OUTUBRO
/ 2006
JORNAL BIOCOM 21
Meu caro Miguel
Muito obrigado pelo envio do artigo sobre a bobagem que é o mercado de carbono.
Como pode ter gente boa envolvida com esta negociata?
Recomendo a leitura, não só do prefácio abaixo, como também do livro completo (em inglês) no endereço mencionado.
Esta foto é do posto de óleo de canola de meu bioamigo alemão Andreas Tornow.
A pá carregadeira (a óleo vegetal) transporta as sementes de canola. O carro Mercedes está sendo abastecido a óleo virgem. O caminhão tanque leva óleo vegetal prensado a frio e filtrado, para um cogerador que fornece calor e energia elétrica para um hospital, sendo o excedente vendido à concessionária.
Saliento ainda que os tratores deste visionário empresário, foram os 2 primeiros a participar do pioneiro programa oficial alemão dos "100 tratores a óleo de canola".
Meu caro Fernando
O mercado de carbono realmente é algo inusitado, senão medíocre, conforme acima (e abaixo) tratado.
Seria muito melhor e efetivo investir em bioenergia e energia elétrica renovável.
Meu caro Pastor Fuchs
Obrigado pelo envio do artigo (endereço) que trata sobre as diferenças entre o óleo de soja e o de canola, aliás canola é colsa transgênica.
Resumindo: O óleo de soja apresenta 32% a mais de ácido linoleico que o de canola, resultando em uma maior quantidade de cadeias insaturadas, que tem como conseqüencia uma maior instabilidade do óleo de soja e uma maior polimerização à alta temperatura, ou seja, maior incrustração nos motores. Idem resultando em maiores polimerizações no óleo lubrificante, problema que não se resolve com a adição dos aditivos oxiestabilizantes BHT.
Disso resulta também que o bioDUMKOPFFdiesel de soja é mais instável que o de canola.
Taí um problema a ser resolvido pelos químicos... e que nada tem a ver com a tal mal falada e inocente glicerina combustível...
Meu caro Luís Fernando
Temos que declarar guerra ao bioDUMKOPFFdiesel, temos que desmascarar esta farsa.
O problema é lutar contra a "moral" estabelecida, contra o governo, contra a mídia, contra o corporativismo, contra a mentira, etc.
A estória dos aditivos me parece bem razoável, aliás, se o bioDUMKOPFFdiesel tem de ser aditivado, por que não também o OVN qualificado?
De qualquer forma, a nação que contemplar um programa, um canetaço, que acrescente 20% de OVN qualificado ao Diesel fóssil, vai sair mais que 10 vezes na frente de nosso pífio, problemático, caro e abobalhado B2.
Meu caro Oscar
Enquanto a Argentina vai pra frente... nossotros vamos para trás... pois como vc muito bem analisou em outros comunicados, se fizermos o comparativo em Euros, nosso (Brasil) crescimento é negativo.
Pobres de nossos jovens, cuja única opção é cair fora, clandestinos e sem direito à cidadania "estrangeira".
Meu caro Luciano
No gráfico abaixo, temos os valores em Euros, pagos na Europa por cada Megawatt elétrico.

Para comparação, na minha indústria de fundo de quintal, aqui no Brasil, pago 156 Euros pelo MWh, ou seja, pagamos aqui mais do que desembolsa a média da população européia.
E mesmo assim a energia aqui é muito barata... só se economiza em época de apagão.
Imaginemos então o desperdício na Europa e EUA... onde o salário é dez vezes superior ao nosso...
Muito boa a comparação em teu estudo com o sanduíche, dá uma idéia um pouco melhor deste criminoso disparate.
E vc nem comentou que por aqui a energia eletrointensiva custa apenas 15% do valor que nós, mortais eleitores enganados, pagamos.
Meu caro Cabrini
Não se deixe enganar pelos afoitos pseudo-especialistas.
Não adianta fazer hidrogênio de biomassa, nem de etanol, metanol, etc. Aliás, nem da água, e de coisa nenhuma.
Para vc ter uma idéia a respeito, considere que um litro de óleo vegetal contém 110 gramas de hidrogêni útil, conquanto um litrro de hidrogênio líquido, resfriado a -253 graus centígrados, (quase a temperatura do zero absoluto, a menor temperatura possível de ser feita ou existente), contém apenas 81 gramas de hidrogênio.
Isso mesmo. Qualquer combustível tem mais hidrogênio útil do que o próprio H2 liquefeito.
Outro número: Um litro de OVN contem 9200 kWh de energia útil = poder calorífico, enquanto um litro de H2 líquido contém apenas 2670 kWh, a um custo centenas de vezes superior, e sem contar a energia necessária para sua produção, que é muito maior do que seus míseros 2670 kWh, em pelo menos umas 4 vezes...
Meu caro Charles
Não é recomendável fazer uma serpentina ao redor do escapamento do motor, para aquecer o óleo vegetal, pois as temperaturas podem chegar a 300 C, o que pode acarretar o craqueamento e a polimerização do OVN.
Quanto ao acrescimo do óleo no carter, é devido à queima incompleta do OVN, geralmente acompanhado de fumaça branca no escapamento. Por isso deve-se aquecer o motor com Diesel, para só então mudar para o OVN.
Não é nada bom deixar o nível do carter subir, pois o OVN reage com o óleo lubrificante fazendo sua polimerização, ou seja, ele vai se tornando cada vez mais grosso e deixa de funcionar como lubrificante, estragando o motor.
A temperatura ideal do OVN qualificado combustível deve estar na faixa de 80 a 100 graus centígrados, e para isso é necessário que a válvula termostática esteja em ordem. Aliás, os OVN requerem que os motores estejam em boas condições de uso.
Meu caro Johanson
As questões levantadas sobre os consumos de energias e de água, para produzir bioenergias, até parecem polêmicas.
Cada "especialista" tem a sua visão centrada, míope e geralmente falta considerar o todo, pois em noventa e tantos porcento dos casos, analisam somente questões pontuais, isoladas, resultando em besteiras como hidrogênio, células combustíveis, mercado de carbono, combustíveis sintéticos, etc.
Tentamos imitar a natureza e esquecemos que ela trabalha de graça a pelo menos 650 bilhões de anos.
O que produz o álcool não são as destilarias, e sim as bactérias que comem e fermentam a guarapa, açucares que por sua vez foram produzidos pela mágica e espetacular fotossíntese a partir do CO2 atmosférico e H2O subterrâneo, em cada folhinha verde.
O homem apenas e somente separa o álcool do môsto, o melado da cana... e isso, mal e porcamente, devido à sua ignorância e ambição.
Quanto à água...
Dias destes li que um "cientista" está fazendo uma capa de poliqualquercoisa para impedir a evaporação da água em vertedouros de represas...
Esquece este "técnico" que antes da represa havia quedas, ou que quando a água passa pelas turbinas ela não evapora.
Que mal há em evaporar água? pelo contrário, favorece a necessária chuva, nuvens, vida...
A mesma discussão estéril e infecciosa está ligada ao consumo de água por plantas, em especial o eucalipto.
Vegetais bebem água, que ótimo, grande parte da água evapora, recicla, purifica...
A água não desaparece num tronco de árvore, o que não evapora vira vital oxigênio atmosférico e parcialmente hidrocarbonetos, que "engordam" o próprio vegetal.
Mesmo xixi é algo útil às plantas. Experimente urinar numa grama cortada durante 50 anos... ela agradesce imediatamente crescendo muito mais viçosa no local "abençoado".
Quanto ao consumo energético...
Nos EUA, que produz mais etanol que o Brasil, a partir do milho subsidiado, os cálculos dos doutores resultam em saldo negativo de energia, ou seja, gasta-se mais kW ou kcal em fósseis do que a energia obtida. Esquecem estes letrados que além do álcool, no mesmo processo produzem grande quantidade de ração animal; que a destilação não necessita ser com combustíveis fósseis, que o ideal é a agrofloresta, que microdestilarias são até mais eficientes, que o ganho dos pequenos é distribuído, que as máfias do agronegócio são desnecessárias para as culturas orgânicas, que árvores oleaginosas produzem por 50 anos, que o grande inimigo das energias descentralizadas é o corporativismo junto à obceção política governamental.
O mencionado processo Fischer-Tropsch é uma piada... essa "segunda-fase" só é real na cabeça dos catedráticos. Serão necessários 120 vagões de bagaço, mais insumos externos, e mais um monte de outras coisas, prá se fazer apenas um vagão de óleo sintético... Muito mais eficiente é fazer o gasogênio... de 50 anos passados... e enquanto se preocupam com a água que a natureza recicla de qualquer forma, não valorizam os gases oriundos dos ainda rudimentares processos de carvoejamento vegetal.
O sucesso do etanol não provém das arcaicas usinas, do insustentável agronegócio, dos ineptos centros de pesquisa, das políticas corruptas, e muito menos da preguiçosa indústria automobilística.
O motivo real do sucesso do Proálcool foi o canetaço promovido pelo Bautista Vidal, que obrigou todos a engulir o álcool do jeito que é, e não permitindo, mesmo inconscientemente, que fizessem biobobagasolina do nosso cobiçado etanol, ...embora ainda hoje existam patetas querendo fazer H2 de nosso fantástico álcool...
Portanto, já que fui inquirido, sugiro ao colega do teu amigo, negligenciar as questões menores como água, energia e carbono referente à bioenergia, pois procedendo de maneira equilibrada, racional e sustentável, o saldo disso tudo é automaticamente muito favorável. O que importa mesmo é mecher nas estúpidas leis e questões políticas. Por exemplo, até hoje aqui no Brasil é proibido o pequeno produzir e vender álcool. Até hoje é proibido ao pequeno injetar energia elétrica nas redes. Até hoje, o eletrointensivo paga 7 vezes menos pelo kW que os assalariados. São estas as questões relevantes, ...e mesmo assim, ainda conseguimos ser exemplo.
Imagina só o sucesso da bioenergia nos países latinoamericanos, que não estão sujeitos ainda a essas políticas estúpidas...
Meu caro Evandro
Fantástico o filminho dos "caçadores de mitos" que mostra o uso de óleo de fritura como combustível.
Claro que para uso regular, mesmo no motor de injeção indireta da Mercedes mostrada, além de filtrar é necessário neutralizar os OVF (óleo vegetal de fritura), e aditivá-los para que permaneçam estáveis.
Como margarina é óleo vegetal saturado, pode ser que seja um ótimo combustível refinado e qualificado, em motores adaptados...
Meu caro Trigger
O geólogo que vc viu na TV é meu grande e iluminado bioamigo Marcelo Guimarães de MG.
Além de defender incansavelmente as microdestilarias de álcool a muitas décadas, ele é um especialista em fixação natural do nitrogênio (nao hidrogênio) na cana de açúcar, diminuindo consideravelmente a necessidade de adubação química, como ele mesmo demonstra em sua fazenda, onde os nutrientes da bioenergia circulam em circuito fechado, ou seja, apenas tem de ser repostos os nutrientes exportados pela carne e pelo leite das vacas que saem da fazenda, pois o álcool apenas contém C, H e O; oriundos do ar e da água.
