uma nova indústria. MacDiarmid informou que o dono de uma das maiores companhias de aviação do mundo disse querer substituir o combustíveil normal das aeronaves por biocombustível. E lembrou que como o Brasil produz aeronaves, poderia também criar aviões movidos a esses combustíveis.

Na solenidade, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, afirmou que o Brasil não pode desperdiçar a chance de ser o líder desse setor: "Nós não podemos perder aquilo que acumulamos ao longo de 30 anos de conhecimento, por incompetência ou por inação. É responsabilidade do Brasil manter essa liderança e se não for possível mantê-la, pelo menos participar do processo mundial da liderança tecnológica que garanta a conexão dessa ponte entre a área do petróleo e a próxima era energética".

Rodrigues disse acreditar que o desenvolvimento de novas energias poderá ajudar a diminuir as desigualdades entre ricos e pobres. E acrescentou: "Nós precisamos tratar de um avanço forte da agricultura nos países em desenvolvimento, para ter mercado nos países ricos e, com isso, reduzir as desigualdades e preservar a democracia e a paz".(Érica Santana / Agência Brasil ).

-----Mensagem original-----
De: COTE- Consultoria Operacional Ltda. [mailto:cote@cote.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 24 de novembro de 2005 09:50
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Obrigado pelos E-mails
Prioridade: Alta

Estimado Fendel.
Muitíssimo obrigado pelos seus e-mal.
Como já falei e repito, o amigo deveria ser o presidente da ANP e de todo este programa do biodiesel.

Outra coisa, o congresso deveria parar com esta nojeira de CPIS e tratar do desenvolvimento do país e repassar estes casos para a Polícia Federal e pronto, que a meu ver a Polícia Federal tem mais competência para resolver estes casos e estão preparados para tal.
Saudações,
BRITO Cote Consultoria - Divisão de Cereais
Visite nosso site: www.cote.com.br E-mail: cote@cote.com.br
(44) 3025 - 1715 (44) 9973 - 6800 Mercosul: (67) 346 - 1773

Assunto: Mamona: No grito
Vinte prefeitos da Chapada Diamantina decretaram feriado, ontem, em apoio a 30 mil agricultores em Irecê. Eles tiveram um prejuízo plantando mamona, cujo preço da saca caiu quase 70% em um ano. Estimulados pelo governo a produzir em larga escala, para abastecer o Programa Nacional do Biodiesel, eles não têm para quem vender a colheita.
BRITO.

 

-----Mensagem original-----
De: Telmo-Yahoo [mailto:telmoheinen@yahoo.com.br]
Enviada em: terça-feira, 22 de novembro de 2005 11:58
Para: Thomas Renatus Fendel
Cc: chazan@cientec.rs.gov.br
Assunto: Burrice contaminante (Hidrogênio) - INT, CEPEL, IPEN e FINEP...

Burrice contaminante (Hidrogênio) - INT, CEPEL, IPEN e FINEP...
...continuam querendo fazer "biogasolina" a partir do etanol (álcool). É impressionante! Já pensou que idéia absurda, inventar um mecanismo para reformar o álcool que já está no tanque do veículo em hidrogênio e outra, para geração de energia elétrica no Nordeste onde há luz solar abundante e na Amazônia onde há biomassa em abundância...

A geração de energia com o hidrogênio obtido a partir do etanol anuncia grandes perspectivas para o mercado brasileiro de combustíveis. Utilizar o etanol extraído da cana-de-açúcar e aproveitar a malha de distribuição já disponível para o álcool constituem um cenário economicamente animador, além de ambientalmente promissor porque há um ciclo completo de emissão e absorção de gás carbônico (CO2), um dos principais responsáveis pelo efeito-estufa.

Com essa tônica, o Instituto Nacional de Tecnologia (INT), em parceria com o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (CEPEL) e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), deu início ao projeto “Geração de hidrogênio a partir da reforma do etanol”, que busca desenvolver catalisadores que permitam a obtenção e a purificação do hidrogênio a partir do etanol, para ser usado na célula a combustível.

Uma das mais promissoras aplicações da célula a combustível no Brasil é a geração de energia para comunidades em que não há o sistema de eletricidade convencional. Dados do Ministério das Minas e Energia de 2003 mostram que aproximadamente 10 milhões de brasileiros não têm acesso à energia elétrica, a maior parte deles residentes na Região Nordeste. Do total de famílias que vivem sem energia elétrica, 90% têm renda inferior a três salários mínimos e 84% vivem em municípios com Índice de Desenvolvimento Humano abaixo da média nacional. Somente na Amazônia, região em que não há possibilidade de interligação com as redes elétricas convencionais, vivem 300 mil famílias.

Outra possibilidade de aplicação da célula a combustível é nos motores a álcool dos automóveis. Com um catalisador eficiente, a reforma do etanol em hidrogênio, produzida no próprio motor, leva o hidrogênio para a célula, uma espécie de grande “pilha”, gerando energia limpa para movimentar o carro.

O projeto, coordenado por pesquisadores do INT, leva em conta a elevada produção de etanol no Brasil, que, segundo dados da Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais, deve chegar neste ano a cerca de 17 bilhões de litros de álcool, gerados a partir de uma produção esperada de 440 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

Uma das principais incentivadoras do projeto, a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) apoiou a modernização do Laboratório de Catálise do INT, que será reinaugurado no próximo dia 28. A reinauguração marca também os 20 anos de atuação do INT no desenvolvimento científico e tecnológico na área de Catálise. No mesmo dia, prestigiando o aniversário, o Instituto lança o fórum de debates “Questão Tecnológica”.

Nessa sua primeira edição, o fórum, que tem como objetivo trazer à discussão temas atuais de importância para o desenvolvimento do País, coloca em debate as possíveis rotas tecnológicas para utilização de fontes alternativas aos derivados de petróleo, bem como os esforços de pesquisadores brasileiros na busca de caminhos que viabilizem a auto-suficiência e o desenvolvimento sustentável do Brasil em combustíveis.

Fonte: Ambiente Brasil / Instituto Nacional de Tecnologia

-----Mensagem original-----
De: jorge3100@sapo.pt [mailto:jorge3100@sapo.pt]
Enviada em: quinta-feira, 24 de novembro de 2005 16:05
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Re: O meu carro trabalha com Óleo vegetal (Portugal)

Olaá, estou em Portugal e o meu carro é um VW Golf IV TDI.que de vez em quando trabalha com óleo vegetal puro. A unica alteração que lhe fiz foi a montagem de um interruptor que permite ligar as velas imcandescentes antes de dar arranque. Isto só é necessario de manhã quando o motor esta muito frio. As prestações do carro são exatamente as mesmas quer esteja a gasóleo ou a óleo vegetal.
Os engenheiros andam á tanto tempo á procura de um combustivel independente do petroleo e limpo, esse combustivel parece estar mesmo á frente dos olhos de toda a gente, e eles não veem nada. Não compreendo porque.
Cumprimentos de
Carlos Jorge
Lisboa Portugal


-----Mensagem original-----
De: Paulo Roberto Lenhardt [mailto:fplp@terra.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 24 de novembro de 2005 09:44
Para: Fendel; Veridiana; Sopchaki; Sérgio; Rubens Slaviero Filho; Rogerio PP; Rodrigo; Rockett; Mauro; Luis - Botucatu; Iturra
Cc: TSP; SEIAA
Assunto: Re: Óleo de soja refinado combustível

Queridos,
Fico muito feliz com o rumo que as coisas estão tomando, concordo com o Fendel, acho que temos que tomar cuidado, a medida que as experiências vão se consolidadando nossa proposta vai tomando corpo e o efeito dominó se torna irreversível!!!!

Penso que temos que pulverizar ao máximo as experiências e desta forma atrair mais adeptos ao uso de óleo vegetal puro, tem muita gente por aí aderindo, mas ficam quietos, pois ainda estamos na clandestinidade, infelizmente!!!!

Já estou indo para a TERCEIRA oficina na REDE ECOVIDA DE AGROECOLOGIA, e tenho mais demandas em vários núcleos, a idéia é colocar pelo menos um equipamento rodando a óleo vegetal reciclado, criar o fato e depois partir para a produção própria para auto consumo, mas primeiro esgotar todas as possibilidades com óleo usado, por uma questão ecológica, tem muito óleo sendo jogado no esgoto por aí....

