|
OPINIÕES
E COMENTÁRIOS
NOVEMBRO
/ 2005
Meu caro Nikolaus
Muito oportuno o relato abaixo, sobre tua experiência Nicaraguense,
com pinhão manso (Jatropha), ainda mais agora que aqui no Brasil,
certamente estamos trabalhando com os números otimistas e ainda
ilusórios a que vc se refere.
A cada dia fico mais estupefato com as besteiras divulgadas e heresias
praticadas em nossos setores energéticos.
Parece que a burrice e a incompetência não têm fim
e nem limites.
Parece que nestas especialidades, oficialmente, aqui só tem pateta.
Meu caro Paulo
Os motores modificados para óleo vegetal gostam mesmo é
de alto torque em baixas rotações. Parabéns por tua
evolução no uso dos óleos de frituras.
Acabo de retornar do MT, onde muitos veículos, caminhões
e tratores já andam com o óleo vegetal misturado ao Diesel,
em várias proporções, sem adaptação
nenhuma nos motores.
Enquanto andávamos num Toyota Hylux de um fazendeiro local, a 70%
de óleo refinado de soja, nas cidades ou no interior do MT, por
várias vezes senti o cheiro de "lagosta frita" proveniente
dos veículos à nossa frente. Claro que este cheiro e emissões
deverão ser reduzidos drasticamente com oxi-catalizadores específicos
a serem desenvolvidos.
Escutei relatos de que as carretas bi-trens do MT, são mais econômicas
com a adição de 50% de óleo de soja refinado ao Diesel
fóssil; e, além de andarem numa marcha maior, produzem menos
fumaça visível e são mais silenciosas.
Devido à brusca elevação do consumo do óleo
vegetal no MT, mais barato, e à correspondente redução
do consumo de Diesel fóssil, o governador já elevou a alíquota
de ICMS do óleo de soja refinado de 10 para 17%.
Claro é que já tem político vagabundo pensando em
como "impedir" essa evolução, ao invés
de pensar em como ser útil e dar longa vida à nossa humanidade
suicida.
Meu caro Jorge
O óleo vegetal combustível é boicotado mundialmente,
desde 1905, quando Rudolf Diesel demonstrou seu motor a óleo de
amendoim na feira Mundial de Paris, e na seqüência ele foi
misteriosamente assassinado pela máfia petrolífera.
Tanto aí em Portugal, como na Alemanha e no resto de nosso estrupiado
planeta, a grande vassala e preguiçosa indústria não
quer nem saber de ser sustentável.
Veja, aqui no Brasil, até hoje nosso sensacional proálcool
é sacaneado, e continua proibida sua produção em
pequena e ecológica escala.
Em contrapartida, gastam-se fortunas no esotérico hidrogênio,
mirabolantes células combustíveis, e demais falcatruas.
E aqui produzimos os melhores carros do mundo, só para exportação.
Pois não podemos usar aqui estes veículos econômicos
devido ao filho da puta subsídio Brasileiro dado ao Diesel fóssil,
sendo que no resto do globo terrestre o Diesel é mais caro ou próximo
ao preço da gasolina.
Nossas políticas energéticas são e infelizmente continuarão
sendo simplesmente criminosas e estúpidas.
Meu caro Telmo
Além deste projeto medíocre abaixo mencionado, sobre a "reforma"
do nosso fantástico etanol para produção do abobalhado
hidrogênio, está em andamento aqui na Pindorama, o projeto
idiota de se produzir o ridículo hidrogênio a partir da água,
com a energia elétrica de Itaipú, gerada durante a noite...
Como diz o Bautista, estes "cientistas" deveriam buscar o H2
no sol durante a noite...
Ou então, se realmente sobra energia elétrica de Itaipu
à noite, nada mais racional do que utilizar esta energia para bombear
a água e elevar o nível nos reservatórios em regiões
mais críticas. Assim as perdas totais de energia seriam inferiores
a 30%, contra os 1500% de desperdício do escárnio hidrogênio...
Meu caro Brito
Urge o governo redirecionar o óleo de mamona para matéria
prima de lubrificantes ou para bioplásticos, ambos no mínimo
5 vezes mais valiosos do que os combustíveis.
Aliás um dos primeiros produtos sinéticos de que se tem
notícia, foi produzido na Alemanha, em 1785, adicionando cal virgem
ao óleo de mamona (Ricinussoel).
E muito obrigado por teus exagerados elogios.
Meu caro Hernani
Vc acredita mesmo que o pessoaleco do bioDiesel vai disponibilizar a tua
bronca em forma de palestra na internet?
Eu truco e peço nove... até parece que tua luta de 30 anos
ainda não te ensinou como agem estas pelegas ratazanas que se julgam
racionais e humanas.
De qualquer forma está chegando a hora da cobra fumar, da barrica
explodir e da giripoca piar...
Nenhum babaca que se diz técnico vai mais poder dizer de cara de
pau lavada "que não sabia" que é possível
adicionar até 30% de óleo vegetal virgem qualificado ao
Diesel fóssil, nos motores do ciclo Diesel, tornando os 2% de bioDiesel
do programa oficial Brasileiro, apenas mais um embuste medíocre.
Mas, justiça seja feita: As falácias do bioDiesel e do hidrogênio
são internacionais... aqui os papagaios apenas imitam e cacarejam
as modas do dito primeiro mundo, negligenciando e boicotando o nosso fabuloso
e único potencial bioenergético, idem hidroelétrico,
idem humano.
Tenha só mais um pouquinho de paciência, pois a máscara
está prestes a despencar.
E quando esta macacada oligopólica aprender que as plantas comem
CO2, ou reconhecer que as bioenergias são carbono seqüestrantes,
nenhum Brasileiro irá comprar combustíveis fósseis,
pois fará questão de abastecer álcool e óleo
vegetal virgem, em motores específicos, em pequenos veículos
econômicos e aerodinâmicos, quer queira a rede bobo e seu
patrão governo mentiroso, ou não, não interessa...
se bem que estes vassalos logo mudarão de time, claro.
Em tempo: E para os aviões de "uma das maiores companhias
de aviação do mundo", citados, melhor ainda do que
o álcool é utilizar o óleo vegetal, que apresenta
a energia mais concentrada e mais leve.
Antiabobalhantes Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
"A utilização em grande escala das biomassas, é
o único meio racional para capturar o carbono fóssil jogado
ao ar em 2 séculos de dito desenvolvimento e real colonialismo."
- Fendel
-----Mensagem original-----
De: Lista do Agronegócio [mailto:lista-do-agronegocio-1@uol.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 23 de novembro de 2005 13:03
Para: Lista do Agronegócio
Assunto: Precisava????: [Cacau-l] Premiado com o Nobel de Química
alerta para desenvolvimento de biocombustíveis
Prioridade: Alta
Companheiras(os),
Há 30 anos venho dizendo isso!!!
No início, com a participação da imprensa, até
quando, denunciei atitudes esdrúxulas EM determinadas instituições,
que vocês sabem (disse sempre EM e não DE; como distorcem
para conseguirem adesões contra mim!).
Recentemente, por causa de alguns, sou considerado inimigo da UESC, CEPLAC,
Secretaria Estadual de Agricultura e de Ciência e tecnologia.
Por que não me enfrentam em debate?
Sempre informei e chamei a atenção para as oportunidades
dos BIOCOMBUSTÍVEIS, em especial os OVN.
Tenho denunciado a perversidade e traição contra o Brasil
(vocês vão ver na próxima mensagem; minha recente
palestra no congresso INTERNACIONAL de BIODIESEL em SP, quando contrariei
mais uma vez, os interesses de grandes grupos).
O BIODIESEL, PRESENTE DE GREGO DEIXADO POR FHC PARA LULA, no último
mês do seu governo!
Atrasou o Brasil por mais 3 anos(dos 30 perdidos).
Os novos heróis, enganando suas instituições se aproveitaram.
Quando deveriam, ao invés de fazer mistério para se valorizarem,
informar ao povo que lhes paga o salário, as tecnologias acessíveis
para todos.
Deitaram e rolaram. Até receberam prêmios internacionais.
Comigo.... Só perseguição.
Não importa, agora, por ser um dos poucos, embora nunca tenha sido
minha intenção, vou GANHAR MUITO DINHEIRO.
Ofereci para vocês, mas poucos deram atenção (a esses
vou passar as informações para que eles PLANTEM PETRÓLEO,
ou sejam também consultores. TEM LUGAR PARA MUITA GENTE).
Vejam abaixo importante mensagem de Fabiano P. Barreto.
Hernani Sá
-----Mensagem original-----
De: Hernani Sá [mailto:ernanisa@uol.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 30 de novembro de 2005 07:39
Para: Fendel
Assunto: Ganhando a guerra ONV
Prioridade: Alta
Fendel,
Gostei do novo nome OVN; lembra OVNI.
É pena que não possa ir para esse evento em Curitiba(faltou
convite e recursos) para trabalharmos juntos, mas aqui estou ganhando
terreno.
Tenho muitos clientes interessados nos kits para usar OVN e extratoras
de pequeno porte (50 a 1000kg/dia).
Vamos criar nosso grupo para trabalharmos juntos.
Abraços,
Hernani Sá
----- Original Message -----
From: Fendel
To: Hernani Lopes de Sá Filho
Sent: Tuesday, November 29, 2005 6:41 PM
Subject: RES: Azeite de dendê natural combustível-já
usei na parati
Meu caro Hernani
De minha parte, pode contar comigo em "nosso" evento em Ilhéus.
Também tenho dificuldade em enviar mais do que uns 40 endereços
destinatários.
De 01 a 04 de dez vou participar de um evento "orgânico"
aqui perto em Curitiba. Quero ver se sensilbilizo o governador do PR,
que é um cabra macho, e não é um "Maria vai
com as outras"....
No mais vamos empurrando...