Planta piloto da Dedini produz etanol celulósico a partir de
bagaço de cana; mas não há prazo para operação comercial
http://www.inovacao.unicamp.br/report/news-dedini.shtml
Se a produção de etanol adicional for via bactérias, micróbios, larvas, inclusive oriundas de eventuais genomas artificiais, tudo bem. Se for via processos mecânicos, químicos ou físicos "humanos", é bobagem, vai requerer muita energia externa.
George W. Bush comprou terras próximo ao Pantanal, diz site:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u100780.shtml
E com certeza vai plantar dendê... enquanto seus patrícios pesquisam H2, synfuel, etc.
Aditivo para OVN, que dispensa kit, transesterificação, etc...
http://www.dieselsecret.com
Neste portal, não achei nada sobre "vida do motor".
Há quase 1 ano, um alemão de nome Bernardo, que não me parecia muito confiável, radicado em Anápolis - GO e depois em BH - MG dizia possuir a fórmula de aditivo alemão semelhante... e depois de 2 horas de aula que lhe proferí sobrte filtragem, pressão e vácuo, ele me "recomendou" procurar detalhes sobre seu aditivo na internet...
O mesmo papo do aditivo (feito de veneno de cobra?) tem um argentino de nome Marcos Campos... (que também vende máquinas para bioDUMKOPFdiesel ???)
Num seminário, um brasileiro me disse que fez experiências com sucesso adicionando ao OVN um aditivo de motor da Bardhal...
Tudo isso deveria ser testado exaustivamente por algum órgão idôneo... e será que isto (tal instituição competente) existe?
O que gostei mesmo foi a frase final dos FAQs, que me faz pensar que o negócio deles pode ser sério:
"The difference between us is that we HAVE tried biodiesel and conversion systems and we can honestly say they ARE good products. We merely believe ours is better for most people."
Biocapacidade do planeta está acabando, diz WWF
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=2929
Artigo que demonstra a irracionalidade e a ganância humana...
Denúncia: Óleo Soya e Liza são transgênicos
http://www.youtube.com/watch?v=VA49s_ngB28
E não consta aviso nenhum nas embalagens da Bunge e da Cargil, sendo que para o mercado Europeu, estes mesmos fornecedores destinam óleo livre de transgenia...
A civilização da fotossíntese II - Bautista Vidal
http://www.zoonews.com.br/noticiax.php?idnoticia=94386
Pelo que me consta fui eu que tive a honra de receber do Bautista, em primeira mão, e reenviar este primoroso e fantástico texto para a zoonews, hehehé, onde o Bautista termina informando da facilidade de se converter um motor a gasolina para álcool.... e, infelizmente, se "esqueceu" de afirmar o mesmo para os OVN, ou seja, a simplicidade de se converter um motor Diesel para óleos vegetais qualificados. Bem, pelo menos ele fala já em motores a OVN e nada de bioFOOLdiesel, um grande progresso.
Mandioca e diazotrophicus - por Johanna Döbereiner enviado por meu bioamigo Juergen, que se autodenomina Diazotrophicus...
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-204X1999000700020&lng=en&nrm=iso&tlng=pt
Estudo sobre a fixação natural de nitrogênio por bactérias.
Fazendeiros dos EUA recusam vender usina de etanol
http://www.zoonews.com.br/noticiax.php?idnoticia=94769
E fazem bem, pois embora a curto prazo o etanol de lá pode até baixar devido à excesso de oferta, no médio prazo... é uma das poucas opções de energia racional.
HidroBioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação autorizada e desejável.
“Os sábios ensinam, os ignorantes têm opinião formada sobre tudo, e os estúpidos governam”. (Ricardo Bergamini).
Inscreva-se e participe do grupo de debates BIOCOM: http://www.grupos.com.br/group/biocom
De: trigger.br@gmail.com [mailto:trigger.br@gmail.com]
Enviada em: sábado, 4 de novembro de 2006 18:38
Para: biocom@grupos.com.br
Assunto: Re: [BioCom] RES: Produção de álcool
Boa tarde amigo Fendel,
Sexta vi uma reportagem na cultura, no jornal Cultura meio dia, e lá mostrava um geólogo, com um pequeno sitio, que tinha uma plantação de cana de 6 alqueires, e uma mini usina de alcool de 200L/dia, o suficiente pra abastecer a frota de carros da familia.
E ele alegava o que o Sr. Fendel tanto defende, e inclusive o jornal também apoiava na matéria em si a defesa de pequenas micro industrias, tanto para melhoria de renda no campo, como também exemplificou a cana de açucar como um bom sequestrante de carbono, e consequentemente uma melhora no efeito estufa.
Aliás parecia o Sr. Fendel falando, na reportagem, dava muito gosto em assisti-la.
Fora o adubo, acho que ele falou hidrogenado que resulta do bagaço de cana, e alimento para o gado.
Lá não se perde nadinha de nada.
Vou defenter essas idéias até o último dia de minha vida.
E espero conseguir comprar um dia uma 6 dúzia de alqueires e vou fazer tudo contra a porcobras e compania limitada. e mostrar que é possivel viver num mundo melhor e sem exploração.
Abraços.
----- Original Message -----
From: thomas@fendel.com.br
To: biocom@grupos.com.br
Cc: Biocom ; Oscar
Sent: Friday, November 03, 2006 10:55 AM
Subject: [BioCom] RES: Produção de álcool
Meu caro Heusner
Sem dúvida nenhuma, as monoculturas deveriam ser menores, intercaladas com
mata, sem queimadas, etc.
Isso resulta da estúpida proibição do pequeno poder fazer e vender álcool...
Hba
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação autorizada e desejável.
“Os sábios ensinam, os ignorantes têm opinião formada sobre tudo, e os
estúpidos governam”. (Ricardo Bergamini).
Participe do grupo de debates BIOCOM: http://www.grupos.com.br/group/biocom
-----Mensagem original-----
De: heusner.grael [mailto:heusner.grael@bol.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 2 de novembro de 2006 21:13
Para: Thomas
Li a sua página e só tenho razões para elogiar. Vivo numa região canavieira,
onde a produção do álcool é um atentado perene ao meio ambiente (desde as
queimadas, que, aqui em São Paulo foram estendidas para mais 29 anos -
projeto do dep. Arnaldo Jardim, PSDB, com apoio total da bancada do Alkmim).
Queimam-se as quadras de cana à noite, ateando fogo nos quatro lados ao
mesmo tempo, queimando tudo que estiver dentro da área; assim sendo o
canavial é o maior deserto da Terra, nenhum inseto consegue sobreviver nele,
devido às queimadas anuais. A fauna, principalmente ela, e a flora são
eliminadas pela cana-de-açúcar, que se alastra a cada ano. Dizer que os
canaviais obedecem à distância legal estipulada para os cursos d´água e
áreas de preservação permanente é uma pidada. Quem garante que o afastamento
de 30 ou 100 metros são suficientes para que uma lavoura não afete um
pântano ou um curso d´água? A produção do álcool, portanto, é altamente
poluente, com certeza você sabe disso tanto quanto eu, que vivo rodeado de
canaviais. E além da fuligem das queimadas, que polui lagos, rios e cidades,
há o restilo industrial das usinas, geralmente despejado "in natura" nos
rios, aquecendo a água e diminuindo a sua oxigenação.
Um abraço do Heusner Grael Tablas, fiscalzinho da Natureza.
Grupo Virtual "BIOCOMBUSTÍVEIS - PRODUÇÃO SOCIAL DOMÉSTICA" - Nosso e-mail: biocom@grupos.com.br.
Uma bio-homenagem aberta a Thomas Renatus Fendel - www.fendel.com.br.
De: Evandro [mailto:evandro.petrobras@gmail.com]
Enviada em: terça-feira, 31 de outubro de 2006 13:59
Para: Fendel; Marcio F. Barci; jfintra@uai.com.br; a.chaib@uol.com.br; andre@aapb.com.br; barra.vilavelha@gmail.com; hrfonseca@gmail.com; pjlopes@super.splicenet.com.br; AABNB; almeidaimoveis; Eliandro Quadros Quadros; faricha; Fausto Chadi; Humberto Fonseca; Marcio F. Barci; maria tereza vergnano; Poucelle; Sergio Cetrangolo
Assunto: Caçadores de mitos desvenda o uso de óleo de fritura como combustivel
http://www.linkgratis.com.br/materia/Carro-movido-a-oleo-de-fritura/
Evandro Gomes
Consultor Mestre de Biocom
22-2792-3752
27-3260-1341
De: Luiz Paulo Johansson [mailto:johanson@itaipu.gov.br]
Enviada em: terça-feira, 24 de outubro de 2006 11:40
Para: ABRH-Gestao@yahoogrupos.com.br
Cc: thomas@fendel.com.br
Assunto: Re: ABRH-Gestão: Resumo 1859
----------mensagem original-------------
Dr JOURAVLEV:
Tenho acompanhado respostas e questionamentos interessantes quanto a biodiesel e biocombustíveis, advindos de um colega, ao qual acabei de encaminhar sua questão. Thomas Renatus Fendel, tem sido um estudioso do tema cogeração e com uma bagagem interessante com respeito ao tema e que vai desde a viabilidade econômica da aplicação da matriz até as suas conseqüências e impactos no meio, passando pelas análises do impacto da adição de óleo vegetal ao diesel = biodiesel. Discussão longa, acalorada e apaixonante, quando trata de carbono sequestrantes.