Quero dizer também, que a preocupação do Fucks é muito importante, a esta altura do campeonato qualquer problema causaria um estrago muito grande e pode botar tudo a perder...

Estou testando um filtro novo, é um mini filtro prensa, assim que tiver o resultado coloco para o grupo.

Bem, fico muito feliz com o que está rolando e o rumo que as coisas estão tomando, penso que é a melhor maneira de consolidar a prática do uso do óleo vegetal puro, disseminar a idéia e botar bastante gente rodando, aos poucos resolvendo os problemas, até sermos maioria e assim consolidar a prática!!!!!

Abraços a todos,

Paulo Roberto Lenhardt,

PS: A PASTELEIRA JA ESTÁ FECHANDO 25.000 Km, CADA VEZ MELHOR, CHEGUEI A 175 Km por hora, no pé, he, he, he....ainda bem que não tinha polícia....

 

-----Mensagem original-----
De: Nikolaus Foidl [mailto:biomasa@ibw.com.ni]
Enviada em: sábado, 26 de novembro de 2005 11:41
Para: Clive Richardson
Cc: Ernst Schaltegger Tulum Ltd.; Marco Bernasconi; Fendel
Assunto: Re: jcl thailand


Dear Clive Richardson!
Thank you for your mail, very impressive. As you might know i buildt the Jatropha Projekt here in Nikaragua and it is still today the only practical Jatropha projekt worldwide. Some 80% of the knowledge about jatropha we know today was created in our projekt. From our 1400 ha of industrial
production with more then 15 varieties proofed we found 3 very promising varieties and started crossbreeding to improofe on produktivity. We where the first to multiply klones in tissuculter. In the tecnical area we are at the moment the only who manage detoxification and oilextraction via
supercritical pressextractionprocess which reenders the presscake as a edible and detoxified fodder for animals. Based on our knowledge the high produktivities which are mentioned by your organisation are far away from reality and can not be sustained by any measure. The average produktivity under irrigated conditions and in excellent soil with all the micro and macronutrition needed was 4000 kg of seeds with an average oilcontent of 34%. Thats far away from the up to 12000 liters per ha and year mentioned in the study you sent to me. Reality gives you under non economic ideal conditions 1600 to 1800 liters of oil per ha and year and thats a biological limit and not just a lack of production conditions. The study seem in overall to have a lack of practical data and credible information.
Sorry but if this study is made under false presumtions than the results are a fraude and should be corrected before people get overexited over the possibilities jatropha might offer. As i mentioned before you are speaking with the person who has the most knowledge about jatropha at the moment worldwide , we have spent over ten years in developing all the aspects of industrialisation of jatropha and spent aswell more then 14 million US$ in its agronomic and industrial developement of this crop.
Looking forward to your response sincerely Nikolaus Foidl

Meu caro Hernani

O pessoal do bobo biodiesel está puto conosco... precisamos tomar cuidado, hehehé... caras assim embusteiros são perigosos...

Bioabraços
Fendel

-----Mensagem original-----
De: w.fuchs [mailto:w.fuchs@uol.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 23 de novembro de 2005 17:53
Para: Fendel
Cc: Abrasgraos-Y; Bioenergia; Floresta; Ag. Env.; Cereaisul Ltda; Julio Adolfo Schneider; Charrua Ltda; Produtiva - Oscar; Mundial Agrobusiness Ltda; Coopertinga Ltda; Goiasplan - Hélio Piffer; Agroglobo Ltda; pampa180@brturbo.com.br; Claito Antonio Talgatti; Marcelo Pereira Franco; Kenedy Carvalho Marques; Florestal-BR; Katavento; Power; Ita82
Assunto: Re: Óleo de soja refinado combustível

Prezados Fendel e Telmo, e demais,
como venho acompanhando a discussão há algum tempo, e coordeno o projeto de mini-usinas comunitárias de óleo vegetal da Rede Evangélica Paranaense de Assistência Social (REPAS), quero parabenizar o pessoal aí do Mato Grosso pela iniciativa. Aliás, os agricultores da Áustria , França , Alemanha, Holanda, etc. vêm misturando Óleo Vegetal de Canola no diesel há mais de uma década, em diversos percentuais, e sem problemas para os motores. O biodiesel é totalmente desnecessário, como diz corretamente o Fendel. Espero que rapidamente a imprensa aprenda a diferença entre biodiesel (transesterificado) e óleo vegetal combustível!
Apenas devo alertar para duas questões, que têm a ver com a origem ou o processamento do óleo vegetal. Omiti-las seria falta de responsabilidade em relação à durabilidade dos motores.
1) O óleo vegetal precisa ser extraído a frio. Toda extração a quente (vapor, solventes) leva junto para o óleo (e depois para o biodiesel!) não apenas a goma, mas também substâncias nocivas para o motor (cf. texto anexo, p. 3). Um teste do TECPAR em um gerador MWM em Colombo no Paraná com Bioiesel puro acusou problemas após 145 horas (constatados na piora da qualidade do óleo do carter). O relatório técnico ainda não está pronto, mas apenas confirma a experiência feita há anos pelos europeus.
2) O óleo precisa ser microfiltrado. Do contrário haverá muitos resíduos que afetarão a durabilidade do motor. Orientamos nesse sentido o Paulo Lehnhardt, da Ecocitrus, Montenegro-RS, que recentemente levou de carona para Cruz Alta o Ministro Rossetto do MDA na caminhonete S10 movida com 100% de óleo usado de restaurante, devidamente limpo e microfiltrado, e que já rodou mais de 20.000 km sem problemas. Os filtros na Alemanha têm o filtro-prensa normal e, acoplado, um filtro de cartuchos, que faz a função de filtro "polícia" para assegurar 1 micron.
Nosso protótipo de mini-usina com esses equipamentos e capacidade de 100kg/h está instalada na Cooperativa Witmarsum (Palmeira-PR).
Um cordial abraço
P. Werner Fuchs

 

Fendel wrote:

Meu caro Telmo

Neste caso do MT, está-se apenas misturando óleo de soja refinado ao óleo Diesel... isso não é biodiesel.
Biodiesel é o óleo vegetal modificado termoquimicamente, num processo catalítico mais elaborado e mais caro, chamado de transesterificação, com adição de etanol, catalizadores e calor, com subtração da glicerina combustível.

No Mato Grosso e Goiás, devido às altas temperaturas ambientes, "parece" que adicionar 50% ou mais, de óleo de soja refinado ao Diesel fóssil, não causa maiores problemas em motores não adaptados.

Olhe só a confusão desta notícia... isso é uso do óleo vegetal e não de biodiesel...
O que vem a demonstrar a desnecessidade da transesterificação.
Aliás, assim como ninguém processa nosso fabuloso álcool para fazer biogasolina.
O certo é fazer motores específicos a álcool e específicos a óleo vegetal.

Antiabobalhantes Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação autorizada e desejável.
"A economia não é nem uma ciência ruim. Seus modelos são simplesmente incorretos" - Hans Peter Durr

 

-----Mensagem original-----
De: Abrasgraos-Y [mailto:abrasgraos@yahoo.com.br]
Enviada em: terça-feira, 22 de novembro de 2005 11:29
Para: Cereaisul Ltda
Cc: Julio Adolfo Schneider; Charrua Ltda; Produtiva - Oscar; Mundial Agrobusiness Ltda; Coopertinga Ltda; Goiasplan - Hélio Piffer; Agroglobo Ltda; pampa180@brturbo.com.br; Claito Antonio Talgatti; Marcelo Pereira Franco; Kenedy Carvalho Marques
Assunto: MT - Usinas de biodiesel para consumo próprio...

Compensa ter uma usina de biodiesel para consumo próprio? Sim, para quem consome muito...

O biodiesel – combustível extraído a partir de vegetais – já é uma realidade em Mato Grosso e Goiás. Com a alta do preço do petróleo nos últimos anos, que levou o litro do diesel a mais de R$ 2,00, os produtores apelaram para uma solução caseira: abastecer parte, ou em alguns casos até a totalidade, de seus equipamentos com óleo de soja. Abundante na região, o substituto informal do diesel custa menos da metade do preço do derivado de petróleo e é obtido diretamente nas refinarias de óleo de soja. “Tem gente que usa há três anos e nunca teve problemas nas máquinas”, diz Adilton Sacchetti, produtor de soja e prefeito de Rondonópolis. “O biodiesel veio para ficar.”

