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OPINIÕES
E COMENTÁRIOS
SETEMBRO/
2005
-----Mensagem original-----
De: Fendel [mailto:thomas@fendel.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 26 de setembro de 2005 21:31
Para: TSP; solidariosbrasil; Katavento; Ita82
Cc: Floresta; Bioenergia
Assunto: Res: Biocombustível - Óleos Vegetais
Minha querida Marcela
Muito obrigado pelo incentivo e apoio à causa sustentável.
Fico feliz por vc estar do lado dos entusiasmados. Quem sabe vc consiga,
com tua monografia, convencer os mal informados, do uso fácil e
perene dos óleos vegetais combustíveis.
Quanto a referências técnicas, posso te recomendar os seguintes
endereços,com artigos em inglês:
www.greasecar.com - kits de conversão americanos
www.biocar.de - kits alemães onde consta a frota de 20 ônibus
com mais de 3 milhões de km rodados a puro óleo vegetal
www.elsbett.de - o precursor do fantástico e boicotado motor ELKO,
de altíssimo rendimento.
http://journeytoforever.org/biodiesel_SVO-palm.html - um teste em motores
estacionários de injeção indireta, com óleo
de dendê. Note que neste teste não foi utilizado kit nenhum
nos motores, e mesmo assim os resultados são satisfatórios.
Com o uso dos kits, os resultados seriam melhores do que com Diesel fóssil.
Em italiano tem: http://dns2.bytecode.it/oliovegetale/ com um relatório
de 124 veículos a óleo vegetal.
Em alemão tem www.fmso.de um forum de debates com 1.000 veículos
a óleo vegetal bruto registrados.
A maioria das referências acima é com óleo de canola.
Na Alemanha tem também o programa oficial dos 100 tratores a óleo
vegetal, com mais de 3 anos de uso e onde ainda tem 20 deles rodando sem
problemas.
Tratando-se de tecnologia inimiga das grandes corporações,
este aparente baixo êxito nos resultados, significa que, quando
operada de forma conveniente, ela é um sucesso. A mesma desinformação
e dificuldade ocorreu nos primórdios do nosso espetacular proálcool,
implantado a ferro e fogo por nosso teimoso Bautista Vidal, e infelizmente,
esta má vontade ainda reina até hoje.
Além de mais barato, o uso do óleo vegetal virgem prensado
a frio, como combustível, tem a vantagem de poder ser produzido
de forma muito simples e distribuída, agregando valor ao pequeno
agronegócio orgânico.
Como teu trabalho é abrangente sobre bioenergias, sugiro acrescentar
também as microdestilarias de álcool, além do biogás
e carvão vegetal (com recuperação e aproveitamento
dos gases, é claro).
Direcione tua dissertação para a parte política,
onde as mesquinhas leis elaboradas em prol dos grandes oligopólios,
proíbem o uso e o comércio das energias distribuídas
em pequena escala, através de estúpidas reservas de mercado
aos abastados sangue-sugas.
E parabéns pela iniciativa.
Meu caro Adriano
Nos primórdios do Proálcool, existia uma tecnologia em
que alguns motores de tratores e de caminhões Diesel eram alimentados
com álcool via carburador e 20% de Diesel fóssil via bomba
injetora.
Assim, certamente também é possível adaptar um motor
de ciclo Diesel a funcionar com 100% de álcool (motor no máximo
modificado para o ciclo Otto), mas não sei precisar se isso é
viável, é questão de ensaiar.
Parabéns pelo título de teu documentário cinematográfico
Bioenergético, e conte comigo para todas as tuas necessidades.
Na seção "opiniões" em meu sítio
www.fendel.com.br tem muita informação, que
complemento mensalmente.
Quem sabe, vc consiga fazer um roteiro bem didático, para eliminar
a ignorância e promover a vida perene.
Meu caro Pataro
Em 14/09/05 estive de Curitiba - PR, onde mais uma vez participei de
uma reunião sobre MDL a cargo da Câmara de Comércio
Japão/Brasil, que, para mim foi novamente incompreensível.
Negociata-se migalhas em detrimento da Bioenergia definitiva.
Participou uma ongueira educadora sócio-ambiental que se auto-intitulava
analfabeta técnica, que brigou comigo, pois defendia ardorosamente
o bobo hidrogênio e falava múltiplas asneiras a respeito
de nossa espetacular hidroeletricidade.
Espero que logo teu projeto de microdestilaria www.alcoolcombustivel.com.br
consiga deslanchar, pois seu retorno financeiro é inferior a 40
dias, se feito em aço carbono, e 400 dias, se feito todo em inox...
números simplesmente fantásticos e reais.
Estou cá divulgando teu trabalho e tenho certeza de que o Dr. Odair,
do CREA - MG, está igualmente encantado e juntando esforços,
que a cada dia chegam mais próximos de se tornarem tardia realidade.
Desanima não. A contagem regressiva está finalmente no finalzinho.
As Bioenergias são nossa única opção real
e viável para as energias de locomoção. Os cegos
babacas tecnocratas logo terão de enguli-las na marra.
Aqui em Rio Negro - PR, o litro de álcool combustível é
vendido a R$ 1,60; e vc o produz a R$ 0,35. Venda o teu álcool
aos interessados e incite teus alunos e clientes a
fazerem o mesmo, pois certamente o lobby dos chupadores de tetas alheias
não
vai permitir a aprovação da lei das microenergias em tramitação.
E se algum filho da puta pelego te encher o saco, jogue um balde de álcool
"sem querer" embaixo do carro do abestalhado, e acenda um cigarro...
Temos que parar de ser ovelhas de pernas abertas, amarradas.
E veja só como não é exclusividade nossa eleger
políticos idiotas e corruptos (Na Europa ao invés de mensalão
e mensalinho, a indústria do hidrogênio deve estar pagando
"anuidades" aos europarlamentarecos, ...só pode ser...):
"Eurodeputados defendem energia renovável
A União Européia (UE) deve apostar claramente pelo desenvolvimento
de energias renováveis, especialmente o "hidrogênio
verde", para evitar a dependência do petróleo, que registra
preços cada vez mais caros e voláteis, afirmaram o Parlamento
Europeu e a Comissão Européia (CE). Um grupo de eurodeputados
de todos os grupos políticos no Parlamento Europeu lançou
uma iniciativa a favor do "hidrogênio verde" porque "no
momento em que o barril de petróleo está perto de US$ 70,
temos que ir à frente", disse em entrevista coletiva o liberal
italiano Vittorio Prodi."