Abraços
Luiz Paulo Johansson
Gerente da Divisão de Apoio Operacional - ODRA.CD
johanson@itaipu.gov.br
Av. Tancredo Neves, 6731
Foz do Iguaçu - Pr
Telefone 0xx45 35206951
Fax 0xx45 35206078
-------------mensagem original--------------
Para: ABRH-Gestao@yahoogrupos.com.br
Assunto: ABRH-Gestão: Resumo 1859
Data: Mon, 23 Oct 2006 17:57:02 -0300
De: Andrei.JOURAVLEV@cepal.org
Assunto: Las implicaciones (en términos de agua) de la eventual expansión
de los biocombustibles
Estimados colegas,
Tal vez alguien pueda ayudar a mi colega con sus preguntas referentes a las implicaciones (en términos de agua) de la eventual expansión de los biocombustibles. Sus respuestas, por favor, enviar a mi directamente, a Andrei.JOURAVLEV@cepal.org
Saludos cordiales,
Andrei S. Jouravlev
Oficial para Asuntos Económicos
División de Recursos Naturales e Infraestructura
Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL)
a) El cultivo de biomasa y la producción de biocombustibles tienen como consecuencia emisiones de CO2 y, no siempre, un balance neto positivo en términos energéticos (dependiendo de la materia prima empleada, fundamentalmente). Esto significa que las ganancias asociadas al cambio de combustible no son necesariamente tan importantes como uno podría pensar a priori. En lo que se refiere al uso de agua, este consumo energético (y no
sólo) tiene implicacones obvias (bombeo, tratamiento de aguas residuales, etc.). Esto lleva a pensar que debería prestarse mayor atención a la fase agrícola del ciclo de vida del combustible. Cualquier información en ese
sentido sería de gran ayuda, tanto en lo que se refiere al consumo de agua por unidad de producto (tanto de biomasa producida como de unidad de biocombustible procesado industrialmente, si es posible), como a consecuencias del proceso agro-industrial sobre la calidad.
b) Los biocombustibles de primera generación (etanol y biodiesel, esencialmente), no necesariamente son coste-efectivos; los de segunda generación (biodiesel vía Fischer-Tropsch, metanol, etanol de materia lignocelulósica, etc.) podrían ser mejores, pero no estarán disponibles comercialmente hasta un mínimo de diez años, quizás. Las mejoras tecnológicas en la producción de etanol (tales como las reacciones separadas o la hidrólisis) también podrían hacer la diferencia, así como los beneficios de los subproductos. Hay algún estudio, desde la perspectiva del agua, donde se analicen las potenciales mejoras de esta segunda generación?
c) Nuestro punto de partida es que quizás la cuestión no sea tanto si apoyar o no los biocombustibles sino qué biocombustibles (materias primas, tecnologías de proceso, cadenas productivas, etc.), dónde (consideraciones respecto a necesidad de suelo, insumos de recursos naturales, transferencia de tecnología) y cómo (nuevos subsidios, inversión en I+D+i, etc.). América Latina aparece, por un lado, como uno de los grandes productores mundiales de biomasa, por otro como una de las regiones del mundo con mayor disponibilidad de recursos hídricos y, por otro, como una economía emergente con legítimas aspiraciones de soportar sus procesos de desarrollo en el uso de sus recursos naturales y, específicamente, de su
potencial agrícola y agro-energético. Pese a la abundancia de agua, hay alguna consideración que no debiera dejarse pasar?
For English-speakers:
1. Is the Brazilian experience of ethanol production from sugar cane transferable to other Latin American countries, on water grounds?
2. From a water resource management persepctive, what are the actual requirements of land for biofuel expansion (can one actually expect severe water relative scarcity problems)? To what extent can one refer to competition between food and energy crops? Are there water caveats that one may need to bear in mind?
3. What is the virtual water content of a biofuel unit? What would be the gains, in terms of water availability and quality, of further technological improvements in feedstock selection and agroindustrial processes?
4. Is there any must-read information source that may shed some light on these issues besides publications on "virtual water" and the Comprehensive Assessment on Water in Agriculture by CGIAR?
De: charles sonenberg [mailto:chasf87@yahoo.com.ar]
Enviada em: segunda-feira, 23 de outubro de 2006 20:33
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: consulta
Como vai Sr Fendel.
Me chamo Charles Sonnenberg, sou estudante de agronomia e moro na cidade de Iruña, Paraguay.
Ouvi falar do senhor pela tv, no programa "Brasil na TV" do canal rural e quero lhe dizer que admiro o seu trabalho.
Meu pai cultiva uma área de 300 ha, e após 3 anos de estiagem fomos obrigados a reduzir os custos da lavoura, entre eles o COMBUSTIVEL. Eu já estive juntando informações sobre Biodiesel, mas tropeçava no complicado proceso da transesterificação, até que ouvimos o senhor falar sobre a utilização do óleo vegetal diretamente.
Nos pareceu uma excelente alternativa levando em consideração a disponibilidade de matéria prima para a obtenção do óleo.
Compramos os primeiros 100 lt de uma cooperativa, colocamos em um trator ums 40% o resultado foi excelente, pasamos a utiliza-lo em tudo: colheitadeiras, tratores, caminhoes e veículos.
Então comecei a procurar informações na internet sobre a utilização do óleo vegetal puro, encontrei em seu site o kit comversão, tambem accesei os outros sites ali encontrados, iriamos comprar um de seus kits, meu pai até mesmo ligou para o senhor.
Mas devido as dificuldades não compramos, resolvemos então fabricar algo parecido nos mesmos. Em um trator massey 265 4 cil ano 1981com 5000 hs de funcionamento, fizemos uma serpentina ao redor do escape, já que a valvula termoestatica nao funciona e nas condições em que trabalhamos a água não esquenta mais do que 50 ou 60 graus, e fizemos tambem um sistema de registros para trocar de óleo para diesel e vice versa.
Foram as unicas alterações efetuadas. Funcionou fantasticamente bem, foi como se tivese "envenenado" o motor. Mas apos 40 hs aumentou muito oleo carter, resolvemos então calibrar os bicos, descobrimos que um deles estava obstruido. Demos 190 kg de presao nos bicos, trocamos o oleo carter e os filtros de combustivel; funcionava ainda melhor, nada de fumaça, e parecia ter ainda mais potencia. Mas agora, apos 90 hs de trabalho, aumentou novamente o oleo carter e funciona muito mal com diesel ou mistura. Devo comfessar que entrou sujeira no tanque, mas ja limpamos.
Em resumo a o que eu gostaria de saber é qual o possivel motivo da entrada de oleo no carter e uma possivel solucao. Pode ser nos bicos novamente ou deve se aquecer mais o oleo vegetal?
Sei que deves ser uma pessoa ocupada, mas espero uma resposta.
Até logo e boa sorte..
De: cabrini@creapr.org.br [mailto:cabrini@creapr.org.br]
Enviada em: sábado, 21 de outubro de 2006 16:17
Para: Fendel
Assunto: Re: RES: [BioCom] Fontes alternativas de energia (Evento em
Maringá / PR)
Prezado Fendel
Houve apenas uma palestra e foi a convite da Associaçao Comercial,. Nós naturalmente defendemos a biomassa, em que pese toda a teoria do Hidrogenio ser uma alternativa proposta como a fonte sendo tambem a biomassa por meio do metanol.
Cabrini
Meu caro Cabrini
Hidrogênio não é, nunca foi, e nunca será fonte renovável de energia. É puro embuste.
(Pelo que me consta, as "maravilhosas" e insustentáveis células de H2 da Copel já foram desligadas...)
Hba
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
"A utilização em grande escala das biomassas, é o único meio racional para capturar o carbono fóssil jogado ao ar em 2 séculos de dito desenvolvimento e real colonialismo." - Fendel
-----Mensagem original-----
De: Gonzaga [mailto:gonzzaga@terra.com.br]
Enviada em: sábado, 21 de outubro de 2006 09:49
Para: biocom@grupos.com.br
Assunto: [BioCom] Fontes alternativas de energia (Evento em Maringá / PR)
Fontes alternativas de energia são novos horizontes para a agricultura
O presidente do CREA-PR, engenheiro agrônomo Álvaro Cabrini Jr, abriu o seminário "Energia: Oportunidades de Negócio", realizado esta semana em Maringá (PR), declarando que as novas fontes de bioenergia representam novos horizontes para a agricultura.
Para ele, as novas tecnologias em substituição ao petróleo são importantes não apenas pelo esgotamento dos recursos naturais, mas especialmente em razão dos desafios da preservação ambiental, o que pode representar uma mudança importante para a economia do Paraná e do Brasil.
Cabrini defendeu que o debate sobre as vantagens da bioenergia, como defesa ambiental e como negócio, deve ser estendida da área técnica para os setores produtivos e para a sociedade.
O evento, promovido pela ACIM (Associação Comercial e Empresarial de Maringá) em parceria com o Crea-PR reuniu técnicos e pesquisadores de energias alternativas para discutir novas fontes renováveis, como biomassa, hidrogênio e silvicultura, assim como a viabilidade destas alternativas no mercado.
O seminário teve apoio da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Maringá (AEAM), Associação dos Engenheiros Agrônomos de Maringá (AMEA), do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR), Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Instituto para o Desenvolvimento Regional (IDR), Copel, Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Cesumar.
De: Luciano Pires [mailto:cafebrasil@cafebrasil.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 20 de outubro de 2006 00:42
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: O CHOQUE
A vida toda aprendi que o Brasil é um país abençoado por Deus e bonito por natureza. "Neste país" não tem terremoto, tufão, tsunami nem vulcão. Tem sol que não acaba mais. Em se plantando, tudo dá. Tem água como nenhum outro. Tem vento. Tem terra, terra e mais terra. Aprendi também que o Brasil é o país do futuro, que tem o maior estoque de energia renovável do planeta, que estaria em situação privilegiada quando o petróleo faltasse, bla bla bla. Num evento promovido pelo Movimento Brasil Competitivo em Brasília, alguns técnicos dos Estados Unidos foram unânimes: o Brasil está com a faca e o queijo na mão quando se fala em energia renovável. E é isso que temos de explorar. Em se tratando de Brasil, Deus fez sua parte. Agora é a vez dos brasileiros...
Aí, chocado, leio uma notícia: comparado com os 32 países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, as tarifas de energia elétrica brasileiras só perdem para a Itália, o Japão e a Turquia. Pelos dados da Agência Nacional de Energia Elétrica, a tarifa para a indústria em dezembro de 2005 estava em torno de US$107 por MW/h, já considerando os impostos médios de 35% praticados no Brasil. A tarifa industrial na Itália estava em torno de US$170,40. No Japão era de US$134,80. E na Turquia US$108,10. Os Estados Unidos, cuja eletricidade provém de combustíveis fósseis não renováveis como carvão, petróleo e gás natural, praticam uma tarifa inferior à metade da brasileira, em torno de US$52 por MW/h. Na França, onde a maior parte da eletricidade é gerada em usinas nucleares, a tarifa é de US$52,60. A menor tarifa industrial é a da África do Sul, com a média de US$23,40 por MW/h. No Brasil, cerca de 90% da energia elétrica é gerada por hidrelétricas, cujo combustível é a água, renovável. Isso deveria implicar custos mais baixos, mas as tarifas brasileiras são praticamente o dobro das vigentes nos dois outros países onde as hidrelétricas predominam: Noruega (US$42,60) e Canadá (US$56,10). Quando leio essas comparações em dólares, fico cismado. Dólar é dólar em qualquer lugar do mundo, mas o dólar não representa o poder de compra das sociedades não dolarizadas. Fui, então, buscar o "Hamburger Standard" conforme a revista The Economist, que se baseia no conceito de paridade do poder de compra: um dólar deveria comprar a mesma quantidade de determinado produto em qualquer país. Um Big Mac é um Big Mac em qualquer lugar do mundo: os mesmos ingredientes, o mesmo tamanho, o mesmo sistema e tempo de preparo, tudo igual. Se o Big Mac fosse transformado em moeda, seria a forma mais justa de comparar os valores, pois seriam eliminados vários fatores que provocam distorções nos cálculos. Pois fiz a conta, pagando em Big Macs. Um MW/h no Japão, equivale a 63 Big Macs. Na Itália, 46. Na Turquia, 40. No Brasil, 36. No Canadá, 18. Nos EUA, 17. Na França, 14. Na África do Sul, 12. Ou seja: não muda nada. A energia brasileira é uma das mais caras do mundo em dólares. Ou em Big Macs...