Em 2008, por lei, o diesel tradicional vendido em todo o País terá de conter uma mistura de 2% de óleo vegetal – porcentual que vai crescer ao longo dos anos até atingir os 100%. Considerado ecologicamente e socialmente correto, pois polui menos e integra pequenos agricultores à cadeia produtiva, o biodiesel é alvo de um esforço do governo federal para sua adoção em grande escala.

A expectativa em Mato Grosso é de que a prática informal vire negócio em breve. As fazendas de Sacchetti consomem 5 milhões de litros de diesel por ano. Ele está planejando produzir o próprio combustível.

Assim como o produtor Otaviano Pivetta, que consome 6 milhões de litros de diesel anualmente e está em negociações com um grupo técnico para começar a fazer biodiesel a partir do girassol já no ano que vem. “A princípio, para consumo próprio”, diz Pivetta. Mas nada impede que, se as circunstâncias ajudarem, o biodiesel caipira, como é chamado pelos produtores, alce vôo próprio nos planos de negócios.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Telmo.

 

Meu caro Telmo

A candidatura do Bautista ao CONFEA irá reverter o ENGENHEIROCÍDIO: Estratégia imperialista conforme relata o escritor Gilberto Felisberto Vasconcellos no artigo abaixo colado.


Meu caro Pateli

Duvido que a Unicamp, que irá promover o seminário "Etanol combustível: balanço e perspectivas", nos dias 16 e 17 de novembro, para comemorar os 30 anos do Proálcool, vá convidar o Bautista Vidal, o grande pai responsável por este corajoso e estrondoso programa que continua boicotado, para o evento que pretende debater as questões técnicas e políticas da produção de álcool no Brasil e no mundo...
Quanto tempo, dinheiro, oportunidades e vidas perdidas... parece piada, mas não é.


Meu caro Luciano

A obtenção de fantástico carvão vegetal continua arcaica.
A mais de 5000 anos se joga fora a fumaça dos fornos de carvão vegetal, que é no mínimo bioenergia, e se continua usando parte da lenha para "destilar" a outra parte, quando poderia e deveria ser queimada parte da própria fumaça para aquecimento indireto do forno ao lado.... dobrando a produção de carvão para a mesma quantidade de lenha destilada.
Isso representa enorme desperdício e sujeira em plena época de basbacalhado Protocolo de Kioto, com suas sujas negociatas no MDL.
E, ao contrário do que o artigo abaixo fomenta, o uso de carvão vegetal, mesmo arcaicamente obtido, mesmo contrabandeado, tem de ser considerado seqüestrador de carbono, afinal é maravilhosa bioenergia... e que pode e deve ser melhorada.


Meu caro Hathaway

Lenha é a forma mais primitiva da bioenergia, e os fogões a lenha continuam ineficientes a milênios, salvo em exemplares como www.ecofogao.com.br , em que o rendimento é melhorado.
E mesmo queimando lenha num arcaico fogo de chão, não se aumenta o efeito estufa, pois o CO2 gerado é menor do que o CO2 comido pela árvore que originou as lascas de madeira.
Assim, notícias bêstas como "cada botijão de GLP evita a queima de dez árvores" e "o uso de lenha na cozinha contribui para o desmatamento generalizado no país" do texto abaixo servem apenas para intenções mesquinhas de pelegos mal intencionados do porcotróleo.
O sustentável é exatamente o contrário, é voltar ao uso racional da biomassa, incentivando seu plantio orgânico e uso elementar correto, afinal como nos ensina o lendário Bautista, biomassa é energia grátis concentrrada do sol, constituída por sujeira do ar.

Em outro artigo: 'O álcool é a única alternativa para o fim da era do petróleo' disponível em
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=5873  o Ministro Roberto Rodrigues considera que as vantagens da agroenergia fazem dela o novo grande paradigma agrícola do mundo.
Nesta entrevista está certo o nosso ministro, em não mencionar nenhuma vez o desnecessário Biodiesel e em reconhecer a decadência do porcotróleo.
Mas infelizmente ele vangloria o crescimento dos veículos FLEX, outra bobagem gastadeira inútil, que certamente teria os dias contados, se o Bautista estivesse num lugar de comando tal qual o CONFEA, que ele pretende transformar em voz ativa da engenharia na política nacional.

Hoje fui pagar um GRFC na CEF, com um cheque do BB.
E essa merda de CEF não aceita cheque do BB.
Bancos são um bando de ladrões "sangue suga", que não confiam nem em seus próprios títulos e que estupram o povo feito gato e sapato.
Certamente o Bautista, num cargo relevante, Brasileirista verde e amarelo, senão roxo, fará os racionais acabar também com essa putaria colonialista escravagista.

Caros engenheiros, amanhã elejamos o Bautista, para readquirirmos voz ativa, sairmos da merda, e reverter o efeito estufa, enquanto ainda há tempo.
Bioabraços

Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação autorizada e desejável.
“Os sábios ensinam, os ignorantes têm opinião formada sobre tudo, e os estúpidos governam”. (Ricardo Bergamini).


-----Mensagem original-----
De: forumsocialclimabr@yahoogroups.com [mailto:forumsocialclimabr@yahoogroups.com]Em nome de David Hathaway
Enviada em: quinta-feira, 3 de novembro de 2005 16:07
Para: Lista Fórum Social Clima BR
Assunto: [forumsocialclimabr] BRASIL CONSOME LENHA
AEPET.::direto nº 944/2005 - Rio de Janeiro, 03 de novembro de 2005
Associação dos Engenheiros da Petrobrás
<http://www.aepet.org.br>Acesse o portal da AEPET, clique aqui!

BRASIL CONSOME LENHA

“O consumo de gás de botijão no Brasil cresceu 3% ao ano entre 1990 e 2000, mas sofreu uma redução de 5% ao ano de 2001 a 2004. Essa perda de mercado foi para a lenha, cujo consumo residencial aumentou 6% no mesmo período. A explicação para isso foi o nivelamento do preço
do GLP ao mercado internacional, assim como o dos demais derivados de petróleo. Essa prática foi adotada pela Petrobrás para satisfazer seus acionistas estrangeiros, mas que contribui para o
desmatamento generalizado no país. Os dados são altamente preocupantes, pois cada botijão usado na cozinha evita a queima de dez árvores. Houve uma anunciada medida paliativa, o vale-gás, que, parece, não foi satisfatória. Urge voltar à política de subsídios cruzados e preços menores para o gás de cozinha sob pena de desertificação ampla, geral e irrestrita”,

Roldão Simas Filho


-----Mensagem original-----
De: Luciano Toledo [mailto:luctoledo@gmail.com]
Enviada em: quinta-feira, 3 de novembro de 2005 12:35
Para: Rede Florestal - RJ; floresta-l@jatoba.esalq.usp.br; Moisés Dias
de Oliveira Oliveira; João Roberto Correia
Assunto: [Floresta-l] Fwd: Folha Online: Contrabando de carvão ao Brasil
destrói florestas paraguaias

Caros companheiros,

S ugiro que direcionemos direcionemos um pouco de nossa atenção sobre a destruição de florestas naturais para o fabrico de carvão vegetal.
Trata-se de um tema atual, relevante para nossa área de atuação. Todos sabemos que o desenvolvimento e progresso tem custos ambientais enbutidos no seu processo. No entanto a "fome" pelo desenvolvimento econômico, a qualquer custo, pode nos levar a catástrofes ambientais e sociais incalculáveis.
A reportagem abaixo é apenas ilustrativa. A novidade, segundo esta, é que agora carvão vegetal virou alvo de muambeiros.
Seria até engraçado, se não fosse trágico.
Saudações florestais

Luciano Toledo - Eng. Florestal
Doutorando do Dpto Solos/UFRRJ
BR 465, km 7, UFRRJ/DSolos, 23890-000
Seropédica-RJ
Cel: 21-9463.4090
Tel: 21-2682.1965
Skype: luctoledo