Fonte: http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=5306
Ou seja, enquanto metem o pau na lenha, que contém mais energia
no mesmo volume e é por baixo 1500 % menos cara, defendem o estúpido
"hidrogênio verde", cuja energia necessária para
a dissociação pensam ser a fotovoltaica ou eólica,
que imaginam barata, e se esquecem das múltiplas e enormes ineficiências,
em cascata, envolvidas.
Assim, uma centenária e sucateada locomotiva a Eucalipto, é,
e sempre será, mais econômica e ecológica do que qualquer
futura e besta locomotiva a perverso hidrogênio...
Ou querem fazer o "hidrogênio verde" com energia esotérica?
Já que tem gente inocente (pra não dizer ignorante) dando
vida para a água e alma para a floresta?
Meu caro Gervásio
Vc, como entusista organizador dos eventos da câmara Japão/Brasil
e admirador das definitivas e sustentáveis bioenergias, necessitas
urgente assistir às palestras do Bautista.
Segue colado abaixo a mais recente entrevista que tenho dele, reenviada
por meu amigo Telmo.
Note que ele (Bautista) fala muito do Japão, e assim, se vc ainda
não o conhece, te apresento ele na terça feira, durante
a Palestra que o Bautista vai proferir no CEFET - PR, para vc organizar
também um evento na câmara e quiçá no Japão,
com tradução simultânera, para mostrar aos japoneses
que é milhares de vezes mais inteligente investir em Bioenergia
do que em MDL, mercado de carbono, ...
Neste evento, vou mais uma vez relembrar ao Bautista e aos demais presentes
que: "Fazer Biodiesel de óleos vegetais é o mesmo que
fazer Biogasolina de
álcool..."
Acabo de retornar do Acre, onde a convite do presidente no CREA - AC,
tecnólogo Sopchaki, proferi palestra sobre a BIOENEREDE, junto
ao Arce-Bispo das Bioenergias, geólogo Marcelo Guimarães
que a 3 anos toca sua microdestilaria de álcool, feita por ele
mesmo, em seu sítio em MG, e que a chama mineiramente de alambique
em suas apresentações.
Foi o reverendíssimo Marcelo Guimarães um dos grandes colaboradores
do então coroinha Bautista a galgar o papado clerical da Definitiva
Vida Tropical Bioenergética.
No encontro com o Governador do Acre, este deu ordem expressa ao Detran
- AC, para emplacar meus carros clandestinos por lá, e ao falarmos
com o subalterno do Detran - AC, um ex-milico da reserva bitolado, percebi
pela conversa do tipo: "veja bem", que ainda terei que usar
minha placa Paraguaia por um bom tempo...
Fortes Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
«Quando todas as armas forem propriedade do governo, este decidirá
de quem serão as outras propriedades.» - Benjamim Franklin
-----Mensagem original-----
De: gapme@cefetpr.br [mailto:gapme@cefetpr.br]
Enviada em: sexta-feira, 23 de setembro de 2005 11:55
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: CEFET-PR PROGE: Palestra sobre Biocombustíveis
O CEFET-PR/PROGE em parceria com as Secretarias de Estado da Ciência,
Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e da Agricultura e do Abastecimento
(SEAB)
Promove Palestra com o tema
BIO-Combustíveis: Economicamente Viável, Energeticamente
Indispensável
Palestrante: Prof. JOSÉ WALTER BAUTISTA VIDAL
(Criador do Programa Pró-Alcool)
3ª Feira 27/09 na sala V001 de 19:00 às 21:00 horas
Esta palestra faz parte do "start-up" do Ciclo Itinerante de
Consultoria Técnica sobre Biocombustíveis, que objetiva
identificar grupos de pesquisa para a formação de NÚCLEOS
LOCAIS GESTORES DO "PR-BIOENERGIA"
"O governo do Paraná de forma pioneira vem discutindo o uso
de biocombustíveis como forma de energia alternativa, há
anos. E resultado disso foi a instauração do projeto "PR-BIOENERGIA"
e do Comitê Gestor de Bioenergia, através do decreto 2101
de 10 de novembro de 2003. Através da instauração
desse projeto se originaram ações como a articulada entre
a SEAB (Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento) / EMATER
(Empresa Paranaense de Assistência Técnica e Extensão
Rural) que visa o estudo da melhor matéria prima para a produção
do biodiesel (dentre elas o Nabo Forrageiro, o Pinhão Manso, a
mamona, o dendê, o girassol, a palma, a soja, o algodão);
o levantamento das áreas cultiváveis do Paraná; a
COPEL, através do estudo do melhor processo de instalação
dessa energia; e da SETI (Secretaria de Estado da Ciência Tecnologia
e Ensino Superior)/TECPAR (Instituto de Tecnologia do Paraná) através
do estudo das melhores técnicas de extração do biodiesel
e da realização de um levantamento do potencial oleaginoso
de cada planta, criando assim um parâmetro único e legal
para avaliar a qualidade do óleo.
Como membro do comitê gestor a SETI cumpre seu papel promovendo
a união das várias regiões e cidades do estado através
do Ciclo Itinerante de Consultoria Técnica sobre Biocombustível,
organizado pela Assessoria de Assuntos Acadêmicos, percorrendo várias
cidades do Estado tendo como principal consultor o professor Bautista
Vidal e promovendo o debate sobre esta forma de combustível nos
meses de Agosto e Setembro."
O Ciclo de palestras está sendo realizado em diversas instituições
de ensino e pesquisa ( Unicentro, UEPG, FAFIPAR, FECEA, FEFIPAR, FAFIJA,
FECEA, FECILCAM, UNIOESTE, CEFETPR-Pato Branco, UEM, CEFETPR- Curitiba,
UFPR e UEL).
O Foco da discussão na Unidade de Curitiba do CEFET-PR será
mais técnico, de modo que prevemos um grupo de até 70 pessoas
no lugar das 200 ou mais pessoas nas demais localidades. Assim, após
a palestra de 40 minutos poderemos não só discutir os temas
da palestra, mas também discutir as estratégias para a organização
dos Núcleos de Biocombustíveis.