Bioabraços
Fendel
----- Original Message -----
From: Fabiano Prado Barretto
Subject: [Cacau-l] Premiado com o Nobel de Química alerta para
desenvolvimento de biocombustíveis
22/11/2005
Premiado com o Nobel de Química alerta para desenvolvimento de
biocombustíveis
O Brasil é o líder mundial na produção de
biocombustíveis, mas poderá perder a posição
em três anos se não desenvolver novas refinarias e formar
mais profissionais capacitados. A avaliação é do
neozelandês Alan G. MacDiarmid, ganhador do prêmio Nobel de
química em 2000. Ele falou durante a cerimônia de instalação
oficial da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas (mamona,
dendê, girassol etc) e Biodiesel, na sede da Empresa Brasileira
de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
MacDiarmid disse que o mundo está descobrindo a bioenergia como
forma de reduzir a dependência do petróleo. "Temos um
desafio real pela frente. O Brasil no momento é líder nessa
área, mas muitas pessoas no Brasil não sabem disso e o mundo
só agora está descobrindo o que o Brasil descobriu no passado.
Mas é preciso que o país decida se quer continuar na liderança
ou seguir o que virá pela frente", afirmou. Para isso, sugeriu
que os produtores pressionem o governo, desenvolvam tecnologias mais baratas
e dêem estabilidade aos agricultores.
Os biocombustíveis, segundo o químico, podem ser a base
de uma nova indústria. MacDiarmid informou que o dono de uma das
maiores companhias de aviação do mundo disse querer substituir
o combustíveil normal das aeronaves por biocombustível.
E lembrou que como o Brasil produz aeronaves, poderia também criar
aviões movidos a esses combustíveis.
Na solenidade, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
Roberto Rodrigues, afirmou que o Brasil não pode desperdiçar
a chance de ser o líder desse setor: "Nós não
podemos perder aquilo que acumulamos ao longo de 30 anos de conhecimento,
por incompetência ou por inação. É responsabilidade
do Brasil manter essa liderança e se não for possível
mantê-la, pelo menos participar do processo mundial da liderança
tecnológica que garanta a conexão dessa ponte entre a área
do petróleo e a próxima era energética".
Rodrigues disse acreditar que o desenvolvimento de novas energias poderá
ajudar a diminuir as desigualdades entre ricos e pobres. E acrescentou:
"Nós precisamos tratar de um avanço forte da agricultura
nos países em desenvolvimento, para ter mercado nos países
ricos e, com isso, reduzir as desigualdades e preservar a democracia e
a paz".(Érica Santana / Agência Brasil ).
-----Mensagem original-----
De: COTE- Consultoria Operacional Ltda. [mailto:cote@cote.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 24 de novembro de 2005 09:50
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Obrigado pelos E-mails
Prioridade: Alta
Estimado Fendel.
Muitíssimo obrigado pelos seus e-mal.
Como já falei e repito, o amigo deveria ser o presidente da ANP
e de todo este programa do biodiesel.
Outra coisa, o congresso deveria parar com esta nojeira de CPIS e tratar
do desenvolvimento do país e repassar estes casos para a Polícia
Federal e pronto, que a meu ver a Polícia Federal tem mais competência
para resolver estes casos e estão preparados para tal.
Saudações,
BRITO Cote Consultoria - Divisão de Cereais
Visite nosso site: www.cote.com.br E-mail: cote@cote.com.br
(44) 3025 - 1715 (44) 9973 - 6800 Mercosul: (67) 346 - 1773
Assunto: Mamona: No grito
Vinte prefeitos da Chapada Diamantina decretaram feriado, ontem, em apoio
a 30 mil agricultores em Irecê. Eles tiveram um prejuízo
plantando mamona, cujo preço da saca caiu quase 70% em um ano.
Estimulados pelo governo a produzir em larga escala, para abastecer o
Programa Nacional do Biodiesel, eles não têm para quem vender
a colheita.
BRITO.
-----Mensagem original-----
De: Telmo-Yahoo [mailto:telmoheinen@yahoo.com.br]
Enviada em: terça-feira, 22 de novembro de 2005 11:58
Para: Thomas Renatus Fendel
Cc: chazan@cientec.rs.gov.br
Assunto: Burrice contaminante (Hidrogênio) - INT, CEPEL, IPEN e
FINEP...
Burrice contaminante (Hidrogênio) - INT, CEPEL, IPEN e FINEP...
...continuam querendo fazer "biogasolina" a partir do etanol
(álcool). É impressionante! Já pensou que idéia
absurda, inventar um mecanismo para reformar o álcool que já
está no tanque do veículo em hidrogênio e outra, para
geração de energia elétrica no Nordeste onde há
luz solar abundante e na Amazônia onde há biomassa em abundância...
A geração de energia com o hidrogênio obtido a partir
do etanol anuncia grandes perspectivas para o mercado brasileiro de combustíveis.
Utilizar o etanol extraído da cana-de-açúcar e aproveitar
a malha de distribuição já disponível para
o álcool constituem um cenário economicamente animador,
além de ambientalmente promissor porque há um ciclo completo
de emissão e absorção de gás carbônico
(CO2), um dos principais responsáveis pelo efeito-estufa.
Com essa tônica, o Instituto Nacional de Tecnologia (INT), em parceria
com o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (CEPEL) e o Instituto
de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), deu início
ao projeto “Geração de hidrogênio a partir da
reforma do etanol”, que busca desenvolver catalisadores que permitam
a obtenção e a purificação do hidrogênio
a partir do etanol, para ser usado na célula a combustível.
Uma das mais promissoras aplicações da célula a
combustível no Brasil é a geração de energia
para comunidades em que não há o sistema de eletricidade
convencional. Dados do Ministério das Minas e Energia de 2003 mostram
que aproximadamente 10 milhões de brasileiros não têm
acesso à energia elétrica, a maior parte deles residentes
na Região Nordeste. Do total de famílias que vivem sem energia
elétrica, 90% têm renda inferior a três salários
mínimos e 84% vivem em municípios com Índice de Desenvolvimento
Humano abaixo da média nacional. Somente na Amazônia, região
em que não há possibilidade de interligação
com as redes elétricas convencionais, vivem 300 mil famílias.
Outra possibilidade de aplicação da célula a combustível
é nos motores a álcool dos automóveis. Com um catalisador
eficiente, a reforma do etanol em hidrogênio, produzida no próprio
motor, leva o hidrogênio para a célula, uma espécie
de grande “pilha”, gerando energia limpa para movimentar o
carro.
O projeto, coordenado por pesquisadores do INT, leva em conta a elevada
produção de etanol no Brasil, que, segundo dados da Companhia
de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais, deve chegar neste
ano a cerca de 17 bilhões de litros de álcool, gerados a
partir de uma produção esperada de 440 milhões de
toneladas de cana-de-açúcar.
Uma das principais incentivadoras do projeto, a Financiadora de Estudos
e Projetos (FINEP) apoiou a modernização do Laboratório
de Catálise do INT, que será reinaugurado no próximo
dia 28. A reinauguração marca também os 20 anos de
atuação do INT no desenvolvimento científico e tecnológico
na área de Catálise. No mesmo dia, prestigiando o aniversário,
o Instituto lança o fórum de debates “Questão
Tecnológica”.
Nessa sua primeira edição, o fórum, que tem como
objetivo trazer à discussão temas atuais de importância
para o desenvolvimento do País, coloca em debate as possíveis
rotas tecnológicas para utilização de fontes alternativas
aos derivados de petróleo, bem como os esforços de pesquisadores
brasileiros na busca de caminhos que viabilizem a auto-suficiência
e o desenvolvimento sustentável do Brasil em combustíveis.
Fonte: Ambiente Brasil / Instituto Nacional de Tecnologia
-----Mensagem original-----
De: jorge3100@sapo.pt [mailto:jorge3100@sapo.pt]
Enviada em: quinta-feira, 24 de novembro de 2005 16:05
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Re: O meu carro trabalha com Óleo vegetal (Portugal)
Olaá, estou em Portugal e o meu carro é um VW Golf IV TDI.que
de vez em quando trabalha com óleo vegetal puro. A unica alteração
que lhe fiz foi a montagem de um interruptor que permite ligar as velas
imcandescentes antes de dar arranque. Isto só é necessario
de manhã quando o motor esta muito frio. As prestações
do carro são exatamente as mesmas quer esteja a gasóleo
ou a óleo vegetal.
Os engenheiros andam á tanto tempo á procura de um combustivel
independente do petroleo e limpo, esse combustivel parece estar mesmo
á frente dos olhos de toda a gente, e eles não veem nada.
Não compreendo porque.
Cumprimentos de
Carlos Jorge
Lisboa Portugal
-----Mensagem original-----
De: Paulo Roberto Lenhardt [mailto:fplp@terra.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 24 de novembro de 2005 09:44
Para: Fendel; Veridiana; Sopchaki; Sérgio; Rubens Slaviero Filho;
Rogerio PP; Rodrigo; Rockett; Mauro; Luis - Botucatu; Iturra
Cc: TSP; SEIAA
Assunto: Re: Óleo de soja refinado combustível
Queridos,
Fico muito feliz com o rumo que as coisas estão tomando, concordo
com o Fendel, acho que temos que tomar cuidado, a medida que as experiências
vão se consolidadando nossa proposta vai tomando corpo e o efeito
dominó se torna irreversível!!!!
Penso que temos que pulverizar ao máximo as experiências
e desta forma atrair mais adeptos ao uso de óleo vegetal puro,
tem muita gente por aí aderindo, mas ficam quietos, pois ainda
estamos na clandestinidade, infelizmente!!!!
Já estou indo para a TERCEIRA oficina na REDE ECOVIDA DE AGROECOLOGIA,
e tenho mais demandas em vários núcleos, a idéia
é colocar pelo menos um equipamento rodando a óleo vegetal
reciclado, criar o fato e depois partir para a produção
própria para auto consumo, mas primeiro esgotar todas as possibilidades
com óleo usado, por uma questão ecológica, tem muito
óleo sendo jogado no esgoto por aí....