Não conheço a questão da energia. Mas como consumidor, tenho perguntas. Simplórias e ingênuas: quem é que fixa os preços da energia no país? Tem alguma fiscalização? Que critério define esses valores? E com valores como esses, como é que ainda tivemos um apagão? E a todo momento somos lembrados de que pode haver outro? Pra onde vão os investimentos?... E por aí vai... Ingênuo, né? Mas necessário.
Volto então àquela questão que tratei no artigo A Entropia: alguém tem de tocar o alarme. O sistema está tão viciado, tão largado, a sociedade está tão excluída dos processos, que nos tornamos meros espectadores da incompetência, da ganância, da desonestidade, da irresponsabilidade, da falta de civilidade, da hipocrisia e do amadorismo social dos que nos dirigem. Sejam eles do PSDB, do PT, do PMDB ou da PQP.
A República dos Políticos está velha. Desatualizada. É má. Incompetente. Burra. Não pode assumir as rédeas.
O Brasil precisa de um choque.
Ou de Deus, pra fazer a parte que caberia aos brasileiros...
Este artigo é de autoria de Luciano Pires (www.lucianopires.com.br) e está liberado para utilização em qualquer meio, contanto que seja citado o autor e não haja alteração em seu conteúdo.
De: Oscar Baldoni [mailto:oscarbaldoni@temais.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 18 de outubro de 2006 20:56
Para: Thomas Renatus Fendel
Cc: Oscar Armando Baldoni
Assunto: Artigo do Jornal "Clarin" = "O FMI divide a Argentina e Brasil
Prezado Engenheiro Fendel :
O FMI divide a Argentina e Brasil
Washington - EFE
Brasil e Republica Dominicana proibiram ao FMI publicar as opiniões dos espertos do organismo sobre sua política econômica e outros países o permitiram com atrasos que, no caso de Honduras, foram de quase um ano.
Em troca, Argentina e Bolívia deram seu visto bom em questão de dias à publicação de todos os documentos, apesar que seus governos tinham rejeitado boa parte das recomendações do FMI, como também fazem os países desenvolvidos.
O exemplo de rejeição mais extremo na América Latina, é o da Venezuela, que, desde há cinco anos não autoriza a publicação de nenhuma das evaliações anuais que o Fundo faz de sua economia.
As próprias normas do FMI dão opção aos estados, para que permitam ou não a publicação das conclusões do organismo sobres suas políticas econômicas. As conclusões surgem de um análise realizado pelo EFE dos documentos disponíveis na base de dados pública do Fundo, que revela atrasos generalizados na divulgação dos documentos relacionados com a revisão anual da economia de seus membros, conhecida como "Artigo IV".
Os atrasos originam-se na lentidão burocrática ou nos interesses políticos dos governos, que impedem sua divulgação em tempo. O Artigo IV supõe o análise mais amplo do FMI sobre a saúde econômica dos países membros, e inicia-se com uma visita de uma delegação dos economistas ao pais, onde entrevistam-se com as autoridades.
De: Luís Fernando Nicolosi Bravin [mailto:lfbravin@terra.com.br]
Enviada em: domingo, 1 de outubro de 2006 11:39
Para: Fendel
Assunto: Re: Jornal BIOCOM 20
Fendel,
Tenho boas noticias para os testes em óleo vegetal para breve.
Nossos kits estão ficando cada vez melhores e estou trabalhando com a fabricação de um catalizador. Conheci o cara que trabalhava no projeto do motor Elko na Alemanha e hoje ele fabrica kits. Muito interessante a conversa com ele...e pra ajudar ele se chama....adivinhe...THOMAS..rs
O pessoal do Paraná foi na viagem também da Tecpar... mas acho que eles não curtem muito o lance de óleo vegetal, mas tudo bem, vamos em frente.
Mando noticias em breve,
Abração, Luís Fernando
De: w.fuchs [mailto:w.fuchs@uol.com.br]
Enviada em: domingo, 15 de outubro de 2006 15:55
Assunto: desrecomenda óleo de soja
www.asg-analytik.de
De: Fernando Cordioli Garcia [mailto:fernandocordioli@yahoo.com.br]
Enviada em: sábado, 14 de outubro de 2006 21:03
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Res: [solidariosbrasil]RES: [BioCom] MDL - Projetos "aprovados" pela Resolução 01: 93
Herr Fendel,
Eu venho lendo seus apelos, sua opiniões, e confesso que muitas vezes não compreendo completamente, um desinformado. Contudo, eu consigo entender algo e acabo aparavorado, porque transformar metano em gás carbônico, gastando energia, não me parece algo muito inteligente.
Mas me diga, fazem isso por causa de "créditos de carbono", é isso?
Fernando
----- Mensagem original ----
De: Fendel <thomas@fendel.com.br
Para: BIOCOMBUSTIVEIS - Produção Social Doméstica <biocom@grupos.com.br
Cc: Katavento <katavento@grupos.com.br; solidariosbrasil <solidariosbrasil@yahoogrupos.com.br; Proclima <proclimacapacita@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Sábado, 14 de Outubro de 2006 20:28:00
Assunto: [solidariosbrasil]RES: [BioCom] MDL - Projetos "aprovados" pela Resolução 01: 93
Meus caros enganados:
O que resulta das negociatas de carbono é um tiro pela culatra ... vejam na listagem abaixo o 4o. item - 0106/2006 - que trata sobre biodigestores, coincidentemente incluindo a cidade de Mafra - SC, que vejo daqui de minha janela, do outro lado do rio Negro.
Nas granjas, se fazem agora os investimenos necessários (obrigados por lei) para se fazer a biodigestão dos excrementos, e monta-se todo um dossiê fajuto para arrecadar migalhas no mercado de carbono, incentivando ao mesmo tempo os porcos do primeiro mundo, a continuarem porcos, pagando apenas uma esmola para limpar sua imunda consciência.
Como vê-se no descritivo do projeto mencionado, instalam queimadores para transformar o biogás em CO2 e vapor de água. Ou seja, trocam meia dúzia por seis, e jogam fora a energia resultante.
Embora o metano seja 20 vezes mais causador do efeito estufa do que o gás carbônico, sua vida é 20 vezes menor, ou seja, tanto faz, emitir CH4 ou CO2...Na ponta do lápis, ambientalmente é até pior emitir CO2, pois gasta-se com equipamentos, energia, etc, completamente desnecessários.
Muito diferente dessa papagaiada seria implantar a ENEREDE, onde a energia excedente poderia ser injetada na rede elétrica pública, gerando renda e desenvolvimento.
Antiabestalhantes HidroBioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação desejável e não precisa nem citar a fonte...
" Moral: - certos senhores passam a noite em orgias e, ao chegar em casa, surram a filha aos beijos com o namorado." - Brígida Duarte
-----Mensagem original-----
De: Telmo [mailto:enunciado@yahoo.com.br]
Enviada em: sábado, 14 de outubro de 2006 18:11
Para: biocom@grupos.com.br
Assunto: [BioCom] MDL - Projetos "aprovados" pela Resolução 01: 93
Projetos Aprovados nos Termos da Resolução Nº01 do MCT - 93 Projetos, com ressalvas 10, e em Revisão (abaixo), 23.
http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/22510.html
De: migueljorgems@globo.com [mailto:migueljorgems@globo.com]
Enviada em: sábado, 14 de outubro de 2006 11:31
Assunto: Comércio de Carbono
O crescente debate sobre o que fazer quanto à mudança climática promete esquentar ainda mais esta semana com a publicação de um novo livro exaustivamente documentado que declara que a abordagem dominante do "comércio de carbono" ao problema seguido pelo Protocolo de Quioto e pelo Programa de Comércio de Emissões da União Européia é ineficaz e injusta.
O livro, publicado pela Fundação Dag Hammarskjold da Suécia, juntamente com o grupo internacional Durban for Climate Justice e a ONG do Reino Unido The Corner House, argumenta que o comércio de carbono desacelera a mudança social e tecnológica necessária para enfrentar o aquecimento global porque prolonga desnecessariamente a dependência mundial de óleo, carvão e gás.
O comércio de carbono "priva as pessoas comuns no Sul de suas terras e de seu futuro, sem que isso resulte em um progresso apreciável em direção a sistemas alternativos de energia," disse Larry Lohmann da Corner House, a editora do livro. "Direitos negociáveis de poluir são repartidos entre a indústria do Norte, permitindo-lhes continuar a lucrar como de hábito.
1 Ao mesmo tempo, os poluidores do Norte são encorajados a investir em supostos projetos de captura de carbono no Sul, muitos poucos dos quais realmente promovem energia limpa."
2 Muitos dos créditos de carbono que estão sendo vendidos para os países industrializados vêm de projetos poluentes que não fazem nada para reduzir o uso de combustíveis fósseis, tais como os programas de queima de metano de minas de carvão ou aterros de resíduos. Os combustíveis fósseis devem ser deixados no subsolo se quisermos evitar o caos climático, avisa o livro.
Os créditos de carbono, como declara Jutta Kill da Sinks Watch, outra entidade que contribui com o livro, não podem ser confirmados como capazes de mitigar a mudança climática. "O comércio de carbono", disse ela, "impede o desenvolvimento futuro de abordagens positivas já existentes tais como a regulação convencional, investimento público em alternativas energéticas, tributações, e movimentos contra subsídios para extração de combustíveis fósseis."
"Esta é a civilização humana de mercado mais absurda e impossível que já vi", disse a ativista e pesquisadora indiana Soumitra Ghosh, uma autora que contribuiu com um dos nove estudos de caso detalhados do livro sobre projetos de carbono no Sul. "O comércio de carbono é ruim para o Sul, ruim para o Norte, e ruim para o clima."
Comércio de Carbono: Uma Conversa Crítica sobre Mudança Climática, Privatização e Poder pode ser baixado em http://www.dhf.uu.se . Uma edição impressa será publicada pela Fundação Dag Hammarskjold em novembro.
Miguel Jorge
Ass.Político
JORNAL BIOCOM 20
Meu caro Laercio
Muito bom o artigo sobre produção de álcool, com destilação solar, em inglês, que vc recomenda, onde consta que na produção de etanol de milho germinado, sobra uma grande quantidade de útil alimento, ou seja, o álcool é quase um subproduto gratuito na produção de comida.
Na foto abaixo, um dos aspectos do efeito estufa, onde nos últimos 200 anos, a concentração de CO2 atmosférico aumentou de 0,03 para 0,04%, problema que através do uso intensivo e racional das bioenergias poderia ser completamente revertido.
Minha querida Clarissa
Novamente a Califórnia é exemplo mundial, processando 6 fabricantes de automóveis, por produzirem veículos causadores do efeito estufa.