Neste sentido, convocamos TODOS Professores e alunos que desenvolvam,
tenham
desenvolvido e/ou queiram desenvolver pesquisas com Biocombustíveis
para comparecerem à palestra seguida de discussão.
Pedimos a confirmação de sua presença através
do e-mail proge@cefetpr.br.
Para dúvidas e perguntas estamos a sua inteira disposição
no PROGE (ao lado dos sindicatos), nos telefones (41) 3310-4434 / 3310-4422
Atenciosamente,
Eric Fischer Rempe
PROGE - Grupo de Energias Renováveis
-----Mensagem original-----
De: Abrasgrãos [mailto:abrasgraos@yahoo.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 23 de setembro de 2005 00:17
Para: abrasgraos@yahoogrupos.com.br
Cc: Thomas Renatus Fendel; Mercado e Cia; Aurora Corretora Mercantil Ltda.;
Donato Heinen; Rogerio Augusto de Wallau; chazan@cientec.rs.gov.br; Miguel
Heinen; Deca Furtado; Joao Kunzler
Assunto: Pai do PROALCOOL dá uma longa entrevista...
Criador do Proalcool diz que biodiesel completa seu projeto e pede pressa
ao país - Arquive para consulta. É muito importante!
15h47min, em 22/09/2005 por Spensy Pimentel, Repórter da Agência
Brasil
(Radiobrás)
Brasília - O físico José Walter Bautista Vidal era
secretário de Tecnologia Industrial no governo Ernesto Geisel (1974-78)
quando coordenou a implantação do programa que até
hoje é referência mundial no campo dos biocombustíveis.
O criador do Programa Nacional do Álcool não define o Proalcool
senão como um "sucesso", um caso único no mundo.
Mas, não deixa de reconhecer: a implantação do biodiesel
no país vem retomar um trabalho que ficou incompleto por quase
três décadas. "Substituindo a gasolina pelo álcool,
você substitui apenas uma parte do petróleo importado.
O programa que nós montamos era para substituir o petróleo,
ou seja, a gasolina e o óleo diesel", explica.
Hoje, Bautista Vidal está engajado diretamente na implantação
do biodiesel no país. Ele coordena o Instituto do Sol, ONG que
se dedica à implantação de projetos de biodiesel
entre agricultores familiares.
Nesta entrevista exclusiva à Agência Brasil, o físico
fala sobre a ligação do Proalcool com o atual projeto do
governo para adoção do biodiesel no país. Ele defende
a viabilidade de se implantar imediatamente um patamar maior de mistura
de biodiesel ao diesel - o governo federal estabeleceu que em 2008 passa
a ser obrigatória a adição de 2%, hoje opcional.
Leia a seguir a primeira parte da entrevista, concedida em Brasília,
no apartamento de Bautista Vidal, profissional que, além do Proalcool,
tem no currículo o treinamento dos geofísicos brasileiros
que descobriram a Bacia de Campos, no Rio, viabilizando a exploração
de petróleo no subsolo marinho, e a implantação do
Pólo Petroquímico de Camaçari (BA), entre outros
feitos.
Agência Brasil - Como foi pensado o Proalcool? Havia alguma previsão
de
implantação do biodiesel naquela época?
Bautista Vidal - Nós implantamos o Proalcool em 1974, 75. Naquela
época, nós estávamos importando 60% do petróleo
necessário ao país. E, claro, o que nós queríamos
era deixar de importar. Substituindo a gasolina pelo álcool, você
substitui apenas uma parte do petróleo importado. Então
o diesel não foi mexido e, é claro, como o diesel tem uma
demanda nacional bastante grande, continuamos a importar petróleo.
Como estávamos substituindo parte da gasolina pelo álcool,
começou a sobrar gasolina, porque você era obrigado a importar
petróleo por causa do óleo diesel. Quando você separava
os componentes do petróleo, a gasolina era substituída pelo
álcool, e o diesel por nada. Aí começou a sobrar
gasolina.
O Brasil virou o maior exportador de gasolina para os Estados Unidos.
O programa que nós montamos era para substituir o petróleo,
ou seja, a gasolina e o óleo diesel. Nós demos prioridade
à gasolina porque era o mais difícil e o mais amplo.
Até hoje não houve um outro país que conseguisse
fazer um programa igual o do Brasil. Vários tentaram, mas não
conseguiram. Austrália e África do Sul tentaram. Os Estados
Unidos têm um programa só de mistura de álcool com
a gasolina, é um programa quase ecológico. Eles misturam
para retirar o chumbo-tetraetil, que é um veneno perigoso. Usando
a gasolina, você tem que adicionar o chumbo como antidetonante.
E o álcool é antidetonante. Você mistura 10% de álcool
e não precisa de chumbo. Então, passaram-se 27 anos, e nenhum
outro país conseguiu fazer um projeto nacional alternativo.
ABr - De alguma forma, o atual programa para adoção do biodiesel
completa o que vocês pensaram naquela época?
Bautista Vidal - É, mas repare, eu estava, 27 anos atrás,
elaborando um programa para misturar 40% de óleo vegetal ao óleo
diesel. Agora se prevê a mistura de 2%. É uma brincadeira.
O mundo todo está esperando que o Brasil substitua o petróleo.
Com essa
questão de os Estados Unidos invadirem o Iraque e tomarem as reservas
deles... Agora estão falando em invadir o Irã... Países
como o Japão, Alemanha, que dependem vitalmente da importação
do petróleo, estão começando a ficar preocupados,
porque o exército americano não vai dar colher de chá
ao japonês nem ao alemão. Eles vêm de uma guerra recente.
As pressões sobre o Brasil estão muito grandes para que
o país jogue no mercado alternativas aos derivados do petróleo,
de natureza renovável e limpa, como são o óleo vegetal
e o álcool. Como o petróleo está acabando e o carvão
mineral provoca o terrível efeito estufa, toda a esperança
do mundo é a produção de energia renovável
e limpa pelo Brasil.
ABr - Haveria capacidade imediata no país para estabelecer uma
mistura mais significativa de biodiesel?
Bautista Vidal - Mas isso é facílimo de instalar. E o interesse,
por exemplo, de que essas coisas se instalem, do japonês, do chinês,
do alemão, é enorme. Eles facilitam o dinheiro que o Brasil
quiser. E paga com combustível! Eles dão o dinheiro e depois
paga com combustível, sem juro nem nada. Claro, para eles é
uma questão de sobrevivência.
