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13 - Usga

A primeira frota de carros a álcool do Brasil rodou em 1927, em Pernambuco e em Alagoas.
Os combustíveis com base no álcool se chamavam USGA, Azulina e Motorina. Na época, existiam até locomotivas tocadas com essa cachaça.

Com a queda do preço da gasolina, esse coquetel eter-alcoólico perdeu a competitividade.
A história do álcool x petróleo, hoje, tem suas semelhanças com a história do sal na Índia. A Índia é banhada pelo mar em mais de 50% de seu território e importava sal a preços altos. Gandhi, certo dia, andando pela praia, se tocou que ali havia sal pra mais de metro. E a Índia parou de importar sal.

Assim, é urgente que algum patriota nosso caminhe por um canavial, ou por um reflorestamento, e se aperceba da energia solar ali concentrada. Assim, logo seremos exportadores de energia com poluição negativa para todo o restante do globo terrestre.

Sim, poluição negativa, graças à espetacular fotossíntese, que capta o poluente gás carbônico da atmosfera, separa-o em seus componentes, carbono e oxigênio, para formar os carboidratos em conjunto com o hidrogênio retirado da água do solo. Esses carboidratos constituem a biomassa, que nada mais é do que energia solar concentrada em forma vegetal.

Segundo o mineiro Marcelo Guimarães, exímio conhecedor das florestas tropicais, é possível se criar milhões de empregos na área rural e esvaziar o contingente populacional das inabitáveis megalópoles, eliminando a violência, a criminalidade e a loucura urbana.

Fato escandaloso da civilização brasileira é a contradição entre a melhor energia do cosmo e o povo passando fome.

A defasagem tecnológica entre os países dominantes e os colonizados, resultou no domínio econômico e político sob o qual se vive hoje.

E pior do que comprar tecnologia ultrapassada, é o país comprar também o agonizante combustível fóssil sem nenhuma necessidade.

Na escola da biomassa, está banido o engodo de importar "tecnologia de ponta".
Os EUA consumiram 90% de suas reservas de petróleo. Hoje, sobrevivem esbanjando energia de terceiros, conseguidas por bem ou por mal, por guerras ou por entreguismos.

O obstáculo que entrava o conhecimento do potencial de felicidade social da biomassa é o sistema de comunicação controlado, que não permite serem a opinião pública ou a força nacional mobilizadas.

Gilberto Felisberto Vasconcelos cita em seu livro "A Salvação da Lavoura" que a massa vegetal, agrícola e florestal, se transformará em energia, alimento e adubo. A biomassa é uma fonte de combustível renovável, substituta de todas as energias fósseis.

É falso o conceito de divisão do mundo entre Ocidente e Oriente, ou mesmo entre capitalismo e socialismo. A divisão é entre mundo temperado e mundo tropical; é entre mundo fóssil e mundo vivo. O que falta é o mundo vivo acordar, deixar de ser capacho do mundo fóssil.

A professora Sônia Maria Antunes fez (±) o seguinte resumão sobre o programa Fome Zero:

"Dar esmola não é solução. Mendigos fartos, sempre mendigos. O grande lance é erradicar a pobreza e não governar para os pobres. Para zerar a pobreza não há outro jeito senão criar milhões de empregos. Como? A resposta é a escola da biomassa. Energia, comida e matéria-prima.

É produção de álcool, óleo, carvão, gás vegetal e energia elétrica, disseminada em pequenas propriedades. Agricultura familiar, micro-destilarias, tudo super barato. Nas zonas rurais está a solução para se reduzir a violência urbana. A produção extensiva de alimentos e energia limpa, renovável, descentralizada e democratizadora, faz a reforma agrária, resolve o problema do homem desempregado, sem terra, sem comida e sem futuro.

A terra desocupada e o homem desempregado passarão a criar os bens mais preciosos que existem. A Biobrás seria a maior empresa energética do planeta. Isso em época na qual o capitalismo entrou na fase da energia fóssil, cada vez mais rara, cara e bélica."

Na foto acima, o autor explica o funcionamento de seu caminhão a óleo vegetal, no Rio de Janeiro (RJ), por ocasião da expedição brasileira sobre energia positiva, promovida pelo Greenpeace de outubro a dezembro de 2004.

 

14 - Religião