Quero dizer também, que a preocupação do Fucks é
muito importante, a esta altura do campeonato qualquer problema causaria
um estrago muito grande e pode botar tudo a perder...
Estou testando um filtro novo, é um mini filtro prensa, assim que
tiver o resultado coloco para o grupo.
Bem, fico muito feliz com o que está rolando e o rumo que as coisas
estão tomando, penso que é a melhor maneira de consolidar
a prática do uso do óleo vegetal puro, disseminar a idéia
e botar bastante gente rodando, aos poucos resolvendo os problemas, até
sermos maioria e assim consolidar a prática!!!!!
Abraços a todos,
Paulo Roberto Lenhardt,
PS: A PASTELEIRA JA ESTÁ FECHANDO 25.000 Km, CADA VEZ MELHOR, CHEGUEI
A 175 Km por hora, no pé, he, he, he....ainda bem que não
tinha polícia....
-----Mensagem original-----
De: Nikolaus Foidl [mailto:biomasa@ibw.com.ni]
Enviada em: sábado, 26 de novembro de 2005 11:41
Para: Clive Richardson
Cc: Ernst Schaltegger Tulum Ltd.; Marco Bernasconi; Fendel
Assunto: Re: jcl thailand
Dear Clive Richardson!
Thank you for your mail, very impressive. As you might know i buildt the
Jatropha Projekt here in Nikaragua and it is still today the only practical
Jatropha projekt worldwide. Some 80% of the knowledge about jatropha we
know today was created in our projekt. From our 1400 ha of industrial
production with more then 15 varieties proofed we found 3 very promising
varieties and started crossbreeding to improofe on produktivity. We where
the first to multiply klones in tissuculter. In the tecnical area we are
at the moment the only who manage detoxification and oilextraction via
supercritical pressextractionprocess which reenders the presscake as a
edible and detoxified fodder for animals. Based on our knowledge the high
produktivities which are mentioned by your organisation are far away from
reality and can not be sustained by any measure. The average produktivity
under irrigated conditions and in excellent soil with all the micro and
macronutrition needed was 4000 kg of seeds with an average oilcontent
of 34%. Thats far away from the up to 12000 liters per ha and year mentioned
in the study you sent to me. Reality gives you under non economic ideal
conditions 1600 to 1800 liters of oil per ha and year and thats a biological
limit and not just a lack of production conditions. The study seem in
overall to have a lack of practical data and credible information.
Sorry but if this study is made under false presumtions than the results
are a fraude and should be corrected before people get overexited over
the possibilities jatropha might offer. As i mentioned before you are
speaking with the person who has the most knowledge about jatropha at
the moment worldwide , we have spent over ten years in developing all
the aspects of industrialisation of jatropha and spent aswell more then
14 million US$ in its agronomic and industrial developement of this crop.
Looking forward to your response sincerely Nikolaus Foidl
Meu caro Hernani
O pessoal do bobo biodiesel está puto conosco... precisamos tomar
cuidado, hehehé... caras assim embusteiros são perigosos...
Bioabraços
Fendel
-----Mensagem original-----
De: w.fuchs [mailto:w.fuchs@uol.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 23 de novembro de 2005 17:53
Para: Fendel
Cc: Abrasgraos-Y; Bioenergia; Floresta; Ag. Env.; Cereaisul Ltda; Julio
Adolfo Schneider; Charrua Ltda; Produtiva - Oscar; Mundial Agrobusiness
Ltda; Coopertinga Ltda; Goiasplan - Hélio Piffer; Agroglobo Ltda;
pampa180@brturbo.com.br; Claito Antonio Talgatti; Marcelo Pereira Franco;
Kenedy Carvalho Marques; Florestal-BR; Katavento; Power; Ita82
Assunto: Re: Óleo de soja refinado combustível
Prezados Fendel e Telmo, e demais,
como venho acompanhando a discussão há algum tempo, e coordeno
o projeto de mini-usinas comunitárias de óleo vegetal da
Rede Evangélica Paranaense de Assistência Social (REPAS),
quero parabenizar o pessoal aí do Mato Grosso pela iniciativa.
Aliás, os agricultores da Áustria , França , Alemanha,
Holanda, etc. vêm misturando Óleo Vegetal de Canola no diesel
há mais de uma década, em diversos percentuais, e sem problemas
para os motores. O biodiesel é totalmente desnecessário,
como diz corretamente o Fendel. Espero que rapidamente a imprensa aprenda
a diferença entre biodiesel (transesterificado) e óleo vegetal
combustível!
Apenas devo alertar para duas questões, que têm a ver com
a origem ou o processamento do óleo vegetal. Omiti-las seria falta
de responsabilidade em relação à durabilidade dos
motores.
1) O óleo vegetal precisa ser extraído a frio. Toda extração
a quente (vapor, solventes) leva junto para o óleo (e depois para
o biodiesel!) não apenas a goma, mas também substâncias
nocivas para o motor (cf. texto anexo, p. 3). Um teste do TECPAR em um
gerador MWM em Colombo no Paraná com Bioiesel puro acusou problemas
após 145 horas (constatados na piora da qualidade do óleo
do carter). O relatório técnico ainda não está
pronto, mas apenas confirma a experiência feita há anos pelos
europeus.
2) O óleo precisa ser microfiltrado. Do contrário haverá
muitos resíduos que afetarão a durabilidade do motor. Orientamos
nesse sentido o Paulo Lehnhardt, da Ecocitrus, Montenegro-RS, que recentemente
levou de carona para Cruz Alta o Ministro Rossetto do MDA na caminhonete
S10 movida com 100% de óleo usado de restaurante, devidamente limpo
e microfiltrado, e que já rodou mais de 20.000 km sem problemas.
Os filtros na Alemanha têm o filtro-prensa normal e, acoplado, um
filtro de cartuchos, que faz a função de filtro "polícia"
para assegurar 1 micron.
Nosso protótipo de mini-usina com esses equipamentos e capacidade
de 100kg/h está instalada na Cooperativa Witmarsum (Palmeira-PR).
Um cordial abraço
P. Werner Fuchs
Fendel wrote:
Meu caro Telmo
Neste caso do MT, está-se apenas misturando óleo de soja
refinado ao óleo Diesel... isso não é biodiesel.
Biodiesel é o óleo vegetal modificado termoquimicamente,
num processo catalítico mais elaborado e mais caro, chamado de
transesterificação, com adição de etanol,
catalizadores e calor, com subtração da glicerina combustível.
No Mato Grosso e Goiás, devido às altas temperaturas ambientes,
"parece" que adicionar 50% ou mais, de óleo de soja refinado
ao Diesel fóssil, não causa maiores problemas em motores
não adaptados.
Olhe só a confusão desta notícia... isso é
uso do óleo vegetal e não de biodiesel...
O que vem a demonstrar a desnecessidade da transesterificação.
Aliás, assim como ninguém processa nosso fabuloso álcool
para fazer biogasolina.
O certo é fazer motores específicos a álcool e específicos
a óleo vegetal.
Antiabobalhantes Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação autorizada e desejável.
"A economia não é nem uma ciência ruim. Seus
modelos são simplesmente incorretos" - Hans Peter Durr
-----Mensagem original-----
De: Abrasgraos-Y [mailto:abrasgraos@yahoo.com.br]
Enviada em: terça-feira, 22 de novembro de 2005 11:29
Para: Cereaisul Ltda
Cc: Julio Adolfo Schneider; Charrua Ltda; Produtiva - Oscar; Mundial Agrobusiness
Ltda; Coopertinga Ltda; Goiasplan - Hélio Piffer; Agroglobo Ltda;
pampa180@brturbo.com.br; Claito Antonio Talgatti; Marcelo Pereira Franco;
Kenedy Carvalho Marques
Assunto: MT - Usinas de biodiesel para consumo próprio...
Compensa ter uma usina de biodiesel para consumo próprio? Sim,
para quem consome muito...
O biodiesel – combustível extraído a partir de vegetais
– já é uma realidade em Mato Grosso e Goiás.
Com a alta do preço do petróleo nos últimos anos,
que levou o litro do diesel a mais de R$ 2,00, os produtores apelaram
para uma solução caseira: abastecer parte, ou em alguns
casos até a totalidade, de seus equipamentos com óleo de
soja. Abundante na região, o substituto informal do diesel custa
menos da metade do preço do derivado de petróleo e é
obtido diretamente nas refinarias de óleo de soja. “Tem gente
que usa há três anos e nunca teve problemas nas máquinas”,
diz Adilton Sacchetti, produtor de soja e prefeito de Rondonópolis.
“O biodiesel veio para ficar.”
Em 2008, por lei, o diesel tradicional vendido em todo o País
terá de conter uma mistura de 2% de óleo vegetal –
porcentual que vai crescer ao longo dos anos até atingir os 100%.
Considerado ecologicamente e socialmente correto, pois polui menos e integra
pequenos agricultores à cadeia produtiva, o biodiesel é
alvo de um esforço do governo federal para sua adoção
em grande escala.
A expectativa em Mato Grosso é de que a prática informal
vire negócio em breve. As fazendas de Sacchetti consomem 5 milhões
de litros de diesel por ano. Ele está planejando produzir o próprio
combustível.
Assim como o produtor Otaviano Pivetta, que consome 6 milhões
de litros de diesel anualmente e está em negociações
com um grupo técnico para começar a fazer biodiesel a partir
do girassol já no ano que vem. “A princípio, para
consumo próprio”, diz Pivetta. Mas nada impede que, se as
circunstâncias ajudarem, o biodiesel caipira, como é chamado
pelos produtores, alce vôo próprio nos planos de negócios.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Telmo.
Meu caro Telmo
A candidatura do Bautista ao CONFEA irá reverter o ENGENHEIROCÍDIO:
Estratégia imperialista conforme relata o escritor Gilberto Felisberto
Vasconcellos no artigo abaixo colado.