O Brasil está numa situação única, que nenhum
país teve. Agora, precisa ter a decisão de fazer. E aí
você passa para 2%, uma meta mixuruca, não tem nada a ver
com a demanda, porque a demanda vai ser enorme. O Brasil tinha que rapidamente
se preparar. É possível até com os pequenos produtores,
e nós estamos fazendo principalmente com os pequenos produtores.
E começam orientações equivocadas, como esse negócio
da mamona... O óleo da mamona custa três vezes o que custa
o óleo diesel. Como é que você vai produzir um produto
a partir de uma matéria-prima que custa três vezes mais?
Para o físico, país pode evitar que biodiesel seja dominado
por grandes produtores:
Brasília –
Na segunda parte de sua entrevista exclusiva à Agência Brasil,
o físico José Walter Bautista Vidal, criador do Programa
Nacional do Álcool, nos anos 70, comenta as estratégias
que estão sendo criadas pelo governo federal como forma de incluir
os agricultores familiares do país na cadeia produtiva do biocombustível.
Ele explica a concentração da produção do
álcool na estrutura de monocultura exportadora que dominou a economia
do país por séculos: à época, foi uma forma
de viabilizar a produção de grandes quantidades de álcool
de forma rápida e barata. E diz que, agora, com o biodiesel, é
possível fazer diferente. "No caso do biodiesel, não
existe essa estrutura. Então, você vai ter que montar tudo,
e aí vai escolher as opções que sejam melhores para
o país", diz ele.
Agência Brasil - Professor, o álcool acabou se estabelecendo
no país a partir da base de grandes propriedades, mantendo o esquema
de monocultura, de concentração da propriedade. Atualmente,
para evitar a repetição desse problema, procura-se vincular
a produção do biodiesel a pequenas propriedades. Isso vai
funcionar?
Bautista Vidal - Não vejo um projeto sólido ainda. No Piauí,
é uma hipótese, e todos os outros também, salvo os
projetos que estão sendo montados pelo Instituto do Sol para o
Banco do Brasil. O Instituto é uma instituição que
eu presido. O Brasil tem a melhor equipe do mundo num programa de alternativas
ao petróleo, que foi a que fez o Proalcool. Eu digo a melhor do
mundo porque ninguém conseguiu, só o Brasil. O governo Collor
desmontou a Secretaria de Tecnologia Industrial, onde estava essa equipe
que montou o Proalcool. Essa gente foi espalhada, cada um foi pro seu
canto. Eu, que dirigia a secretaria, saí depois e criei o Instituto
do Sol para absorver essa equipe. Depois de levarmos anos treinando essa
gente altamente especializada, destruir isso seria uma perda enorme para
o país. Assim, essa equipe que montou o programa do álcool
está montando o biodiesel para o Banco do Brasil. É gente
com 30 anos de experiência, doutores pelas melhores universidades
do mundo.
Quando o programa do álcool foi um sucesso mundial, nós
não tínhamos completado o programa porque tínhamos
que substituir o petróleo como um todo, não só a
gasolina. Aí, eu comecei a montar o programa de biodiesel, 27 anos
atrás. Já estava tudo pronto para substituir 40% do óleo
diesel por óleo vegetal, e aí a Mercedes da Alemanha começou
a criar dificuldades. Como os motores tipo diesel são praticamente
todos da Mercedes, o governo ficou meio assustado. Eu saí da secretaria,
e a coisa parou há 27 anos, não foi adiante.
Agora, está retomando tarde. Nessa brincadeira, nós perdemos
dezenas de bilhões de dólares importando petróleo
sem necessidade. Só que o mundo todo quer que o Brasil forneça
energia alternativa aos derivados do petróleo, e o Brasil sai com
um programa a 2%, quer dizer, estavam esperando um elefante e sai um rato.
ABr - Mas os óleos vegetais, em geral, estão muito valorizados
no mercado internacional. Como fazer para equilibrar a inflação
se tivermos uma mistura maior?
Bautista Vidal - No caso da mamona sim, é um óleo muito
complexo e é matéria-prima básica pra toda uma química,
a chamada recinoquímica. A recinoquímica é uma indústria
que faz todos os produtos da petroquímica usando a mamona como
matéria-prima, com uma vantagem: não é tóxico
e é biodegradável.
O mercado mundial está louco pra pegar esses produtos. Por que
a Petrobrás, que entregou a petroquímica e agora está
retomando, não entra na recinoquímica, se há um mercado
mundial aberto?
ABr - De um modo geral, hoje, quase todos os óleos vegetais têm
o preço superior ao litro de diesel, não?
Bautista Vidal - Sim, mas não em termos de matéria-prima.
Em termos de queima, é muito mais barato. Só a mamona tem
um alto valor no mercado internacional, porque é matéria-prima
de muitas outras coisas. Por exemplo, os lubrificantes de alta ou baixa
temperatura são todos de mamona. Na aviação, os lubrificantes
são todos a partir da mamona, porque resistem a baixas temperaturas.
ABr - Professor, as estratégias de isenção fiscal
vão ser suficientes para incluir os agricultores familiares na
cadeia produtiva do biodiesel em vários pontos do país,
em cada lugar a partir de uma determinada oleaginosa? Como o sr. vê
essa estratégia do governo?
Bautista Vidal - Eu vejo isso como uma coisa certa. Quando nós
implantamos o programa do álcool, nós estávamos projetando
usinas de todos os tamanhos. Não faz sentido você produzir
álcool pra uma região lá no Mato Grosso e ter que
transportar de São Paulo. Você pode plantar cana e ter lá.
Agora, o fato é que, no caso do álcool, já havia
uma estrutura gigantesca montada em cima da cana-de-açúcar,
pra poder sair açúcar, que levou 400 anos sendo montada.
O Brasil já foi o maior exportador do mundo com o açúcar.
Então, não se podia ignorar aquela estrutura já pronta,
todos os gastos feitos. O que nós fizemos foi um levantamento para
identificar a capacidade ociosa da indústria de açúcar.
Percebemos que 20% era de capacidade ociosa, investimento já feito,
sem demanda. Aí, montamos as chamadas refinarias anexas, com a
idéia de aproveitar a infra-estrutura já pronta. Assim foi
que o Brasil começou a produzir álcool, rapidamente, porque
a estrutura estava pronta, e a um custo baixíssimo, porque o investimento
já estava feito.