*25/10/2005 - 10h48 - Folha de São Paulo*
Contrabando de carvão ao Brasil destrói florestas paraguaias da *Efe*
Os contrabandistas brasileiros são os responsáveis de grande parte da devastação das florestas paraguaias, disse nesta segunda-feira o ministro do Meio Ambiente do Paraguai, Alfredo Molinas.
O ministro afirmou que compradores do Brasil vão ao Paraguai e oferecem mais pelo carvão vegetal do que o preço pago neste país. Por isso, induzem os camponeses a deixar a produção agrícola para se dedicar à exploração das florestas, em muitos casos sem autorização do Serviço Florestal.
Segundo informações do ministério, a faixa fronteiriça apresenta esgotamento florestal, o que leva os contrabandistas a comprar carvão em áreas afastadas da fronteira com o Brasil.
Segundo Molinas, as autoridades brasileiras não estão cumprindo um acordo bilateral assinado em 1992 para fiscalizar de forma conjunta o transporte de carvão vegetal e evitar o contrabando do produto.
"Estamos trabalhando com as outras instituições para conseguir que a saída de cargas de carvão seja limitada a apenas um ponto da fronteira, e que se exija a comprovação da origem da mercadoria", afirmou o ministro.
Há produtores de carvão autorizados pelo Serviço Florestal paraguaio, mas a falta de um controle de origem possibilita a legalização de qualquer carga que chegue aos controles alfandegários.
As autoridades do Paraguai garantem ter imagens de satélite das áreas onde há a derrubada de florestas para produzir carvão de forma ilegal, mas alegam falta de recursos para reprimir essa atividade.

*Especial*
Leia o que já foi publicado sobre exploração de florestas
http://busca.folha.uol.com.br/search?q=explora%E7%E3o+de+florestas+desmatamento+%E1rvores+ciencia&site=online

 

-----Mensagem original-----
De: patellijr@embraer.com.br [mailto:patellijr@embraer.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 3 de novembro de 2005 07:36
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Etanol combustível: balanço e perspectivas

Agência FAPESP Divulgando a cultura científica
03/11/2005
Etanol combustível: balanço e perspectivas
Agência FAPESP - Para comemorar os 30 anos da criação do Proálcool, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) promove o seminário "Etanol combustível: balanço e perspectivas", nos dias 16 e 17 de novembro, em Campinas, no interior de São Paulo. O evento pretende debater as questões técnicas e políticas da produção de álcool no Brasil e no mundo.
Entre as temáticas do encontro estão:
Planejamento energético e políticas para o setor sucroalcooleiro, Experiências internacionais e perspectivas para a substituição do petróleo Avanços tecnológicos nas áreas agrícola e industrial, Análise de impactos econômicos e ambientais do etanol combustível e Sustentabilidade na produção e uso de etanol.
Mais informações: www.nipeunicamp.org.br/proalcool


-----Mensagem original-----
De: Telmo Heinen [mailto:telmoheinen@yahoo.com.br]
Enviada em: terça-feira, 1 de novembro de 2005 01:54
Para: J.W.Bautista vidal
Cc: abrasgraos@yahoogrupos.com.br
Assunto: Eleições CREA e CONFEA - Confie em Bautista Vidal!

Prezado Professor,
realmente tenho recebido propagandas da eleição para o CREA mas não conseguiram me conscientizar da Eleição para o CONFEA.
Tomei a liberdade de compilar os anexos em documento .pdf para melhorar a distribução e a impressão.
Atenciosamente,
Eng.Agr.Telmo Heinen - Formosa(GO).


Prezados colegas - Vamos votar em J.W.Bautista Vidal para Presidente do CONFEA. Dia 09/11/2005 Confie em Bautista Vidal! Consulte o currículo do maior defensor das energias a partir da biomassa, do m u n d o!!!

Desenvolvimento nacional
é uma obra de engenharia

Entrevista com o professor J.W.Bautista Vidal, candidato à presidência do CONFEA

O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) representa mais de 900 mil profissionais em todo o País, agregados em Creas distribuídos em 27 Estados da Federação. Trata-se de uma autarquia federal com força de atuação legal imensa, mas que na prática tem sido omissa no debate de temas vitais vinculados à engenharia e ao desenvolvimento nacional, como a transposição do rio São Francisco, a destruição do sistema elétrico, a desnacionalização das reservas minerais, a utilização dos recursos florestais, os transgênicos, a Lei das PPP, a defesa da empresa nacional e de um projeto de desenvolvimento que privilegie os fatores de produção que tornam o Brasil um país competitivo no mercado internacional. O professor José Walter Bautista Vidal, engenheiro civil e físico responsável pela implantação no País do único programa de substituição de derivados de petróleo com êxito mundial – o Pró-Álcool -, diz que é necessário transformar o Confea em uma instituição que exercite o seu poder de representação legítimo e “comece a falar grosso com o Executivo, com o Congresso” para valorizar as carreiras tecnológicas representadas pelo conselho e, ao mesmo tempo, dar ao País um projeto nacional. “Essa é a razão da minha candidatura e cada vez que aprofundo a questão acho que essa mudança é absolutamente fundamental”, diz ele. Aos 71 anos, autor de 16 livros sobre questões tecnológicas, energéticas e de desenvolvimento, o professor Bautista Vidal é um lutador pelas grandes causas do País e considera a sua candidatura ao Confea uma missão para dar voz a categorias cujo papel precisa ser necessariamente de protagonistas do desenvolvimento nacional.

Quais as conseqüências dessa inapetência do Confea em tratar dos grandes temas nacionais, para o mercado de trabalho de engenheiros, arquitetos e agrônomos?
O Confea é o órgão fiscalizador que agrega os conselhos regionais – Creas - e fiscaliza o exercício profissional. O conselho tem uma grande força legal porque age em nome do Estado. É uma autarquia federal, mas fica nessa ação intramuros, em vez de atuar na defesa dos engenheiros como categoria, no papel dos engenheiros para o desenvolvimento nacional, no papel da empresa de capital nacional - que em geral é o profissional de sucesso que se torna industrial. Em contrapartida, o modelo econômico brasileiro é dependente de tecnologias externas, das corporações internacionais. Isso dá um poder enorme a essas corporações. O Confea seria a organização para questionar isso, que significa um mercado de trabalho imenso. Se você não elabora os pacotes tecnológicos, perde milhares de postos de trabalho, os mais sofisticados, porque os pacotes tecnológicos tomam todas as opções na forma de produção, na matéria-prima, na forma energética. Entregando isso a corporações internacionais, o País abre mão das suas vantagens comparativas e delega às corporações a decisão de fazer. E claro que eles não vão fazer a nosso favor. Essa é uma coisa de fundo que o Confea deveria estudar e protestar, agir para mudar esse modelo dependente, um modelo colonial.

De que forma este modelo de dependência tecnológica afeta o mercado de trabalho profissional?
O jovem engenheiro, por exemplo, se forma e passa cinco, dez, quinze anos sem trabalhar. Os mais experientes, nas empresas estratégicas internacionalizadas, são dispensados e substituídos por profissionais dos países que compraram essas empresas. A Light, por exemplo, demitiu dois mil profissionais brasileiros, substituídos por franceses. Eles querem, obviamente, mercado de trabalho. Há quase um extermínio da categoria dos engenheiros. E com essa política econômica que sonega dinheiro aos investimentos e destina tudo para o superávit fiscal, as empresas de capital nacional não evoluem ou nem são instaladas. Como a empresa nacional vai competir pagando juros de 100% 150% ao ano, quando a empresa americana paga 2%, a japonesa 0%? Tudo isso são coisas que têm a ver com a profissão do engenheiro.


Quem produz riquezas deve organizar um projeto de desenvolvimento

O senhor afirma então que só é possível vislumbrar alternativas no mercado de trabalho com um projeto de desenvolvimento nacional?
Uma coisa é uma colônia que absorve tudo o que vem de fora: os de fora controlam, esquematizam, definem as políticas e o Brasil fica à mercê dessa influência colonial. Isso, o órgão que representa os engenheiros, os agrônomos, os arquitetos, os técnicos, não deveria permitir. Deveria protestar, pressionar o Executivo. A Vale do Rio Doce, o maior patrimônio mineral do planeta, foi praticamente doado a grupos externos. E os engenheiros ficaram calados. O Brasil tinha um grande número de empresas, trabalhando no exterior, fazendo centrais elétricas, estradas, infra-estrutura. Nos últimos anos essas empresas praticamente desapareceram, porque as condições impostas pela legislação não favorecem o empresário nacional. Falta um órgão central que represente essas categorias e que tome posição política, vendo causas e razões e apontando os rumos.