Meu caro Pateli
Duvido que a Unicamp, que irá promover o seminário "Etanol
combustível: balanço e perspectivas", nos dias 16 e
17 de novembro, para comemorar os 30 anos do Proálcool, vá
convidar o Bautista Vidal, o grande pai responsável por este corajoso
e estrondoso programa que continua boicotado, para o evento que pretende
debater as questões técnicas e políticas da produção
de álcool no Brasil e no mundo...
Quanto tempo, dinheiro, oportunidades e vidas perdidas... parece piada,
mas não é.
Meu caro Luciano
A obtenção de fantástico carvão vegetal continua
arcaica.
A mais de 5000 anos se joga fora a fumaça dos fornos de carvão
vegetal, que é no mínimo bioenergia, e se continua usando
parte da lenha para "destilar" a outra parte, quando poderia
e deveria ser queimada parte da própria fumaça para aquecimento
indireto do forno ao lado.... dobrando a produção de carvão
para a mesma quantidade de lenha destilada.
Isso representa enorme desperdício e sujeira em plena época
de basbacalhado Protocolo de Kioto, com suas sujas negociatas no MDL.
E, ao contrário do que o artigo abaixo fomenta, o uso de carvão
vegetal, mesmo arcaicamente obtido, mesmo contrabandeado, tem de ser considerado
seqüestrador de carbono, afinal é maravilhosa bioenergia...
e que pode e deve ser melhorada.
Meu caro Hathaway
Lenha é a forma mais primitiva da bioenergia, e os fogões
a lenha continuam ineficientes a milênios, salvo em exemplares como
www.ecofogao.com.br , em que o rendimento é melhorado.
E mesmo queimando lenha num arcaico fogo de chão, não se
aumenta o efeito estufa, pois o CO2 gerado é menor do que o CO2
comido pela árvore que originou as lascas de madeira.
Assim, notícias bêstas como "cada botijão de
GLP evita a queima de dez árvores" e "o uso de lenha
na cozinha contribui para o desmatamento generalizado no país"
do texto abaixo servem apenas para intenções mesquinhas
de pelegos mal intencionados do porcotróleo.
O sustentável é exatamente o contrário, é
voltar ao uso racional da biomassa, incentivando seu plantio orgânico
e uso elementar correto, afinal como nos ensina o lendário Bautista,
biomassa é energia grátis concentrrada do sol, constituída
por sujeira do ar.
Em outro artigo: 'O álcool é a única alternativa
para o fim da era do petróleo' disponível em
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=5873 o Ministro Roberto
Rodrigues considera que as vantagens da agroenergia fazem dela o novo
grande paradigma agrícola do mundo.
Nesta entrevista está certo o nosso ministro, em não mencionar
nenhuma vez o desnecessário Biodiesel e em reconhecer a decadência
do porcotróleo.
Mas infelizmente ele vangloria o crescimento dos veículos FLEX,
outra bobagem gastadeira inútil, que certamente teria os dias contados,
se o Bautista estivesse num lugar de comando tal qual o CONFEA, que ele
pretende transformar em voz ativa da engenharia na política nacional.
Hoje fui pagar um GRFC na CEF, com um cheque do BB.
E essa merda de CEF não aceita cheque do BB.
Bancos são um bando de ladrões "sangue suga",
que não confiam nem em seus próprios títulos e que
estupram o povo feito gato e sapato.
Certamente o Bautista, num cargo relevante, Brasileirista verde e amarelo,
senão roxo, fará os racionais acabar também com essa
putaria colonialista escravagista.
Caros engenheiros, amanhã elejamos o Bautista, para readquirirmos
voz ativa, sairmos da merda, e reverter o efeito estufa, enquanto ainda
há tempo.
Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação autorizada e desejável.
“Os sábios ensinam, os ignorantes têm opinião
formada sobre tudo, e os estúpidos governam”. (Ricardo Bergamini).
-----Mensagem original-----
De: forumsocialclimabr@yahoogroups.com [mailto:forumsocialclimabr@yahoogroups.com]Em
nome de David Hathaway
Enviada em: quinta-feira, 3 de novembro de 2005 16:07
Para: Lista Fórum Social Clima BR
Assunto: [forumsocialclimabr] BRASIL CONSOME LENHA
AEPET.::direto nº 944/2005 - Rio de Janeiro, 03 de novembro de 2005
Associação dos Engenheiros da Petrobrás
<http://www.aepet.org.br>Acesse o portal da AEPET, clique aqui!
BRASIL CONSOME LENHA
“O consumo de gás de botijão no Brasil cresceu 3%
ao ano entre 1990 e 2000, mas sofreu uma redução de 5% ao
ano de 2001 a 2004. Essa perda de mercado foi para a lenha, cujo consumo
residencial aumentou 6% no mesmo período. A explicação
para isso foi o nivelamento do preço
do GLP ao mercado internacional, assim como o dos demais derivados de
petróleo. Essa prática foi adotada pela Petrobrás
para satisfazer seus acionistas estrangeiros, mas que contribui para o
desmatamento generalizado no país. Os dados são altamente
preocupantes, pois cada botijão usado na cozinha evita a queima
de dez árvores. Houve uma anunciada medida paliativa, o vale-gás,
que, parece, não foi satisfatória. Urge voltar à
política de subsídios cruzados e preços menores para
o gás de cozinha sob pena de desertificação ampla,
geral e irrestrita”,
Roldão Simas Filho
-----Mensagem original-----
De: Luciano Toledo [mailto:luctoledo@gmail.com]
Enviada em: quinta-feira, 3 de novembro de 2005 12:35
Para: Rede Florestal - RJ; floresta-l@jatoba.esalq.usp.br; Moisés
Dias
de Oliveira Oliveira; João Roberto Correia
Assunto: [Floresta-l] Fwd: Folha Online: Contrabando de carvão
ao Brasil
destrói florestas paraguaias
Caros companheiros,
S ugiro que direcionemos direcionemos um pouco de nossa atenção
sobre a destruição de florestas naturais para o fabrico
de carvão vegetal.
Trata-se de um tema atual, relevante para nossa área de atuação.
Todos sabemos que o desenvolvimento e progresso tem custos ambientais
enbutidos no seu processo. No entanto a "fome" pelo desenvolvimento
econômico, a qualquer custo, pode nos levar a catástrofes
ambientais e sociais incalculáveis.
A reportagem abaixo é apenas ilustrativa. A novidade, segundo esta,
é que agora carvão vegetal virou alvo de muambeiros.
Seria até engraçado, se não fosse trágico.
Saudações florestais
Luciano Toledo - Eng. Florestal
Doutorando do Dpto Solos/UFRRJ
BR 465, km 7, UFRRJ/DSolos, 23890-000
Seropédica-RJ
Cel: 21-9463.4090
Tel: 21-2682.1965
Skype: luctoledo
*25/10/2005 - 10h48 - Folha de São Paulo*
Contrabando de carvão ao Brasil destrói florestas paraguaias
da *Efe*
Os contrabandistas brasileiros são os responsáveis de grande
parte da devastação das florestas paraguaias, disse nesta
segunda-feira o ministro do Meio Ambiente do Paraguai, Alfredo Molinas.
O ministro afirmou que compradores do Brasil vão ao Paraguai e
oferecem mais pelo carvão vegetal do que o preço pago neste
país. Por isso, induzem os camponeses a deixar a produção
agrícola para se dedicar à exploração das
florestas, em muitos casos sem autorização do Serviço
Florestal.
Segundo informações do ministério, a faixa fronteiriça
apresenta esgotamento florestal, o que leva os contrabandistas a comprar
carvão em áreas afastadas da fronteira com o Brasil.
Segundo Molinas, as autoridades brasileiras não estão cumprindo
um acordo bilateral assinado em 1992 para fiscalizar de forma conjunta
o transporte de carvão vegetal e evitar o contrabando do produto.
"Estamos trabalhando com as outras instituições para
conseguir que a saída de cargas de carvão seja limitada
a apenas um ponto da fronteira, e que se exija a comprovação
da origem da mercadoria", afirmou o ministro.
Há produtores de carvão autorizados pelo Serviço
Florestal paraguaio, mas a falta de um controle de origem possibilita
a legalização de qualquer carga que chegue aos controles
alfandegários.
As autoridades do Paraguai garantem ter imagens de satélite das
áreas onde há a derrubada de florestas para produzir carvão
de forma ilegal, mas alegam falta de recursos para reprimir essa atividade.
*Especial*
Leia o que já foi publicado sobre exploração de florestas
http://busca.folha.uol.com.br/search?q=explora%E7%E3o+de+florestas+desmatamento+%E1rvores+ciencia&site=online
-----Mensagem original-----
De: patellijr@embraer.com.br [mailto:patellijr@embraer.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 3 de novembro de 2005 07:36
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Etanol combustível: balanço e perspectivas
Agência FAPESP Divulgando a cultura científica
03/11/2005
Etanol combustível: balanço e perspectivas
Agência FAPESP - Para comemorar os 30 anos da criação
do Proálcool, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) promove
o seminário "Etanol combustível: balanço e perspectivas",
nos dias 16 e 17 de novembro, em Campinas, no interior de São Paulo.
O evento pretende debater as questões técnicas e políticas
da produção de álcool no Brasil e no mundo.
Entre as temáticas do encontro estão:
Planejamento energético e políticas para o setor sucroalcooleiro,
Experiências internacionais e perspectivas para a substituição
do petróleo Avanços tecnológicos nas áreas
agrícola e industrial, Análise de impactos econômicos
e ambientais do etanol combustível e Sustentabilidade na produção
e uso de etanol.
Mais informações: www.nipeunicamp.org.br/proalcool
-----Mensagem original-----
De: Telmo Heinen [mailto:telmoheinen@yahoo.com.br]
Enviada em: terça-feira, 1 de novembro de 2005 01:54
Para: J.W.Bautista vidal
Cc: abrasgraos@yahoogrupos.com.br
Assunto: Eleições CREA e CONFEA - Confie em Bautista Vidal!