No caso do biodiesel, não existe essa estrutura. Então,
você vai ter que montar tudo, e aí vai escolher as opções
que sejam melhores para o país.
Como você tem um grave desemprego, muita pobreza, e os óleos
vegetais se prestam para serem feitos, desde que articulados em cooperativas,
em pequenas propriedades, nós estamos dando prioridade, evidentemente,
a essas pequenas propriedades.
Você junta 100, 200 pequenos produtores e faz uma usina de biodiesel.
È como nós fizemos com o Instituto do Sol com no Rio Grande
do Norte, no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais, no Paraná... O
Paraná, por exemplo, colocou a Copel, a empresa de energia elétrica
local, altamente capitalizada, para ajudar o pequeno produtor. Porque
o pequeno produtor tem que ser ajudado com a tecnologia.
"Brasil está condenado a ser a grande potência energética
do mundo", diz
Bautista Vidal:
Brasília - A matriz energética brasileira vive ainda os
efeitos de um "desastre" produzido nos últimos anos,
avalia o físico José Walter Bautista Vidal, criador do Programa
Nacional do Álcool. Ele cita como exemplos a internacionalização
das empresas elétricas, durante o governo Fernando Henrique Cardoso,
bem como os contratos com a Bolívia para fornecimento de gás,
além do declínio do uso do álcool como combustível
de automóveis.
Na terceira parte de sua entrevista exclusiva à Agência Brasil,
Bautista Vidal também profetiza: o Brasil está destinado
a se tornar a grande potência energética do planeta, graças
à abundância de sol e água, que propiciam a produção
de combustíveis a partir da biomassa.
ABr - Professor, como o sr. avalia o quadro atual da matriz energética
brasileira?
Bautista Vidal - A matriz energética brasileira está um
desastre. O que fizeram com o setor elétrico até hoje não
foi recomposto. Nós temos o mais importante e mais limpo setor
de produção de eletricidade do mundo, a partir das hidrelétricas.
O governo Fernando Henrique Cardoso internacionalizou 80% das distribuidoras
e 20% das geradoras. Aí, deu o apagão e essas barbaridades
todas, e até agora o sistema elétrico não se recompôs.
Chegamos a substituir 96% dos carros a gasolina por carros a álcool.
Recentemente, esse índice chegou a 1%. Esmagaram o programa do
álcool. Quase desapareceu a produção do carro a álcool.
Se usa o álcool na mistura com a gasolina, mas não no carro
a álcool, que inclusive é mais barato, é o álcool
hidratado.
Depois, montaram aquela barbaridade do gás na Bolívia, em
que o Brasil teve um prejuízo descomunal... Agora, com as pressões
internacionais e todo mundo falando, o governo Lula começou a anunciar
um programa do biodiesel, absolutamente necessário, porque senão
você continua importando petróleo.
ABr - Em quanto tempo se calcula que vai haver o esgotamento do petróleo?
Bautista Vidal - Olha, esse número não é fácil
de definir porque, se você pegar as reservas existentes e a demanda
mundial e dividir a reserva pela demanda, daria pra vinte e poucos anos,
quando o mínimo seria 30 anos. Então, já há
um déficit mundial. Agora, o que acontece é o seguinte:
como as grandes potências, Estados Unidos, Japão, Alemanha,
todo mundo depende do petróleo, as potências nucleares querem
reservar para si o petróleo que sobra, que é pouco. Por
isso é que estão invadindo o Iraque. Por isso é que
já anunciaram que vão invadir o Irã. E aí,
fica o petróleo reservado pra eles, e os outros não vão
ter acesso. Claro, eles estão defendendo o deles, não é?
Eles têm poder nuclear. Com essa condição, o Japão,
por exemplo, está desesperado. Se o
exército americano ocupa os poços de petróleo, vão
dar colher de chá ao japonês? Vão dar colher de chá
ao alemão?
Assim, essa estimativa depende também da definição
de quem vai tomar conta do petróleo que sobra. É claro que
são as potências nucleares. É claro que é o
poder militar. E aí não tem como dizer que vai durar tantos
anos. Vai durar como, se o americano está tomando para ele? Então,
pode faltar no próximo ano.
E uma conseqüência lógica: pouca oferta para muita demanda.
A demanda de petróleo no mundo aumentou com a China, com a Índia,
com o problema do clima, que está mudando - está muito frio
no inverno, muito quente no verão. As pressões pelo pouco
petróleo que sobra aumentaram. E o preço subiu. Já
está em mais de US$ 60 o preço do barril.
ABr - Esse alto preço é um alerta?
Bautista Vidal - É uma conseqüência natural. E vai chegar
a US$ 100 rapidamente. Isso vai criar um problema mundial. Quer dizer,
passamos em algumas décadas de US$ 2 o barril, para US$ 61, e agora
vai a US$ 100, talvez ainda este ano. O embaixador Rubens Ricupero, que
estava dirigindo a Unctad (Conferência das Nações
Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento), tinha informações
de todo o mundo, previu que o barril do petróleo ia chegar a US$
100 rapidamente.
As economias vão explodir. Como é que vão pagar US$
100 por um barril de petróleo? Um negócio que custava US$
20 há pouco tempo, chegou a custar US$ 2... Por isso, essa sua
pergunta é muito difícil de responder.
Depende do posicionamento das grandes potências ao pegar o petróleo
que sobra, e eles têm condições de fazê-lo,
com o poder militar. Então, você pode querer comprar o petróleo,
e ninguém lhe vende, porque ele vai guardar o petróleo para
si, porque se trata de um produto altamente estratégico. Um país
como o Brasil, que tem condições de substituir o petróleo,
como um todo, por energia renovável e limpa, eterna - se é
renovável, é eterna -, pode correr riscos muito grandes.
Nós temos reservas razoáveis descobertas pela Petrobrás,
mas elas vão acabar rapidamente. Temos que entrar na energia renovável,
o mundo inteiro está caminhando nessa direção. O
Fórum Mundial de Energia, que aconteceu em Bonn, na Alemanha, no
ano passado, decretou que o futuro do mundo está nas energias renováveis
e limpas das regiões tropicais. Não é mais petróleo,
não é mais carvão mineral, é renovável,
acabou. O Brasil está condenado a ser a grande potência energética
do mundo.