E qual o papel dos engenheiros e das demais carreiras da área tecnológica nesta tarefa de dotar o País deste projeto nacional de desenvolvimento?
Quando aceitei a missão de concorrer à presidência do Confea, delegada por um grupo de profissionais eminentes, apresentei duas condições: não fulanizar a eleição e usar toda a potencialidade de conhecimentos da categoria para fazer uma revisão das questões nacionais. A engenharia é uma profissão que produz as riquezas. Os engenheiros conhecem os recursos naturais do País. Então, trata-se de uma categoria capaz de fazer uma revisão dessa atitude colonial que não tem sentido a um País rico como o Brasil. E segundo, a minha condição era fazer um projeto para o Brasil, que está perdido, não tem um projeto nacional. Está à deriva, não valoriza seus fatores de produção. O Brasil tem uma potencialidade enorme de energias limpas. Entretanto, não as estimula. E isso exige um órgão de certo poder representativo, legítimo, que comece a falar grosso com o Executivo, com o Congresso. Essa é a razão da minha candidatura e cada vez que aprofundo a questão acho que essa mudança é absolutamente fundamental.

Debate corporativo condena os engenheiros à extinção como categoria

Quais são os limites do debate corporativo?
O debate eminentemente corporativo está prejudicando a categoria. Como exemplo temos esse desemprego, esse extermínio dos engenheiros. Os geólogos já nem existem mais, não conseguem trabalhar porque o Brasil internacionalizou as reservas minerais. Eles não vão empregar brasileiros. Vão empregar os engenheiros deles. Essa falta de posicionamento político está levando a esse desprestígio da categoria dos engenheiros. Fizemos uma reunião recente da turma em que me formei e levantamos quantos convites cada colega teve para trabalhar assim que saiu da faculdade. O colega que menos recebeu convites recebeu vinte. Hoje o engenheiro se forma, passa dez anos e não consegue trabalho. Há um processo de decadência. Todos aqueles ministérios antes ocupados por engenheiros, nas telecomunicações, transporte, indústria e comércio, hoje vão para outros profissionais. Os engenheiros estão sendo eliminados, desqualificados, tornando-se uma categoria inferior. E o engenheiro é quem cria a riqueza, constrói infra-estrutura, estradas, transportes, energia, indústria, portos. O mesmo se dá com os agrônomos, os arquitetos, geólogos e outras categorias ligadas ao sistema Confea. Então, só se resgata a importância estratégica desses profissionais com um projeto político para fazer com que o Brasil assuma um papel competitivo no âmbito internacional. Isso exigiria o posicionamento de um órgão com credenciais para discutir com a sociedade e se posicionar contra coisas que são ostensivamente contrárias ao Brasil.

E quais seriam as áreas estratégicas para este projeto?
O País tem oportunidades extraordinárias como essa de substituir os derivados de petróleo no fim da era dos combustíveis fósseis. O petróleo está acabando e toda tecnologia montada depende de parâmetros nossos que não são levadas em conta nos pacotes tecnológicos que impulsionam as indústrias. Então é uma predestinação inglória porque a engenharia, a arquitetura, a agronomia são carreiras cruciais para o desenvolvimento do País, todas abandonadas, desprestigiadas. Eu gosto do bom combate, da luta. Vamos procurar atrair as melhores cabeças da engenharia, da arquitetura, da agronomia nacional para avaliar esses equívocos e colocar as coisas nos seus devidos lugares. O engenheiro hoje se forma e ganha um salário ridículo, incompatível com a responsabilidade que tem. Por outro lado, sem a transformação dos bens naturais em bem agregados, você participa com preços irrisórios no mercado internacional. Isso significa enfraquecimento do poder político. A gente sente necessidade de uma reformulação profunda no Confea, para que ele represente de forma legítima 900 mil profissionais, opinando sobre essas questões. Isso dá uma respeitabilidade intrínseca às categorias, que já deveria existir.

Fragmentação enfraquece o poder político das categorias do Confea

Por conta dessa inapetência do Confea, do enfraquecimento, há uma tendência de fragmentação das várias categorias ali representadas...
Como o órgão não se posiciona, não define, não participa, não orienta, os profissionais começam a ficar desgostosos. Veja como a OAB defende os interesses dos advogados. E na engenharia e demais profissões afins não está ocorrendo isso. Então, categorias inteiras como a Engenharia Civil, que representa 40% da engenharia nacional, querem se agregar em uma instituição própria. Os arquitetos querem criar a sua. É claro que eles estão insatisfeitos, mas será que a separação é coisa boa? Vai enfraquecer a todos porque você participar de uma organização com esse número de profissionais, é uma organização que pode ser muito poderosa. Mas com esse sistema que está aí nunca os engenheiros, agrônomos e arquitetos vão tem um papel relevante na história do Brasil.

E quais seriam as linhas gerais deste projeto nacional de desenvolvimento e valorização profissional?
Não é um papel escrito, ditando regras. É uma dinâmica de avaliar dentre os fatores de produção nacionais qual a área em que o Brasil tem condições altamente competitivas? Energia, por exemplo. Energia líquida. Evidentemente, o Brasil, por ser um continente tropical e ter muito sol e água, tem condições de produzir combustíveis substitutos de derivados do petróleo. Essa é uma vantagem comparativa enorme. Então você tem que privilegiar esse setor. Como tudo depende de energia, na hora em que você tem energias próprias, de sua própria nacionalidade, você começa a construir e usar essa energia em todas as transformações. Um combustível extensivo como o petróleo monta uma matriz de tecnologias ligadas a esse combustível. Se o combustível não é mais o petróleo, é o álcool, os óleos vegetais, você tem que montar uma matriz completamente diferente. E ao montar essa matriz você vai favorecer um outro fator importante que é o profissional nacional. Você tem que dar prioridade ao profissional nacional. Para isso você precisa de boas escolas, com professores treinados, especializados. Não há tradição na engenharia brasileira de estudar os problemas do país e se opor a uma invasão externa enorme, colocar setores competitivos para ocupar o espaço do mercado nacional. Se isso não for feito o Brasil se desnacionaliza e se transforma em uma colônia dos países desenvolvidos. Há uma necessidade de um Confea forte, capaz de selecionar tecnologias vantajosas para nós e descartar as que nos colocam na dependência externa. Só isso é uma mudança fundamental.

Desenvolver tecnologia nacional para competir no mercado internacional
Em que o desenvolvimento de tecnologia nacional melhora as condições no mercado de trabalho?
O Brasil desenvolveu uma tecnologia sofisticada da aviação e a Embraer é uma das maiores empresas mundiais. Aviões médios e pequenos, mas os melhores. Isso acontece porque a Aeronáutica desenvolveu uma tecnologia própria. Quando você usa tecnologia dos outros, não consegue competir no mercado internacional. Para competir você precisa dominar sua própria tecnologia. Esse é um outro aspecto no qual eu pretendo atuar fortemente: reverter para o Brasil essa reserva de mercado para o exterior das necessidades tecnológicas das empresas brasileiras. Criar um mercado de trabalho compatível e ter uma massa de engenheiros de alta capacitação tecnológica. Se eles não trabalham na área, não vão conquistar espaço importante. É importante que o engenheiro se envolva na elaboração de tecnologia que favoreça os fatores de produção abundantes. Isso significa riqueza para o País.

O senhor já tem a experiência no desenvolvimento da tecnologia do Pró-Álcool, por exemplo...
O programa do álcool é um sucesso mundial. O Brasil é o único país até hoje que conseguiu montar um programa de substituição dos derivados do petróleo. A Austrália tentou, os próprios Estados Unidos tentaram e 27 anos depois o único programa de alternativas ao petróleo é o brasileiro. Isso significou um desenvolvimento tecnológico muito grande porque o Brasil, ao conquistar este espaço em que ele é o melhor do mundo, se credenciou a competir no mercado internacional. E ao competir, criou mercado para si, se fortaleceu, desenvolveu tecnologia. O álcool brasileiro é disparado o mais barato do mundo. Os custos da produção chegam a ser metade do segundo colocado, que são os Estados Unidos. O Brasil detém a melhor tecnologia de produção do álcool. E agora vai acontecer o mesmo com relação aos olhos vegetais. Então você começa a construir uma Nação com um projeto próprio, com recursos naturais próprios, o que enriquece a Nação e a torna poderosa. Se você depende dos outros para tecnologia, você fica muito vulnerável.