Prezado Professor,
realmente tenho recebido propagandas da eleição para o CREA
mas não conseguiram me conscientizar da Eleição para
o CONFEA.
Tomei a liberdade de compilar os anexos em documento .pdf para melhorar
a distribução e a impressão.
Atenciosamente,
Eng.Agr.Telmo Heinen - Formosa(GO).
Prezados colegas - Vamos votar em J.W.Bautista Vidal para Presidente do
CONFEA. Dia 09/11/2005 Confie em Bautista Vidal! Consulte o currículo
do maior defensor das energias a partir da biomassa, do m u n d o!!!
Desenvolvimento nacional
é uma obra de engenharia
Entrevista com o professor J.W.Bautista Vidal, candidato à presidência
do CONFEA
O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) representa
mais de 900 mil profissionais em todo o País, agregados em Creas
distribuídos em 27 Estados da Federação. Trata-se
de uma autarquia federal com força de atuação legal
imensa, mas que na prática tem sido omissa no debate de temas vitais
vinculados à engenharia e ao desenvolvimento nacional, como a transposição
do rio São Francisco, a destruição do sistema elétrico,
a desnacionalização das reservas minerais, a utilização
dos recursos florestais, os transgênicos, a Lei das PPP, a defesa
da empresa nacional e de um projeto de desenvolvimento que privilegie
os fatores de produção que tornam o Brasil um país
competitivo no mercado internacional. O professor José Walter Bautista
Vidal, engenheiro civil e físico responsável pela implantação
no País do único programa de substituição
de derivados de petróleo com êxito mundial – o Pró-Álcool
-, diz que é necessário transformar o Confea em uma instituição
que exercite o seu poder de representação legítimo
e “comece a falar grosso com o Executivo, com o Congresso”
para valorizar as carreiras tecnológicas representadas pelo conselho
e, ao mesmo tempo, dar ao País um projeto nacional. “Essa
é a razão da minha candidatura e cada vez que aprofundo
a questão acho que essa mudança é absolutamente fundamental”,
diz ele. Aos 71 anos, autor de 16 livros sobre questões tecnológicas,
energéticas e de desenvolvimento, o professor Bautista Vidal é
um lutador pelas grandes causas do País e considera a sua candidatura
ao Confea uma missão para dar voz a categorias cujo papel precisa
ser necessariamente de protagonistas do desenvolvimento nacional.
Quais as conseqüências dessa inapetência do Confea em
tratar dos grandes temas nacionais, para o mercado de trabalho de engenheiros,
arquitetos e agrônomos?
O Confea é o órgão fiscalizador que agrega os conselhos
regionais – Creas - e fiscaliza o exercício profissional.
O conselho tem uma grande força legal porque age em nome do Estado.
É uma autarquia federal, mas fica nessa ação intramuros,
em vez de atuar na defesa dos engenheiros como categoria, no papel dos
engenheiros para o desenvolvimento nacional, no papel da empresa de capital
nacional - que em geral é o profissional de sucesso que se torna
industrial. Em contrapartida, o modelo econômico brasileiro é
dependente de tecnologias externas, das corporações internacionais.
Isso dá um poder enorme a essas corporações. O Confea
seria a organização para questionar isso, que significa
um mercado de trabalho imenso. Se você não elabora os pacotes
tecnológicos, perde milhares de postos de trabalho, os mais sofisticados,
porque os pacotes tecnológicos tomam todas as opções
na forma de produção, na matéria-prima, na forma
energética. Entregando isso a corporações internacionais,
o País abre mão das suas vantagens comparativas e delega
às corporações a decisão de fazer. E claro
que eles não vão fazer a nosso favor. Essa é uma
coisa de fundo que o Confea deveria estudar e protestar, agir para mudar
esse modelo dependente, um modelo colonial.
De que forma este modelo de dependência tecnológica afeta
o mercado de trabalho profissional?
O jovem engenheiro, por exemplo, se forma e passa cinco, dez, quinze anos
sem trabalhar. Os mais experientes, nas empresas estratégicas internacionalizadas,
são dispensados e substituídos por profissionais dos países
que compraram essas empresas. A Light, por exemplo, demitiu dois mil profissionais
brasileiros, substituídos por franceses. Eles querem, obviamente,
mercado de trabalho. Há quase um extermínio da categoria
dos engenheiros. E com essa política econômica que sonega
dinheiro aos investimentos e destina tudo para o superávit fiscal,
as empresas de capital nacional não evoluem ou nem são instaladas.
Como a empresa nacional vai competir pagando juros de 100% 150% ao ano,
quando a empresa americana paga 2%, a japonesa 0%? Tudo isso são
coisas que têm a ver com a profissão do engenheiro.
Quem produz riquezas deve organizar um projeto de desenvolvimento
O senhor afirma então que só é possível vislumbrar
alternativas no mercado de trabalho com um projeto de desenvolvimento
nacional?
Uma coisa é uma colônia que absorve tudo o que vem de fora:
os de fora controlam, esquematizam, definem as políticas e o Brasil
fica à mercê dessa influência colonial. Isso, o órgão
que representa os engenheiros, os agrônomos, os arquitetos, os técnicos,
não deveria permitir. Deveria protestar, pressionar o Executivo.
A Vale do Rio Doce, o maior patrimônio mineral do planeta, foi praticamente
doado a grupos externos. E os engenheiros ficaram calados. O Brasil tinha
um grande número de empresas, trabalhando no exterior, fazendo
centrais elétricas, estradas, infra-estrutura. Nos últimos
anos essas empresas praticamente desapareceram, porque as condições
impostas pela legislação não favorecem o empresário
nacional. Falta um órgão central que represente essas categorias
e que tome posição política, vendo causas e razões
e apontando os rumos.
E qual o papel dos engenheiros e das demais carreiras da área tecnológica
nesta tarefa de dotar o País deste projeto nacional de desenvolvimento?
Quando aceitei a missão de concorrer à presidência
do Confea, delegada por um grupo de profissionais eminentes, apresentei
duas condições: não fulanizar a eleição
e usar toda a potencialidade de conhecimentos da categoria para fazer
uma revisão das questões nacionais. A engenharia é
uma profissão que produz as riquezas. Os engenheiros conhecem os
recursos naturais do País. Então, trata-se de uma categoria
capaz de fazer uma revisão dessa atitude colonial que não
tem sentido a um País rico como o Brasil. E segundo, a minha condição
era fazer um projeto para o Brasil, que está perdido, não
tem um projeto nacional. Está à deriva, não valoriza
seus fatores de produção. O Brasil tem uma potencialidade
enorme de energias limpas. Entretanto, não as estimula. E isso
exige um órgão de certo poder representativo, legítimo,
que comece a falar grosso com o Executivo, com o Congresso. Essa é
a razão da minha candidatura e cada vez que aprofundo a questão
acho que essa mudança é absolutamente fundamental.
Debate corporativo condena os engenheiros à extinção
como categoria
Quais são os limites do debate corporativo?
O debate eminentemente corporativo está prejudicando a categoria.
Como exemplo temos esse desemprego, esse extermínio dos engenheiros.
Os geólogos já nem existem mais, não conseguem trabalhar
porque o Brasil internacionalizou as reservas minerais. Eles não
vão empregar brasileiros. Vão empregar os engenheiros deles.
Essa falta de posicionamento político está levando a esse
desprestígio da categoria dos engenheiros. Fizemos uma reunião
recente da turma em que me formei e levantamos quantos convites cada colega
teve para trabalhar assim que saiu da faculdade. O colega que menos recebeu
convites recebeu vinte. Hoje o engenheiro se forma, passa dez anos e não
consegue trabalho. Há um processo de decadência. Todos aqueles
ministérios antes ocupados por engenheiros, nas telecomunicações,
transporte, indústria e comércio, hoje vão para outros
profissionais. Os engenheiros estão sendo eliminados, desqualificados,
tornando-se uma categoria inferior. E o engenheiro é quem cria
a riqueza, constrói infra-estrutura, estradas, transportes, energia,
indústria, portos. O mesmo se dá com os agrônomos,
os arquitetos, geólogos e outras categorias ligadas ao sistema
Confea. Então, só se resgata a importância estratégica
desses profissionais com um projeto político para fazer com que
o Brasil assuma um papel competitivo no âmbito internacional. Isso
exigiria o posicionamento de um órgão com credenciais para
discutir com a sociedade e se posicionar contra coisas que são
ostensivamente contrárias ao Brasil.
E quais seriam as áreas estratégicas para este projeto?
O País tem oportunidades extraordinárias como essa de substituir
os derivados de petróleo no fim da era dos combustíveis
fósseis. O petróleo está acabando e toda tecnologia
montada depende de parâmetros nossos que não são levadas
em conta nos pacotes tecnológicos que impulsionam as indústrias.
Então é uma predestinação inglória
porque a engenharia, a arquitetura, a agronomia são carreiras cruciais
para o desenvolvimento do País, todas abandonadas, desprestigiadas.
Eu gosto do bom combate, da luta. Vamos procurar atrair as melhores cabeças
da engenharia, da arquitetura, da agronomia nacional para avaliar esses
equívocos e colocar as coisas nos seus devidos lugares. O engenheiro
hoje se forma e ganha um salário ridículo, incompatível
com a responsabilidade que tem. Por outro lado, sem a transformação
dos bens naturais em bem agregados, você participa com preços
irrisórios no mercado internacional. Isso significa enfraquecimento
do poder político. A gente sente necessidade de uma reformulação
profunda no Confea, para que ele represente de forma legítima 900
mil profissionais, opinando sobre essas questões. Isso dá
uma respeitabilidade intrínseca às categorias, que já
deveria existir.
Fragmentação enfraquece o poder político das categorias
do Confea
Por conta dessa inapetência do Confea, do enfraquecimento, há
uma tendência de fragmentação das várias categorias
ali representadas...