ABr - Por que o Brasil?
Bautista Vidal - As energias renováveis só são possíveis
nas regiões tropicais. E o Brasil é o único continente
tropical. Todas as formas energéticas vêm do Sol. Todas:
a hidrelétrica, a eólica, a biomassa, o petróleo,
o carvão. No caso do petróleo, leva 400 milhões de
anos para a energia que vem do sol se transformar em hidrocarboneto. No
caso da biomassa, em que a fotossíntese da planta capta a energia
solar, o girassol, por exemplo, leva dois meses para fazer a mesma coisa.
Quer dizer, o petróleo é não-renovável. Você
não vai ficar esperando 400 milhões de anos. Agora, dois
meses é tranqüilo, né?
E essas formas energéticas renováveis só são
possíveis a partir de regiões tropicais, porque aqui tem
muito sol. E tem água. A Alemanha está fazendo um programa
de energias novas, mas não consegue fazer combustível líquido
porque não tem sol. Por isso, a Alemanha caminhou na direção
da energia eólica, dos ventos, porque lá tem diferença
de pressão entre o mar e o continente. A Alemanha se transformou
na maior produtora de energia elétrica a partir da energia eólica,
e na maior produtora de equipamentos. Bateu o Japão, bateu os Estados
Unidos. Mas a Alemanha não consegue fazer energia líquida,
porque não tem sol.
Para técnicos do governo, mamona para biodiesel é viável
e 2% são necessários por ora
Brasília - Técnicos ligados ao governo federal discordam
da avaliação do físico José Walter Bautista
Vidal, criador do Proalcool nos anos 70, quanto ao uso da mamona na produção
de biodiesel. A divergência principal é quanto à viabilidade
econômica do uso do vegetal, cujo óleo é especialmente
valorizado no mercado internacional, por ser utilizado como matéria-prima
na produção de lubrificantes, por exemplo. Bautista Vidal
também acredita que o governo federal deveria incentivar a mistura
de uma porcentagem maior do que 2% de biodiesel no diesel utilizado no
país.
Para Arnoldo de Campos, da Secretaria Nacional de Agricultura Familiar,
o uso da mamona na produção do biodiesel é economicamente
sustentável. Ele diz que o preço internacional do vegetal
é hoje controlado por um grupo pequeno de empresas, que o fixam
arbitrariamente. O alto preço do produto não teria base
real. "Com a entrada de mais produto e de mais compradores nesse
mercado, ele tende a se modificar rapidamente", afirma. Campos também
diz que o governo está investindo no estabelecimento de preços
mínimos e outras garantias para os produtores, tanto da mamona
como de biodiesel - como contratos de longo prazo e um sistema de seguro,
por exemplo. "Para viabilizar o projeto, não podemos fazer
balcão de óleo no mercado. A Petrobrás vai fechar
contratos e garantir preços, para não ficar refém
da cotação da mamona."
Campos, que participa da coordenação e do planejamento do
Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel, explica
que a definição do uso opcional de 2% de mistura do biocombustível
ao óleo diesel até 2008 está baseada na avaliação
de que é preciso uma "rampa suave" no projeto. "Acreditamos
que uma rampa mais íngreme, ou seja, uma mistura muito maior neste
momento, dificultaria as políticas de estímulo à
organização dos pequenos produtores que estamos buscando",
explica ele.
Segundo ele, o governo espera garantir para os agricultores familiares
pelo menos 50% dos cerca de 800 milhões a 1 bilhão de litros
no mercado aberto pela obrigatoriedade da mistura de 2% de biodiesel a
partir de 2008 – hoje essa mistura é opcional. Campos explica
que os organizadores do Programa do Biodiesel previram a viabilidade da
produção do biodiesel a partir de vegetais comuns na monocultura
para exportação, como a soja. Por isso, estabeleceram uma
política de incentivos fiscais e crédito facilitado para
a produção a partir da agricultura familiar. "Com esse
apoio do governo, o pequeno agricultor terá condições
de concorrer com o biodiesel de soja, por exemplo."
O assessor especial da Presidência da República José
Graziano da Silva lembra que a mesma observação quanto à
baixa produtividade da mamona era feita nos anos 70 quando a cana-de-açúcar
usada para a fabricação de álcool começou
a se expandir pelo interior de São Paulo. "Diziam que a produtividade
por hectare não dava viabilidade para a cultura. Em poucos anos
a produção se multiplicou, por causa do desenvolvimento
das técnicas e das variedades cultivadas. Com a mamona, a tendência
é acontecer a mesma coisa".
A Brasil Ecodiesel, primeira empresa a produzir biodiesel a partir da
mamona, no semi-árido nordestino, desde agosto, também aposta
na viabilidade dessa cadeia produtiva. Segundo Ricardo Alonso, gerente
de produção da empresa em Floriano (PI), a estratégia
da empresa é firmar contratos com os agricultores familiares, de
modo que os preços do produto a ser colhido sejam estabelecidos
com antecedência, em acordo com as bases de preço mínimo
demarcadas pelo governo federal. Ele lembra que o preço mais alto
do óleo de mamona, normalmente tomado por base para apontar a inviabilidade
do seu uso para o biodiesel, só é obtido quando o produto
está em fase final de processamento, já tendo passado por
várias etapas de refino. "O óleo bruto, que usamos
para fazer o biodiesel, não chega nem perto dos mais de US$ 1.000
por tonelada que se costuma
calcular", explica.
22/09/2005 - Reenviada por Telmo Heinen, Formosa(GO)
-----Mensagem original-----
De: Sergio Pataro [mailto:sergiopataro@pontenet.com.br]
Enviada em: terça-feira, 13 de setembro de 2005 10:13
Para: Fendel
Assunto: Re: micro destilarias
Amigo Thomas,
Recebí seu e-mail mas estava com problemas aquí no meu computador.
Você é realmente fantástico.
Espero que tenha realmente gostado.
Hoje estou indo montar uma nova versão de uma mini-destilaria de
álcool extremamente compactada capaz de produzir 2.000 litros/dia.
a um custo de aprox. R$35.000,00 reais.
Caso consiga com a ajuda de "Deus" estaremos construindo uma
nova estória para a história da evolução de
energias limpas, alternativas e disponíveis na natureza. Mas, de
qualquer forma, últimamente quando vejo uma lata de lixo, sinto-me
atraído.