Imagina só, quando o Sr. Pretonegro (Schwarzerneger) atual governador da Califórnia, descobrir que veículos movidos a bioenergia, promovem o efeito refrigerador.
O carbono do farelo, comido pelas vacas, e o correspondente CO2, deve ser creditado aos quadrúpedes, e não ao escapamento dos veículos, como todos consideram errôneamente. (Em tempo: Na vaca, parte do carbono vira couro, carne, chifre, osso, estrume, e na sequência: sapato, minhoca, galinha, ser humano, vermes, etc, sendo que em muitos casos, parte deste carbono pode levar alguns séculos até retornar à atmosfera.)
Na foto acima, vemos um chinês em seu microtrator, movido a biogás "ensacado" em lona plástica.
Meu caro Kerber
Muito sábias tuas palavras e conselhos. Temos que nos rebelar. Temos que agir contra a lei. É o que venho fazendo ha anos. Infelizmente meus proventos ainda não vêm do setor de energias, pelo contrário, torro o que amealho em outros serviços, nesta paixão.
Seria muito bom se pessoas particulares pudessem investir em energia. Em outros países, estes investimentos são considerados previdenciários, ou seja, vc investe durante 5 a 20 anos num equipamento assegurado (placas fotovoltaicas, geradores eólicos, cogeradores), e depois recolhe os lucros em tua velhice, com a venda da energia excedente.
Meu caro Benayon
O rombo de dezenas de trilhões de reais, que vc denuncia, a "serviço da dívida pública", é a maior imoralidade já cometida contra um povo. Nem o nazismo causou tanto sofrimento e tanto mal a tanta gente. Quantas mortes decorrentes à falta de estrutura, à escassês de vergonha, já ocorreram em nosso país? Incalculável.
Utilizar nossos hospitais é uma loteria. Trafegar por nossas estradas é um suicídio. Depender de nossa segurança é uma chacota. A maioria de nossos políticos são cafagestes. A justiça só beneficia os grandes. Nossas escolas são piores que os programas alusivos da rede bobo, etc, etc.
Claro que um projeto extraordinário como o teu, de mudar nossa matriz energética de fóssil para bio, num prazo de 10 anos, nem chega a ser compreendido em sua magnitude por este bando, que nos chupa o sangue e faz de conta que nos governa.
Meu caro Athos
Produzir um motor Elko é muit fácil, ainda mais hoje em dia. Na Alemanha foram produzidos mais de 1000 unidades, artesanalmente, há mais de 20 anos.
Já não há mais impedimento por patentes, devido ao tempo decorrido.
Meu kit experimental transforma um motor Diesel para OVN, produzo e vendo por R$ 500,00.
O cogerador, quando necessário, é silenciado através de um container acústico.
Quanto às demais dúvidas sobre a Enerede, peço que vc seja mais específico, pois apesar de muito simples, é um tema amplo e completamente desconhecido.
Meu caro Telmo
Nossa energia elétrica, obtida essencialmente em fantásticas hidroelétricas, ser mais cara do que a gerada pelas térmicas nos EUA, explica exatamente as falcatruas oficiais a que somos submetidos, e mídia nenhuma toca nesse assunto, pelo menos não nos últimos 20 anos, período em que tento em vão desmascarar este assalto. Infelizmente não tive contato com o deputado Jefferson (que denunciou o mensalão), pois quem sabe, ele desmascarando tal absurdo, a mídia não teria como não tocar no assunto.
Perceba que no artigo abaixo nenhum dos "especialistas" fala na absurda diferença tarifária interna, claro, afinal, denunciar esta sacanagem é uma heresia, é mostrar como os ratos se locupletam, é denunciar a orgia oficial.
Meu caro Jaime
Muito grato pelas palavras de alento.
Tomo a liberdade de divulgar aqui teu endereço, neste jornal, pois certamente será repassado e cairá na mão de empreendedores interessados em produzir e vender álcool de microdestilaria.
Estou entre os céticos que duvidam que seja possível vender álcool diretamente. Assim que você conseguir comercializar algum litro, oficialmente, por favor nos avise, para ampla divulgação desta vitória.
Meu caro Tiago
Se no carro experimental for utilizado um motor a OVN no lugar do a álcool, a autonomia será ainda maior, será o dobro.
O alto rendimento é devido à elevada taxa de compressão destes motores, e também porque o Diesel ou OVN possuem relativamente muito menos oxigênio em suas moléculas do que o álcool.
Meu caro Omles
Parece que o Bush, finalmente aprendeu que é melhor importar bioenergia do que fósseis.
Falta ainda os nossos orelhudos se aperceberem disso também, e cobrar no mínimo o preço pago pelo povo, e não a metade, ou menos ainda, como vem ocorrendo em nossas "gloriosas" exportações (gloriosas para eles).
Meu caro Telmo
Enquanto se discute moeda transportada na cueca, nada se divulga sobre a palhaçada criminosa das termoelétricas.
Serão todos os acessores de campanha tão estúpidos e mal informados? Ou será que este assunto meleca as cuecas de ambos os candidatos?
Claro, se nem os ambientalistas defendem nossas extraordinárias hidroelétricas, o que esperar de pelegos funcionais ávidos por benesses e salários?
Triste sina a de um país abobalhado pela mídia abobalhante.
Meu caro Francisco
Qualquer pneu importado serve no mínimo como energia, por exemplo, para se fazer cimento ou até para tornar "viável" a obtenção de gasolina de xisto.
E muito antes disso, pneus "sucatas" lá fora, por aqui são considerados "semi-novos" e são muito úteis a nosso espoliado povo, podendo ainda receber várias recapagens seguras e com qualidade, pois por lá a velocidade e a conservação das estradas é completamente outra, não danificando as carcaças.
Sem dúvida os métodos de produção de alimentos deverão ser voltados para a cultura orgânica num futuro próximo, e isso não significa abandonar pesquisas abertas, transparentes e públicas sobre transgenia, ou racionalização de produção.
Meu caro Sérgio
Como destaca a reportagem, parece que o processo de craqueamento da UNB é mais viável e mais barato do que o processo da transesterificação.
Ótimo. Mas, nada comparável ao uso do OVN bruto, qualificado, em motores adaptados, processo muito mais barato e viável.
É uma lástima que haja tanta desinformação e tanta má vontade em relação ao uso dos triglicerídios diretamente em motores adequados.
Infelizmente o ser humano só aprende apanhando. É necessário primeiro criar o caos para que acorde e perceba as besteiras que faz.
Meu caro Fernando
Procede tua dúvida: A urna eletrônica é passível de manipulação, e sem dúvida, agora no segundo turno haverá uma verdadeira balbúrdia de bites sendo modificados "sem querer" e "sem saber de nada", afinal a moral e a justiça já se foram faz tempo, e como a mídia é comprada, vale tudo.
O povo que engula tudo calado, e no final, o resultado tanto faz, o colonialismo segue avante e triunfante.
Espero que dê uma enchurrada de votos nulos. Só assim para perceberem que não estão agradando.
Meu caro Delmar
Concordo com o Olavo de Carvalho, que os catedráticos de nossas universidades são um bando de preguiçosos e peleguistas, principalmente os mais graduados. O resultado desta lambança educacional está na nossa cara, são os nossos políticos, a grande maioria imoral e cara de pau.
Meu caro Juergen
Muito obrigado por teu esforço de escrever em português, assim muito mais gente terá a oportunidade de conhecer teu fantástico trabalho de pesquisa em prol da bioenergia. Se as pessoas percebessem o valor das biomassas, elas compreenderiam quão maravilhosa é a vida, e quão bêsta é o tratamento que damos a nossos semelhantes.
Aproveito para convidar as pessoas de bem, amantes da vida, a participarem da lista BIOCOM, é só enviar um email à biocom@gupos.com.br que retorna outro com as instruções, pois muitos dos assuntos discutidos aqui, lá são tratados mais exaustivamente.
Este meu bioamigo alemão Juergen achou várias informações interessantíssimas e atuais sobre gasogênios na China e Sri Lanka:
http://f27.parsimony.net/forum67590/messages/36820.htm
http://www.repp.org/discussiongroups/resources/gasification/wijewardena/gliricida.html
Vale a pena ver por quê a China consegue ser competitiva no mundo...
Palestra que proferí em Tubarão - SC, em 2004.
Parece-me que a parte 1 foi censurada...
Parte 2: ~ 9 minutos
http://www.youtube.com/watch?v=nfsA4wXh90k&mode=related&search=
Parte 3: ~ 9 minutos
http://www.youtube.com/watch?v=vudF71_criA&mode=related&search=
Rrecomendo assistir também a palestra do procurador Celso Tres, que se encontra na parte lateral no mesmo endereço.
A estupidez americana
http://www.cegente.com.br/opiniao/info_opiniao.asp?cod=2052
Artigo que trata sobre a sacanagem do imposto de importação de etanol.
Produtores de SC negociam crédito de carbono com japoneses
http://www.zoonews.com.br/noticiax.php?idnoticia=90859
Seria muito melhor e eficaz, se negociassem bioenergia...
Projeto com hidrogênio fica pronto em 2007
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=2683
Mania nossa de querer copiar os outros... e copiar porcaria.
Itaipu diz que é favorável a "todas as formas de controle"
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=2696
Está na hora de acabar com o caixa 2, equivalente a seu faturamento...
Sistema agroflorestal pode evitar queimadas no Acre em 2010
http://www.remade.com.br/noticias/noticia.php?id=2736
De: energy-juergen@web.de [mailto:energy-juergen@web.de]
Enviada em: terça-feira, 19 de setembro de 2006 13:19
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Jatropha Bielenberg Biocomm
http://www.jatropha.de/photo-show/intercropping/Intercropping-red-pepper-
Belize-Plantation-green.jpg
Caros amigos, a foto acima fica no site www.jatropha.org
mantida por Dr. Reinhard Henning, que tém promovido a cultura da Jatropha curcas (Pinhao manso) a partir de Mali na África, onde a jatropha produz óleo vegetal para motores Diesel Lister da Índia (também como lubrificante destes motores) e para producao de sabonete. Ao mesmo tempo evita erosao e acesso de capras a áreas assim protegidas.
A foto mostra a multicultura de pimenta e Jatropha em Belize.
Para obter o óleo, precisa-se uma prensa. Eu acho muito giro a prensa Bielenberg:
http://jatropha.de/rampresses/biel-ram.htm
fabricada na África e em outros continentes.