Como o órgão não se posiciona, não define,
não participa, não orienta, os profissionais começam
a ficar desgostosos. Veja como a OAB defende os interesses dos advogados.
E na engenharia e demais profissões afins não está
ocorrendo isso. Então, categorias inteiras como a Engenharia Civil,
que representa 40% da engenharia nacional, querem se agregar em uma instituição
própria. Os arquitetos querem criar a sua. É claro que eles
estão insatisfeitos, mas será que a separação
é coisa boa? Vai enfraquecer a todos porque você participar
de uma organização com esse número de profissionais,
é uma organização que pode ser muito poderosa. Mas
com esse sistema que está aí nunca os engenheiros, agrônomos
e arquitetos vão tem um papel relevante na história do Brasil.
E quais seriam as linhas gerais deste projeto nacional de desenvolvimento
e valorização profissional?
Não é um papel escrito, ditando regras. É uma dinâmica
de avaliar dentre os fatores de produção nacionais qual
a área em que o Brasil tem condições altamente competitivas?
Energia, por exemplo. Energia líquida. Evidentemente, o Brasil,
por ser um continente tropical e ter muito sol e água, tem condições
de produzir combustíveis substitutos de derivados do petróleo.
Essa é uma vantagem comparativa enorme. Então você
tem que privilegiar esse setor. Como tudo depende de energia, na hora
em que você tem energias próprias, de sua própria
nacionalidade, você começa a construir e usar essa energia
em todas as transformações. Um combustível extensivo
como o petróleo monta uma matriz de tecnologias ligadas a esse
combustível. Se o combustível não é mais o
petróleo, é o álcool, os óleos vegetais, você
tem que montar uma matriz completamente diferente. E ao montar essa matriz
você vai favorecer um outro fator importante que é o profissional
nacional. Você tem que dar prioridade ao profissional nacional.
Para isso você precisa de boas escolas, com professores treinados,
especializados. Não há tradição na engenharia
brasileira de estudar os problemas do país e se opor a uma invasão
externa enorme, colocar setores competitivos para ocupar o espaço
do mercado nacional. Se isso não for feito o Brasil se desnacionaliza
e se transforma em uma colônia dos países desenvolvidos.
Há uma necessidade de um Confea forte, capaz de selecionar tecnologias
vantajosas para nós e descartar as que nos colocam na dependência
externa. Só isso é uma mudança fundamental.
Desenvolver tecnologia nacional para competir no mercado internacional
Em que o desenvolvimento de tecnologia nacional melhora as condições
no mercado de trabalho?
O Brasil desenvolveu uma tecnologia sofisticada da aviação
e a Embraer é uma das maiores empresas mundiais. Aviões
médios e pequenos, mas os melhores. Isso acontece porque a Aeronáutica
desenvolveu uma tecnologia própria. Quando você usa tecnologia
dos outros, não consegue competir no mercado internacional. Para
competir você precisa dominar sua própria tecnologia. Esse
é um outro aspecto no qual eu pretendo atuar fortemente: reverter
para o Brasil essa reserva de mercado para o exterior das necessidades
tecnológicas das empresas brasileiras. Criar um mercado de trabalho
compatível e ter uma massa de engenheiros de alta capacitação
tecnológica. Se eles não trabalham na área, não
vão conquistar espaço importante. É importante que
o engenheiro se envolva na elaboração de tecnologia que
favoreça os fatores de produção abundantes. Isso
significa riqueza para o País.
O senhor já tem a experiência no desenvolvimento da tecnologia
do Pró-Álcool, por exemplo...
O programa do álcool é um sucesso mundial. O Brasil é
o único país até hoje que conseguiu montar um programa
de substituição dos derivados do petróleo. A Austrália
tentou, os próprios Estados Unidos tentaram e 27 anos depois o
único programa de alternativas ao petróleo é o brasileiro.
Isso significou um desenvolvimento tecnológico muito grande porque
o Brasil, ao conquistar este espaço em que ele é o melhor
do mundo, se credenciou a competir no mercado internacional. E ao competir,
criou mercado para si, se fortaleceu, desenvolveu tecnologia. O álcool
brasileiro é disparado o mais barato do mundo. Os custos da produção
chegam a ser metade do segundo colocado, que são os Estados Unidos.
O Brasil detém a melhor tecnologia de produção do
álcool. E agora vai acontecer o mesmo com relação
aos olhos vegetais. Então você começa a construir
uma Nação com um projeto próprio, com recursos naturais
próprios, o que enriquece a Nação e a torna poderosa.
Se você depende dos outros para tecnologia, você fica muito
vulnerável.
Qualificar os engenheiros é qualificar o país para a disputa
de mercados
Como o Confea pode ajudar a superar essa vulnerabilidade?
O marasmo é fruto do não exercício da tarefa. Quando
você não elabora os pacotes tecnológicos usados pelo
Brasil, perde todo o conhecimento que este exercício provoca. Temos
a melhor tecnologia do mundo na produção do álcool
porque somos um País que tem 360 usinas produzindo álcool.
Isso dá um domínio experimental enorme e permite ao Brasil
produzir esse álcool por metade do preço e até menos
do que os países hegemônicos conseguem. O modelo econômico
brasileiro é a grande falha para um sistema autônomo e competitivo.
Se você não desenvolve tecnologia, não consegue competir.
E quem é que desenvolve esta tecnologia? São os engenheiros.
Se você desqualifica os engenheiros, desqualifica o país
para ser competitivo. Isso tudo tem que ser revertido com políticas,
definições, autonomia, universidades de qualidade, um complexo
de atividades que o Brasil precisa ter para poder competir na produção
industrial e agrícola com vantagens em relação aos
outros.
Meu caro Paulo Cesar
O óleo de mamona é realmente um excelente lubrificante,
utilizado inclusive em motores aeronáuticos.
Provavelmente são-lhe misturados anti-oxidantes e outros aditivos.
Antigamente era utilizado como verniz, pelo fato de oxidar e endurecer
rapidamente em contato com o ar.
De qualquer forma, o óleo de mamona é nobre demais para
ser utilizado como combustível, o que atesta inclusive seu alto
valor comercial, além de que os biolubrificantes e a bioquímica,
são igualmente essenciais, num mundo sustentável, tal como
os biocombustíveis.
E mais, um litro de óleo lubrificante custa historicamente 5 vezes
mais do que um litro de combustível.
Então a mamona é melhor empregada se transformada em óleo
lubrificante ou em matéria prima para a bioplastiquímica.
Na realidade, todos os óleos vegetais tem propriedades lubrificantes,
e o proprietário da empresa alemã www.biocar.de tem um Astra
- Opel (GM) que funciona com óleo de canola, e este óleo
virgem, antes de ir para a bomba injetora, passa pelo cárter e
é também utilizado como óleo lubrificante.
Sem aditivos, a alta temperatura por tempo prolongado no carter, resulta
na polimerização dos óleos vegetais, tornando-os
rígidos e imprestáveis para uma lubrificação
convencional.
Quanto a motores de ciclo Otto, os óleos vegetais não lhes
servem como combustíveis, pois falta-lhes pressão e temperatura
de combustão.
Para ilustrar um pouco a maneira de pensar e agir, logo abaixo acrescentei
um texto intitulado "O medo da inteligência" que ilustra
muito bem o fato de que em nossos postos chaves geralmente encontramos
nulidades corruptas, enquanto seres idôneos e capazes são
tratados como dementes.
Por exemplo, o candidato a presidente do CONFEA, o fantástico Bautista
Vidal, ao qual o "sistema" CONFEA - CREA não forneceu
nem os endereços dos engenheiros inscritos, não tem como
entrar em contato com todos os engenheiros eleitores para a votação
agora do dia 09 de novembro de 2005, que sequer sabem que ele é
candidato, e quiçá o que ele representa e fez pelo Brasil.
Assim, sem desmerecer a qualidade dos outros candidatos, o Brasil está
fadado a deixar de ter no posto máximo da engenharia, um nacionalista
verde e amarelo, brigão, que irá inserir a engenharia em
seu devido local na construção de um Brasil justo e eficaz
para o povo, e não para a oligarquia.
O mesmo descalabro verificamos em todos os eventos sobre Biocombustíveis
Brasil afora, onde o Papa da Bioenergia mundial não é convidado,
e onde falam apenas pelegos institucionais, sem capacidade prática
e teórica, e só se discursam asneiras do tipo: hidrogênio
verde, células combustíveis, liquefação de
biomassa gaseificada, biodiesel, flex, etc. Só falta mesmo estes
catedráticos inventar e estimular a biogasolina... enquanto nehum
fabricante de motores é obrigado a produzir puros e econômicos
motores a álcool ou a óleos vegetais.
Também acrescentei mais um artigo, que corrobora com o acima citado,
e com o que divulgo faz muito tempo: Que nossos criminosos dirigentes
imediatistas são tão estúpidos, a ponto de agora
se gerar energia elétrica em porcas termoelétricas a Diesel
fóssil aqui no Brasil, enquanto os "ambientais" denigrem
a imagem de nossas fantásticas e cobiçadas hidroelétricas.
Francamente, somente falcatruas em que os mensalões são
meras poças de água, explicam tal putaria em oceanos lamacentos.
E claro é que as imundas termoelétricas fósseis não
necessitam de "licenças ambientais" esdrúxulas,
tal qual as nossas espetaculares hidroelétricas.
E sequer se cogita a ENEREDE, aliás ontem novamente demonstrada
a um ex-presidente do CREA - SC, ex-professor universitário de
circutos de comando, doutor engenheiro eletricista, e que ficou de bôca
aberta com a simplicidade e a segurança intrínseca da aqui
desconhecida e proibida geração assíncrona distribuída.
Meu caro Sebastião
O Dendê é ainda a oleaginosa de maior produção,
como descrito no texto da Embrapa abaixo, mas certamente a pesquisa de
outros vegetais e animais, podem resultar em produções ainda
maiores, como por exemplo em algas.