Hoje, coincidentemente, este documentário sobre mini-destilarias
de álcool estará sendo exibido na assembléia legislativa
do estado/MG, para efeito de regulamentação da lei de micro
destilarias de álcool. Fico muito feliz por isso. Dentro de 10
(dez) dias estarei fazendo contato de novo e gostaria que me ajudasse
indicando um grupo de pessoas que vale a pena compartilhar este trabalho.
Estarei pronto também para apresentação de datashow´s.
Farei contato com o sr. Odair. Muito bacana a expressão da ajuda
dele. Estou muito agradecido.
Obrigado meu amigo. Obrigado mesmo!
Sergio Pataro
-----Mensagem original-----
De: adriano gc [mailto:adrianocaceres@yahoo.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 12 de setembro de 2005 21:59
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Motor diesel para álcool
Caro Senhor Thomas Fendel,
Meu nome é Adriano Gonçalves, sou aluno de Engenharia Florestal
da Universidade de Brasília. Estou filmando, fotografando e estudando
para compor um documentário com o título: "Energia
de Biomassa: A Farsa do Petróleo e o Colosso Tropical Adormecido."
Gostaria de saber se é possível filmar os kits de conversão
de motores e outros equipamentos que o senhor engenhosamente desenvolveu.
Aproveitando a oportunidade gostaria de saber se é possível
transformar o motor à diesel de uma caminhonete Toyota Hilux para
funcionar à álcool.
Grato pela atenção,
Adriano
-----Mensagem original-----
De: Marcela [mailto:marcela.wonderland@gmail.com]
Enviada em: sábado, 10 de setembro de 2005 20:56
Para: Fendel
Assunto: Biocombustível - Óleos Vegetais
Olá, Dr. Fendel
Meu nome é Marcela.
Assisti à sua palestra no Auditório da Câmara, faço
parte da metade da pláteia que ouviu suas palavras com entusiasmo.
Venho acompanhando seu discurso pelo fórum Bioenergias e pelo seu
site. Foi realmente deprimente o ar de arrogância e desprezo com
que aqueles senhores da Petrobras trataram o assunto dos óleos
vegetais.
Sou estudante de economia da Universidade de Brasília, estou na
fase de conclusão do curso e vou escrever minha monografia sobre
desenvolvimento sustentável e biocombustível. Num primeiro
momento pensei em analisar o Biodiesel, mas sei que os custos de produção
atuais torna o produto menos competitivo com relação ao
diesel petróleo e sua viabilidade econômica se daria por
meio de incentivos fiscais do governo. No entanto, tomei conhecimento
por meio de pesquisas no assunto e principalmente pelo senhor que o uso
do próprio óleo vegetal é possível, o próprio
Rudolph Diesel
utilizou óleo de amendoim, sem o caro processo de transesterificação.
Claro que com adaptações no motor.
Dr. Fendel o senhor teria algum estudo, sabe de alguma pesquisa que mostre
a eficiência do uso do óleo vegetal, um estudo que mostre
desempenho do motor, durabilidade, essas questões técnicas.
Vou precisar para utilizar na minha monografia, pois em vez de defender
o Biodiesel, pretendo ousar um pouco e levantar a questão dos óleos
vegetais como combustível motor. Os benefícios sociais,
econômicos e ambientais compreenderiam os mesmos do biodiesel mas
com a vantagem adicional de ser menos custoso.
Será que o senhor poderia me ajudar com algum texto. E mais alguma
idéia.
Esse assunto não pode ficar restrito a meia dúzia de bravas
pessoas como o senhor. Precisa ser realmente levantado, por que Biodiesel
e não óleos
vegetais? Gosto dessa idéia.
Um abraço
-----Mensagem original-----
De: Fendel [mailto:thomas@fendel.com.br]
Enviada em: sábado, 10 de setembro de 2005 18:13
Para: Hernani; solidariosbrasil; TSP; Katavento
Cc: Bioenergia; Floresta
Assunto: RES: Óleos Vegetais, In natura-Parabéns!
Meu caro Hernani
Acessei teu sítio: www.biocombustiveis.com.br e fiquei imaginando
tua gladiação quixotesca com pelegos, doutores, políticos
e demais falastrões que se julgam os donos do saber e da cocada.
Estas catervas sequer sabem calcular massas moleculares e analisar tabelas
elementares de poder calorífico.
Assim papagueiam asneiras na área energética, que acabam
se tornando insustentáveis verdades.
Acabo de reconfirmar esta triste realidade no VI Seminário de Energias
na Câmara dos Deputados - dia 01/09, onde proferi palestra com mais
uma dúzia de "especialistas", que se empenharam em promover
o porco gás natural, medíocres postos de combustíveis
fósseis batizados de ecológicos, redução de
tarifas de energia elétrica aos abastados eletrointensivos que
já a recebem por micharia, defesa do caro e desnecessário
Biodiesel, etc.
Nos motores Diesel de injeção indireta com pré-câmara
(aqueles que possuem velas aquecedoras) como é o caso do motor
de Kombi que vc deve ter na tua Parati, pode-se utilizar 100% do óleo
vegetal virgem de qualidade; e nos demais motores Diesel, pode-se instalar
kits que basicamente aquecem o óleo vegetal, ou então simplesmente
adicionar até 30% de óleo vegetal virgem prensado a frio,
decantado, filtrado e devidamente misturado ao Diesel fóssil.
Pra que fazer B2, B5, etc, se pode ser utilizado OV20?
Resposta: Para tornar o processo oneroso e sustentar oligopólios
e políticos corruptos.
Felizmente, metade da platéia (a inteligente e não corrompida)
me aplaudiu entusiasmada, enquanto a outra queria me lançar seus
sapatos... de salto alto.
Meu caro Celso
O gasogênio é uma bela forma de se utilizar biomassa.
O mais fácil e rudimentar é o gasogênio a carvão
vegetal, que consiste basicamente de uma lata fechada contendo o carvão
vegetal, com dois furos opostos. Pelo furo de entrada de ar, entra o oxigênio
que queima parte do carvão vegetal resultando em CO2. Este CO2
em contato com o carvão incandescente adjacente, se reduz para
CO - monóxido de carbono, que é o combustível que
é chupado pelo motor, junto a mais oxigênio que entra por
um "furo" controlado no coletor.