O resíduo produz 800 litros de biogas por kg, conforme disse Dr. A.D. Karve da
www.arti-india.org
juergen
De: Delmar Philippsen [mailto:philippsen@terra.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 27 de setembro de 2006 19:14
Para: Undisclosed-Recipient:;
Assunto: USP - TEMPLO DE VIGARICE
Folha de S.Paulo, 24 de setembro de 2006
LIVROS
Polemista relança "O Imbecil Coletivo", ataca intelectuais paulistas e culpa EUA pela "proliferação de tipinhos como Lula'
Para autor, quem ainda tem fibra para ser conservador está fora da política, seja por falta de vocação, seja por uma questão de higiene
"USP é templo de vigarice", diz Olavo
MARCOS AUGUSTO GONÇALVES
EDITOR DA ILUSTRADA
Reunião de textos do jornalista, filósofo e polemista Olavo de Carvalho, "O Imbecil Coletivo" está sendo relançado. É o primeiro de um conjunto de três volumes que o autor pretende editar. O livro, que completa dez anos, ataca o pensamento de esquerda que seria hegemônico no meio cultural do país e, sem torneios, sustenta argumentos conservadores ou de direita. Desde 2005, Olavo mora nos EUA, em Richmond, perto de Washington. Nesta entrevista, feita por e-mail, ele dispara contra intelectuais da USP, considera que os tucanos são responsáveis pela ascensão do petismo e diz que também existe um imbecil coletivo direitista.
FOLHA - Como o sr. avalia o discurso de alguns intelectuais históricos do PT, como a filósofa Marilena Chaui, que procura relativizar a questão ética na política? O mesmo tema, de certa forma, havia sido proposto pelo filósofo tucano José Arthur Giannotti.
OLAVO DE CARVALHO - Quando essa gangue uspiana começou a "campanha pela ética na política", uma década e meia atrás, já anunciei que era tudo uma empulhação destinada a entregar o poder total à esquerda, usando e prostituindo a indignação moral do povo com os miúdos corruptos da época para encobrir a montagem da maior máquina de corrupção de todos os tempos.
Os tucanos estão hoje com choradeira, mas eles são amplamente culpados pela ascensão do petismo, do qual foram cúmplices na "estratégia das tesouras" calculada para suprimir da política todas as demais correntes e dividir o bolo entre os dois partidos nascidos da USP. O que quer que venha da boca de Chauis e Giannottis é sempre camuflagem, pose, hipocrisia. Essa gente já deveria estar embalsamada faz muito tempo em alguma espécie de IML intelectual. Cansei de ouvir besteira. "Intelectual de esquerda", seja tucano, petista ou qualquer outra porcaria, tem para mim a confiabilidade de uma nota de R$ 32.
A USP sempre foi o templo da vigarice intelectual, e o sujeito que começa com safadeza no campo das idéias acaba sempre inventando algum mensalão para se remunerar do esforço de embrulhar a platéia. Os tucanos ainda podem se redimir do mal que fizeram. A carta de 7 de setembro do ex-presidente Fernando Henrique é um bom começo, mas é preciso um arrependimento mais fundo e uma tomada de posição mais clara.
Não adianta querer um "choque de capitalismo" quando ao mesmo tempo se cortejam "movimentos sociais" cujos programas "politicamente corretos" exigem sempre maior controle estatal da sociedade. Um capitalismo assim acaba virando capitalismo chinês.
FOLHA - O governo Lula é de direita ou de esquerda? Quais são no seu entender os traços que distinguem, hoje, esquerda e direita?
CARVALHO - Esquerda é toda corrente que legitima suas pretensões ambiciosas em nome de um futuro hipotético. Direita é quem legitima promessas modestas com base na experiência passada. No Brasil, só quem tem alguma experiência bem-sucedida para ensinar são os remanescentes do governo Médici que fizeram o país crescer 15% ao ano. Estão todos nonagenários ou irrevogavelmente falecidos. Como ninguém absorveu sua lição, não há mais direita no Brasil. Há apenas diferentes graus de esquerdismo, desde o histerismo fanfarrão do PSOL até as afetações oportunistas de políticos ideologicamente inócuos que acham bonito posar de politicamente corretos, como esse ridículo governador de São Paulo. Direita, conservadorismo genuíno, é a síntese inseparável dos seguintes elementos: liberdade de mercado, valores judaico-cristãos, cultura clássica, democracia parlamentar e império das leis. O resto é comunismo, fascismo, nazismo, anarquismo, tecnocracia, "socialismo light", o museu inteiro do besteirol político.
No Brasil, quem ainda tem fibra para ser conservador está fora da política, seja por falta de vocação, seja por uma questão de higiene. O Brasil ainda tem alguns bons líderes empresariais e estudiosos de campos diversos, e acho um sacrifício admirável, mas inútil, que homens bons larguem suas ocupações produtivas para arriscar a sorte numa política eleitoral que virou uma disputa interna no galinheiro esquerdista -cada galinha, é claro, chamando as outras daquilo que no seu entender é a pior das ofensas: "Direitistas!"
FOLHA - O pensamento de direita ganha fôlego no mundo contemporâneo. Nesse contexto, podemos falar na emergência de um imbecil coletivo de direita?
CARVALHO - Sem a menor sombra de dúvida. O triunfalismo capitalista subseqüente à queda da URSS produziu bibliotecas inteiras de utopismo tecnocrático-financeiro globalista que o 11 de Setembro reduziu a pó, mas do qual muitos cérebros de fantasmas ainda se alimentam nos EUA. A marca inconfundível do imbecil coletivo direitista é a negação de que existam direita e esquerda. O típico doutrinário dessa corrente se coloca numa torre de marfim supra-ideológica, de onde acredita que pode resolver tudo na base da grana. A impotência sempre gera o delírio de onipotência. Praticamente toda a política externa americana da última década e meia se baseou nessa estupidez, e o resultado dela é a proliferação de tipinhos como Lula, Chávez, Morales e "tutti quanti".
FOLHA - Como o sr. avalia a declaração do papa sobre o Islã e as reações contrárias? O sr. crê em algo como "choque de civilizações?"
CARVALHO - Dizem que há um conflito entre o Islã e o Ocidente. Mas qual Ocidente? O Ocidente religioso, judaico-cristão, ou o Ocidente revolucionário, ateu, materialista? Este último está obviamente do lado dos terroristas, e é ele mesmo quem alardeia o slogan do "conflito de civilizações" para camuflar a guerra de vida e morte que, por meios diversos e aparentemente inconexos, se move contra os judeus e os cristãos no Islã, nos países comunistas e no próprio Ocidente capitalista.
O número de cristãos inocentes e desarmados que vêm sendo assassinados no Sudão, no Vietnã, na Coréia do Norte e na China é cem vezes maior do que a quantidade de vítimas civis da Guerra do Iraque, e a mídia chique inteira, incluindo este jornal, não diz uma palavra contra isso. Nem noticia. Ao mesmo tempo, leis draconianas para suprimir a liberdade de expressão religiosa são adotadas na Europa e nos EUA, mas jamais aplicadas aos muçulmanos locais. É esse o "Ocidente" que se pretende defender contra o Islã? Tudo isso é de uma falsidade monstruosa. Não há uma guerra de civilizações, mas duas guerras superpostas, uma do Islã contra o globalismo ocidental, outra de ambos (e da esquerda internacional) contra a civilização judaico-cristã.
De: Fernando Cordioli Garcia [mailto:fernandocordioli@yahoo.com.br]
Enviada em: terça-feira, 19 de setembro de 2006 03:32
Para: solidariosbrasil@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [solidariosbrasil] ENC: Mais... FRAUDE EM URNAS - Microbase - Nota de Esclarecimento
Há algum tempo em tive em mãos um processo judicial eleitoral, como estagiário do Ministério Público, e fui me informar a respeito desses assuntos.
A conclusão que cheguei, estudando, era a de que a urna eletrônica, o seu modo de captar e guardar o voto, eram vulneráveis a fraudes e montados de modo"esquisito".
De: Reforme - Sérgio [mailto:reforme@reforme.com.br]
Enviada em: sábado, 16 de setembro de 2006 15:23
Para: Fendel
Assunto: Uma revolução no tanque do seu carro
Prezado Fendel,
Não tenho condições de analisar o assunto sob nenhum aspecto, exceto como leigo interessado no progresso do Brasil, mas como é da sua área, repasso para seu conhecimento ou descarte.
Abraços fraternais
Sérgio
http://www.unb.br/acs/unbagencia/ag0505-35.htm
Uma revolução no tanque do seu carro
Parceria inédita entre o governo federal e a UnB vai garantir a transformação de todo tipo de gordura em hidrocarbonetos, criando assim o diesel vegetal como um novo combustível
César Fonseca
Especial para o Jornal da Comunidade
O Governo Federal e a UnB vão comemorar parceria vitoriosa que representa marco histórico de inserção da universidade no campo do desenvolvimento econômico mediante soluções tecnológicas e científicas baratas visando a busca de um capitalismo mais democrático com equilíbrio ecológico.
A parceria tem por objetivo a transformação da gordura animal e vegetal em hidrocarbonetos que formam o petróleo e derivam diversos produtos, do gás ao diesel, passando pela gasolina, querosene e borra, reutilizável, o que configura experiência ecologicamente sustentável.
Na prática, é avanço em relação à utilização do álcool para a fabricação do biodiesel, programa que se tornou menina dos olhos do presidente Lula, no momento em que o preço do álcool torna-se incontrolável, pressionando a inflação, obrigando o governo a fazer acordos de preços que certamente não serão cumpridos pelos empresários, dado o aumento do consumo do produto pela China.
No vácuo da inviabilidade econômica do biodiesel, mantido instável e em alta o preço do álcool, entra, imediatamente, em campo a solução desenvolvida pela UnB: o diesel vegetal. A Universidade revelou agilidade para aproveitar oportunidades de investimentos do ponto de vista do desenvolvimento ecologicamente sustentável.
Qualquer gordura, vegetal ou animal, queimada a mais de 300 graus centígrados se decompõe em suas moléculas iguais à do petróleo, permitindo, portanto, incomensurável oferta de produção, dada a extensão territorial brasileira. O protótipo inicial, a ser inaugurado pelo presidente, é uma proposta que atende as demandas do pequeno, do médio e do grande investidor. De cada tonelada de óleo obtida, conforme experiência desenvolvida pelos professores Paulo Suarez e Joel Rubin e mais uma equipe de vinte alunos, estão sendo obtidos 60% de diesel, 10% de querosene, 10% de gás, 10% de gasolina e 10% de água. A variação dos percentuais depende da quantificação das medidas utilizadas em laboratório para obter determinadas quantidades esperadas dos subprodutos. Inicialmente, a experiência piloto de pequena planta industrial produzirá 500 litros por dia de óleo diesel, mediante investimento em torno de R$ 30 mil. O abastecimento local e regional torna-se possível com ampliação dos negócios, que ganharão agregação de valor à produção do agronegócio nacional. A queda do preço do insumo fundamental à produção tornaria o país mais competitivo globalmente, algo que os industriais reclamam insistentemente ao governo na tentativa de reduzir seus custos para ampliar sua margem de lucro. Algodão, mamona, girassol, soja, óleos de fritura reutilizáveis etc. seriam produtos com amplos espaços para se transformarem em diesel, o derivado de petróleo de maior valor agregado, consumido por carro, automóveis, aviões, foguetes, tanques de guerra, navios, máquinas industriais, nos países mais ricos. A gasolina perde cada vez mais espaço no mercado de consumo diante do avanço do óleo diesel, que o Brasil importa para atender mais 5% do consumo nacional.