Qualificar os engenheiros é qualificar o país para a disputa de mercados

Como o Confea pode ajudar a superar essa vulnerabilidade?
O marasmo é fruto do não exercício da tarefa. Quando você não elabora os pacotes tecnológicos usados pelo Brasil, perde todo o conhecimento que este exercício provoca. Temos a melhor tecnologia do mundo na produção do álcool porque somos um País que tem 360 usinas produzindo álcool. Isso dá um domínio experimental enorme e permite ao Brasil produzir esse álcool por metade do preço e até menos do que os países hegemônicos conseguem. O modelo econômico brasileiro é a grande falha para um sistema autônomo e competitivo. Se você não desenvolve tecnologia, não consegue competir. E quem é que desenvolve esta tecnologia? São os engenheiros. Se você desqualifica os engenheiros, desqualifica o país para ser competitivo. Isso tudo tem que ser revertido com políticas, definições, autonomia, universidades de qualidade, um complexo de atividades que o Brasil precisa ter para poder competir na produção industrial e agrícola com vantagens em relação aos outros.

 

Meu caro Paulo Cesar

O óleo de mamona é realmente um excelente lubrificante, utilizado inclusive em motores aeronáuticos.
Provavelmente são-lhe misturados anti-oxidantes e outros aditivos.
Antigamente era utilizado como verniz, pelo fato de oxidar e endurecer rapidamente em contato com o ar.
De qualquer forma, o óleo de mamona é nobre demais para ser utilizado como combustível, o que atesta inclusive seu alto valor comercial, além de que os biolubrificantes e a bioquímica, são igualmente essenciais, num mundo sustentável, tal como os biocombustíveis.
E mais, um litro de óleo lubrificante custa historicamente 5 vezes mais do que um litro de combustível.
Então a mamona é melhor empregada se transformada em óleo lubrificante ou em matéria prima para a bioplastiquímica.
Na realidade, todos os óleos vegetais tem propriedades lubrificantes, e o proprietário da empresa alemã www.biocar.de tem um Astra - Opel (GM) que funciona com óleo de canola, e este óleo virgem, antes de ir para a bomba injetora, passa pelo cárter e é também utilizado como óleo lubrificante.
Sem aditivos, a alta temperatura por tempo prolongado no carter, resulta na polimerização dos óleos vegetais, tornando-os rígidos e imprestáveis para uma lubrificação convencional.
Quanto a motores de ciclo Otto, os óleos vegetais não lhes servem como combustíveis, pois falta-lhes pressão e temperatura de combustão.

Para ilustrar um pouco a maneira de pensar e agir, logo abaixo acrescentei um texto intitulado "O medo da inteligência" que ilustra muito bem o fato de que em nossos postos chaves geralmente encontramos nulidades corruptas, enquanto seres idôneos e capazes são tratados como dementes.
Por exemplo, o candidato a presidente do CONFEA, o fantástico Bautista Vidal, ao qual o "sistema" CONFEA - CREA não forneceu nem os endereços dos engenheiros inscritos, não tem como entrar em contato com todos os engenheiros eleitores para a votação agora do dia 09 de novembro de 2005, que sequer sabem que ele é candidato, e quiçá o que ele representa e fez pelo Brasil.
Assim, sem desmerecer a qualidade dos outros candidatos, o Brasil está fadado a deixar de ter no posto máximo da engenharia, um nacionalista verde e amarelo, brigão, que irá inserir a engenharia em seu devido local na construção de um Brasil justo e eficaz para o povo, e não para a oligarquia.
O mesmo descalabro verificamos em todos os eventos sobre Biocombustíveis Brasil afora, onde o Papa da Bioenergia mundial não é convidado, e onde falam apenas pelegos institucionais, sem capacidade prática e teórica, e só se discursam asneiras do tipo: hidrogênio verde, células combustíveis, liquefação de biomassa gaseificada, biodiesel, flex, etc. Só falta mesmo estes catedráticos inventar e estimular a biogasolina... enquanto nehum fabricante de motores é obrigado a produzir puros e econômicos motores a álcool ou a óleos vegetais.

Também acrescentei mais um artigo, que corrobora com o acima citado, e com o que divulgo faz muito tempo: Que nossos criminosos dirigentes imediatistas são tão estúpidos, a ponto de agora se gerar energia elétrica em porcas termoelétricas a Diesel fóssil aqui no Brasil, enquanto os "ambientais" denigrem a imagem de nossas fantásticas e cobiçadas hidroelétricas. Francamente, somente falcatruas em que os mensalões são meras poças de água, explicam tal putaria em oceanos lamacentos.
E claro é que as imundas termoelétricas fósseis não necessitam de "licenças ambientais" esdrúxulas, tal qual as nossas espetaculares hidroelétricas.
E sequer se cogita a ENEREDE, aliás ontem novamente demonstrada a um ex-presidente do CREA - SC, ex-professor universitário de circutos de comando, doutor engenheiro eletricista, e que ficou de bôca aberta com a simplicidade e a segurança intrínseca da aqui desconhecida e proibida geração assíncrona distribuída.


Meu caro Sebastião

O Dendê é ainda a oleaginosa de maior produção, como descrito no texto da Embrapa abaixo, mas certamente a pesquisa de outros vegetais e animais, podem resultar em produções ainda maiores, como por exemplo em algas.
Estamos patinando nos primórdios da era da Bioenergia, graças à teimosia fossilizada de nossos "especialistas" cegos, verdadeiras nulidades acadêmicas, e repetindo e perpetuando os mesmos erros do início do proálcool.
Ainda hoje é proibido ao pequeno produzir e vender álcool de maneira sustentável. Ainda hoje nenhum pequeno usineiro pode vender sua energia elétrica para as concessionárias. Ainda hoje, nenhum brasileiro confia no abastecimento seguro do álcool.
Pena que a "Inteligentzia" mundial insiste no tema biodiesel e a nossa, a imita feito macacos amestrados.
É tão difícil de entender que é um absurdo fazer biogasolina, quando se deve fazer eficientes motores a álcool?
Com a queda do agronegócio e a elevação do prêço dos porcos fósseis, tem muito agricultor utilizando óleo vegetal em motores não adaptados.
Isso é como tacar álcool em motores a gasolina não adaptados.
O que custa ao MCT - Ministério de Ciência e Tecnologia, tirar a bunda da cadeira, trabalhar no que lhe é a função, e certificar os óleos vegetais combustiveis? Já que o MME - Ministério das Minas e Energia, suas estatais e congêneres demonstram não ter ninguém qualificado para tal, estando todos embasbacados pelo mais caro, mais pelego, mais complicado e desnecessário Bioediesel.
Que falta faz o Bautista num órgão de comando.

 

Meu caro Telmo

Até que enfim outra voz, afora o imbecil Bush, alerta que o protocolo de Kioto é uma papagaiada.
Embora seja farinha do mesmo saco, o Blair parece ser um pouco menos orelhudo que seu chefe Bush.
É evidente que o saldo real de Kioto é, e sempre será negativo, ou seja, aumenta a concentração de carbono no ar, isso é ululante como 2 + 2 = 4.
Um novo acordo não poderá ser baseado em negociata de carbono, nem poderá deixar nehum país de fora. Todos somos responsáveis pelo emporcalhamento do planeta.
No lugar de negociata, tem de haver redução compulsória de emissão, elementar.
E quem mais polue, mais tem de reduzir. Óbvio.
E a maneira mais racional de reverter o efeito estufa é o uso da "carbono seqüestrante" Bioenergia no lugar da porca fóssil. Simples.
E jornalista ou ambientalista que espalha merda do tipo: "hidroelétrica gera metano", tem de ir pro paredão, ou ser enfiado numa latrina, publicamente, em dia de sol, e sem ventilador.

