O Auxílio Emergencial

Economia

Em meio à crise com o novo coronavírus, o governo federal viu a necessidade de atuar para amenizar os efeitos em pessoas autônomas e empresas. É difícil conciliar o isolamento sem garantir que pessoas consigam manter o sustento, pois as contas não afrouxaram. Por outro lado, manter toda a atividade econômica livre leva ao risco de precisar fechar negócios e isolar pessoas na suspeita de um único infectado, o que também possui impacto econômico, pior ainda quando se perde um bom funcionário para a morte – além de toda a questão da família, amigos, a importância do indivíduo na sociedade.

É um grande desafio o momento atual e toda solução leva a problemas, seja no lado de afrouxar ou apertar. O Auxílio Emergencial foi uma medida do governo, na forma de transferência de renda, visando dar condições de sobrevivência a quem já vive com pouco.

 

Como funciona o auxílio emergencial?

 

Auxílio Emergencial

 

As pessoas que se enquadrassem nas categorias contempladas, como MEI ou informais, deveriam acessar o site auxilio.caixa.gov.br e fazer o cadastro de seus dados. Quem já estava no CadÚnico (Cadastro único de programas sociais) não precisou fazer nada.

Esse cadastro ficou associado a um número de celular, necessário para fazer login nos aplicativos e sites da Caixa. Cerca de duas semanas antes dos pagamentos, quem teve seu cadastro aprovado recebeu a indicação do download do aplicativo Caixa Tem. Para quem não possuía conta bancária, foram criadas contas digitais sociais, em um grande processo de bancarização.

Os beneficiários irão receber R$ 600,00 (seiscentos reais) por três meses, podendo receber o dobro do valor mensal quando possuem dependentes menores de idade. O valor pode ser usado no pagamento de boletos ou transferido para outras contas digitais – com o prazo de um dia para a finalização da transferência (tipo doc). Saques na boca do caixa exigem a geração de um código via aplicativo, não tendo sido distribuídos cartões para as contas criadas.

Como os pagamentos dependem de tecnologia, e muitas pessoas demandaram o sistema bancário ao mesmo tempo, lentidão e outras dificuldades surgiram para a obtenção do dinheiro. Por outro lado, com o passar dos dias, algumas pessoas foram conseguindo, depois de sofrida espera.

 

Outras grandes crises mundiais

 

Essa não será a primeira e nem a última grande crise mundial. A economia vive de ciclos e fatores como doenças, novas demandas, desastres naturais e outros tantos fatores podem desencadear grandes recessões. Os governos não podem atuar o tempo todo de forma intervencionista, mas nesses momentos a atuação pode ser fundamental para a reerguida econômica, como aconteceu após a crise de 1929 ou a Grande Depressão, importante momento histórico a compreender, principalmente quem gosta do mercado da renda variável.

 

O Brasil e o mundo com auxílios de governo

 

A exemplo das outras crises, sabe-se da necessidade de intervenções. Nos EUA, já foram aprovadas linhas de crédito e outros mecanismos para favorecer a economia. No Brasil, além do auxílio emergencial, foram lançados auxílios às empresas pela possibilidade da suspensão de contratos de trabalho e subsídios no pagamento de salários, para evitar demissões.

Nenhum governo acharia bom fazer auxílios tão grandes. Mesmo considerando os governos com tradição em transferência de renda, um auxílio emergencial não se compara ao valor oferecido por benefícios como o Bolsa Família, por exemplo. Foi uma ação necessária, e esse valor, para pessoas carentes, foi integralmente gasto no comércio de itens básicos, como alimentação e vestuário.

 

O que isso impacta em investimentos de renda variável?

 

Os investimentos em renda variável estão em queda, sendo oportunidade para quem está com capital para compra, mas essa queda é um reflexo da economia. Os investimentos ou são partes de empresas, ou funcionam como capital para a realização das mais variadas atividades econômicas.

Quando ocorrem programas de transferências de renda como o mencionado, há um respiro para a economia e alguns setores acabam ganhando força. Como dinheiro bom é aquele que circula, é o que acaba acontecendo, pois o auxílio se transforma majoritariamente em consumo.

Também há setores que, ou não pararam, ou acabaram se reinventando. Por mais que o momento seja de incertezas, nem todas as quedas foram bruscas, sendo necessário avaliar os investimentos.

Além do giro da economia pelo auxílio e variações atreladas ao mercado empresarial, também foi notável o aumento da cotação do dólar e de criptomoedas nos últimos dias. O que resta saber é se a tendência irá permanecer nos próximos dias ou meses.

 

Por fim,

 

A economia não é um elemento estanque. É preciso que todos os mecanismos funcionem para que empresas e negócios cresçam e prosperem, e as opções de investimento se fortaleçam. Os incentivos à economia realizados pelo governo são importantes nesse momento, e é preciso esperar que tanto a segurança no âmbito da saúde aumente, como a confiança e a economia cresçam depois desse período turbulento.

 

SOBRE A AUTORIA: Esse texto é um oferecimento d’O Blog do Mestre, gentilmente publicado pelo site Fendel. O Blog do Mestre é um blog que envolve entretenimento, curiosidades, atualidades e muito conhecimento!