A auto-suficiência em óleo diesel a partir das gorduras vegetais e animais estaria, portanto, à vista. Se o diesel for produzido regionalmente a partir dessa experiência, as perspectivas do desenvolvimento regional ganharão novas dimensões, especialmente, se forem concluídas as ferrovias Norte-Sul e a Transnordestina, que figuram no plano de investimento do governo para 2006. São fatores de integração do Brasil Central ao mercado internacional por meio dos portos nas capitais dos estados do Norte e Nordeste.
Projeto divide opiniões
Os produtores de álcool estão há tempos preocupados com o desenvolvimento de experiências como as levadas à prática, agora, pela UnB. Já no início dos anos de 1990, a Universidade do Ceará iniciara experiência com óleos vegetais para obter derivados de petróleo.
A Unicamp levou projeto adiante. No governo federal, o ex-ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, entusiasmado com a possibilidade de auto-sustentação nacional de óleo diesel, autorizara, em 2001, a Embrapa a trabalhar com a UnB e outras universidades o desenvolvimento do projeto.
Os interesses dos produtores de álcool, com os quais o ministro Roberto Rodrigues, da Agricultura, possui afinidade, por ser, um produtor rural de porte, pressionaram para acabar com o diesel vegetal.
A inovação, no entanto, ganhou adeptos. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, a ministra Dilma Rousseff, então, das Minas e Energia, o ministro da Educação, Tarso Genro, decidiram apoiar por meio de convênio a UnB. Com investimento de R$ 800 mi, construiu-se usina de craqueamento de óleos vegetais e animais.
A expectativa dos produtores sempre foi a de aliar a produção do álcool à do biodiesel, na medida em que seriam os grandes fornecedores para indústrias das quais, certamente, se tornariam acionistas importantes. Descartada a utilização do álcool para fabricar biodiesel, o mesmo resultado pode ser alcançado, como, efetivamente, ocorreu, com a produção do produto a partir de gorduras vegetais e animais, por que se optaria por solução mais cara se há disponível solução mais barata?
O diesel vegetal, tecnologicamente, ultrapassou o biodiesel, ao mesmo tempo em que atende as especificações determinadas pela Portaria 301 da ANP relativa à qualidade do produto para o consumo. Os grandes produtores destilam seus produtos que vendem para a Petrobrás que por sua vez distribui o álcool e simultaneamente mistura-o à gasolina.
Tornada economicamente mais cara a solução do biodisel a partir do álcool como insumo fundamental diante da economicamente mais barata solução dada pela transformação das gorduras animais e vegetais no diesel vegetal, aos produtores de álcool e à Petrobrás a solução do diesel vegetal tornou-se incômoda.
Viraram imediatamente antagonistas. Agora, quando a escassez do álcool eleva seu preço e os lucros dos empresários, estes tenderiam a acomodar-se com a redução das perspectivas do biodisel, mas a resistência não acabou de todo.
Independente disso, a UnB seguiu com a experiência que se revelou vitoriosa. Ganhará mais destaque depois que colocar no mercado oferta de tecnologia para produção de 2.500 litros por hora. Em 90 dias será iniciada operação de planta industrial instalada em Formosa, Goiás, a 60 Kms de Brasília. Trata-se de parceira entre a UnB e a Binatural, indústria comandada pelo empresário e pioneiro da industrialização do DF, Sebastião Gomes. O modelo da UnB já chama atenção do empresariado nacional. Mais de vinte telefonemas são recebidos diariamente de interessados em conhecer a nova tecnologia. Empresa recentemente instalada em Cristalina, destinada a produzir diesel, com tecnologia alemã, recorreu à UnB, para assistência técnica, quando percebeu que a solução brasileira do diesel vegetal é imensamente superior a do biodiesel que importou.
Para o empresário, trata-se de um tento global marcado pela UnB, apoiada pelo governo. É possível, segundo Sebastião Gomes, 76 anos, redimensionar todo o desenvolvimento do agronegócio nacional em proporções bem mais amplas, na medida em que se abre espaço incomensurável às oportunidades de negócio que serão ativadas diante do barateamento do preço dos combustíveis. Maior integração econômica nacional com significativo aumento da renda média na economia, ao tempo em que coloca o Brasil como grande produtor mundial de diesel. Tudo, agora, dependerá de decisão política governamental para levar adiante a experiência.
De: Francisco - TSP
Assunto: Re: Jornal BIOCOM 19
Ótimas noticias!
mas olha, vamos ver com cuidado essa importação de pneu usado. Há muito tempo entrei no site da votorantin e eles estavam divulgando que queimavam pneu usado, dizendo que era uma atidude ecologica dar destino a um lixo, para produzir cimento. Todos sabem que a temperatura para produzir cimento é altíssima. Duvido que esta informação ainda esteja no site deles, eles são doadores sim, de qualquer campanha, e vejam, o cimento abaixou muito nos ultimos anos de R$20 foi para R$12. Pode ser imposto, pode ser redução de custo, pode ser estrategia de quebradeira de concorrente (duvido muito), pode ser tudo, mas uma coisa é certa, é muito estranho um produto basico que não seja alimento, diminuir de preço radicalmente como o cimento nos ultimos anos. Afinal cimento é energia pura e a energia só aumentou! Lembrem-se: Argila e calcareo moidos e misturados, aquecidos a uma temperatura de 1500 graus até formar o clinquer, substancia incandescente...
Atenção pessoal!
Acho uma pessima ideia substituir as plantas pelos animais para produção de oleo, menos biodiversidade, menos qualidade de vida, arg. Caminho do meio por favor, como na mensagem do xico xavier, boizinhos sim, mas com menos area, alimetados com mais napier e outro capim que esqueci o nome que cresce na sombra, quem sabe de uma agrgofloresta, uma especie de semi confinamento. Mais leite e menos carne. Os indianos nos ensinam. Uma questão de sobrevivencia? abs
De: Telmo [mailto:enunciado@yahoo.com.br]
Enviada em: domingo, 24 de setembro de 2006 17:00
Para: biocom@grupos.com.br
Cc: Rogerio Augusto de Wallau; dgazzoni@cnpso.embrapa.br
Assunto: [BioCom] Novo leilão terá 43 usinas poluentes
Construir esse tipo de usina, movida por fontes poluentes, tornou-se um bom negócio no País. Além das unidades já contratadas, a Empresa de Presquisa Energética (EPE) habilitou 43 usinas a diesel e óleo combustível para o próximo leilão, que ocorre dia 10 de outubro. Isso representa 4.070 mw ou 20% da capacidade instalada total que participará do evento. Duas térmicas a carvão devem entrar no leilão com 1.192 mw de potência. A contratação dos empreendimentos, porém, dependerá do preço.
Na avaliação do secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, José Goldemberg , o Brasil está na contramão da história, já que o resto do mundo vem procurando alternativas para diminuir a participação de fontes poluentes na matriz energética. Além do efeito estufa, o combustível provoca o smog - camada de névoa escura altamente tóxica formada por finas partículas de poluição que provoca problemas respiratórios. “O óleo combustível também é muito poluente, pois é o resíduo mais pesado do petróleo.” (Agência Estado 24-09-2006)
Vamos ficar assistindo parados?
Telmo Heinen - Formosa (GO)
Grupo Virtual "BIOCOMBUSTÍVEIS - PRODUÇÃO SOCIAL DOMÉSTICA" - Nosso e-mail: biocom@grupos.com.br. Uma bio-homenagem aberta a Thomas Renatus Fendel - www.fendel.com.br.
De: omles@brturbo.com [mailto:omles@brturbo.com]
Enviada em: sexta-feira, 15 de setembro de 2006 13:41
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: [BBC] NOSSO BIO VALE MUITO
http://www.bbc.co.uk/portuguese/economia/story/2006/05/060505_bushetanolmb.shtml
Bush quer acabar com imposto para álcool brasileiro
Bush disse que está disposto a discutir o assunto com o Congresso
O Congresso americano deveria acabar com a tarifa de importação do etanol de países como o Brasil, se quiser aliviar o desabastecimento de gasolina, disse o presidente americano George W. Bush, nesta sexta-feira.
"Quero trabalhar nisto com o Congresso," disse o presidente Bush ao jornalista Larry Kudlow do canal de televisão americano CNBC.
De: Tiago Reis [mailto:reistiago@yahoo.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 14 de setembro de 2006 21:54
Para: Thomas Fendel
Assunto: UE apresenta carro que faz quase 3 mil km com um litro de álcool
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/09/060914_
carroeconomicombfn.shtml
De: Jaime Pla [mailto:jaimepla@ig.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 1 de setembro de 2006 15:36
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Olá, sua atenção por favor...
Prezado Thomas Fendel,
Não imagina o quanto o admiro, o respeito como profissional.
Concordo em número, gênero e grau com suas posições sobre o álcool e outros combustíveis renováveis.
Tanto é verdade, que hoje dedico-me EXCLUSIVAMENTE a divulgar a VERDADE sobre a Distribuição e Comercialização desses produtos.
Cada dia mais vejo como nosso povo não luta por seus Direitos.
Só para seu conhecimento, devo dizer que É POSSÍVEL PRODUZIR, DISTRIBUIR E VENDER álcool, biodiesel e todo e qualquer produto combustível, por qualquer pessoa ou empresa. Claro que há algumas exigências a ultrapassar, mas nada que não seja possível.
Criei uma Associação Nacional para tratar exclusivamente sobre este assunto, e o que tenho notado é o seguinte:
O EMPRESÁRIO = Que produz equipamentos, Não acredita, acha que também sou lunático. Morre de medo da Petrobrás aparecer e fechar seu negócio, ou sofrer retaliações! Pode? Com isso vendem o equipamento na Clandestinidade, conheço casos de Micro-destilarias fechadas que seus proprietários desistiram porque não sabem como fazer para trabalhar na legalidade.
Dirigi-me a alguns deles e pasme! fui tratado até de forma desrespeitosa. Propus fazer o trabalho \"ad-sussesso\" mesmo assim não convenci quase ninguém (é incrível!).
Pois bem, gostaria de que o Sr, caso saiba de alguém interessado no assunto, divulgue meu e-mail. jaimepla@ig.com.br
Continue assim! Não desista, o Brasil merece!
Respeitosamente - Jaime.
De: Telmo Heinen-Y [mailto:telmoheinen@yahoo.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 1 de setembro de 2006 08:34
Para: Thomas Renatus Fendel
Assunto: Brasil tem luz mais cara que EUA e Europa
-----Mensagem Original-----
De: Brasil Alemanha
Para: telmoheinen@yahoo.com.br
Enviada em: sexta-feira, 1 de setembro de 2006 01:27
Assunto: Brasil tem luz mais cara que EUA e Europa
Em 10 anos, tarifa subiu quase três vezes mais que a inflação. Carga tributária ajuda a elevar preço.