Antiabobalhantes Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação autorizada e desejável.
“A hipocrisia das leis é proporcional à ignorância do povo" - Fendel

 

-----Mensagem original-----
De: Telmo-Yahoo [mailto:telmoheinen@yahoo.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 31 de outubro de 2005 17:54
Para: Thomas Renatus Fendel
Cc: Cydagama
Assunto: Blair quer Novo Protocolo de Kioto...
Blair pede novo 'Kyoto' contra aquecimento global

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, admitiu que o protocolo de Kyoto não está funcionando e pediu um novo acordo internacional para combater o aquecimento global.
Em artigo publicado neste domingo pelo jornal The Observer, de Londres, Blair disse que, para que um novo acordo funcione, precisa incluir os Estados Unidos, que são os maiores emissores de gases poluentes do mundo, mas optaram por não ratificar o protocolo de Kyoto.
Os comentários foram feitos antes de uma conferência sobre mudanças climáticas em Londres na terça-feira.
Para Blair, um eventual novo acordo precisa também impor restrições às emissões de China e Índia, os dois países mais populosos do mundo, hoje isentos pelo protocolo de Kyoto por serem considerados países em desenvolvimento.

Aquecimento global
Produzido em 1997 durante uma conferência ambiental mundial no Japão e assinado por 141 países, o protocolo de Kyoto estabelece metas de redução das emissões de gases poluentes os quais, acredita-se, sejam responsáveis pelo aquecimento global. O protocolo vence em 2012.
O premiê britânico diz que o acordo assinado na década passada claramente não está funcionando.
Para Blair, o problema com o atual debate sobre mudanças climáticas é o mesmo que tanto prejudica a política internacional – uma relutância em enfrentar a realidade e a ação prática necessária para lidar com os problemas.
O presidente dos EUA, George W. Bush, se recusou a ratificar o tratado de Kyoto por considerar seus custos muito altos para a economia americana e pelo fato de que os países em rápido desenvolvimento não são atingidos pelas exigências de cortes nas emissões.
Para Tony Blair, a conferência em Londres nesta semana será crucial na luta contra a mudança climática.

 

----Mensagem original-----
De: Sebastiao [mailto:skengen@terra.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 31 de outubro de 2005 09:40
Para: 'Fendel'
Assunto: ENC: [redeflorestal-br] noticias e oportunidades 30 / 10

-----Mensagem original-----
De: redeflorestal-br@yahoogrupos.com.br
[mailto:redeflorestal-br@yahoogrupos.com.br] Em nome de bantel@ig.com.br
Enviada em: domingo, 30 de outubro de 2005 16:46
Para: newslettersbef@grupos.com.br; newslettersbef@yahoogrupos.com.br;
ameef@grupos.com.br; cdsbef@grupos.com.br; sbefdir20022006@grupos.com.br;
redeflorestal-br@yahoogrupos.com.br
Assunto: [redeflorestal-br] noticias e oportunidades 30 / 10

Agora A Embrapa Que Transformar Dendê Em Combustível
Mais Emprego e Renda
De acordo com estudos realizados pela Embrapa, o Brasil possui o maior potencial do mundo para a produção de biodiesel a partir do dendê: nada
menos do que cinco mil litros de combustível por hectare ao ano. Além disso, cada 720 mil hectares plantados com a cultura permitem assentar 140 mil famílias, gerando emprego e renda. Este é o caminho que vem sendo trilhado pela Embrapa Amazônia Ocidental - ww.cpaa.embrapa.br . "O objetivo do projeto é usar estrategicamente os conhecimentos em ciência e tecnologia como alavanca da melhoria qualidade de vida das localidades isoladas, por
meio da geração de energia elétrica a partir do dendê cultivado na região" explica a pesquisadora Dra. Aparecida Claret de Souza, chefe-geral da Unidade.
Para dar sustentabilidade ao programa, está previsto ainda o plantio de dendezeiros (intercalados com culturas anuais e semiperenes) e instalação de uma mini-usina extratora de óleo com capacidade de processamento de 0,5 tonelada de cachos/hora, assim como uma unidade de biodiesel, beneficiando 45 famílias com cerca de 2,5 hectares cada. Será feito estudo do impacto
ambiental causado pela implantação da usina, cujo biodiesel produzido passará por análises físico-químicos, para se saber se está dentro das especificações a Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Fonte: Folha da Embrapa, setembro/2005

Dendê e a ecologia
A cultura do dendê é hoje, uma das mais importantes atividades agro-industriais das regiões tropicais úmidas e poderá no futuro, desempenhar papel ainda mais importante, por ser uma excelente fonte geradora de empregos no meio rural. Ao mesmo tempo, é considerada uma cultura com forte apelo ecológico, por apresentar baixos níveis de agressão ambiental, adaptar-se a solos pobres, protegendo-o contra a lixiviação e erosão e "imitar" a floresta tropical. A dendeicultura tem ainda, a capacidade de ajudar na a restauração do balanço hídrico e climatológico, contribuindo de forma expressiva na reciclagem e "seqüestro de carbono" e na liberação de O2.
Sendo uma planta perene e de grande porte, o dendê quando adulto, oferece um perfeito recobrimento do solo, podendo ser considerado um sistema de aceitável estabilidade ecológica e baixos impactos negativos ao ambiente. A produção da planta inicia 3 anos após o plantio e sua produção é distribuída ao longo do ano, por mais de 25 anos consecutivos.
Neste contexto, o dendê é tido como uma das poucas opções agrícolas que pode tornar realidade o desenvolvimento sustentável, com ganhos ambientais, econômicos e progresso social, desde que disponha de uma política governamental que viabilize a dendeicultura. De fato, talvez seja uma das poucas opções agrícolas com rentabilidade assegurada e com vocação para a conservação ambiental. Este último aspecto, como conseqüência da utilização contínua das terras por 25 anos ou mais, e pelo atendimento das necessidades básicas da população que normalmente sobrevive da agricultura itinerante ou do extrativismo madeireiro, ambas atividades, de considerável capacidade de destruição da floresta, sem nenhuma geração de riqueza ou bem estar social.
Por este conjunto de características, a dendeicultura apresenta excelente desempenho como atividade âncora em programas de interiorização e fixação do homem ao campo, em projetos de reforma agrária, colonização, cooperativas e outros modelos de desenvolvimento rural, com comprovados benefícios econômicos, sociais e ecológicos.
Para a expansão da dendeicultura, o Brasil conta com ampla disponibilidade de áreas:
• em regiões apresentando condições edafoclimáticas altamente favoráveis ao desenvolvimento da planta, como a Alta Amazônia, estimados em 70 milhões de hectares. Todavia, esta área é coberta de floresta primária, não alterada, consequentemente, com elevado grau de dificuldade para ser incorporada à agricultura e até mesmo não recomendável de imediato, pela total ausência de qualquer infraestrutura social na reagião.
• em regiões climaticamente favoráveis e onde o desenvolvimento da cultura já é uma realidade, como nos Estados do Pará e Bahia;
• regiões com ligeiras limitações climáticas e tradicionalmente não recomendadas, mas que mediante práticas especiais de manejo como irrigação, poderão ser utilizadas com excelentes produtividades. É o caso das áreas já desmatadas da pré-Amazônia. Estima-se atualmente em 40 a 60 milhões de hectares a área já desmatada na Amazônia, sendo que grande parte desta se encontra abandonada após um curto ciclo de exploração.
• áreas de cerrados na Amazônia e áreas dos perímetros irrigados ou irrigáveis do Nordeste, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso e de outras regiões.
Pode-se concluir que existem diversos aspectos favoráveis à expansão da dendeicultura na região amazônica e no País:
• Ampla disponibilidade de áreas, em condições ecológicas apropriadas à cultura. Baixo custo da mão-de-obra;
• Imperiosa necessidade de geração de empregos, de interiorização e fixação de mão-de-obra no meio rural;
• Atividade agroindustrial de comprovada viabilidade técnica, econômica, social e ecológica na região Amazônica;
• Atividade de base, de assegurada viabilidade e sucesso em programas de colonização, reforma agrária e assentamento em diversas regiões do mundo;
• Cultura com impactos econômicos, ecológicos e sociais positivos, para reaproveitamento e valorização de áreas degradas na Amazônia.
• Reais possibilidades técnicas e de mercado, para ocupação de grandes áreas e promoção de grandes impactos econômicos e sociais positivos, nas regiões alvo.
Fonte: Embrapa Amazônia Ocidental
www.cpaa.Embrapa.br