Estamos patinando nos primórdios da era da Bioenergia, graças
à teimosia fossilizada de nossos "especialistas" cegos,
verdadeiras nulidades acadêmicas, e repetindo e perpetuando os mesmos
erros do início do proálcool.
Ainda hoje é proibido ao pequeno produzir e vender álcool
de maneira sustentável. Ainda hoje nenhum pequeno usineiro pode
vender sua energia elétrica para as concessionárias. Ainda
hoje, nenhum brasileiro confia no abastecimento seguro do álcool.
Pena que a "Inteligentzia" mundial insiste no tema biodiesel
e a nossa, a imita feito macacos amestrados.
É tão difícil de entender que é um absurdo
fazer biogasolina, quando se deve fazer eficientes motores a álcool?
Com a queda do agronegócio e a elevação do prêço
dos porcos fósseis, tem muito agricultor utilizando óleo
vegetal em motores não adaptados.
Isso é como tacar álcool em motores a gasolina não
adaptados.
O que custa ao MCT - Ministério de Ciência e Tecnologia,
tirar a bunda da cadeira, trabalhar no que lhe é a função,
e certificar os óleos vegetais combustiveis? Já que o MME
- Ministério das Minas e Energia, suas estatais e congêneres
demonstram não ter ninguém qualificado para tal, estando
todos embasbacados pelo mais caro, mais pelego, mais complicado e desnecessário
Bioediesel.
Que falta faz o Bautista num órgão de comando.
Meu caro Telmo
Até que enfim outra voz, afora o imbecil Bush, alerta que o protocolo
de Kioto é uma papagaiada.
Embora seja farinha do mesmo saco, o Blair parece ser um pouco menos orelhudo
que seu chefe Bush.
É evidente que o saldo real de Kioto é, e sempre será
negativo, ou seja, aumenta a concentração de carbono no
ar, isso é ululante como 2 + 2 = 4.
Um novo acordo não poderá ser baseado em negociata de carbono,
nem poderá deixar nehum país de fora. Todos somos responsáveis
pelo emporcalhamento do planeta.
No lugar de negociata, tem de haver redução compulsória
de emissão, elementar.
E quem mais polue, mais tem de reduzir. Óbvio.
E a maneira mais racional de reverter o efeito estufa é o uso da
"carbono seqüestrante" Bioenergia no lugar da porca fóssil.
Simples.
E jornalista ou ambientalista que espalha merda do tipo: "hidroelétrica
gera metano", tem de ir pro paredão, ou ser enfiado numa latrina,
publicamente, em dia de sol, e sem ventilador.
Antiabobalhantes Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação autorizada e desejável.
“A hipocrisia das leis é proporcional à ignorância
do povo" - Fendel
-----Mensagem original-----
De: Telmo-Yahoo [mailto:telmoheinen@yahoo.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 31 de outubro de 2005 17:54
Para: Thomas Renatus Fendel
Cc: Cydagama
Assunto: Blair quer Novo Protocolo de Kioto...
Blair pede novo 'Kyoto' contra aquecimento global
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, admitiu que o protocolo
de Kyoto não está funcionando e pediu um novo acordo internacional
para combater o aquecimento global.
Em artigo publicado neste domingo pelo jornal The Observer, de Londres,
Blair disse que, para que um novo acordo funcione, precisa incluir os
Estados Unidos, que são os maiores emissores de gases poluentes
do mundo, mas optaram por não ratificar o protocolo de Kyoto.
Os comentários foram feitos antes de uma conferência sobre
mudanças climáticas em Londres na terça-feira.
Para Blair, um eventual novo acordo precisa também impor restrições
às emissões de China e Índia, os dois países
mais populosos do mundo, hoje isentos pelo protocolo de Kyoto por serem
considerados países em desenvolvimento.
Aquecimento global
Produzido em 1997 durante uma conferência ambiental mundial no Japão
e assinado por 141 países, o protocolo de Kyoto estabelece metas
de redução das emissões de gases poluentes os quais,
acredita-se, sejam responsáveis pelo aquecimento global. O protocolo
vence em 2012.
O premiê britânico diz que o acordo assinado na década
passada claramente não está funcionando.
Para Blair, o problema com o atual debate sobre mudanças climáticas
é o mesmo que tanto prejudica a política internacional –
uma relutância em enfrentar a realidade e a ação prática
necessária para lidar com os problemas.
O presidente dos EUA, George W. Bush, se recusou a ratificar o tratado
de Kyoto por considerar seus custos muito altos para a economia americana
e pelo fato de que os países em rápido desenvolvimento não
são atingidos pelas exigências de cortes nas emissões.
Para Tony Blair, a conferência em Londres nesta semana será
crucial na luta contra a mudança climática.
----Mensagem original-----
De: Sebastiao [mailto:skengen@terra.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 31 de outubro de 2005 09:40
Para: 'Fendel'
Assunto: ENC: [redeflorestal-br] noticias e oportunidades 30 / 10
-----Mensagem original-----
De: redeflorestal-br@yahoogrupos.com.br
[mailto:redeflorestal-br@yahoogrupos.com.br] Em nome de bantel@ig.com.br
Enviada em: domingo, 30 de outubro de 2005 16:46
Para: newslettersbef@grupos.com.br; newslettersbef@yahoogrupos.com.br;
ameef@grupos.com.br; cdsbef@grupos.com.br; sbefdir20022006@grupos.com.br;
redeflorestal-br@yahoogrupos.com.br
Assunto: [redeflorestal-br] noticias e oportunidades 30 / 10
Agora A Embrapa Que Transformar Dendê Em Combustível
Mais Emprego e Renda
De acordo com estudos realizados pela Embrapa, o Brasil possui o maior
potencial do mundo para a produção de biodiesel a partir
do dendê: nada
menos do que cinco mil litros de combustível por hectare ao ano.
Além disso, cada 720 mil hectares plantados com a cultura permitem
assentar 140 mil famílias, gerando emprego e renda. Este é
o caminho que vem sendo trilhado pela Embrapa Amazônia Ocidental
- ww.cpaa.embrapa.br . "O objetivo do projeto é usar estrategicamente
os conhecimentos em ciência e tecnologia como alavanca da melhoria
qualidade de vida das localidades isoladas, por
meio da geração de energia elétrica a partir do dendê
cultivado na região" explica a pesquisadora Dra. Aparecida
Claret de Souza, chefe-geral da Unidade.
Para dar sustentabilidade ao programa, está previsto ainda o plantio
de dendezeiros (intercalados com culturas anuais e semiperenes) e instalação
de uma mini-usina extratora de óleo com capacidade de processamento
de 0,5 tonelada de cachos/hora, assim como uma unidade de biodiesel, beneficiando
45 famílias com cerca de 2,5 hectares cada. Será feito estudo
do impacto
ambiental causado pela implantação da usina, cujo biodiesel
produzido passará por análises físico-químicos,
para se saber se está dentro das especificações a
Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Fonte: Folha da Embrapa, setembro/2005
Dendê e a ecologia
A cultura do dendê é hoje, uma das mais importantes atividades
agro-industriais das regiões tropicais úmidas e poderá
no futuro, desempenhar papel ainda mais importante, por ser uma excelente
fonte geradora de empregos no meio rural. Ao mesmo tempo, é considerada
uma cultura com forte apelo ecológico, por apresentar baixos níveis
de agressão ambiental, adaptar-se a solos pobres, protegendo-o
contra a lixiviação e erosão e "imitar"
a floresta tropical. A dendeicultura tem ainda, a capacidade de ajudar
na a restauração do balanço hídrico e climatológico,
contribuindo de forma expressiva na reciclagem e "seqüestro
de carbono" e na liberação de O2.
Sendo uma planta perene e de grande porte, o dendê quando adulto,
oferece um perfeito recobrimento do solo, podendo ser considerado um sistema
de aceitável estabilidade ecológica e baixos impactos negativos
ao ambiente. A produção da planta inicia 3 anos após
o plantio e sua produção é distribuída ao
longo do ano, por mais de 25 anos consecutivos.
Neste contexto, o dendê é tido como uma das poucas opções
agrícolas que pode tornar realidade o desenvolvimento sustentável,
com ganhos ambientais, econômicos e progresso social, desde que
disponha de uma política governamental que viabilize a dendeicultura.
De fato, talvez seja uma das poucas opções agrícolas
com rentabilidade assegurada e com vocação para a conservação
ambiental. Este último aspecto, como conseqüência da
utilização contínua das terras por 25 anos ou mais,
e pelo atendimento das necessidades básicas da população
que normalmente sobrevive da agricultura itinerante ou do extrativismo
madeireiro, ambas atividades, de considerável capacidade de destruição
da floresta, sem nenhuma geração de riqueza ou bem estar
social.
Por este conjunto de características, a dendeicultura apresenta
excelente desempenho como atividade âncora em programas de interiorização
e fixação do homem ao campo, em projetos de reforma agrária,
colonização, cooperativas e outros modelos de desenvolvimento
rural, com comprovados benefícios econômicos, sociais e ecológicos.
Para a expansão da dendeicultura, o Brasil conta com ampla disponibilidade
de áreas:
• em regiões apresentando condições edafoclimáticas
altamente favoráveis ao desenvolvimento da planta, como a Alta
Amazônia, estimados em 70 milhões de hectares. Todavia, esta
área é coberta de floresta primária, não alterada,
consequentemente, com elevado grau de dificuldade para ser incorporada
à agricultura e até mesmo não recomendável
de imediato, pela total ausência de qualquer infraestrutura social
na reagião.