A partir desta semana, brasileiros atendidos por sete distribuidoras passam a pagar mais caro pela
energia elétrica. O desembolso será maior para 4,1 milhões de usuários. Já 714 mil moradores no Distrito Federal tiveram a tarifa reduzida. "Premiados" com aumento ou não, porque os valores variam entre Estados e regiões, todos os consumidores de energia elétrica no país são atingidos por um sistema que, no mínimo, é injusto: o valor cobrado é muito elevado para os padrões de renda local.
O estudo "Key World 2004", da Agência Internacional de Energia (AIE), dá uma dimensão desse desequilíbrio. No caso do Brasil, a base foi a tarifa divulgada pela Aneel em 2004, que foi convertida para o dólar, quando cada dólar valia R$ 2,4. De 30 países europeus e americanos pesquisados, a tarifa brasileira é a 10ª mais cara. Pagam mais os consumidores da Suíça, Bélgica, Itália, Portugal, Áustria, Alemanha, Holanda, Japão e Dinamarca. Entre os 21 países em que a tarifa é mais baixa que a do Brasil estão França, Estados Unidos, Suécia, Reino Unido, Espanha, Canadá, Austrália, Irlanda, Coréia, Grécia e Islândia.
A distorção ganha contornos maiores ainda quando se compara a renda per capita. No Brasil atinge US$ 2.789 (2004), enquanto que chega a US$ 39.710 nos EUA, a US$ 31.460 no Reino Unido; a US$ 30.660 no Canadá; a US$ 29.320 na França; a US$ 29.220 na Austrália (segundo dados do Banco Mundial e do FMI). E a injustiça cresce na medida em que o Brasil é um dos líderes mundiais em concentração de renda – ou seja, a maioria da população ganha menos que a renda per capita, pois ela é a divisão das riquezas produzidas pelo número de habitantes.
Inflação – "É estranho o Brasil ter uma tarifa elétrica tão cara, mais elevada que a de países que dependem do petróleo, sabendo-se que a energia brasileira vem primordialmente a partir da água, que é renovável e gratuita", observa em entrevista à Agência Brasil o consultor na área de energia e coordenador de pós-graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Pereira d’Araújo. Essa estranheza começa a se dissipar quando se analisam pesquisas do IBGE. O resultado de uma delas é bastante esclarecedor: de janeiro de 1995 a dezembro de 2005, a inflação acumulada medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (o índice de inflação oficial, usado pelo governo federal) ficou em 149,43%. No período, a energia elétrica aumentou quase três vezes mais, acumulando alta de 420,70%.
Empresas que mais cobram pela energia
Estudo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) revela que a tarifa residencial mais cara no Brasil é paga pelos consumidores do Mato Grosso do Sul abastecidos pela Enersul. O preço do quilowatt-hora cobrado pela empresa é de R$ 0,419. Na seqüência, vem a CFLCL, de Minas Gerais (R$ 0,409), seguida pela também mineira Cemig-D (R$ 0,406), pela Celtins, do Tocantins (R$ 0,403) e Ampla, do Rio (R$ 0,378).
As lista das que cobram menos é liderada pela Jarí, do Pará, com R$ 0,238 por quilowatt-hora. Depois vêm a CER, de Roraima (R$ 0,247), Copel-Dis, do Paraná (R$ 0,260), a Eletrocar, do Rio grande do Sul (R$ 0,269) e a CFLO, do Paraná (R$ 0,269)
Privatização e tributos apontados como causa
O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro Luiz Pinguelli Rosa, que presidiu a Eletrobrás, liga o fato de a tarifa de luz no Brasil estar entre as mais caras do mundo às privatizações. "Quando houve as privatizações, criou-se uma regulamentação, supervisionada pela Aneel, que deu a essas empresas o direito de corrigirem seus valores por índices de variação acima da inflação geral do país", lembrou.
Os principais prejudicados, de acordo com Pinguelli, foram os consumidores residenciais. Além de pagarem as tarifas, eles foram onerados com uma série de encargos, como o seguro-apagão. A taxa foi criada em 2001 (época do racionamento de energia elétrica), com o objetivo de comprar geradores emergenciais, e extinta em dezembro de 2005. Também foi cobrado do consumidor o ressarcimento feito às empresas distribuidoras pelas perdas com o racionamento.
Tributos – "A energia está no limite de custo para o consumidor. Para reduzi-la é preciso ser aliviada de impostos". A avaliação é do professor Ivan Camargo, do Departamento de Engenharia da Universidade de Brasília (UnB). "É muito confortável onerá-la com tributos, pois a punição para quem não paga é muito severa. Ao consumidor só resta reclamar e economicar", acrescenta.
Para Camargo, quase um terço da conta corresponde a impostos. Ele cita PIS/Cofins, para o governo federal; ICMS, para os Estados; e taxa de iluminação pública, que vai para os municípios. "Todo mundo belisca um pouquinho", afirma.
Fonte: Correio Riograndense - Caxias do Sul, 31 08 2006
Site: www. esteditora.com.br
De: athosrm@terra.com.br [mailto:athosrm@terra.com.br]
Enviada em: domingo, 27 de agosto de 2006 22:23
Para: biocom@grupos.com.br
Assunto: RES: [BioCom] RES: Produzir no Brasil motores Elsbett com óleovegetal "in natura"
Fendel,
Parabéns, belo e-mail!
É muito complicado produzir um motor desses artesanalmente? Há problemas com patentes?
Qual é o custo de uma adaptação utilizando o seu Kit?
E por fim, ENEREDE, uma idéia que acho fantástica. Tanto o OVN quanto a ENEREDE são opções a favor da vida neste planeta e isto, no meu entendimento, precisa ser sempre lembrado.
Mas tenho algumas dúvidas. Como funciona? Li no BIOCOM sobre uma mini usina, como é isso? E o gerador, é muito barulhento?
HidroBioabraços Athos
De: Adriano Benayon [mailto:benayon@terra.com.br]
Enviada em: domingo, 27 de agosto de 2006 17:13
Para: Mauricio Amaral
Assunto: juros dívida pública, Fraude na Constituição
Prezados correspondentes,
Verifiquem nas páginas
http://www.adrianobenayon5655.can.br
http://paginas.terra.com.br/educacao/adrianobenayon/
as provas da fraude cometida em 1988, no texto da Constituição, para privilegiar as despesas com o "serviço da dívida pública".
A conseqüência desse delito - o qual denota bem a ilegitimidade de tudo que está aí - foi, nestes quase 18 anos, o gasto de trilhões de reais em juros e amortizações da dívida, que nada mais é senão juros capitalizados.
Além disso, as demais taxas de juros (pagos pelas pessoas jurídicas e físicas) são múltiplos da taxa de juros dos títulos públicos. Por isso a despesa atual no Brasil com juros pagos e capitalizados chega a R$ 500 bilhões por ano.
O dano acumulado, para o País, chega a dezenas de trilhões de reais, contando-se: 1) os trilhões de reais que se deixou de reinvestir na economia produtiva a cada ano, durante os 18 anos; 2) o desemprego e o sofrimento causado a milhões de brasileiros sujeitos à miséria ou a, na melhor das hipóteses, salários vis ou inadequados; 3) outros trilhões de reais não investidos por falta de perspectivas de demanda nos mercados, porque o poder aquisitivo dos brasileiros foi achatado e arrasado.
O lançamento deste dossiê, de autoria de Adriano Benayon e Pedro Rezende foi comentado por Sebastião Nery em sua coluna na Tribuna da Imprensa www.tribuna.inf.br, na edição de sábado e domingo, 26 e 27 de agosto.
Abraços, Adriano Benayon
De: Romeu Kerber [mailto:kerberkerber@hotmail.com]
Enviada em: quinta-feira, 24 de agosto de 2006 14:57
Para: bioenergia-l@jatoba.esalq.usp.br
Assunto: [Bioenergia-l] RE: Digest Bioenergia-l, volume 28, assunto 12
Boa tarde meus amigos.
Caso os interessados em produzir álcool ficarem esperando algum incentivo do Governo, ou uma legislação que seja benéfica ao setor, podem ir "tirando o cavalo da chuva". Não vai acontecer. Estes canalhas não tomam uma medida que venha a favorecer os brasileiros. Só leva quem for integrante de algum grande esquema, montado em algum gabinete à noite.
As microdestilarias vão funcionar na "moita", e cada um que quiser produzir para sí e vender algum excedente vai ter de se virar sozinho. E é o correto. Caso o Governo resolva a regulamentar o setor, a primeira coisa que vão querer financiar para a microdestilaria é o relógio medidor de vazão
para poder taxar em 50% o que é produzido. Ou seja, mais uma vez roubarem de quem trabalha.
Para quem acredita no Brasil, a saída vai ser fazer as coisas por conta própria, divulgar para os interessados a tecnologia e o conhecimento gratuitamente, e esquecer estes Sanguessugas que estão em outros setores também.
Alguém vai dizer que o que proponho é uma ilegalidadel. Mas e a soja transgênica que trouxeram era o quê?
Um abraço.
De: Clarissa Tag [mailto:clarissatag@gmail.com]
Enviada em: quinta-feira, 21 de setembro de 2006 07:33
Para: Fendel
Assunto: Fwd: California Sues Carmakers Over Global Warming
California sues six automakers for building cars that produce excessive amounts of greenhouse gases; the wounded die alone on the street because providing help could be fatal, writes a reporter in Baghdad; no democracy for at least a year, says leader of Thai coup; British scientists demand that Exxon stop funding climate deniers; bill to exempt logging review heads to Senate; judge upholds law requiring proof of citizenship to receive Medicaid; and more ... Browse at http://www.truthout.org/docs_2006/092006R.shtml
De: Laercio Piovezan [mailto:laercio@infomart.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 24 de agosto de 2006 12:34
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Micro-Micro-Micro Destilaria Solar
Thomas
Baixei alguns dias atrás o pdf anexo, sobre produçao de alcool a partir do milho
A destilação é solar, portanto valeria para qualquer fermentado.
Ainda não testei, mas achei que poderia lhe interessar.
Foi obtido no link
http://www.soilandhealth.org/03sov/0302hsted/0302homested.html
Procure por
"Hoye, David. Solargas: How to easily make your own auto and heating fuel for pennies a gallon. Los Angeles: International Publishing, 1979.
Much in the same tradition as Possum Living, this book clearly and simply demonstrates how any energetic and determined person can easily make all the ethanol and/or methanol a person could need from all sorts of organic wastes, corn, sugar beets, etc., using home-made equipment of great simplicity, and best of all, this alcohol production is entirely powered by the sun. The only things restricting this production are various governmental restrictions on the production of alcohol and the Establishment propaganda that intends to keep people dependent. This might be the most important single book on the entire website. Downloads as a PDF of 3.3 mb. OUT OF PRINT."
Para baixar de lá, tem que fornecer seu nome e seu email, o site pergunta se voce quer ser um contibuinte, pode responder NÃO que não tem problema nenhum, daí voce recebe na sua caixa postal um link para baixar o arquivo.