 

-----Mensagem original-----
De: PAULO CESAR DE SOUZA MARTINS [mailto:pcsolar@gmail.com]
Enviada em: quinta-feira, 27 de outubro de 2005 11:21
Para: Bioenergia
Assunto: Re: [Bioenergia-l] RES: Morte do BIODIESEL e Renascimento do PRO-ÓLEO: Candidatura de Bautista Vidal à Presidencia do Brasil e do CONFEA

Se poderia usar o óleo de mamona como oleo lubrificante de motor?? um amigo meu o utilizou num chevette e não teve problemas, vcs especialistas tem fundamento??? segundo o meu amigo o motor tve um desempenho bom, senão ótimo.
há possibilidade de usdar o óleo vegetal em motores de ciclo otto??? ou só nos motores a diesel???
um abraço a todos
Paulo Cesar


Artigo:

O MEDO CAUSADO PELA INTELIGÊNCIA

Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar seu discurso de estréia na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu primeiro desempenho naquela assembléia de vedetes políticas. O velho pôs a mão no ombro de Churchill e disse, em tom paternal:

- "Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante neste seu primeiro discurso na Casa. Isso é imperdoável. Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta inimigos. O talento assusta."

Ali estava uma das melhores lições de abismo que um velho sábio pôde dar ao pupilo que se iniciava numa carreira difícil. A maior parte das pessoas encasteladas em posições políticas é medíocre e tem um indisfarçável medo da Inteligência. Isso na Inglaterra. Imaginem aqui no Brasil. Não é demais lembrar a famosa trova de Ruy Barbosa:

"Há tantos burros mandando
em homens de inteligência,
que, às vezes, fico pensando
que a burrice é uma Ciência."

Temos de admitir que, de um modo geral, os medíocres são mais obstinados na conquista de posições. Sabem ocupar os espaços vazios deixados pelos talentosos displicentes que não revelam o apetite do poder.
Mas é preciso considerar que esses medíocres ladinos, oportunistas e ambiciosos, têm o hábito de salvaguardar suas posições conquistadas com verdadeiras muralhas de granito por onde talentosos não conseguem passar.

Em todas as áreas encontramos dessas fortalezas estabelecidas, as panelinhas do arrivismo, inexpugnáveis às legiões dos lúcidos. Dentro desse raciocínio, que poderia ser uma extensão do "Elogio da Loucura", de Erasmo de Roterdan, somos forçados a admitir que uma pessoa precisa fingir de burra se quiser vencer na vida. É pecado fazer sombra a alguém até numa conversa social.

Assim como um grupo de senhoras burguesas bem casadas boicota, automaticamente, a entrada de uma jovem mulher bonita no seu círculo de convivência, por medo de perder seus maridos, também os encastelados medíocres se fecham como ostras à simples aparição de um(a) talentoso(a) jovem que os possa ameaçar. Eles conhecem bem suas limitações, sabem como lhes custa desempenhar tarefas que os mais dotados realizam com uma perna nas costas... Enfim, na medida em que admiram a facilidade com que os mais lúcidos resolvem problemas, os medíocres os repudiam para se defender. É um paradoxo angustiante.
Infelizmente, temos de viver segundo essas regras absurdas que transformam a inteligência numa espécie de desvantagem perante a vida.

Como é sábio o velho conselho de Nelson Rodrigues... -
"Finge-te de idiota, e terás o céu e a terra, mas cuidado com aquele que
finge não ser um idiota...".

 

País opta por energia cara e poluidora

Com dificuldade em conseguir licenças ambientais para hidrelétricas, governo e investidores se voltam para usinas termoelétricas

No País com o maior potencial hídrico do mundo, as usinas termoelétricas podem ser a saída para evitar uma possível crise de abastecimento de energia. Com dificuldades para obter a licença ambiental prévia das hidrelétricas, o governo voltou as atenções para a eletricidade gerada a partir do óleo diesel, óleo combustível, gás natural e carvão, cuja energia é mais cara e o processo de produção mais poluidor.

Até a semana passada, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia, havia protocolado 166 térmicas interessadas em participar do leilão de energia nova, marcado para 16 de dezembro. Juntas, elas teriam capacidade para gerar 47 mil megawatts (MW) de energia. Enquanto isso, apenas 44 hidrelétricas e 23 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) estavam na lista para disputar o leilão.

Entre elas, estão as 13 usinas que ainda serão concedidas ao mercado e as unidades que foram licitadas no governo passado e não tinham contrato de venda de energia até a publicação do novo modelo do setor elétrico. Algumas já estão em funcionamento e outras em construção. Mas há também aquelas que continuam no papel por causa dos problemas ambientais. Das concessões que serão dadas neste ano, apenas cinco têm licença ambiental.

As demais, se não conseguirem autorização até 6 de dezembro, ficarão fora do leilão. Essa regra vale para todos os empreendimentos que participarão do evento, sejam térmicas ou hidrelétricas. O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, ressalta, no entanto, que as usinas protocoladas ainda passarão por uma análise e somente participarão do leilão se forem competitivas.

Além disso, as térmicas devem funcionar como complemento às hidrelétricas existentes. Ou seja, funcionariam em momentos críticos. As empresas receberiam uma receita fixa para remunerar o investimento. Mas se houver necessidade de a usina entrar em operação, o governo (leia-se consumidor) pagará o combustível. Para especialistas, os problemas de abastecimento já começariam em 2009, por causa da paralisia nos investimentos, e exigiriam a entrada em operação das térmicas. Apesar disso, o governo descarta a possibilidade de uma nova crise, como a que levou ao racionamento em 2001.

GÁS
Na avaliação do diretor do Departamento de Infra-Estrutura da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Luiz Gonzaga Bertelli, de repente surgiram dois mundos diferentes: um sem crises, desenhado pelo governo, e outro cheio de incertezas. Ele é cético quanto às garantias apresentadas: "O governo estava fazendo seu planejamento em cima de térmicas a gás, embora ninguém mais ignore a falta de oferta do combustível."
Por esse motivo, o governo quer levantar a bandeira de termoelétricas bicombustíveis, movidas a gás natural e diesel, por exemplo, completa Flávio Neiva, presidente da Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage). Ele alerta que, além do custo elevado do diesel, o País não tem logística para entregar o combustível. De acordo com os dados da EPE, 76 térmicas movidas a óleo diesel e 62 a óleo combustível foram protocoladas para participar do leilão.

"Há uma inundação de candidatos com as energias mais poluidoras possíveis", reclama o vice-presidente da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace), Eduardo Carlos Spalding. Do ponto de vista de competitividade, acrescenta, o País está dando um tiro no pé.

Segundo o executivo, as 17 hidrelétricas escolhidas pelo governo para licitar neste ano não são os melhores aproveitamentos do País. Quatro delas já foram até descartadas do leilão por causa das dificuldades ambientais. "Ou tornamos viável o inventário de usinas boas e grandes, ou teremos de encher o País de térmicas", avalia.

Na opinião do professor da Coordenação dos Programas de Pós-graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa, ex-presidente da Eletrobrás, o problema é que não deu certo a determinação do governo de obter licenciamento prévio de hidrelétricas antes das concessões. "Temos uma pressão ambiental muito forte e que precisa ser solucionada, senão corremos o risco de ficarmos sem luz", afirmou, ressaltando que os órgãos ambientais estão fazendo o papel deles.

Indagado se está no grupo dos especialistas que acreditam em racionamento a partir de 2009, Pinguelli responde que não: "Estou entre os especialistas que pensam que o País terá problemas de energia já a partir de 2008". Mas ele afirma que isso dependerá do cenário econômico. Uma melhora na renda da população, diz, tem impacto imediato no consumo de energia elétrica. Isso porque as pessoas passam a comprar mais eletroeletrônicos.

Para Pinguelli, o governo precisa começar a pensar nas grandes hidrelétricas, como as do Rio Madeira e Belo Monte, no Rio Xingu. Mas, nos dois casos, as licenças ambientais são grandes obstáculos à construção