Este gás é conhecido como gás pobre, pois o nitrogênio
do ar entra 2 vezes no sistema, reduzindo o rendimento.
Embora o monóxido de carbono seja venenoso, ele é completamente
queimado no
motor, resultando CO2.
Pode-se introduzir alguns pingos de água ao carvão incandescente,
e assim se obtêm traços de hidrogênio, que melhoram
o desempenho global.
Claro que o carvão vegetal pode ser peletizado, e deve ser produzido
com a recuperação dos gases pirolenhosos...
Meu caro Daniel
Obrigado por enviar o texto do Babu abaixo, que reacende nossas esperanças
de um mundo com menos homus babacus.
Verdes e amarelos Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
"Bioenergias são definitivas, não alternativas"
- Bautista Vidal - O pai do
proálcool
-----Mensagem original-----
De: Daniel Ciochetta [mailto:dciochetta@yahoo.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 9 de setembro de 2005 15:28
Para: solidariosbrasil@yahoogrupos.com.br
Assunto: [solidariosbrasil] Devana Babu
Caros,
Li esse texto e o achei interessante pela descrição do mundo
por uma criança de 13 anos.
O texto foi publicado no Jornal Zero em 09/09/2005, disponível
no saite
www.zerohora.com.br
Um abraço,
Daniel Ciochetta.
Devana Babu
Conheci Devana Babu em uma escola pública pobre de um lugar paupérrimo:
São
Sebastião, cidade-satélite de Brasília. Estava lá,
a 2.027 quilômetros dos chopes da Calçada da Fama, a convite
da Secretaria de Educação do DF. Missão singela:
conversar com os alunos sobre livros que escrevi. A cidade é feia,
poeirenta, chega-se à escola por uma rua de chão batido
que nem rua é, é mais um terreno baldio.
Mas, quando comecei a falar (e a ouvir), que surpresa. Os alunos prestavam
atenção, compenetrados, faziam perguntas inteligentes. Tinham
lido os livros, elaborado redações, desenhos, histórias
em quadrinhos e peças teatrais baseadas em alguns contos. Assisti
às peças, vi os desenhos, me encantei. Eram ótimos!
Então apareceu Devana Babu. Um mulatinho mirrado e sorridente.
Chegou dizendo que também escreveu um livro. Pedi para ver. Ele
me deu um exemplar e o autografou. Cinco folhas de papel-ofício
grampeadas. "O Esdrúxulo", o título. Li a apresentação,
escrita por ele mesmo, e fiquei assombrado.
Reproduzo-a:
"No momento em que eu, Paulo Sérgio Jr, vulgo Devana Babu,
escrevo esse texto, conto 13 anos de idade, e Luís Paulo, vulgo
Próton, o desenhista, tem 15 anos. Em plena aula de inglês,
observando tolos ataques de histeria de minha professora, um misto de
idéias, sentimentos e memórias me acometeram, condensando-se
e materializando-se como O Esdrúxulo.
O texto é ambientado na cidade de São Sebastião,
às margens das Asas e dos Lagos, sem lazer, sem cinema, sem clube,
sem teatro e sem salvação. Um gueto em que os sonhos dos
jovens convergem sempre para a exploração do corpo, como
modelos que nunca desfilarão em Paris, ou futebolistas que nunca
jogarão no Real Madrid, enquanto que a vida dos adultos converge
para a servidão. Um vale em que aos fins de semana o fluxo e a
população aumentam, porque os copeiros, mordomos, garçons,
cozinheiras, faxineiras, empregadas, babás (e toda sorte de denominações
de criados) estão voltando da residência dos patrões
no Lago Sul. E não podendo manter um lazer lá fora, posto
que esse é feito para o consumo burguês, retornam para seus
lares apenas programados para descansar (e nem isso para satisfação
pessoal, apenas para estar pronto para retomar a jornada de trabalho na
segunda-feira).
Essa imobilidade social, essa passividade, essa aura de ignorância,
essa redoma de submissão, não apenas reproduzida no colégio,
mas presente na cidade, associada a um mundo pessoal, é que deram
o tom do texto."
Devana Babu, por Deus, ele mesmo escreveu o que você acabou de
ler entre dois pares de aspas. Pois em algo Devana Babu está errado,
no texto acima:
São Sebastião tem salvação, sim. São
Sebastião, Brasília e o Brasil, desde que dêem escola,
livro e chance para meninos como Devana Babu.
David Coimbra david.coimbra@zerohora.com.br
De: bioenergia-l-bounces@jatoba.esalq.usp.br
[mailto:bioenergia-l-bounces@jatoba.esalq.usp.br]Em nome de celso
Enviada em: sexta-feira, 2 de setembro de 2005 16:46
Para: Bioenergia-l@jatoba.esalq.usp.br
Assunto: [Bioenergia-l] Gasôgenio
Boa tarde a todos,
Gostaria de saber se alguem possui algum projeto de um gasôgenio
para que eu possa construir um aparelho para uso experimental em minha
caminhonete ou alguma literatura a respeito, acho muito interessante essas
energias alternativas. Atualmente estou trabalhando num projeto de hidrôgenio
,mas ate o momento não estou tendo êxito
Desde já agradecido
Celso L. Santos
Planejamento
Setormec Ltda
Tel: (37)3222-0550
Fax:(37)3222-0277
celso@setormec.com.br
-----Mensagem original-----
De: Hernani Lopes de Sá Filho [mailto:ernanisa@uol.com.br]
Enviada em: terça-feira, 6 de setembro de 2005 22:33
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Óleos Vegetais, In natura-Parabéns!
Prioridade: Alta
Caro Thomas,
Ufa! finalmente encontrei alguém racional, inteligente e guerreiro
como eu (30 anos de luta!).
Li sua matéria sobre óleos vegetais em http://www.fendel.com.br/index.html
.
Parabéns.
Eu posso te dizer que inseri o INT, CEPLAC, UESC, etc. na verdade, nas
últimas referidas, fiz tudo sozinho, com bandidos dirigentes e
colegas incompetentes puxando o tapete.
Aposentei-me agora; não aguentei tanta burrice ou má fé
(você sabe que existe).
Meu novo site é: www.biocombustiveis.com.br onde está uma
história de lutas sobre o tema.
Estou à disposição para somarmos.
VIVA A INDEPENDÊNCIA do Brasil com os biocombustíveis,
Um grande abraço,
Hernani de Sá
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