• em regiões climaticamente favoráveis e onde o desenvolvimento
da cultura já é uma realidade, como nos Estados do Pará
e Bahia;
• regiões com ligeiras limitações climáticas
e tradicionalmente não recomendadas, mas que mediante práticas
especiais de manejo como irrigação, poderão ser utilizadas
com excelentes produtividades. É o caso das áreas já
desmatadas da pré-Amazônia. Estima-se atualmente em 40 a
60 milhões de hectares a área já desmatada na Amazônia,
sendo que grande parte desta se encontra abandonada após um curto
ciclo de exploração.
• áreas de cerrados na Amazônia e áreas dos
perímetros irrigados ou irrigáveis do Nordeste, Tocantins,
Maranhão, Mato Grosso e de outras regiões.
Pode-se concluir que existem diversos aspectos favoráveis à
expansão da dendeicultura na região amazônica e no
País:
• Ampla disponibilidade de áreas, em condições
ecológicas apropriadas à cultura. Baixo custo da mão-de-obra;
• Imperiosa necessidade de geração de empregos, de
interiorização e fixação de mão-de-obra
no meio rural;
• Atividade agroindustrial de comprovada viabilidade técnica,
econômica, social e ecológica na região Amazônica;
• Atividade de base, de assegurada viabilidade e sucesso em programas
de colonização, reforma agrária e assentamento em
diversas regiões do mundo;
• Cultura com impactos econômicos, ecológicos e sociais
positivos, para reaproveitamento e valorização de áreas
degradas na Amazônia.
• Reais possibilidades técnicas e de mercado, para ocupação
de grandes áreas e promoção de grandes impactos econômicos
e sociais positivos, nas regiões alvo.
Fonte: Embrapa Amazônia Ocidental
www.cpaa.Embrapa.br
-----Mensagem original-----
De: PAULO CESAR DE SOUZA MARTINS [mailto:pcsolar@gmail.com]
Enviada em: quinta-feira, 27 de outubro de 2005 11:21
Para: Bioenergia
Assunto: Re: [Bioenergia-l] RES: Morte do BIODIESEL e Renascimento do
PRO-ÓLEO: Candidatura de Bautista Vidal à Presidencia do
Brasil e do CONFEA
Se poderia usar o óleo de mamona como oleo lubrificante de motor??
um amigo meu o utilizou num chevette e não teve problemas, vcs
especialistas tem fundamento??? segundo o meu amigo o motor tve um desempenho
bom, senão ótimo.
há possibilidade de usdar o óleo vegetal em motores de ciclo
otto??? ou só nos motores a diesel???
um abraço a todos
Paulo Cesar
Artigo:
O MEDO CAUSADO PELA INTELIGÊNCIA
Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar seu discurso
de estréia na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho
parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu primeiro desempenho
naquela assembléia de vedetes políticas. O velho pôs
a mão no ombro de Churchill e disse, em tom paternal:
- "Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante
neste seu primeiro discurso na Casa. Isso é imperdoável.
Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado
um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado,
no mínimo, uns trinta inimigos. O talento assusta."
Ali estava uma das melhores lições de abismo que um velho
sábio pôde dar ao pupilo que se iniciava numa carreira difícil.
A maior parte das pessoas encasteladas em posições políticas
é medíocre e tem um indisfarçável medo da
Inteligência. Isso na Inglaterra. Imaginem aqui no Brasil. Não
é demais lembrar a famosa trova de Ruy Barbosa:
"Há tantos burros mandando
em homens de inteligência,
que, às vezes, fico pensando
que a burrice é uma Ciência."
Temos de admitir que, de um modo geral, os medíocres são
mais obstinados na conquista de posições. Sabem ocupar os
espaços vazios deixados pelos talentosos displicentes que não
revelam o apetite do poder.
Mas é preciso considerar que esses medíocres ladinos, oportunistas
e ambiciosos, têm o hábito de salvaguardar suas posições
conquistadas com verdadeiras muralhas de granito por onde talentosos não
conseguem passar.
Em todas as áreas encontramos dessas fortalezas estabelecidas,
as panelinhas do arrivismo, inexpugnáveis às legiões
dos lúcidos. Dentro desse raciocínio, que poderia ser uma
extensão do "Elogio da Loucura", de Erasmo de Roterdan,
somos forçados a admitir que uma pessoa precisa fingir de burra
se quiser vencer na vida. É pecado fazer sombra a alguém
até numa conversa social.
Assim como um grupo de senhoras burguesas bem casadas boicota, automaticamente,
a entrada de uma jovem mulher bonita no seu círculo de convivência,
por medo de perder seus maridos, também os encastelados medíocres
se fecham como ostras à simples aparição de um(a)
talentoso(a) jovem que os possa ameaçar. Eles conhecem bem suas
limitações, sabem como lhes custa desempenhar tarefas que
os mais dotados realizam com uma perna nas costas... Enfim, na medida
em que admiram a facilidade com que os mais lúcidos resolvem problemas,
os medíocres os repudiam para se defender. É um paradoxo
angustiante.
Infelizmente, temos de viver segundo essas regras absurdas que transformam
a inteligência numa espécie de desvantagem perante a vida.
Como é sábio o velho conselho de Nelson Rodrigues... -
"Finge-te de idiota, e terás o céu e a terra, mas cuidado
com aquele que
finge não ser um idiota...".
País opta por energia cara e poluidora
Com dificuldade em conseguir licenças ambientais para hidrelétricas,
governo e investidores se voltam para usinas termoelétricas
No País com o maior potencial hídrico do mundo, as usinas
termoelétricas podem ser a saída para evitar uma possível
crise de abastecimento de energia. Com dificuldades para obter a licença
ambiental prévia das hidrelétricas, o governo voltou as
atenções para a eletricidade gerada a partir do óleo
diesel, óleo combustível, gás natural e carvão,
cuja energia é mais cara e o processo de produção
mais poluidor.
Até a semana passada, a Empresa de Pesquisa Energética
(EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia, havia protocolado
166 térmicas interessadas em participar do leilão de energia
nova, marcado para 16 de dezembro. Juntas, elas teriam capacidade para
gerar 47 mil megawatts (MW) de energia. Enquanto isso, apenas 44 hidrelétricas
e 23 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) estavam na lista para
disputar o leilão.
Entre elas, estão as 13 usinas que ainda serão concedidas
ao mercado e as unidades que foram licitadas no governo passado e não
tinham contrato de venda de energia até a publicação
do novo modelo do setor elétrico. Algumas já estão
em funcionamento e outras em construção. Mas há também
aquelas que continuam no papel por causa dos problemas ambientais. Das
concessões que serão dadas neste ano, apenas cinco têm
licença ambiental.
As demais, se não conseguirem autorização até
6 de dezembro, ficarão fora do leilão. Essa regra vale para
todos os empreendimentos que participarão do evento, sejam térmicas
ou hidrelétricas. O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim,
ressalta, no entanto, que as usinas protocoladas ainda passarão
por uma análise e somente participarão do leilão
se forem competitivas.
Além disso, as térmicas devem funcionar como complemento
às hidrelétricas existentes. Ou seja, funcionariam em momentos
críticos. As empresas receberiam uma receita fixa para remunerar
o investimento. Mas se houver necessidade de a usina entrar em operação,
o governo (leia-se consumidor) pagará o combustível. Para
especialistas, os problemas de abastecimento já começariam
em 2009, por causa da paralisia nos investimentos, e exigiriam a entrada
em operação das térmicas. Apesar disso, o governo
descarta a possibilidade de uma nova crise, como a que levou ao racionamento
em 2001.
GÁS
Na avaliação do diretor do Departamento de Infra-Estrutura
da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp),
Luiz Gonzaga Bertelli, de repente surgiram dois mundos diferentes: um
sem crises, desenhado pelo governo, e outro cheio de incertezas. Ele é
cético quanto às garantias apresentadas: "O governo
estava fazendo seu planejamento em cima de térmicas a gás,
embora ninguém mais ignore a falta de oferta do combustível."
Por esse motivo, o governo quer levantar a bandeira de termoelétricas
bicombustíveis, movidas a gás natural e diesel, por exemplo,
completa Flávio Neiva, presidente da Associação Brasileira
das Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage). Ele alerta
que, além do custo elevado do diesel, o País não
tem logística para entregar o combustível. De acordo com
os dados da EPE, 76 térmicas movidas a óleo diesel e 62
a óleo combustível foram protocoladas para participar do
leilão.
"Há uma inundação de candidatos com as energias
mais poluidoras possíveis", reclama o vice-presidente da Associação
Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace), Eduardo
Carlos Spalding. Do ponto de vista de competitividade, acrescenta, o País
está dando um tiro no pé.
Segundo o executivo, as 17 hidrelétricas escolhidas pelo governo
para licitar neste ano não são os melhores aproveitamentos
do País. Quatro delas já foram até descartadas do
leilão por causa das dificuldades ambientais. "Ou tornamos
viável o inventário de usinas boas e grandes, ou teremos
de encher o País de térmicas", avalia.
Na opinião do professor da Coordenação dos Programas
de Pós-graduação de Engenharia da Universidade Federal
do Rio de Janeiro (UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa, ex-presidente da Eletrobrás,
o problema é que não deu certo a determinação
do governo de obter licenciamento prévio de hidrelétricas
antes das concessões. "Temos uma pressão ambiental
muito forte e que precisa ser solucionada, senão corremos o risco
de ficarmos sem luz", afirmou, ressaltando que os órgãos
ambientais estão fazendo o papel deles.
Indagado se está no grupo dos especialistas que acreditam em racionamento
a partir de 2009, Pinguelli responde que não: "Estou entre
os especialistas que pensam que o País terá problemas de
energia já a partir de 2008". Mas ele afirma que isso dependerá
do cenário econômico. Uma melhora na renda da população,
diz, tem impacto imediato no consumo de energia elétrica. Isso
porque as pessoas passam a comprar mais eletroeletrônicos.
Para Pinguelli, o governo precisa começar a pensar nas grandes
hidrelétricas, como as do Rio Madeira e Belo Monte, no Rio Xingu.
Mas, nos dois casos, as licenças ambientais são grandes
obstáculos à construção
|